quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Opiniões sobre Defour

No mesmo dia (ontem), li três opiniões sobre Defour.

A opinião do conhecido portista Miguel Sousa Tavares (MST):

Extracto da crónica de MST em A BOLA

A opinião do selecionador da Bélgica:

O JOGO, 12-11-2013

A opinião do ‘Termómetro de O JOGO’:

O JOGO, 12-11-2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Taça transbordou!

No domingo passado desloquei-me ao Dragão Caixa, para assistir ao jogo dos 16-avos-de-final da Taça de Portugal de Basquetebol, entre a equipa do FC Porto (Dragon Force) e a Oliveirense.

Pedro Bastos (fonte: www.fcporto.pt)

Como é sabido, na época passada a muito jovem equipa do FC Porto disputou o campeonato nacional de Sub-20, cuja final ganhou brilhantemente em pleno pavilhão da Luz e, em paralelo, também disputou o CNB2 (correspondente à 4ª divisão), tendo perdido a final para o Imortal de Albufeira.

Esta época, a equipa sénior do FC Porto está a disputar o campeonato da Proliga (correspondente à 2ª divisão) e, até agora, tem um trajeto 100% vitorioso na fase regular (4 jogos, 4 vitórias).

Miguel Queiroz (fonte: www.fcporto.pt)

Contudo, o jogo deste domingo era contra uma equipa da Liga principal – a Oliveirense –, a qual está a fazer um bom inicio de campeonato e que tem atletas experientes no jogo interior (talvez o aspeto menos forte da jovem equipa do FC Porto), com destaque para o norte-americano Aaron Fuller, que foi nomeado MVP Global das duas primeiras jornadas da Liga.

Embora acreditasse na vitória da equipa do FC Porto (antes dos jogos acredito sempre!), sabia que o desafio tinha um grau de dificuldade elevado e que era um teste muito sério para uma equipa que tem um único atleta estrangeiro (o base espanhol Ferrán Ventura, de 17 anos) e apenas três jogadores com mais de 20 anos (o mais experiente é André Bessa, formado nas escolas do FC Porto, um “velho” de 24 anos).

André Bessa (fonte: www.fcporto.pt)

O jogo foi disputado do primeiro ao 55º minuto e excedeu todas as minhas expectativas.

Em primeiro lugar, nunca tinha assistido a um jogo de basquetebol com três prolongamentos.

Depois, vi um produto da formação portista – João Soares –, agora ao serviço da Oliveirense, a brilhar a grande altura naquela que foi a sua "casa" durante anos. Marcou 44 pontos (!), foi o MVP do jogo e no final não deixou de ser cumprimentado por vários adeptos portistas.

Mas o que mais me impressionou e chegou a ser emocionante foi a garra, o acreditar sempre, a enorme alma de dragão desta jovem equipa portista, superiormente orientada por Moncho López, um galego que adoptou o Porto e o FC Porto como a sua cidade e o seu clube do coração. Grande Moncho!

Moncho e alguns dos "seus" jovens dragões (fonte: www.fcporto.pt)

O resultado final (116-110) faz lembrar a NBA mas, no futuro, este jogo será recordado como o da prova de vida de uma equipa de dragões, maioritariamente baseada em atletas Sub-20, de regresso aos grandes jogos do basquetebol português. E eu estive lá.

Para memória futura…
Sob o comando de Moncho López, alinharam e marcaram: Hugo Sotta (10), André Bessa (5), João Grosso, Eduardo Guimarães (6), João Gallina (4), Ferrán Ventura (16), Pedro Bastos (31), José Miranda (15), João Ribeiro, João Torrie (2), Pedro Figueiredo (5) e Miguel Queiroz (22).

