quinta-feira, 15 de maio de 2014

Eu, emigrante, me confesso

Existe um mito que diz que os emigrantes estão muitíssimo mais inclinados a apoiar o clube rival na Europa do que os portugueses que vivem em Portugal. Em algumas cabeças «bem pensantes», quando tal não acontece chega-se ao ponto disso ser visto como um crime de lesa-pátria .

Ora, pela minha experiência (de 18 anos como emigrante, conhecendo imensos portugueses não só em Bruxelas como por esse mundo fora) isso nao é verdade. De todo. É, portanto, isso mesmo: um mito.

Colocando as coisas numa linguagem científica: nao vejo uma correlacão minimamente significativa entre esses 2 factores. A maioria dos emigrantes que conheço são tão «facciosos» como a maioria dos portugueses que conheço em Portugal. A haver uma diferença, é marginal.

Acredito piamente que isso até fosse verdade até aos anos 80. Mas o mundo mudou, e muito.

O contexto mudou imenso nas ultimas 2 decadas: 

1) o perfil do emigrante típico (deixou de ser um gajo da aldeia sem educacão, mal informado, alvo de chacota dos estrangeiros por ser português, e com um saudosismo bacoco).

2) as ligacões a Portugal são hoje em dia constantes (internet, emails, TV satélite, Skype etc) e não raras como no passado. Um emigrante passou portanto a ser muito menos diferente de um português que viva em Portugal (e menos saudosista), está muito melhor informado do q se passa no país e participa regularmente em discussões sobre futebol com outros adeptos do mesmo clube - estejam eles em Portugal ou no estrangeiro.

Repare-se no seguinte: vivo na Bélgica e tenho os mesmos canais de TV em casa que o pessoal em Portugal, tenho acesso aos mesmos jornais (via Net) que o pessoal em Portugal, troco opiniões diariamente com pessoal em Portugal (e portugueses na Bélgica), consigo ver o FCP ao vivo no estádio pelo menos meia dúzia de vezes por ano. A única diferença em relação a quem vive aí é apenas e só o número de portugueses que fisicamente me rodeiam...

3) Portugal evoluiu muito e a auto-estima dos portugueses aumentou imenso em consequência. Não precisamos hoje em dia de nos agarrar aos clubes de futebol como sendo praticamente o único factor corrente de orgulho em sermos portugueses.

4) a inimizade entre portistas e lamps aumentou em flecha desde os anos 80, nomeadamente a partir do momento que o FCP ultrapassou o slb como o clube português de mais sucesso: o que criou muitos anti-corpos (como bem sabemos), tanto em Portugal como entre os emigrantes

5) Até aos anos 90 havia uma maior identidade nacional nos clubes: hoje em dia a maioria dos jogadores são estrangeiros...

No que me diz respeito, vivo a rivalidade FCP - slb de forma tão acentuada como quando vivia em Portugal - provavelmente ainda mais, fruto das campanhas anti-FCP a que assistimos nos últimos 20 anos. 

E como disse anteriormente, sou muitas coisas (portista, portuense, nortenho, engenheiro, emigrante, anglófilo, etc etc) e «português» é apenas uma dessas muitas características - característica que está longe de ser a mais importante: ser portista e portuense é para mim muito mais importante.

Portanto: não me peçam para apoiar um clube anti-portista (seja ele belga, chinês, ou português), ainda por cima quando joga contra clubes que nunca fizeram mal nenhum ao meu clube ou à minha cidade. 

Se outros têm como prioridade máxima a nacionalidade do clube, fixe para eles, estão no seu direito: mas certamente não estão no direito de me impôr as suas prioridades e querer dar lições. Era só o que faltava!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Parabéns Beto!






P.S.1 A RTP 1, a SIC e a TVI, que passaram o dia com uma programação de alienação colectiva centrada no Benfica, que interromperam os telejornais no intervalo do SL Benfica x Sevilha (entre as 20:30 e as 20:45), para fazer directos em locais onde se encontravam benfiquistas a assistir à Final, quando o jogo acabou puseram no ar… telenovelas.

