Hoje as capas dos jornais desportivos têm um bom motivo (finalmente) para dar destaque a um Jesus impotente e ajoelhado à evidência. Alguma procurará o míudo da crista. Pode ser que alguém se lembre das lágrimas de Vitor Pereira, que não precisou de falar em cadeira de sonho para demonstrar que é um dos treinadores da história deste clube que mais sente a camisola. Nenhuma dará o destaque ao presidente. Mas esta foi, sem dúvida, uma vitória de Pinto da Costa.
A SAD cometeu vários erros de gestão esta época.
Alguns estavam em campo ontem, como Danilo e os seus inexplicáveis 19 milhões, mais coisa menos coisa. Outros não estavam mas podiam ter estado, porque mais uma vez se notou que a manta é demasiado curta para quem quer sempre mais. Laterais, avançados, criativos alternativos, continuam a ser uma prioridade para 2013/14. Gosto muito de Diego Reyes mas centrais há, obrigado. E com as prováveis saídas de Jackson, James, Atsu e Moutinho, as carências podem aumentar. Houve erros de gestão desportiva. Mas também houve erros de gestão institucional. Esta SAD vive quase do silêncio. Quando pisam o clube, não se manifesta. Quando nos insultam, provocam, atacam, é o treinador quem dá a cara. Desde os dias de Jesualdo, desde o Apito Dourado. E faz falta essa voz de fundo, esse grito de união. Por isso, olhando para a temporada, o mérito da conquista do título - caso se confirme - não pode ser, em grande medida atribuída ao que representa a SAD.
Mas a vitória sobre o SL Benfica foi, sobretudo, de Pinto da Costa.
Digo de Pinto da Costa e não da SAD por um simples motivo. A maioria chegou depois, quando o trabalho duro estava feito. E que trabalho. Destroçar o mito de hegemonia de um clube com mais adeptos e mais apoios institucionais e financeiros. Fazer de um clube quase provinciano uma potência europeia, respeitada em todo o Mundo. Esse é o legado de Jorge Nuno Pinto da Costa.
Esta semana, com o anúncio da retirada de Ferguson, mais do que os títulos, do renascimento do Manchester United como máxima potência inglesa (que foi, apenas brevemente, em curtos períodos dos anos 50 e 60) falou-se sobretudo de herança. De um estilo, de uma mentalidade, de uma forma de estar que passa do individuo para a instituição. Com Pinto da Costa - que tem mais quatro anos de presidente que o escocês tinha de manager dos Red Devils - passa exactamente o mesmo.
O FC Porto não venceu pelos jogadores.
Muitos deles estiveram muito abaixo do que podem e devem fazer. Mesmo Kelvin, inesperado herói, foi apenas levado por esse instinto de puto que o Varela perdeu há muitos anos.
O FC Porto também não venceu pelo treinador.
Vitor Pereira fez o que tinha de fazer, no início, e mudou o que tinha de mudar, durante o jogo. Joga com o que lhe dão e dão-lhe pouco talvez para o que merece. É o melhor treinador da liga, muito melhor que Jesus e Jesualdo. A liga - caso a ganhe - é dele mais do que do plantel ou da direcção. Porque fez magia com pouca coisa e não sentiu o apoio da estrutura. Mas continua a parecer-me pouco para o que o FC Porto aspira ou devia aspirar. As suas equipas jogam muito bem até ao último terço, onde adormecem e tornam-se inofensivas. Será falta de recursos ou de ideias? Com um plantel assim não há forma de saber (e cheira-me que para o ano já não vai estar). Pode ser bicampeão nacional, com mérito (1 titulo mais que AVB e Fernando Santos, os mesmos que Robson, Oliveira, Carlos Alberto Silva e Pedroto), mas não é o lider inspirador que a equipa necessita.
O FC Porto venceu o jogo de ontem pelo presidente que tem.
Porque graças a ele e ao seu legado, o Benfica veio com medo. Com medo!