Dragon Force x Oliveirense (fonte: O JOGO, 11-11-2013)

P.S. O acesso a este jogo era gratuito para sócios do FC Porto, bastando para tal levantar o bilhete numa das Lojas do Associado (Estádio do Dragão ou Vitalis Park), numa das FC Porto Stores (ArrábidaShopping, NorteShopping, Baixa ou Shopping Cidade do Porto), ou na bilheteira do Dragão Caixa, no dia do encontro. Pois apesar disso, as bancadas do Dragão Caixa estavam cheias… de cadeiras vazias (dos Super Dragões e do Coletivo não vi ninguém) e nem a bancada lateral (Bancada Nascente) encheu. Uma pena…

P.S.2 O Porto Canal transmite, e bem, os jogos de Andebol e Hóquei em Patins disputados no Dragão Caixa. Por que razão não transmite os jogos de Basquetebol?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Apenas uma vitória


Foi um jogo que repetiu as qualidades e os defeitos actuais da equipa. Entrámos bem, com boa circulação de bola e algumas boas iniciativas que levaram a dois golos e a umas quantas oportunidades, não flagrantes, mas interessantes quer pela sua construção, quer pela sua finalização. Desta vez, o Josué começou na ala esquerda e Varela no flanco direito. Desta vez, o Varela e os laterais (principalmente Alex) não estiveram tão interventivos, e foi o Fernando, o Defour, o Lucho e o Josué os pivots de toda a movimentação da equipa. Martinez também esteve ligeiramente melhor, e marcou um golo numa excelente iniciativa de Defour, seguida de uma assistência perfeita de Lucho.

No segundo tempo, jogámos mais em contenção, tirando partido do pecúlio amealhado, mas se o adversário não importunou muito, teve demasiada bola e o FCP mostrou nesse período dificuldades de controlar o jogo; o VG esteve demasiado tempo no nosso meio campo e raramente conseguimos sair com bola e chegar à baliza adversária com perigo. E este insistente bloqueio incomoda, porque denota alguma incapacidade de tornear as iniciativas de equipas que nem são fortes a jogar em ataque continuado. Denota ainda uma preocupante quebra física que retira discernimento e confiança, e por isso, passámos a jogar com as linhas mais baixas e a sofrer forte pressão logo na primeira fase de construção. E o jogo torna-se irritante e aborrecido.

Kelvin e Carlos Eduardo não acrescentaram muito ao jogo, Mangala foi (mal) expulso e a arbitragem foi má.
Uma vitória é uma vitória mas não fiquei muito entusiasmado porque temo que contra equipas mais valiosas possamos ter alguns desgostos. O PF tem de estudar bem as causas para evitar estes efeitos. Se calhar com mais treino ?

sábado, 9 de novembro de 2013

Paulo Fonseca igual a Vítor Pereira?

O jornal O JOGO, talvez o jornal que mais "atacou" e criticou as opções de Vítor Pereira nos dois anos em que o espinhense foi o treinador principal do FC Porto, publicou hoje um artigo onde compara o actual FC Porto, de Paulo Fonseca, com o FC Porto de Vítor Pereira.

É absolutamente normal comparar a evolução de uma equipa entre duas épocas seguidas (quer o treinador se mantenha ou não), analisando os aspectos em que melhorou e aqueles em que piorou.
A equipa é mais ou menos ofensiva? Ataca mais pelas alas ou pelo meio? Defende melhor? Pressiona mais à frente? Joga com as linhas mais juntas? É mais eficaz nas bolas paradas? Utiliza o mesmo modelo de jogo? Marca mais golos? Sofre menos golos? etc.

Mas não foi isso que o jornal O JOGO fez.
Para o jornal O JOGO não interessa comparar a evolução, positiva ou negativa, que a equipa do FC Porto registou da época passada (2012/13) para esta (2013/14). E, como não lhes interessa, decidiram fazer outra comparação.
Qual?
Comparar os primeiros 15 jogos oficiais (abrangendo a supertaça, o campeonato, as competições europeias e a taça de Portugal) de Paulo Fonseca e de Vítor Pereira, como treinadores principais do FC Porto.

