quarta-feira, 12 de março de 2014

Confesso

Quando ouvi dizer que um gato fedorento, ia ter um programa de humor diário na TVI, pensei: "mas como é que ele vai conciliar aquilo com a presidência do SCP"?

terça-feira, 11 de março de 2014

O 4º milagre de Fátima

Um dia, o futuro do futebol português tem de passar pelo Benfica e pelo Sporting
Luís Filipe Vieira, à saída de um Conselho de Presidentes realizado em Fátima (07-03-2014)


A BOLA, 11-03-2014
Segundo Bruno de Carvalho e a generalidade dos sportinguistas, mais ou menos mediáticos, que se pronunciaram nos últimos dias, no deve e haver dos erros de arbitragem ao longo do campeonato, o SCP tem sido altamente prejudicado.

Ora, se assim é (na opinião de Bruno de Carvalho “tiraram-nos sete pontos que nos dariam a liderança do campeonato”), quem foi o principal beneficiário desses erros de arbitragem?

Mais. Se o objetivo do sporting era o 1º lugar, por que razão é que as manobras de bastidores (envolvendo jogadores dos azuis do Restelo ligados ao slb), juntamente com a “arbitragem capeliana” (*) do Belenenses x slb, não provocaram indignação em Alvalade?

Mais ainda. Se os erros são assim tantos, por que razão o grito de revolta - “BASTA!” - e o apelo à mobilização dos sportinguistas, apenas surge nas vésperas da recepção ao FC Porto?

Nós sabemos a resposta…

Acho que é um ruído com vista às próximas jornadas e não a estas
Fernando Oliveira, presidente do Vitória de Setúbal, em declarações à Rádio Renascença (10-03-2014)


(*) Rever o slb x sporting da época passada, arbitrado por João Capela.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Um antipirético para o Dragão

Paulo Fonseca deixou um dragão doente e, evidentemente, não é em três dias e com três treinos que tudo se resolve e surge de repente um dragão saudável.

Mas ontem já se viram alguns sinais positivos, que poderão contribuir para a melhoria do estado de saúde do dragão.

Defour (o tal que, segundo alguns, não tinha qualidade para ser titular do FC Porto) jogou 90 minutos, encheu o campo e, inclusivamente, surgiu várias vezes na área do Arouca em situações de finalização (a velha questão do triângulo invertido do meio campo).

FC Porto x Arouca, Defour e Carlos Eduardo (2º golo)

FC Porto x Arouca, Defour

Quintero (afinal faz parte do plantel…) jogou os últimos 25 minutos e voltou a mostrar um enorme talento. Haja quem o saiba trabalhar e aproveitar as suas características (de número 10), enquadrando-o na dinâmica da equipa.

Esta vitória contra o Arouca foi uma espécie de antipirético e serviu para reduzir a febre do dragão, mas é preciso continuar a tratar do doente, porque os próximos jogos (Nápoles, Sporting, Nápoles) são de um grau de dificuldade elevado e vão exigir um dragão mais forte e coeso em termos defensivos.

FC Porto x Arouca, Super Dragões

domingo, 9 de março de 2014

Para hoje


Antes das grandes questões que há a corrigir, existem uma meia-dúzia de aspectos que não carecem de grandes análises técnico-tácticas e, por isso mesmo, devem ser as primeiras a ser solucionadas pelo novo treinador.

A saber:

- Diminuir drasticamente o número de faltas e infracções cometidas pela nossa equipa, principalmente por médios e defensores. A abordagem ao adversário, deverá passar pelo intensificar da pressão sobre o mesmo de modo a que seja este a cometer erros e, de um modo nao-faltoso, a bola poder transitar rapidamente e sem interrupções arbitrais para o nosso lado;

- Os lançamentos laterais devem ser agilizados. Quanto mais tempo se perde a pensar numa solução, mais adversários se aproximarão. Se existem dois jogadores prontos a executar esta acção, não é necessário perder tempo à espera da chegada do lateral;

- Insistir menos pelas faixas e tentar mais frequentemente “rasgar” a defesa adversária pelo meio, quer por meio de triangulações, quer por aberturas;

