segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eusébio da Silva Ferreira 1942- 2014

Eu sou portista porque, basicamente, gosto de futebol, e porque tive a ventura de nascer no Porto e lá ter sido criado. E, gostando de futebol, sempre aprendi a apreciar e aplaudir os grandes jogadores, simpatias ou antipatias nacionais e/ou clubísticas à parte.

Na minha vida de seguidor do futebol, tive o privilégio de ver jogar, ao vivo ou na televisão, Pelé, Johan Cruyff, Diego Maradona, George Best e, claro, o grande Eusébio. Vivi os anos sessenta do século XX, do grande domínio nacional e afirmação internacional do SL Benfica. Não alinho no côro daqueles que dizem que o Benfica ganhava por causa do regime ou - ridículo dos ridículos - por causa do Salazar. Fazê-lo seria equivalente a alinhar agora com o discurso dos Vieiras e quejandos, que nunca reconhecem mérito às vitórias do FC Porto. Sem dúvida que o Benfica tinha benefícios na estrutura do futebol - e os desgraçados seus vizinhos iam colhendo uns restos - mas tal como nós somos hoje em dia um clube muito mais profissional e organizado que eles, também eles o eram nesse tempo.

Na hora do passamento de Eusébio deixo aqui três momentos da sua carreira que ainda hoje me marcam. Todos presenciei - o primeiro na televisão e os outros dois ao vivo no Estádio das Antas:

1. 1966, Goodison Park, Liverpool, Quartos-de-Final do Campeonato do Mundo

Aos 20 minutos ou meia-hora (pouco importa para o caso), Portugal perdia supreendentemente com a Coreia do Norte por 3-0. O belo sonho que passara por uma vitória sobre o Brasil por 3-1, também em Goodison Park, parecia esboroar-se. Um homem, contudo, estava entre Portugal e a eliminação pouco lustrosa. Eusébio, um rapaz simpes e humilde de Moçambique, deu a volta ao resultado - sim, pode dizer-se que foi obra dele. Portugal ganhou por 5-3 e ele marcou quatro golos - dois deles de penalty, é certo, mas ambos cometidos sobre ele. Absolutamente fantástico! No final, o público de Goodison Park tributou-lhe um longo aplauso.

2. Época de 1967/68, Estádio das Antas

Estávamos perto do fim do campeonato, e o Benfica era já praticamente campeão, mas ganhar-lhe era questão de honra. A cinco minutos do fim, o FC Porto inaugura o marcador, golo do Djalma. Pois bem: o Eusébio ainda arranjou tempo e arte para empatar o jogo, num fabuloso tiro de fora da área. Que desilusão!

3. Época de 1968/69, Estádio das Antas

Em Dezembro o FC Porto recebeu e venceu o Benfica por 1-0, golo de Custódio Pinto aos 15 minutos. O Eusébio atravessava um período de baixa de forma e acabaria substituído a meio da segunda parte. Chovia copiosamente. Saiu debaixo de um enorme côro de assobios - provavelmente a maior vaia da sua carreira - mas o futebol é assim mesmo. Nas Antas e em Alvalade, Eusébio da Silva Ferreira não era propriamente uma figura muito popular. Eu, do alto dos meus 14 anos, tive pena do homem: ainda me lembrava das suas façanhas em Inglaterra!


Paz à sua alma.



Foto: Eusébio deixa o relvado de Wembley, consolado pelo seleccionador nacional Manuel da Luz Afonso, após a derrota contra a Inglaterra nas meias-finais do Mundial de 1966.




sábado, 4 de janeiro de 2014

Há treinos mais exigentes

FC Porto x Atlético (foto: LUSA)

Após 23 jornadas, o histórico Atlético soma apenas 18 pontos (os mesmos do último classificado) no campeonato da II Liga e ocupa o 21º lugar a 23 pontos do FC Porto B! Por isso, antes deste jogo, as expectativas não eram muitas, a começar pelo seu treinador (o célebre professor Neca...), nesta deslocação ao Estádio do Dragão.

Mas se não seria de esperar uma grande oposição da equipa lisboeta, tudo se tornou ainda mais fácil quando o guarda-redes do Atlético, de seu nome Leão, permitiu o 1º golo dos dragões sofrendo um peru monumental.

A partir daí, com o destino do jogo traçado, foi um passeio tranquilo que terminou com o 6-0 final, o que permitiu a Paulo Fonseca gerir os convocados para este desafio a seu belo prazer.

Perante adversário tão fraco, a jogar numa espécie de 4x6x0 ("só temos um ponta-de-lança, o Rui Varela, e não o utilizei para não haver desgaste ou cansaço", professor Neca), não dá para tirar grandes conclusões (por exemplo, acerca do defesa central mexicano Diego Reyes), mas gostei de ver o Ricardo a lateral direito durante 90 minutos e de rever o virtuosismo do "malabarista" Kelvin, coroado com um golo.

De resto, penso que para Paulo Fonseca o mais importante foi que ninguém se tenha lesionado e ter podido gerir os minutos de utilização de jogadores - Alex Sandro, Danilo, Lucho, Jackson - que serão cruciais para a batalha da Luz no próximo fim-de-semana.