Paulo Fonseca versus Vítor Pereira (fonte: O JOGO, 09-11-2013)

Muito haveria para dizer da "validade" desta comparação. Por exemplo, um dos "pormenores" que O JOGO se esqueceu de referir são os jogadores, equipas-tipo e planteis de ambos os períodos.

De facto, enquanto que da época passada para esta permanecem 9 jogadores da equipa-tipo, o que reforça a pertinência das comparações, se a comparação for com o inicio da época 2011/12 apenas permanecem 3 jogadores da equipa-tipo (Helton, Otamendi e Fernando).

O JOGO "esqueceu-se" de o dizer, mas eu recordo que nos primeiros 15 jogos oficiais da época 2011/12, em vez dos actuais Danilo, Mangala, Alex Sandro, Defour, Lucho ou Jackson, havia Sapunaru, Rolando, Fucile, Alvaro Pereira, Souza, Guarin, Belluschi ou Kleber.
Ou seja, comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época com os 15 primeiros jogos da época 2011/12 é comparar realidades muito diferentes e só se compreende quando o objectivo pretendido é chegar a determinadas conclusões ("PAULO FONSECA IGUAL A VÍTOR PEREIRA").

Já agora, por que razão é que O JOGO não se deu ao trabalho de comparar os 15 primeiros jogos oficiais desta época, com os 15 primeiros jogos da época 2002/03 (José Mourinho), 2006/07 (Jesualdo Ferreira) ou 2010/11 (André Villas-Boas)?

E, para que não fiquem duvidas do que O JOGO pretende, o destaque no meio do artigo é o seguinte: «Pereira ganhou o quinto jogo da Liga dos Campeões e, a precisar de ganhar o sexto, falhou»

Pois, Vítor Pereira falhou (só não percebo por que razão a SAD fez uma "limpeza de balneário" umas semanas depois, em Janeiro de 2012, em vez de o despachar a ele...) mas, como as vitorias de Paulo Fonseca serão as vitorias de todos os portistas (no caso de Vítor Pereira parece que houve quem engolisse uns sapos...), espero que Paulo Fonseca faça melhor, ganhando o quinto e o sexto jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões e consiga o apuramento para os oitavos de final.

De resto, ficamos à espera de mais comparações de O JOGO, a próxima já em Dezembro mas, principalmente, em Maio do próximo ano.

Volta Ricardo Costa

«A palmada e os insultos alegados não são referidos nos Relatórios Oficiais do Jogo; são mencionados no Relatório das Forças de Segurança mas apenas na medida em que assim foram relatados pelo Sr. Dr. Nuno Lobo; não foram presenciados (vistos ou escutados) por nenhuma das sete pessoas que vieram aos autos prestar declarações para além do Sr. Dr. Nuno Lobo. Questionados todos os oito inquiridos sobre se sabiam de alguém que tivesse visto a palmada ou ouvido os insultos, responderam que não.»


O JOGO, 09-11-2013

«Compulsada toda a prova apreciada durante este inquérito, verifica-se que não existem indícios suficientes da ocorrência de infracção disciplinar».

Pois é, não houve um único dos inquiridos (todos presentes na Tribuna Presidencial do estádio da Amoreira), que confirmasse as acusações do Nuninho.
Não me surpreende. Imagino que as testemunhas chamadas a depor estivessem todas aterrorizadas e com medo de serem espancadas pelo "musculado" Adelino Caldeira...

Claro que se fosse no tempo do saudoso Dr. Ricardo Costa, o homem que o slb colocou no CD da Liga..., perdão, o "corajoso" homem do 'Apito Final' e herói dos stewards do Túnel da Luz, outro galo cantaria.
De facto, a falta que tu, Ricardo, fazes para que haja "justiça" (a verdadeira "justiça", a justiça defendida e propalada pelos benfiquistas...) no futebol português.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Jornalista da benfica TV derrotado em Tribunal

Em Novembro de 2011, Valdemar Duarte, na altura jornalista da TVI (agora é jornalista da benfica TV...), alegou ter sido insultado e agredido por Pinto da Costa e outros elementos do FC Porto, no final do FC Porto x SC Braga (3-2), disputado no Estádio do Dragão, e apresentou queixa.

