sábado, 2 de novembro de 2013

"Tivemos bons momentos"

Belenenses x FC Porto (fonte: LUSA)

"Fomos ineficazes no último terço, mas também houve mérito do Belenenses a defender. Penso, no entanto, que temos de realçar a entrega, a forma como os jogadores deram tudo em campo, como pensaram, jogando de forma inteligente. (...)
Um jogo num relvado difícil para circular a bola. Mesmo assim, tivemos bons momentos de futebol, assumindo sempre o jogo. Contudo, não conseguimos ser incisivos. Tivemos oportunidades para marcar, mas não o conseguimos fazer. (...)
A equipa do Belenenses jogou com as linhas bastante baixas, mas tivemos bons períodos na primeira parte. Mas com o empate, logo depois do nosso golo, iriam baixar de novo as linhas. Na segunda parte podíamos e devíamos ter sido mais incisivos."
Paulo Fonseca, em declarações a SportTv, no flash interview após o Belenenses x FC Porto


A equipa do FC Porto jogou de forma inteligente?!
A equipa do FC Porto teve bons períodos na primeira parte?!!
Decididamente, eu e o Paulo Fonseca não vimos o mesmo jogo.

De positivo, este jogo teve o seguinte:
( _________________________________ )
E valeu-nos o São Helton, mais uma vez esta época, o qual, aos 83', fez uma extraordinária defesa e evitou que o FC Porto saísse derrotado do Restelo.

Desde um ritmo de jogo a passo, passando pelos inúmeros passes errados de Herrera, até ao inacreditável disparate de Mangala em deixar passar a bola para o jogador do Belenenses marcar, foi tudo tão mau, que até custa fazer um post sobre este Belenenses x FC Porto.
E o Paulo Fonseca vem dizer que os jogadores deram tudo em campo?

Se os jogadores deram tudo em campo então, se calhar, é mesmo preciso arranjar um treinador que consiga tirar deste plantel de muitos milhões mais um "bocadinho" do que aquilo que o ex-treinador do Paços de Ferreira tem sabido tirar.

«É de destacar ainda o facto de Ricardo se ter estreado como titular na Liga, conseguindo uma boa exibição e arrancado vários “raides” na direita do ataque.»
in www.fcporto.pt (cronica do Belenenses x FC Porto)

De facto, juntamente com Danilo, Ricardo estava a ser dos melhores (ou menos maus).
Talvez por isso, para não destoar dos outros, foi o primeiro a ser substituído (aos 61'), para dar lugar ao inconsequente Licá.

E por falar em substituições, Paulo Fonseca parece ter o fetiche de fazer uma substituição nos últimos 5 minutos de cada jogo. Desta vez o "felizardo" foi o Carlos Eduardo, por troca com o inexistente Lucho (peço desculpa pelo sacrilégio de criticar El comandante) e, nos poucos minutos que esteve em campo, ainda tentou despertar a equipa do marasmo em que estava mergulhada, mas era tarde demais.

A frase de Paulo Fonseca que escolhi para titulo deste post, faz-me lembrar aquilo que alguns casais dizem quando o seu casamento termina e há uma separação amigável: “Tivemos bons momentos...”
Veremos se é uma frase premonitória.

SMS do Dia

Ainda estamos em primeiro lugar, é o que interessa! Força Porto, somos os maiores! Campeões, Campeões!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Objetivo: mais gente no Dragão


A estas iniciativas, juntam-se outras promovidas por alguns dos parceiros comerciais do FC Porto.


«O Cartão Visa FCP continua a proporcionar-lhe vantagens únicas.
Seja um dos Clientes a receber, durante toda a época 2013-2014, e por cada jogo realizado no Estádio do Dragão, um dos 20 bilhetes duplos para a bancada central.
Pague todas as compras com o seu Cartão Visa FCP. Realize o maior número de compras no mês de calendário anterior ao jogo e seja um dos premiados.»



«Se és MOCHE SUB 25 vem sentir o verdadeiro sabor de uma emoção clássica à pala, a única coisa que tens que fazer é enviar um sms para o 22200 com "MOCHE SETOR FILA LUGAR PREÇO".»