- Terminar, de uma vez por todas, com aqueles intermináveis 5 minutos de palestra aos jogadores que vão entrar a substituir um colega. Para além do ridículo de se estar a mostrar uma série de desenhos a que o jogador, obviamente, não está a prestar grande atenção, a lição já deve vir estudada da semana de trabalho. Cada jogador deve saber de cor e salteado o que tem que fazer em campo, quer seja titular ou suplente;

- Evitar protestos para com o árbitro. É certo e sabido que eles estão lá para não nos facilitar a vida. A nossa “raiva” deve ser, ao invés, transposta para a bola jogável. É quando esta rola que devemos demonstrar toda a nossa insatisfação pelo desenrolar dos acontecimentos;


sábado, 8 de março de 2014

Os aliados e “criadas de servir” de Vieira

"são mais importantes os lugares na Liga do que contratar bons jogadores"
Luís Filipe Vieira, em 2003, a propósito da contratação de Jankauskas (ex-jogador do slb) pelo FC Porto


slb x FC Porto, época 2012/2013

Marítimo x slb, época 2013/2013

estádio da Luz, época 2013/2014

slb x FC Porto, época 2013/2014

slb x sporting, época 2013/2014

Paços Ferreira x slb, época 2013/2014 (alegria após 2º golo dos encarnados)


Alguns dos “amigos” ou “criadas de servir” do slb que, desde o início do século XXI, Luís Filipe Vieira apoiou e/ou foi colocando em lugares estratégicos da Liga de Clubes:
Hermínio Loureiro - Os lugares na Liga
Ricardo Costa - Os tentáculos do Polvo
Delegados da Liga - Luz ao fundo do túnel
Ricardo Costa - Os lugares na Liga...
Observadores da Liga - O poder do slb na LPFP
Ricardo Costa - O convidado VIP
Delegados da Liga - O engenheiro Fidalgo

E ainda há quem tenha a lata de dizer, sem se rir, que é o FC Porto que controla o “sistema”.

De resto, numa altura em que um dos principais aliados do slb está em risco, claro que tem de haver guerra no futebol português...

Correio da Manhã, 08-03-2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

O ciclo de Paulo Fonseca

É um ciclo que se fecha. As coisas não correram da melhor forma, mas saio com a consciência de que dei sempre o meu melhor, de forma séria, dedicada e honesta. O futebol é mesmo isto e nem sempre as coisas correm como queremos ou idealizamos. O mais importante é o futuro do FC Porto e as partes chegaram à conclusão, de forma natural, que o melhor seria a minha saída.
Paulo Fonseca, em declarações ao www.fcporto.pt e Porto Canal


Não tenho qualquer dúvida que Paulo Fonseca deu o seu melhor e fez tudo o que estava o seu alcance para ter sucesso no FC Porto. Contudo, é inegável que as coisas correram mal, particularmente nas competições que são (eram) prioritárias: o campeonato nacional e a liga dos campeões.

Há várias formas de analisar os 248 dias de Paulo Fonseca no comando técnico do FC Porto. Uma delas, quiçá a mais relevante, é olhar para os resultados obtidos pela equipa por si orientada. Naturalmente, em todas as épocas há sempre alguns resultados negativos mas, infelizmente para Paulo Fonseca e para os adeptos portistas, a época 2013/2014 já está marcada por diversos números negros, alguns dos quais recordes negativos do historial do FC Porto.

O JOGO, 04-03-2014

00 vitórias em 4 jogos disputados no Estádio do Dragão para as competições europeias (3 jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões e 1 jogo para os 1/16 avos da Liga Europa).

4 – 4 derrotas em apenas 21 jogos disputados para o campeonato nacional.

5 – 5 pontos conquistados em 18 possíveis na fase de grupos da Liga dos Campeões.

7 – 7 jogos consecutivos para as competições europeias (os sete mais recentes) sem uma única vitória (D-D-E-E-D-E-E) e sempre a sofrer golos (2, 1, 1, 1, 2, 2, 3).

7 – 7 situações de vantagens no marcador desperdiçadas pela equipa do FC Porto.