O clube que há 20 anos fazia o que queria no futebol português aprendeu a viver com medo do FC Porto. Jogam sempre como equipa pequena na Invicta, jogam sempre com medo na Luz. Não são capazes de se imporem nem quando estão melhor. Em 2010 vieram com medo e perderam. Em 2011 tiveram medo e foram goleados. Em 2012 perderam a vantagem que tinham por medo e ontem voltaram a ser medrosos. Cinco defesas, pontapé para a frente, perda de tempo, suores frios. De joelhos. Medo e mais medo. Durante o ano utilizam a imprensa para vender a falsa crença do renascimento mas na hora de verdade pode o medo. O medo que Pinto da Costa lhes incutiu, pegando no espelho onde os andrades se viam e virando-o para sul. Pedroto começou a obra, Jorge Nuno acabou-a. O medo desapareceu da nossa história e instalou-se lá em baixo. A gestão presidencial do homem mais importante da história do futebol em Portugal é uma sombra da qual não se livram, uma sombra que os condiciona. Ontem, mesmo jogando mal, mesmo sendo incapazes de ser superiores em campo a uma equipa pequena, o medo que o homem sentado no seu trono transmitia sentiu-se no relvado. E a bola sobrou para Kelvin. E a bola mergulhou nas redes. Não foi ele quem rematou, mas o golo foi tão do brasileiro como do "Papa Dragão"!
domingo, 12 de maio de 2013
Era com isto que sonhávamos...
...não era?
Quando em pequenos todos sonhamos ser jogador de futebol, imaginamo-nos precisamente num momento como este: estamos no último minuto de um jogo decisivo, na nossa casa, contra o nosso maior rival. Estádio completamente cheio e já muito pouco tempo para se jogar. Jogo empatado e a bola vem na nossa direcção. Com todo a nossa alma de portistas, rematamos à baliza do nosso adversário.
Golo!
Jogo e título no papo. Correria para os braços dos nossos companheiros e bancadas loucas a festejar.
Hoje, um rapaz brasileiro de 19 anos, cumpriu este nosso velho sonho.
E tantas ironias teve esta partida.
À moda do nosso rival, vencemos partindo de uma desvantagem no marcador.
Também a ironia do nosso golo do empate ter sido um auto-golo do adversário mais contestado pelos portistas. A ironia de, nesse mesmo golo, o cruzamento ter sido de Varela, também ele muitas vezes por nós contestado, embora por melhores razões. A ironia do golo da vitória ter sido de autoria de um jogador que esteve mais activo na equipa B do que propriamente na principal. A ironia de ter sido marcado por um "brinca-na-areia" que muitos criticam. A ironia do passe ter sido de Liedson, o tal que muitos não compreenderam a razão da sua vinda para o Dragão.
Tudo isto para concluir que nem vale a pena entrar pelos habituais caminhos do "eu não dizia?".
Ao longo desta difícil temporada, muita gente teve razão num ou outro aspecto mas ninguém teve sempre a razão toda. No fundo, a bola a rolar é sempre quem mais ordena.
Até o habitualmente "cauteloso" Vítor Pereira, desta vez, e ao contrário da final de Supertaça, arriscou jogar com apenas 3 defesas no "tudo-por-tudo" e deu-se bem.
A vida é assim mesmo: uma constante aprendizagem para todos. Não é, Jesus?
A altura é, sim, de unir forças para, no próximo fim-de-semana, fazermos jus à dança do nosso presidente no camarote e às lágrimas do nosso treinador no relvado.
Para a história, e caso ganhemos mesmo este campeonato, ficará obviamente a imagem de Jorge Jesus a cair de joelhos, após o golo que incendiou o estádio do Dragão.
Porém, para nós portistas, existe uma outra que nos toca bem fundo: o visível sofrimento de Castro que, manifestamente impotente, via o título a fugir para outro clube.
Ele, naquele banco, tal como qualquer um de nós na bancada...
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sábado, 11 de maio de 2013
É hoje!
- Vieram de avião porque já têm medo de atravessar a ponte.
- Pensavam que vinham descansar jogadores para ganhar ao Chelsea e vão ter de suar tudo o que têm e não têm.
- Queriam celebrar uma tripla e pode ser que fiquem a ver navios.
- Falam do inferno lá de baixo mas hoje vão ver uma casa cheia a sério!
- O mestre da táctica passou a semana a falar em ir às Antas. Já nem sabe em que dimensão vive!
- O azul é a cor dos pesadelos deles.
- O jogo de hoje não dura 90 minutos. Dura um ano, um ano!
- O César Brito não joga
- Em nossa casa, mandamos nós
- Passe o que passar, esta liga ganhamos ou perdemos por méritos ou culpa própria!
- É dia dos Aliados voltarem a sentir-se vivos!
