quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Jogar aos Onzes

Depois do presidente ter divulgado qual era o seu onze de gala (do seu mandato) e do José Correia ter relançado o debate, o clube decidiu promover na sua página web uma votação aberta a todos os adeptos para eleger o melhor onze dos 120 anos de história do FC Porto.

É uma ideia engraçada, uma brincadeira de Verão que não ofende nem faz mal a ninguém. Mas que faz pouco sentido. Não se podem comparar épocas tão recentes como os anos do Penta e do Tetra, os de Artur Jorge e Mourinho e as suas "orelhudas", quanto mais criar um onze onde se misturam alhos e bogalhos, ou seja, Siskas e Baías. Qual é o critério possível a seguir?

Partimos do principio que as pessoas votam no que vivem e que, portanto, o inevitável é que o onze conte com mais jogadores dos últimos quinze anos. Também que aqueles grandes mitos que não tiveram a sorte de jogar na era da televisão sejam ostracizados porque, pura e simplesmente, a maioria das pessoas não se dá ao trabalho de conhecer a sua história e desconfia de relatos escritos ou sonoros em comparação com as imagens no YouTube.


Portanto esta lista de jogadores, onde estão alguns dos melhores futebolistas da história, e que não inclui nenhum jogador da equipa actual (dificilmente algum teria lugar nessa lista, salvo talvez Lucho Gonzalez), é uma amálgama de emoções, experiências pessoais, relatos perdidos no tempo e sonhos vividos.
Também há nomes que não fazem qualquer sentido, como os de Cissokho, Alenitchev, Rolando, Bruno Alves ou Capucho, mas isso é uma apreciação pessoal. Ah, e alguém explica ao clube que o Pinga não era médio centro se faz favor, quanto muito avançado-interior num 2-3-5, mas avançado mesmo assim!

A votação está aberta até ao dia 1 de Setembro na página oficial do clube, via email e via Facebook.
Os nomeados são estes:

GR: Siska, Baía, Mlynazczky, Américo e Barrigana
DD: João Pinto, Paulo Ferreira, Gabriel, Virgilio e Bandeirinha
DE: Murça, Branco, Inácio, Nuno Valente e Cissokho
DC: Aloisio, Bruno Alves, Monteiro da Costa, Jorge Costra, Fernando Couto, Freitas, Ricardo Carvalho, José Rolando, Lima Pereira, Celso
MC: Rodolfo, André, Costinha, Deco, Zahovic, Alenichev, Pavão, Frasco, Pedroto, Duda, Jaime Pacheco, Sousa, Oliveira, Rui Barros
EX: Madjer, Capucho, Futre, Hulk, Hernani, Costa, Carlos Duarte, Nóbrega, Drulovic, Jaime Magalhães
AV: Gomes, Jardel, Pinga, Falcao, McCarthy, Domingos

PS: Neste onze não está Teofillo Cubillas. Foi retirado da página web. Uma gralha de quem o colocou ou há gente no clube que realmente acha que Alenitchev ou Capucho são mais importantes na história do FC Porto que o peruano?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A pré-temporada 2013-14


Dos 29 jogadores que, actualmente, constituem o plantel, penso que só ficarão 24 ou 25. Ora, por aquilo que pude ver, pelo tempo que jogaram nestes desafios da pré-temporada e, também, atendendo à respectiva idade, penso que há quatro jogadores que são fortes candidatos a saírem do plantel até ao final deste mês:
- Abdoulaye (só ficarão 4 defesas-centrais e não me parece que a SAD vá emprestar Diego Reyes);
- Kadú (só ficarão 3 guarda-redes e, portanto, deve passar a integrar o plantel da equipa B);
- Ricardo (apesar de estar a ser experimentado por Paulo Fonseca na posição de lateral-direito);
- Tiago Rodrigues (para além de haver excesso de médios, foi o jogador menos utilizado na pré-temporada).

Castro e Licá, que também estariam na zona cinzenta, devem ficar. São portugueses (é preciso ter em atenção o lote de jogadores que será enviado para a UEFA) e, para além de mais velhos e experientes, tiveram uma utilização bastante superior à dos ex-vimaranenses Tiago Rodrigues e Ricardo.

