sexta-feira, 17 de maio de 2013

Habemus arbitrum

Hugo Miguel é o árbitro escolhido para o jogo em Paços de Ferreira.

Não deixa de ser interessante que para um jogo entre duas equipas do distrito do Porto se tenha ido buscar um árbitro de Lisboa. Provavelmente vai-se argumentar que será, na sabedoria de quem manda, para estar menos suspeito a pressões antes e depois do jogo - esquecendo-se do pormenor que estará mais sujeito a pressões de outro clube com um interesse muito directo neste jogo...

Quem é este senhor? Bem, entre outras coisas conseguiu esta época poupar de forma incompreensível um cartão vermelho a Rui Patrício antes da deslocação do FCP a Alvalade, e não ver um penalti claríssimo a favor do FCP no FCP - Guimarães (ver mais aqui)...

De qualquer forma espero que faça uma arbitragem imaculada. Mas por muito que isto vá chocar algumas mentes mais sensíveis, estou-me a borrifar para «politicamente correctos» e pelo sim pelo não peço desde já às claques do FCP que levem uma grande tarja para o estádio que diga:

«Hugo Miguel, se nos gamares hoje não sais daqui vivo!»

Não peço que o FCP seja beneficiado, mas parece-me mais do que razoável que neste domingo - mais do que nunca - se peça que o FCP não seja prejudicado de forma grosseira. Acho que não é pedir muito...

PS - antes que venham as virgens ofendidas cair-me em cima, assinalo que não me podem acusar ou ao Reflexão Portista de estar a apelar à violência já que peço apenas que levem uma determinada tarja para o estádio de forma a colocar pressão sobre ele, não que façam algo ao homem caso nos roube descaradamente (sobre isso não me pronuncio).

quinta-feira, 16 de maio de 2013

E se o jogo fosse em Braga?

«(...) a primeira enchente azul na Mata Real ficou marcada pela frustação: os cerca de 800 bilhetes colocados à venda em Paços de Ferreira, ontem de manhã, foram escassos para tantos portistas. (...) Os 5250 lugares do recinto estão maioritariamente reservados aos sócios da casa (...) um dispositivo policial tardio, incapaz de garantir que a transação decorresse segundo a ordem de chegada estabelecida, ao longo da madrugada, entre aqueles que pernoitaram junto ao estádio. A lista que é costume elaborar nestas ocasiões foi, segundo relatos, reordenada de acordo com a lei do mais forte, quando, por volta das sete da manhã, elementos ligados à claque portista se apresentaram na Mata Real e assumiram o controlo da multidão. (...) Vendidos a 12, 24 e 30 euros, especulava-se que já valeriam 150, na candonga. Às 11 horas, estava esgotada a lotação para os visitantes.»
in O JOGO, 16-05-2013


Desde o escasso número de bilhetes cedidos ao FC Porto (cerca de 300, sensivelmente o mínimo obrigatório correspondente a 5% da lotação da Mata Real), até ao modo como foi (des)organizada a venda de bilhetes em Paços de Ferreira, estamos perante um processo lamentável e que suscita alguma perplexidade.

E contudo, tudo poderia ter sido diferente, se a Direção do Paços de Ferreira se tivesse lembrado (será que não lembrou?) da hipótese de transferir este jogo para um estádio de maiores dimensões. Por exemplo, o que tinha o Paços Ferreira a perder se o jogo fosse disputado em Braga, no estádio Axa, o qual tem capacidade para 30 mil espectadores?
Aparentemente nada, porque a classificação final do Paços Ferreira está definida e é independente do resultado deste último jogo.
Ora, não tendo nada a perder, o Paços Ferreira poderia, num cenário destes, fazer um encaixe muito significativo. Por exemplo, reservando 4000 bilhetes para distribuir gratuitamente pelos seus associados, se vendesse os restantes 26 mil bilhetes ao público a um preço unitário de 40 euros, o Paços Ferreira faria um encaixe superior a um milhão de euros!