- Pensavam que vinham descansar jogadores para ganhar ao Chelsea e vão ter de suar tudo o que têm e não têm.
- Queriam celebrar uma tripla e pode ser que fiquem a ver navios.
- Falam do inferno lá de baixo mas hoje vão ver uma casa cheia a sério!
- O mestre da táctica passou a semana a falar em ir às Antas. Já nem sabe em que dimensão vive!
- O azul é a cor dos pesadelos deles.
- O jogo de hoje não dura 90 minutos. Dura um ano, um ano!
- O César Brito não joga
- Em nossa casa, mandamos nós
- Passe o que passar, esta liga ganhamos ou perdemos por méritos ou culpa própria!
- É dia dos Aliados voltarem a sentir-se vivos!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Quem semeia ventos...
«Adeptos do Benfica atiraram bandeira rasgada para o relvado.O Benfica B-FC Porto B, disputado na Luz, aqueceu ao intervalo, quando um grupo de adeptos das águias retirou a bandeira dos dragões exposta no estádio e, após uma tentativa de lhe pegar fogo, rasgou-a e atirou-a para o relvado.
A apresentação das bandeiras dos clubes e da Liga é obrigatória nos jogos das competições profissionais e foi respeitada pela organização dos encarnados, mas o incidente mereceu registo no relatório do delegado da Liga e também foi comunicada pelos portistas às entidades policiais presentes.
O incidente abre as hostilidades para uma semana que reserva um FC Porto-Benfica decisivo para as contas do título.»
in ojogo.pt | 08 mai 2013 às 20:30
Depois deste grave incidente, protagonizado por adeptos encarnados em pleno estádio da Luz, o que disse a Direção do slb?
Apresentou desculpas públicas ao FC Porto?
O que fez a Direção do slb nos últimos dois dias, para evitar que esta atitude lamentável de adeptos benfiquistas, rasgando e tentando queimar a bandeira oficial do FC Porto, não contribuísse para incendiar o FC Porto x slb de amanhã?
Nada!
Entretanto, a Direção do FC Porto reagiu superiormente e da forma mais soft possível a esta atitude vergonhosa dos encarnados, não empolando o caso e limitando-se a apresentar uma queixa na Liga de Clubes.
«O FC Porto apresentou esta sexta-feira à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) uma participação disciplinar contra o Benfica, motivada pela destruição da bandeira oficial do clube no jogo entre as duas equipas B, quarta-feira, para a 2.ª Liga.
Em documento a que a agência Lusa teve acesso, os dragões solicitam à Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da LPFP um procedimento disciplinar contra o Benfica, na sequência do sucedido a 8 de maio, no Estádio da Luz, em jogo da 40.ª jornada daquela prova, que terminou 1-1.
"Durante o intervalo do jogo, adeptos do clube visitado, depois de uma tentativa de atear fogo, rasgaram e atiraram para o relvado a bandeira oficial do FC Porto, entregue à guarda do clube visitado (...), para que, nos termos regulamentares, fosse hasteada", lê-se no documento.
Citando o Regulamento de Disciplina, o FC Porto refere que "os clubes são responsáveis pela alteração da ordem e da disciplina provocados pelos seus sócios e simpatizantes (...) por ocasião de qualquer jogo oficial".
Os portistas consideram aquele ato como "manifesto comportamento social e desportivo incorreto", conforme os regulamentos da Liga. "Aliás, mal se compreende que adeptos do clube visitado tenham tido oportunidade de se apoderarem da aludida bandeira sem que tenham sido impedidos por qualquer funcionário do Benfica ou elemento da segurança", segundo a denúncia.
No documento, os portistas dão conta da identificação de, "pelo menos, um dos adeptos" benfiquistas pela força policial no Estádio da Luz, solicitando que a CII junte à denúncia o relatório policial do jogo Benfica B-FC Porto B.»
Agência LUSA
Do lado do FC Porto, esta tem sido uma semana de contenção e silêncio, apenas quebrado pelo treinador Vítor Pereira, na habitual conferência de imprensa que antecede os jogos.
O jogo de amanhã é de alto risco mas, por mais que se esforcem, ninguém poderá dizer que foram elementos do FC Porto a atear o fogo, ou contribuído para incendiar o ambiente deste clássico entre dragões e águias. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos encarnados.