Evidentemente, se até ao final de Agosto houver novidades em termos de entradas (Bernard?) ou saídas (por exemplo, Fernando ou um dos defesas-centrais com mercado - Otamendi ou Mangala), estas contas terão de ser refeitas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sagrada Família

Parco em intervenientes - jogadores, árbitros (de baliza e "bandeirinhas"), treinadores, dirigentes (que depositam cheques em contas, que têm as contas em cheque, e os outros), adeptos (com distribuidores de calduços e lançadores de pirotecnia incluídos), tratadores de relva, agentes, empresários e tutores - o futebol começa (e ainda bem!) a absorver lentamente a figura do "familiar".

Vanguardista como já nos habituou, o Porto já teve contacto prematuro com este novo elemento, na pessoa do famoso "pai do Diego". Mais recentemente surgiu o "pai do Iturbe", antes ainda da entrada em cena do "pai do Bernard", ao qual se seguiu, claro está, a "mãe do Bernard".

Oh mister, se o Martim não joga, vamos para os jornais!

Pelo meio sabe-se também que a "família do Bruma", tem sido ameaçada por elementos (oficiais ou não) do SCP; normalmente, teria alguma dificuldade em acreditar numa "notícia" como esta, mas se veio no Borreio de Manhã, tem de ser verdade. O impagável Bruno de Carvalho está determinado em demarcar-se da anterior direcção do SCP, e ao invés de apostar nos depósitos em conta, opta claramente pelas "cobranças coercivas" - os adeptos, esses, devem estar satisfeitíssimos por terem preferido o filho do pai do Bruno de Carvalho ao sobrinho-neto do Peyroteo.

Para que não se pense que isto é coisa restrita apenas a relações de sangue, a "mulher do Atsu" achou que também tinha direito de manifestar-se (no Borreio de Manhã, claro está), indignadíssima que está por não poder mudar-se já para Lisb... Liverpool; o seu esposo, qual Kunta Kinte dos tempos modernos, vive oprimido pelo Porto, que o obriga, imagine-se!, a treinar arduamente com outros jogadores, sob o estalo do contrato, em troca de uma ridícula e insultuosa fracção de vários milhões de euros - ela chama-lhe máfia, mas isto é claramente um caso de esclavagismo.

Por outro lado, o ex-Tácuara (agora apenas Cárdozo), foi impedido de treinar e de entrar nas instalações do Бehфицa. Nenhum familiar se manifestou até agora, nem qualquer referência à situação pode ser encontrada no Borreio de Manhã, pelo que deve ser mentira ou então há interesse em manter a coisa em família, como uma ... cosa nostra.

domingo, 4 de agosto de 2013

Bons sinais

FC Porto x Nápoles (foto: Maisfutebol)

O jogo de hoje contra o Nápoles mostrou alguns bons sinais. O principal foi a boa forma atual de Silvestre Varela, o "patinho feio" de Miguel Sousa Tavares (e não só) e que já ontem, contra o Galatasaray, tinha sido um dos melhores jogadores portistas, precisamente no melhor período da equipa (os primeiros 45 minutos).

Entre os novos, gostei do que vi fazer Quintero. Comparando com James Rodriguez nas mesmas circunstâncias (duas ou três semanas após chegar ao FC Porto), parece-me que o novo Nº 10 do plantel não fica a perder. Falta saber se e onde é que Paulo Fonseca irá encontrar lugar para este novo talento colombiano no onze titular.

Também Herrera deu boas indicações, nomeadamente na 2ª parte. Se Fernando não sair, a luta com Defour por um lugar no meio-campo portista vai ser interessante.

Juntando a 1ª parte do FC Porto x Galatasaray com a 2ª parte do FC Porto x Nápoles, teríamos um bom jogo para esta altura da época.

sábado, 3 de agosto de 2013

Ai os penalties...

FC Porto x Galatasaray, onze inicial (foto: Maisfutebol)

O resultado foi mau (0-1), a exibição não foi grande coisa (principalmente na 2ª parte) mas, como jogo-treino, foi excelente, porque foi possível detectar vários problemas que precisam de ser resolvidos nos jogos a sério.

