"(José Godinho [árbitro]) não presta como árbitro e como homem, porque foi prepotente para baixo e subserviente para cima." (21/03/2003)
"Não sou fiscal de arbitragens. (...) O futebol português tem a felicidade de ter muitos bons jogadores e
treinadores e, de há 10 anos para cá, de ter também árbitros de
excelência." (30/03/2014)
"Não sou ator de comédia. Este rio a gente sabe onde nasceu e onde quer desaguar. Não nasceu nem
em Setúbal, nem em Palmela, nem aqui na zona, nasceu muito a norte. Foi um conjunto de erros que começou logo no penalty muito duvidoso aos 3
minutos. Depois um fora de jogo mal marcado a Rondon. Um penalty que
não é marcado sobre o Gomaa." (06/04/2014)
Manuel Machado não conhece os conceitos de Hipocrisia, nem Coerência; não é fiscal de arbitragens, não é actor de comédia; como treinador, também não é grande coisa, mas é bom saber que há algumas certezas com que se pode contar (e que ele próprio gosta de divulgar).
P.S.: Mal vai o mundo quando se investe tanto em algo tão supérfluo como lipoaspirações, e tão pouco para ajudar quem sofre de atraso mental.
terça-feira, 8 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
Académica e Sevilha ao mesmo tempo…
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| FC Porto x Académica: Onze inicial |
“Por muito que quiséssemos tirar o foco do jogo seguinte, com 3-0 era muito difícil. O jogo de Sevilha é demasiado importante para sair das nossas cabeças. Pronto, agora sim, passamos ao jogo de Sevilha. Mas passámos 45 minutos antes do que devíamos ter feito. (…)
Sim, pesou [o Sevilha x FC Porto da próxima quinta-feira]. Foi o primeiro jogo em que substituí a pensar na gestão e não no jogo. Mas fi-lo sem beliscar o rumo que queria dar ao jogo”
Luís Castro, na conferência de imprensa após o FC Porto x Académica
Luís Castro diz que o jogo de Sevilha começou a ser jogado (na cabeça dos jogadores) ao intervalo do FC Porto x Académica, mas a mim pareceu-me que começou mais cedo.
E na cabeça do treinador começou (e bem!) antes do início do jogo, ao não convocar Mangala e Defour e ao deixar no banco de suplentes três outros titulares do recente FC Porto x Sevilha - Danilo, Carlos Eduardo e Quaresma.
Num clube habituado a lutar pelo título (convém lembrar que o FC Porto é “apenas” o atual Tricampeão nacional!), é normal que, com o 1º e 2º lugar a uma distância inalcançável, os jogadores sintam pouca motivação no que resta deste campeonato, visto que a única coisa que está em causa é assegurar o 3º lugar.
Ora, tendo este jogo com a Académica sido jogado a pensar no próximo (Sevilha x FC Porto), pode dizer-se que, no essencial, correu bem.
Correu bem porque ninguém se lesionou (já chega de lesões e castigos!).
Correu bem porque oito dos prováveis titulares no jogo a disputar no Sánchez Pizjuán – Danilo, Mangala, Alex Sandro, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Quaresma e Ghilas – foram poupados ou o treinador geriu o seu tempo de jogo.
E correu bem porque, pela primeira vez na era Luís Castro, o resultado final (3-1) foi claramente melhor que a exibição.
Em termos individuais, de salientar as três extraordinárias defesas do Fabiano, duas delas a desviar para os postes da sua baliza bolas que levavam o selo de golo, mas também as exibições de dois jogadores que praticamente não contavam para Paulo Fonseca: Ghilas e Diego Reyes.
Acerca da exibição de Ghilas, a jogar de início e descaído numa das alas (algo que para Paulo Fonseca parecia quase proibido…), Pedro Jorge da Cunha, do site Maisfutebol, escolheu-o como a Figura do Jogo e escreve o seguinte:
«Ghilas somava 150 minutos para a Liga quando o anterior treinador saiu, sendo que grande parte desse tempo de utilização (90) foi somado no empate de Guimarães. Fonseca nunca olhou para Ghilas como verdadeira opção e jamais pensou nele como alternativa ao lote de extremos. A forma errada como geriu o tempo de jogo do ex-Moreirense é um bom exemplo da sua incapacidade no comando técnico do FC Porto.»
E eu aproveito para recordar aquilo que escrevi nos seguintes artigos:
Quaresma e a dupla Jackson-Ghilas (15-01-2014)
As alas são um problema? (17-01-2014)
Jackson e Ghilas não podem jogar juntos? (28-02-2014)
Quanto a Diego Reyes, que andou “desterrado” sete meses pela equipa B, voltou a jogar 90 minutos e voltou a ser dos melhores. Sem me alongar muito (para já), diria que foi notória a diferença de qualidade em relação ao outro defesa-central (Abdoulaye Ba), com quem fez dupla neste jogo.
Faltam quatro jogos para terminar o campeonato. Não vão ser fáceis e, com a excepção do último (FC Porto x slb), prevejo que serão penosos.
sábado, 5 de abril de 2014
Nós somos Porto!
O que mais importa aos sócios e adeptos do FCP não são as
falhas da arbitragem que têm sido muitas, nem os azares que têm sido mais do
que merecíamos, são as incertezas que lhe causam as intermitências da equipa,
quer no plano colectivo quer individual. E a qualidade do grupo e dos jogadores
são postos em dúvida, muito justamente. Os resultados não enganam, a não ser os
que querem viver na ilusão.