Só foi pena que o certificado internacional do Quaresma não tenha chegado a tempo, porque dificilmente se arranjaria um adversário melhor para o ex-jogador do Al-Ahli ganhar algum ritmo de jogo.

Mais um lateral?

O FC Porto tem dois defesas laterais que, em conjunto, custaram à FCP SAD cerca de 28 milhões de euros.

Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012

Apesar de Danilo e Alex Sandro serem dois titulares indiscutíveis, não só pelo seu valor futebolístico, mas também por aquilo que representam em termos do enorme investimento feito pela SAD (que terá de ser rentabilizado), é necessário existirem alternativas para eventuais lesões, castigos ou abaixamentos significativos de forma destes dois internacionais brasileiros.

Quais são, então, as alternativas à disposição de Paulo Fonseca?

Defesa/Lateral direito

Víctor García – internacional Sub-20 da Venezuela, chegou a meio da época passada, tendo feito alguns jogos pelos juniores do FC Porto; esta época agarrou a titularidade da equipa B e já foi chamado por Paulo Fonseca para um jogo da Taça de Portugal.

Ricardo – extremo direito; desde a pré-temporada foi testado várias vezes por Paulo Fonseca também na posição de lateral direito.

Maicon – defesa central; na época 2011/2012 foi adaptado e utilizado durante vários meses, com relativo sucesso, como defesa direito.

Defesa/Lateral esquerdo

Mangala – defesa central; na época 2012/2013 foi adaptado e utilizado várias vezes por Vítor Pereira como defesa esquerdo; nesta época Paulo Fonseca já fez o mesmo.

Quiñones – titular da equipa B; internacional Sub-20 da Colômbia, foi cinco vezes convocado por Vítor Pereira para jogos do campeonato 2012/13 e uma vez utilizado durante os 90 minutos (no FC Porto x Rio Ave, disputado em 23 Fevereiro 2013).


O JOGO, 01-01-2014

Havendo este conjunto de alternativas para as laterais, todas elas já testadas, quer nesta época, quer em épocas anteriores, para quê gastar mais dinheiro na contratação de um novo defesa lateral, ainda por cima para ser suplente de Danilo ou Alex Sandro?

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

3204 dias

«O JOGO esmiuçou as estatísticas do FC Porto e só encontrou um registo ofensivo pior do que este [Sporting x FC Porto] há oito anos, nove meses e sete dias... Onde? Ironia do destino ou pura coincidência, em Alvalade, num clássico que os dragões perderam por 2-0 e em que remataram apenas quatro vezes e conquistaram dois cantos. José Couceiro era o treinador portista na terrível época que se seguiu à saída de José Mourinho. Reforce-se a ideia: há três mil duzentos e quatro dias que o FC Porto não produzia menos num jogo oficial.»
Carlos Gouveia
in O JOGO, 01-01-2014

O JOGO, 01-01-2014

O jornalista Carlos Gouveia de O JOGO foi esmiuçar as estatísticas dos jogos do FC Porto (excelente trabalho jornalístico) e descobriu que há três mil duzentos e quatro dias que o FC Porto não tinha registos ofensivos tão fracos num jogo oficial!

Evidentemente, cada um analisa e valoriza as estatísticas como entender, as quais nem sempre traduzem na plenitude a “verdade” de um jogo de futebol mas, neste caso, penso que não haverá grandes dúvidas na conformidade entre as estatísticas e a exibição da equipa azul-e-branca no último Sporting x FC Porto.

Um mau jogo (má exibição, com indicadores medíocres) pode acontecer em qualquer altura, mesmo no meio de uma época boa, e pode ser consequência de diversas circunstâncias.
O problema é que este jogo não é um caso isolado. Esta época, os maus desempenhos têm sido frequentes e, em consequência disso, vários “recordes negativos” têm sido ameaçados ou mesmo batidos.

Foi o caso da Liga dos Campeões, sem uma única vitória nos três jogos disputados em casa (algo tristemente inédito no historial do FC Porto), e com os dragões a terminarem a fase de grupos com apenas 5 pontos (o 2º pior registo de sempre em 18 presenças na fase de grupos da Liga dos Campeões).

Foi o caso da derrota em Coimbra para o campeonato (a última vez tinha sido no dia 15-11-1970, antes da revolução de Abril...), pondo fim a uma série de 53 jogos para o campeonato sem o FC Porto conhecer o sabor amargo da derrota.

Foi o caso dos três jogos seguidos para o campeonato sem ganhar – Belenenses x FC Porto; FC Porto x Nacional; Académica x FC Porto –, que fizeram parte de um Novembro horribilis, com apenas uma vitória (para a Taça de Portugal) em seis jogos.

Por tudo isto, não conheço um único adepto portista satisfeito com o desempenho da equipa do FC Porto, nestes primeiros seis meses sob o comando técnico de Paulo Fonseca.
Esperemos, contudo, que o novo ano traga mudanças significativas e que, de uma vez por todas, Paulo Fonseca interiorize que já não está no Paços de Ferreira, mas sim aos comandos de uma equipa que é tricampeã e que ganhou 6 dos últimos 7 campeonatos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Quaresma: o regresso do filho pródigo?

