quinta-feira, 30 de Abril de 2009

SMS do dia - LV

25 Setembro 2004, V.Guimarães - FC Porto
Victor Fernandez protesta contra a equipa de arbitragem liderada por Duarte Gomes. Suspensão de 15 dias e multa de 150 euros.

11 Janeiro 2006, Naval - FC Porto
Co Adriaanse para o árbitro Bruno Paixão: "It's foul". Suspensão de 15 dias e multa de 150 euros.

18 Abril 2009, V.Guimarães - Sporting
Paulo Bento é expulso por Bruno Paixão e grita "vai pró caralho, vai pró caralho". Multa de 500 euros e repreensão por escrito.

O interior do Dragão Caixa


«Os heptacampeões do hóquei em patins do FC Porto foram os primeiros a experimentar o novo pavilhão do clube. Durante a manhã de ontem os jogadores não calçaram os patins mas fizeram banhos e massagens.
Ricardo Figueira, não escondeu a satisfação com aquilo que viu: "Foi espectacular. São condições que imaginamos estarem ao nível de uma equipa profissional de futebol. É tudo topo de gama, nunca tivémos isto pelo que, para uma equipa que não seja de futebol, só pode ser encarado como uma nova forma de motivação para os jogadores e toda a modalidade no clube", disse o jogador que não vê a hora de rolar no piso do Dragão Caixa.

E enquanto o hóquei testou os banhos e massagens, a tarde ficou para o andebol, que já testou o piso. Aliás, como O JOGO já tinha adiantado, será mesmo o andebol a realizar, dia 6 de Maio, o primeiro jogo oficial. "Depois de nove anos com a casa às costas é uma sensação fantástica entrarmos finalmente no nosso pavilhão que tem as condições óptimas para uma equipa como a nossa. Agora temos que corresponder com resultados", diz, por seu turno o capitão da equipa de andebol, Manuel Arezes.

Hoje, de manhã e à tarde, será a vez do basquetebol estrear os cestos.
Menos sorte terão os adeptos que não poderão visitar o interior do Dragão Caixa a não ser nos dias de jogos. É que o treino inaugural, bem como os restantes, são todos à porta fechada. Ainda houve quem pedisse ao segurança para dar apenas "uma vistinha de olhos rápida", mas... nada feito.»
in O JOGO, 28/04/2009


O primeiro jogo oficial será na próxima terça-feira, 5 de Maio, às 21h30, entre o FC Porto e o Madeira SAD, para meias-finais da Liga de Andebol.
Até lá, e para quem não teve a felicidade de ser um dos dois mil convidados para a festa de inauguração, algumas fotos que mostram como é o interior do novo pavilhão do FC Porto.







Fotos: Record, Gabinete de Arquitectura Risco

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

SMS do dia - LIV


Depois de em Fevereiro passado Santos Oliveira ter conquistado o campeonato nacional de bilhar às três tabelas, com os mesmos pontos do seu companheiro de equipa Rui Manuel Costa, que se sagrou vice-campeão Nacional, no passado fim-de-semana foi a vez da equipa do FC Porto ter garantido o acesso à fase decisiva da Taça da Europa de bilhar, após vencer a sua poule de apuramento para a competição.
Deste modo, de 4 a 7 de Junho, em Schiltigheim, França, os dragões irão ser um dos seis clubes que vão disputar o título europeu.

É caso para dizer que, mais uma vez, o Bilhar portista está em grande.
Agora "só" falta conquistar o tão desejado título europeu, que o ano passado fugiu por uma unha negra.

Foto de Alípio Jorge (fonte: 'Bibó o Porto, carago')

O próximo passo

Por Hugo Mocc


Aqui há umas semanas atrás escrevi sobre o assunto da Superliga Europeia, que para muitos é uma inevitabilidade e para outros tantos uma aberração. Agora que o FC Porto concluiu a sua participação na Liga dos Campeões, edição 2008-09, e tendo a Liga Sagres à sua mercê, apetece-me reflectir sobre a falta de competitividade interna que assola o nosso clube em Portugal e numa particular solução para esse problema.

Ao contrário do que muitos pensam, eu não considero a liga portuguesa muito inferior às suas congéneres Espanhola, Italiana, Francesa ou Alemã. Num momento da história do futebol em que os principais clubes Ingleses dominam por completo o topo da pirâmide por via das obscenas montanhas de dinheiro que as cadeias televisivas injectam na Premier League, poder-se-á afirmar que o restante das ligas europeias estarão de um modo geral, na vertente desportiva, mais próximas que nunca, Liga Portuguesa incluída.

Mas se dentre as 10 ligas de top na Europa - Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França, Rússia, Ucrânia, Holanda, Roménia, Portugal, (Turquia, Grécia, Escócia, vêm logo a seguir a Portugal – se observam claramente 2 escalões (top 5 e os restantes) isso deve-se muito claramente à importância dos montantes gerados pelas transmissões televisivas e não tanto à qualidade de futebol praticada bi-semanalmente nos relvados europeus.

Obviamente existem diferenças de estilo e, no geral, Portugal segue a escola italiana, que, ao longo dos anos, tem privilegiado o aspecto defensivo do jogo. Tenho para mim que qualquer equipa Espanhola ou Inglesa de topo teria imensas dificuldades para ser campeã em Portugal. E o mesmo se poderá dizer de qualquer equipa portuguesa nos campeonatos Inglês ou Espanhol. Não porque as equipas portuguesas sejam inferiores - embora por regra vivam com esse complexo - mas essencialmente pelas diferenças culturais do jogo nos diferentes campeonatos.


Sendo que a questão da Superliga Europeia se baseia num ideia de elitismo financeiro que pretende fechar os clubes europeus de top numa redoma impenetrável - ao estilo das ligas americanas NFL, NBA e NHL - a UEFA terá que defender os interesses do desporto em si, seja por via de integração - o actual modelo da Liga dos Campeões é o melhor exemplo desta estratégia de integração como resposta ao desejo dos clubes em formar a tal Superliga Europeia - ou por via da exclusão, repudiando futuras movimentações nesse sentido que levarão à secessão e provável formação de um novo futebol, autónomo da UEFA e da FIFA.

Pessoalmente não acredito muito na segunda hipótese, ainda que seja possível e, para muitos adeptos de clubes "menores", provavelmente desejável. Creio que a integração continuará a evoluir, mas em que moldes?

Desde 2007 que se têm ventilado rumores acerca de uma possível amalgamação das várias ligas nos Balcãs, sendo Michel Platini, aparentemente, um dos promotores da ideia. Similarmente, não é nova a ideia de integrar os dois maiores clubes da Escócia na Premiership inglesa, tal como não é nova a vontade de Russos e Ucranianos fundirem os seus campeonatos. Tendo dois campeonatos europeus sido organizados em conjunto por duas nações com relativo sucesso, e com a experiência adquirida com a fusão dos campeonatos alemães (Este e Oeste), tenho para mim que antes de uma qualquer Superliga Europeia, iremos assistir a integração regional de diversas ligas nacionais.

Assim, a médio e longo prazo, a UEFA garantirá a sobrevivência do desporto ao mesmo tempo que garante viabilidade financeira e competitividade para os clubes de topo. Creio que o próximo passo poderá ser dado em breve (dentro de 5-10 anos) com os clubes de top de ligas secundárias como a Portuguesa, Escocesa ou Grega a serem incorporados nas ligas Espanhola, inglesa e italianas, respectivamente. Isto sendo apenas o estágio anterior a uma integração completa das respectivas ligas profissionais.

Não me admirarei muito se por volta de 2025 houverem cerca de 10 ligas profissionais regionais na Europa - Ibérica, Escandinava, Britânica, Franco-Belga, Germânica, Boémia, Balcânica, Leste Europeu, Russo-Ucrâniana e Mediterrânica - e apenas uma competição Europeia transversal a todas elas.

Para o FC Porto e demais clubes portugueses isto seria a estocada final no moribundo "sistema" politiqueiro do futebol "tuga" que apesar de nos fazer campeões todos os anos, nos continua a limitar em termos da competitividade e oportunidades de crescimento que (não) nos proporciona.

Eu penso que nós, FC Porto, estaríamos à altura de um novo e maior desafio, mas enquanto que, por exemplo, Rangers e Celtic aparentemente aceitariam integrar uma sub-divisão da Premiership numa primeira instância, não creio que nós nos contentássemos com menos do que um lugar na mesma tabela do Barcelona e do Real Madrid. O desafio seria enorme e a competitividade faria de nós um clube muito mais forte, mas estaríamos nós prontos para deixar de sermos campeões recorrentes para sermos apenas “outsiders”? Seria este um passo atrás na evolução e na história do nosso grandioso clube?

Num momento em que o balão competitivo esvaziou com a saída da Liga dos Campeões, a quase certa revalidação do título e a presença na final do Jamor, com mais ou menos lesões, o FC Porto é, por falta de competição à altura, o seu pior inimigo. A complacência instala-se e a equipa baixa os braços e joga apenas para cumprir calendário.

Com uma competição regional, manter-se-ia a identidade local dos clubes, manter-se-iam os "derbies" locais, aumentariam os "clássicos", ao mesmo tempo que se aumentavam os índices competitivos para todos os clubes. Ter-se-ia que ajustar o sistema de subidas e descidas de divisão, criando dois ou três escalões de futebol profissional, sendo o mais baixo dividido por sub-regiões (Andaluzia, Catalunha, Galiza e País Basco, Portugal, etc.). O calendário seria competitivo até ao fim e haveria um significativo aumento de verbas para os clubes portugueses graças a maiores receitas provenientes dos direitos das transmissões televisivas dos jogos e de toda a publicidade associada.

A meu ver os benefícios são claramente superiores aos custos, quer em relação a manter o actual figurino, quer em relação a avançar para um esquema americanizado de Superliga Europeia. Numa altura em que o Benfica pensa no assunto pelos motivos mais errados, o FC Porto deve também reflectir se isto é algo que lhe interessa. É que politiquices à parte, cada vez menos os clubes profissionais portugueses conseguirão competir a sério, isto é, para ganhar, com os seus equivalentes Europeus se a situação actual se mantiver.

terça-feira, 28 de Abril de 2009

"Ferrari" nomeado para os Barreiros

Para a tradicionalmente muito difícil deslocação do FC Porto ao Estádio dos Barreiros, Vítor Pereira faz mais uma nomeação cirúrgica, com um trio da AF Setúbal.
O árbitro principal será o João "pode ser o João" Ferreira e um dos seus assistentes será o célebre "Ferrari", também conhecido por Pais António.
Isto promete, bastando para tal lembrar o que foi o desempenho do artista João Ferreira no último FC Porto x Sporting.
Vamos lá ver se, pelo menos, o FC Porto termina o jogo dos Barreiros com 11 e sem lesionados...


«O árbitro assistente que apoiou Lucílio Baptista na controversa decisão de assinalar grande penalidade contra o Sporting na final da Carlsberg Cup, disputada com o Benfica no Estádio Algarve, ganha a vida como 1.º Sargento de Infantaria do Exército e reside no concelho de Setúbal, onde, segundo O JOGO apurou, é conhecido pelo seu… benfiquismo, que não reprime nem mesmo no curso de árbitros. A afeição pela cor forte do emblema da Luz - o encarnado - levou inclusivamente a que Pais António recebesse a alcunha de “Ferrari”»
in O JOGO

Os árbitros que não escrevem o que vêem e ouvem


Extractos de uma recente entrevista de Luís Guilherme (presidente da APAF) ao Record/Antena 1.

Record - Vamos a um caso concreto: esta semana o árbitro Bruno Paixão deu ordem de expulsão ao treinador do Sporting, em Guimarães, mas depois, no relatório não mencionou os insultos de que foi alvo e são perceptíveis nas imagens da televisão. Por que é que isto acontece? Os árbitros têm problemas de afirmação, subalternizam-se, ou, por outro lado, compensam no relatório os erros que cometem em campo, apresentando uma versão suave dos factos?

Luis Guilherme - O que está a dizer não pode acontecer. O árbitro tem de descrever no relatório o que observa...

R - O árbitro escreveu que o treinador do Sporting "gesticulou e mostrou desacordo", mas ficou-se por aí...

LG - Se o árbitro Bruno Paixão não se apercebeu das injúrias que eventualmente lhe tenham sido feitas, e o mesmo aconteceu com o 4.º árbitro, não tem de inventar. Mas é preciso esclarecer que ao árbitro não preocupa a punição que é dada a quem é expulso. O árbitro tem de interpretar as leis e os regulamentos. Não interessa se o treinador é punido com multa ou dias de suspensão, o que nos preocupa é se são omitidos factos nos relatórios, e por que é que demora tanto tempo a ser feita justiça, com processos pendentes, como acontece com o treinador do Sporting, que tem dois, um que é quase da época passada. Isso é que nos preocupa, porque com a não resolução desses casos não se cria justiça. Em relação aos árbitros isso já não acontece.

R - Ao não escreverem nos relatórios o que vêem e toda a gente vê, os árbitros não estão a contribuir para a sua própria descredibilização?

LG - Se assim for, é evidente que sim. Mas não me passa pela cabeça que eles não descrevam o que vêem e ouvem. Porque se não o fizerem estaremos perante um caso disciplinar grave. Só que as imagens que nós temos nas nossas casas, através da televisão, não são as que os árbitros têm, nomeadamente com grande planos salteados de treinadores a proferirem alguns impropérios. Mas é preciso dizer que a APAF não pactua com situações de omissão de factos, se acontecerem e forem verdadeiras.

R - Mas quando se vê o árbitro Lucílio Baptista ser abalroado por Pedro Silva, do Sporting, na final da Taça da Liga, e depois não escreve no relatório, porque "não se passa nada", não fica preocupado?

LG - Fico preocupado, mas eu falei com o Lucílio Baptista sobre essa matéria e outras, e ele explicou-me que não interpretou a situação como tendo sido uma investida do jogador. O ano passado houve um caso idêntico, com o Olegário Benquerença, mas foi ele, com a sua movimentação, que acabou por provocar o contacto com o jogador. O Lucílio não inferiu que tivesse sido uma atitude agressiva, mas o jogador a tentar explicar que jogou a bola com o peito e não com a mão. E eu aceitei a explicação. Mas volto a afirmar que os árbitros têm de escrever pormenorizadamente no relatório o que vêem e ouvem.


R - Os árbitros têm receio de o fazer, acredita que isso possa acontecer?

LG - Se isso acontecer, o árbitro não pode ser árbitro. Claramente. O árbitro está ali para decidir. Se o árbitro não tiver a coragem para dizer o que se passou não pode ser árbitro.

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Alguém sabe o que aconteceu aos processos disciplinares do Paulo Bento, Pedro Silva e João Moutinho, decorrentes das afirmações e cenas tristes que todo o país viu, na final da Taça da Liga?
É que esse jogo já foi há mais de um mês!
Tão célere para outras coisas, de que está à espera Ricardo Costa?
Será que as inevitáveis punições ao treinador e jogadores sportinguistas irão ser cumpridas durante o defeso?
É que já só faltam quatro semanas para o campeonato terminar...

Fotos: Record

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Jornalismo de sarjeta no PUBLICO


O estranho caso do minuto 58
por Luís Octávio Costa, PÚBLICO, 26/04/2009

«Minuto 58 do FC Porto-Vitória de Setúbal. De uma assentada, Leandro Lima e Bruno Gama foram substituídos por dois colegas de equipa. Coincidência ou não, Leandro Lima e Bruno Gama, jogadores emprestados pelo FC Porto ao Setúbal, estavam a ser os dois jogadores mais perigosos dos sadinos. Coincidência ou não, o jogo que estava empatado ganhou outra vida quatro minutos depois com o primeiro de dois golos de Lisandro (2-0). O tiro no pé de Carlos Cardoso deu uma segunda vida ao campeão nacional.

Alguém quer explicar a substituição? Pontaria de Carlos Cardoso, que na véspera até vaticinara uma “gracinha”? Sorte de Jesualdo Ferreira, que via o placard a andar para trás? “Com a saída dos dois jogadores, o FC Porto passou a ter mais espaço e mais linhas”, respondeu Jesualdo. “Já não atacavam com a mesma intensidade”, justificou Carlos Cardoso.

Antes de o jogo começar, os portistas aplaudiram a entrega a Bruno Alves do troféu A Bola/BES, que premeia o melhor dos três grandes no campeonato nacional. No final, aplaudiram Lisandro, autor de dois golos à ponta-de-lança que deixam o FC Porto com o avanço do costume. Pelo meio, aos 58’, fez-se silêncio no Estádio do Dragão, estupefacto com a sorte que lhes calhara na rifa.

Houve claramente um antes e um depois “minuto 58”. Antes, o ataque do FC Porto resumia-se a dois ensaios de Raul Meireles já na segunda parte (aos 47’ e aos 51’) e a um cabeceamento de Rolando (52’). Antes, o FC Porto tinha tido dois bons períodos de pressão, mas inconsequente. Antes, falava-se da falta que fazia uma cabeça (de Lucho) no meio-campo e músculo (de Hulk) na frente de ataque. Antes, o Setúbal era uma equipa modesta e humilde, mas concentrada e com Auri a varrer tudo lá atrás. Antes, Leandro Lima e Bruno Gama tinham tido a ousadia de invadir a área portista (e aos 40’, o português, com o consentimento de Tomás Costa, até podia ter marcado). (...)»

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Os meus parabéns ao senhor Luís Octávio Costa (LOC), que mostrou uma coragem assinalável ao escrever um artigo digno de um qualquer Querido Manha, José Manuel Delgado, Rui Cartaxana ou Leonor Pinhão. Não é para qualquer um. Aliás, não me surpreenderia que, a curto prazo, este novo “craque do jornalismo desportivo” estivesse a assinar pela ‘A Bola’ ou por um dos jornais da Cofina.

Mas para além do “estranho caso do minuto 58” e das insinuações e suspeições octavianas subjacentes (vocês sabem do que eu estou a falar...), há outras estranhezas que talvez o senhor LOC nos possa ajudar a esclarecer.

1º) Sendo Leandro Lima e Bruno Gama jogadores emprestados pelo FC Porto, porque razão os dirigentes azuis-e-brancos permitiram que eles jogassem um minuto sequer contra o clube que lhes paga os salários? Se não quisessem que eles jogassem, não teria sido facílimo arranjar uma mialgia ou uma qualquer indisposição gástrica?
Provavelmente o Pinto da Costa esteve a dormir a semana toda e só acordou ao minuto 58...
Terá sido isso senhor LOC?

2º) Na 2ª parte o FC Porto entrou em campo com outra atitude e rapidez, o que foi visível para todos aqueles que viram o jogo com os olhos abertos (terá sido o caso do senhor LOC?). A prova disso é que nos primeiros sete minutos a seguir ao intervalo houve três lances perigosos para a baliza do Setúbal - segundo o próprio LOC, “dois ensaios de Raul Meireles já na segunda parte (aos 47’ e aos 51’) e a um cabeceamento de Rolando (52’)”.
Nessa altura o Leandro Lima e o Bruno Gama ainda estavam em campo? Ah estavam, e não conseguiram “esticar o jogo” evitando que o FC Porto criasse estas três situações de golo?
E, já agora, quantas jogadas de perigo é que esta dupla maravilha criou na 2ª parte até serem substituídos? Zero? Hum, não será estranho senhor LOC?...

3º) Ao ver o FC Porto criar mais perigo nos primeiros minutos da 2ª parte do que em toda a 1ª parte, a intenção de Carlos Cardoso não terá sido reforçar a equipa com jogadores frescos e de perfil mais defensivo, de modo a evitar que os dragões fizessem aquilo que estavam a ameaçar, isto é, quebrassem a muralha sadina?
Terá sido por isso que, no final do jogo, Carlos Cardoso afirmou: "O F.C. Porto estava a atacar muito pelos laterais, e eles [Leandro Lima e Bruno Gama] tinham de os acompanhar. Por isso já não conseguiam atacar como deviam. Pensei que com as alterações pudessem travar essas subidas dos laterais do F.C. Porto e poderia dar hipótese a um jogador do centro para entrar mais pelo meio no apoio ao Carrijo".
Correu mal? Pois correu, como acontece à esmagadora maioria das estratégias dos treinadores do campeonato português quando jogam contra o Tri-campeão nacional.
Ou, na opinião do senhor LOC, o melhor teria sido o treinador do Setúbal aproveitar o balanceamento ofensivo do FC Porto e reforçar o ataque (com que jogadores não se sabe, mas para as suspeições subjacentes isso também não interessa...), jogando taco-a-taco no Estádio do Dragão?