Não sei o que passa na cabeça dos prezados consócios, mas
ando confuso porque a equipa continua muito frágil, nomeadamente fora do
Dragão, e parece não ter pernas para tanta competição. Não sei, nem tenho que
saber, se a pré-época correu nos conformes para preparar a equipa, se o plantel
é demasiado curto, se o recrutamento foi caro e não preencheu as necessidades
imediatas ou se o treinador que foi escolhido foi demasiado frágil para servir
uma equipa de topo. Se calhar, foi de tudo isso um pouco, que é uma outra forma de confirmar que tenho muitas dúvidas e poucas certezas. A SAD do FCP tem sabido merecer a confiança, e os títulos e
a obra são prova disso. Mas, esses dirigentes e os sócios sabem que ao FCP, para
estar por cima, é exigido um esforço muito maior e os erros custam muito mais
caro que aos seus rivais. Se fosse economista, chamava-lhes os custos de
contexto. Não é por acaso que três dos clubes da grande Lisboa ficarão nos
quatro primeiros ligares da liga principal. Não podemos desbaratar o que tanto
custou a construir. A revisão do que tem corrido mal (nos últimos três anos)
não pode ser alienada a favor dos êxitos do passado e do dever da gratidão.
Aos sócios compete apoiar a equipa, muito prioritariamente
nos momentos difíceis, e devem cumprir a sua parte, sem hesitações. É uma
obrigação, nesta fase do campeonato. Mas, o seu compromisso com o FCP vai muito
ia além disso. Os sócios não são meros consumidores e batedores de palmas ou de
pateadas, conforme o grau de satisfação. Têm o direito (e o dever) de exigir
boas contas e escrutinar o trabalho de quem dirige.
A SAD
está mais longe de nós porque responde perante os accionistas. Mas, muito se
pode fazer ouvir e não apenas no doce recato das redes sociais. Não basta. Os
portistas têm de sair da sua zona de conforto e incomodarem-se um pouco, para
além do assobio. E isso não significa estar contra: pela minha parte sou sempre
e exclusivamente a favor do FCP. Apoiarei a equipa até que a voz me doa, mas
farei todo o esforço que me for possível para participar nos locais próprios
para esgrimir argumentos e denunciar o que me vai na alma, em nome do futuro. Nós somos Porto.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Bolas aos postes e golos anulados…
«As balizas são constituídas por dois postes verticais equidistantes das bandeiras de canto e unidos na parte superior por uma barra transversal horizontal. Os postes e a barra deverão ser de madeira, metal ou outro material aprovado. Poderão ter forma quadrada, rectangular, redonda ou elíptica e não deverão constituir nenhum perigo para os jogadores.
A distância entre os dois postes é de 7,32 m e a distância do bordo inferior da barra transversal ao solo é de 2,44 m.
Os dois postes e a barra devem ter a mesma largura e espessura, que não devem exceder 12 cm. (…)»
Lei 1 - Terreno de Jogo
Desde que Luís Castro substituiu Paulo Fonseca no comando técnico da equipa de futebol principal do FC Porto, os dragões disputaram 8 jogos num intervalo de apenas 26 dias (entre 9 de Março e 3 de Abril).
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| 8 jogos do FC Porto sob o comando de Luís Castro (fonte: zerozero.pt) |
Para além da melhoria verificada no desempenho global da equipa portista (apesar dos sucessivos impedimentos de jogadores, por lesão e castigo, e do calendário difícil que teve de enfrentar neste período), há um fenómeno comum a esses oito jogos: bolas nos postes das balizas adversárias.
FC Porto x Arouca (09-03-2014)
8’: Ao poste! Jackson cabeceou e a bola foi ao poste da baliza defendida por Cassio.
FC Porto x Nápoles (13-03-2014)
21’: Golo mal anulado ao FC Porto! Jackson cruzou para Carlos Eduardo, que finalizou com sucesso, mas foi assinalado (erradamente) fora-de-jogo.
82’: Ao poste! Bola desviada por Quintero, foi directa ao poste de uma baliza completamente escancarada.
Sporting x FC Porto (16-03-2014)
29’: À trave! Quaresma flectiu da esquerda para o meio e rematou com força e em arco, fazendo a bola passar por cima de Rui Patrício e bater na trave.
Nápoles x FC Porto (20-03-2014)
33’: Ao poste! Jackson cabeceou e a bola “beijou” o poste da baliza defendida por Pepe Reina.
72’: Ao poste! Defour, lançado em contra-ataque, entrou na área, rematou, mas acertou no poste.
FC Porto x Belenenses (23-03-2014)
27’: Golo mal anulado ao FC Porto! Josué cruzou para Jackson Martínez, o qual saltou mais alto que o defesa do Belenenses (João Meira) e cabeceou para o fundo das redes, mas o golo foi anulado por pretensa irregularidade.
30’: Ao poste! Varela cabeceou, Matt Jones ficou parado a “defender com os olhos”, e a bola foi ao poste.
81’: À trave! Livre executado por Quintero e a bola bateu estrondosamente na trave.
FC Porto x Benfica (26-03-2014), Taça Portugal
77’: Ao poste! Recepção fantástica de Jackson, que ficou isolado e rematou ao poste da baliza defendida por Artur.
Nacional x FC Porto (30-03-2014)
59’: Ao poste! Na execução de um penálti, Quaresma enganou o guarda-redes, mas rematou “demasiado colocado” e a bola foi ao poste.