Ao contrário do jogo contra o Zenit, que teve pouco mais de 30 mil espectadores e parte significativa das bancadas com um aspecto desolador, o jogo do passado domingo, contra os calimeros, teve uma belissima assistência (48.108 espectadores).

A crise não ajuda, mas não é por falta de promoções e iniciativas, que esta época os jogos do FC Porto em casa não têm mais gente a assistir.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O problema de Fucile não era o VP

«Jorge Fucile, jogador do F.C. Porto, apelidou, esta quinta-feira, o treinador Vítor Pereira de “agente 007”, aludindo ao trabalho menos visível que teve nos sucessos da equipa de futebol na época passada como adjunto de André Villas-Boas.
Vítor Pereira já fazia parte da equipa técnica e mandava 50%. Era o agente 007, estava oculto, mas dirigia a meias os trabalhos com o André”, disse o jogador uruguaio.
Fucile realçou não ter sentido grandes diferenças no trabalho técnico: “Já nos conhecia e é um treinador muito sábio”.»
JN, 2011-07-14


«Vítor Pereira era um treinador desolado na entrevista rápida à Sport TV, no final da derrota com o Zenit. E, à semelhança de Hulk, salientou que a expulsão de Fucile deitou tudo a perder.
O lance da expulsão do Fucile é um lance que não pode acontecer”, atirou o técnico, visivelmente zangado.»
2011-09-28


«Vítor Pereira abordou o caso que envolve Jorge Fucile, jogador que poderá estar de saída do FC Porto, de acordo com declarações do seu empresário a Bola Branca.
Para o treinador portista, “a questão é muito simples”: “Os jogadores jogam ou não, conforme a resposta dada nos treinos e nos jogos. Há exigência máxima para todos e quem der resposta merece a minha confiança, é isso que me faz decidir se joga este ou aquele. Quem corresponde, nos treinos e nos jogos, faz parte das escolhas, quem não o faz fica de fora”.
2012-01-12


«Jorge Fucile prepara-se para voltar a jogar com a camisola do FC Porto, depois de umas desavenças com o treinador Vítor Pereira, que acabaram por ditar o seu empréstimo ao Santos e um regresso em que se limitou a trabalhar à parte. O uruguaio garante que não há ressentimentos mas sublinha a ideia de que “as pessoas devem ter palavra” e deixa elogios...a Paulo Fonseca. (…)
Acompanhei a passagem dele pelo Paços de Ferreira com especial atenção e fiquei convencido do seu valor. Informei-me e sei que é muito bom no treino e que é uma excelente pessoa. Para além de tudo isso, sei ainda que é ótimo a motivar os jogadores e que tem qualidade para o FC Porto”, enalteceu.»
2013-06-14


«De malas feitas para regressar ao Dragão, Jorge Fucile responsabiliza Vítor Pereira pelo período de ostracismo a que se viu votado no FC Porto.
Fiquei de fora por questões pessoais e não pela minha condição [física]. Não fui opção por problemas pessoais do treinador comigo. Imagino que tenha sido mais um problema dele do que meu. Eu não tive qualquer problema. Acho que ele tinha problemas comigo e decidiu afastar-me da equipa, disse o uruguaio à RTP.»
2013-06-20


«Fucile admitiu que passou por um momento complicado quando Vítor Pereira orientava o FC Porto. No entanto, nos momentos difíceis encontrou forças para ficar mais forte.
Quando me pisam é quando me levanto mais depressa e saio ainda mais forte”, afirmou Fucile, que admitiu que passou “um período feio, muito feio”.
2013-09-05

O JOGO, 30-10-2013

Esta sequência de factos e declarações falam por si.

Na minha opinião, o problema de Fucile não são os treinadores, mas sim a atitude do jogador, o excesso de paleio e o autoconvencimento de que é melhor do que aquilo que realmente é. Se jogasse mais e falasse menos…

Não sei se imediatamente após o Mundial da África do Sul, algum clube manifestou interesse em Fucile. Olhando para o que se passou depois disso, não tenho dúvidas que teria sido a altura ideal para a FC Porto SAD vender o seu passe.