Entre os problemas, há dois aspectos, relacionados com as bolas paradas, que saltaram à vista e que o novo treinador terá de corrigir:

1º) Se dúvidas havia, Jackson voltou a mostrar que está longe de ser uma boa opção para marcador de penalties; é um problema sério, que já vem da época passada, até porque será normal o FC Porto beneficiar de, pelo menos, 10 penalties ao longo da época.

2º) Sem James e Moutinho, não me parece que Defour e muito menos Castro sejam a melhor opção para executar os cantos e os livres laterais; eu experimentaria mais vezes o Danilo.

P.S. Por favor, alguém diga ao Paulo Fonseca que ele já não é treinador do Paços Ferreira, mas sim de uma equipa que é Tri-campeã nacional e que, regularmente, está no Top 10 do ranking da UEFA
("Fizemos um bom jogo perante uma grande equipa, mas podíamos ter vencido e não podemos estar satisfeitos pelo resultado do jogo. Mas eu, como líder desta equipa, estou orgulhoso pelo que os meus jogadores fizeram aqui hoje", Paulo Fonseca, em declarações à SportTv).

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Robertos, marionetas e fantochadas

«Conheces os nossos amigos Robertos? Sabes como se manipulavam? Onde contavam as suas histórias? (...)
Vem descobrir o mundo destas marionetas portuguesas e criar o teu próprio ROBERTO.»


Em Junho de 2010, o país futebolístico ficou de boca aberta, quando a slb SAD comunicou à CMVM ter contratado um dos guarda-redes do Atlético Madrid, pela módica quantia de 8,5 milhões de euros!


Se o valor da contratação, por si só, tinha sido surpreendente, não foi preciso esperar muito para se aquilatar da valia do “reforço” de 8,5 milhões e logo na pré-temporada da época 2010-11 começaram os frangos à espanhola.

A época encarnada foi um verdadeiro calvário (lembram-se dos 5-0?), com Roberto a ser uma das “estrelas” do descalabro benfiquista.


Contudo, chegados a Agosto de 2011 e numa espécie de passe de mágica, saiu um coelho da cartola de Vieira e a slb SAD anunciou ter chegado a acordo com o Real Zaragoza SAD para a transferência, a título definitivo, de Roberto por 8,6 milhões de euros (mais 100 mil euros do que, supostamente, tinha custado um ano antes!).

Esta fantochada, perdão, anúncio foi de tal maneira inacreditável, que a própria CMVM pediu à SAD encarnada para esclarecer a venda de Roberto. A slb SAD viu-se obrigada a prestar informações complementares, o que fez no dia 3 de Agosto de 2011, tendo dito que o “pagamento será efectuado de forma fraccionada e encontra-se garantido, nomeadamente por títulos de crédito”.


Como, pelos vistos, as garantias eram fracas, dois anos depois Roberto voltou à ribalta e, em vez de 8,6 milhões de euros, diz-se agora que foi trocado, como se fosse um cromo, por meio Pizzi.


«Roberto, o tal que tinha sido vendido por 8,6 milhões de euros ao Saragoça, sabe-se lá como e porquê, afinal foi devolvido ao Benfica mas rapidamente revendido ao Atlético de Madrid, que o emprestou ao Olympiakos. Conseguiram acompanhar? Parabéns, eu não.»
Eugénio Queirós
in record.pt, 30 julho de 2013 | 13:25

«Nos relatórios e contas dos encarnados desde então há várias referências à BE Plan, na rúbrica Clientes e nas alíneas Corrente e Não Corrente, mas o Maisfutebol ficou com dúvidas sobre qual o valor que já tinha sido de facto liquidado. Fizemos a pergunta ao Benfica, mas fonte oficial do clube informa apenas que “os esclarecimentos e documentos foram todos fornecidos ao regulador”.
O Maisfutebol perguntava também em que momento e de que forma foi decretado o incumprimento e recuperados os direitos de Roberto. E ainda se iria haver algum esclarecimento do Benfica em relação às declarações de Roberto na noite de segunda-feira, quando o guarda-redes disse que esteve sempre vinculado ao clube, mesmo durante o período no Saragoça.»
Maisfutebol, 30-07-2013


Eu não sei o que é que os milhões de benfiquistas pensam desta robertada mas, conhecendo o perfil médio do adepto encarnado, suponho que a maioria deve achar que tudo isto é limpinho, limpinho, limpinho, ou não fosse o slb o clube da transparência e verdade desportiva...