Claro que a transferência do Paços Ferreira x FC Porto para o estádio Axa não agradaria a Luís Filipe Vieira, nem ao atual presidente da Liga, os quais já se devem ter esquecido do local onde foi disputado o Estoril x slb da época 2004/2005.
Claro que se o jogo tivesse sido transferido para um estádio maior e com melhores condições, o presidente do Paços de Ferreira, Carlos Barbosa, não teria sido saudado, nem recebido uma ovação na passada quarta-feira dos adeptos benfiquistas presentes no Arena de Amesterdão.
Pois, mas a prioridade dos dirigentes do Paços Ferreira deveria ser defender os interesses do Paços Ferreira e não, como parece ser o caso esta semana, estarem preocupados com as "dores" de outros clubes.
A não ser que haja negócios relevantes a serem tratados (há quem trate das coisas por outro lado...) e, por exemplo, a transferência de algum dos jogadores do Paços de Ferreira esteja dependente do resultado deste jogo...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

O PIB e as vitórias morais

Há duas semanas atrás, quem lesse os jornais da capital, visse os programas desportivos das televisões do regime e ouvisse a vox populi de adeptos e comentadores (incluindo alguns portistas!), ficava convencido que este fabulástico slb de Jorge Jesus estava na iminência de igualar o FC Porto de André Villas-Boas. Isto é, de chegar ao final do campeonato sem derrotas, de vencer e carimbar o título de campeão na casa do rival e de enterrar a maldição de Béla Guttmann, regressando à glória europeia, em Amesterdão, 51 anos depois!

Há uns dias atrás, um “inteligente” que faz parte da elite dirigente do eixo Lisboa-Cascais, a qual, nos últimos 30 anos, enquanto mexia influências e enchia os bolsos, conduziu o país à desgraça atual, afirmou publicamente que as vitórias do seu amado slb eram boas para o país, porque contribuíam para subida do PIB português.

Ontem, depois de ver a forma como um Chelsea desfalcado (sem John Terry, Eden Hazard e Demba Ba) e estourado (fez o 68º jogo da época!) marcou dois golos (o 1º golo começou num lançamento à mão do guarda-redes Petr Čech…) e que o slb só foi capaz de marcar o seu golito através de um penalty oferecido por Azpilicueta;
depois de ver a defesa impossível de Artur a um remate com sêlo de golo de Lampard;
depois de ver a oitava vez em que, nesta competição (Liga Europa), a bola bateu estrondosamente nos postes da baliza benfiquista;
ao ouvir as declarações do treinador do slb (“o benfica foi a melhor equipa”, “o benfica teve as melhores oportunidades”, “os adeptos do benfica foram melhores do que os do Chelsea”), do presidente do slb (“foi notório que o benfica foi a melhor equipa em campo”, “o benfica é glorioso e eterno”) e dos comentadores presentes nas televisões do regime, fiquei convencido que este superlativo slb não só vai igualar, como irá superar o FC Porto da época 2010/2011.

De facto, haverá algo mais grandioso do que estas sucessivas vitórias morais, vendidas como se fossem feitos gloriosos ao povão benfiquista?

(benfiquistas no aeroporto de Lisboa)

«A comitiva “encarnada” aterrou na capital portuguesa perto das três da manhã, em Figo Maduro (…). “Força Benfica”, “Jesus renova” e “Ninguém para o Benfica” foram as frases de apoio preferidas dos mais de duzentos adeptos, proferidas na altura que o autocarro do clube lisboeta abandonou o aeroporto e começou o seu trajeto até à Luz.»
in Lusa

quarta-feira, 15 de maio de 2013

SMS do dia

Adoro os descontos.

Por nenhum dinheiro do mundo

(Apesar de tudo, vão representar as nossas cores, boa sorte na final dia 26, força Mónaco!!!)