4º) Terão sido as substituições ao minuto 58 que, quatro minutos depois, impediram Auri de continuar “a varrer tudo lá atrás”? Às tantas as substituições afectaram psicologicamente o Auri e só por isso é que o Lisandro lhe deu um nó cego e marcou espectacularmente o 1º golo. Terá sido isto senhor LOC? Aposto que sim...

5º) A possibilidade de haver alguma marosca por trás do “estranho caso do minuto 58” pressupõe, entre outras coisas, a conivência e colaboração activa do treinador sadino, um homem de 64 anos, com um enorme passado no futebol português e, particularmente, no seu Vitória de Setúbal (onde é uma espécie de faz tudo e treinador de recurso para as situações mais aflitivas).
Será que o senhor LOC se lembrou disto, antes de escrever a crónica vergonhosa e rasteira do FC Porto x Vitória de Setúbal, publicada no jornal PÚBLICO de hoje?

6º) Em Janeiro passado, o Vitória de Setúbal veio jogar ao Estádio do Dragão para a Taça da Liga, tendo perdido por 1-2. Nesse jogo os sadinos beneficiaram de duas grandes penalidades, tendo Leandro Lima concretizado a primeira e falhado a segunda o que, claro está, motivou as habituais insinuações e suspeições.
Isto é assim: se os jogadores emprestados jogarem contra o FC Porto, isso é suspeito; se não jogarem é ainda mais suspeito; se jogarem de início e forem substituídos isso é altamente suspeito.
Perceberam ou querem que eu faça um desenho?
Bem fez o SLB na semana passada, não permitindo que o Zoro jogasse contra eles (ah, pois, estava lesionado...)


Se, contra tudo e contra todos, o FC Porto revalidar o seu titulo de Campeão Nacional, é desta que os Rennies vão esgotar...

Começo difícil, final feliz


O FC Porto apresentou um onze com algumas alterações. Para além dos ausentes Lucho, Hulk e Sapunaru, Jesualdo deixou Fucile no banco. Tomás Costa descaiu para lateral, Mariano manteve-se na função do Comandante e Lisandro variou o jogo ao lado de Farías. Um FCP com mais poder atacante, apesar das ausências, para ultrapassar um Vitória de Setúbal que variou entre o defensivo e ultra defensivo com 10 jogadores atrás da bola e um meio campo recheado de defesas.

O FC Porto entrou um pouco à imagem do jogo em Coimbra: algo lento, com os jogadores da frente muitas vezes parados, o que ajudou os sadinos. Rodriguez e Meireles estão a acusar algum cansaço, o que leva a equipa a entrar com pouco fulgor nestes jogos da recta final do campeonato. Mesmo assim, chegaram a estar 21 jogadores no meio campo do Vitória, mas o guarda-redes Kieszek não chegou a apanhar nenhum verdadeiro calafrio na 1ª parte. Rodriguez apagado, Meireles oculto, Lisandro activo mas insuficiente, Fernando em grande forma a tentar subir e bem. Chegou o intervalo e a nítida sensação de que o Porto teria de regressar com tantos jogadores na frente, mas mais pressionante e mais rápido nas movimentações atacantes.


Raul Meires melhorou na 2ª parte, mais activo, a procurar entrar mais pelo centro e a ajudar as alas e o FC Porto começou a criar verdadeiras jogadas de perigo, o que fechou ainda mais os sadinos. Aos 57 minutos saíram Leandro Lima e Bruno Gama e por momentos julguei que Carlos Cardoso fosse apostar em Bruno Vale para segundo guarda-redes. Mas correram mal as substituições, já que Fernando fez um passe magistral a rasgar a defesa, Farías assistiu Lisandro e o argentino, com um toque sublime, tira o defesa do caminho e "pica" a bola para o fundo da baliza. Um belíssimo golo. Seis minutos volvidos e Lisandro bisava após bom cruzamento de Mariano. O FCP passava a controlar as operações sem grandes pressas. Não se repetiu o resultado da semana passada por manifesto azar: grande (e talvez única) arrancada de Rodriguez a furar pelo meio da defesa sadina, remate e a bola a embater em cheio no poste. Aos 85 minutos - algo tarde pareceu-me, até para o Professor - Jesualdo mexeu no onze inicial, entrando Tarik, Guarín e Rabiola.

Vitória justíssima num jogo muito difícil, onde por vezes a equipa de arbitragem tinha mais membros no meio campo portista que os sadinos. Muito descanso e venha o próximo. Algum cansaço nos jogadores vai exigir um espírito de sacrifício no exigente terreno do Marítimo.

Melhor em campo: Lisandro, com menções especiais para Fernando e Raul Meireles.

domingo, 26 de Abril de 2009

SMS do dia - LIII

Das duas uma:

- Ou se deixa de chamar minuto de silêncio, e passa a minuto de homenagem

- Ou o pessoal só bate palmas ao fim dos 60 segundos

“Contribuir para a estabilidade do grupo”


«Os jogadores do Vitória de Setúbal foram ontem presenteados com metade de um mês do ordenado. O dinheiro, entregue em mãos, por um elemento ligado à SAD, vai ajudar os atletas a ultrapassar algumas das dificuldades financeiras com que se vêm debatendo há quase cinco meses, altura em que receberam a última verba. (…)
Para além desta verba, também o Sindicato dos Jogadores, pela voz do presidente Joaquim Evangelista, anunciou a entrega de 1500 euros à maioria dos jogadores sadinos - àqueles que accionaram o Fundo de Garantia Salarial.
O central Robson confessou, no final do treino de ontem, a satisfação pelo gesto dos responsáveis sadinos e, sem especificar o montante recebido, revelou que "a verba disponibilizada vai dar maior tranquilidade para superar os dias que faltam para o final da época". O brasileiro disse ainda que na situação em que os jogadores do Setúbal se encontram "qualquer quantia é benéfica e vai contribuir para a estabilidade do grupo". (…)
Noutro âmbito, os jogadores sadinos continuam a preparar a partida do próximo domingo com o FC Porto. O jogo com os dragões está a ser encarado com optimismo, apesar da pesada derrota averbada na última ronda, frente ao Benfica (0-4). André Marques continua em dúvida. Zoro, Ricardo Chaves e Bruno Ribeiro parecem recuperados e aptos a defrontar os azuis e brancos.»
in O JOGO, 23/04/2009


Três dias DEPOIS de serem goleados em casa pelo SLB e quatro dias ANTES de se deslocarem ao Estádio do Dragão, os jogadores do Vitória de Setúbal receberam duas “prendas”:
- metade de um ordenado (algo que não recebiam há cinco meses!);
- uma verba do Fundo de Garantia Salarial, entregue por Joaquim Evangelista.

Evidentemente, deve ter sido coincidência estas verbas não estarem disponíveis ANTES do jogo com o SLB...

Aliás, esta época futebolística tem andado cheia de coincidências.
Por exemplo, os jogadores do Estrela da Amadora, após terem estado 10 dias sem treinar (tendo para tal o apoio público do presidente do Sindicato), decidiram regressar aos treinos sem que nenhuma das suas exigências tivesse sido cumprida.
Quando?
Precisamente três dias DEPOIS de terem jogado com o SLB e quatro dias ANTES de se deslocarem ao Estádio do Dragão. Olha que coincidência!...

Outra curiosidade é o facto de um dos actores envolvido nos bastidores destas e de outras coincidências ser Joaquim Evangelista, o que, de certeza, também é coincidência...

sábado, 25 de Abril de 2009

Pinto da Costa e a recandidatura ao triénio 2010-2013

«O actual mandato de Pinto da Costa só termina no próximo ano, mas a Comissão de Apoio à Recandidatura do presidente do F. C. Porto já reuniu, até ao momento, 8875 assinaturas junto da massa associativa (...)
"Em todas as recandidaturas, temos recolhido sempre mais assinaturas do que nos processos anteriores. Na última, por exemplo, conseguimos 15 mil, agora pretendemos chegar às 20 mil", explica, ao JN, Fernando Cerqueira, líder da Comissão de Apoio. (...)
"Eu e a Comissão acreditamos, convictamente, que Pinto da Costa se vai recandidatar. Estas assinaturas são uma prova de carinho e ele não ficará indiferente". (...)
Por curiosidade, na primeira recandidatura de Pinto da Costa, na década de 80, a Comissão de Apoio recolheu 683 assinaturas. Agora, em quatro meses já foram asseguradas 8875 subscrições!»
JN, 22/04/2009


Em 23 de Abril de 2009, Pinto da Costa comemorou o 27º aniversário da sua tomada de posse como presidente do Futebol Clube do Porto e, tal como Fernando Cerqueira, não tenho dúvidas que daqui a um ano, em Abril de 2010, se irá recandidatar a mais um triénio à frente dos destinos do clube. Aliás, na cabeça de Pinto da Costa essa decisão parece já estar tomada ("...não me deixo abater, nem tenho medo. Mesmo no país em que estamos, podem estar tranquilos e contar comigo") e, para isso, será completamente irrelevante o número de assinaturas que a Comissão de Apoio à Recandidatura vier a reunir.

Pinto da Costa é o dirigente com o melhor palmarés do desporto português e, seguramente, um dos de maior sucesso no futebol mundial. O desempenho do FC Porto nas competições europeias, dispondo de meios muito inferiores aos “tubarões” que por lá andam, é já um case study. Perante tanto sucesso, é cada vez mais difícil manter a bitola e cada vez há menos coisas novas para ganhar. Contudo, Pinto da Costa não parece estar cansado de ganhar e estou convencido que os ataques de que foi alvo nos últimos anos, mais do que o deitarem abaixo, funcionam como um doping e reforçam a sua vontade de continuar. Além disso, e apesar de já ter 71 anos, Pinto da Costa aparenta estar em excelente estado de forma e de boa saúde. Assim sendo, não lhe faltam motivos para se recandidatar, senão vejamos:

1º) Uma vida dedicada ao FC Porto
Nos últimos 33 anos, a vida de Pinto da Costa e do FC Porto confundem-se. Tenho sérias dúvidas que o Jorge Nuno conseguisse viver se o Pinto da Costa decidisse retirar-se de cena. Ao fim de dois ou três meses ia-lhe “faltar o ar”, o convívio diário com jogadores e treinadores, o cheiro dos estádios, as viagens com a equipa, os amigos do futebol, os bajuladores e toda a “corte” que rodeia o poderoso presidente do FC Porto.
Evidentemente, um dia Pinto da Costa terá de sair mas, como ele próprio afirmou, largos dias têm 100 anos...

2º) Unificador de sensibilidades
O Grupo FC Porto abrange centenas de pessoas e ao nível da estrutura dirigente estamos a falar de algumas dezenas. Apesar de haver uma liderança forte, indiscutível e inquestionável, é normal que ao longo de todos estes anos se tenham formado algumas sensibilidades, com perspectivas diferentes sobre determinados aspectos da vida do clube e da SAD. Ora, Pinto da Costa tem sido o elo unificador destas sensibilidades e, não havendo um delfim consensual (é cedo para a hipótese Vitor Baía), seguramente que não gostaria de as ver a degladiarem-se entre si no day after à sua saída.

3º) Luis Filipe Vieira e o SLB

Ao longo do seu consulado, Pinto da Costa tem derrotado, e em alguns casos humilhado, todos os adversários que se têm atravessado à sua frente. De João Rocha a Vale e Azevedo, passando por Gaspar Ramos, Pedro Santana Lopes, Dias da Cunha ou José Veiga, todos têm saído de cena pela porta pequena, apesar da gritaria e dos anúncios tantas vezes repetidos de que iriam remeter o “clube regional” à sua insignificância. Luis Filipe Vieira poderia ser apenas mais um desta já longa lista de “cadáveres desportivos” mas, no caso do ex-negociante de pneus, a coisa saltou da esfera desportiva para a pessoal e, por isso, não estamos a falar de um mero adversário. É um inimigo, que tudo indica irá ser reeleito presidente do SLB em Outubro deste ano e que será a última pessoa a quem Pinto da Costa quererá estender uma passadeira vermelha para o sucesso.

4º) O Processo Apito Dourado
Pinto da Costa apresta-se para ganhar em Tribunal todos os processos desencadeados pela equipa especial liderada pela Drª Maria José Morgado, com origem e/ou apoiados na troika SLB – Carolina – Comunicação Social. Contudo, a vitória em Tribunal, mesmo sendo por KO, não é suficiente. Falta a vingança e, como todos sabemos, la vendetta è un piatto che viene servito freddo.

5º) Museu e outros pormenores
É provável que a construção do Museu, juntamente com “a constituição de uma equipa de ciclismo e a criação de um espaço de convívio para os sócios e simpatizantes do clube” (conforme anunciou Fernando Cerqueira na entrevista ao JN) venham a ser referidos como pretextos para a recandidatura mas, sinceramente, penso que não passarão de pormenores, com um peso pequeno na decisão que, acredito, já está tomada.

Por tudo isto, e conforme se constata, na perspectiva do próprio Pinto da Costa não faltam motivos para se recandidatar. Estou 99,9% certo que é o que irá acontecer.

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Adeus ao "leão" de Génova


«O antigo jogador do FC Porto Virgílio Marques Mendes morreu hoje no Porto vítima de doença prolongada, disse à Agência Lusa fonte do clube azul e branco.

Além de se ter evidenciado no FC Porto, Virgílio, que em Novembro completaria 83 anos, foi internacional português, tendo actuado 39 vezes pela selecção nacional.

Ao serviço dos dragões, o defesa foi campeão nacional em duas ocasiões e conquistou duas taças de Portugal, tendo disputado 15 épocas, realizado 347 jogos e apontado seis golos.

A cerimónia fúnebre está marcada para as 14:00 de sábado, na Igreja das Antas, seguindo o corpo para o Cemitério da Póvoa de Varzim, onde ficará num jazigo de família.»
in Record


Dois artigos do 'Paixão pelo Porto' onde Virgílio pode ser recordado:
O cromo do dia - Virgílio
Curiosidades FCP - A fidelidade de Virgílio

Foto: Paixão pelo Porto

SMS do dia - LII

Curiosa disciplina!

Na semana passada, Jesualdo Ferreira foi castigado pela UEFA em 2 jogos (menos 1 que "Socolari") por um gesto registrado pelas imagens televisivas e não relatado pelo árbitro.

Há umas semanas, foi Lisandro que foi castigado com o recurso às imagens, apesar do árbitro ter ajuizado a jogada em questão.

Paulo Bento foi multado em 500 euros, isto porque de acordo com o árbitro Bruno Paixão, o último não ouviu os insultos do primeiro após a ordem de expulsão.

E agora, as imagens não valem nada? Bendita disciplina.

Talentos, em Portugal, Ney pensar

Entrada muito dura de Ney, sem direito a amarelo

Em velocidade, Hulk deixou Nuno André Coelho no chão, cruzando para o interior da área de Filipe Mendes, o que acaba por conseguir. Porém, no segundo seguinte é atropelado por Ney, que foi à dobra, ficando no chão agarrado à perna esquerda. Teve de sair de maca e talvez não jogue mais esta época.

OJOGO, 2009/03/23


Um dos melhores jogadores do FC Porto, o brasileiro Hulk, foi anteontem atingido pelo estrelista Ney, numa entrada violenta que nem sequer mereceu sanção disciplinar de Carlos Xistra e que muito provavelmente o deixará de fora para o resto da época. Já não é a primeira nem a segunda nem sequer será a última vez que um jogador do FC Porto é posto no “estaleiro” por “caceteiros” sem que estes sejam devidamente punidos pelos seus actos. Basta recorrer a exemplos recentes como a entrada do benfiquista Karagounis que arrumou o Lisandro durante uns tempos ou aquela brutal entrada de Katsouranis sobre o Anderson que, por curiosidade, também não mereceu qualquer sanção de outro artista, o Lucílio, e que partiu três ossos da perna do brasileiro e o atirou para fora dos relvados por mais de meio ano. Nessa altura não houve castigo por parte da Comissão Disciplinar da Liga aos infractores e o mais certo é que a entrada do Ney também passe impune. Tudo respeitando os regulamentos, claro está. Regulamentos que afinal de contas não têm qualquer utilidade.
O comunicado da SAD emitido no site oficial é o mínimo que o clube poderia fazer. Espero que não se fique por aí.


Em Portugal não se aprecia bom futebol nem se apreciam e protegem os verdadeiros artistas como o Hulk. Eles estão sujeitos às agressões dos medíocres “caceteiros” deste campeonato que não suportam que haja alguém em campo que se distinga e se eleve acima da vulgaridade. E o melhor que os talentos têm a fazer é, mais tarde ou mais cedo, abandonarem o país e mudarem-se para países que levam a sério o futebol protegendo os bons jogadores e castigando exemplarmente os “caceteiros”. O Anderson pode agora jogar e potenciar o seu futebol livremente em Inglaterra porque se algum Katsouranis o magoar seriamente sabe que fica sujeito a castigos exemplares de vários meses e por isso pensa duas vezes antes de cometer faltas duras.


E agora, pergunto eu, quem é que vai indemnizar o FC Porto por uma eventual não utilização do Hulk para o resto da época? É o Ney? É o Estrela? É a Liga? É o sindicato dos jogadores ou o seguro caducado do Estrela da Amadora? A resposta é fácil: ninguém. Ninguém vai indemnizar o FC Porto. E o pior é saber-se que na próxima jornada lá estará o “caceteiro” Ney pronto para dar o seu contributo à equipa. Tenho pena que não haja no FC Porto actual um Paulinho Santos ou um Jorge Costa que fizesse de imediato o Ney provar do seu próprio veneno, para aprender.
Foi uma arbitragem (mais uma) miserável do Xistra. Merecia que lhe partissem uma perna. E ao Ney que lhe partissem as duas.


O futebol português não é melhor porque não quer. Gosta-se é do jogador “combativo” ou com “poder de choque”, ou seja, admira-se o “caceteiro”. Fico abismado quando ouço os comentadores desportivos dizerem, por exemplo, que a entrada do Moutinho ao jogador do Guimarães no jogo da passada jornada não merecia cartão amarelo por não ter sido “violento”. Só quem não joga ou jogou futebol é que não sabe o efeito doloroso da chamada “paralítica” (entrada de joelho à coxa do adversário). A facilidade com que se despreza a “cacetada” é impressionante. O que se é que há-de fazer? Se o Cristiano Ronaldo tivesse ficado em Portugal já teria sido operado aos joelhos uma carrada de vezes e estaria agora a arrastar-se em campo e a ponderar o fim da carreira.

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Caça ao Hulk

Vídeo com imagens do massacre de que Hulk foi alvo no último Vitória Guimarães x FC Porto, perante a complacência do Carlos Xistrema (um apitador miserável, ao nível do Bruno "Campo Maior" Paixão e do Lucílio "Calabote" Baptista):




Nota: Sugiro que enviem este vídeo ao senhor Vítor Pereira, o homem que pelo seu comportamento e ausência de atitudes concretas no combate à violência dentro dos relvados, é um dos autores morais dos sucessivos massacres de que Hulk foi alvo e que culminaram na lesão grave que sofreu na Amadora.

Um passaporte para a final com pouca Estrela

Haverá algo mais angustiante do que a exibição sofrível do FC Porto na Reboleira? Sim, a aparente grave lesão de Hulk, que no momento a que esta pequena crónica sai do “forno”, tudo indica o afastará da competição até ao final da corrente época. No espaço de uma semana, Jesualdo Ferreira vê-se privado de 2 importantes atletas para os jogos decisivos do campeonato que se avizinham.