78’: Golo mal anulado ao FC Porto! Jackson saltou antes e mais alto que o defesa do Nacional (Marçal) e cabeceou para dentro da baliza, mas João Capela anulou o golo, assinalando uma pretensa falta do ponta-de-lança colombiano.
FC Porto x Sevilha (03-04-2014)
44’: Ao poste! Espectacular remate de Defour à entrada da área, com Beto a voar e a desviar ligeiramente a trajetória da bola com as pontas dos dedos, que foi bater no poste esquerdo da baliza do Sevilha.
90’+2: Ao poste! Livre de Quaresma, a bola bateu na barreira e, na recarga, novo remate do “mustang”, com a bola a desviar num defesa do Sevilha e ir embater novamente no poste esquerdo da baliza defendida por Beto.
Resumo: 8 jogos, 11 bolas nos postes da baliza adversária (!!!) e 3 golos do FC Porto mal anulados pelos árbitros!
É verdade que o futebol tem algo de aleatório e ter “azar/sorte” num jogo é algo que acontece, a todas as equipas, de tempos a tempos. Contudo, em cerca de 35 anos a acompanhar os jogos do FC Porto, não me lembro de alguma vez ter assistido a oito jogos seguidos, com o FC Porto sempre a enviar, pelo menos, uma bola aos postes da baliza adversária. Será recorde nacional/europeu/mundial?
P.S. Havia quem recorresse, frequentemente, ao “azar/sorte/infelicidade/...”, como argumento para justificar os maus resultados do FC Porto de Paulo Fonseca. Bem, se esse argumento era válido para Paulo Fonseca, o que dizer da “sorte” de Luís Castro?
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
Cu(r)tty S(t)ark
Um golo, duas bolas ao poste esquerdo da baliza defendida por Beto e mais cinco boas oportunidades do FC Porto – Mangala aos 36’, Quaresma aos 37’, Jackson aos 67’, Quintero aos 71’, Ghilas aos 81’ –, traduziram-se no final destes primeiros 90 minutos numa vantagem mínima (1-0). É um resultado demasiado curto para aquilo que foi o desempenho das duas equipas neste jogo.
O Sevilha foi uma equipa compacta, que jogou com linhas juntas e tentou, várias vezes, sair rápido em contra-ataques perigosos. Mas os dragões tinham a lição bem estudada, foram competentes e nunca permitiram que isso acontecesse (grande jogo do “Polvo”).
Ocasiões de golo do Sevilha houve apenas duas e ambas na sequência de bolas defendidas para a frente por Fabiano (o “gigante” brasileiro terá de estar mais seguro no jogo da próxima semana no Sánchez Pizjuán).
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| Golo de Mangala após cruzamento de trivela de Quaresma (fonte: LUSA) |
É difícil escolher o MVP deste jogo.
Mangala “voador” impôs a sua capacidade atlética e voltou a marcar na Liga Europa.
Fernando encheu o campo e, para além das muitas bolas recuperadas, deu quase sempre sequência às jogadas com visão e inteligência (está muito melhor neste aspecto).
Quaresma voltou a demonstrar ser o extremo/ala português em melhor forma. Entre outras coisas, fez duas assistências de trivela (para Mangala e Jackson), teve um espectacular remate de primeira (que Beto defendeu) e enviou uma bola ao poste.
Mas a minha escolha é Diego Reyes. No seu 2º jogo para as competições europeias, dobrou várias vezes os seus companheiros da defesa e não me lembro de uma única falha deste campeão olímpico mexicano.
Se é difícil escolher o MVP, é muito fácil escolher o “artista” deste jogo: o árbitro alemão Wolfgang Stark, o qual, para além de alguns erros menores (por exemplo, em dois lances que seriam canto a favor do FC Porto, assinalou pontapé de baliza), teve um critério disciplinar vergonhoso.
Mostrou um cartão amarelo ridículo a Jackson e colocou-o fora do jogo da 2ª mão, num lance em que é o jogador do Sevilha (Iborra) que se encosta a Jackson e simula ter sido violentamente atingido na cara.
Mas, depois, o critério disciplinar do senhor Stark passou do 80 para o 8 e poupou vários cartões amarelos a jogadores da equipa andaluza, a saber:
- José Antonio Reyes (na falta sobre Alex Sandro, que antecedeu o golo do FC Porto);
- Daniel Carriço, duas vezes (na primeira situação o ex-sportinguista até pediu desculpa ao árbitro);
- Marko Marin, seu compatriota, que também escapou duas vezes à cartolina amarela;
- Coke (numa entrada de pés juntos sobre Quintero);
- Nico Pareja (falta sobre Jackson à entrada da área)
Apesar de estar a adoptar este critério largo (com os jogadores do Sevilha...), o senhor Stark não hesitou em mostrar dois cartões amarelos a Fernando na mesma jogada. Fantástico!
Num jogo que podia (e merecia!) ter ganho por 2 ou 3 golos de diferença, o FC Porto vai para Sevilha com apenas um golo de vantagem e sem poder contar com Jackson e Fernando (já nem falo nos lesionados Helton e Maicon). Não vai ser nada fácil. Esperemos não ter de jogar também contra uma arbitragem caseira.
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Que Sevilha no Dragão?
Que Sevilla Fútbol Club teremos hoje no Dragão?
O Sevilha que começou mal o campeonato e que, nas 12 primeiras jornadas, obteve 3 vitórias, 4 empates e 5 derrotas (a primeira vitória foi apenas à 6ª jornada!)?