Este "norte-coreano", não segue o seu "Kim Jong-qualquer-coisa". Obviamente, não vou "torcer" por outros - o meu clube é o FC Porto - mas nunca digo "não" a uma derrota do SLB (e da Metrópole, do Mexia, do Rui Goebbels da Silva, do Monteiro de Lemos (RTP), da Leonor Pinhão, do Octávio Ribeiro, do Serpa e demais escória; dos adeptos da "verdade desportiva", que festejam golos marcados com a mão; que falam do Casagrande, mas não conhecem o Hernâni; que sabem quem frequenta o Pérola Negra, mas não querem saber quem pára no Elefante Branco; que ouvem escutas, mas não vêem futebol). Eu não quero que o Chelsea vença; eu quero que o SLB perca.

P.S.: O Rui Goebbels da Silva "adivinhou" que o Pedro Proença, seria nomeado para o Porto x SLB; eu adivinho que o João Ferreira será nomeado para a final da Taça.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Momentos de glória

I. 2 de Maio de 2010

Penúltima jornada da época 2009/2010. Tal como esta época, os encarnados vieram ao Porto defrontar os azuis-e-brancos podendo, em caso de vitória, comemorar o título antecipadamente em pleno estádio do Dragão (previamente reservado para a festa). E tudo parecia estar a favor dessa hipótese.
Jorge Jesus, o "exterminador", comandava uma “máquina trituradora” e tinha à sua disposição aquele que foi, seguramente, o melhor plantel do slb dos últimos 20 anos, uma verdadeira constelação de “estrelas” (vários deles estão, atualmente, em grandes clubes europeus) no auge da sua carreira desportiva: Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Ramires, Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo.
Do outro lado estava um FC Porto em fim de ciclo, com um treinador – Jesualdo Ferreira – contestadíssimo (apesar dos três campeonatos ganhos nas três épocas anteriores), que já não tinha hipóteses de chegar ao Tetra e que jogava “apenas” pela honra e prestigio.

Contrariando a maior parte das apostas, o FC Porto ganhou por 3-1 (vale a pena rever, com as colunas ligadas, o golo fabuloso de Belluschi) e eu publiquei um artigo onde escrevi o seguinte:

«Ganhar ao slb é sempre saboroso, seja em que circunstâncias for, mas é ainda mais quando essa vitória é obtida no meio de imensas adversidades, como foi o caso do jogo do passado domingo. De facto, para além dos lesionados – Mariano, Varela, Rúben Micael e Helton –, de Meireles andar a jogar limitado (fruto de uma tendinite) e de Cristián Rodriguez não calçar há um mês e meio, Jesualdo Ferreira também não pôde contar com o melhor avançado do campeonato – Radamel Falcao –, devido ao escandaloso 5º cartão amarelo que lhe foi cirurgicamente mostrado em Setúbal. Como se tudo isto não bastasse, os dragões tiveram ainda de jogar 39 minutos [expulsão de Fucile ao minuto 51] com menos um jogador, em consequência de mais uma habilidade de arbitragem, desta vez protagonizada pelo senhor Olegário. Há quem diga que é nos momentos difíceis que se veem os verdadeiros campeões e foi isso que os jogadores do FC Porto mostraram: um misto de raça, determinação, coragem e raiva levou-os a uma vitória sobre o principal rival, a qual tem tanto de justa como de surpreendente (atendendo às circunstâncias e à forma como foi obtida).»


II. 3 de Abril de 2011

O slb x FC Porto do campeonato 2010-2011 foi disputado na 25ª jornada. Nas 24 jornadas anteriores, o FC Porto tinha cedido apenas dois empates (em Guimarães e Alvalade, jogos que terminou reduzido a 10 jogadores) e na memória de todos ainda estava bem presente a lição de futebol que o FC Porto do “inexperiente” Villas-Boas tinha imposto ao slb do “catedrático” Jorge Jesus.
Os benfiquistas já não tinham ilusões relativamente à hipótese de revalidarem o título, mas prometiam vingar-se dos humilhantes 5-0 do jogo da 1ª volta e, mais do que isso, acabar com a invencibilidade dos dragões, de modo a impedir o FC Porto de, pela primeira vez na sua história, terminar o campeonato sem derrotas.
E, claro, nem pensar em permitir que os azuis-e-brancos festejassem o título em pleno estádio da Luz.
Toda a gente estava alerta e tudo bem preparado, incluindo a nomeação cirúrgica do árbitro Duarte Gomes, cuja atuação vergonhosa neste clássico pode ser relembrada aqui.