Dentro do terreno de jogo, pouco fica para contar. A partida até começa de feição para os azuis e brancos, com Farias a carimbar o bilhete para Oeiras, após assistência de Lisandro. A vantagem na eliminatória era confortável, demasiado até, o que “permitiu” um aparente relaxamento a uns quantos que ainda têm muito para certificar sobre o seu selo de qualidade para integrar o plantel portista.

Lázaro Oliveira é que não foi de modas, nem se deu por vencido. Viu bem por onde explorar as fragilidades dos comandados de Jesualdo, retirando o médio Vítor Vinha para introduzir o avançado Rui Varela. Com 2 avançados (Anselmo e Rui Varela) bem encostados nos centrais portistas, exercendo maior pressão sobre estes, as dificuldades subiram em flecha e o FC Porto cedeu fatalmente no ultimo quarto de hora do 1º tempo, permitindo ao Estrela dar a volta ao marcador.

Para a 2ª metade do encontro, os Dragões regressaram com o mesmo 11 com que haviam saído para o intervalo, mas tambem com os mesmos problemas e dificuldades. A defesa continuava a não acertar com a dupla da frente do Estrela. Já o meio campo revelava incapacidade para criar zonas de pressão. Madrid, sem pulmão, não preenchia o corredor à frente da defesa, Guarin nem construía, nem destruía, Tomás Costa fazia o que podia. Jesualdo percebeu o perigo e colocou Fernando em campo, estabilizando o jogo.

A qualidade da exibicional do FC Porto não melhorou, a equipa simplesmente manteve-se em serviços mínimos para garantir a qualificação para a final. E essa terá sido provavelmente a única coisa positiva que sobrou da noite passada na Reboleira. Jesualdo saiu da Amadora com a certeza de que o seu plantel está pobre e curto. Hulk foi-se, e há mais 3 ou 4 nomes que fizeram questão de mostrar ao treinador portista a nulidade que representam para a equipa.

Positivo: Vamos a Oeiras! E o Paços de Ferreira, por muito respeito que nos mereça, é um adversário bem mais acessível que o Nacional.

Negativo: Guarin. Já tenho visto miúdos dos sub-16 ou sub-17 com melhor qualidade de passe e recepção, bem como maiores noções de preenchimento e ocupação de espaços. Este Colombiano deve urgentemente candidatar-se ao programa “Novas Oportunidades” do futebol, dadas as evidentes lacunas que exibe sobre os conceitos mais básicos do jogo.


Fotos: Lusa, fcporto.pt

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

SMS do dia - LI


9º minuto do E. Amadora x FC Porto: Hulk isola-se pela esquerda e é atingido por uma entrada violenta de Ney Santos (defesa do Estrela da Amadora), que lhe provoca um entorse grave no tornozelo esquerdo. O árbitro vê perfeitamente, assinala a falta, mas o cartão (vermelho? amarelo?) nem vê-lo. Na sequência do lance, Hulk sai de maca a chorar, possivelmente arrumado para o resto da época.
Os meus parabéns aos caceteiros deste campeonato, os quais, com a complacência dos Carlos Xistremas do apito, conseguiram finalmente aquilo que andavam a tentar há muitas jornadas.

Foto: Record

Vocês sabem do que estou a falar

Confesso. Li o livro do homem.

Há personagens no mundo do futebol, que estando mais ou menos distantes das minhas convicções, me fascinam. E uma delas é sem dúvida nenhuma: Octávio Machado.

O livro é uma súmula daquilo que durante anos, fomos ouvindo da boca do Octávio e de outras que se ouviam por aí, a algumas histórias deu nomes, a outras manteve-se no mesmo estilo de sempre.

A alergia que tenho a empresários (António Araújo à cabeça) deve-se em grande parte ao Octávio, e nesta luta estou ao lado dele. E por isso não deixa de ser delicioso o episódio com o Delane Vieira que tem este epílogo:

Numa das portas de acesso ao balneário, estou eu à conversa com o Amândio Alves, jornalista de A Bola. Para grande surpresa minha, vejo aproximar-se o Delane Vieira, preparando-se para entrar no balneário. Não me contive, disse ao Delane: «Não arranjes problemas, vai embora, o balneário é um templo sagrado, aqui dentro poucos são aqueles que têm o privilégio de usufruir deste espaço e tu não és um deles.» O Delane obedeceu, foi embora. Passados uns minutos, por uma outra porta que dava acesso ao túnel de entrada no estádio, surgiu o Pinto da Costa, que se pôs à conversa com o Luís César. Logo de seguida, pela mesma porta, entrou, todo pimpão, o Delane Vieira. Abri os olhos desmesuradamente e cravei-os no Delane, fitei-o durante algum tempo sem pestanejar. Perante o meu ar ameaçador, o Delane, com a língua expedita, disse ao Pinto da Costa: «Presidente, temos de resolver isto.» Não me tive em mim, à frente dos jogadores e demais responsáveis do FC Porto, ferrei uma estalada tal nas bochechas do Delane que este caiu redondo no chão. Não admitia que fosse desautorizado, amesquinhado perante os jogadores, aí alto! Caso contrário, perderia o respeito de todos eles. Os jogadores podiam gostar ou não gostar de mim, mas havia uma coisa que sempre tiveram por mim: um grande respeito. Eles sabiam que eu fazia tudo, mas mesmo tudo, em defesa daquilo que eu considerava sagrado, que era aquele grupo de trabalho. Eles sabiam que eu fazia tudo para os defender e não podia perder essa autoridade nem podia perder o respeito. Foi a maneira que eu encontrei de lhes dizer: «Desculpem tudo isto, eu possooaté ir embora, mas aqui ninguém brinca comigo nem me amesquinha.» Quando o Delane, embaraçado, se tentou levantar, pus-lhe um pé em cima, sentei-o outra vez e atalhei conversa: «Eu avisei-te para não te meteres comigo, disse-te que no dia em que te metesses comigo eu fazia-te a folha. Tu a mim não metes medo. E se começas a miar muito ainda te faço pior.» O Delane ficou-se.

terça-feira, 21 de Abril de 2009

SMS do dia - L

Depois das vergonhosas actuações em jogos anteriores em que prejudicou claramente o FC Porto, Xistra foi novamente nomeado para apitar os dragões, desta vez para o 2º jogo das meias-finais da Taça de Portugal.
Como este jogo não conta para o totobola e a eliminatória está já encaminhada, o homem é capaz de aproveitar a ocasião para tentar limpar a face...

Novo pavilhão: o projecto e as obras

Em 30 de Julho de 2008 já tinhamos publicado um artigo sobre as obras do Dragão Caixa.
Agora, que estamos na véspera da sua inauguração, vale a pena recordar o projecto, como era o local antes das obras e algumas fotos da evolução das mesmas durante os 18 meses que demorou a sua construção.


I. O Projecto

Segundo o arquitecto Manuel Salgado (também responsável pelo Estádio do Dragão) o maior desafio deste projecto "foi encaixar este pavilhão com arena rectangular num terreno de dimensões reduzidas, 8.300 metros quadrados, numa geometria irregular em forma de feijão".

Vista aérea do Estádio do Dragão e da localização do novo pavilhão


Local assinalado de implantação do novo pavilhão


Foto do local onde iria ser construído o novo pavilhão






De acordo com a memória descritiva do projecto a arena foi colocada "no único local possível, no centro do edifício, onde a largura é maior", tornando possível construir uma bancada longitudinal e outras duas nos topos.





Em termos de acessos do pavilhão, o projecto previa três acessos pedonais e um acesso automóvel. A entrada principal para o público estava prevista a Sul e com ligação à estação de metro das Antas. A entrada de serviço a Poente será para a zona VIP e fará os acessos aos escritórios da administração. A entrada dos media, a Norte, será feita a partir da Via FC Porto.




II. A construção

O lançamento da primeira pedra foi feito, de forma simbólica, em 23/04/2007, mas a empreitada só teve início a 30/10/2007.
Movimentos de terras, trabalhos de fundação e colocação de estacas (três quilómetros de estacaria), ocuparam, diariamente, entre 100 a 110 operários.

Lançamento simbólico da primeira pedra, 23/04/2007


Obras em 31 de Janeiro de 2008


Obras em 1 de Março de 2008


Obras em 15 de Abril de 2008


Obras em 15 de Maio de 2008


Obras em 15 de Junho de 2008


Obras em 1 de Outubro de 2008


O Dragão Caixa foi construído num vazio urbano de 8.300 metros quadrados, está assente em pilares e tem três pisos: a arena onde fica o campo, as bancadas para os adeptos e um terceiro piso que albergará os serviços administrativos.




O piso do pavilhão é flutuante, tendo sido aplicado em três camadas de madeira de arce canadiana (igual ao do Palau Blaugrana, em Barcelona)

Em termos de gestão técnica, o pavilhão vai estar ligado ao Estádio do Dragão através de um corredor de serviço e o sistema de aquecimento de água e de electricidade irão estar integrados.



Ficha do novo Pavilhão
Nome: Dragão Caixa
Arquitecto: Manuel Salgado
Construtora: Somague
Início da obra: 31 de Outubro de 2007
Data de inauguração: 23 de Abril 2009, às 21h30
Prazo de execução: 545 dias
Capacidade: 2007 lugares (1868 em bancada, 121 camarotes e 18 para imprensa)
Custo total: 11.722.926 euros (preço máximo garantido)
Área total: 18.000 metros quadrados
Área do pavimento: 1.100 metros quadrados


Fotos: www.fcporto.pt, Maisfutebol, JN, Google Earth (clique nas fotos para as ampliar)

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Três pontos, cânticos e leitão

Um final de tarde muito pouco interessante em Coimbra. Ao contrário dos últimos jogos, o FCP não esteve seguro, categórico ou dominador. A fraca exibição do FC Porto ficou a dever-se à equipa técnica e jogadores.

Jesualdo montou mal a equipa. Mariano entrou para o lugar do lesionado Lucho, mas jogou nas alas, onde já havia Hulk, Rodríguez, Lisandro e às vezes Meireles juntamente com os defesas laterais. Conclusão: um ataque muito confuso, com muitos jogadores do mesmo lado, um meio campo sem Mariano, às vezes com Meireles e só mesmo com Fernando. Jogadores estáticos no ataque, alguns passes nas costas da defesa e muito pouco (ou nenhum) futebol de qualidade. Cissokho lá recebia a bola que circulava lentamente de um lado para o outro – quase sempre passando por Rolando e Bruno Alves – mas os colegas do ataque estavam todos do outro lado. Pareceu também faltar uma referência fixa entre os centrais para ajudar a abrir uma Académica fechada com onze atrás da bola.

Os jogadores acusaram algum cansaço (Rodriguez pareceu especialmente cansado desde o início da partida) mas principalmente entraram desconcentrados e com pouca garra para mandarem desde o primeiro minuto. Exceptuando algumas boas exibições individuais, os jogadores estiveram abaixo do normal. A equipa acabou por controlar o jogo, até porque do lado de lá estava uma Académica fraca, defensiva e sem qualquer desejo de passar o meio campo. E lá se jogaram 45 minutos: Rodríguez falhou em frente a Peskovic; Meireles desviou a bola com a mão dentro da grande área, em clara infracção, e na sequência do lance Lito falhou incrivelmente. Intervalo.

Na segunda parte Jesualdo corrigiu a posição de Mariano que passou a jogar no centro e melhor. Melhorou (mas pouco) também o jogo do FCP, com as alas mais desanuviadas e Cissokho a subir sempre muito bem em combinação com Rodríguez. O suficiente para Porto atacar de forma mais sistemática e eficiente, chegando ao golo através de uma boa cabeçada de Rolando. Mais três minutos e Lisandro isolou-se para a baliza sendo parado em falta por Amoreirinha. O próprio converteu o segundo e acabou com o jogo. O FC Porto voltou então à exibição da primeira parte, mas desta vez sem a necessidade de marcar. Continuou-se a assistir a um jogo fraco sem nenhuma das equipas a fazer muito para atacar. Substituições para ambos os lados, mas nenhuma a envolver Hulk. O brasileiro está a descer de forma e é importante conseguir gerir o seu estado de espírito. Foram muitas más decisões em campo, constantemente a parar o ataque da equipa para tentar fintar 3 ou 4 adversários, pouca ajuda na defesa, muito estático no ataque, alguns protestos sem razão e, pior de tudo, alguns tiques preocupantes. Marcou-se mais um golo por Mariano, a brindar um bom final de época do argentino.

Colectivamente foi um jogo fraco, contra uma Académica que nunca atacou, talvez "pressionada" pela manutenção já assegurada e um FC Porto que não foi posto à prova, apesar de alguma intranquidalidade na primeira parte e pouca creatividade em todo o jogo.

Individualmente, os laterais estiveram muito bem, particularmente Cissokho. Sempre muito concentrado, intransponível na defesa e a subir muito bem, não perdendo praticamente uma bola no ataque. Sapunaru, Rolando e Fernando fecham o lote dos destaques.

O melhor do jogo foi mesmo o 12º jogador, nomeadamente os Super Dragões. Num jogo tão frio, com tão pouco para os adeptos regalarem os olhos, soube bem ouvir os SD do primeiro ao último minuto, sempre a puxar com muita força pela equipa. Mais de 4 mil portistas mereciam um melhor futebol. Espera-se mais uma vitória no Dragão e melhor exibição. Valeram os três pontos, os cânticos e o leitão no regresso à Invicta.

fotos da www

domingo, 19 de Abril de 2009

FC Porto no maior torneio de clubes do Mundo


«O FC Porto ficou ontem a saber que vai defrontar Fenerbahçe e Lyon na Peace Cup. O maior torneio de clubes do Mundo conta ainda com Real Madrid, Sevilha, Juventus, Celtic, Liga de Quito, Seongnam, Aston Villa, Málaga e Al-Ittihad (…)
O torneio que decorre de 24 de Julho a 2 de Agosto vai levar o FC Porto - representado ontem por Vítor Baía e Urgel Martins em Sevilha - a defrontar o Lyon em Huelva, sede do Grupo D, a 27 de Julho. Dois dias depois, em Sevilha, será a vez dos azuis e brancos medirem forças com os turcos do Fenerbahçe. A final está marcada para o dia 2 de Agosto em Sevilha, capital da Andaluzia, que este ano acolhe pela primeira vez a Peace Cup em solo europeu.»
in O JOGO, 17/04/2009






"O FC Porto acabou por ficar num grupo de clubes habituados a jogar na Liga dos Campeões, o que é sempre bom, e vai defrontar o Lyon, que é um clube muito semelhante"
Vítor Baía, 16/04/2009


Antes de mais nada, o convite ao FC Porto para participar no maior torneio de clubes do Mundo, é demonstrativo que o prestigio internacional dos dragões continua intacto. Importa, aliás, lembrar que o convite ao Tri-Campeão português foi feito muito antes das eliminatórias com o Atlético de Madrid e com o Manchester United, em que jogadores como Rolando, Cissokho, Fernando ou Hulk se mostraram ao Mundo.

Relativamente ao sorteio, parece-me que o grupo do FC Porto é, de facto, o mais forte. O Olympique Lyonnais, além de ser hepta-campeão de França e cliente habitual dos oitavos e quartos-de-final da LC, foi também o vencedor da última edição da Peace Cup, disputada em 2007.
Quanto ao Fenerbahçe, é "apenas" o maior clube da Turquia e, tal como o OL, está no Top 20 do ranking 2007/08 da Deloitte Football Money League, época em que atingiu os quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Serão, sem dúvida, dois jogos de elevado grau de dificuldade e, por isso, dois bons testes no início da próxima época.

Imagens: www.peacecup.com (clique para as ampliar)

Lucho será símbolo do FC Porto


«Lucho não fez diante do Manchester United o seu último jogo pelo FC Porto. Mesmo que não recupere a tempo de voltar a alinhar esta época, o argentino vai vestir de azul e branco em Agosto, vendo mesmo a sua posição no seio do clube reforçada. É geral a perceção de que este defeso se apresenta como a última grande oportunidade para a transferência de Lucho. Todavia, aos 27 anos, El Comandante é visto como o líder dos dragões e como uma pedra inegociável. Para além da liderança que assume em campo, o médio vai ter funções alargadas no balneário, já que a saída de Bruno Alves se apresenta como uma fatalidade e Pedro Emanuel está em final de contrato. (...)
A SAD vai dar a Lucho o estatuto que ele tem justificado, premiando também o seu comprometimento para com o FC Porto. Para além de ser o jogador mais caro da história do clube, o argentino é também o líder da tabela de vencimentos e enverga, em campo, a braçadeira de capitão. A ameaça de um vazio de comando paira perante a saída de Bruno Alves e a escassez de oportunidades para Pedro Emanuel e Nuno, pelo que ganha ainda mais força a urgência da continuidade de Lucho.»
André Viana
Record, 18/04/2009


Tomem nota desta notícia do Record e do tom afirmativo da mesma. Desta vez, é muito provável que o diário desportivo da Cofina tenha acertado a 100% (quem serão as fontes do jornalista André Viana dentro da FCP SAD?), nomeadamente no que diz respeito à inevitabilidade da saída do Bruno Alves e à continuidade do Lucho, com reforço da sua posição e estatuto dentro do clube (será mesmo o principal símbolo).

sábado, 18 de Abril de 2009

Play-offs e pavilhões

O FC Porto venceu o Sporting da Horta (34-26) na primeira ronda dos quartos-de-final do play-off da Liga Portuguesa de Andebol.
Este pode ter sido o último jogo disputado no pavilhão da Póvoa de Varzim, porque o jogo relativo à terceira partida destes quartos-de-final está previsto para o Dragão Caixa, no dia 26 de Abril, sendo o primeiro encontro oficial no novo pavilhão, após a inauguração marcada para o próximo dia 23.

No pavilhão de Matosinhos, a equipa de basquetebol do FC Porto garantiu a presença nos play-offs, ao derrotar o V. Guimarães por 91-66. Quando falta um jogo para terminar a fase regular, o FC Porto ocupa o 6º lugar (17V-12D-46P), com os mesmos pontos do Barreirense (7º) e V. Guimarães (8º).
No próximo sábado, última jornada da fase regular, os dragões vão jogar a casa do invicto SLB, em mais um teste importante ao valor da equipa do FC Porto.

SMS do dia - XLIX

Depois de Miguel Lopes e de Silvestre Varela, tudo indica que Orlando Sá terá sido contratado pelo FC Porto para a próxima época. Infelizmente, o ainda ponta-de-lança do Braga só deve poder jogar lá para Outubro.

SMS do dia - XLVIII

A inauguração é mesmo dia 23 de Abril, próxima 5ª feira.

Os Outros...


Mais a frio, estamos agora em condições de fazer um pequeno balanço sobre a nossa eliminação aos pés dos campeões da Europa.

Em primeiro lugar, há que salientar que foram 180 minutos que em nada nos devem envergonhar. Longe disso, conseguimos até estar a um nível que poucos, ou mesmo nenhuns, previam aquando do sorteio.
Contudo, existem sempre lições a reter para o futuro.
Na escola, até mesmo o melhor aluno da turma não sabe tudo. Estamos sempre a aprender ao longo da vida.

Eis, pois, alguns "ensinamentos" deixados pelo Professor Manchester United:

1 - Existem várias formas de abrir a defesa contrária. Nem só de correrias e fintas vive o ataque de um grande clube de futebol. Toques de bola executados de forma veloz e de primeira, entre todos os seus avançados, nas imediações da área contrária, podem ser tão ou mais eficazes.
Arrepiante a rapidez e a segurança com que Giggs, Ronaldo, Rooney, Berbatov e Anderson tocavam a bola entre si, em terrenos tão avançados.
Para isso, é claro, são necessários executantes de elevada técnica individual. Uma recepção perfeita de bola é aqui o componente principal.