O caso foi para Tribunal, foram ouvidas as duas Partes e respectivas testemunhas e, soube-se hoje, todos os elementos do FC Porto acusados pelo Valdemar - Pinto da Costa, Rui Carvalho (team manager da equipa B), Fernando Brandão (técnico de equipamentos) e Joaquim Pinheiro (responsável pelos escalões de formação dos dragões) - foram absolvidos.

E porquê?

Basicamente, porque o Tribunal não deu como provadas, devido à discrepância de testemunhos e contradições entre os mesmos, as acusações de injúrias e ofensa à honra do Valdemar.
Mais. O único facto dado como provado foi a interpelação feita por Pinto da Costa a Valdemar Duarte - "Está aqui como jornalista ou como benfiquista?" -, que foi assumida pelo próprio presidente do FC Porto.

E agora Valdemar?
"Agora quero é trabalhar", disse Valdemar Duarte à saída do Tribunal.

Mais uma vez, Pinto da Costa ganha em Tribunal um caso contra um elemento do Grupo benfica.
Acho que, para os lados da Luz, já deviam estar habituados a desfechos destes, até porque, em Tribunal, os casos não são decididos pelo Dr. Ricardo Costa...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bom jogo, resultado justo !


Excelente jogo, muito bem disputado e de domínio partilhado. Entrámos bem e com uma clara superioridade sobre o Zenit, com um bloco baixo e mais na expectativa, a ver no que o jogo dava. Posse, mobilidade e boa circulação de bola foram as nossas armas; faltou um pouco mais de capacidade de ruptura e o último passe sair mais trabalhado, e não tanto com o centro como arma de recurso à falta de um pouco mais de jeito para colocar a bola junto do companheiro melhor posicionado, como aconteceu no primeiro golo, muito bem conseguido pela equipa.

Uma espécie de fatalismo acompanha a equipa e sofremos o empate, cinco minuto depois, num lance em que houve demasiadas hesitações entre Helton e Alex, e Hulk não perdoou. Apesar do golpe, mantivemo-nos por cima, mas aos poucos o Zenit mostrava-se melhor posicionado e a prometer uma segunda parte mais dinâmica.

E foi o que aconteceu. Mais subido e pressionante, e ganhando mais segundas bolas, aproximou-se muito mais da nossa baliza, e quase sempre com perigo. Otamendi fez grande penalidade – embora sem qualquer intenção de jogar a bola com a mão – que Hulk não converteu. Durante toda a segunda parte, o Zenit foi superior, criou mais perigo e veio ao de cima de forma clara que o Zenit tem um plantel mais rico que o nosso e com melhores soluções no banco.

PF demorou a fazer as substituições, mas diga-se que não dispunha de gente que garantisse não tremer naquela altura crucial em que estávamos por baixo. Na minha perspectiva, deveria recorrer a Maicon, colocar Alex na ala e Mangala na lateral. Percebo, porém, que não sendo o empate um resultado positivo, PF optasse por Licá para tentar jogar mais pelas alas, mas o jovem ainda treme muito nestes jogos de grandes decisões.

Acabámos por empatar. Não foi mau, e o jogo foi muito interessante. Gostei do FCP, apesar de não ter tido pulmão para jogar os 90 minutos em alta intensidade. Quanto às substituições, com Fernando, Defour e Lucho desgastados, é minha opinião que precisávamos de mais pulmão e músculo. Não havia disso no banco.

Laterais em ritmo altíssimo, Josué, Varela, Lucho, Defour e Fernando muito bem. Martinez esforçado, mas sem grande brilho. Otamendi tem oscilado demais e Mangala esteve regular sem deslumbrar. Ficou um pouco a ideia que não fomos capazes de gerir o tempo e a bola, no segundo tempo, mas foi sobretudo pelo mérito da reacção do Zenit.