Tudo indica que irá sair brevemente do FC Porto e a custo zero. O Fucile pré-Mundial da África do Sul deixa-me algumas saudades; o pós-Mundial 2010 nem por isso.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

“O Porto fica lá longe…”


Um FC Porto x Sporting desperta sempre muito interesse, não só em Portugal, mas também noutros países. Assim sendo, não surpreende que, no último domingo, tenham estado no Estádio do Dragão, a assistir a este clássico do futebol português, elementos (“olheiros”) de 24 clubes europeus: Bayer Leverkusen, Borussia Dortmund, Colónia, Eintracht Frankfurt, Werder Bremen, Wolfsburg, Anderlecht, Paphos, Copenhaga, Atlético Madrid, Celta Vigo, Elche, Levante, Recreativo Huelva, Montpelier, Nice, Saint-Étienne, Everton, Queens Park Rangers, Manchester City, Manchester United, West Bromwich Albion, Inter Milão e Sampdoria.

O que surpreende (ou talvez não) é o facto do seleccionador nacional, o “frontal” Paulo Bento, empregado da FPF, não se ter deslocado ao Porto e tenha optado por ficar em Lisboa, para assistir, confortavelmente instalado no camarote presidencial do estádio da Luz, ao “importantíssimo” slb x Nacional.

E esta atitude é ainda mais surpreendente, se atendermos a que no relvado do Estádio do Dragão jogaram sete prováveis/potenciais convocáveis para a Selecção de Paulo Bento - Josué, Varela, Licá, Rui Patrício, Cedric, William Carvalho, André Martins.
Quantos potenciais convocáveis jogaram no slb x Nacional?

Esta cómoda opção de Paulo Bento fez-me lembrar uma célebre frase de Scolari, quando justificou uma sua não vinda ao Estádio do Dragão dizendo que “o Porto fica lá longe…”.

De facto, o Porto fica muito longe do centralismo lisboeta e das mordomias da capital.

Quanto a Paulo Bento, está cada vez mais parecido com o seu amigo “sargentão”. Talvez devêssemos passar a chamá-lo de sargentinho...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

As “virgens ofendidas” de Alvalade

Ainda a propósito do circo que rodeou o último FC Porto x Sporting...

«Nas bancadas foram colocados vários cartazes (com acabamento gráfico profissional e por isso de acesso altamente questionável) exibidos por adeptos da equipa da casa, com frases provocatórias dirigidas ao Rui Patrício enquanto guarda-redes da Selecção Nacional. Sabendo-se que há proximamente um play-off importante para a nossa Selecção, esta atitude demonstra uma mesquinhez regional, não compatível com o Seculo XXI em que vivemos, e como tal um desrespeito por Portugal;»
Extracto do Comunicado da Direção do Sporting, publicado em 28-10-2013


Pelos vistos, alguns cartazes exibidos por adeptos do FC Porto com mensagens para Rui Patrício, os quais nada têm de insultuoso, incomodaram bastante os “viscondes de Alvalade”.
Por que será?
Pois é, como dizem os brasileiros, a mentira tem perna curta, mas a verdade dói…

Já a enorme faixa exibida por uma das claques leoninas (a Torcida Verde), no último jogo disputado em Alvalade, a qual tinha um conteúdo que pode, esse sim, ser interpretado como belicista, provocatório e insultuoso, não causou qualquer tipo de embaraço, ou reparo, a estes calimeros travestidos de “virgens ofendidas”.


Ao contrário do que já li, não digo que o Bruno Carvalho seja um palhaço, até porque isso seria um insulto para os palhaços, mas espero que continue a divertir-nos…

P.S. Apesar de terem voltado à carga com um comunicado rasca, a roçar o ridículo e revelador da mais pura cegueira e alienação, a Direção do FC Porto continua, e muitíssimo bem, a ignorá-los.