2 - Não ter receio de apostar em 5-unidades-5 marcadamente ofensivas no "11" inicial. Mesmo actuando fora de portas.
Em Portugal, há quem tenha medo de jogar com mais de 3 elementos de ataque, mesmo em desafios caseiros...

3 - Continuar a apostar, sempre, nos elementos que mais garantias teóricas nos dão. Ferguson, apesar das recentes reprimendas públicas, coloca sempre Ronaldo em campo. Nem sequer tem por hábito substitui-lo, apesar de este ter tido uma sequência, significativa, de jogos de menor rendimento.
Ferguson sabe que apesar das suas crises de individualismo/vedetismo, Ronaldo, bem ou mal, continua a ser a forma mais segura de garantir vitórias.
Aliás, as críticas do treinador só surgiram após uma série demasiado longa de más prestações do Português, de há muito useiro e vezeiro nestes tiques de protagonismo, e não de apenas um ou dois jogos menos brilhantes por parte deste.
Em Manchester sabem ter paciência com jogadores de temperamento mais complicado, ou não fosse George Best um dos maiores ídolos do clube. Ali, sabem bem que apesar de tudo, é dos pés destes jogadores de difícil relacionamento, que saem depois as mais brilhantes jogadas e as consequentes vitórias nos jogos que realmente interessam.


4 - Muitos desequilibradores, num mesmo plantel, nunca são demais.
Se em Inglaterra foi Tevez que salvou o United, foi Ronaldo que decidiu na segunda mão. Já Rooney foi o melhor avançado nos cômputo geral dos 180 minutos.
E ainda houve Berbatov, se bem que ainda algo debilitado fisicamente.
Por cá, Tarik continua a sua travessia no deserto. Logo ele que é do Magrebe...

5 - Há médios e médios.
Se muitos, por cá, não poupam elogios a Meireles, ficamos a saber que, para semelhante posição no terreno, mais e melhor ainda é possível. E logo por um Anderson, que há apenas dois anos atrás, era tudo menos um jogador "combativo" defensivamente. E muito menos um "ladrão de bolas" do mais fino quilate. E olhem-me só para aquela sua condição física. Durou os 90 minutos...

6 - Por falar na componente física, este Man Utd é possivelmente o clube do mundo com mais jogos disputados até ao momento. Está ainda em 3 provas e com boas possibilidades de êxito em todas elas (já ganhou a Taça da Liga, entretanto). Ah, e em Dezembro passado ainda andaram uns tempitos pelo Japão, onde se sagrariam Campeões de Mundo.
Cansaço? Sim, existe. Mas, para já, sem que os seus oponentes tenham tirado completo aproveitamento disso...


Dir-me-ão que eles apenas conseguem atingir este brilhantismo todo devido ao seu orçamento gigante. Em parte sim, mas outros clubes com igual riqueza (Real Madrid, por exemplo), não conseguem alcançar semelhante patamar de qualidade.
Demos, pois, o mérito a quem o tem.

Saibamos aprender com os melhores, mesmo sendo nós bons também.

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Um remate portentoso... a 35 metros



"Ainda não vi a repetição, mas quando rematei senti que era um grande golo. Estou muito feliz por ter marcado ao FC Porto, que é uma grande equipa. Aliás, não é por acaso que chegou aos quartos-de-final da Champions e lidera a Liga portuguesa."
Cristiano Ronaldo, 15/04/2009


«Sir Alex Ferguson aplaudiu o remate de sonho de Cristiano Ronaldo que garantiu ao Manchester United a presença na meia-final com o Arsenal. Um remate de Ronaldo, a 40 metros, valeu, à equipa de Ferguson, a vitória por 3-2 na eliminatória»
BBC

«um golo fantástico de Cristiano Ronaldo valeu o 0-1 na segunda mão dos quartos-de-final da Champions League e manteve em prova os titulares do troféu»
SKYSPORTS

«golo maravilha que acabou com o feitiço do Porto»
Daily Mail

«petardo fantástico»
The Sun

«Cristiano Ronaldo lançou o Manchester United para os últimos quatro da Liga dos Campeões com um golo de cortar a respiração»
uefa.com

«Um golaço de Cristiano Ronaldo no início do jogo deu, ao Manchester United, a qualificação para as meias-finais da Liga dos Campeões.»
MARCA.COM

«Potente tiro a mais de 30 metros da baliza»
Record

«Um rocket indefensável. O golo do português no Dragão foi uma obra de arte, um pontapé que nem o elástico Helton teve hipótese de defender»
Maisfutebol



Quer a imprensa portuguesa, quer a internacional, não poupou nos adjectivos para elogiar o golo de Cristiano Ronaldo, o qual decidiu a renhida eliminatória entre o FC Porto e o Manchester United.
Eu também estou de acordo que o pontapé do CR7 é muito forte e colocado. Contudo, atendendo à distância a que o remate foi desferido (35 a 40 metros), será que o Helton não poderia ter feito algo mais?
Eu penso que podia e devia, mas pareceu-me que o Helton não estaria a contar que o Ronaldo rematasse daquela distância, o que fez com que o seu tempo de reacção não tivesse sido o melhor.

P.S. O Helton é um bom guarda-redes, mas não é um grande guarda-redes (como, por exemplo, foi o Vítor Baía). Admito perfeitamente que esta minha opinião possa estar a influenciar o modo como eu vi e analiso este lance.

Fotos: uefa.com (clique para as ampliar)

O lixo que a Cofina produz

No dia do jogo FC Porto x Manchester United, o jogo do ano em Portugal, o "jornal" Record, propriedade da Cofina, brindou-nos com esta bela capa. Num pequeno rectângulo estreito na vertical do lado direito somos informados que "Jesualdo vê o jogo em casa". Em cima, no cabeçalho, há um rectângulo a informar que o russo do Sporting só jogará se estiver bem (ufa, que alívio!) e em grande destaque, de mãos na cintura e já meio descasacado, temos o presidente do SLB em grande plano, sorridente, acompanhado do título "Afinal está tudo bem".


A verdade é que com a conferência de imprensa que deu, Vieira acaba por inovar no estilo de se dirigir aos benfiquistas depois de mais um desaire. Desta vez não visitou uma Casa do Benfica numa qualquer Rechousa-de-Baixo e não discursou aos ébrios consócios anunciando uma nova era na vida do clube e novidades no processo do apito. Estará a perder qualidades?

Voltando ao tema: a política anti-FC Porto já vem de longe e desta vez até o Bingo de Almada com a sua "Festa do Churrasco Argentino" teve direito a maior destaque do que o jogo do ano na capa da edição da passada quarta-feira. Todos os esforços são poucos para se conseguir ignorar e desprezar o melhor clube português.

Sempre admirei, ao longo dos anos, a capacidade dos "jornalistas" e dos orientadores da linha editorial do Record para viverem uma realidade paralela e a verdade é que continuam a não me desiludir. Bem hajam.

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Sensação

O último CD dos Xutos, tem por lá uma música (Sensação) que reza assim:

Nós ontem sonhámos mais um sonho
Nós ontem sentimos uma sensação
Nós ontem perdemos outra vez em casa
(...)
Nós ontem partimos noutra ida necessária
Nós ontem esperámos a mais longa espera
Nós ontem sorrimos o sorriso deslumbrante
E acenámos o mais bonito adeus
O mais lindo adeus
A mais longa espera
O mais lindo adeus
A mais longa espera
(...)

e outra (Amor com Paixão) que por sua vez reza assim:


Pensei escrever esta canção
Para dizer o quanto te amo agora
Talvez assim esta tristeza
Se vá mais depressa embora

E acho que não encontro melhores palavras para descrever o que me vai na alma. 

Confesso, nunca estive optimista. Antes do início da eliminatória tinha previsto que empatávamos em Manchester e perdíamos cá. É nestas horas que detesto ter razão. E quando ia a caminho e ouvi que o Anderson ia jogar, ainda mais pessimista fiquei.

Para mim há jogadores da bola, artista da bola e palhaços da bola. O Anderson é um artista da bola, o Ronaldo é um palhaço da bola. E tendo sido o palhaço a decidir o jogo, a diferença esteve no artista da bola e seus auxiliares (Giggs, Berbatov). E é esta a nossa diferença, não podemos ter estes artistas, já que os palhaços dispenso-os bem.

E como não os podemos ter, a nossa tarefa será sempre mais complicada, temos sempre de aproveitar os maus dias deles e não falhar. E foi isto que não conseguimos fazer, principalmente a semana passada.

O jogo começou como temia, a equipa a entrar na expectativa, e a sofrer um golo logo no início (sem crucificar o Helton, ainda estou com a ideia que podia ter feito mais qualquer coisa - nomeadamente ter dado um passo para o lado) . E depois a incapacidade de dar a volta ao jogo, num filme já várias vezes visto este ano no Dragão, com a agravante de uma das pedras base da equipa (Lucho) ter de sair lesionado ao fim de meia hora.


Depois este é um daqueles jogos em que o que interessa é ganhar, ou melhor passar a eliminatória, em que nos estamos a marimbar - para não dizer aquilo que o Mariano parece estar a fazer na imagem acima ;-) - para as boas exibições e a gente pode estranhar entrar um Mariano (quando havia uma alternativa se calhar mais lógica - Tomás Costa), pode estranhar que saia um Cebola, quando era o Hulk que não estava dar uma para a caixa. Podemos continuar a lamentar, que o Rolando não tenha cabeceado para baixo, que o Mariano não saiba cabecear, que o Farias que até sabe, não o tenha demonstrado. Que o Lisandro tenha andado tanto pelo meio-campo e que quando entrou na área, tenha rematado à figura. Podemos estranhar isto tudo, mas bastava um destes pormenores ter sido diferente e estávamos eufóricos.

E no fim, achando natural o desfecho, fica a sensação danoninho: "Faltou-te um bocadinho assim!". Mas, para mim, é daqueles casos em que ficando chateado e triste não consigo ficar zangado, e mantenho intacto o orgulho nesta equipa e no empenho colocado em campo.

Obrigado. 
Foi bonito viver o sonho, mas agora voltemos à nossa realidade e vamos mas é ganhar a Coimbra, para ver se esta tristeza vai depressa embora.

Allez! Porto! Allez!
Nós somos a tua voz!
Queremos esta vitória!
Conquista-a por nós!
Imagens gamadas em gettyimagem.com

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Relembrando a Epopeia de 1977/78 contra o Manchester United


A época de 1977/78 marcou, a meu ver, o nascimento do F.C. Porto europeu. Depois de termos eliminado o Colónia (2-2 na Alemanha e 1-0 em Coimbra – por interdição das Antas) calhou-nos na 2ª eliminatória da Taça das Taças nada mais, nada menos, que o Manchester United, jogos ainda aqui recentemente evocados pelo meu estimado confrade José Correia. É pelo facto de novamente estarmos em posição de eliminarmos os “red devils” que me ocorreram estas linhas.

Em contraste com a sua situação actual, em 1977 o Manchester United encontrava-se num interregno e numa longa travessia do deserto. O interregno era entre os longos “reinados” dos treinadores escoceses Sir Matt Busby (1945-1969) e Sir Alex Ferguson (1986- ) e a travessia do deserto entre dois títulos de campeão inglês separados por 26 anos (1967/1993). Pelo meio o clube experimentara uma passagem de uma época pela 2ª divisão (1974/75).

Na época de 1977/78 o treinador era Dave Sexton, um londrino cujo currículo incluía uma Taça das Taças com o Chelsea (frente ao Real Madrid em 1971, numa final que teve desempate) e um fantástico 2º lugar com o Queen’s Park Rangers no campeonato inglês em 1975/76, a apenas 1 ponto do Liverpool. Curiosamente, tanto no Chelsea como no Manchester United, Sexton sucedera ao nosso conhecido Tommy Docherty, treinador do F.C. Porto aquando dos famosos 4 golos do Lemos ao Benfica (1970/71). O seu estilo era, contudo, considerado demasiado cauteloso para os pergaminhos de futebol atacante da agremiação de Old Trafford. Estaria no clube até 1981.

Naquela equipa do Manchester United não havia propriamente grandes vedetas, mas mesmo assim salientavam-se os extremos Steve Coppell (actualmente treinador do Reading) e Gordon Hill, ambos internacionais ingleses, o defesa-central e capitão Martin Buchan, internacional escocês, e o guarda-redes Alex Stepney, o único dos campeões europeus de 1968 ainda no clube.

Quanto ao F.C. Porto, estava no último ano da sua própria travessia do deserto, já que viria a sagrar-se campeão nacional no fim daquela época, após 19 anos de jejum. O treinador era, como todos sabemos, o inigualável José Maria Pedroto (ia a escrever “carismático”, e não é que o Zé do Boné o não fosse, mas a palavra está um bocado desvalorizada de tanto usada), o qual, entre os seus inúmeros atributos, possuía uma certa arte e manha a jogar contra equipas inglesas. Tal fora amplamente demonstrado quando, ao serviço do Vitória de Setúbal, o Zé do Boné conseguira a eliminação na mesma época de dois conjuntos ingleses de topo na Taça UEFA – o Leeds e o Liverpool. E todos se recordavam ainda de um famoso empate em Wembley em 1974 (0-0) da selecção nacional, na altura por ele orientada, dia em que o saudoso Vítor Damas terá feito, possivelmente, a exibição mais memorável da sua carreira.

Para o F.C. Porto esta eliminatória centrou-se essencialmente em torno de dois jogadores: o brasileiro Duda (que Pedroto trouxera consigo de Setúbal), autor de 3 golos nas Antas (vitória por 4-0) e o velocíssimo extremo Seninho, marcador de dois golos “salvadores” em Old Trafford, onde perdemos por 5-2 (pela negativa salientou-se o lateral Murça, que em Old Trafford teve o infortúnio de marcar duas vezes na própria baliza, mas convém referir que fora o autor do golo da vitória contra o Colónia em Coimbra).

Depois da fantástica vitória nas Antas poucas dúvidas havia acerca da passagem da eliminatória, mas o jogo de Old Trafford não correu nada bem. O primeiro golo do United aconteceu bem cedo (se a memória me não atraiçoa, resultou de um deficiente pontapé-de-baliza do Fonseca que o ponta-de-lança Stuart Pearson aproveitou, passando a bola ao autor do golo, Steve Coppell) mas o Seninho sossegou-nos, quando, servido em profundidade pelo Octávio (vocês sabem de quem eu estou a falar) se esgueirou por ali fora e empatou o jogo. O Manchester United chegaria aos 4-1 ainda com mais de vinte minutos para jogar, mas de novo o Seninho nos tranquilizaria; o 5-2 foi um dos auto-golos do saudoso Alfredo Murça.

Enfim, no Porto fizemos um dos nossos melhores jogos de sempre na Europa e em Old Trafford levámos um banho essencialmente no resultado, já que três dos golos que sofremos eram evitáveis.

Para a história: nos quartos-de-final haveríamos de defrontar o, na altura, poderoso Anderlecht e por aí ficaríamos (1-0 nas Antas e 0-3 em Bruxelas).

Nesta 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões 2008/09 o que se pede aos nossos jogadores é que estejam à altura dos seus precursores de 1977/78 e 2003/04. Não há duas sem três.

E, já agora: que é feito do Seninho e do Duda?

(nas fotos: estátua de Sir Matt Busby em Old Trafford, Dave Sexton, e retrato de José Maria Pedroto)

terça-feira, 14 de Abril de 2009

The day after

Para o FCP permanecer na CL tem “apenas” de conseguir, com muito menos recursos e num mercado (interno) bastante pobre em termos de receitas, concorrer com os tubarões da indústria e os patrões do negócio.

Não dispõe o FCP – em princípio – de condições favoráveis para a superação dos constrangimentos referidos. Na época actual de (re)construção do plantel, achei que tínhamos poucas possibilidades de passar a fase de grupos, nomeadamente após o desaire com o Arsenal, em Londres.

Mas pode acontecer, em condições extraordinárias e se todos os factores que formatam o sucesso se conjugarem harmoniosamente, ser possível, no tempo certo, uma combinação de resultados e de exibições notáveis lá fora, muito superiores ao nível que vínhamos mostrando cá dentro. Esse caminho que se foi percorrendo caminhando, não obstante alguns revezes domésticos, foi possível porque se optimizaram as nossa forças e minimizaram as nossas fragilidades. E quando assim é, o limite fica adiado e passa a morar junto da esperança. Então, o sonho renova-se.

A equipa chegou a um nível competitivo excepcional, graças a um corpo técnico mais audaz que afinou as qualidades dos jogadores e passou a contar com mais alguns outros que a opinião geral tinha descartado. Este factor foi extremamente relevante, a meu ver, porque instalou uma confiança mais forte entre as partes. A confiança gera solidariedade, cimenta a coesão e sustenta o optimismo.

Estar nos quartos de final e discutir com o MU, taco a taco, a passagem às meias finais é um feito, seja qual for o resultado da 2ª. mão. Mas, o sonho comanda a vida. Acreditar que podemos passar não é uma utopia. Os jogadores devem acreditar e saber que se não forem bem sucedidos continuarão a merecer o nosso apoio, para o que resta – e não é pouco – possa ser ultrapassado com sucesso. Só pedimos que não tenham medo e que deixem a pele no campo.

Não quero os jogadores receosos. Saber desfrutar, como disse, o Lucho este confronto é importante. Indiscutivelmente que este FCP-MU transformou-se no jogo mais importante dos quartos de final e o mundo vai estar com os olhos pregados em nós.

Há que tirar partido da importância do evento, e há que demonstrar no terreno que estamos por direito próprio entre os melhores. E é esse reconhecimento o capital mais relevante a preservar, apesar dos disparates que a arrogância de Ferguson tende a desdenhar.

Os jogadores do FCP tem a palavra. Os adeptos não podem permitir que os adversários vençam no apoio à equipa. Temos de colaborar. Declaro os assobios à equipa definitivamente proibidos.


O FCP conseguiu notoriedade europeia – com extrema competência – embora o clube dependa demasiado (financeiramente) da venda dos seus mais valiosos activos. Apesar desse constrangimento e desse handicap, temos conseguido, até ao momento, refazer o plantel e continuar a lutar, olhos nos olhos, com os mais fortes.

Obviamente que a situação financeira é preocupante, se atendermos que a crise dificilmente deixará de nos tocar. Já vivemos no passado situações semelhantes e temos sabido ultrapassar os problemas. Temos que ser mais eficazes e temos de errar menos que os nossos concorrentes directos. As contas e a consolidação orçamental são importantes. Mas, temos de ousar encontrar os caminhos da conciliação entre esse equilíbrio e o investimento que produz riqueza. Mas, não é obra fácil, nem coisa pouca.

O futuro está complicado no plano interno e externo. O reforço da nossa continuidade entre os maiores da Europa vai ser tarefa árdua. Apesar das dificuldades, acho que o FCP tem futuro e que vai sobreviver e crescer, ainda que tenha de vender mais algumas jóias do coroa.


A Europa é uma miragem e um destino. Vamos ter de continuar a saber esconder as fraquezas e delas fazer a nossa força. Precisamos das receitas da CL, por isso temos que lá estar. E para lá estar temos de ganhar. E para ganhar temos de ter uma equipa competitiva. E para a constituir temos de formar jogadores e contratar outros tantos – a preços compatíveis - capazes de se envolver num processo evolutivo que lhes permita competir com as equipas de topo.

Complicado? muito! Mas é esse o caminho, como foi no passado. Seja qual for o resultado de amanhã, estarei sempre muito orgulhoso do meu FCP!

Caneco, a quanto obrigas!

No passado sábado, o presidente da Liga de Futebol Profissional esteve presente no Estádio do Dragão para entregar os troféus de campeão da época passada e de 2006/2007! E, como normalmente acontece nas entregas de troféus, ouviu-se uma monumental vaia. Foi preciso esperar pela saída relâmpago de Hermínio Loureiro para se ouvirem os aplausos usuais neste tipo de cerimónia, ou seja, acabou por se dar mais importância ao entregador do que à entrega. É com certeza com tal demonstração de profissionalismo que a Liga pretende continuar a sua “luta” por uma modalidade com mais e melhor espectáculo. E é natural que os adeptos do FC Porto vaiem a entrega de troféus com quase dois anos de idade, pois não estão habituados a viver agarrados ao passado, mas sim a olhar para conquistas futuras.