Os dragões, liderados por André Villas-Boas, não se intimidaram. Contra tudo e contra todos, impuseram o seu futebol e venceram por 2-1 e, quando ainda faltavam disputar cinco jornadas (15 pontos), o FC Porto saiu do estádio do apagão matematicamente campeão.

O resto, bem, o resto faz parte dos momentos imorredouros do futebol português.

(slb x FC Porto, 25ª jornada, época 2010/11)

«A vitória de hoje do FC Porto no capoeiro e o consequente rematar do título, repõe a ordem das coisas na memória colectiva e desportiva lusitana. (…) Nem com penalties de trazer por casa, expulsões perdoadas ou entradas a matar, fizeram demover o espírito temerário azul e branco. O domínio do jogo foi nosso enquanto aquele contorcionista do apito não reverteu tudo o que podia em favor da causa galinácea. (…) Sorrisos, abraços, lágrimas e euforia… Apaguem-se as luzes que a festa só agora está a começar!»


III. 11 de Maio de 2013

Pela 2ª vez num espaço de três anos, o destino ofereceu uma oportunidade de ouro a Jorge Jesus. O slb deslocou-se ao estádio do Dragão na 29ª jornada, com a possibilidade de, em caso de vitória, se sagrar campeão e fazer a festa no estádio do Dragão.
Tal como em Maio de 2010, seria apenas preciso confirmar, durante 90 minutos, o suposto melhor futebol e a suposta superioridade da equipa comandada por Jorge Jesus.
Mas, podendo devolver a desfeita da época 2010-2011, tendo a glória ao alcance de uma vitória, o que fez Jorge Jesus?
Jogou como costumam jogar os treinadores de equipas com orçamentos de 3 milhões de euros e dois meses de salários em atraso.
Pôs o ponta-de-lança Cardozo no banco e deixou Lima sozinho na frente.
Trocou um lateral de características ofensivas (Melgarejo) por outro de características defensivas (André Almeida).
Colocou Ola John a marcar Danilo, jogando como se fosse um defesa esquerdo.
E, para além de uma tática de equipa pequena, também instruiu os seus jogadores para queimarem todo o tempo possível.
Como se tudo isto não bastasse, a primeira substituição que fez (a meio da 2ª parte), foi tirar Gaitan e meter Roderick, um 3º defesa central para blindar ainda mais o meio campo encarnado.

O golo que o slb sofreu ao minuto 90+2’, marcado por um puto irreverente de 19 anos, foi um justo castigo para quem se limitou a meter um autocarro à frente da baliza e fez do antijogo a tática principal para este desafio.

Os deuses do futebol não gostam dos cobardes e os momentos de glória estão reservados para quem trabalha, arrisca e luta por eles.


P.S. Que a comunicação social do regime ande com o slb ao colo e endeuse os seus jogadores e treinador, eu compreendo. Agora, que após tantas evidências, haja portistas a suspirarem por ver Jorge Jesus como treinador do FC Porto e, inclusivamente, que o considerem melhor treinador que Vítor Pereira, é algo verdadeiramente inexplicável.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

4 minutos? Calma...

(Pedro Proença, FC Porto x slb)


Mais do que o extremo rigor para as faltas dos jogadores azuis-e-brancos, em contraste com o não ter assinalado diversas faltas a jogadores encarnados (nas faltas assinaladas o FC Porto "ganhou" por 23-13!);

Mais do que a permissividade perante diversas entradas duras de jogadores benfiquistas;

Mais do que ter perdoado, por duas vezes, o cartão amarelo a Salvio (em faltas muito duras sobre Moutinho e Fernando) e de ter perdoado o 2º cartão amarelo a Matic;

O que mais distinguiu a arbitragem de Pedro Proença no último Sábado foi a caaaaaalma com que dirigiu o jogo.
O guarda-redes do slb (Artur) começou a queimar tempo logo no 1º minuto? Calma.
Os jogadores benfiquistas queimaram tempo em todos os lançamentos de linha lateral? Calma.
Os jogadores e treinadores protestavam? Calma, vamos lá falar com eles, com muita calma, que isto está a correr bem...