Ou o Sevilha que fez uma recuperação extraordinária, que ocupa actualmente o 5º lugar no campeonato espanhol, e que conquistou 18 dos últimos 21 pontos em disputa (com 6 vitórias seguidas entre a 25ª e a 30ª jornada)?
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| Desempenho do Sevilha na liga espanhola 2013-2014 (fonte: zerozero.pt) |
Teremos no Dragão o Sevilha que perdeu por 3-2 no Camp Nou (o golo da vitória do Barça foi marcado ao minuto 90’+4) e foi empatar 1-1 ao Vicente Calderón (no mesmo estádio onde o FC Porto perdeu por 0-2, com o Atlético a jogar em modo de poupança e cheio de segundas escolhas)?
Ou o Sevilha que foi goleado por 7-3 no Santiago Bernabéu?
Uma coisa é certa, o FC Porto terá de enfrentar um Sevilha que venceu quatro dos últimos cinco jogos que disputou fora de casa e que, na liga espanhola, venceu nos estádios do Osasuna, Almería, Rayo Vallecano, Villarreal, Granada e Espanyol.
Não tenho grandes dúvidas de que, com a excepção da Juventus, era o adversário mais forte que, nesta altura, poderia ter calhado às equipas portuguesas (no sorteio dos quartos-de-final da Liga Europa).
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
4 jogos, 9 a 11 pontos “roubados”
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| MST, A BOLA |
E, sobre os erros de arbitragem que enunciou, MST afirma: “Isto são factos. E pontos. Pontos “roubados”, como diria Bruno de Carvalho: entre 9 a 11 e, consequentemente, menos 3 para o Sporting e menos 2 a 3 para o Benfica”.
(bravo Miguel, imagino o que deve custar, a sportinguistas e benfiquistas, lerem estas coisas num jornal como A BOLA...)
Para suportar as suas afirmações, Miguel Sousa Tavares (MST) recordou, e bem, os principais erros de arbitragem (classificados como “roubos”, quando os prejudicados são os clubes da 2ª circular) nos seguintes jogos:
Estoril x FC Porto (22-09-2013) – menos 2 pontos para o FC Porto
Benfica x FC Porto (12-01-2014) – menos 1 a 3 pontos para o FC Porto
Sporting x FC Porto (16-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto
Nacional x FC Porto (30-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto
No meio de todos estes erros de arbitragem (com clara influência nos resultados destes quatro jogos), há coisas que custam a aceitar e são muito difíceis de compreender.
Por exemplo, no Estoril x FC Porto, a ganhar por 1-0, o FC Porto sofreu o golo do empate através de um dos penalties mais escandalosos dos últimos anos. É que, conforme a imagem seguinte mostra, o árbitro assistente está bem colocado e não havia um único jogador equipado de branco dentro da área!
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| Estoril x FC Porto |
Outro exemplo. Aos 44’ do Sporting x FC Porto, Cedric carregou Jackson Martinez pelas costas (sem qualquer intenção de disputar a bola!), quando o colombiano estava no ar e se preparava para cabecear a bola para o fundo da baliza, desviando desse modo o ponta-de-lança do FC Porto e conseguindo evitar aquele que seria o 0-1. Em vez de expulsar o defesa sportinguista e assinalar o penalty que se impunha, o “melhor árbitro do Mundo” (colega de faculdade de Bruno Carvalho...) não viu qualquer infracção e mandou seguir.
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| Sporting x FC Porto |
Ora, o mesmo Jackson Martinez que, no dia 16 de Março, foi ilegalmente impedido de colocar o FC Porto em vantagem, num desafio em que estava em jogo 8,6 milhões de euros (é quanto vale o apuramento direto para a fase de grupos da Liga dos Campeões), em dois jogos das semanas seguintes – FC Porto x Belenenses (23-03-2014) e Nacional x FC Porto (30-03-2014) – viu dois golos seus serem anulados por, supostamente, ter cometido falta sobre defesas contrários (dois lances de disputa de bola de cabeça, em que Jackson saltou antes e mais alto!).
Analisando friamente todos estes erros (e critérios!) de arbitragem, os quais prejudicaram fortemente o FC Porto, é inevitável concluir-se que alguns não são erros normais.
E também me parece demasiada coincidência, que os jogos em que o FC Porto foi mais prejudicado, tenham sido, precisamente, nas quatro deslocações contra as 4 equipas mais bem classificadas.
É ainda de notar que dos 9 pontos que o MST refere terem sido “subtraídos” ao FC Porto, 3 pontos foram nas primeiras 21 jornadas (em que o comando técnico da equipa esteve entregue a Paulo Fonseca) e 6 pontos foram-no nas duas últimas deslocações (Alvalade e Nacional), numa altura em que o FC Porto ainda poderia lutar pelo 2º lugar. Aliás, nas últimas três jornadas (23ª, 24ª e 25ª), realizadas após o “Movimento Basta”, o FC Porto foi prejudicado em todos os jogos por erros graves de arbitragem. Coincidências...
No dia 17 de Março, num comentário publicado neste blogue, escrevi o seguinte:
«Esta época faltou competência na escolha do treinador.
Faltou competência na gestão das entradas e saídas do plantel.
Mas também faltou competência na forma como são geridos os bastidores do futebol português.
O FC Porto foi “comido” e de que maneira quer pelo slb, quer agora pelos calimeros».
