Pinto da Costa é o presidente mais titulado de sempre do futebol mundial e é, também, o principal responsável pela transformação dos “andrades” em “dragões” (com tudo o que isso significa em termos de mentalidades e mudança estrutural do Futebol Clube do Porto).
Mas se Pinto da Costa é um presidente top, com um passado recheado de sucessos e mereceu todos os elogios que nós, adeptos portistas, lhe fizemos ao longo das últimas quatro décadas é também ele o principal responsável pelo descalabro desta época.
Foi ele, Pinto da Costa, que, em tempo oportuno, não renovou com um treinador que era campeão nacional, o qual, nos últimos meses da época 2012/2013, com um plantel limitado, continuava a lutar, taco-a-taco, com uma das equipas encarnadas mais fortes dos últimos 30 anos.
Foi ele, Pinto da Costa, que quis esperar pelo final da época 2012/2013 e, tendo em casa um treinador acabado de se sagrar bicampeão, não fez tudo o que estava ao seu alcance para o convencer a ficar (tivesse Pinto da Costa oferecido a Vítor Pereira 30 a 35% do que Jorge Jesus ganha no SLB…).
Foi ele, Pinto da Costa, que escolheu e contratou Paulo Fonseca, um homem sem qualquer experiência anterior de clube grande (ao contrário de José Mourinho, André Villas-Boas ou Vítor Pereira) e um treinador sem qualquer experiência de competições europeias e de gestão de balneários cheios de vedetas.
Foi ele, Pinto da Costa, que, em 16 de Janeiro de 2014, quando os sinais da crise que afetava o futebol portista já eram mais do que evidentes, afirmou o seguinte (numa entrevista ao Porto Canal): “Se a época e o contrato dele [Paulo Fonseca] acabassem hoje, ontem tinha renovado com ele. Não é necessário dizer mais nada. Tenho absoluta confiança no Paulo Fonseca. Se eu entendesse que ele não era o treinador que o FC Porto neste momento precisa, era o primeiro a dizer-lhe”.
Perante tudo o que se passou nos últimos 12 meses, penso que Pinto da Costa deve uma explicação aos sócios e adeptos do FC Porto (talvez numa outra entrevista ao Porto Canal).
E, já agora, depois de uma época horribilis, a nação portista precisa de uma mensagem forte acerca do futuro imediato do Futebol Clube do Porto. Porque, como Pinto da Costa disse várias vezes, do passado vivem os museus.





