Mas se os adeptos são adeptos (e os benfiquistas são adeptos muito particulares), a CMVM, como entidade reguladora, tem outro tipo de obrigações e, quando as coisas tresandam, não chega solicitar e ficar satisfeita com comunicados dúbios de entidades envolvidas em situações que suscitam suspeitas. É preciso investigar e, neste caso, investigar a fundo o triângulo Atlético Madrid SAD, slb SAD e Real Zaragoza SAD / BE Plan.

É que o fair play financeiro e a tão apregoada verdade desportiva também passam por estes casos...

O último clube da carreira de Liedson

Aos 35 anos, Liedson chegou ao Porto no dia 25 de Janeiro de 2013, trazendo o rótulo de reforço e para, supostamente, ser uma alternativa ao único ponta-de-lança que havia no plantel portista - Jackson Martinez.


Contudo, nos menos de quatro meses em que o Levezinho esteve ao serviço do FC Porto, o melhor (menos mau) que se pode dizer dele é que comprovou já não ter as mínimas condições para o nível de exigência de uma equipa de alta competição europeia e que, na altura da sua contratação, disputava a passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões e lutava taco-a-taco com o clube do regime pelo título de campeão português.


Aliás, é sintomático que, ao contrário de outros jogadores, nem sequer foi preciso esperar pela opinião do novo treinador (Paulo Fonseca) e, mal acabou o campeonato 2012-13, o destino de Liedson estava traçado: devolução à procedência.

No início de Julho, Liedson reapresentou-se no Flamengo, mas passou a treinar separadamente na Gávea. Até que, no último dia de Julho, soube-se que clube e jogador tinham chegado a acordo para rescindir o vínculo que ligava Liedson ao Flamengo até ao final do ano 2013.

Entretanto, em declarações à comunicação social brasileira, o empresário do atleta, Bruno Paiva, colocou a hipótese do último clube da carreira de Liedson ter sido o FC Porto:
Essa hipótese de [Liedson] encerrar a carreira realmente não está descartada. Ele é um atleta que conseguiu sua independência financeira, ganhou inúmeros títulos e está satisfeito com sua trajetória. Se ele quisesse, ainda teria condições de jogar mais algum tempo, mas não sei se fará isso. Ele agora vai se reunir com a família, tirar uns dias para refletir e tomar a decisão sobre a aposentadoria

Seis meses depois, e numa altura em que Liedson está a reflectir para tomar uma decisão sobre a sua “aposentadoria”, ainda me custa a perceber como é que foi possível o FC Porto contratar um jogador nas condições em que estava Liedson.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

As duas faces de James

«James joined the ambitious Ligue 1 club earlier this summer for €45 million (...).
Speaking exclusively to Goal, he said: "I won't miss it at all. I can play in the Champions League another year. (...) Signing Falcao and Moutinho will help a lot. I've been playing with great players who have been top figures, and who are now here. I think that's important. With good players it's easy to play and adapt."
Operating as a winger for Porto last season the Colombian scored 11 times in 34 games and impressed a number of the continent's top teams. Monaco moved quickly to seal his signature, paying his release clause, and so in the space of three short years, the forward passed from relative obscurity as a little-known teenager with Argentine side Banfield to becoming one of the world's most expensive players. So how did he achieve his rise to prominence?
He explains: "Firstly, hard work. I'm someone who has always liked to train well and always wants to play well. The first six months [at Porto last season] were good. The last five unfortunately I had an injury. The most important moments were the first six months when I had a good level. I had a top level during those months

A entrevista completa de James Rodríguez à Goal.com pode ser lida aqui.

De facto, o James da primeira parte da época passada (Agosto a Dezembro de 2012) foi um jogador completamente diferente, para muito melhor, daquele que (não) esteve à disposição de Vítor Pereira na segunda metade da época 2012-13.

Este facto, que agora é reconhecido pelo próprio jogador colombiano, a que se juntou a lesão de João Moutinho num momento crucial (2ª mão dos oitavos da Liga dos Campeões) e a ausência de alternativas de qualidade para a frente de ataque dos dragões, ajuda a explicar algumas exibições menos conseguidas do FC Porto na segunda metade da época passada. É que sem ovos, é mais difícil fazer omeletes...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Descer à terra !