Ricardo Quaresma já começou esta quarta-feira a trabalhar no FC Porto. Antes da sessão de trabalho aberta aos jornalistas e adeptos, Pinto da Costa explicou ao Porto Canal a contratação do jogador.

"Veio porque o treinador entendeu que necessitava de mais um extremo e a sua prioridade recaiu no Ricardo Quaresma. Não foi fácil, mas vamos hoje apresentá-lo oficialmente. Já fez exames médicos e tem treinado porque passou por uma longa paragem. Vai ter dificuldades iniciais, mas já estão a ser minoradas pelo que tem trabalhado", afirmou o presidente portista".

Está confirmado que Quaresma regressa ao FCP aos 30 anos, 5 anos e meio depois de ter sido vendido ao Inter de Milão.

Antes de mais, as palavras de PdC dão a entender que 1) regressa muito mais por iniciativa do treinador do que da Direção e 2) que a sua contratação não terá sido nada barata entre luvas, salário etc (pelo menos é o que infiro quando diz que «não foi fácil», e sabendo-se que o salário de Quaresma nas Arábias era muito elevado).

À partida estou um bocado agnóstico, gostava de saber as condições desta contratação (por ex luvas, salário, duração de contrato) antes de ter opinião formada. Tenho sentimentos mistos (já agora, o próprio PdC parece estar muito longe de estar entusiasmado com o seu regresso).

Pela positiva: concordo que falta um extremo habilidoso no plantel com as características de um Quaresma; e o jogador já conhece os cantos à casa. Além disso uma injeção de experiência não fará nada mal a este plantel (muito jovem) - ainda que Quaresma não seja exactamente dos jogadores mais «maduros» do mundo, psicologicamente falando, ao contrário de por exemplo um Lucho.

Pela negativa: Quaresma tem o feitio que se conhece (e pergunto-me como irá reagir se não ganhar a titularidade- ainda mais com expectativas de ser chamado ao mundial - podendo eventualmente acabar por ser mais um problema no balneário do que uma ajuda); aos 30 anos, já não treina num clube / campeonato com elevado ritmo e grau de exigência há uns 3 anos e meio (e antes disso pouco jogou nas passagens por Inter e Chelsea); o seu regresso vai limitar ainda mais a margem de progressão de Ricardo e Kelvin; finalmente, mesmo na sua época áurea já era um jogador bastante irregular.

Sendo assim penso que poderá ser um jogador útil (como «abre-latas» vindo do banco) mas dificilmente irá ganhar a titularidade nos próximos tempos (i.e. 2-3 meses), pelo menos com o rendimento que se pede a um titular do FCP; é que a questão do ritmo vai bem além da forma física. Aliás, bem possivelmente terá ainda mais concorrência  a partir do Verão (por ex regresso de Iturbe).

Estou certo que PdC, PF e outros terão tido uma conversa franca com Quaresma e espero portanto que ele esteja suficientemente humilde para aceitar sem «fazer ondas» a eventual possibilidade de não ganhar a titularidade. Mas à partida - e embora pense que provavelmente será útil - não teria aceite contrato por mais de 6 meses (com cláusula de renovação) dado o considerável grau de risco (para mais, com a idade e o salário que vai ter muito dificilmente o conseguimos colocar em caso de «flop»); ora os rumores dizem que terá assinado por 2 anos e meio.

Para terminar: duvido muito que P. Fonseca seja o melhor treinador para «apadrinhar» este regresso (em termos de 1. saber aproveitar da melhor forma o jogador na equipa e 2. saber trabalhá-lo psicologicamente), mas espero estar francamente enganado.

SMS do dia - Fucile

Fucile acaba contrato em Junho e parecia ter tudo acertado para sair para o Nacional de Montevideo. No entanto a saída parece ter sido abortada...

«[...]Na base da rutura das negociações esteve o facto do FC Porto exigir ficar com parte dos direitos económicos de Fucile, situação que o lateral não aceitou e que tornou, assim, mais difícil a sua libertação em janeiro»

Não sei até que ponto a notícia merece credibilidade, mas o argumento avançado para o impasse não me parece fazer grande sentido. Estamos a falar de um jogador que termina contrato daqui a 6 meses, está incompatibilizado com o treinador (sendo portanto implausível que venha a dar jeito nos próximos meses) e que já tem 29 anos.... será que a SAD acredita mesmo que o Nacional de Montevideo ainda o vai conseguir vender mais tarde por valores minimamente interessantes? 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Retrospectiva de 2013 (Parte II)

Julho

O rescaldo da saída de V. Pereira foi um tema que deu fruto a diversos artigos. No entanto o mês ficou marcado, como de costume, pelos acertos no plantel entre entradas e saídas, tema que deu direito aos mais variados artigos. 

Para além disso tivémos os primeiros jogos de pré-época, com boas indicações, e começava-se a assistir cada vez mais às palhaçadas do presidente do SCP para com o FCP.

Agosto

O mês começou com os últimos jogos de pré-época no torneio dos Emirates, com exibições bem razoáveis mas mistas. As indicações da pré-época já deixava antecipar logo no início do mês, com alguma margem de erro, qual seria o plantel final. 