P.S.2 A RTP, uma empresa 100% pública, paga pelos contribuintes portugueses, enviou quatro (!) jornalistas para Turim (Carlos Daniel, Noé Monteiro, Alexandre Albuquerque e outro que não fixei o nome), mais os respectivos operadores de câmara e um manancial de meios humanos e técnicos de apoio. Durante um telejornal, cheguei a ver três destes jornalistas a entrarem em directo (um estava nas imediações do estádio, outro à porta do hotel onde ficou o SLB e o terceiro andava pelas ruas de Turim a entrevistar benfiquistas). E tudo isto, quando a televisão que detinha os direitos de transmissão da Liga Europa era a SIC.

terça-feira, 13 de maio de 2014

“Um jogo mais vistoso...”

Na passada sexta-feira, Vítor Pereira foi o convidado do programa Maisfutebol, da TVI24, durante o qual falou sobre vários assuntos, entre os quais o modelo de jogo que preconiza para as suas equipas e as diferenças para um futebol mais de transições, como é (era) habitual nas equipas de Jorge Jesus.

A meio da conversa, quando questionado se tinha recebido algum telefonema do FC Porto para suceder a Luís Castro, respondeu que, nesta altura, o regresso “não teria lógica absolutamente nenhuma”.

A explicação: “Saí há um ano porque senti que era o momento de sair. Agora é a oportunidade para o FC Porto crescer, ter um projeto novo, com pessoas novas, talvez com um jogo mais vistoso, não sei...

E mais à frente acrescentou: “ Saí, porque…, porque senti, que havia chegado o momento das pessoas poderem apreciar outro tipo de futebol” e sorriu…

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O jogo é em Águas Santas

Sexta-feira à noite, no Dragão Caixa, durante o Dragon Force x Illiabum…


Dois adeptos portistas, ambos sócios do FC Porto, à conversa…

Portista 1: A que horas é o jogo de amanhã?

Portista 2: Às 18:00.

Portista 1: Vens ver?

Portista 2: O jogo não é aqui. É em Águas Santas.

P.S. No Sábado, dia 10 de Maio, uma Equipa do FC Porto (daquelas em que a expressão "Somos Porto" ainda faz sentido) foi a Águas Santas (na Maia) vencer por 27-24 e está a uma vitória de um inédito hexacampeonato e de entrar para a história do Andebol português.
À mesma hora, 28 profissionais, 14 do FC Porto e outros tantos do SL Benfica, também disputaram no Estádio do Dragão um desafio de futebol, sem qualquer interesse e com parte dos jogadores já a pensarem nas "merecidas" férias…

domingo, 11 de maio de 2014

Mais do mesmo!


Não há muito que dizer sobre este jogo que seguiu o destino de muitos outros desta época. Entrámos bem, a bola correu, fizemos perigo e marcámos cedo. No corredor direito Danilo e Ricardo estiveram em muito bom plano; o trio do meio campo comandou o jogo; Jackson esteve muito activo e ficou a pouca distância de marcar um golo excepcional. Foram agradáveis de ver esses minutos. Fomos perdendo fulgor, embora o SLB tivesse andado sempre distante da nossa baliza. Até que sucedeu a grande penalidade que Reyes provocou, em mais um erro defensivo que não estranhamos porque passou a fazer parte da rotina da equipa a que nos habituamos como uma inevitabilidade. A partir daí, a equipa desorganizou-se e perdeu o rumo. Uma outra grande penalidade a nosso favor, por falta bem conquistada por Martinez, permitiu-nos chegar em vantagem ao intervalo.
Na segunda parte, o SLB ajustou as marcações e o FCP, também como vem sendo hábito, perdeu fulgor. Defour e Herrera apresentavam desgaste e a defesa tremia à mínima ameaça. Fabiano hesitou e a trave salvou-nos de sofrer o empate. As substituições de Defour por Quintero, de Herrera por Josué e de Quaresma por Kelvin não trouxeram melhorias significativas. A qualidade caiu em flecha e o segundo tempo foi um bocejo. Apenas uma boa jogada e Quintero,  em boa posição,  a atirar ligeiramente ao lado.