Parece-me óbvio que a entrega de uma Taça com 692 dias tem tanto de ridículo como de estúpido. Basta constatar que apenas 7 dos 24 jogadores que compõem o actual plantel azul e branco colaboraram na conquista de 2006/07, que muitos dos jogadores que se sagraram campeões em 2006/07 ou 2007/08 nunca viram o troféu que ajudaram a conquistar e que, por exemplo, Cristián Rodríguez até esteve a lutar pelo mesmo troféu num clube adversário.

Mas o ridículo da situação não se prende com o longo atraso, mas com o facto do troféu de campeão nacional não ser entregue na devida época e ter de passar o Verão nas instalações da FPF e LPFP. Na Bundesliga, por exemplo, o troféu de campeão é entregue no final da última jornada (jogue-se em casa ou fora). E quando há vários candidatos à entrada da derradeira jornada, faz-se juz à revolução industrial e criam-se várias cópias do trofeú para garantir que a festa do título seja feita com o "caneco" na mão.

A entrega de um troféu não é apenas uma formalidade, faz parte da consagração dos vencedores e da competição, faz parte da festa entre público e protagonistas, faz parte da exultação do desporto. As imagens que ficam para história de atletas a levantar troféus, beijar taças ou empunhar medalhas são das melhores que se pode ter para promover uma modalidade. As imagens de sábado passado de Hermínio Loureiro sozinho no relvado, no meio de assobios e jogadores mais interessados em vencer o adversário que tinham pela frente, não abonam muito a favor da mais importante competição nacional de futebol. Fossem outras como a FPF e a LPFP e não teríamos visto João Pinto agarrado à Taça de Campeões Europeus em 1987 ou Rosa Mota subir ao pódio em Seoul. Se até em pleno Estádio Nacional, no meio de pedras e garrafas se entregam troféus, porque não fazer um esforço e chutar o amadorismo, no que concerne à cerimónia de entrega, para fora de uma competição profissional.

segunda-feira, 13 de Abril de 2009

SMS do dia - XLVII

É de mim, ou só ouço e vejo falar da venda de lugares para o pavilhão do Dragão? Mas quanto à data de inauguração, népias. 

Quer-me parecer que a data de 23 de Abril, para comemorar os 27 anos de presidência, já era.

O Sistema ao longo dos anos

1996, Os fundos do futebol português

«Paulo Autuori, treinador do Benfica, sentenciou anteontem à noite – investido da aura e do par de asas a que a circunstância aconselhava – que o futebol português bateu no fundo do poço. Como metáfora, é banal. Como verdade, é das que todas as semanas se repetem. (...)
Se algo houve no jogo de anteontem que possa sustentar as palavras de Autuori foi o modo vergonhoso como os jogadores do Benfica reagiram a uma decisão – justa – do árbitro. Um grande clube como o Benfica não pode ver-se arrastado na lama por quem, ao menos pelo ordenado que ganha, devia envergar-lhe com dignidade os símbolos. Não foi, por isso, o futebol português que bateu no fundo: foi o Benfica.»
Jorge Marmelo, PUBLICO, 06/11/1996


1999, O poder das Associações

«Falava-se do “sistema”. E o que era, esse tal “sistema”?
O poder, no futebol, era repartido pelas Associações. A Associação de Futebol do Porto era a mais forte; e, aliada a mais uma ou duas, tinha maioria, mandava, ou então, como dizia, empante, o seu presidente, “dava chitos”. Escolhia o homem da arbitragem da Federação, se possível o da Disciplina e – dizia-se – o FC Porto ganhava com isto.
Forma de acabar com o “sistema”?
Óbvio, explicavam: acabar com o poder das Associações, da Associação do Porto em particular; criar uma Liga onde cada clube tivesse um voto (ao contrário das Associações, que tinham votos em função do número de clubes que representavam nos diversos escalões, e daí a força da Associação do Porto); fazer a Arbitragem avançar até ao sorteio dos árbitros; e, de preferência, não ter ninguém do FC Porto nos órgãos dirigentes da dita Liga. Assim, continuavam a explicar, o sistema ruiria, os portistas perderiam o poder que tinham e começariam inevitavelmente a perder, também, os campeonatos.
Como se viu: a Associação do Porto foi como se tivesse acabado; a Liga onde o FC Porto tem um voto como todos os outros clubes, e onde a presidência do Executivo, da Arbitragem e da Disciplina não lhe pertencem; fez-se o sorteio dos árbitros também; Pinto da Costa avançou até para a fórmula que, para muitos, ia matar o seu clube (porque ia matar o espírito clubista), e refiro-me obviamente à SAD; o “sistema” pois morreu; só que as vitórias no campeonato continuaram a empilhar-se nas Antas até ao “penta”, o que estranhamente não impede contudo que gente como o presidente do Benfica continue a dizer a este respeito os maiores disparates como se dissesse coisas sérias, invertendo completamente o aforismo segundo o qual contra factos não há argumentos. Porque, para essa gente, pelo visto, contra argumentos (os seus) é que pode não haver factos...
Um discurso virtual, e que no entanto ainda há quem adira!»
António Tavares Telles, Record, 01/06/1999


2004, Dias da Cunha e os moinhos de vento

«O principal problema da argumentação de Dias da Cunha – que até pode ter razão em algumas coisas – é que mete as contrariedades todas no mesmo saco, desvalorizando os assuntos sérios por oposição aos moinhos de vento. Perdeu-se um jogo? É o sistema! Os adeptos não compreendem a política desportiva? É o sistema! O FC Porto e o Benfica dominam o mercado português? É porque são do sistema! A SAD sportinguista foi forçada a reduzir o capital social e a desvalorizar as acções? Deve ser porque deixou de ser do sistema e, com isso, deixou de ganhar.»
António Tadeia, Record, 01/06/2004


2009, A Cigarra e a Formiga

«(...) Os processos Apito Dourado e Apito Final decorrem já há quase 4 anos, o que tem colocado os árbitros sobre grande pressão e o futebol em permanente vigilância até das autoridades judiciais.
E o que tem acontecido?
O FC Porto continua a ganhar o campeonato todos os anos.
Então a quem serve o sistema?
É claro que, para quem perde, o sistema é uma desculpa fantástica.

No ano em que o Luís Filipe Vieira dizia que o Benfica tinha o melhor plantel dos últimos 10 anos e que nem queria ser treinador do Benfica pois este deveria ter problemas em dormir para formar a equipa, tal era a qualidade dos jogadores, o que é aconteceu?
Esse treinador que devia ter problemas de sono foi despedido no final da 1ª jornada.
Depois veio o amigo Camacho, com quem Luís Filipe Vieira tinha passado essas férias de verão, tendo a época acabado com Chalana à frente da equipa, pois Camacho, quando se apercebeu que tinha um jogador no plantel que na prática já era seu chefe, achou que já era palhaçada a mais e foi-se embora.


E qual foi o resultado de tudo isso? O Benfica ficou em 4º lugar, a 23 pontos do Porto, e fora da Liga dos Campeões.
E o que fez o Benfica?
O habitual.
Queixou-se muito do sistema. Chegou até a ir para a UEFA apresentar queixa contra o FC Porto e tentar conseguir na secretaria o que não conseguiu em campo.

E este ano o Benfica vai pelo mesmo caminho.
O Benfica já vai em 3º lugar, o que a suceder nos deixará, de novo, fora da Liga dos Campeões. Para além disso, o Benfica teve uma presença triste na Taça UEFA e foi eliminado muito cedo da Taça de Portugal.
No entanto, como colocou Rui Costa como Director Desportivo, Luís Filipe Vieira pensa que pode lavar as mãos de toda a responsabilidade como qualquer Pilatos.
Para além disso, Luís Filipe Vieira tem ainda o sistema como desculpa.
De facto, o sistema serve principalmente para branquear a gestão desportiva catastrófica e desastrosa que existe há muitos anos no Benfica. (...)

Deixem-me que vos diga, eu acredito não apenas num sistema, mas em dois.
Parece-me claro que no futebol português existem 2 sistemas: há o “Sistema da Cigarra” e o “Sistema da Formiga”.

No “Sistema da Cigarra” canta-se demasiado em Agosto e chora-se muito em Maio.
No “Sistema da Cigarra” promete-se muito, vendem-se todas as ilusões, mas trabalha-se pouco, não se planeia, está tudo mal organizado e depois, é claro que os resultados não aparecem.
No “Sistema da Cigarra” compram-se jogadores pelos nomes, mesmo que estejam numa fase descendente da carreira há já muito tempo.
No “Sistema da Cigarra” os jogadores chegam em jactos privados, em ambiente de grande festa, e dão logo muitas entrevistas fazendo elogios pouco credíveis ao clube que os contratou.
No “Sistema da Cigarra” apresentam-se dois “números 10” na mesma época como se isso fosse normal.
No “Sistema da Cigarra” pagam-se salários incomportáveis aos jogadores e depois nada se lhes exige.
No “Sistema da Cigarra” nenhum treinador serve porque ninguém é solidário.
No “Sistema da Cigarra” há muita gente vaidosa, que gosta muito de aparecer e falar.
No “Sistema da Cigarra”, os Directores de Comunicação tendem a dar muitas entrevistas e a falar muito, quando o seu papel seria fazer com que a mensagem dos verdadeiros protagonistas passasse correctamente na comunicação social.
Mas nos clubes que adoptam o “Sistema da Cigarra” falam todos.
Vice-Presidentes são comentadores desportivos, Directores de Comunicação são estrelas mediáticas e Assessores Jurídicos são apresentadores de televisão.
O “Sistema da Cigarra” é muito alegre e colorido, só tem um problema: é que com ele não se ganha nada.

Depois há outro sistema: o “Sistema da Formiga”.
No “Sistema da Formiga” fala-se pouco e trabalha-se muito.
No “Sistema da Formiga” está tudo milimetricamente organizado, as coisas são pensadas e está tudo bem planificado.
No “Sistema da Formiga” compram-se os jogadores que são necessários para as posições em que foram detectadas necessidades.
No “Sistema da Formiga” descobrem-se jogadores que tanto podem estar a jogar num clube do nosso País como pode estar a jogar num qualquer clube japonês.
No “Sistema da Formiga” não se compram jogadores pelos seus nomes famosos que depois são incapazes de se entregarem de alma e coração aos jogos.
No “Sistema da Formiga” são preferidos jogadores jovens cheios de vontade e talento que depois podem ser vendidos com grandes proveitos.
No “Sistema da Formiga” os jogadores chegam de forma discreta ao clube que os contratou, não dão entrevistas e são protegidos até se sentiram integrados na nova equipa.
No “Sistema da Formiga”, os Directores de Comunicação não são protagonistas nem falam à comunicação social.
No “Sistema da Formiga” os Vice-Presidentes não são comentadores desportivos nem os Assessores de Comunicação apresentam programas de televisão.
O “Sistema da Formiga” não está pensado para promover pessoas ou vaidades, mas sim para ganhar títulos.
No “Sistema da Formiga” os foguetes não são lançados em Agosto, mas sim lá para Maio.

Agora, peço apenas que façam um pequeno exercício: atribuam um nome de um clube português que pensem que se identifique com o “Sistema da Cigarra” e façam o mesmo relativamente ao “Sistema da Formiga”.
Infelizmente, não deve ter sido um exercício difícil.
Confesso que acho triste a facilidade com que seguramente acertaram porque demonstra bem onde as coisas chegaram.»

Bruno Carvalho, Director do ‘Porto Canal’, pré-candidato à presidência do SLB
in blog 'Novo Benfica', 26/03/2009

SMS do dia - XLVI

Ó Bruno Alves, redenção é repetires o livre de sábado na 4ª feira (também serve se for num canto).

Ouviste?

Por isso é favor repetir. Please! Please! Please!

domingo, 12 de Abril de 2009

Porto Personalizado


O FC Porto entrou para o jogo ante o Estrela da Amadora com algumas alterações no onze habitual, com a entrada de Andrés Madrid, Mariano e Farías - este último a substituir o primeiro jogador da Liga a simular um penálti na presente época. Antes do início da partida, os adeptos portistas poderam assistir a um momento "RTP Memória" com a entrega dos troféus de campeão da Liga de 2006/07 e 2007/08.

Quanto ao jogo, a equipa entrou algo passiva, talvez ainda com o jogo de Manchester na memória e o de quarta-feira no pensamento. Com algum cansaço compreensível à mistura, principalmente de Lucho, Meireles e Rodriguez, o FCP poucas vezes ultrapassou a linha de meio campo nos primeiros 10 minutos. O Estrela aproveitou estes momentos iniciais para criar situações de algum perigo para a baliza de Hélton. O Porto reagiu, equilibrou o jogo, mas sem grandes oportunidades, acabando por chegar ao golo com um livre soberbo de Bruno Alves (sim, esse que "não marcaria outro igual na vida"). Estava aberto assim o caminho para a vitória que repunha a vantagem de 23 pontos sobre a Académica.

Na segunda parte, os portistas melhoraram muito, batalhando mais e controlando bem o jogo, sem no entanto esquecer a importante e decisiva partida de quarta-feira. Por isso mesmo, Jesualdo mexeu na equipa e fez entrar Hulk e Guarín por Rodriguez e Meireles. Hulk viria a dar mais força ao lado direito e foi numa das suas arrancadas que este fez um bom passe para Farias que na pequena área marcou o 2-0 ao minuto 58. Lucho sairia mais tarde para a entrada de Tarik Sektioui. Aos 65 minutos, Bruno Alves - um dos melhores da partida - cruzou para o bis de Farías - outro jogador em destaque neste jogo - e aumentar a sua conta pessoal para 7 golos na Liga. A partir do 3-0, o FC Porto abrandou um pouco ritmo procurando sempre criar mais oportunidades de golo. Farías falharia, à boca da baliza, a emenda a um remate de Hulk do lado esquerdo.


Embora o jogo não tenha começado bem, nunca esteve em causa a superioridade do Futebol Clube do Porto. Mesmo sem algumas peças importantes, Jesualdo apresentou uma equipa personalizada, concentrada e muito motivada, que soube controlar bem o jogo, de forma a garantir o equilíbrio necessário entre uma vitória importante de aproximação ao tetra e o embate da 2ª mão da Champions League. Destancando talvez Bruno Alves e Farías pela influência directa no resultado, a vitória valeu pelo colectivo, demonstrando que é como grupo dentro das 4 linhas que se fazem campeões. O FC Porto inspira confiança e irá precisar muito dela para o confronto de campeões daqui a 3 dias.

Força Porto!

sábado, 11 de Abril de 2009

Novas Tecnologias I

Estando as "Novas Tecnologias" tanto em voga, devido ao constante bombardeamento da comunicação social deste termo para qualquer aparelho electrónico mais evoluído do que uma torradeira, creio que era tempo (e já a passar de validade) de o FC Porto abraçar as ditas e começar a fornecer serviços sérios e úteis aos seus associados, com benefícios para ambos.


Calendário de jogos e eventos na Internet

O FC Porto disponibiliza no seu site, através de uma página apelidada de tudo sobre os próximos jogos do FC Porto, onde disponibiliza informação sobre os próximos 3/4 jogos e informação dos seguintes 10/15 dias sobre o clube (outras modalidades e eventos institucionais).

Para um clube com o tamanho do FC Porto e o número de adeptos que tem, parece-me manifestamente pouco. O FC Porto deveria fornecer informação relativa ao calendário completo da época corrente (e possivelmente manter um histórico) de todas as modalidades, de todos os eventos institucionais e todos os eventos relacionados com o FC Porto (reuniões da liga de clubes, fóruns da UEFA, eventos organizados no Estádio do Dragão).

As pessoas interessadas em assistir aos jogos (ou participar em outras actividades) deveriam ter a informação o mais antecipadamente possível de forma acessível, mesmo que a data do evento venha a ser depois actualizada (por exemplo, devido à antecipação de um jogo de domingo para sábado).

Um método simples para o conseguir, é recorrendo à criação de um calendário virtual que os adeptos possam consultar no seu telemóvel ou computador de forma fácil e eficiente.
Para tal, existe um formato de calendário (iCalendar) que os adeptos podem configurar (no iCal da Apple, Outlook 2007 e Windows Calendar da Microsoft, no Google Calendar, entre outros), que lhes permitem estar sempre perto da informação. É possível também disponibilizar essa informação num formato simples através de uma página, para quem não quer ou não tem a possibilidade de ter um calendário no seu computador.
Esta informação é também actualizável, visto que se o FC Porto alterar, eliminar ou adicionar novos eventos, os calendários que se encontram nos equipamentos dos adeptos vão ser automaticamente actualizados.


O planeamento de viagens ou ausências de forma a poder-se assistir a jogos por parte dos adeptos, sejam eles em casa ou fora, são também do interesse do FC Porto. É possível deste modo conseguir ter mais gente a assistir aos seus jogos, e com isso garantir maiores receitas de bilheteira e/ou televisão.

sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Eles não desistem, a pouca vergonha continua

Como é de todos conhecido, Lisandro não pode jogar amanhã contra o Estrela da Amadora porque o Dr. Ricardo Costa assim decidiu.
Já muita gente se pronunciou sobre esta decisão escandalosa (mais uma) do fanático benfiquista que preside ao CD da Liga e que irá marcar o campeonato 2008/09, mas vale a pena ler o que Jorge Coroado escreveu em O JOGO de 07/04/2009:

«Incompreensível é, no mínimo, o que pode dizer-se da decisão anacrónica, apesar de estribada em norma regulamentar, da Comissão Disciplinar da Liga em punir Lisandro, do FC Porto, com um jogo de suspensão por simulação no encontro disputado com o SL Benfica no estádio do Dragão. Com tanta fobia na presunção de defesa da verdade desportiva torna-se legítimo questionar o que pretendem os doutores no, não do, futebol? Com a decisão tomada rectificaram, repuseram ou deram mais verdade ao resultado do jogo? Não! Que verdade defendem? Nas anteriores vinte jornadas não existiram simulações, não aconteceram resultados forjados por lances menos lícitos? Só os jogos televisionados possuem jogadas enganosas? Quantos árbitros se equivocaram e ao fazê-lo influenciaram o resultado? Os jogos não transmitidos pela televisão não são susceptíveis de ludíbrios? A Liga de Honra não tem simuladores? (…) Que critério e igualdade na aplicação dos regulamentos existe?»


Quem também não poderá dar o seu contributo à equipa no jogo contra o Estrela é Tomás Costa, o qual foi punido por Xistra no último V. Guimarães x FC Porto com o 5º cartão amarelo.
Sobre este lance, ocorrido ao minuto 61 de um jogo em que o árbitro foi mais do que complacente com o festival de pancadaria de que Hulk foi vítima, o mesmo Jorge Coroado escreveu o seguinte:

«Tomás Costa acorreu à linha lateral para inviabilizar jogada de ataque contrária, ganhou o lance ao adversário fazendo que a bola ultrapassasse a linha delimitadora do terreno para acto contínuo a pontapear forte. Em manifesta falta de sensibilidade na análise da situação o árbitro exibiu o cartão amarelo ao portista. Porquê? Não viu que o jogador foi rápido no gesto convicto que o esférico estava sobre a linha lateral?»


Estes factos mostram que os adversários do FC Porto ainda não desistiram e se semana após semana continuam as arbitragens vergonhosas, também fora do campo, quer nas nomeações, quer nas (não)decisões do CD da Liga, as manobras de secretaria não param.