Entrámos com o pé direito em jogos oficiais, ganhando e convencendo contra o Guimarães no triunfo para a Supertaça, mas também no campeonato onde os 2 jogos disputados em Agosto terminaram com vitórias por 3-0 e 3-1. O período de graça de P. Fonseca estava na altura no seu apogeu, mas o seu modelo de jogo começava a inspirar também muitas reticências aos adeptos, apesar dos bons resultados - e em particular o triângulo invertido, para mais não tendo Fernando saído - como abordado aqui no RP.

Também nessa altura se antecipava um campeonato a dois, para mais tendo o SCP cortado drasticamente nas despesas e investimento. A performance destes últimos no campeonato (para já....) tem sido de facto a maior surpresa do campeonato português até ao momento, fruto em grande parte de mérito do seu treinador.

Setembro

Começaram neste mês os jogos para a Liga dos Campeões, não só no futebol como também no andebol. No campeonato os sinais de insatisfação com as exibições começavam a ganhar maior dimensão, apesar de continuarmos a ganhar jogos (o mês iria terminar com 4 vitórias, 1 empate e 0 derrotas).

Pessoalmente, o maior destaque do mês vai para a inauguração do belíssimo museu do FCP, após 10 anos de espera.

Outubro

O mês começou com a primeira derrota oficial da época (em casa contra o A. Madrid) o que levou a diversas reflexões, inclusivé sobre a pouca experiência dos jogadores e treinador e o inexplicável empréstimo de Iturbe (após a boa pré-época do jogador e quando estávamos limitados em opções nas alas). Também na LC de andebol perdemos, mas contra uma das melhores equipas do mundo e de uma forma que muito honrou o clube e os adeptos.

A vitória de 3-1 sobre o SCP no fim do mês serviu para sossegar um pouco as hostes após 2 derrotas consecutivas em casa para a LC que deixavam já antever a eliminação na prova.

Finalmente, também neste mês foram anunciados os resultados financeiros da SAD para 12/13, o que deu azo a uma série de artigos aqui no RP.

Novembro

Este foi um mês «horribilis» para o futebol do FCP: em 6 jogos apenas uma vitória (para a Taça de Portugal), 4 empates e 1 derrota (a primeira para o campeonato ao fim de 54 jogos) e uma eliminação na LC com uns míseros 5 pontos e sem uma única vitória em casa (inédito).

Naturalmente isso levou a uma variada série de artigos sobre o tema, inclusivé a constatação de que P. Fonseca já tinha experimentado de tudo no meio-campo, com a excepção de C. Eduardo (que até tinha ficado de fora das inscrições na LC).

Mas nem tudo foram más notícias: no hóquei o FCP goleou o Barça

Dezembro

O mês foi marcado pela contestação ao treinador e às suas ideias, mitigada em parte pelas 3 vitórias consecutivas no campeonato (regressando ao 1o lugar), e pela integração meteórica de C. Eduardo (de ausente passou a titular). No entanto a contestação ao treinador está longe de ter desaparecido e a saída de AVB do Tottenham serve como "fantasma" de PF para agitar ainda mais a hipótese de uma eventual saída prematura

O paralelo com o que passava exactamente 2 anos antes é muito considerável (saída inglória e prematura da LC, exibições pouco convincentes, treinador bastante contestado na sua primeira época). No entanto os resultados eram um pouco melhores e parece-me, acima de tudo, que V. Pereira andava menos perdido e equivocado do que P. Fonseca - a ver vamos se o futuro para o FCP de P. Fonseca será pelo menos tão risonho como o foi para VP no ano e meio que se seguiu, o que já seria bem bom. 

Duvido muito, mas quem sabe... 

Boas entradas para todos os portistas e votos de um fantástico 2014!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Retrospectiva de 2013

Chegados ao fim de 2013, os balanços e retrospectiva do ano na imprensa são tão inevitáveis como as substituições de avançado por avançado aos 85 minutos sob o comando de Paulo Fonseca. O Reflexão Portista (bem, quer dizer... eu) desta vez não conseguiu resistir a entrar na mesma onda e eis aqui alguns destaques, servindo-me de artigos cá do «tasco» como «muletas»... para já, a primeira metade do ano.

Janeiro

O ano começou aqui no RP mais ou menos da mesma forma que terminou, com os adeptos a perguntarem-se para que serve a Taça da Liga, essa competição «zombie» (e isto após com uma exibição pálida e um empate, há um ano em Estoril e agora nos lavabos da 2a circular) e a pedir reforços de Inverno (na altura um avançado, agora extremos).

Também nesse mês o FCP foi ao mercado contratar Izmailov e Liedson, duas passagens muito discretas pelo FCP (o 2o já foi à vida logo no Verão e o primeiro já há algum tempo que parece também já ter ido, embora o seu nome ainda apareça no plantel oficial). Ironicamente passado um ano mais uma vez temos uma aposta num jogador cuja aptidão para a mais alta competição deixe também muitas dúvidas, Quaresma. Esperemos que desta vez corra melhor... No sentido inverso, Iturbe deixava o plantel por empréstimo, tal como Rolando.

O mês também foi marcado por um slb - FCP que terminou em empate (para não variar, com o FCP prejudicado pela arbitragem) o que deixou tudo em aberto no campeonato e sossegou (um pouco, mas sem convencer...) os adeptos mais inquietos com o treinador.