Na 2ª parte, para além de continuarem todos os estratagemas encarnados de queimar tempo que já vinham da 1ª parte, a maca entrou três vezes no terreno de jogo e houve seis substituições.
Perante isto, seria expectável, no mínimo, seis/sete minutos de descontos, mas o senhor Pedro Proença decidiu dar apenas quatro minutos.
Pois, mas o que ninguém contava é que o FC Porto marcasse o 2º golo ao minuto 90'+2 e depois já não houve tempo para o slb recuperar. Se calhar o que houve foi calma a mais...

Victis Honor

Passada a euforia (ou parte dela), e reconhecendo que no último sábado, a balança podia ter pendido para qualquer um dos lados, há que saudar os nossos adversários. Assim, e com a consciência do momento difícil que neste momento estarão a viver, aqui fica o meu abraço para todos os sócios(?) e adeptos(?) do CD Nacional (da Madeira).

domingo, 12 de maio de 2013

Uma vitória de Pinto da Costa

Hoje as capas dos jornais desportivos têm um bom motivo (finalmente) para dar destaque a um Jesus impotente e ajoelhado à evidência. Alguma procurará o míudo da crista. Pode ser que alguém se lembre das lágrimas de Vitor Pereira, que não precisou de falar em cadeira de sonho para demonstrar que é um dos treinadores da história deste clube que mais sente a camisola. Nenhuma dará o destaque ao presidente. Mas esta foi, sem dúvida, uma vitória de Pinto da Costa.

A SAD cometeu vários erros de gestão esta época.
Alguns estavam em campo ontem, como Danilo e os seus inexplicáveis 19 milhões, mais coisa menos coisa. Outros não estavam mas podiam ter estado, porque mais uma vez se notou que a manta é demasiado curta para quem quer sempre mais. Laterais, avançados, criativos alternativos, continuam a ser uma prioridade para 2013/14. Gosto muito de Diego Reyes mas centrais há, obrigado. E com as prováveis saídas de Jackson, James, Atsu e Moutinho, as carências podem aumentar. Houve erros de gestão desportiva. Mas também houve erros de gestão institucional. Esta SAD vive quase do silêncio. Quando pisam o clube, não se manifesta. Quando nos insultam, provocam, atacam, é o treinador quem dá a cara. Desde os dias de Jesualdo, desde o Apito Dourado. E faz falta essa voz de fundo, esse grito de união. Por isso, olhando para a temporada, o mérito da conquista do título - caso se confirme - não pode ser, em grande medida atribuída ao que representa a SAD.


Mas a vitória sobre o SL Benfica foi, sobretudo, de Pinto da Costa.
Digo de Pinto da Costa e não da SAD por um simples motivo. A maioria chegou depois, quando o trabalho duro estava feito. E que trabalho. Destroçar o mito de hegemonia de um clube com mais adeptos e mais apoios institucionais e financeiros. Fazer de um clube quase provinciano uma potência europeia, respeitada em todo o Mundo. Esse é o legado de Jorge Nuno Pinto da Costa.
Esta semana, com o anúncio da retirada de Ferguson, mais do que os títulos, do renascimento do Manchester United como máxima potência inglesa (que foi, apenas brevemente, em curtos períodos dos anos 50 e 60) falou-se sobretudo de herança. De um estilo, de uma mentalidade, de uma forma de estar que passa do individuo para a instituição. Com Pinto da Costa - que tem mais quatro anos de presidente que o escocês tinha de manager dos Red Devils - passa exactamente o mesmo.