O jogo de amanhã é de alto risco mas, por mais que se esforcem, ninguém poderá dizer que foram elementos do FC Porto a atear o fogo, ou contribuído para incendiar o ambiente deste clássico entre dragões e águias. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos encarnados.
SMS do dia
"Águias viajam de avião até à Invicta", in JN
Desta vez ninguém vai poder apedrejar o autocarro vermelho.
Pode não parecer, mas também foi trazido para o Porto - vai ficar estacionado em frente à baliza.
Desta vez ninguém vai poder apedrejar o autocarro vermelho.
Pode não parecer, mas também foi trazido para o Porto - vai ficar estacionado em frente à baliza.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Alta pressão sobre o árbitro sócio do slb
Por volta das 15h30 de hoje, soube-se que Pedro Proença tinha sido o árbitro internacional nomeado para o FC Porto x slb do próximo sábado.
Os clubes não podem pressionar os árbitros antes dos jogos e, por isso, mesmo o clube do regime não o pode fazer directamente (arriscava-se a ser punido). Contudo, o slb tem quem faça o "trabalhinho sujo" por si e cerca de uma hora após a nomeação ser oficial, já se fazia sentir, em páginas de jornais online, a alta pressão benfiquista sobre o árbitro que foi agredido no centro comercial Colombo, o qual, por acaso, até é adepto e sócio do slb.
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| (Record online, 9 Maio de 2013 | 16:29) |
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| (Record online, 9 Maio de 2013 | 17:06) |
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| (Record online, 9 Maio de 2013 | 18:32) |
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| (Correio da Manhã online, 9 Maio de 2013 | 18:59) |
Evidentemente, entre os episódios recordados envolvendo Pedro Proença e o seu clube do coração, não faz parte o fora de jogo de David Luiz, no lance em que os encarnados chegaram à igualdade (1-1), no slb x FC Porto da época 2006/07 (disputado no dia 1 de Abril de 2007).
Não consta o convite para Proença arbitrar um jogo particular no estádio da Luz, com o Tottenham, em 3 de Agosto de 2010.
O "lance de Voleibol" protagonizado por Cardozo em plena área benfiquista, no slb x FC Porto da época passada, é completamente ignorado.
E, claro, também ninguém se lembrou de questionar o teor do "simpático" relatório escrito por Pedro Proença após o Nacional x slb desta época, o qual possibilitou que, em vez de um castigo que poderia chegar aos 12 jogos, o avançado paraguaio dos encarnados tivesse sido punido com apenas UM jogo de suspensão.
Lá está, são tudo situações que não encaixam no historial e narrativa (palavra muito em voga) que se pretende contar.
Não consta o convite para Proença arbitrar um jogo particular no estádio da Luz, com o Tottenham, em 3 de Agosto de 2010.
O "lance de Voleibol" protagonizado por Cardozo em plena área benfiquista, no slb x FC Porto da época passada, é completamente ignorado.
E, claro, também ninguém se lembrou de questionar o teor do "simpático" relatório escrito por Pedro Proença após o Nacional x slb desta época, o qual possibilitou que, em vez de um castigo que poderia chegar aos 12 jogos, o avançado paraguaio dos encarnados tivesse sido punido com apenas UM jogo de suspensão.
Lá está, são tudo situações que não encaixam no historial e narrativa (palavra muito em voga) que se pretende contar.
Já agora, para tranquilizar os benfiquistas, o árbitro assistente Ricardo Santos, o tal que foi acusado (impunemente) por Jorge Jesus de ter visto que o Maicon estava fora-de-jogo e de não ter assinalado porque não quis, desta vez não faz parte da equipa de arbitragem nomeada para o jogo do estádio do Dragão.
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Jogadores que cresceram na era VP
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| (jornal O JOGO, 06-05-2013) |
De facto, e apesar de apenas ter registado uma derrota em 58 jogos para o campeonato, as críticas a Vítor Pereira têm sido muito mais do que os elogios.
Uma das acusações que se ouve recorrentemente (principalmente entre adeptos portistas) é a de nenhum jogador da equipa do FC Porto ter evoluído e crescido futebolisticamente nos últimos dois anos.
Será isto verdade?
É óbvio que não. Aliás, já aqui falei nos casos de Maicon (considerado por muitos o melhor defesa-central do último campeonato), Alex Sandro (alguém se lembra de Alvaro Pereira?), Mangala (o defesa goleador, jogando quer no centro, quer à esquerda), Fernando (deixou de ser um pivot fixo que só defendia) e Jackson Martinez (cujo desempenho e veia goleadora com a camisola azul-e-branca até surpreendeu os seus compatriotas).