Finalmente: em Janeiro já Herrera falava como jogador do FCP, mostrando vontade em usar o clube como trampolim para vôos mais altos. Bem, ou começa a atinar ou então o trampolim ainda acaba por funcionar ao contrário...

Janeiro foi também o mês em que o RP festejou o seu 5o aniversário. Após quase 4 milhões de visitas e 4,000 artigos, constatámos que valeu a pena!

Fevereiro

Após um balanço muito positivo após as férias de Natal (8 vitórias, 3 empates e 0 derrotas nos jogos disputados até fim de Fevereiro, com muitos golos marcados e poucos sofridos) a contestação a VP baixou de tom e via-se mesmo quem comparasse o FCP ao Barcelona. No entanto um percalço inesperado contra o Olhanense no Dragão pelo meio serviu como chamada de alguns adeptos à Terra, fazendo antever mais dias de sofrimento até ao fim da época.

Também neste mês tivémos aqui no RP a conclusão de uma série de artigos sobre possíveis sucessores a Pinto da Costa, pensando no futuro - tema que naturalmente terá as suas iterações mais lá para a frente.

Março

O mês foi acima de tudo marcado pelo afastamento da LC nos 1/8s de final por um adversário inferior, deixando grandes amargos de boca entre os adeptos, tal como 2 empates seguidos nos jogos fora para o campeonato (em Alvalade e Funchal) que deixaram as coisas mal paradas também no campeonato. O jogador que mais se destacava na altura era Mangala, que tem andado mais apagado na presente época.

Como é habitual no RP as modalidades não foram aqui esquecidas, e na altura congratulavamo-nos que o clube passasse a ficar com mais dinheiro das quotas. No entanto pouco depois ficou-se a saber que afinal a SAD ia «tirar com mão esquerda» o que tinha «dado» com a mão direita, tendo sido pois sol de pouca dura.

Abril

Nesse mês tivémos apenas 5 jogos oficiais, com 4 vitórias nos jogos disputados no campeonato (o que nos mantinha na corrida pelo título), mas infelizmente com um slb que não facilitava, em boa parte devido a Lima. A boa performance deste último contrastada com a inocuidade de Liedson levou na altura a reflexões sobre os critérios de contratação da SAD. Mas também outros factores os ajudavam, incluindo religiosos, entrando a expressão «roubo de capela» no léxico português pela primeira vez nesse mês.

No outro jogo disputado em Abril fomos eliminados da Taça da Liga de forma inglória (depois de já estarmos fora da Taça de Portugal desde Nov, eliminados pelo mesmo SC Braga), o que levou mais uma vez a que a competência de V. Pereira fosse questionada.

Finalmente, a «telenovela» Fernando fazia na altura notícia, telenovela que passado 9 meses parece continuar ainda em exibição... 

Maio

Maio foi o mês «K», de Kelvin, num momento que ficou imortalizado no (recentemente inagurado) Museu do FCP e que foi para mim e muitos outros dos mais saborosos de sempre. E «saboroso» não pelo significado objectivo em si (afinal de contas já vi o FCP ganhar imensos campeonatos e várias competições mais importantes) mas por todo o contexto em que aconteceu, quando já poucos acreditavam na revalidação do título e sendo o jogo contra o rival e já nos descontos (ao 91o minuto de jogo). A festa foi de arromba, em Portugal e fora dele.

O mês não haveria de chegar ao fim sem a venda «2-em-1» bombástica de James e Moutinho, mais cedo no defeso do que é habitual (aliás, a época ainda nem sequer tinha acabado); e sem que a especulação comecasse sobre a melhor solução para a mais que provável saída de V. Pereira, saída que deu «pano para mangas» nas semanas (meses?) que se seguiram.

Junho

O mês (tal como o anterior) ficou marcado à partida por uma mistura de triunfos e dissabores nas modalidades e escalões jovens, mas o grande tema do mês foi - como não podia deixar de ser - a substituição de treinador, uma decisão que entusiasmou alguns adeptos mas também deixava bastantes adeptos apreensivos começando por autores do RP, tanto antes como depois de P. Fonseca ter sido anunciado.

De forma mais egoísta, o mês foi também marcado pelo sucesso do 2o encontro de blogues portistas.

(continua)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bem me quer, Mal me quer

14’: Slimani, o ponta-de-lança dos calimeros, provoca o contacto e choca contra Maicon, que tinha a posição ganha, deixando-se cair na área portista. Evidentemente, Olegário Benquerença não foi na cantiga (não tinha ficado mal um cartão amarelo por simulação) e mandou seguir. O pior veio depois quando, perante o protesto de Danilo, Slimani reagiu intempestivamente, empurrando o defesa-direito do FC Porto pelo pescoço.
Aparentemente, nenhum elemento da equipa de arbitragem terá visto este comportamento grosseiramente antidesportivo e ficou um amarelo avermelhado por mostrar ao argelino do sporting.