9 – 9 pontos de atraso para a liderança do campeonato à 21ª jornada.

22 – Ao 22º jogo, do histórico de confrontos para o campeonato entre o FC Porto e o Estoril (jogos disputados no Porto), os dragões perderam pela primeira vez na recepção aos canarinhos.

31 – 31 golos sofridos em 37 jogos oficiais disputados (16 em 21 jogos do Campeonato; 1 em 4 jogos da Taça Portugal; 2 em 3 jogos da Taça da Liga; 0 na Supertaça; 7 em 6 jogos da Liga dos Campeões; 5 em 2 jogos da Liga Europa).


54 – 54 jogos após um célebre Gil Vicente x FC Porto (17ª jornada da época 2011/2012), em que os dragões foram derrotados com a “preciosa ajuda” de uma arbitragem escandalosa de Bruno Paixão, o FC Porto voltou a ser derrotado para o campeonato, no dia 30 de Novembro de 2013.

68 – 68% de pontos conquistados em 21 jogos disputados para o campeonato nacional (43 pontos em 63 possíveis).

82 – 82 jogos depois (correspondentes a um período de 5 anos e quatro meses), no dia 23 de Fevereiro de 2014, o FC Porto voltou a perder um desafio para o campeonato no Estádio do Dragão.

O JOGO, 02-03-2014

Se é certo que o ciclo de Paulo Fonseca se fechou, importa agora olhar para o futuro, porque a época 2013/2014 ainda não terminou. De facto, até ao final desta época o FC Porto ainda terá de disputar, pelo menos, 14 jogos (9 para o campeonato, 2 para a Liga Europa, 2 para a Taça de Portugal e 1 para a Taça da Liga). São jogos para ganhar e, se não for possível ganhar, pelo menos que os jogadores honrem a camisola azul-e-branca e sejam uma equipa, uma equipa à Porto!

Ao longo de quase 40 anos a ver futebol, habituei-me a valorizar a qualidade, a competência e o trabalho (sim, no FC Porto a “sorte” deu sempre muito trabalho). Por isso, e embora não espere “milagres” por parte do novo treinador – Luís Castro –, importa salientar que o balanço final da época portista far-se-á em meados de Maio.

terça-feira, 4 de março de 2014

Impasse no comando técnico

O JOGO, 04-03-2014
Após um dia de folga, o FC Porto regressou esta terça-feira aos treinos (embora com muitos jogadores ausentes nas respectivas seleções) e, ao contrário do que alguma comunicação social previa, ainda sob o comando técnico de Paulo Fonseca.

O JOGO (um jornal normalmente bem informado em assuntos relacionados com o FC Porto) anunciou que o futuro de Paulo Fonseca está por horas/dias mas, aparentemente, a decisão ainda não está tomada.

Tem-se dito muita coisa (nos jornais, televisões e… redes sociais), mas eu não alinho nas teses de que a saída de Paulo Fonseca ainda não se concretizou devido à teimosia de Pinto da Costa, ou por causa de uma eventual indemnização que a FCP SAD terá (teria) de pagar ao atual treinador do FC Porto (o que está em causa é muito mais do que isso e só o apuramento direto para a fase de grupos da Liga dos Campeões 2014/2015 vale 10 milhões de euros).

Por mais teimoso que seja, ou por querer mostrar que o clube não é gerido de fora para dentro, Pinto da Costa já demonstrou que, tendo uma boa alternativa na manga, não olha a amizades ou compromissos com os treinadores em funções (que sempre foram escolhidos por ele), quando constata que a mensagem do treinador não passa (as conferências de imprensa de Paulo Fonseca são elucidativas) e que a situação se tornou insustentável (a equipa continua em sub-rendimento, apesar de já estarmos no 9º mês de trabalho deste treinador).

Por que razão, então, Pinto da Costa ainda não resolveu este problema (que ele próprio criou, quando preferiu contratar Paulo Fonseca em vez de renovar com Vítor Pereira)?

Porque, ao contrário de situações anteriores (Artur Jorge em 1988/89, Bobby Robson em 1993/94, José Mourinho em 2001/2002), nesta altura não me parece que seja fácil arranjar um treinador consagrado (ou que tenha experiência de trabalhar com consagrados), que seja uma solução de médio prazo, mas que esteja disponível e/ou disposto a pegar na equipa já.