Este jogo, deixou-me menos “abatido” pelos sinais positivos que mostrou. Apesar dos reforços contratados, considero que para a CL temos um banco frágil. No domingo há mais!

Vitórias morais...

A BOLA, 06-11-2013

Viram a espectacular vitória moral do slb no jogo de ontem contra o Olympiakos, esse "colosso europeu" que, há um mês e meio atrás, foi goleado (1-4) em casa pelo PSG e que tem como titular (e um dos seus melhores jogadores) o nosso bem conhecido Leandro Salino?

Pois bem, eu não quero vitórias morais (nem que seja a jogar com 10).

O JOGO, 23-10-2013

Quero vitórias reais.
Deixem as vitórias morais para os benfiquistas e para o Jorge Jesus, esse grande especialista em... vitórias morais.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

LMS do Dia

Um dos motivos invocados para a não-renovação do contrato com o Vítor Pereira - pois é, sempre ele ... - era o facto de não saber valorizar ou fazer evoluir jogadores, sendo o Maicon, muitas vezes apontado como exemplo. Assim como assim, não será melhor um treinador que não valoriza, a um treinador que só desvaloriza? Longe vão os tempos em que o Mangala - e nem vou citar outros casos - era cobiçado pelo Barcelona; actualmente, não o quererá nem de borla.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Deixem jogar o Caballero!



Quem marca golos destes tem qualquer coisa de especial.
Claro que quem marca golos destes, sendo ainda muito jovem, tem de ser devidamente acompanhado e bem trabalhado, para não se perder um possível avançado de eleição.
Mas, quem marca golos destes tem, necessariamente, de ter mais oportunidades, quer na equipa B, quer em jogos menos importantes da equipa principal (por exemplo, na Taça da Liga).
Porque quem marca golos destes, não pode passar os jogos da equipa B sentado no banco de suplentes ou na bancada.

Utilização de Mauro Caballero na época 2013/14 (fonte: zerozero)

Caro Luís Castro, deixe-nos ver jogar o Caballero!

Um desastre à espera de acontecer

Crónica do Belenenses x FC Porto (O JOGO, 03-11-2013)

A crónica do Belenenses x FC Porto, da autoria do jornalista de O JOGO André Viana, põe o dedo na ferida e foca vários aspetos há muito evidentes (que eu destaquei).

Dando uma vista de olhos pela bluegosfera, o sentimento geral não difere muito e nem a liderança isolada do campeonato é suficiente para evitar a apreensão motivada pelas sucessivas fracas exibições do tri-campeão nacional.

É evidente que o período de estado de graça de Paulo Fonseca já terminou mas, mais do que exigirem a cabeça de Paulo Fonseca, o que os adeptos portistas querem é que o ex-treinador do Paços de Ferreira seja capaz de formar uma equipa coesa, competente e capaz, que não esteja dependente de rasgos individuais pontuais, ou de ofertas dos adversários, para conseguir ganhar os jogos de forma sofrida.

Paulo Fonseca tem à sua disposição um plantel de qualidade indiscutível, com jogadores experientes, internacionais pelos respectivos países, em que a maior parte dos habituais titulares são bi ou tri campeões nacionais (Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Maicon, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Varela) e tem, também, mais soluções alternativas ao onze inicial do que havia no plantel da época passada, principalmente do meio campo para a frente.

Por tudo isto, mais do que terapia de grupo em palestras longuíssimas no primeiro treino da semana (convenientemente feitas à vista dos jornalistas que estão no Olival), o que os adeptos querem é uma equipa que, dentro das quatro linhas, jogue à Porto e que já na próxima quarta-feira, em São Petersburgo, contrarie o título deste post, retirado da crónica de André Viana em O JOGO de 03-11-2013.

domingo, 3 de novembro de 2013

Aposta de casino



E eis o regresso ao 4-3-3. Na pior altura possível, naquele relvado miserável.
Convém dar uma vista de olhos antes da partida, Paulo...

Mas esta é apenas mais uma de um treinador muito lento na sua acção. Sem qualquer jogo de cintura e que se nega a queimar etapas. Prefere, ao invés, juntar erros aos erros.