P.S. Para o jogo FC Porto x E. Amadora, o sportinguista Vítor Pereira nomeou mais um árbitro do eixo Lisboa-Setúbal. Desta vez a “honra” coube ao lisboeta João Capela, o mesmo senhor que mostrou, de forma absolutamente inacreditável, o 5º cartão amarelo a Fucile no Belenenses x FC Porto, de modo a pô-lo fora do FC Porto x SLB da jornada seguinte.
Lembram-se? Pois é, Jesualdo Ferreira também não se esqueceu deste artista, conforme ficou claro na conferência de imprensa de hoje:
Antes dos jogos as escolhas [dos árbitros] obedecem a critérios que não conheço. O árbitro vai ter uma tarefa fácil amanhã, desde que não a dificulte. Felizmente não temos o Fucile em risco de ver o quinto amarelo, por isso…”

Em Manchester, no Pub e pela T.V.


A viagem já estava marcada antes de o sorteio destinar ao F.C. Porto uma visita a Old Trafford, Manchester. O roteiro não incluía a cidade de Manchester, apenas passagem pelo aeroporto, mas a perspectiva de assistir ao jogo logo fez mudar os planos. “Não há problema”, garantiu-me o Arthur, herdeiro de uma longa linhagem de adeptos do Manchester…City, “eu arranjo um convite para o jogo”.

Arthur Wright, 57 anos, natural de Hazel Grove, arredores de Manchester, vive actualmente em Macclesfield, a uns 30 km daquela cidade e uns 20 a 30 minutos de carro. E é um optimista por natureza: acredita que o Manchester City será campeão europeu nos próximos 5 anos, agora que é propriedade do Abu Dhabi United Group (aquele “United” ali no meio causa-lhe algum desagrado, diga-se) e está certo que os convitezinhos para Old Trafford chegarão. “Vou a Old Trafford uma vez por ano, claro, e este ano esse número vai passar para o dobro. A minha visita lá de que guardo melhores recordações foi na última jornada em 1974: ganhámos 4-3, o Denis Law marcou o quarto golo e os gajos desceram de divisão! (o lendário Denis Law jogara no Manchester City antes de, mais tarde, representar o United, tendo acabado por regressar ao City no fim da carreira).

No que ao optimismo europeu do Arthur diz respeito, a ver vamos. Mas, a crer no que aconteceu aos convites para o jogo Manchester United – F.C. Porto, nada de bom é de prever. De facto os ditos cujos nunca chegaram a aparecer, o que deixou o Arthur algo taciturno. Eu já o entusiasmara com os prospectivos estragos que “o temível Hulk” (“O gajo chama-se mesmo assim??”) e o “Cebola” Rodriguez iriam causar à defesa dos “red devils”, e os recentes desempenhos destes últimos enchiam-no de esperança. Mas a perspectiva de ficar em casa a ver o jogo definitivamente deprimia-o. Até que teve uma brilhante ideia: “Vamos a Manchester a um pub com televisão. Vai ser em grande!”

E assim, por volta das 18.30 fizemo-nos à estrada em direcção a Manchester e a John Dalton Street, artéria onde se situa o pub preferido do Arthur. Lá chegados o Arthur encontrou logo alguns conhecidos e amigos que se aprestavam a ver o jogo, todos, diga-se, adeptos do Manchester City, dois dos quais partiriam no dia seguinte para Hamburgo, a fim de aí assistirem ao jogo da Taça UEFA com o clube local.

Começaram as rodadas, servidas ao balcão por um empregado que era a cara chapada do Mantorras, embora um Mantorras a falar inglês e com sotaque de Manchester, uma coisa bastante incongruente, diga-se. E pouco depois começou o jogo. Pela reacção dos clientes às primeiras jogadas atacantes do Porto facilmente concluí que encontrar ali um adepto do Manchester United seria tão improvável como deparar com pinguins na Flórida. Os “azuis” imperavam, tanto no ecran como na sala. E o golo do Rodriguez aos 4 minutos mais veio reforçar a minha convicção: a clientela irrompeu em fartos aplausos e gritos de “Come on, Porto!” Por meu lado, não queria acreditar no que via, não na sala mas na televisão. Lembrava-me da triste e despersonalizada exibição da nossa equipa nos Emirates uns meses antes e aquela manifestação de autoridade, personalidade e categoria fazia o maior contraste possível. Mas aquela súbita “paragem cerebral” do Bruno Alves (por que será que nos acontece tantas vezes isto, ou frangos do guarda-redes, nestas grandes ocasiões? E em quanto se desvalorizou o Alves com aquele passe ao Rooney?) fez-me temer o pior: um baixar de braços de nossa parte e uma galvanização dos “red devils”. Nada disso, como sabemos.

O intervalo serviu para encomendarmos umas sanduíches e calhou a minha vez de ir buscar uma rodada. O Mantorras estava entretido à conversa com uns clientes em vez de me atender com prontidão e apeteceu-me bradar aos que com ele conversavam: “deixem jogar o Mantorras!” Mas por fim lá me serviu as Carlings e as Bodingtons que lhe pedira.

E lá fomos acompanhando a segunda parte, Porto menos afoito mas sempre com cabeça fria, até que, de um toque subtil do Rooney, o Tevez marcou o segundo golo do United. A cinco minutos do fim o sentimento de injustiça e frustração era ainda maior. Isso sentiu-se na sala, onde ecoou um “ah” de desilusão. Mas tal seria não contar com um mágico saído do banco, aquilo a que os ingleses chamam um “super-sub”, e a um minuto dos 90’ Mariano González entrou na história do F.C.P., onde, até agora, ameaçava não vir a passar de nota de rodapé. Também é verdade que se deve ter sentido bastante solitário, tal o espaço que a generosa defesa do United lhe deu, mas que importa! Como diria o grande Gomes Amaro “Está lá dentro! E agora não adianta chorar!” A meu lado um dos amigos do Arthur comentou com ar interrogativo: “Pensei que os vossos treinadores faziam sempre um sprint ao longo da lateral quando empatam em Old Trafford no último minuto!”

Depois foi aguentar uns descontos intermináveis, coroados com um livre inventado por um árbitro “à portuguesa” num desarme limpíssimo do Fernando ao inoperante (ainda bem!) Cristiano Ronaldo (o qual, sempre que tocava na bola, era alvo do sarcasmo da sala). E finalmente o luso-austríaco lá apitou, a sala festejou e lá do canto um grupo mais animado de adeptos do City desatou a cantar o tema favorito dos seguidores do clube de Eastlands: Blue Moon!

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

O prestigio mundial do FC Porto


No auge da tentativa do SLB em chegar à Liga dos Campeões através de manobras de secretaria, muitos benfiquistas disseram que o nome e prestígio do FC Porto estariam irremediavelmente manchados por muitos anos.
O problema de quem confunde desejos com a realidade é que oito meses depois quem está a disputar os quartos-de-final da Liga dos Campeões são os dragões e, para além dos portugueses, dezenas/centenas de milhões de pessoas puderam ver a exibição que o FC Porto realizou no ‘Teatro dos Sonhos’, porque o jogo foi transmitido em directo por 26 televisões de todo o Mundo.

Ora, quantas destas pessoas saberão quem é Carolina Salgado, Leonor Pinhão ou Luís Filipe Vieira?
Quantas já terão ouvido falar no ‘Apito Final’ e no Dr. Ricardo Costa?
Contudo, Rodriguez, Hulk, Lisandro, Fernando, Cissokho, Mariano, etc., passaram a ser conhecidos, e até admirados, por milhões de adeptos do futebol a nível mundial.
Irónico, não é?

E os jornais internacionais, quantos falaram no ‘Apito Dourado’?

The Independent (Inglaterra)
«O treinador actual, Jesualdo Ferreira, é demasiado velho para correr como um louco pela linha lateral [como Mourinho fez em 2004], mas construiu um FC Porto tão impressionante como aquele que foi campeão da Europa em 2004»

Daily Mail (Inglaterra)
«Foi com o FC Porto que a lenda de Mourinho nasceu. O seu técnico actual, Jesualdo Ferreira, cativou a atenção dos olhos do continente europeu depois da exibição em Manchester. O United tem uma montanha a escalar em Portugal»

Guardian (Inglaterra)
«Ao contrário do que é habitual, no futebol moderno, as duas equipas procuraram marcar mais golos do que o adversário desde o início da partida. Mas, no final, o Manchester United teve sorte por ter empatado a dois golos. O FC Porto foi derrotado pelo Arsenal (4-0) num mau dia e isso parece ter dado uma ideia errada da sua real qualidade

L'Equipe (França)
«A menos que o Manchester United empate com um resultado pouco habitual (3-3, 4-4...), eles estão obrigados a vencer no Dragão na próxima semana. E isso será muito complicado. Por outras palavras, o FC Porto demonstrou em Old Trafford que tem uma super equipa. Aliás, não só tem uma bela equipa, mas também uma equipa de batalhadores

La Gazzetta dello Sport (Itália)
«Jesualdo saltou como um grilo. Não estamos perante a louca corrida de Mourinho, porque a qualificação ainda não está decidida, mas este resultado obtido no nobre palco de Old Trafford foi um choque eléctrico difícil de recuperar para os ingleses. Este resultado oferece uma pequena vantagem ao FC Porto, num desafio que parecia não ter história

MARCA.com (Espanha)
«O FC Porto encostou o Manchester United às cordas e os ingleses podem sentir-se satisfeitos por terem conseguido empatar, porque a equipa portuguesa desperdiçou muitas oportunidades em Old Trafford. Os dragões fotocopiaram a vibrante saída que protagonizaram há um mês em Madrid e voltaram a realizar uma exibição impecável

Olé (Argentina)
«O FC Porto batalhou e nunca renunciou a atacar, e por isso conseguiu sair de Manchester com um empate a dois golos que lhe dá vantagem. O último rei da Liga dos Campeões está em grandes dificuldades. E o FC Porto já eliminou o Manchester United em 2004, quando deu a volta à eliminatória no último minuto. Será que apareceu um novo candidato ao título?»


Só encontro uma explicação para isto: a imprensa internacional está toda comprada pelo Pinto da Costa…
Está visto, os únicos jornais credíveis são o ‘Record’, o ‘Correio da Manhã’ e a ‘Bola’.

Sócio ou Dragão Sentado

No passado mês de Março, o FC Porto colocou à venda os bilhetes para a 2ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. A tabela de preços para o jogo contra o Manchester United no Dragão diferencia Sócio Dragon Seat com UEFA de Sócio Dragon Seat sem UEFA ou Sócio, com um agravamento entre os 222% e 250%, consoante a bancada. Ou seja, o sócio com ou sem lugar anual paga entre 15 a 25 euros mais do que o sócio que adquiriu o seu lugar anual com UEFA.


Desde logo não compreendi muito bem a lógica no agravamento dos preços: nas bancadas A e B o agravamento é de 225%, na C de 222%, já na D é de 233% e as E e G de 250%. Possivelmente isto acontece devido aos arredondamentos (para cima!) no valor dos ingressos, mas isto leva a que o desconto para Sócio Dragon Seat UEFA seja variável e nem se adeqúe aos preço anuais de cada um, assim como, aplica um critério circunstancial ao agravamento no preço: nem é bem por bancada, nem bem por Dragon Seat com ou sem UEFA, é conforme... Para além desta incongruência, a diferença na ordem dos 222%-250% parece-me bastante exagerada. Como princípio, seria preferível estipular um preço único para o bilhete de sócio para cada bancada e, sobre esse valor, aplicar um desconto aos sócios que tenham adquirido produto(s) A, B ou C. Bem sei que o resultado pode ser o mesmo, mas o princípio não o é.

E este princípio (que não se mede pelos números) é a questão principal e que pode ter consequências no futuro do FCP. Com a inauguração do Dragão Caixa e o respectivo lugar anual Dragão Caixa Seat, pergunto-me se não estaremos a caminhar no sentido de um clube sem sócios mas com detentores de lugares. O lugar anual é um excelente produto e é perfeitamente compreensível que o FC Porto queira e deva premiar os sócios que adquiram determinados produtos. É lógico que os “Dragon Seat” tenham prioridade na aquisição de bilhetes e que os obtenham a um preço especial. No entanto é importante que o FC Porto seja capaz de equilibrar os critérios comerciais e económicos com os princípios do associativismo. Bem sei que a paixão fala sempre mais alto, mas será justificável pagar uma quota anual de sócio se isso significa ainda uma diferença superior a 200% para os que tenham adquirido determinados produtos. A título de curiosidade, o agravamento no preços dos ingressos para o público em geral para o próximo jogo FC Porto – Estrela Amadora, é de 160-200%, inferior ao praticado entre sócios para o jogo da Champions League.


São estes sinais que devem ser tidos em conta a fim de percebermos se o futuro do FC Porto passa pelos associados ou por quem adquire os seus produtos. A questão não é simples. Por um lado, temos o clube com todas as suas modalidades, temo os sócios que garantem um carácter ao FCP e o liga invariavelmente à história de uma região e de um país – e garante resultados, pois exibições e posturas como as que tivemos a oportunidade de desfrutar em Old Trafford não surgem do acaso. Por outro, o papel dos Clubes nas Sociedades Anónimas Desportivas, a vertente comercial do futebol bem com a sua dimensão que pode ir muito além fronteiras (a hipotética Superliga europeia) ou a sustentabilidade financeira. Talvez no meio é que esteja a virtude, continuando a crescer e promover novas formas de cativar adeptos... e sócios.

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Depois dos 1-12, uma exibição anti-Sistema


Numa época em que o SLB foi goleado pelo “colosso” Olympiakos e em que saiu da Europa pela porta dos fundos, após conquistar 1 ponto em 12 possíveis na fase de grupos da Taça UEFA.

Numa época em que o Sporting saiu da Liga dos Campeões humilhado, após uma eliminatória em que foi vergado por um Bayern de Munique mediano, mas que aplicou aos leões uns inacreditáveis 1-12.

Mais do que o resultado, a qualidade demonstrada e a forma personalizada como o FC Porto se exibiu em casa do actual campeão europeu e mundial, foi mais uma enorme machadada na teoria do Sistema. De facto, exibições destas, ainda por cima perante os olhos do Mundo, não ajudam nada Luís Filipe Vieira e seus acólitos (Cervan, Pinhão, Delgado, Manha, Cartaxana, etc.) na “missão de evangelização” em curso...

Nesta linha de pensamento, algumas opiniões seleccionadas em diferentes meios de comunicação.

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«Para muitos, desde logo para sir ferguson, mais para os seguidores do 'manchester' - em manchester, linha do estoril, braga e alcoutim - a afirmação de classe do 'fc do porto', hoje no 'estádio dos sonhos', traduziu-se, mais do que num pesadelo, numa desconfortável apoplexia que irá, presumo, permanecer por ainda mais uns tempos.»
António Boronha (ex-vice-presidente da FPF), 07/04/2009


«O FC Porto mostrou por que razão é a única equipa portuguesa com força na Europa, por muito que custe aos fanáticos do futebol que proliferam por aí. Alicerçado na mesma estratégia de sempre, a equipa cumpriu o que Jesualdo prometera na conferência de antevisão e entrou ao ataque encostando literalmente o campeão do Mundo às cordas. (…)
Chegaram à vantagem com justiça, impuseram o seu jogo em Old Trafford, onde até os maiores gigantes europeus costumam tremer e só viram o United empatar devido a um erro infeliz de Bruno Alves. Mas aqui é que se viu a fibra. Outra equipa, provavelmente, teria perdido a concentração por causa de uma falha e depois do 1-1 teria sofrido mais pouco depois. Mas o FC Porto não é assim.»
Hugo Neves, Record, 07/04/2009


«O F.C. Porto fez em Old Trafford, esta terça-feira, uma das melhores exibições de equipas portuguesas na Europa. Nos últimos anos? Sim, seguramente. Mas se o leitor quiser arriscar «de sempre» não sou eu que vou desmenti-lo.»
Luís Sobral, Maisfutebol, 07/04/2009


«Entrecortado por cânticos portugueses, foi eloquente o silêncio que trespassou o Teatro dos Sonhos, o palco do Manchester United: um FC Porto personalizado, de aposta no colectivo, assinou exibição soberba e reforçou a legitimidade de sonhar com as meias-finais da Champions. Além de mais uma vez se ter desmentido a tese segundo a qual o êxito é exclusivo do poderio financeiro, o espectáculo de Old Trafford reconfirmou o FC Porto como a única equipa portuguesa das últimas três décadas capaz, no plano internacional, de discutir todos os jogos num patamar de igualdade e em contraciclo às patéticas dúvidas que lhe tentam carimbar no plano interno
Fernando Santos, O JOGO, 08/04/2009


«É notável a capacidade que o Dragão tem de cuspir em tudo aquilo que não presta. Naqueles que já não conseguem arranjar mais argumentos, por mais patéticos que sejam, para denegrir a sua imagem, para relativizar e minimizar os seus êxitos. Para tudo isto o FC Porto tem tido resposta pronta. Como? Ganhando. Convencendo... e em campo. Que é sempre a melhor forma de calar os "anónimos" prontos a meter a cabecinha de fora sempre que têm uma pequenina oportunidade...
(...)
A jornada europeia de Manchester foi gloriosa, (igual a muitas outras que nos últimos 20 anos o FC Porto tem repetidamente conseguido), deixando orgulhosos os verdadeiros amantes do que de melhor o futebol português é neste momento capaz de produzir. O resto... é "chover no molhado"... é mais do mesmo!
Esta jornada não merecia, por isso, ser despachada para segundas caixas de informação desportiva, dando lugar, em primeira instância, às crises existenciais de alguns habituais protagonistas, num exercício de minimização e de branqueamento que até pode agradar a meia dúzia de "cromos" mas que envergonha todos aqueles que não deixaram de se sentir orgulhosos pelo que viram, não olhando a mais nada que não tenha sido a enorme qualidade da exibição portista e, em especial, a sua permanente "atitude", a tal expressão tão difícil de mastigar!
Também eu me associo a uma cuspidela generalizada contra tanta cegueira!»
Paulo Garcia, SIC online, 08/04/2009


«O FC Porto não é o melhor clube português no futebol internacional. É o único. É o único que, antes de um jogo contra o Manchester United, podemos esperar que jogue entre iguais. Não esperar de esperança beata - porque, essa, qualquer presidente aldrabão no universo crente que é o futebol pode prometer.
Falo de esperança legítima num clube que vai em mais de duas décadas de carreira como o melhor português e, sobretudo, atingindo aquela constância de qualidade que leva o FC Porto a ser tratado entre os maiores como um dos seus. É necessário que isso seja saudado para além do futebol. Porque, em Portugal, no campeonato dos factos contra a retórica, ganha quase sempre a conversa barata. Ontem, um dos nossos raros campeões de factos (e não de lábia) voltou a cumprir. Quem manda no restante futebol nacional que aprenda com quem foi buscar os, então, desconhecidos Hulk, Fernando e Cissokho... E o que há para aprender é isto: há quem saiba fazer e há quem não. Estes últimos deviam dedicar-se ao curling, desiludiriam menos portugueses.»
Ferreira Fernandes, DN, 08/04/2009

SMS do dia - XLV

Será que esta semana o Nuno André Coelho se vai lesionar? 

Porto Vintage

O FC Porto fez ontem em Old Trafford um jogo de grande classe e toda a equipa técnica e jogadores merecem os nossos Parabéns. Jesualdo Ferreira fez um excelente trabalho de preparação para este jogo e conseguiu fazer entrar em campo uma equipa com muita personalidade, coesa, solidária e com extrema disciplina táctica.
Com uma entrada fulgurante o FC Porto criou de imediato ocasiões de golo e aos 4 minutos, através de uma recuperação de bola de Lucho, a bola sobrou para Rodriguez após ressalto em Evans, o uruguaio tirou um defesa da frente e rematou para o lado mais distante da baliza de Van der Sar, fazendo um belíssimo golo e silenciando Old Trafford durante largos minutos. Ferguson corrigiu de pronto a organização da sua equipa e coloca Carrick e Scholes no meio campo defensivo. Aos dezasseis minutos, no entanto, Bruno Alves tem uma falha muito grave fazendo um atraso para Helton sem ver que Rooney estava entre ele e o guarda-redes. O inglês aproveitou a oferta e fez o golo do empate sem dificuldades. Foi um lance muito infeliz.