O FC Porto não venceu pelos jogadores.
Muitos deles estiveram muito abaixo do que podem e devem fazer. Mesmo Kelvin, inesperado herói, foi apenas levado por esse instinto de puto que o Varela perdeu há muitos anos.
O FC Porto também não venceu pelo treinador.
Vitor Pereira fez o que tinha de fazer, no início, e mudou o que tinha de mudar, durante o jogo. Joga com o que lhe dão e dão-lhe pouco talvez para o que merece. É o melhor treinador da liga, muito melhor que Jesus e Jesualdo. A liga - caso a ganhe - é dele mais do que do plantel ou da direcção. Porque fez magia com pouca coisa e não sentiu o apoio da estrutura. Mas continua a parecer-me pouco para o que o FC Porto aspira ou devia aspirar. As suas equipas jogam muito bem até ao último terço, onde adormecem e tornam-se inofensivas. Será falta de recursos ou de ideias? Com um plantel assim não há forma de saber (e cheira-me que para o ano já não vai estar). Pode ser bicampeão nacional, com mérito (1 titulo mais que AVB e Fernando Santos, os mesmos que Robson, Oliveira, Carlos Alberto Silva e Pedroto), mas não é o lider inspirador que a equipa necessita.


O FC Porto venceu o jogo de ontem pelo presidente que tem.
Porque graças a ele e ao seu legado, o Benfica veio com medo. Com medo!
O clube que há 20 anos fazia o que queria no futebol português aprendeu a viver com medo do FC Porto. Jogam sempre como equipa pequena na Invicta, jogam sempre com medo na Luz. Não são capazes de se imporem nem quando estão melhor. Em 2010 vieram com medo e perderam. Em 2011 tiveram medo e foram goleados. Em 2012 perderam a vantagem que tinham por medo e ontem voltaram a ser medrosos. Cinco defesas, pontapé para a frente, perda de tempo, suores frios. De joelhos. Medo e mais medo. Durante o ano utilizam a imprensa para vender a falsa crença do renascimento mas na hora de verdade pode o medo. O medo que Pinto da Costa lhes incutiu, pegando no espelho onde os andrades se viam e virando-o para sul. Pedroto começou a obra, Jorge Nuno acabou-a. O medo desapareceu da nossa história e instalou-se lá em baixo. A gestão presidencial do homem mais importante da história do futebol em Portugal é uma sombra da qual não se livram, uma sombra que os condiciona. Ontem, mesmo jogando mal, mesmo sendo incapazes de ser superiores em campo a uma equipa pequena, o medo que o homem sentado no seu trono transmitia sentiu-se no relvado. E a bola sobrou para Kelvin. E a bola mergulhou nas redes. Não foi ele quem rematou, mas o golo foi tão do brasileiro como do "Papa Dragão"!

Era com isto que sonhávamos...


...não era?

Quando em pequenos todos sonhamos ser jogador de futebol, imaginamo-nos precisamente num momento como este: estamos no último minuto de um jogo decisivo, na nossa casa, contra o nosso maior rival. Estádio completamente cheio e já muito pouco tempo para se jogar. Jogo empatado e a bola vem na nossa direcção. Com todo a nossa alma de portistas, rematamos à baliza do nosso adversário.
Golo!
Jogo e título no papo. Correria para os braços dos nossos companheiros e bancadas loucas a festejar.

Hoje, um rapaz brasileiro de 19 anos, cumpriu este nosso velho sonho.

E tantas ironias teve esta partida.
À moda do nosso rival, vencemos partindo de uma desvantagem no marcador.
Também a ironia do nosso golo do empate ter sido um auto-golo do adversário mais contestado pelos portistas. A ironia de, nesse mesmo golo, o cruzamento ter sido de Varela, também ele muitas vezes por nós contestado, embora por melhores razões. A ironia do golo da vitória ter sido de autoria de um jogador que esteve mais activo na equipa B do que propriamente na principal. A ironia de ter sido marcado por um "brinca-na-areia" que muitos criticam. A ironia do passe ter sido de Liedson, o tal que muitos não compreenderam a razão da sua vinda para o Dragão.