O pirómano, o manhoso e os homens de preto

Cerca de duas horas antes do início do último FC Porto x Sporting, um grupo de 94 indivíduos, maioritariamente vestidos de preto, juntaram-se na Avenida Fernão Magalhães, a partir de onde iniciaram uma onda de provocações e violência tendo como alvo adeptos do FC Porto que apanharam pela frente.
Este grupo dirigiu-se ao Estádio do Dragão, irrompendo pela Alameda das Antas, provocando o pânico e arremessando garrafas de cerveja e pedras, que atingiram, pelo menos, quatro pessoas.
Perante a natural reação de adeptos do FC Porto, incluindo alguns elementos das claques portistas, os “corajosos” indivíduos vestidos de preto correram em direção ao perímetro de segurança, saltaram os torniquetes (na zona da Entrada 25 do Estádio do Dragão) e fugiram para dentro do estádio.

Estes são os factos que foram vistos por muita gente, relatados pelos jornalistas presentes, confirmados pela polícia e dos quais há imensas fotos, filmagens e testemunhas.

Sobre estes tristes acontecimentos, a PSP emitiu no domingo à noite um comunicado com o seguinte teor:

«A PSP faz saber que um grupo com 100 indivíduos, vestidos de negro e sem qualquer identificação clubística, de forma organizada e muito coesa, provocou desacatos e forçou a entrada junto da porta 25 do Estádio. O referido grupo envolveu-se em agressões com adeptos do FC Porto, situação que foi prontamente sanada através de intervenção policial, que repôs a ordem pública.
Os indivíduos que provocaram os desacatos, foram intercetados no interior do Estádio, tendo sido dali retirados e conduzidos junto de departamento policial de forma a serem devidamente identificados (100 indivíduos) e averiguadas as circunstâncias em que cometeram aqueles factos.
São suspeitos da prática dos crimes de participação em rixa, assim como introdução em local vedado ao público, dando-se assim cumprimento aos procedimentos policiais adequados».


Mais tarde, soube-se, através de fontes policiais, que estes indivíduos fazem parte de um grupo denominado Sporting Casuals (estão referenciados pela Unidade Metropolitana de Informações Desportivas), não utilizam cachecóis, camisolas ou quaisquer adereços do seu clube (embora vários deles tenham tatuagens e outros símbolos do Sporting), não acompanham as tradicionais claques leoninas e vão ao futebol, sem bilhete, com um único objetivo: causar distúrbios.

Perante todos estes factos, a maior parte dos quais devidamente comprovados e outros sustentados em evidências, seria de esperar alguma contenção dos dirigentes, particularmente dos dirigentes do clube de que estes indivíduos são adeptos. Mas não, com a arrogância que caracteriza os “viscondes de Alvalade”, na segunda-feira à noite, a Direção do Sporting, liderada por um individuo provocador, que nas semanas que antecederam o clássico tudo fez para incendiar os ânimos, teve a desfaçatez de emitir um comunicado onde consta o seguinte:

«Vários Sportinguistas foram agredidos nas imediações do estádio do dragão. Ao invés do clube da casa repudiar totalmente estas atitudes, como esta Direcção já o fez em situações similares, começou a circular um rumor de que um grupo de Sportinguistas teria provocado desacatos, facto ainda não confirmado, que “justificaria” tais atitudes bárbaras e inqualificáveis. Até ao momento, ao serem vistas as imagens televisivas e fotográficas disponibilizadas, verificou tratar-se de um conjunto de pessoas onde as únicas que se conseguem identificar são do clube da casa.»

Mas nesta estratégia de “lavagem” e sacudir a água do capote, Bruno Carvalho e seus muchachos não estão sozinhos.

Nos dois dias seguintes a estes graves incidentes, o jornal dirigido pelo Querido Manha, fez duas capas (na 2ª e 3ª feira) que dizem quase tudo acerca da pouca vergonha e ética profissional que o caracteriza.