E se os dirigentes do FC Porto nada fizerem e continuarem a assistir, impávidos e serenos, ao controlo total do "Sistema" por parte do slb, dos "viscondes" e da AF Lisboa, na próxima época vai ser igual.
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Vítor Pereira (arbitragem)
A emissão será retomada dentro de momentos...
...enquanto aguardamos confirmação que os elementos da SAD do Porto, foram todos raptados por alienígenas, e substituídos por uns clones desmiolados mas de aparência semelhante.

(in tsf.pt)
P.S.: "Em breve, me ocuparei...", diz Miguel Sousa Tavares - as piadas de 1º de Abril, têm piada no dia 1 Abril, não "em breve".
terça-feira, 1 de abril de 2014
Quaresma no Mundial do Brasil? Obviamente!
No passado dia 25 de Março, no “Fórum Treinador Futebol/Futsal”, Paulo Bento foi questionado por Carlos Daniel se ia convocar Fernando e Quaresma.
É estranho, ou talvez não, que o benfiquista mais conhecido de Paredes, no papel de moderador de um painel, apenas se preocupe com os nomes de dois jogadores do FC Porto. Atendendo à inquestionável valia dos jogadores portistas, não seria muito mais lógica a dúvida em torno da convocação dos benfiquistas Rúben Amorim ou Ivan Cavaleiro?
Paulo Bento, com muita tranquilidade, respondeu: “Pode ser, está longe. Eu se calhar só faço a convocatória no dia 19 de manhã. Vou dormir no dia 18 a pensar nisso. Depois se vai Quaresma, se vai Fernando, se vai Miguel, se vai William, se vão outros, logo veremos”.
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| “Fórum Treinador Futebol/Futsal”, Maia, 25-03-2014 |
CR7 à parte e com Nani sem jogar (regularmente) há muitos meses, não vejo, atualmente, que haja algum ala/extremo português em melhor forma do que Quaresma.
Contudo, há um “jornalista” da RTP Porto, que há anos vomita anti-portismo por todos os poros, a querer crucificar Ricardo Quaresma por causa dos incidentes no final do Nacional x FC Porto (os quais, saliente-se, não envolveram o trio de arbitragem, nem qualquer tipo de agressão entre jogadores que seja visível nas imagens televisivas).
Ora, apesar dos esforços deste recadeiro e das pressões, mais ou menos óbvias, para Paulo Bento não convocar Quaresma (e Fernando!), eu não acredito que o selecionador nacional, cujo passado disciplinar na Seleção Portuguesa de Futebol é sobejamente conhecido, use este episódio como pretexto para não incluir Quaresma no lote de 23 jogadores que irá convocar para o Mundial do Brasil.
Eu não tenho memória curta e ainda me recordo do que se passou no França x Portugal, do Europeu de 2000…
«A Comissão de Disciplina da UEFA anunciou domingo o castigo aos jogadores portugueses envolvidos nos incidentes que se verificaram no final do jogo contra a França [meia-final do Europeu 2000].
Abel Xavier ficará afastado de toda a actividade internacional por nove meses, Nuno Gomes tem uma suspensão de oito meses e Paulo Bento estará de fora durante seis meses. Além disso, a Federação Portuguesa de Futebol foi castigada com 175 mil francos suíços, pouco mais de 20 mil contos. (…)
Durante o período em causa, os jogadores não poderão defender as camisolas dos seus clubes em jogos internacionais nem a da selecção nacional no Mundial que, sendo uma competição da FIFA, adopta todas as sanções da UEFA por uma questão de delegação. (…)
O relatório do quarto árbitro, o escocês Hugh Dallas, acerca do qual se especulava ter sido agredido com um murro nas costas por um jogador português, não teve qualquer influência na decisão final, já que Dallas não foi capaz de reconhecer o autor dessa alegada agressão. (…)
O comunicado da UEFA, de resto, especifica aquilo que fizeram os jogadores portugueses. Começa por dizer que Benko e o seu primeiro assistente (o eslovaco Sramka, que assinalou o “penalty” de Abel Xavier) foram empurrados e pressionados por jogadores nacionais, “sofrendo contusões e arranhões de monta”. Diz o comunicado: “o quarto árbitro, que tentou proteger os colegas, foi também pressionado, empurrado pelas costas e agarrado pelas roupas”. E, até mesmo a marcação da grande penalidade, refere a UEFA, só foi possível porque Humberto Coelho “interveio para acalmar os seus jogadores”.
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| Paulo Bento no EURO 2000 |
Continuando a seguir o comunicado da UEFA, os incidentes ter-se-ão prolongado depois do golo marcado por Zidane. “Quase todos os jogadores portugueses correram em direcção ao árbitro assistente, que foi empurrado e insultado”, lê-se. E depois vêm as referências concretas aos três punidos: “Nuno Gomes deu ao árbitro um violento empurrão no peito e Abel Xavier agarrou-lhe o braço. O árbitro mostrou então o cartão vermelho a Nuno Gomes e Paulo Bento tentou tirar-lhe o cartão, segurando-lhe o braço.” E termina: “Nuno Gomes despiu então a camisola e mandou-a ao árbitro assistente.”
Da leitura do comunicado, que refere ainda que “um jogador não identificado cuspiu no árbitro assistente” (…)»
in record.pt, 3 julho de 2000 | 02:26
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Assim é difícil ganhar…
“Se trabalhamos uma equipa com uma defesa subida, bem articulada, para manter uma linha forte, para colocar o adversário em fora de jogo, os jogadores ficam desconfiados se depois, em dois jogos fora [sporting x FC Porto e Nacional x FC Porto], são validados dois golos em fora de jogo. Mais vale jogar mais atrás… Portanto, o quadro vai muito para além de se constatar os fora de jogo, atinge o trabalho semanal que fazemos”.