A todos estes exemplos, podemos juntar o caso de Moutinho que, como o jornal O JOGO destacou na passada segunda-feira (ver recorte/imagem neste artigo), está a fazer a sua melhor época de sempre, alargando a sua influência a outras zonas do terreno e batendo os seus recordes de golos e assistências.
Pode discutir-se qual o mérito de Vítor Pereira na evolução registada por estes e outros jogadores.
Pode alegar-se que estes jogadores são tão bons, que teriam evoluído independentemente do treinador, dos métodos de treino e do modelo de jogo adoptado pela equipa.
O que não me parece correto é negar as evidências e dizer que nenhum jogador evoluiu desde que Vítor Pereira é o treinador principal do FC Porto. Isso é que não.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
Lançar os foguetes antes do tempo
Como se vê pelo exemplo ao lado, não faltava quem já desse (dê?) como um dado adquirido a conquista do título pelo slb (curiosamente - ou talvez não - estes casos de iniciativas por antecipação nos media, com uma dose mal escondida de euforia, só sucedem quando se trata do slb, nunca do FCP).
Ora depois da jornada deste fim-de-semana ficou claro que há uma franca probabilidade de que haja muita gente que vá engolir sapos do tamanho da torre dos Clérigos... Como está bem claro, os Diários de Notícias deste mundo precipitaram-se e poderão muito bem ter que ir apanhar as canas dos foguetes pela calada, de forma bem envegonhada.
Neste momento tudo é possível. Penso que o FCP tem agora francas possibilidades de se sagrar campeão, mas não descarto minimamente o cenário do slb empatar ou até ganhar no Dragão, ou até mesmo que - caso perca - o FCP não consiga ganhar na última jornada em Paços de Ferreira (não é por acaso que o Paços é 3o classificado). A propósito: ao contrário do que os comentadores da SportTV diziam, não era igual para o slb perder ou empatar com o Estoril; a derrota (se combinada com uma derrota no Dragão) faria com que o empate em Paços fosse suficiente para o FCP.
A única coisa que é certa é que J. Jesus se verá agora obrigado a «meter a carne toda no assador» no Dragão, podendo assim comprometer um pouco as suas hipóteses em Amesterdão 4 dias depois (e estou certo que vai andar a dormir muito mal nos próximos dias assombrado com com o pesadelo de ver 12/13 tornar-se na época do «quase»); e que o slb terá uma recepção verdadeiramente infernal (em tons de azul) no Dragão, tendo a chama do Dragão sido reacendida. Nunca a expressão «comer a relva» se aplicou tão bem a um jogo como no do próximo sábado.
Têm a palavra agora Vítor Pereira & Cia, está nas mãos (pés...) deles: temos 2 finais pela frente em que podem demonstrar cabalmente que somos melhores. Aos jogadores peço um empenho total, podendo eventualmente explorar algum comedimento dos jogadores adversários nas bolas disputadas (com receio de se lesionarem para Amesterdão) - mas de forma inteligente e com muita atenção aos cartões, porque tenho poucas dúvidas de que o árbitro - numa «missão» pseudo-patriótica - se vá mostrar particularmente zeloso pela integridade física dos jogadores do slb...
Quanto a Jorge Jesus, presumo que vá jogar de forma defensiva tapando todos os caminhos para a sua baliza e explorando o contra-ataque. Sendo assim quase certamente Cardozo não irá jogar de início. Teremos pois que impôr um ritmo infernal logo de ínicio (nada de período inicial para «estudar o adversário»!) e tentar ser o mais criativos e dinâmicos possíveis para criar brechas no «autocarro».
Nós acreditamos. Cabe a VP e jogadores mostrar em campo do que são capazes!
Quanto a Jorge Jesus, presumo que vá jogar de forma defensiva tapando todos os caminhos para a sua baliza e explorando o contra-ataque. Sendo assim quase certamente Cardozo não irá jogar de início. Teremos pois que impôr um ritmo infernal logo de ínicio (nada de período inicial para «estudar o adversário»!) e tentar ser o mais criativos e dinâmicos possíveis para criar brechas no «autocarro».