No meio disto tudo, não posso deixar de elogiar o comportamento que a Direção do FC Porto assumiu até agora. Primeiro deixou o Bruno a falar sozinho e, perante as cenas de violência provocadas pelo grupo Sporting Casuals, adoptou uma postura de contenção para não deitar mais achas para a fogueira. Impecável!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Lutar, ganhar e convencer


A vitória prometida do SCP afinal não se concretizou, apesar das múltiplas promessas e “ameaças” de jornalistas, comentadores, treinadores, jogadores e de outros pensadores, todos eles sábios em futebol e muito isentos, porque nunca olham à cor da camisola. Vencemos contra ventos e marés; o adversário saiu cabisbaixo porque acreditava que chegava ao Dragão e nos ia esmagar.

E como chegámos à vitória, que parecia não constar da ementa, poderá ter muitas leituras, mas fixo em dois pontos fundamentais: tacticamente a equipa esteve muito bem e o resto foi a superior qualidade dos nossos jogadores.

Não fizemos um jogo de embalar nem de maravilhar, mas o FCP jogou com intensidade e bateu-se contra uma equipa que se esforçou, aconchegada num primado de superioridade, sufragado pelos mesmos de sempre. Não sei o que escrevem as estatísticas, mas acho que a vitória, embora suada, foi de todo merecida. As finais são para ganhar e esse foi o guião que cuidamos de perseguir. Vencer era o mais importante, pelos pontos e para atenuar o alvoroço que andava por aí.

Na primeira parte o domínio e a superioridade do FCP foi clara, enquanto no segundo tempo o jogo foi mais dividido. O SCP subiu um pouco mais as linhas e fomos menos activos na zona de pressão. Demos um pouco mais de liberdade a William Carvalho que pautou o jogo em função da maior liberdade que passou a dispor. E nessa altura o controlo não foi tão eficaz.
Sofremos o empate, mas um momento de inspiração de Danilo fez toda a diferença, e passámos para a frente. Apesar de alguns ataques do SCP com algum perigo, voltámos a marcar e resolvemos o jogo numa transição rápida, o que saúdo porque não é muito normal este movimento sair com êxito na nossa equipa.

Vitória justíssima, e um bom jogo porque teve os ingredientes necessários para assim o classificar: luta, intensidade, empenho e bons momentos. Nem vou realçar que ainda perdemos demasiados passes e que a alguns jogadores ainda queima a bola. Muito contente com a vitória, a exibição e a capacidade de lutar e sofrer demonstrado pela equipa.

Boa arbitragem. Das individualidades destaco o Varela que tão “mal estimado é” e esteve a grande altura. Danilo marcou um golo portentoso. Herrera ainda não se adaptou ao jogo mais posicional e de controlo da bola, mas vai melhorar e constituir-se num bom reforço. Os restantes estiveram bem.

E depois do “desastre” do Zenit, brilhou uma luz de esperança. O futebol tem a inusitada função de nos demonstrar que as verdades no futebol são pouco duradouras. Esta vitória tão saborosa, associada à visita do Museu que cumpri no dia inauguração, amaciou, e de que maneira, as sombras que pairavam por aí. Obrigado FCP. Um pouco de alegria dá sempre jeito!

domingo, 27 de outubro de 2013

Bons números...

O JOGO, 25-10-2013

A história e a estatística não ganham jogos, mas dizem-nos qual é a tendência. E, neste caso, esperamos que Paulo Fonseca dê continuidade a esta boa tendência, iniciada nos tempos de Jesualdo Ferreira.

sábado, 26 de outubro de 2013

Contas Consolidadas

Durante anos, ouvi adeptos e comentadores afectos aos clubes da 2ª circular a desafiar o FC Porto a apresentar contas consolidadas que, para alem do perímetro de consolidação da FCP SAD, abrangessem o Clube e todas as empresas do Grupo FC Porto.
Pois bem, aqui estão.

O JOGO, 26-10-2013

Ficamos à espera que o slb e o sporting façam o mesmo e apresentem as contas consolidadas dos respectivos grupos.

Olhem para mim, olhem para mim!