Um treinador que chegasse agora ao FC Porto teria, logo de entrada, 7 jogos em 21 dias (entre 9 e 30 de Março), entre os quais uma eliminatória da Liga Europa enfrentando o Napoles (13 e 20 de Março), com uma deslocação a Alvalade pelo meio (onde um mau resultado poderá afastar a equipa da luta pelo 2º lugar) e a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal contra o slb (a 26 de Março).

Ou seja, atendendo ao momento da equipa (agravado por um balneário em frangalhos, com alguns jogadores a saberem que irão sair no final da época) e olhando para o calendário (com viagens e jogos a serem disputados de 3 em 3 dias, praticamente só é possível fazer treinos de recuperação), qualquer treinador que pegue na equipa nesta altura, corre um risco elevadíssimo de chegar a Maio “esturricado” (vejam o que se passou com José Couceiro na parte final da época 2004/2005 e a consequência que isso teve para a sua carreira subsequente de treinador).

Além disso, mesmo que Pinto da Costa assumisse o compromisso (pessoal, escrito, contratual) que, independentemente dos resultados até Maio, o novo treinador continuaria para a próxima época, quais seriam as condições de sucesso de um treinador que iniciasse a época 2014/2015 fragilizado pelos resultados da parte final desta época e, ainda por cima, sabendo que, muito provavelmente, não irá poder contar com parte da coluna vertebral da equipa – Mangala, Fernando e Jackson?

Mais ainda. Se o FC Porto terminar o campeonato na 3ª posição, terá de disputar a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões 2014/2015. Ora, isso significa ter de começar a época 2014/2015 mais cedo do que o habitual. O problema é que, muito provavelmente, o FC Porto vai ter uma parte significativa dos jogadores do plantel 2014/2015 (Mangala?, Reyes, Fernando?, Herrera, Defour, Josué, Varela, Quaresma, Jackson?, Ghilas), envolvidos na fase final do Mundial do Brasil, o que significa que esses jogadores só irão iniciar a pré-temporada 2014/2015 em finais de Julho!

Noutros tempos, o FC Porto seria um desafio irrecusável e o risco de falhar estrondosamente era pequeno.
No cenário atual não é assim e, por isso, percebo perfeitamente que treinadores emergentes (Marco Silva?, Sérgio Conceição?) pensem duas vezes e que treinadores com passado no clube (André Villas-Boas?, Fernando Santos?) prefiram regressar apenas em Julho.
Quanto a treinadores estrangeiros consagrados (Marcelo Bielsa?, Michael Laudrup?), não acredito que haja algum que aceite pegar na equipa nesta altura.

O JOGO, 04-03-2014

P.S. Seria mais cómodo (e sem risco de falhar nos cenários traçados) se tivesse esperado pela decisão de Pinto da Costa, mas optei por publicar este artigo já, na sequência do artigo publicado pelo Filipe Sousa hoje de manhã, porque não sou grande adepto de fazer “prognósticos no final dos jogos”…

Para reflectir

Ao Pinto da Costa/SAD, não incomoda:
- a qualidade do futebol que a equipa apresenta
- os resultados que a equipa apresenta
- o "desrespeito" com que os adversários já tratam o Porto - alguns já acham que um empate é um mau resultado

Resumindo: a equipa não joga, não ganha e os adversários já não nos temem. E nenhum deste factos, por si só ou em conjunto, parece ser motivo suficientemente forte para demitir o treinador (ou levar a cabo qualquer outro tipo de mudança) - julgo que estas considerações são consensuais.

Mas então o que é que incomoda, o Pinto da Costa/SAD?

Lamentavelmente, diria a única coisa que o(s) pode incomodar, e da qual tem/têm estado a salvo, é da contestação; enquanto os adeptos continuarem a investir contra o treinador e a equipa - e aquela cena no final do jogo com o Estoril, quando os jogadores foram "obrigados" a cruzar-se com os adeptos à saída do estádio, assume contornos de maquiavélica hipocrisia - e deixarem os "intocáveis" a salvo, os três pontos iniciais não só se perpeturão, como tenderão a agravar-se. Apupar o treinador e os jogadores, está visto, não serve de nada - e que tal experimentar um alvo diferente?