Nós acreditamos. Cabe a VP e jogadores mostrar em campo do que são capazes!
terça-feira, 7 de maio de 2013
Desta vez as ajudas foram insuficientes
Não é costume, mas ontem (hoje de madrugada) fui ver a gravação do programa ‘Prolongamento’ (TVI24), para analisar os casos de arbitragem do slb x Estoril e ouvir o que os adeptos/comentadores presentes disseram dos mesmos.
Logo de início, num ataque do Estoril e já perto da área encarnada, Matic abalroa um jogador canarinho. Falta evidentíssima. O árbitro, o senhor Paulo Baptista (AF Portalegre), mandou seguir.
Ao minuto 24, lance para penalty contra o slb. É evidente o pisão do guarda-redes do slb no pé direito (pé de apoio) do avançado do Estoril (Luís Leal). Deveria ter sido assinalado penalty contra o slb e mostrado um cartão amarelo ao guarda-redes Artur. O árbitro mandou seguir.
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| (slb x Estoril, penalty não assinalado de Artur sobre Luís Leal) |
Depois, no final da primeira parte, fora-de-jogo mal assinalado ao ataque do Estoril. Luís Leal, completamente isolado e após contornar o guarda-redes Artur, preparava-se para fuzilar a baliza deserta, quando o trio de arbitragem interrompeu a jogada. As regras dizem que nos lances de fora-de-jogo, em caso de dúvida, o árbitro deve deixar seguir e não deve interromper a jogada. Neste caso, o trio de arbitragem fez exatamente o contrário, beneficiando o slb numa jogada de golo iminente.
Independentemente da cor clubística, saliento o facto de todos os comentadores do programa ‘Prolongamento’ – Manuel Serrão (FC Porto), Fernando Seara (slb), Abrantes Mendes (sporting) – terem sido unânimes na análise destes lances ocorridos na 1ª parte do slb x Estoril. Ou seja, três lances mal ajuizados pelo trio de arbitragem e todos eles em beneficio do slb.
Na 2ª parte há mais dois lances polémicos.
No golo do Estoril, há quem diga que o avançado Licá está em fora-de-jogo posicional e, apesar de não ter tocado na bola, interferir na jogada. Nas imagens que vi, não me pareceu que o jogador estorilista estivesse adiantado, mas admito a dúvida e, em caso de dúvida, o arbitro assistente que acompanhou o ataque do Estoril na 2ª parte fez aquilo que a FIFA recomenda, não interromper a jogada (os três ex-árbitros que compõem o ‘Tribunal de O JOGO’ são da mesma opinião).
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| (slb x Estoril, 'Tribunal de O JOGO') |
Já perto do final, com o resultado em 1-1, há uma bola que o guarda-redes do slb recolhe entrando com a bola segura nas mãos dentro da sua baliza. A TVI24 repetiu este lance umas dez vezes e, numa das imagens paradas, fiquei com a ideia que a bola tinha transposto totalmente a linha de baliza. Contudo, não há imagens que mostrem, de forma inequívoca, que a bola transpôs totalmente a linha de baliza e, portanto, neste caso é justo dar o beneficio da dúvida ao trio de arbitragem.
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| (slb x Estoril, a bola entrou?) |
Beneficio da dúvida que, recordo, na época 2004/05 não foi dado ao trio de arbitragem do slb x FC Porto, num celebre remate de Petit que Vítor Baía defendeu em cima da linha de golo.
Quanto ao 2º cartão amarelo mostrado a Carlos Martins, aos 78 minutos, por mais que o árbitro não quisesse, era inevitável. É um amarelo avermelhado e, perante aquela entrada em tackle e por trás às pernas do jogador do Estoril (Carlitos), a única dúvida é se não deveria ter sido um cartão vermelho direto.
Em resumo, mais uma vez a equipa encarnada foi beneficiada no “inferno da Luz” mas, desta vez, as ajudas foram insuficientes para garantir os 3 pontos.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Não dá uma para a caixa
É pá, corram com o Vítor Pereira o quanto antes! O homem não acerta uma! Então ele veio dizer que o Estoril ia perder esta jornada?!
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O grande Jackson em sub-rendimento
Após a paragem de Natal, entre 5 de Janeiro e 23 de Fevereiro de 2013, o FC Porto disputou 9 jogos para o campeonato e um para a Liga dos Campeões. 10 jogos em 50 dias, o que dá uma média de 1 jogo a cada 5 dias.