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| Fora de jogo que precedeu o golo dos calimeros |
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| Fora de jogo que precedeu o 1º golo do Nacional |
“O primeiro golo do Nacional é obtido em fora de jogo [as imagens televisivas provam que há dois jogadores do Nacional, à frente do árbitro assistente, em situação de claro fora de jogo]. Criámos várias situações de golo e chegámos ao empate; marcamos outro golo, mas não foi validado, quando era um golo limpo e tudo isso condiciona o estado de espírito dos jogadores que, apesar de terem feito uma boa segunda parte, perderam algum discernimento, fruto daquilo que ia acontecendo. Sentiram que era difícil ganhar assim.”
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| Tribunal de O JOGO unânime: golo limpo anulado ao FC Porto |
“É natural que, quando estamos a desenvolver o nosso jogo, quando sentimos que estamos a ser prejudicados, percamos o nosso equilíbrio. Há situações difíceis de aceitar, é difícil falar da equipa quando sentimos que nos estão a desequilibrar”.
Declarações de Luís Castro, na conferência de imprensa após o Nacional x FC Porto.
Erros a mais e alguns de capela
A visita à choupana constituía um exame ao novo FCP que neste jogo mostrou demasiados vícios antigos para acreditar que os sinais de bonança, manifestados em alguns jogos anteriores, vinham para ficar de forma duradoura. O resultado e a exibição da primeira parte demonstram que não basta mudar de treinador para tratar da saúde da equipa. O FCP apresentou-se abúlico e incapaz de sair com a bola para além do meio campo, como tem ocorrido em boa parte do campeonato, nomeadamente na primeira fase de construção. A defesa com erros posicionais, pôs-se sempre a jeito do contra-ataque do adversário. Aquela desorganização posicional que permitiu ao Nacional chegar ao segundo golo, constatei-a demasiadas vezes em jornadas anteriores. Os jogadores movimentam-se de forma anárquica como se não houvesse um guião, sustentado em rotinas, processos e métodos que deveriam estar assimilados. Só por uma vez poderíamos ter chegado ao golo na primeira parte, enquanto o Nacional fartou-se de nos inquietar nas transições, com o nosso meio campo perdido e em que as ajudas raramente funcionaram.
No segundo tempo com um golo madrugador, perdemos rapidamente esse efeito de galvanização ao sofrer, poucos minutos depois, um novo golo que moralizou o adversário. Demos o ouro ao bandido e Quaresma e o árbitro apressaram a derrota. Muita vontade do Nacional que fechou todos os caminhos para a baliza, mais suor da nossa parte, mas continua a faltar força e intensidade. Provavelmente a equipa estará fatigada, possivelmente alguns jogadores ainda cometem erros próprios da juventude e reconheço que há que ter alguma paciência e não desatar a tudo pôr em causa e a diabolizar todos os directores e actores envolvidos neste desnorte. Apesar disso, é constrangedor e inquietante esta fragilidade e incompetência para ultrapassar este tipo de equipas que se entrincheira e que se ri nas nossas barbas pela tibieza como as combatemos. Mais: a equipa pareceu alheada da qualidade do adversário e não se preveniu para que os seus pontos fortes prevalecessem, como aconteceu na primeira metade em que não controlámos a bola, o ritmo, sem velocidade, muitos passes transviados e demasiado duelos feitos de choque que raramente vencemos. Apenas reagimos e raramente bem. Perderam-nos o respeito.
O melhor que nos poderia ter acontecido esta semana foi o Estoril ter perdido: não fora isso e aproximar-se-ia perigosamente do terceiro lugar. Individualmente, apenas Martinez esteve a um nível alto. Quintero mexeu no jogo, revelou qualidades, mas a sua acção não foi tão continuada como carecíamos. A arbitragem esteve ao nível do Capela de outras ocasiões. Péssima e que muito nos penalizou. Nenhuma surpresa. Quaresma entrou em delírio com aquela trapalhada já depois do apito final e o treinador tem que o saber conter e não hesitar em substituí-lo quando passa a ser um problema e não a solução. Devemos não aligeirar os erros do árbitro e muito menos esconder os nossos.
Falta muito para fechar a época, mas continuo muito pessimista. Esperemos que a equipa recupere, que os sócios apoiem e que a nossa direcção comande o clube de forma competente. E preparar a próxima época como deve ser para não entrarmos em plano inclinado.
domingo, 30 de março de 2014
Recordar é viver - 20 anos depois
A 30 de Março de 1994 o FCP deslocou-se ao terreno do campeão alemão (Werder Bremen) num jogo
a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões (que nessa altura contava
com apenas 2 grupos e tinha lugar após várias eliminatórias).
À entrada para
essa jornada (a 5ª) o FCP estava em 2º lugar no grupo com 2V/0E/2D (sendo uma dessas
vitórias sobre o mesmo Werder Bremen por 3-2 nas Antas), apenas 1 ponto à
frente do Werder. Conseguir pelo menos um empate era portanto fundamental (e
podia mesmo não chegar para nos apurarmos, até porque na última jornada o FCP
recebia o poderoso Milan - que se viria a sagrar campeão europeu com cabazada
de 4-0 ao Barça na final - e o Werder Bremen defrontava a equipa mais fraca do
grupo, o Anderlecht). A tarefa não era nada fácil, já que o Werder Bremen era na
altura uma das 10 melhores equipas da Europa.