No jogo de ontem,  o FCP não apresentou a segurança da época passada, nem um futebol  mais atraente. Poder-se-á dizer que a equipa estava cansada ou reconhecer que o adversário jogou muito fechado, mas de forma muito organizada, conseguindo, mesmo, nomeadamente no segundo tempo, criar uma série de jogadas perigosas, no contra golpe. No presente, como no passado, jogar contra equipas que jogam fechadas, que dão a bola e apostam  no erro do adversário é muito mais fácil que ter de assumir o jogo, chamar a si todas as despesas para ganhar e correr todos os riscos para tal. Diga-se, porém, que o Celta de Vigo foi uma equipa de tracção atrás, mas nunca foi uma equipa que fez antijogo. Sincronizou muitos bem os movimentos e as suas linhas seguiram  muito rapidamente as nossas incursões ofensivas e hesitações defensivas, aproveitando bem algum desnorte e desconcentração do FCP para sair em contra-ataque. Para além disso, parecia conhecer bem o FCP e como combater a nossa superioridade. Nós ignoramos o adversário e minimizámos a sua valia, pelo menos aparentemente.

Confesso que fiquei desiludido e encontrei alguma falta de disciplina na equipa, que desaguou naquele inconveniente sururu final. Mas, não foi só disciplinar. A equipa esteve alheada, sem ideias, com pouca intensidade, submetendo-se ao cerco do adversário sem munições, disponibilidade física e capacidade técnico-táctica. Demasiado conformismo para meu gosto. Traduziria essa impressão na tirada do nosso treinador quando referenciou que o mais importante era ganhar. Seria? Porquê?

Martinez,  Lucho e Helton foram excepções. Descemos à terra, espero que a equipa também.

domingo, 28 de julho de 2013

Caro sócio…


Caro sócio (1),

«Já parou para fazer as contas?
Não se assuste. A matemática que lhe propomos é simples e o resultado nem se discute. Nas linhas que se seguem, sugerimos-lhe um exercício de subtracção de custos e soma de vantagens, do qual só você sai a ganhar.

Na verdade, o cálculo é extremamente fácil. Comece por somar o valor de cada um dos bilhetes que adquiriu na primeira volta para assistir aos jogos no Estádio do Dragão. Feito? Agora compare o produto da adição com o preço de um Dragon Seat 2.ª Volta, que pode adquirir a partir de 35 (*) ou 55 euros. Esclarecedor, não é?

E as vantagens do Dragon Seat 2.ª Volta não se esgotam no factor económico, surgindo ainda associadas à comodidade de uma única transacção e ao direito a um lugar exclusivo, só seu. Mais: o FC Porto proporciona-lhe a possibilidade de liquidar o valor total em três prestações (**).

O Dragon Seat 2.ª Volta, válido para os oito jogos da Liga por disputar no Dragão, pode ser adquirido na Loja do Associado do estádio, nas Lojas Azuis ou em www.fcporto.pt.

Vai ficar aí parado, a fazer a prova dos nove?

(*) Valor para Sócios Menores ou categoria Reformado.
(**) Para valores superiores a 70 euros e sujeito a aprovação da Cetelem.»

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Como penso que acontece com a generalidade dos sócios portistas, recebo, com alguma regularidade, e-mails enviados por diversos serviços do FC Porto (Porto Comercial, Direção de Particulares, Dragon Tour, …).
O texto anterior corresponde a um desses e-mails, enviado em 29 de Dezembro de 2011.

Evidentemente, é importante o clube ter um website, bem como, marcar uma forte presença nas redes sociais (por exemplo, Facebook), mas o correio eletrónico não pode ser desprezado. Além de ser um meio de comunicação directo com os sócios e de permitir alguma interacção, continua a haver pessoas, como eu, que acedem ao e-mail com muito mais regularidade do que às redes sociais.

E, apesar de não serem personalizados, receber um e-mail do nosso clube é algo que cai bem.