Tudo isto para concluir que nem vale a pena entrar pelos habituais caminhos do "eu não dizia?".
Ao longo desta difícil temporada, muita gente teve razão num ou outro aspecto mas ninguém teve sempre a razão toda. No fundo, a bola a rolar é sempre quem mais ordena.
Até o habitualmente "cauteloso" Vítor Pereira, desta vez, e ao contrário da final de Supertaça, arriscou jogar com apenas 3 defesas no "tudo-por-tudo" e deu-se bem.
A vida é assim mesmo: uma constante aprendizagem para todos. Não é, Jesus?

A altura é, sim, de unir forças para, no próximo fim-de-semana, fazermos jus à dança do nosso presidente no camarote e às lágrimas do nosso treinador no relvado.

Para a história, e caso ganhemos mesmo este campeonato, ficará obviamente a imagem de Jorge Jesus a cair de joelhos, após o golo que incendiou o estádio do Dragão.
Porém, para nós portistas, existe uma outra que nos toca bem fundo: o visível sofrimento de Castro que, manifestamente impotente, via o título a fugir para outro clube.
Ele, naquele banco, tal como qualquer um de nós na bancada...

sábado, 11 de maio de 2013

...

Ser do Futebol Clube do Porto é isto!

É hoje!

- Vieram de avião porque já têm medo de atravessar a ponte.
- Pensavam que vinham descansar jogadores para ganhar ao Chelsea e vão ter de suar tudo o que têm e não têm.
- Queriam celebrar uma tripla e pode ser que fiquem a ver navios.
- Falam do inferno lá de baixo mas hoje vão ver uma casa cheia a sério!
- O mestre da táctica passou a semana a falar em ir às Antas. Já nem sabe em que dimensão vive!
- O azul é a cor dos pesadelos deles.
- O jogo de hoje não dura 90 minutos. Dura um ano, um ano!
- O César Brito não joga
- Em nossa casa, mandamos nós
- Passe o que passar, esta liga ganhamos ou perdemos por méritos ou culpa própria!
- É dia dos Aliados voltarem a sentir-se vivos!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Quem semeia ventos...

«Adeptos do Benfica atiraram bandeira rasgada para o relvado.
O Benfica B-FC Porto B, disputado na Luz, aqueceu ao intervalo, quando um grupo de adeptos das águias retirou a bandeira dos dragões exposta no estádio e, após uma tentativa de lhe pegar fogo, rasgou-a e atirou-a para o relvado.
A apresentação das bandeiras dos clubes e da Liga é obrigatória nos jogos das competições profissionais e foi respeitada pela organização dos encarnados, mas o incidente mereceu registo no relatório do delegado da Liga e também foi comunicada pelos portistas às entidades policiais presentes.
O incidente abre as hostilidades para uma semana que reserva um FC Porto-Benfica decisivo para as contas do título.»
in ojogo.pt | 08 mai 2013 às 20:30


Depois deste grave incidente, protagonizado por adeptos encarnados em pleno estádio da Luz, o que disse a Direção do slb?
Apresentou desculpas públicas ao FC Porto?
O que fez a Direção do slb nos últimos dois dias, para evitar que esta atitude lamentável de adeptos benfiquistas, rasgando e tentando queimar a bandeira oficial do FC Porto, não contribuísse para incendiar o FC Porto x slb de amanhã?
Nada!

Entretanto, a Direção do FC Porto reagiu superiormente e da forma mais soft possível a esta atitude vergonhosa dos encarnados, não empolando o caso e limitando-se a apresentar uma queixa na Liga de Clubes.