Pois bem, o FCP
passou o teste com distinção, e de que maneira... vitória por 5-0 que deixou a
Europa boquiaberta. O marcador foi inagurado pelo malogrado Rui Filipe aos
11mins com uma «bomba» de fora da área, ele que nem sequer era previsto jogar (tinha
entrado 3 minutos antes para o lugar de Paulinho Santos que se lesionou). Os
restantes golos foram marcados por Kostadinov, Secretário, Domingos e Timofte.
Sabe sempre bem
rever o resumo deste jogo:
Para mim foi um
jogo muito especial - não só pela vitória histórica mas por ter sido dos
primeiros jogos que vi ao vivo fora de Portugal, e para mais quando nem era
suposto lá ir. Estava nesse dia em Amesterdão numa viagem de Páscoa com um
grupo de campismo quando alguém se lembrou de propôr ir a Bremen ver o jogo, já
que era «ali ao lado». Isto lá pelas 2h da tarde...
O «ali ao lado»
era afinal a 360 km... não tínhamos bilhetes (nem ideia se ainda havia
disponíveis), nem ideia como lá chegar, nem (muito) dinheiro, nem (muito)
tempo, nem falávamos alemão, mas não faltava determinação. Depois de perceber
que de comboio não ia funcionar lá conseguimos alugar carro, e saímos meio às
cegas (nem mapa tínhamos) - isto quando já passava das 16h.
Os tempos eram
bem diferentes: ninguém tinha telemóvel, não havia GPS nem Internet, o controlo
de fronteiras ainda existia. Com um bocado de sorte lá conseguimos chegar a
Bremen e encontrar o estádio pouco antes do jogo começar, mas deparámo-nos com
um «pequeno» problema: os bilhetes estavam esgotados. Lá conseguimos arranjar
bilhetes na candonga e entramos no estádio (tendo sido encaminhados para a zona
onde estavam os adeptos do FCP) ao mesmo tempo que as 2 equipas entravam em
campo. O resto é História, como diz o outro.
sábado, 29 de março de 2014
“Viscondes” na cabine do árbitro
Ao intervalo o jogo estava empatado 1-1 e, pelos vistos, o presidente do Sporting – Carlos Góis Mota – não estava a gostar da arbitragem de Braga Barros, árbitro de Leiria. Vai daí, não esteve com meias medidas, invadiu a cabine do árbitro e, segundo foi referido na altura, de pistola em punho (segundo outras versões tinha a pistola à cintura) “aconselhou-o a tomar mais atenção na 2ª parte pois poderia prejudicar-se”.
Nos segundos 45 minutos as coisas correram bastante melhor aos “viscondes”, que marcaram mais dois golos, tendo o Sporting ganho esse jogo por 3-1.
Para quem não saiba, além de presidente do Sporting [1], Góis Mota era um destacado membro do regime da época, tendo ocupado os cargos de Procurador Geral da Republica, Comandante e Secretário-Geral da Legião Portuguesa [2].
Góis Mota faleceu em 25 de Janeiro de 1973. Em 2001 foi distinguido com o Prémio Stromp [3] na categoria Saudade.
Felizmente, os tempos mudaram e, em 2014, os presidentes do Sporting já não invadem as cabines dos árbitros de pistola em punho (ou à cintura)…
Nota: As imagens anteriores foram retiradas de uma reportagem da SIC intitulada “Árbitro de Elite”, transmitida esta semana (no dia 25-03-2014), em que o protagonista é o árbitro Pedro Proença, o qual, soube-se agora (9 dias após ter arbitrado um SCP x FC Porto de triste memória), foi colega de faculdade de… Bruno de Carvalho.
[1] O Dr. Carlos Cecilio Nunes Góis Mota, enquanto dirigente do Sporting Clube de Portugal, começou por ser Vogal nas Direcções presididas por Joaquim Oliveira Duarte, entre 15 de Agosto de 1938 e 14 de Agosto de 1940. Regressou à Direcção em 19 de Janeiro de 1946, como Vice-presidente de Ribeiro Ferreira, funções que desempenhou durante sete anos, até 23 Janeiro de 1953, altura em foi eleito Presidente do SCP. Liderou o Clube durante quatro gerências, até 31 de Janeiro de 1957, altura em que foi substituído pelo seu vice-presidente Cazal Ribeiro.
[2] A Legião Portuguesa foi uma milícia criada em 1936, que estava sob a alçada dos Ministérios do Interior e da Guerra, e que nas décadas de 50 e 60 se caracterizou pela perseguição e repressão às forças oposicionistas ao regime, para a qual contribuiu o seu Serviço de Informações e a sua vasta rede de informadores.
[3] Os prémios Stromp são atribuídos anualmente pelo Grupo Stromp, a dirigentes, técnicos, atletas ou sócios do clube e são considerados como uma espécie de "Oscares" leoninos. Em 1971 foi criada a categoria "Saudade", para premiar os grandes vultos do passado do SCP.
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sexta-feira, 28 de março de 2014
Não matem as promessas
O jogo com o SLB foi muito bem conseguido e respeitou o guião. Um FCP forte e um visitante que entrou cheio de medo, como habitualmente, e não produziu tanto quanto prometiam os seus adeptos e a maioria da comunicação social, que já nos tinha passado a certidão de óbito pela degola de que íamos ser vítimas.