Ia escrever qualquer coisa acerca do Bruno de Carvalho, e o seu estilo desbocado, as tiradas irónicas à la Pinto da Costa - eles odeiam o homem, mas não conseguem deixar de o imitar - o confronto aberto com o FCP e os seus dirigentes, e alegria com que se vem gabando que será mal recebido no Dragão. Mas não vou fazer nada disso. O presidente do SCP, clube que "não é dado a frutas" mas que aposta mais nos cheques, é irritante - ele deve inspirar-se no provérbio africano que diz "se pensas que és demasiado pequeno para fazer a diferença, tenta dormir num quarto fechado com um mosquito" - mas é em igual medida irrelevante (e esquece-se que um mosquito, por muito incómodo que seja, acaba invariavelmente "esborrachado"). Assim, e já que não é possível pedir a todos os Portistas que no próximo domingo, não recebam mal o sr. Bruno Carvalho, mas que lhe mostrem o mais perfeito desinteresse, faço aqui o desafio para que lhe ofereçam um ramo de flores, com um cartãozinho a dizer "seja muito bem vindo ao Estádio do Dragão!". Apresentem registos fotográficos da entrega do dito ramo, e da cara do indivíduo, e eu pago a despesa (até €20, vamos lá com calma!) - está prometido.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Que se passa com Otamendi?


Há cerca de um mês atrás, num artigo após o jogo Estoril x FC Porto, escrevi o seguinte:

«(…) o que se passa com a defesa do FC Porto e, particularmente, com o Otamendi? O que se passa com este defesa-central argentino que, tal como já tinha acontecido em Viena, voltou a ter intervenções de principiante e que só não enterraram mais a equipa porque não calhou.»


E daí para cá os erros de palmatória de Otamendi continuaram. Contra o Atlético Madrid deixou-se antecipar no primeiro golo dos colchoneros e contra o Zenit, para além da forma infantil como ofereceu um golo a Hulk, partilhou com Danilo a responsabilidade no golo de Kherzakhov.

Não partilho da opinião de muitos portistas de que Otamendi é um jogador medíocre. Pelo contrário, sou da opinião que Otamendi é um bom defesa central e ele já deu provas disso, jogando ao lado de Rolando, Maicon e Mangala. Mas não sou cego e, como é óbvio, este início de época tem sido mau demais.

Qual a razão para tão fracos desempenhos?

Uma tese é que o jogador teve oportunidades para sair no último defeso e terá ficado no Porto contrariado.

«Nicolas Otamendi, central do FC Porto, já chegou a acordo com o Atlético de Madrid, de acordo com o jornal Marca, de Madrid. O defesa é um dos objetivos do treinador Diego Simeone, que pediu a contratação do internacional argentino à direção do segundo clube da capital espanhola.
Jorge Mendes, um dos empresários do defesa central, esteve esta segunda feira em Madrid a falar com a direção do Atlético de Madrid, no sentido de perceber se poderá haver um entendimento entre o clube espanhol e o FC Porto, que só admite, neste momento, ceder o jogador por uma verba acima dos 15 milhões de euros.»

«O Atlético Madrid parece ter desistido de contratar o defesa portista Nicolás Otamendi, segundo revela o diário espanhol "As". Na base da desistência estará, aparentemente, o valor pedido pelos dragões, que exigem 15 milhões de euros.»




Eu acredito mais noutra possibilidade.

O FC Porto versão Paulo Fonseca é uma equipa menos organizada e que, globalmente, defende pior do que nos últimos anos, o que se reflete, de forma mais visível, no desempenho dos jogadores do quarteto defensivo.
Aliás, no jogo com o Zenit, também Mangala e Alex Sandro tiveram erros de palmatória, ao entregarem/perderem a bola para Hulk no primeiro terço do relvado, quando tentavam iniciar a saída para o ataque.

Comparativamente com a época passada, o FC Porto 2013/14 é uma equipa menos. Menos organizada, menos coesa, menos intensa e isso, naturalmente, reflete-se no desempenho da generalidade dos jogadores.
As excepções são o guarda-redes (Helton tem feito grandes defesas) e jogadores tipo bombeiro, como Fernando, que andam pelo campo a tentar apagar os fogos que vão surgindo.