(1) Lembrei-me deste assunto ao ver uma publicidade recente do Automóvel Clube de Portugal, em que é dito que “O ACP orgulha-se de não ter clientes mas sim sócios, o que faz toda a diferença”.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Acabar com as condutas manhosas

«Em 35 anos, esta é a quinta vez que inicio funções na redação do Record. Em 1978, com Monteiro Poças, fui estagiário. Em 1986, com Rui Cartaxana, desenvolvi o primeiro espaço regular sobre futebol internacional. Em 1994, com João Marcelino, regressei para participar na grande transformação em jornal diário e integrei as direções até 2003, também com José Manuel Delgado. Em 2004, com Alexandre Pais, iniciei um ciclo como colunista que durou até há poucas semanas.»
João Querido Manha
in Record, 19-07-2013


O diretor do Record deixou de ser Alexandre Pais (um assumido adepto do Belenenses com uma certa simpatia pelo slb) e o lugar passou a ser ocupado por um homem da casa, que também era cronista do Correio da Manhã e comentador da CM TV.

Acho bem. Detesto fingimentos e, com “talibans encarnados”, como são os casos de Octávio Ribeiro e João Querido Manha, na direção do Correio da Manhã e Record respectivamente, a estratégia e politica comunicacional do grupo Cofina fica muito mais clara.

Esta clarificação no Record, junta-se à transferência do ano nos media portugueses, anunciada há umas semanas atrás: Hélder Conduto, coordenador do Desporto da RTP, vai sair da estação pública para passar a chefiar a redação da benfica TV.
É sempre positivo quando as pessoas deixam de ter vergonha e assumem aquilo que realmente são. Desse modo, pelo menos evitam ser criticadas por condutas manhosas

Neste período das trevas, em que grande parte da comunicação social portuguesa (lisboeta!) é “comandada no terreno” por fundamentalistas encarnados (José Manuel Delgado, Octávio Ribeiro, João Querido Manha, ...), com uma visão do futebol português toldada pelo ódio ao FC Porto, é reconfortante constatar que o Porto Canal é um projeto diferente, que caminha em sentido contrário, numa lógica de abrangência e que desperta simpatias em pessoas e zonas do país onde isso parecia pouco provável.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Danilo frenético na noite dos "golões"


Num jogo que acaba com quatro golos sem resposta, poucas dúvidas restam sobre a supremacia e justiça do vencedor. Em contraste com a insegurança que se viu na Venezuela, o FC Porto manietou do princípio ao fim o Millionarios, vincando de forma ainda mais robusta a sua marca por terras Colombianas. Danilo partiu a loiça com um hat-trick de nota máxima. Jackson picou o ponto com um golaço, numa equipa totalmente remodelada em relação ao último encontro.

Tal como o previsto, Paulo Fonseca voltou a baralhar e a dar. Uma nova equipa, mas com o mesmo sistema. Apenas Alex Sandro resistiu à titularidade num onze que se apresentava qualitativamente mais forte, tal como o adversário. Verdade no primeiro caso. Não tanto no segundo. O conjunto da Colombia nunca foi capaz perturbar a acção portista e nem a nossa equipa precisou de muito esforço para controlar a partida. Sempre em ritmo pausado a bola circulou até que as ocasiões de golo surgissem naturalmente.

Foi com essa premissa que os azuis e brancos chegaram à vantagem por volta dos 30 minutos. Uma excelente arrancada em diagonal de Danilo que viu caminho aberto até à baliza adversária. Era o início de uma noite de sonho do lateral brasileiro. Até aí o Porto controlava essencialmente em posse de bola. Castro e Josué entendiam-se relativamente bem sem terem grandes dificuldades para gerir o miolo. A retaguarda parecia mais segura, mas nunca foi posta à prova, verdadeiramente. Licá foi esforçado no apoio a Alex Sandro, mas pouco eficaz na construção.

No recomeço da 2ª parte Kelvin esteve perto marcar num bom trabalho individual. O “miúdo” interagiu bem com Danilo e tentou por diversas vezes flectir para o interior à procura de rupturas na defesa contrária. A equipa mantinha a mesma estrutura com que começara o encontro e Danilo também continuava de pé quente. Os dois golos de livre superiormente convertidos pelo nosso lateral garantem-lhe, para já, a liberdade de tomar a iniciativa neste tipo de lances.