Fizemos uma primeira parte sempre por cima e quando estivemos menos bem, conseguimos disfarçar algumas fragilidades que ainda se notam e sair com a vitória no bornal; o resultado pecou por escasso, porque há uma segunda mão na Luz mas, ainda assim, foi uma cabazada de um a zero, como diria Mourinho. Uma equipa que parecia ter caído na inevitabilidade da derrota ao menor percalço, está mais personalizada e confiante, desde que LC tomou conta da equipa, pois já consegue mitigar e ultrapassar bem melhor as suas insuficiências. Mas, há um longo caminho a percorrer e a SAD não deve deixar de ler o que correu mal e avaliar o que ainda não está bem.
O FCP teve dificuldades com o Belenenses e vai continuar a tê-las. Não acabaram, ontem. Desde AVB que o nosso erário tem sido desvalorizado: o saldo das vendas tem sido muito positivo financeiramente e deficitário na vertente desportiva. Não é uma crítica, é uma constatação. Os êxitos de VP disfarçaram essa corrosão e as críticas maiores, ainda nesse período, foram sempre dirigidas ao treinador. Por isso, o que veio por mal pode acabar bem, se soubermos ler os sinais e actuar em conformidade; a época de 2014/15 promete ser complicada e tem de ser gerida com muita sabedoria, até porque estão, na porta de saída, jogadores fundamentais e a entrada directa na CL é quase uma miragem.
Mas, os
treinadores não seguem sozinhos na vertigem crítica dos adeptos: há ciclicamente jogadores sujeitos a marcação cerrada ou por serem velhos, ou por serem novos, ou porque sim. Por estes dias, o Carlos Eduardo que foi o herói em alguns jogos é sujeito às mais severas dúvidas quanto à sua valia. Foi muito bem substituído em Nápoles, mas acho que Carlos Eduardo tem tudo para ser um elemento valioso, mas como toda a equipa do FCP sente dificuldades quando se bate com equipas muito fechadas ou quando é sujeita a uma grande pressão. O FCP integrou, esta época, jovens de muita qualidade: Carlos Eduardo, Reyes, Herrera, Quintero, Ricardo, Josué, Ghilas e Licá. Alguns, provavelmente, não resistirão e ficarão pelo caminho, mas precisam dum treinador competente e de todo o seu magistério de influência para evoluírem e se integrarem no modelo da equipa. Se Luís Castro o fizer com lucidez e os sócios e adeptos forem capazes de compreender que aqueles atletas vivem um período de transição e aprendizagem, talvez a pressão que se abatata sobre esses jovens seja apenas a necessária para um desempenho profissional apropriado. Por favor, não matem as promessas antes do necessário tempo de maturação. Este pedido é obviamente extensivo aos decisores a quem cabe, prioritariamente, esse dever.
quinta-feira, 27 de março de 2014
A “equipa B” do slb…
Na caixa de comentários do artigo ‘Soube a pouco’, Luís Vieira (27-03-2014 às 10:58) escreveu o seguinte:
«A 1ª parte foi, de facto, muito boa, verdadeiramente asfixiante, o Benfica não conseguiu fazer nada. E não me venham com a tanga das poupanças, alinhando na orientação editorial do Record (ver capa de hoje), porque os únicos suplentes declarados que jogaram, tendo em conta o conjunto da época, foram o Sílvio, o Salvio e o Sulejmani, a que eu contraponho o Fabiano, o Herrera e o Reyes. O Artur, o Rúben Amorim e o Cardozo foram titulares largas vezes, este ano, pelo que não vinga a tentativa de apoucamento da vitória de ontem (justíssima e a pecar por escassa).»
Relativamente a este tipo de desculpas e álibis, o diretor de O JOGO, José Manuel Ribeiro, escreveu o seguinte:
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| José Manuel Ribeiro, O JOGO, 27-03-2014 |
«Seria incorreto, sequer, sugerir que o onze retocado [do Benfica] tinha a segunda intenção de servir de álibi em caso de nova derrota. O problema é que serviu: no final, em vez de repetir o que já disse tantas vezes (“não há titulares”, “confiança absoluta em todos os jogadores”, etc.), repisou e voltou a repisar as modificações feitas no onze e deixou cair que até substituiu o Rodrigo, estando este “melhor do que o Cardozo”, porque era preciso dar minutos ao paraguaio. Ou seja, perdeu porque jogaram os fraquinhos. Ao fim de cinco anos, no que respeita ao FC Porto, Jesus ainda nem sequer superou a fase da negação.»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 27-03-2014
Sobre este assunto, melhor do que qualquer opinião, são os números da utilização destes “suplentes” do slb nos meses de Fevereiro e Março:
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| Sílvio - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero) |
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| Rúben Amorim - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero) |
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| Sulejmani - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero) |
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| Salvio - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero) |
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| Cardozo - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero) |
Perante estes números, parece-me difícil (para não dizer ridículo) afirmar que Sílvio, Rúben Amorim, Sulejmani, Salvio e Cardozo são jogadores de equipa B, suplentes pouco utilizados ou que estão sem ritmo de jogo mas, se isso servir de álibi para os benfiquistas ou como argumento para os (poucos) portistas que não vêem diferenças entre o FC Porto de Luís Castro e o de Paulo Fonseca, porque não?
É normal que, não podendo falar da arbitragem ou da sorte/azar/infelicidade, se invente outra desculpa qualquer.
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