Mas voltando a Otamendi, e independentemente das razões da sua má forma, não seria prudente Paulo Fonseca fazê-lo descansar durante uns jogos e dar uma oportunidade a Maicon?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

E Fernando, não renova?

O jogo de hoje [FC Porto x Zenit] serve, ainda que não para outra coisa, demonstrar que na sua posição Fernando é um dos melhores do mundo. Ter um treinador que não é capaz de o ver dá pena. Quando a equipa voltou a um desenho mais parecido ao 4-3-3, um 4-3-2-1, lá foi o "Polvo" quem fez esquecer Herrera. Cortou tudo o que havia para cortar e ainda teve pulmão para ajudar no ataque. Imenso. Imenso. Imenso.
Miguel Lourenço Pereira, 22-10-2013


O JOGO, 24-10-2013

Por ausência de ofertas, ou porque as mesmas não atingiram o valor pretendido pela Administração da FC Porto SAD, Fernando não foi transferido no último defeso. Mas também não renovou o seu contrato com o FC Porto. Ou seja, daqui a pouco mais de dois meses, Fernando pode assinar por outro clube e sair do FC Porto a custo zero.

Se isso acontecer, será um enorme fracasso (do ponto de vista do modelo de negócio da FC Porto SAD) ver sair a custo zero um jogador que chegou ao Porto em Junho de 2007, com 19 anos, proveniente do Vila Nova Futebol Clube (clube da 3ª divisão brasileira) e que, ao longo destes anos, foi trabalhado e moldado para a alta competição no FC Porto.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Adeus Champions, adeus

A Champions League acabou. Há três jogos por disputar mas a festa chegou ao fim. Antes do previsto para muitos. Como era esperado para outros. Haverá quem alimente no próximo mês o discurso de que tudo é possível. Que é um ponto de atraso nas contas do grupo. A verdade é que é muito, muito mais do que isso. O FC Porto caiu por culpa própria, uma vez mais. Não por erros colectivos mas por falhas individuais. Foi assim em Málaga, foi assim com o Atlético de Madrid. Foi assim hoje. Desta forma não se vai a lado nenhum.

Acreditar que este FC Porto - este - é capaz de ganhar em São Petersburgo e em Madrid, é acreditar em fadas e duendes. Pode ser que eles existam e eu esteja enganado. Mas até os ver não acredito em contos. E é disso que se trata. Contos. Uma equipa que não ataque bem, que defende mal e que ainda para mais comete mais do que um erro grave por jogo (o de Otamendi não tem nome) está condenada a cair antes do esperado. Os adeptos seguramente não merecem este desfecho. Mas é a realidade. O FC Porto tem um treinador que não consegue dar a volta aos problemas que se lhe colocam em campo. E tem jogadores cujos comportamentos, mais do que infantis, diria, anti-profissionais, comprometem o esforço do colectivo. Hector Herrera tornou-se no jogador expulso mais rapidamente da história da Champions League. É preciso um dom para ser-se tão inocente. Tal como Defour, em Málaga. Tal como os erros de Otamendi e Mangala contra o Atletico. Erros e mais erros. Nos momentos cruciais.