Jackson Martinez apontou 12 dos 23 golos (52%) da equipa nestes 10 jogos e apenas por duas vezes ficou em branco.
![]() |
| (Jackson Martinez - 05/01/2013 a 23/02/2013, zerozero) |
Entre 2 de Março e 4 de Maio de 2013, o FC Porto disputou 8 jogos para o campeonato, 2 para a Taça da Liga e um para a Liga dos Campeões. 11 jogos em 64 dias, o que dá uma média de 1 jogo a cada 5,8 dias (ou seja, uma sobrecarga de jogos menor do que no período anterior).
Jackson Martinez apontou apenas 3 dos 21 golos (14%) da equipa e ficou em branco em 9 dos 11 jogos!
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| (Jackson Martinez - 02/03/2013 a 04/05/2013, zerozero) |
Que explicação para esta brutal diferença de rendimento?
O modelo de jogo da equipa mudou? Não.
Jackson esteve lesionado e tem vindo a recuperar de um período de paragem? Não.
O treinador deixou de apostar nele? Não. Jackson Martinez jogou os 90 minutos de todos estes jogos.
Jackson Martinez já demonstrou que é um grande ponta-de-lança e, obviamente, não desaprendeu de marcar golos de um dia para o outro. O problema, penso, estará numa certa saturação resultante do esforço acumulado, consequência da falta de alternativas para a posição de ponta-de-lança. Liedson, no pouco tempo que jogou, mostrou que está muito longe de poder ser uma alternativa credível e os pontas-de-lança da equipa B estão ainda demasiado verdinhos para aquilo que esta posição exige.
É verdade que Jackson continua, jogo após jogo, a esforçar-se e a fazer trabalho de ponta-de-lança, mas parece faltar-lhe frescura para se desmarcar mais rapidamente, para saltar mais alto, para se antecipar aos defesas e/ou para ser mais expedito na finalização das jogadas de ataque.
A ponta final deste campeonato é de um grau de dificuldade muito elevado e vai exigir um FC Porto próximo da sua máxima força. Por isso, espero que o grande Jackson Martinez, que vimos brilhar esta época, ressurja já no próximo sábado, no jogo do tira-teimas acerca de qual é a melhor equipa deste campeonato.
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domingo, 5 de maio de 2013
A melhor 1ª parte deste campeonato
Quando James marcou o 0-1, isso foi o culminar natural de um início avassalador dos dragões. De facto, o 1º golo do FC Porto correspondeu à 4ª oportunidade (!) criada pela equipa azul-e-branca nos primeiros 10 minutos do desafio da Choupana.
E antes de, aos 20 minutos, Mangala marcar o 2º golo, o mesmo Mangala já tinha enviado uma bola à trave, com o guarda-redes Gottardi completamente batido.
A equipa do FC Porto é acusada de ter muita posse de bola, mas de ser uma posse de bola inconsequente, que não se traduz em ataques, remates e golos. É uma crítica que me parece injusta e que irei abordar no final do campeonato. Mas, desta vez, penso que ninguém poderá dizer que a posse de bola do FC Porto foi inconsequente. A 1ª parte do Nacional x FC Porto terminou com 20 ataques, 15 remates, 9 oportunidades de golo, 1 bola à trave e... 65% de posse de bola.
Foram, provavelmente, os melhores 45 minutos que se viram esta época no campeonato português, valorizados por serem numa das deslocações tradicionalmente mais difíceis (onde, por exemplo, há algumas semanas atrás o "demolidor" slb de Jorge Jesus não alcançou melhor do que um empate).
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| (Nacional x FC Porto, jornal O JOGO) |
1-3 ao intervalo era, claramente, um resultado muito lisonjeiro para o Nacional, porque não traduzia nem o domínio do FC Porto, nem as oportunidades de golo criadas pelas duas equipas. Aliás, convém notar que o Helton não fez uma única defesa no jogo todo (!), visto que nos remates que efectuou, só na grande penalidade é que a equipa insular fez um remate enquadrado com a baliza.
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Uma boa vitória, num jogo entretido !