A vantagem de 3 golos e a superioridade numérica em campo no número de jogadores cavou um fosso qualitativo ainda maior entre as duas equipas. Aproveitou Paulo Fonseca para descansar Alex Sandro, assim como dar minutos a Herrera, Reyes e Ricardo. Tudo era simples e parecia fácil. Menos os golos. Esses, todos eles eram de coeficiente de execução elevado. E para não destoar com a amostra, Jackson resolveu elevar a fasquia de Danilo com uma chapelada monumental.

A goleada estava consumada bem como a missão de charme e prestígio da marca FC Porto por terras sul-americanas. Os azuis e brancos venceram e animaram o público nos estádios. Os nossos adeptos estão contentes e confiantes. Mas falta agora um verdadeiro “teste” ao conjunto de Paulo Fonseca. Nos cinco encontros até agora realizados a nossa equipa ainda não puxada aos limites e estes oponentes da América do Sul ficam a anos-luz do que são as exigências do futebol Europeu. Na Emirates Cup, provavelmente, far-se-á exame.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O ponta-de-lança alternativo a Jackson

O FC Porto terminou a época 2012/13 dispondo de um ponta-de-lança que, logo no seu primeiro ano na Europa, foi o melhor marcador do campeonato português.
Jackson Martinez já mostrou o que vale, dá garantias e, se tudo correr normalmente, será titular indiscutível durante a esmagadora maioria dos jogos da época 2013/14.

Mas, se Jackson tiver alguma lesão, um abaixamento de forma, ou precisar de ser poupado, quais eram (são) as alternativas?

Walter e Kléber, dois pontas-de-lança brasileiros que têm contrato com a SAD, demonstraram, de forma esplendorosa, não terem qualidade, nem estaleca, para uma equipa com a exigência e ambições do FC Porto.

Mauro Caballero parece-me promissor, mas tem 18 anos e só chegou ao Porto no início deste ano, tendo participado em apenas 13 jogos da equipa B (entre Fevereiro e Maio).
Não sei se este avançado paraguaio vai dar grande jogador mas, por aquilo que vi na época passada, para além de uma agressividade natural, já denota algumas movimentações à ponta-de-lança.
É óbvio que, para já, ainda não tem a maturidade suficiente para integrar o plantel principal mas, na época que agora começou, vai ser trabalhado por Luís Castro (que substituiu Rui Gomes como treinador da equipa B) e veremos o tipo de crescimento que irá ter.

Ou seja, independentemente do treinador, a Administração da SAD precisava de resolver uma das principais lacunas evidenciada pelo plantel da época passada: contratar um ponta-de-lança que possa ser uma alternativa minimamente credível ao Jackson.

A escolha da SAD foi Ghilas, mas será que o argelino tem o perfil certo para ser essa alternativa?

Nos poucos jogos completos (ver resumos de três minutos não dá para tirar grandes conclusões) que eu vi do Moreirense, o que vi do Ghilas foi um ponta-de-lança possante, a jogar muito distante dos companheiros de equipa, a pressionar os defesas adversários, a correr como um louco de um lado para o outro atrás de bolas em profundidade no espaço vazio. Ou seja, Ghilas tem características que lhe permitem brilhar em equipas que jogam recuadas e que têm lá na frente, distante e isolado, um ponta-de-lança que mói defesas, que batalha e pressiona os defesas contrários.

Contudo, terá características para ser ponta-de-lança numa equipa que joga sempre ao ataque, contra equipas que defendem com dois autocarros e cujo ponta-de-lança não tem espaço sequer para respirar?

Um ponta-de-lança do FC Porto tem de saber jogar de costas para a baliza, pressionado pelos defesas, segurar a bola e dar continuidade à jogada.
Tem de saber jogar em espaços reduzidos.
Tem de saber desmarcar-se dentro da área e surgir nas costas dos defesas.
E, já agora, convém que jogue bem de cabeça.

É muitíssimo prematuro tirar conclusões nesta altura da época e, ainda por cima, após dois ou três jogos particulares, mas o que vi do Ghilas nos primeiros 45 minutos do Deportivo Anzoátegui x FC Porto não me entusiasmou.

SMS do Dia

Dois nomes a reter no panorama futebolístico mundial, em destaque nas últimas horas: Marquinhos Cambalhota, e Harramiz - nome claramente inspirado num dos personagens na famosa obra de Alecsandro Dhumas, "Os Trrês Mosqueteirros". A herança de Marlon Brandão continua bem viva...!