Mesmo assim o FC Porto continuou a jogar com grande disciplina táctica, tendo Lucho e Meireles a fechar as alas para que os defesas laterais nunca ficassem em desvantagem numérica face aos atacantes do Manchester. Essa força defensiva, funcionando a equipa como um bloco compacto, foi a base da grande exibição do FC Porto.

Na segunda parte o Manchester entrou forte e com vontade de virar o resultado mas as suas iniciativas iam esbarrando invariavelmente na solidez defensiva da equipa do FC Porto que, no entanto, agora não conseguia sair para o ataque de forma tão organizada como na primeira parte. Os passes errados iam surgindo com mais frequência e o individualismo em que se perdeu inúmeras vezes Hulk, ignorando as presenças de Rodriguez e Lisandro, fizeram com que a equipa do FC Porto fosse perdendo força no ataque. A partir dos 60 minutos de jogo começou a notar-se o meio campo a ceder dado estar Raul Meireles em dificuldades físicas devido à elevada intensidade do jogo (para quando um treino específico para que este jogador ganhe massa muscular e resistência?). Por outro lado a entrada de Giggs fez com que o United encostasse o FC Porto às cordas. Helton fez então duas defesas espectaculares a remate de Rooney e cabeceamento de Vidic, segurando o resultado. Passados alguns minutos entrou Tevez e finalmente aos 79 minutos Jesualdo faz entrar Tomás Costa e Mariano para os lugares de Meireles e Rodriguez.

Fernando foi um Gigante, fez uma exibição soberba e foi ganhando confiança à medida que o jogo decorria. Cortou linhas de passe ao Manchester, “varreu” toda a sua zona de acção e compensou os colegas quando foi necessário. Fez algumas intercepções praticamente impossíveis. Esteve em todo o campo, de tal forma que quando começou a sair para o ataque só se ouvia o José Gomes aos berros: “fica Fernando, fica!”. Toda a equipa esteve obviamente muito bem mas parece-me que individualmente se possam também destacar o Rodríguez, o Cissokho, o Heltón e o Mariano.


Quando já se pensava que o jogo iria acabar com um empate a um o Manchester consegue aos 85 minutos o segundo golo através de um lance muito simples: Neville lança para a grande área, Rooney amortece de calcanhar para surgir Tevez em antecipação a Rolando a marcar o 2-1. Uma enorme injustiça no marcador para um jogo tão bem jogado pelo FC Porto. Foi a reacção que tivemos depois deste golo que torna as grandes equipas distintas. Os jogadores acreditaram, Lisandro avançou pelo lado esquerdo do ataque e centrou para o segundo poste onde apareceu Mariano a receber, com o seu estilo trapalhão, mas a conseguir ainda rematar com êxito ante a saída de Van der Sar. Estava feito o 2-2 final e os últimos minutos foram ainda de algum sofrimento com os ingleses a tentarem novo golo através de um livre directo à entrada da área, mas cujo remate saiu por cima da baliza de Heltón. O golo de Mariano trouxe justiça ao resultado e permite agora ao FC Porto tentar a passagem às meias-finais no Estádio do Dragão com um empate sem golos. Mas esse será um jogo para ganhar!

PORTO, PORTO, PORTO, PORTO! POOOOORTO!
imagens: gettyimages.com

terça-feira, 7 de Abril de 2009

SMS do dia - XLIV: Ainda te ris, pá??


Hulk, o saco de pancada


“Este encontro teve um árbitro bom tecnicamente e se Carlos Xistra mostrasse amarelos ao Vitória o jogo era mais desequilibrado. Vimos dois cartões amarelos e, se compararem as faltas, vão perceber o meu desacordo do que foi o trabalho de Xistra. No capítulo disciplinar não foi tão contundente, não por simulações, mas por faltas que existiram. O Hulk não tem culpa de ser forte e bom tecnicamente. Não saiu lesionado, mas saiu maçado. Se interpretarem bem as minhas palavras vão perceber. O próprio jogador sai do jogo e não consegue controlar estas situações.”
Jesualdo Ferreira, in Maisfutebol, 04/04/09

“Parece que estou sempre a sofrer faltas? É o normal nos jogos no F.C. Porto e tenho de trabalhar em cima disso. Acho que os defesas estão a fazer o trabalho deles, não me deixam jogar. Compete-me livrar-me deles. Estou no jogo para tentar fazer o melhor para ajudar a equipa, por vezes sou prejudicado e não posso fazer nada. Só tenho de lamentar e esperar que nos próximos jogos os árbitros estejam com mais atenção para marcar mais as faltas.”
Hulk, in Maisfutebol, 04/04/09

Em mais um jogo do FC Porto este fim de semana, a contar para a Liga Portuguesa, eis que, para não variar, o protagonista torna a ser o novo fenómeno do Dragão, Hulk. A forma como articula a sua técnica, com a velocidade e potência de remate, deixa as defesas adversárias de cabelos em pé. Percebendo o perigo, sempre que o Brasileiro se consegue esgueirar, os adversários têm vindo a efectuar marcações cada vez mais cerradas e impiedosas ao avançado portista, com os árbitros a fazerem vista grossa a estas entradas grotescas.



Não queremos ir tão longe como a Direcção do SLB, quando há uns anos atrás fez um apelo público no sentido de deixarem Mantorras mostrar o seu futebol, ate porque, goste-se ou não, a falta é ultimo dos recursos (ainda que ilegal) para se controlar um adversário. Porem, não é aceitável, de todo, que as equipas de arbitragem sejam complacentes com sucessivas entradas duras às pernas de Hulk - por parte dos seus adversários - sem a devida e merecida punição disciplinar.

Curiosamente, o critério largo que os homens do apito aplicam às cacetadas infringidas a Hulk, é totalmente oposto quando este simplesmente ganha lances e bolas aos seus opositores por ser mais forte, rápido e ágil. É assim que querem defender o (bom) futebol?

Fotos: Record, Uefa.com

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Mais portistas e menos portugueses, s.f.f.


«Ando doente com o Manchester United - FC Porto. Sempre que jogam em Old Trafford lembro-me da carga de pancada que levei no dia 2 de Novembro de 1977 quando o Seninho marcou o segundo golo pelo FC Porto e eu me pus aos saltos em pleno Stretford End. Se bem se lembram, o resultado final foi 5-2 mas, como o FC Porto tinha tido a previdência, nas Antas, de enfiar 4 golos sem resposta na baliza dos macunianos, o FC Porto passou e o United foi deliciosamente eliminado, apesar daquele esforço gigantesco.

Lembro-me que até levar porrada, eu até era simpatizante do United, por estudar em Manchester e por ser o clube do meu tio e dos meus primos ingleses. Já aqui escrevi sobre este incidente fulcral da minha breve vida futebolística, mas nunca é demais lembrá-lo, para dar sorte, sempre que se aproxima um United-FCP.

Fui para a bancada da claque porque fui com colegas da universidade que eram fãs do United e jurei não aplaudir quando o FC Porto marcasse. Mas não me contive. Eram tão chocantemente racistas e sanguinárias as bocas dos adeptos do United que ouvi que eu fiquei anti-United e pró-FC Porto para o resto da vida. Para mais, tornavam-se mais violentas ainda quando o Duda apanhava a bola - que era muitas vezes, com grande fulgor e uma aristocrática indiferença aos selvagens mancunianos.

Sir Alex Fergusson, está mais do que provado, gosta de portugueses. Talvez ele veja Portugal como uma das duas Escócias da Península Ibérica (sendo a outra a Catalunha), comparando a açambarcadora e dominante Espanha à Inglaterra.
No entanto, há limites até para a lusofilia. Há uns dias Fergusson disse ao ‘The Sun’ que contava com os portugueses Cristiano Ronaldo e Nani para dar a volta aos portugueses do Futebol Clube do Porto. Ora, diga-se lá como se disser, os portistas não são sinónimos exactos de portugueses. Para mim e para os portistas, por exemplo, só os nortenhos são portugueses a 100 por cento. O resto são mouros e neutros.
Para os lisboetas ou algarvios de olhos igualmente vendados, o Norte é só o Norte e portuguesa a 100 por cento só é a Selecção Nacional - e mesmo assim, com muita boa vontade. Seja como for, é bichoso dizer que o futebol do FC Porto é representativo do futebol português. Seria bom se assim fosse mas, infelizmente, não é verdade.
(…)
A confusão, pelos vistos, não só continua como cresce. Num país como a Inglaterra em que a rivalidade entre o Norte e o Sul (ou entre Manchester e Londres) é bastante mais violenta do que em Portugal, é espantoso que achem que Portugal é mais ou menos todo igual e que quem viu dois ou três portugueses já viu todos. Melhor para o Futebol Clube do Porto!
Rapaziada: na terça-feira sejam o menos portugueses que é possível ser! E os mais portistas! Força!»

Miguel Esteves Cardoso
in revista J, Nº 135
O JOGO, 05/04/2009

Xistrema para travar o FC Porto

Carlos Xistra a assinalar um dos dois penalties que inventou no Sporting x FC Porto da Meia-final da Taça da Liga, 04/02/2009


Síntese do critério disciplinar de Carlos Xistra no V. Guimarães x FC Porto:

1': Hulk acelera em direcção à baliza do V. Guimarães e é autenticamente ceifado por Gregory. O cartão amarelo fica no bolso de Xistra.

25': Milhazes atinge Hulk com uma cotovelada na cara. Escandalosamente, Xistra nem sequer mostra um cartão amarelo ao jogador do Guimarães.

Jorge Coroado: "Milhazes foi objectivo e claro no gesto efectuado. Com o cotovelo esquerdo, atingiu Hulk na face. Impunha-se a exibição do cartão vermelho."

Rosa Santos: "Na parte disciplinar, o árbitro sentiu algumas dificuldades em controlar o jogo. Neste caso, deveria ter expulso Milhazes."

António Rola: "Milhazes saltou sobre Hulk, atingindo-o violentamente com o braço. Ficou por sancionar falta técnica e disciplinar (vermelho)."

29': Moreno trava Hulk em falta à entrada da área. É a terceira falta de Moreno, mais uma vez sobre Hulk e mais uma vez o cartão amarelo fica no bolso de Xistra.

31': Mais uma sarrafada em Hulk, desta vez foi Custódio. Carlos Xistra não consegue continuar a fingir que não vê e, finalmente, mostra um cartão amarelo a um jogador do Guimarães.

45'+1: Cartão amarelo para João Alves, por falta dura sobre Cissokho.

50’: Custódio agarra um jogador do FC Porto e “mata” um contra-ataque perigoso. Xistra vê, assinala a falta mas “esquece-se” do cartão amarelo. Seria o segundo para o médio vimaranense.

62': Cartão amarelo para Tomás Costa, a pedido do público e dos jogadores do Vitória, por suposto anti-jogo.

78': Cartão amarelo para Cissokho, numa falta normalíssima sobre Nuno Assis.

82': Cartão amarelo para Andrezinho por falta dura (a enésima) sobre Hulk.

84': Cartão amarelo para Raul Meireles por falta sobre Fajardo a travar o contra-ataque.


Em resumo, com o FC Porto a perder por 0-1, Xistra perdoou duas expulsões a jogadores vimaranenses - Milhazes e Custódio - isto, claro, para além dos amarelos que ficaram por mostrar a Gregory e Moreno (a gente percebe, não convinha amarelar os dois defesas centrais do Guimarães logo nos primeiros minutos do jogo).

Aliás, é notável como é que o Vitória de Guimarães conseguiu terminar o jogo com 11 jogadores e, ainda por cima, com tantos cartões amarelos como o FC Porto (três para cada). Que grande xistralhada!

Quanto ao “saco de pancada”, perdão, ao Hulk haveria muito dizer, mas isso ficará para outros artigos. Digo apenas que perante a complacência do árbitro de Castelo Branco, neste jogo valeu tudo para travar Hulk: pontapés, “tesouras”, joelhadas, puxões, encostos, tudo!
Até quando este festival de porrada vai continuar impune?
Será que o objectivo é que aconteça ao Hulk o mesmo que o Katsouranis fez ao Anderson?
É assim que querem arrumar o Hulk?



P.S. O SLB lá conseguiu ganhar a uma equipa que não treinava há 8 dias, mas para isso foi preciso que o trio de arbitragem inventasse dois penalties nos primeiros 15 minutos. É esta a verdade desportiva e a transparência que muitos querem implantar no futebol português...

domingo, 5 de Abril de 2009

O carteiro toca sempre três vezes


O FCP, ontem, foi quase sempre uma equipa competente. Entrou muito bem, teve um período em que se desorientou e que o VG aproveitou para marcar. Depois voltou a ter as rédeas do jogo.

Fomos felizes, não há campeões sem sorte - a sorte dá muito trabalho - , e no início da 2ª parte, com uma entrada novamente forte, conseguimos virar o jogo e ganhar com todo o mérito, apesar do VG ter dado boa réplica e o árbitro se ter mostrado demasiado complacente com o jogo duro que visou particularmente Hulk.

A equipa jogou no seu sistema habitual e de uma maneira geral fomos coesos. Bruno não reagiu rápido no 1º golo, Sapu esteve um pouco intermitente e algo hesitante, Helton teve uma saída despropositada, Rolando e Cissokho estiveram de uma maneira geral bem. O nosso defesa esquerdo, se teve ordens de atacar é óbvio que de vez quando desguarnece as costas. São riscos incontornáveis, a não ser que o FCP trabalhe bem essas compensações. Por isso, dou como muita positiva a sua prestação pois aquele corredor esquerdo do FCP foi provavelmente o mais usado para provocar os desequilíbrios como aconteceu no primeiro e segundo golo. E Cissokho colaborou muito nas tarefas ofensivas.

O meio campo teve um Meireles a grande altura, o Tomás Costa cumpriu e o Fernando esteve um pouco complicativo na fase de construção. Perdeu algumas bolas e noutras não soube encontrar as linhas de passe, porque a bola ainda queima quando um pouco apertado. Regular, mas uns furos abaixo do que já produziu em jogos anteriores. Precisamos de um Fernando ao seu melhor nível para o jogo com o MU.
Meireles, está a ganhar confiança e a ter uma enorme preponderância nesse sector nevrálgico do terreno. Com Lucho, ao seu nível, contamos com um tandem muito forte no sector intermediário.

No ataque o Hulk foi mais uma vez demolidor, Mariano muito bem e só menos produtivo quando mostrou sinais de cansaço. Farías movimenta-se muito bem na área e demonstrou mais uma vez que é alternativa, assim a equipa possa contar com os servidores de forma continuada.
Hulk precisa de perder menos bolas, sobretudo quando tem linhas de passe abertas e falar menos com os árbitros.

Depois do 2-1 estivemos um pouco mais contidos, recuamos um pouco e não fomos capazes de impedir que o VG estivesse com a bola mais tempo, o que é compreensível. Porém, temos de saber descansar mais com a bola e depois matar, através das tais transições rápidas. Acabámos com o jogo com uma bola parada : um canto muito bem marcado por Lucho e uma entrada fulgurante de Rolando. Excelente golo !

Apesar de ter sido um jogo bem conseguido – um excelente jogo de campeonato - , creio que foi a defesa talvez o sector que mais oscilou. Com o MU, estará aí, a chave do sucesso ou insucesso.

Reconheço que uma equipa é um todo e ninguém fica isento de trabalhar e participar nas tarefas ofensivas e defensivas. Creio, porém, que a organização, e a concentração defensivas vão ser fundamentais. Um bom ataque em Manchester não vai prescindir de termos uma defesa ao mais alto nível.

Esta embalagem feita de vitórias, em tempos de cólera dos adversários do costume, cria algumas expectativas para os quartos da CL. Vai ser duro, mas a esperança é a última morrer.
Força Porto,

Rumo ao TETRA em velocidade de cruzeiro


Ó faz favor, sai mais um sapo para engolir para aquela mesa ali ao canto!

(sim, aquela com os invejosos e ressabiados desse rectângulozinho que dá pelo nome de Portugal).

sábado, 4 de Abril de 2009

Os tentáculos do SLB

O SLB tem estendido todos os seus tentáculos, seja na Justiça, na arbitragem, na Liga ou na comunicação social, para tentar “equilibrar” as contas deste campeonato, enquanto ainda é possível. Para não variar, fá-lo de forma atabalhoada e evidente, mas conta com a boa vontade daqueles que estão nos lugares certos para lhe dar a mão. É o seu paradigma de actuação ao longo da sua existência. E quem ou quais são esses tentáculos?

Comissão Disciplinar da Liga de Clubes
O Dr. Ricardo Costa decidiu suspender Lisandro Lopez com um jogo de castigo porque este fez uma "simulação evidente de grande penalidade inexistente" com o objectivo de "enganar o árbitro" no jogo com o SLB, no Estádio do Dragão, e que terminou empatada a um golo. Como é bom de ver, todas as simulações de grandes penalidades, em especial as de Di Maria e Moutinho, foram convenientemente ignoradas na presente temporada mas a alegada simulação de Lisandro teve de ser castigada a bem dos interesses do SLB. Ainda por cima com os habituais requintes de paneleirice do presidente da CD, que escreveu sete páginas e ainda se aventurou a enunciar novas emendas às Leis da Física. Para não me acusarem de incitamento à violência apenas quero desejar que esse merdas padeça de uma diarreia aguda que o deixe a desfazer-se dias a fio.

Comissão de Arbitragem da Liga

Depois da nomeação de Lucílio para a entrega Taça da Liga, Vítor Pereira lá continua na senda das nomeações duvidosas e sempre, por coincidência certamente, com forte tendência para favorecer o SLB. Desta vez, e para uma deslocação que se quer difícil do FC Porto a Guimarães, decidiu nomear Carlos Xistra, um árbitro que em dois jogos contra o Sporting esta época teve várias decisões que prejudicaram claramente o FC Porto. Está tudo aqui. O pior foi mesmo a meia-final da Taça da Liga em Alvalade, quando depois do FC Porto estar a vencer por 1-0 e com a ameaça do escândalo de eliminar o Sporting em casa com as reservas, Xistra resolve inventar dois penalties para assim inverter o resultado e tranquilizar os calimeros (que depois ainda se andaram a gabar que “deram goleada”!).

Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol

O presidente é Joaquim Evangelista, um homem muito desonesto que, depois do FC Porto se sagrar campeão na época passada, afirmou, em 7 de Maio de 2008, e a propósito da existência de salários em atraso, que “com o devido respeito o vencedor (do campeonato) não é um verdadeiro vencedor, porque havendo concorrência desleal, não há verdade desportiva”. É preciso ser muito desonesto para dizer isto quando se sabe perfeitamente que em todas as épocas há clubes com salários em atraso. E para além disso estava também a retirar mérito aos jogadores do FC Porto, muitos dos quais devem pertencer ao sindicato que dirige. Este homem proferiu estas palavras sem quaisquer preocupações com os jogadores que não recebem, mas sim no meio de um episódio agudo de refluxo gastro-esofágico (vulgo “azia”) pelo facto do FC Porto ter sido campeão.Mas o mais interessante prende-se com o facto de esta personagem, qual abutre, aparecer sempre em cena quando um clube com salários em atraso vai defrontar o SLB. Isso aconteceu em Novembro de 2008, no jogo SLB x E. Amadora e nessa altura Jorge Maia escreveu no OJOGO o seguinte:
«Eu não acredito em coincidências, mas que as há, há. Os jogadores do Estrela da Amadora, que têm os respectivos ordenados em atraso desde o início da temporada, admitem ao fim de oito jornadas fazer greve no próximo jogo, por sinal uma deslocação ao Estádio da Luz. Fazem-no incitados por Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores. Ora, parece-me justo que os jogadores defendam os seus direitos e que o façam por todos os meios ao seu alcance, reconhecendo que, em última instância, o recurso à greve não pode ser excluído como justa forma de luta. Registo apenas a coincidência depois de quase três meses de competição, com sete jornadas disputadas e depois de várias intervenções bem mais moderadas, Joaquim Evangelista surgir agora tão empenhado na marcação de uma greve. Um empenho semelhante ao demonstrado em 2005 quando estavam em causa os salários em atraso no Vitória de Setúbal, embora aí o presidente do Sindicato dos Jogadores tenha esperado até à 14ª jornada para forçar a apresentação do pré-aviso de greve. Coincidentemente, antes de um jogo com o Benfica.
Ele há coisas...»

in O JOGO, 13/11/2008

"Tudo indica que a semana da recepção ao Benfica seja marcada pela ausência de um único apronto, algo que poderá ter repercussões no dia do desafio. "Trata-se de um jogo em que podemos garantir a manutenção, mas não podemos deixar de marcar a nossa posição, pois temos famílias para sustentar. Com esta atitude, o nosso objectivo não é não treinar, mas receber", evidenciou o capitão, colocando de lado a greve a qualquer uma das próximas partidas."

in OJOGO

Passados quase cinco meses o drama na equipa da Amadora mantém-se: mais de meio ano de salários em atraso. As suas formas de luta pelos seus direitos são inatacáveis e a sua prestação em campo tem sido muito boa. O que não está correcto é que tenham aceite, pressionados uma vez mais por Evangelista, não treinar uma única vez na semana em que recebem o SLB. Mais uma coincidência notável. Aqui é que não há qualquer hipótese de existir verdade desportiva. Mais um dos acólitos da corja ao serviço do clube do regime cuja actuação, sem qualquer réstia de ética ou sentido deontológico, passará impune.
Procurador-Geral da República


Disse um dia o Procurador que, após o Apito Dourado, “mesmo que os arguidos venham a ser absolvidos, nada será como dantes, no futebol português”, porque “a partir deste processo, os agentes do futebol português passaram a saber que podem ser investigados”. Mentira, e passo a corrigir: os agentes do futebol português, à excepção de dirigentes do SLB, passaram a saber que podem ser perseguidos através de tramas montadas com a colaboração da PJ e do MP. Ah, e o Presidente do FC Porto estará sempre sob suspeita.

Terminou ontem o último fôlego (pelo menos por enquanto...) deste Procurador na perseguição que montou ao FC Porto e ao seu Presidente. Toda a investigação foi uma autêntica vergonha como comprovam agora os despachos e a sentença dos (verdadeiros) Tribunais: no primeiro, relativo ao jogo Nacional x SLB, num despacho de não-pronúncia do Tribunal do Funchal, o juiz afirmou que não se entendia como é que o nome de Pinto da Costa tinha sido metido ali a martelo; no segundo, relativo ao FC Porto x Estrela da Amadora, acabou igualmente com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Porto, confirmado por sentença unânime da Relação, e com uma participação por crime de falsas declarações contra a peça-chave de todo o Apito Dourado — Carolina Salgado; no terceiro, relativo ao jogo Beira-Mar x FC Porto, que já havia sido arquivado mas que pela insistência da Morgado foi a julgamento, o Tribunal de Gaia sentenciou a absolvição do Presidente do FC Porto, e nas palavras da Juíza “a ex-companheira de Pinto da Costa prestou depoimentos divergentes e, pelas contradições e incoerências, não merece qualquer credibilidade”. A sua convicção é a de que “o testemunho de Carolina Salgado seja norteado pelo interesse da condenação de Pinto da Costa. Este Tribunal não atribui relevância ao depoimento”.
Uma derrota em toda a linha para o Beirão de sotaque a assobiar os esses.

Comparemos agora os meios e a aposta na condenação de Pinto da Costa com o tratamento que o Procurador está a dar ao caso Freeport, à forma como tem negado as pressões sobre os magistrados do MP que afirmaram convictamente terem sido altamente pressionados para o arquivamento do caso, à forma como desvalorizou a gravação de uma conversa entre os intervenientes no caso com frases incriminatórias do Primeiro-Ministro, à forma como resolveu reunir com Lopes da Mota, etc., etc., etc. Os exemplos de que não é competente para ocupar aquele cargo são mais que muitos. Só mesmo em Portugal para que um tipo destes ainda não tenha sido exonerado.

O Síndrome de Chalana

Lisboa, é a cidade da luz, da águia, do bom tempo e da alegria. Nesse dia, porém chovia abundantemente. Portugal jogava o acesso ao Europeu com a URSS, marcado para o estádio do SLB.

Cabrita tinha insistido, durante toda a semana, na jogada tipo : bola em Chalana, corte para dentro, fuga veloz na direcção da grande área, até bater no primeiro obstáculo, (leia-se adversário) que lhe aparecesse pela frente, se possível dentro da grande área, ou então muito perto. Talvez bastasse !

E bastou : Chalana cumpriu exemplarmente o que lhe tinham pedido : correu, fintou, flectiu para dentro, bateu e depois de uma brilhante meia pirueta mergulhou com estilo sobre a linha. O árbitro zelosamente marcou grande penalidade. Jordão transformou e lá fomos até França onde cumprimos um bom europeu : Portugal foi eliminado nas meias finais pela equipa da casa, por 3-2.

Não obstante o relativo êxito da nossa campanha, um jovem não conseguiu esquecer aquela queda. Tinha assistido ao jogo da Luz e ficou siderado com a simulação de Chalana e pelo facto do crime ter compensado. Apesar de ser um patriota, a sede de justiça falou mais alto. Decidiu cursar direito e jurou que – se Portugal não pedia desculpa à URSS porque o império implodiu – haveria de ser ele a pôr ordem no Futebol em Portugal e acabar de vez com as simulações, a bem da verdade desportiva nacional.

Haveríamos de ser um exemplo para o mundo da bola, e sempre que possível à custa daquele clube do Norte que já por essa altura treinava a chama para ser o melhor e, por isso, serviria optimamente como suspeito.

O célebre golo de Maradona, com a mão de Deus, pô-lo definitivamente na trilha do desporto, da justiça, contra todos os hereges que invocassem o nome de Deus em vão e viciassem a verdade desportiva, sobretudo a sujeita à denúncia pela Comunicação Social do costume.

Ricardo Costa é o nome do rapaz que se fez homem, e que teve finalmente a oportunidade de combater o síndrome de Chalana que tão dolorosamente o atacou.

Lisandro foi o meio para atingir esse fim. Vale mais tarde que nunca. Desde que assumiu tão sábia condenação, tirou um pesado fardo de cima dos seus ombros. Sente-se aliviado e feliz. A sua auto-estima aumentou. Que se cuidem, os simuladores, nomeadamente os desse clube do Norte !

Detesta essa gente (excepção a Rui Rio), as neblinas, o frio vento do norte, o granito. E Pinto da Costa.

Lucho foi carregado à margem da lei por Reyes, perdeu o equilíbrio, deixou de poder controlar a bola e tentou continuar a jogar quase aos trambolhões. Obviamente que o seu esforço foi debalde. O toque recebido do adversário tinha sido eficaz. Não pôde prosseguir, mas o árbitro não sancionou a falta, talvez porque Lucho não caiu.

Obviamente, que o toque não deve ter sido dado com intensidade suficiente, senão o homem só podia ter caído. Então, como haveria de ter sido marcada a grande penalidade ? Se não parece, não é. Cair, eis a questão. Saber cair, eis a forma.

Lisandro foi tocado por Yebda. Caiu e simulou a queda, segundo Ricardo Costa e seus muchachos. Não respeitou as leis da física que determinam que quem cai assim só pode estar a simular. O Cosme que o diga. Esse é que sabe e serve de modelo !

Ou seja, se Lisandro caísse em mergulho com cambalhota e mortal para trás, de certeza que não seria acusado de simulação, pois tinha agido conforme as regras da física a que o CD está obrigado a dar cumprimento.

De futuro, vamos ter bola e circo. As cambalhotas e os mergulhos têm de ser virtuosamente encenados, a bem da verdade desportiva e para ganhos futuros dos concorrentes do costume, que se andam a treinar para o efeito. Rui Costa chamou Chalana para finalmente o incumbir de uma tarefa : ensinar a rapaziada . Ele sabe como se faz !
Proença confessou os seus pecados. Está perdoado : não vai ser ex-comungado e vai continuar a pertencer, por direito próprio, à tribo que foi sempre sua, tendo prometido voltar ao tempos em que se podia orgulhar de dizer que com ele a arbitrar era mais fácil um camelo entrar numa agulha que o FCP vencer um jogo.

A paz voltou ao reino. Proença é um árbitro no bom caminho para a reabilitação, Ricardo Costa é esse Homo. Um homem com alma da gente da 2ª. Circular. Portugal no seu melhor !

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

O Fim do Apito Dourado: Pinto da Costa ilibado no “Caso do Envelope”


Não, não se trata de um “rigoroso exclusivo” do Reflexão Portista, baseado nas proverbiais fontes anónimas que por toda a parte pululam, lícita ou ilicitamente. E não creio correr o risco de fazer a figura do Chicago Daily Tribune quando, no dia seguinte às eleições presidenciais americanas de 1948, noticiava a vitória do candidato derrotado.

Hoje é o dia anunciado para a leitura da sentença do “caso do envelope”, o último episódio na justiça do famigerado Apito Dourado, e embora haja rumores, ou mesmo notícias não confirmadas, de que pode haver um adiamento, o Reflexão Portista antecipa-se deste modo a toda a comunicação social, tradicional ou virtual, informando os seus leitores e o público em geral do teor da referida sentença: todos os réus são ilibados.

Mas, se que o que aqui se afirma não é baseado em fontes, em que é que se baseia então? - perguntarão os leitores mais curiosos ou mais cépticos. A resposta é que estas linhas e a convicção que as anima se baseiam na confiança que todos temos na justiça – e penso poder falar, neste aspecto, por todos os membros do blogue. Esta confiança é tão grande como a do editor do Chicago Daily Tribune naquele dia de Novembro de 1948, mas a diferença essencial entre as duas é que a do jornalista americano estava obviamente baseada numa informação errada, enquanto que a deste blogue, ou a de quem escreve estas linhas, resulta apenas do uso do bom senso e da boa fé.

De facto, para os arguidos no caso do envelope poderem ser condenados seria preciso ter-se provado em tribunal que o referido envelope fora mesmo entregue ao árbitro e que continha a quantia de que se falou; e além disso seria ainda preciso provar que, devido a esse “donativo”, o árbitro beneficiara o F.C. Porto no jogo contra o Beira-Mar. Ora, de tudo o que relatou a comunicação social acerca do julgamento só pode concluir-se que nenhum dos referidos “factos” foi provado, pelo que o (a) ilustre magistrado (a) que presidiu ao julgamento irá, sem dúvida, decidir no sentido da absolvição dos arguidos. Não se livrarão os mesmos, porventura, de um bom raspanete do(a) juiz(a), que isto de receber árbitros em casa poucos dias antes dos jogos, ou de ir visitar em sua casa o presidente do clube cujo próximo jogo se vai arbitrar, não é considerado comportamento exteriormente airoso, e a justiça não deixará de salientá-lo. Mas, do mesmo modo como aplicará aos arguidos essa lição de moral, mandá-los-á em paz.

Está pois encerrado o arrastado caso Apito Dourado. Prevemos que o F.C. Porto procure ainda limpar o seu nome junto da Comissão Disciplinar da Liga, que tão iniquamente o condenou, e que o presidente do clube, munido da sentença judicial, proceda contra aquele organismo por difamação. Há também um rol de jornais, estações de televisão e individualidades avulsas que provavelmente irão ter de responder pela mesma ofensa.

Aqueles para quem a história do futebol português é feita pela Comissão Disciplinar da Liga continuarão pelos anos fora a dizer que o F.C. Porto e o seu presidente foram castigados por terem cometido actos corruptos. Aqueles para quem a justiça se faz nos tribunais, e não na praça pública ou em órgãos disciplinares, saberão que, na hora da verdade e no único local que verdadeiramente interessa, o Apito Dourado se esfumou e as acusações que tanta tinta fizeram correr e tanto dinheiro fizeram gastar aos depauperados cofres da nação foram derrotadas.

Se há coisa inestimável que os romanos nos deixaram foi o Direito.

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Cumpri a minha função

Num anúncio que anda por aí nalguns sites, nomeadamente no fcporto.pt :





Tirando o facto do Guarin ser uma das "referências", a gente percebe o alcance da mensagem.

E sentimos que fazemos parte desta equipa invencível, que somos o 12º jogador e temos orgulho nisso, mas entretanto somos chamados à terra e a nossa função está escarrapachada nas mensagens seguintes:
Resmunguei, chamei-os de chulos, que só querem saber do nosso dinheiro, que de sócios e adeptos passámos a pagantes, que deixámos de ser o clube para passarmos a ser os que contribuem, e por aí fora ...

E aliviado por ter insultado esta visão de clube, lá paguei mais meio ano. O que prova que o anúncio até funciona :-D

Já agora, e porque nem tudo é mau, o serviço de pagamento de quotas pelo site está muito melhor, já não se paga taxa de correio (ou lá o que era a taxa suplementar), fica logo disponível e dois dias depois está a quota a chegar pelo correio. E dá para pagar com o Visa FCP o que significa um desconto de 0,5% ;-). Agora só pedia que permitisse numa só operação adicionar quotas de vários sócios e efectuar um único pagamento.

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Exige-se uma reacção à Porto!

Comunicado da F.C. Porto – Futebol, SAD

No seguimento das notificações que recebeu durante o dia de hoje, o Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD vem por este meio comunicar o seguinte:

1 – A F.C. Porto – Futebol, SAD recebeu esta quarta-feira seis deliberações de entidades desportivas: três da Comissão Disciplinar da LPFP e três do Conselho de Justiça da FPF;

2 – Esta Administração regista que este pacote de deliberações surge hoje, escassos dias após ter sido notificada do encurtamento de prazos de recurso anunciado pelo Conselho de Justiça da FPF, apesar de alguns destes processos já estarem há vários meses na posse das entidades competentes;

3 – Destas seis deliberações, há duas que merecem particular atenção;

4 – Da primeira ressalta o castigo de um jogo aplicado a Lisandro Lopez. Ao cabo de 176 jogos do campeonato principal, e após um dos raríssimos processos sumaríssimos desencadeados pela CD da LPFP, foi detectada uma pretensa simulação de falta, porque, «pela forma como o braço de Hassan Yebda estava colocado, não se vislumbra como poderia causar a queda de Lisandro Lopez para a frente e de corpo direito». Ora, para além da estranha decisão, a CD da LPFP consegue reinventar as leis da física, deixando Newton às voltas no caixão;

5 – Na segunda, fica a saber-se que foi revogada a democrática «Lei da Rolha» aplicada ao presidente do F.C. Porto e que mereceu reforço posterior. «A inibição para o exercício de funções de representação nas competições desportivas não pode ser entendida como impedimento de o Presidente do Clube, durante o período de suspensão, prestar declarações, desde que observados os limites definidos no nº2 do artigo 4º do RD da LPFP». Ou seja, e em resumo, um dirigente inibido no seu exercício de funções só não pode tecer afirmações injuriosas sobre ninguém, norma que, de resto, se aplica a todos os dirigentes desportivos, estejam eles suspensos ou não.

Porto, 01 de Abril de 2009
O Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD
in www.fcporto.pt

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Perante o referido no ponto 5 do Comunicado da FCP SAD, não vejo melhor altura para o presidente do FC Porto reagir à Pinto da Costa. Está na hora de partir a loiça toda, porque o que é demais, é demais!

Lisandro punido pelo CD da Liga


A comissão disciplinar escreve que ficou demonstrado que o jogador "tombou no relvado sem que tenha sofrido rasteira, fazendo com que a equipa de arbitragem assinalasse, erradamente, essa falta" (...)
A comissão disciplinar esclarece ainda que de acordo com os regulamentos, "o jogador que provoque uma decisão errada da equipa de arbitragem por ter simulado de forma evidente falta inexistente que conduza à marcação de pontapé de grande penalidade a favor da sua equipa, com beneficio para a sua equipa na atribuição final dos pontos em disputa (...) é punido com pena de suspensão de um jogo na primeira infracção (...)".
No documento lê-se também que existiu "uma simulação evidente" de Lisandro López na medida em que "o único contacto físico entre os dois jogadores verificou-se ao nível da mão esquerda do jogador adversário na região abdominal do jogador arguido, sendo manifestamente insuficiente para justificar 'a falta reflectida na intervenção técnica e disciplinar do árbitro'".
E conclui: "Em rigor, ao contrário do sustentado pelo jogador arguido quando inquirido, a sua queda nunca poderia ter ocorrido como ocorreu: para a frente e de corpo direito".
in JN, 01/04/2009


Quem define, de forma objectiva, o que é "uma simulação evidente"?
Se num jogo não houver transmissão televisiva, ou se a mesma for feita com apenas uma ou duas câmaras mal colocadas, como é que se conclui se houve "simulações evidentes"?
Como é possível garantir que um determinado toque ou contacto é "insuficiente para justificar a falta"? O CD da Liga tem algum intensómetro?

P.S. Evidentemente, a simulação de Di Maria que levou Paulo Baptista a assinalar um penalty no SLB x Braga não é nada evidente...

As nomeações de Vítor Pereira


Depois da paragem para jogos das selecções e quando ainda se ouvem os ecos da arbitragem de Lucílio Baptista na final da Taça da Liga, as nomeações de Vítor Pereira para os jogos do próximo fim-de-semana são de molde a acalmar os espíritos, senão vejamos:
Para uma deslocação a Guimarães que se prevê difícil (Lisandro está castigado e quer Lucho, quer Rodriguez só chegam ao Porto na véspera do desafio), Vítor Pereira decidiu nomear Carlos Xistra.
Para o Leixões-Sporting foi nomeado Pedro Proença, árbitro que não arbitrava jogos da I Liga desde o FC Porto x Benfica da 17.ª jornada (porque razão esteve cinco jornadas de castigo?), enquanto que para o jogo do outro candidato ao título, o E. Amadora x Benfica, foi nomeado o lisboeta Hugo Miguel (nem conheço, mas deve ter muito traquejo...).

Alguém percebe o critério destas nomeações?

Relativamente ao V. Guimarães x FC Porto, como interpretar a nomeação de um árbitro que em dois jogos decisivos desta época, teve várias decisões que prejudicaram claramente os dragões?

Logo no jogo de abertura da época, a Supertaça Cândido de Oliveira entre o Sporting e o FC Porto, perdoou a expulsão a dois sportinguistas:

27’ (0-0) Entrada violenta de Caneira sobre Rodríguez

Jorge Coroado: “O sportinguista chegou atrasado ao lance e "inteligentemente" alongou o movimento com a perna direita, atingindo Rodríguez na zona do baixo ventre. Não se entenda o gesto de Caneira como fortuito ou casual. Aquilo é intencional e deliberado. O vermelho, já que de conduta violenta se tratou, aplicava-se na perfeição.”

Rosa Santos: “É uma entrada com o pé alto, no baixo ventre de Rodríguez. É uma entrada violenta e o cartão amarelo seria um favor. Deveria ter visto o jogador do Sporting o cartão vermelho.”

59’ (0-2) Cotovelada de Rochemback a Lucho

Rosa Santos: “Rochemback dá uma cotovelada no adversário e o árbitro esteve mal. A brutalidade é passível de cartão vermelho.”



Mas pior ainda foi a prestação do árbitro de Castelo Branco no dia 4 de Fevereiro, novamente num Sporting x FC Porto (Meia-final da Taça da Liga) e novamente em claríssimo prejuízo dos azuis-e-brancos. A forma como inventou dois penalties, invertendo um resultado de 1-0 a favor do FC Porto para o 2-1 que abriu caminho à vitória leonina, ficou nos registos como uma das maiores poucas vergonhas desta época.

De facto, a nomeação de Xistra dá todas as garantias... aos sportinguistas e ao sócio do Sporting que preside à Comissão de Arbitragem da Liga.

Enfim, parece que lá teremos de jogar novamente contra 14... Começa a ser um hábito.

SMS do dia - XLIII