Repito - ao Pinto da Costa/SAD, não incomoda:
- a qualidade do futebol que a equipa apresenta
- os resultados que a equipa apresenta
- o "desrespeito" com que os adversários já tratam o Porto

Afinal, o que é que eles estão lá a fazer?

segunda-feira, 3 de março de 2014

Bateu no fundo

Sobre o jogo de ontem em Guimarães, não há muito de novo a dizer. Assim sendo, aqui vão meia dúzia de reflexões curtas.

i) Guarda-redes, defesas e médios defensivos do FC Porto
Helton, Fabiano, Danilo, Otamendi, Mangala, Maicon, Abdoulaye Ba, Alex Sandro, Fernando e Defour.
10 jogadores. Todos eles faziam parte do plantel 2012/2013, que esteve à disposição do treinador bi-campeão Vítor Pereira, o qual, convém lembrar, terminou o campeonato sem derrotas.
Um ano depois, era suposto que estes jogadores (a maior parte Sub-25) tivessem evoluído em termos de cultura táctica e que, fruto de um conhecimento mutuo maior, as rotinas entre eles estivessem ainda mais consolidadas.
Qual é a realidade?
Em termos defensivos, o FC Porto 2013/2014 é um autêntico passador e estes mesmos jogadores, que na época passada formavam uma defesa de betão (14 golos sofridos nos 30 jogos do campeonato), parecem baratas tontas dentro do campo.

ii) O mito do plantel fraquinho
Ainda ontem voltei a ouvir na televisão, como desculpa para esta época horribilis do FC Porto, que o treinador atual não tem à sua disposição Falcao, Hulk, James e Moutinho.
É um facto.
Como também é um facto que na época passada já não houve Falcao e Hulk.
Como também é um facto que nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2013 não houve James (lesionado) e Atsu (na CAN) e, em vários jogos, Vítor Pereira teve mesmo de recorrer a jogadores da equipa B (Sebá e Tozé).
Como também é um facto que na época passada não havia Herrera, Josué, Carlos Eduardo, Quintero, Quaresma ou Ghilas, de modo a que o treinador pudesse ter alternativas para o onze inicial ou para situações de castigos, lesões ou abaixamentos de forma dos habituais titulares.

iii) Ghilas
Depois do que já tinha mostrado nos 40 minutos que jogou em Frankfurt, Ghilas voltou a mostrar que pode ser muito útil (se entrar mais vezes antes do minuto 85…) e que no tal plantel fraquinho existem soluções alternativas de qualidade.

P.S. O jornal O JOGO diz que a coisa bateu no fundo. Não estou certo que assim seja e, vendo o que a equipa (não) joga, receio bem do que possa acontecer até ao final desta época.

P.S.2 Não sei assobiar, nunca levei lenços brancos para o estádio e acho lamentável que se insulte o treinador do FC Porto, seja ele quem for.

P.S.3 Se os sócios e adeptos portistas estão descontentes, irritados e querem pedir satisfações a alguém, não é com certeza ao treinador atual do FC Porto que se devem dirigir. Que eu saiba, o clube tem presidente e a SAD tem uma administração, que é quem toma as decisões.

domingo, 2 de março de 2014

SMS do Dia

Jorge Nuno Pinto da Costa é um homem nobre, imagino que de bom coração. Caridoso seguramente. Talvez por isso (ou talvez não) tenha perdido todo o crédito para anos vindouros se decidir despedir algum treinador antes de Março. Porque não fazê-lo com um homem que vai para as flashes interviews como se fosse falar de fenómenos paranormais, abre um precedente inevitável. Nunca mais o vai poder fazer sem que alguém (nem que seja eu) se lembrem desta vergonha desportiva!

VSC x FC Porto, há um ano atrás…

Há cerca de um ano atrás, a equipa do FC Porto, sem poder contar com James (lesionado), Atsu (estava na CAN) e Defour (lesionado), deslocou-se a Guimarães, para um desafio da 17ª jornada do campeonato 2012/2013.