28’: Danilo comete uma falta banal, perto da área do… sporting. O árbitro, vá lá saber-se porquê e debaixo do aplauso entusiástico dos dois comentadores da Sporting TV… perdão, da TVI (Pedro Sousa, um ex-diretor de comunicação do Sporting e Dani, um ex-jogador leonino formado na Academia), decide mostrar o primeiro cartão amarelo do jogo.
Como se não bastasse o exagero da mostragem do cartão, ainda por cima Benquerença engana-se no destinatário e mostra-o a… Carlos Eduardo.

63’: Entrada brutal de William Carvalho às pernas de Silvestre Varela, sem nenhuma intenção de jogar a bola e apenas com o objetivo de parar um contra-ataque perigoso do FC Porto.
Em vez do cartão vermelho, Benquerença limitou-se a mostrar um amarelo ao anunciado futuro trinco da Seleção (perante o silêncio envergonhado dos comentadores da Sporting TV… perdão, da TVI).

82’: O defesa esquerdo do sporting, Jefferson, empurra Varela com o jogo parado. Varela reagiu e os dois jogadores crescem um para o outro.
O árbitro, em vez de resolver a situação do modo habitual, mostrando um cartão amarelo a ambos os jogadores, limitou-se a penalizar o jogador do FC Porto, deixando impune o do sporting, que foi quem provocou o comportamento incorreto. Desta vez, até os comentadores da Sporting TV… perdão, da TVI, ficaram admirados.

84’: A coroar a sua “fantástica exibição” em termos disciplinares, Benquerença expulsou um jogador do FC Porto, Carlos Eduardo, por acumulação de amarelos. Muito bem, mais uma vez num desafio disputado em Alvalade, os dragões não conseguiram terminar com 11 jogadores…



O JOGO, 30-12-2013
Perante a enorme dualidade de critérios, em termos disciplinares, evidenciada por Olegário Benquerença e óbvia proteção aos jogadores da casa, o que disse Paulo Fonseca na conferência de imprensa, quando diretamente questionado sobre a arbitragem?

Não podendo fugir à pergunta, lá disse que “a nossa contestação não foi tanto em relação à expulsão, antes pelo facto de o árbitro ter cometido um erro ao mostrar o primeiro cartão ao Carlos Eduardo”, isto dito de forma calma, num tom de voz baixo e quase pedindo desculpa. Enfim, é o que temos…

domingo, 29 de dezembro de 2013

"Gigante" Fabiano, em grande

Fabiano, Sporting x FC Porto (fonte: Maisfutebol)

Após os generosos 7 dias de férias concedidos ao grupo de trabalho, que vários jogadores portistas aproveitaram para "desligar" do frio futebol português e ir passar um Natal quentinho do outro lado do Atlântico, este Sporting x FC Porto foi um excelente treino e um bom teste (para vários jogadores), efetuado no razoável relvado do estádio de Alvalade.

Comecemos pelas coisas boas.
A exibição concentrada e personalizada do "gigante" brasileiro (mede 1,97m) que ocupou o lugar de Helton, o qual revelou grande qualidade em praticamente todas as intervenções (e foram muitas), várias das quais decisivas para manter a baliza portista inviolada.
Fabiano precisa de aprimorar o jogo com os pés e, naturalmente, de jogar mais vezes para ter ritmo de jogo, mas os adeptos portistas podem ficar tranquilos porque, quando chegar o dia, tudo indica que já temos uma boa alternativa para Helton.

Quem também se exibiu a um nível elevado foi a dupla de centrais (particularmente Mangala) e Fernando, apesar do malfadado duplo pivô que Paulo Fonseca insiste em impor à equipa, diminuindo o raio de ação, à frente do quarteto defensivo, daquele que é o melhor médio defensivo do futebol português.

Quanto a aspectos negativos, a lista seria extensa mas, como não me agradam autoflagelações, vou destacar apenas os principais:

i) A intensidade e dinâmica da equipa leonina foi muito superior à portista. No Sporting, ao contrário do FC Porto, vê-se trabalho (e bom!) do treinador e a equipa é muito mais do que um mero conjunto de individualidades.

ii) A exibição de Herrera. Foi mau demais e fico-me por aqui, porque ainda acredito que este internacional mexicano está em processo de adaptação ao ritmo do futebol europeu e a ser vítima das indefinições de Paulo Fonseca, principalmente no que diz respeito ao meio-campo portista.

iii) Licá brilhou no Estoril, onde tinha espaço para grandes correrias, mas voltou a demonstrar que não serve para o 4-3-3 do FC Porto. E porquê? Porque no FC Porto os homens da frente são sujeitos a marcações apertadas e Licá, pura e simplesmente, é incapaz de passar por um defesa no um-contra-um e perde facilmente a bola quando é pressionado.

iv) Jackson entrou a cerca de 15 minutos do fim e parecia que ainda estava no fuso horário da Colômbia. Inacreditável (e impensável há uns anos atrás), o facto de Jackson não ter feito um único treino antes deste jogo, ter sido convocado e ido diretamente do aeroporto para o hotel onde, qual turista, aguardou tranquilamente a chegada da comitiva portista a Lisboa. Um (mau) sinal dos tempos.

sábado, 28 de dezembro de 2013

A tacinha da Liga

Miguel Lopes (fonte: O JOGO, 27-12-2013)