Demorou até ao mês de Novembro para perceber que o melhor seria regressar ao 4-3-3. Uma eternidade em futebol.
Porém, dadas as péssimas condições oferecidas pelos corredores laterais do "areal" do Restelo, mais valia ter esperado uns 4 dias mais. Quem esperou desde Agosto, bem podia esperar mais um pouco.

Mas o primeiro grande erro desta actual temporada está precisamente aí: foi criminoso não contratar um extremo que servisse o potencial enorme de Jackson Martinez. Já haviam muitos no plantel?
Não, não havia. Falo de extremos a sério. Falo de Drulovics, falo de Quaresmas. Este nosso actual "Jardel" não tem sorte nenhuma nos jogadores que actuam a seu lado. Tanto desperdício de talento...

Depois há a velha questão daquele pobre meio-campo. Questão que se arrasta há anos, para falar verdade.
Lucho, que normalmente "dá o berro" a seguir ao Natal, pelos sinais mais recentes e pelo avançar natural da idade, é bem capaz de ficar sem pernas ainda mais cedo nesta época.
Herrera, sendo ligeiramente melhor que o inofensivo Defour, parece ser mais um médio com potencialidades insuficientes para aquilo que é exigido a um jogador do FCP. Ou então, ainda anda a adaptar-se e está a fazê-lo, por exemplo, em plena...Champions League.
Qualquer que seja a verdadeira razão, ambas são críticas para um clube como o nosso.

Josué e Licá, são jovens com potencial e tiveram o azar de chegar numa altura que andamos sem rumo.
Seriam jogadores para serem integrados passo-a-passo. Infelizmente, devido à nossa actual falta de qualidade, estão já com grande responsabilidade nos ombros.

Na defesa, temos o (mau) velho Otamendi de volta. O Otamendi de há duas temporadas atrás.
O central que pode deitar tudo a perder, a qualquer momento, nas partidas mais complicadas.
A este, junta-se agora um Mangala que parece pior do que há um ano atrás. O interesse dos "tubarões" e aquela "famosa" reportagem da televisão francesa, em nada terão ajudado.

E, assim, hei-nos chegados a este nosso triste ponto actual. Onde o Futebol, com maiúscula, partiu para parte incerta.

A ideia de terminar o ciclo-Vítor Pereira estava correcta.
A sua concretização, na prática, é que deu para o torto.
Fonseca não é melhor que VP em nenhum aspecto do jogo. Perde até, e de goleada, em certos factores onde o nosso anterior técnico estava longe de ser um "expert". As substituições são o exemplo mais clamoroso.
Chega mesmo a ser ridículo, o tempo e o modo que o nosso treinador encontra para as fazer.

Fonseca, com apenas um simples ano como técnico de primeira liga, foi uma aposta meramente de casino. Um tudo ou nada que não pode ser comparado a outras apostas recentes, também elas de risco, mas em que havia já uma "escola" como garantia mínima. Fosse ela a escola-Mourinho (no caso de Villas-Boas) ou a escola-FCP (no caso de V.Pereira). Ambas escolas merecedoras de crédito.
Ora, Paulo Fonseca não tem nem uma coisa, nem outra. Tem apenas um vago (e inconsequente?) terceiro lugar para mostrar.
E, quando se aposta num casino, já se sabe: é muito perigoso continuar a jogar quando se começa a perder...

sábado, 2 de novembro de 2013

"Tivemos bons momentos"

Belenenses x FC Porto (fonte: LUSA)