Entrámos muito bem no jogo e continuámos
com excelente ritmo durante toda a primeira parte, resolvendo praticamente o jogo nos
primeiros 22 minutos. Ainda que não apresentássemos uma intensidade muito alta
ou uma velocidade estonteante, notei que os jogadores se movimentaram mais, criando mais dificuldades
para a marcação dos adversários. A par de isso, uma boa ocupação dos espaços
permitiu estar muito em cima da bola e do adversário. Lucho, Moutinho e James foram os principais empreendedores dessa dinâmica e Varela conseguiu estender e dar largura ao jogo. Marcámos três golos e
poderiam ter sido mais. No primeiro sobressai a harmonia do esforço, no segundo a beleza do movimento. Na única vez que o Nacional chegou perto da nossa grande
área, um remate com destino ao braço,
deu oportunidade para que Cosme Machado tenha marcado uma grande penalidade.
Talvez tenha sido, face aos critérios vigentes. O árbitro fez a vontade a Vieira.
Na segunda parte, controlámos quase
sempre bem o jogo e recordo apenas una
jogada muito perigosa que Otamendi cortou de forma imperial. Tivemos
oportunidades, circulámos a bola e bem, mas não fomos agressivos na última fase de construção. Compreendo que
não tínhamos necessidade de ir ao pote com sofreguidão, mas acho que faltou um pouco aquele
sentido predador, no ataque aos adversários na procura de matar a fome de golos.
Foi o que obstou para ser um jogo ainda mais conseguido.
Individualmente os jogadores tiveram
nota positiva, um pouco mais acima da média Mangala, mais abaixo Abdoulaye. Fernando esteve menos bem que nas últimas
jornadas. O que apreciei mais foi a movimentação da equipa, com os homens do
meio campo e da frente a trocarem permanentemente de posições, com um Varela muito
activo e a fazer um dos seus melhores jogos da época e os demais sempre muito empenhados.
Foi um jogo entretido, uma boa
vitória que espero relance o FCP para um comportamento em alta nas duas próximas
jornadas.
A luta continua.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Gostei da conferência de VP, mas...
Na conferência de imprensa de hoje, de antevisão ao Nacional x FC Porto, Vítor Pereira, em resposta a perguntas dos jornalistas presentes, proferiu várias afirmações contundentes (que eu subscrevo):
"Eu tenho total consciência do que foi este campeonato da primeira até à última jornada. Portanto, eu sei o que foi o nosso jogo na Luz. (...) A mim não é com folclore que me distraem. (...) Não é com o barulho dos foguetes que me atordoam ou que me fazem esquecer muitas coisas. Eu, felizmente, recordo-me de muita coisa ao longo deste campeonato. E, nomeadamente, não deixo de recordar o último jogo [do slb] com o Sporting, que isso não deixo branquear de maneira nenhuma, porque foi de mais.
Eu gostava que este campeonato fosse limpinho, limpinho (...) mas, para mim, na minha leitura, é um campeonato que fica manchado. Passa a sujinho, sujinho, sujinho, claramente, por um jogo inadmissível há duas jornadas atrás."
"Se me perguntasse, se me colocasse essa questão há duas jornadas atrás [se tinha esperança em conquistar o título], eu diria que tinha legitimidade, tinha tudo para ser um título bem discutido até à última jornada. Neste momento, depois das duas últimas jornadas, já não acredito que assim seja. (...) Não acredito, sinceramente, que seja possível ao Estoril, de uma forma ou de outra, pode exibir-se a grande nível, mas de uma forma ou de outra os três pontos vão lá ficar."
"Sobre o Steven Vitória, não sou ninguém para julgar, mas penso pela minha cabeça, tenho as minhas ideias, digo aquilo que penso porque não estou agarrado a nada. Infelizmente para o futebol português, têm acontecido estas coisas. Há duas épocas, o Jardel [ex-jogador do Olhanense] foi contratado no próprio dia em que o Benfica defrontava o Olhanense. Por mais que o regulamento o permita, não acho ético.
No confronto com o Paços de Ferreira sai a notícia da contratação do Vítor por parte do Benfica. À mulher de César, não basta parecer, é preciso ser. Não é opinião do clube nem mais ninguém, eu é que acho que são coisas que não dignificam o futebol português."
Gostei desta conferência de imprensa do treinador do FC Porto. Também neste aspecto, Vítor Pereira está bem melhor que na época passada.
Contudo, não confundo estas declarações de Vítor Pereira com a resposta institucional que o FC Porto ainda não deu à abjecta conferência de imprensa do diretor de comunicação do slb (João Gabriel) e que, como adepto e sócio do FC Porto, espero que ocorra num timing adequado.
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Steven Vitória,
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