«a Taça da Liga é desde a sua criação (época 2007/08) um “nado morto”, sendo uma competição híbrida, sem lógica e sem interesse competitivo, ao ponto de vários jogos, incluindo de “clubes grandes”, não terem transmissão televisiva (foi o caso do Nacional x FC Porto da época passada). Como se isto não bastasse, a prova tem regulamentos pouco claros, que já foram alterados N vezes e, ainda por cima, ficou marcada por escândalos de arbitragem (os sportinguistas, e não só, chamam-lhe Taça Lucílio Baptista). Por tudo isto, não surpreendeu que na época passada a Liga não tenha conseguido arranjar um patrocinador oficial para a prova e os direitos das transmissões televisivas, após a Olivedesportos ter rompido o contrato que existia com a Liga, tenham sido vendidos ao desbarato a outro operador. Ao fim de apenas seis edições a coisa é de tal modo feia que, numa entrevista ao jornal Record, o próprio presidente da Liga, Mário Figueiredo, referiu que não fazia sentido manter a competição
Supertaça firme, Taça da Liga a definhar (in Reflexão Portista, 14-08-2013)


"[a Taça da Liga] É uma competição como antigamente existia o campeonato de reservas. É uma prova com pouco interesse. É claro que as duas equipas querem ganhar, mas se neste momento estivesse no FC Porto ou no Sporting jogava com os menos habituais. É uma competição para rodar e utilizar os jogadores que atuam menos minutos e uma oportunidade de poderem ganhar ritmo para ter uma oportunidade."
Paulo Futre (in SAPO Desporto, 27-12-2013)


Apesar de tudo, para os rapazes de Alvalade este clássico será muito importante, não só porque terão pela frente os tricampeões nacionais, mas porque os dirigentes definiram que um dos objectivos do Sporting para esta época é ganhar a Taça da Liga. Além disso, Bruno Carvalho parece querer fazer deste jogo a desforra da derrota (1-3) averbada pelos leões para o campeonato, em Outubro passado, no Estádio do Dragão.

E para o FC Porto, qual a importância deste jogo?
Bem, parece que o frenesim sportinguista não impressiona os responsáveis portistas e os sinais são os do costume.

O JOGO, 27-12-2013
Assim, no dia 20 de Dezembro, logo após o final do FC Porto x Olhanense, os jogadores portistas iniciaram um período de férias de 7 dias, que terminou com um treino agendado para o dia 27 de Dezembro, às 16:00 (a apenas dois dias do Sporting x FC Porto).
Terminou para alguns, porque os colombianos Quintero e Jackson tiveram autorização para se apresentarem ao serviço no dia 28 (hoje), véspera do “importante” jogo...

Entretanto, Izmailov continua ausente (supostamente devido a motivos pessoais) e o jornal O JOGO especulou com a forte possibilidade de Paulo Fonseca convocar alguns jogadores da equipa B.

E por falar em Paulo Fonseca, a habitual conferência de imprensa do treinador, de antevisão ao jogo, nem sequer se realizou, o que diz bem da relevância que os responsáveis do FC Porto atribuem a esta competição.

Neste enquadramento, que onze deverá apresentar Paulo Fonseca em Alvalade?

Na minha opinião, este jogo deve ser aproveitado para três coisas:
1) Utilizar jogadores do plantel com menos minutos nas pernas, aproveitando para experimentar opções diferentes das habituais;
2) Testar soluções sectoriais que poderão ser úteis em jogos fora de casa, principalmente contra adversários mais fortes;
3) Dar oportunidade a alguns jogadores da equipa B, principalmente em posições onde haja menos alternativas na equipa principal.

Dentro desta lógica, o meu onze (em 4-3-3), para tentar ganhar em Alvalade, seria o seguinte:
Fabiano
Victor García, Diego Reyes, Mangala, Alex Sandro
Fernando, Defour, Carlos Eduardo
Ricardo, Ghilas, Varela

Alternativas no banco de suplentes: Kadú, Maicon, Quinones, Herrera, Josué, Kelvin e Licá

De fora dos meus convocados, ficariam: Helton, Danilo, Otamendi, Lucho, Quintero e Jackson, entre outros.

A opção por Victor García e por Diego Reyes tem a ver com o facto de já terem feito vários jogos juntos na equipa B, por ser necessário rotinar uma alternativa para Danilo (poderá ser Victor García) e para efectuar um teste a sério ao jovem defesa-central mexicano (ainda mais importante se se confirmar a saída de Otamendi).

A opção por Ricardo, que só faz sentido se ele não for emprestado em Janeiro, tem a ver com o facto de ser português (há exigências, a este nível, no regulamento da prova), com as características do jogador (é um extremo com alguma cultura táctica, que também defende) e com o entrosamento que já existe na dupla Victor García (lateral direito) - Ricardo (extremo direito).

A opção pela dupla Alex Sandro - Varela tem a ver com a consolidação daquela que eu imagino irá ser a ala esquerda do FC Porto na 2ª parte da época (prevejo que a ala direita será formada por Danilo - Quaresma) e, também, para manter algumas rotinas e maturidade na equipa.

A opção por um meio-campo formado por Fernando - Defour/Herrera - Carlos Eduardo - visa testar uma solução sectorial que, penso, poderá ser muito útil em jogos contra adversários fortes, que exijam um meio-campo mais intenso, agressivo e de elevada rotação.