"Fomos ineficazes no último terço, mas também houve mérito do Belenenses a defender. Penso, no entanto, que temos de realçar a entrega, a forma como os jogadores deram tudo em campo, como pensaram, jogando de forma inteligente. (...)
Um jogo num relvado difícil para circular a bola. Mesmo assim, tivemos bons momentos de futebol, assumindo sempre o jogo. Contudo, não conseguimos ser incisivos. Tivemos oportunidades para marcar, mas não o conseguimos fazer. (...)
A equipa do Belenenses jogou com as linhas bastante baixas, mas tivemos bons períodos na primeira parte. Mas com o empate, logo depois do nosso golo, iriam baixar de novo as linhas. Na segunda parte podíamos e devíamos ter sido mais incisivos."
Paulo Fonseca, em declarações a SportTv, no flash interview após o Belenenses x FC Porto


A equipa do FC Porto jogou de forma inteligente?!
A equipa do FC Porto teve bons períodos na primeira parte?!!
Decididamente, eu e o Paulo Fonseca não vimos o mesmo jogo.

De positivo, este jogo teve o seguinte:
( _________________________________ )
E valeu-nos o São Helton, mais uma vez esta época, o qual, aos 83', fez uma extraordinária defesa e evitou que o FC Porto saísse derrotado do Restelo.

Desde um ritmo de jogo a passo, passando pelos inúmeros passes errados de Herrera, até ao inacreditável disparate de Mangala em deixar passar a bola para o jogador do Belenenses marcar, foi tudo tão mau, que até custa fazer um post sobre este Belenenses x FC Porto.
E o Paulo Fonseca vem dizer que os jogadores deram tudo em campo?

Se os jogadores deram tudo em campo então, se calhar, é mesmo preciso arranjar um treinador que consiga tirar deste plantel de muitos milhões mais um "bocadinho" do que aquilo que o ex-treinador do Paços de Ferreira tem sabido tirar.

«É de destacar ainda o facto de Ricardo se ter estreado como titular na Liga, conseguindo uma boa exibição e arrancado vários “raides” na direita do ataque.»
in www.fcporto.pt (cronica do Belenenses x FC Porto)

De facto, juntamente com Danilo, Ricardo estava a ser dos melhores (ou menos maus).
Talvez por isso, para não destoar dos outros, foi o primeiro a ser substituído (aos 61'), para dar lugar ao inconsequente Licá.

E por falar em substituições, Paulo Fonseca parece ter o fetiche de fazer uma substituição nos últimos 5 minutos de cada jogo. Desta vez o "felizardo" foi o Carlos Eduardo, por troca com o inexistente Lucho (peço desculpa pelo sacrilégio de criticar El comandante) e, nos poucos minutos que esteve em campo, ainda tentou despertar a equipa do marasmo em que estava mergulhada, mas era tarde demais.

A frase de Paulo Fonseca que escolhi para titulo deste post, faz-me lembrar aquilo que alguns casais dizem quando o seu casamento termina e há uma separação amigável: “Tivemos bons momentos...”
Veremos se é uma frase premonitória.

SMS do Dia

Ainda estamos em primeiro lugar, é o que interessa! Força Porto, somos os maiores! Campeões, Campeões!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Objetivo: mais gente no Dragão


A estas iniciativas, juntam-se outras promovidas por alguns dos parceiros comerciais do FC Porto.


«O Cartão Visa FCP continua a proporcionar-lhe vantagens únicas.
Seja um dos Clientes a receber, durante toda a época 2013-2014, e por cada jogo realizado no Estádio do Dragão, um dos 20 bilhetes duplos para a bancada central.
Pague todas as compras com o seu Cartão Visa FCP. Realize o maior número de compras no mês de calendário anterior ao jogo e seja um dos premiados.»



«Se és MOCHE SUB 25 vem sentir o verdadeiro sabor de uma emoção clássica à pala, a única coisa que tens que fazer é enviar um sms para o 22200 com "MOCHE SETOR FILA LUGAR PREÇO".»


Ao contrário do jogo contra o Zenit, que teve pouco mais de 30 mil espectadores e parte significativa das bancadas com um aspecto desolador, o jogo do passado domingo, contra os calimeros, teve uma belissima assistência (48.108 espectadores).

A crise não ajuda, mas não é por falta de promoções e iniciativas, que esta época os jogos do FC Porto em casa não têm mais gente a assistir.