Ficha do Vitória Guimarães x FC Porto, época 2012/2013 (fonte: zerozero.pt)

«Uma exibição a roçar a perfeição e um Mangala e Jackson imperiais, na nossa melhor partida desde os tempos de Villas-Boas
Luís Carvalho, no RP, em ‘É disto que o meu povo gosta’ (03-02-2013)
(vale a pena reler os comentários a este artigo)


«Em Guimarães, o FC Porto, mesmo sem James e sem Atsu, fez o jogo perfeito, do primeiro ao último minuto. Não foi apenas o melhor jogo do FC Porto neste campeonato – foi, apesar do seu sentido único, o melhor jogo deste campeonato. Mais do que aquilo não é possível ver por aqui. Como equipa, como futebol encadeado e pensado, jogado com imaginação e velocidade, foi topo de gama, aqui e em qualquer lugar.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA (05-02-2013)

Crónica de MST em A BOLA, 05-02-2013


«um FC Porto mais forte que nunca, com capacidade colectiva para esconder ausências individuais e uma qualidade táctica que ofensivamente castiga os adversários (com mobilidade, qualidade na troca de bola e... Jackson Martinez) e defensivamente passa jogos inteiros sem sobressalto (Guimarães foi mais um).»
Carlos Daniel, Diário de Notícias (06-02-2013)


O JOGO, 03-02-2013
«Para quem, como eu, se deliciou (e delicia) a ver jogar o Barcelona “inventado” por Guardiola, ver o meu FC Porto a jogar à Barça e, no final dos jogos, ouvir adversários conformados a comparar o FC Porto ao Barcelona (“o Porto está para liga portuguesa como o Barcelona para a espanhola”, Alex, capitão do Vitória Guimarães), é algo de inolvidável.»
José Correia, no RP, em ‘Os elogios a Vítor Pereira’ (06-02-2013)
(vale a pena reler os comentários a este artigo)


Um ano depois, no regresso a Guimarães e apenas três dias após os festejos e euforia (de jogadores, treinadores e dirigentes) pela eliminação do Eintracht Frankfurt, veremos o que o FC Porto de Paulo Fonseca será capaz de fazer, esta noite, frente à equipa de Rui Vitória.

Não peço uma goleada, mas já ficaria satisfeito com uma exibição segura (sem permitir oportunidades flagrantes à equipa adversária), que culminasse numa vitória convincente.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sábado, 1 de março de 2014

Erros, golos sofridos e os doutorados dos jornais

O JOGO, 01-03-2014

«Uma equipa com vontade é sempre melhor do que uma equipa sem vontade, mas o destino é igual se não for capaz de seguir regras de organização com o máximo rigor. (...) Os golos sofridos com demasiada facilidade não são um efeito passageiro de umas quantas semanas de debilidade psicológica: o FC Porto sofreu golos em todos os jogos importantes que fez (e só venceu um, com o Sporting).»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 28-02-2014

José Manuel Ribeiro, O JOGO, 28-02-2014

Na conferência de imprensa de antevisão da deslocação a Guimarães (domingo, 19h15, 21ª jornada do campeonato), o treinador principal do FC Porto, em resposta a uma questão sobre a razão dos erros defensivos que se têm sucedido, afirmou:

Não tenho explicação para isso [a razão de tantos erros defensivos], mas certamente haverá quem tenha. Se abrir os jornais todos os dias, os doutorados com certeza lhe explicarão o porquê de isso acontecer

Os erros defensivos sucedem-se. O FC Porto sofreu golos em todos os jogos importantes que fez (e só venceu um). No campeonato, o FC Porto já encaixou 14 golos em 20 partidas, tantos como os que sofreu nos 30 jogos do campeonato da época passada. No total, o FC Porto já sofreu 29 golos nos 36 jogos disputados esta época.

Perante isto, qual a explicação de Paulo Fonseca? Não tem e, melhor ainda, sugere que se pergunte aos “doutorados dos jornais”.
Pronto, ficamos esclarecidos...