Finalmente, a opção por Ghilas é óbvia (se não for titular neste jogo nunca mais será num jogo a sério) e, para além dos minutos que precisa de jogar, penso que será um jogo em que existirão espaços para o avançado argelino explorar a sua mobilidade e capacidade física.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ghilas e o minuto 85


O JOGO, 27-06-2013
Após se ter destacado ao serviço do Moreirense (marcou 13 golos no último campeonato), Nabil Ghilas despertou o interesse de vários clubes, entre os quais o sporting.

O FC Porto teve argumentos mais fortes ($$$) venceu a concorrência (interna e externa) e contratou o avançado argelino, presumo que com os seguintes objectivos:

i) colmatar uma das lacunas do plantel, reforçando-o com um ponta-de-lança, já perfeitamente adaptado ao futebol português, que pudesse ser uma alternativa credível para Jackson Martinez (em caso de castigo, lesão, abaixamento de forma ou gestão de esforço do colombiano);

ii) arranjar um avançado que, tendo características diferentes de Jackson (Ghilas é mais móvel), pudesse formar com o internacional colombiano uma dupla de ataque, possibilitando ao treinador o recurso a soluções alternativas em alguns jogos;

iii) atendendo à idade e ao interesse de clubes estrangeiros preparar, com tempo, a previsível saída de Jackson no final da época 2013/14 (após dois anos de azul-e-branco).

Chegados à paragem de Natal, penso que já podemos fazer um primeiro balanço.

22 minutos de utilização em 5 jogos do campeonato; 33 minutos de utilização em 4 jogos da Liga dos Campeões.

Evidentemente, o FC Porto não é o Moreirense e, ainda para mais tendo um ponta-de-lança como Jackson Martinez, ninguém estaria à espera que Ghilas chegasse e fosse logo titular. Agora, também não estava à espera de um tempo de utilização tão reduzido.

Minutos jogados por Ghilas na época 2013/14 (fonte: zerozero)

E, para além do pouquíssimo tempo de utilização, o que me impressiona mais é o facto de nas nove vezes - 5 para o campeonato e 4 para a Liga dos Campeões - que saiu do banco para dar o seu contributo à equipa, em sete ocasiões Ghilas só entrou após o minuto 85!

Qual é a ideia de Paulo Fonseca?
Com estas sucessivas substituições ao cair do pano, que tipo de mensagem é passada ao jogador?

Olhando para o plantel atual (sem contar com o Quaresma) e constatando as dificuldades ofensivas que a equipa teve na fase pré-Carlos Eduardo, penso que Ghilas poderia ter tido mais oportunidades. Por exemplo, por que não testar Ghilas numa das alas, numa lógica parecida à de Derlei (com Mourinho) ou de Lisandro (antes de Jesualdo o colocar a avançado centro)?

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

As entrevistas de O JOGO

Desde que saiu do FC Porto, quantas entrevistas (a maior parte delas exclusivas) é que O JOGO já publicou de André Villas-Boas? Sinceramente, já perdi a conta.

Obviamente, percebo o forte interesse jornalístico de um jornal como O JOGO, publicar entrevistas com ex-treinadores do FC Porto.

Mas, precisamente por reconhecer o interesse jornalístico e saber qual é o principal público-alvo do único jornal desportivo que tem a sede no Porto, surprende-me que O JOGO não publique entrevistas com o último dos ex-treinadores do FC Porto, até porque, que me lembre e desde que saiu do FC Porto, Vítor Pereira já deu entrevistas extensas ao Maisfutebol (01-07-2013), TVI e Record (10-09-2013).

É O JOGO que, de acordo com a sua linha editorial, não está interessado em entrevistar o treinador que levou o FC Porto ao tri-campeonato, ou Vítor Pereira que não quer dar entrevistas ao jornal dirigido por José Manuel Ribeiro?

Nota: Este post nada tem a ver com o gostar mais ou menos de AVB ou de VP. Aliás, para que fique claro, eu faço parte dos portistas que já perdoaram a "traição" de AVB e gostava de, um dia (não esta época, porque isso seria muito mau sinal), o ver regressar à sua "cadeira de sonho".

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Presente de Natal? Mundial 2014


«Foi chegar, ver e… ser eleito. Fernando concluiu o processo de naturalização, passou a figurar nas opções de selecionáveis por Paulo Bento e entrou diretamente para o lote dos 23 conquistadores que os cibernautas do Record Online querem ver “navegar” até à fase final do Mundial’2014.»


Não tenho dúvidas que o presente de Natal mais desejado por muitos dos jogadores portugueses, será integrar o lote dos 23 para a fase final do Mundial 2014, a disputar no Brasil.

Se fosse eu a escolher e tivesse de o fazer agora, a minha lista não diferia muito da votação dos cibernautas do Record Online.

No lote dos médios escolhia Josué em vez de Danny (que depois de vários episódios mal explicados, nem sei se ainda fará parte das opções de Paulo Bento).

No lote dos avançados, talvez trocasse um extremo (Bruma) por mais um ponta-de-lança (Hugo Almeida).

A minha grande dúvida: o que vale Quaresma nesta altura?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013