O jogo em si não foi mau. A equipa reagiu bem à expulsão sobretudo porque o Zenit é muito menos do que aparenta ser e porque Hulk quer resolver à bomba todos os problemas da sua equipa. Teve nos pés resolver o jogo muito mais cedo mas se calhar lembrou-se dos bons tempos de Dragão ao peito, hesitou e permitiu a Hélton um desvio de milagre. O brasileiro foi um dos melhores em campo. Só Lucho, imenso até ter esgotado cada gota de suor que tinha para dar, e Fernando, foram melhores.
O jogo de hoje serve, ainda que não para outra coisa, demonstrar que na sua posição Fernando é um dos melhores do mundo. Ter um treinador que não é capaz de o ver dá pena. Quando a equipa voltou a um desenho mais parecido ao 4-3-3, um 4-3-2-1, lá foi o "Polvo" quem fez esquecer Herrera. Cortou tudo o que havia para cortar e ainda teve pulmão para ajudar no ataque. Imenso. Imenso. Imenso.
O FC Porto soube controlar o jogo na primeira-parte mesmo jogando com menos um. A falta de Herrera notava-se menos no miolo e mais no ataque onde Jackson foi engolido, literalmente, por Luis Neto e havia poucas opções de perigo sempre que Licá, uma nulidade, estava por perto. Lucho tentou a sorte, mas ela olhou para outro lado. Varela, o grande dinamizador do ataque do FC Porto na segunda parte (porquê a suplência?), também sofreu o mesmo destino. Quando a incompetência individual e o azar se unem não à volta a dar.
Parecia que a equipa ia aguentar o empate. Helton parava cada bomba de Hulk, Fernando engoliu a Danny, Shirokov e Arshavin, Lucho corria, corria e corria e as melhores oportunidades até aconteciam do outro lado, quando a bola durava mais de cinco segundos nos pés de Jackson. Mas não. Estava escrito que o segundo jogo em casa se saldava com uma segunda derrota perto do fim, quando os adeptos acreditavam que iam presenciar um milagre.



Em Viena, onde tanto sofremos para marcar, o Atlético de Madrid aplicou um festival de futebol e de golos e resolveu a liderança do grupo. Têm nove pontos em três jogos, precisam apenas de rematar o FK Austria em casa para confirmar a liderança. O que significa que contra o Zenit, primeiro, e contra nós, em segundo lugar, vão jogar apenas os milhões e o prestigio. Mas até lá, possivelmente, o grupo até já pode estar decidido. No jogo de São Petersburgo é o tudo ou nada. Uma vitória do clube cujo patrocinador e patrono também o é da prova, fecha praticamente as contas do grupo. Seriam sete pontos para os russos por três dos dragões com apenas seis para jogar. Se ambos vencessem o FK Austria os jogos com o Atlético seriam totalmente irrelevantes. Mesmo um empate na Rússia continua a jogar a favor dos russos. Só a vitória em terreno hostil pode mudar um destino similar ao de 2011. Mas parece altamente improvável.

Seguramente que haverá muito boa gente que se ponha de pé a clamar por traição, que isto é o FC Porto e que ninguém desiste antes do jogo terminar. Certo. Eu, pessoalmente, não desisto. Mas quem joga é a equipa, quem tem de fazer acreditar é a equipa. E quem a lidera. E o que a temporada tem trazido até agora dá pouco espaço para a crença, mais sabendo que os russos vão jogar como gostam em casa, tranquilamente, aproveitando espaços, precisamente onde a equipa com Paulo Fonseca é mais débil. Podem sonhar à vontade, que é grátis. O normal é que a equipa arranque o novo ano na Europe League, uma competição que seria para ganhar. Seria, mas com esta liderança tenho as minhas dúvidas!

PS: Se alguém conhecer uma equipa que chega aos oitavos-de-final de uma Champions League com o ratio de erros gravíssimos da sua dupla de centrais e dos seus médios que me avise. Foi em Viena, foi com o Atlético e foi hoje. Mangala, Otamendi, Herrera, Alex Sandro. Nenhum fica bem na fotografia e a situação em lugar de se corrigir parece que vai piorando. Á elite só lá chega quem merece. Esta linha defensiva, sobretudo, não a merece!

PS2: A arbitragem foi lamentável. A expulsão certeira, ninguém se pode queixar quando se cumprem as regras. Mas a partir de aí houve erros e erros, cartões por mostrar (a ambas partes) e o momento anedota da noite quando uma bola ao ar se transformou num livre quando o guarda-redes russo caiu em falta na área. Enfim, a elite europeia dizem!

SMS do dia

No ano passado ficamos sem Champions League por uma expulsão estúpida. Hoje corremos o risco de seguir pelo mesmo caminho por mais uma expulsão estúpida se não fosse, até agora, por Fernando, o homem que quando joga na sua posição é do melhor que há no mundo. Não há ninguém no FCP que ensine os seus médios a comportarem-se como senhorzinhos em jogos para adultos?