«O FC Porto apresentou esta sexta-feira à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) uma participação disciplinar contra o Benfica, motivada pela destruição da bandeira oficial do clube no jogo entre as duas equipas B, quarta-feira, para a 2.ª Liga.
Em documento a que a agência Lusa teve acesso, os dragões solicitam à Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da LPFP um procedimento disciplinar contra o Benfica, na sequência do sucedido a 8 de maio, no Estádio da Luz, em jogo da 40.ª jornada daquela prova, que terminou 1-1.
"Durante o intervalo do jogo, adeptos do clube visitado, depois de uma tentativa de atear fogo, rasgaram e atiraram para o relvado a bandeira oficial do FC Porto, entregue à guarda do clube visitado (...), para que, nos termos regulamentares, fosse hasteada", lê-se no documento.
Citando o Regulamento de Disciplina, o FC Porto refere que "os clubes são responsáveis pela alteração da ordem e da disciplina provocados pelos seus sócios e simpatizantes (...) por ocasião de qualquer jogo oficial".
Os portistas consideram aquele ato como "manifesto comportamento social e desportivo incorreto", conforme os regulamentos da Liga. "Aliás, mal se compreende que adeptos do clube visitado tenham tido oportunidade de se apoderarem da aludida bandeira sem que tenham sido impedidos por qualquer funcionário do Benfica ou elemento da segurança", segundo a denúncia.
No documento, os portistas dão conta da identificação de, "pelo menos, um dos adeptos" benfiquistas pela força policial no Estádio da Luz, solicitando que a CII junte à denúncia o relatório policial do jogo Benfica B-FC Porto B.»
Agência LUSA


Do lado do FC Porto, esta tem sido uma semana de contenção e silêncio, apenas quebrado pelo treinador Vítor Pereira, na habitual conferência de imprensa que antecede os jogos.
O jogo de amanhã é de alto risco mas, por mais que se esforcem, ninguém poderá dizer que foram elementos do FC Porto a atear o fogo, ou contribuído para incendiar o ambiente deste clássico entre dragões e águias. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos encarnados.

SMS do dia

"Águias viajam de avião até à Invicta", in JN

Desta vez ninguém vai poder apedrejar o autocarro vermelho.
Pode não parecer, mas também foi trazido para o Porto - vai ficar estacionado em frente à baliza.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alta pressão sobre o árbitro sócio do slb

Por volta das 15h30 de hoje, soube-se que Pedro Proença tinha sido o árbitro internacional nomeado para o FC Porto x slb do próximo sábado.

Os clubes não podem pressionar os árbitros antes dos jogos e, por isso, mesmo o clube do regime não o pode fazer directamente (arriscava-se a ser punido). Contudo, o slb tem quem faça o "trabalhinho sujo" por si e cerca de uma hora após a nomeação ser oficial, já se fazia sentir, em páginas de jornais online, a alta pressão benfiquista sobre o árbitro que foi agredido no centro comercial Colombo, o qual, por acaso, até é adepto e sócio do slb.

(Record online, 9 Maio de 2013 | 16:29)

(Record online, 9 Maio de 2013 | 17:06)

(Record online, 9 Maio de 2013 | 18:32)

(Correio da Manhã online, 9 Maio de 2013 | 18:59)


Evidentemente, entre os episódios recordados envolvendo Pedro Proença e o seu clube do coração, não faz parte o fora de jogo de David Luiz, no lance em que os encarnados chegaram à igualdade (1-1), no slb x FC Porto da época 2006/07 (disputado no dia 1 de Abril de 2007).
Não consta o convite para Proença arbitrar um jogo particular no estádio da Luz, com o Tottenham, em 3 de Agosto de 2010.
O "lance de Voleibol" protagonizado por Cardozo em plena área benfiquista, no slb x FC Porto da época passada, é completamente ignorado.
E, claro, também ninguém se lembrou de questionar o teor do "simpático" relatório escrito por Pedro Proença após o Nacional x slb desta época, o qual possibilitou que, em vez de um castigo que poderia chegar aos 12 jogos, o avançado paraguaio dos encarnados tivesse sido punido com apenas UM jogo de suspensão.
Lá está, são tudo situações que não encaixam no historial e narrativa (palavra muito em voga) que se pretende contar.

Já agora, para tranquilizar os benfiquistas, o árbitro assistente Ricardo Santos, o tal que foi acusado (impunemente) por Jorge Jesus de ter visto que o Maicon estava fora-de-jogo e de não ter assinalado porque não quis, desta vez não faz parte da equipa de arbitragem nomeada para o jogo do estádio do Dragão.