Este jogo não deixou saudades, como não vai deixar o campeonato. Foi o fim adequado a uma prestação bem longe dos nossos pergaminhos. Pela negativa neste jogo destaco Quaresma, o pior em campo. À defesa, falta liderança e Fabiano demonstrou fragilidades preocupantes. A equipa parece exausta e Defour e Herrera deram o estoiro cedo demais. Mikel esteve regular, combativo e a dar boas indicações e Ricardo confirmou ser um dos bons reforços desta época. Foram os melhores e mais constantes neste jogo. Maicon, Reyes (que não percebo porque joga do lado esquerdo) e Alex estiveram irregulares e pouco seguros.
O Dragão teve pouca gente e há um sentimento de desilusão que se percebe, mas que não justifica a deserção.  A equipa não consegue interagir com os adeptos e a ligação é de grande frieza. O que vi no Dragão Caixa na sexta-feira foi inolvidável; a rapaziada do futebol tem muito aprender com os basquetebolistas. Mas, não acredito que sejam capazes. Quaresma tem que rever os seus processos e atitudes. A direcção deve ter uma conversa com o atleta e definir os limites. A próxima época não pode começar com equívocos.
Boas Férias !

sábado, 10 de maio de 2014

Julen quem?

Quantas vezes imaginei que o presidente mais titulado da história e um dos meus ídolos de adolescência iria apresentar um  novo treinador como “primeira, segunda e terceira” opção que nunca treinou um clube de primeira divisão? Nunca.

Pinto da Costa sempre gostou de apostas arriscadas. 
Ao contrário do mito urbano instalado, saiu-lhe tantas vezes mal como bem. Por cada Artur Jorge, José Mourinho e André Vilas-Boas houve um Quinito, um Fernando Santos, um Del Neri, um Co Adriaanse ou um Paulo Fonseca. Mas pronto, o pessoal gosta do copo meio cheio, que se pode dizer. Só que ao contrario do novo “Mister” – a quem desejo o melhor, como desejei  aos anteriores detentores da cadeira de sonho por muito que pudesse ter considerado a escolha errada – todas essas apostas partiam de uma ideia estabelecida nos anos anterior pelo trabalho desses treinadores em clubes pequenos. Também se esquece muito facilmente que de todas as apostas de risco, as poucas que funcionaram, foram feitas em homens com cultura de casa FCP, que tinham trabalho directamente com grandes treinadores na história de clube como auxiliares e que tinham uma bagagem de alta roda maior do que o CV aparentava. Isso é válido para Artur Jorge, para José Mourinho e para André Vilas-Boas. Não o é para Julen Lopetegui.

O novo treinador do FCP nunca passou por uma primeira divisão na vida. E isso parece-me ser importante de recordar, não vá agora qualquer tipo com meia dúzia de horas de Football Manager achar que pode chegar ao FC Porto directamente do Tourizense.
Treinou dois clubes, o modesto Rayo Vallecano (do qual foi despedido sem impedir que a equipa caísse para a 2 Divisão B) e o Real Madrid Castilla, filial do clube da capital espanhola com quem também não teve grandes exigências. De aí, graças à sua velha amizade com Fernando Hierro e Vicente del Bosque, com quem trabalhou no Real Madrid, foi incorporado ao staff técnico de formação da selecção espanhola como seleccionador sub-19. De aí passou aos sub-21 com quem ganhou um titulo europeu em Israel de forma categórica e com uma equipa que deixou uma excelente imagem. Uma equipa com Thiago, Isco, Illarramendi, Rodrigo, De Gea e afins. Com a mesma geração (e uma outra, mais tarde, composta por Jesé, Deulofeu, Oliver Torres, Paco Alcacer e Suso), falhou por duas vezes chegar às meias-finais do Mundial de sub-20, o objectivo mínimo para a melhor geração jovem do futebol mundial. Um dado para ter na cabeça. De aí ao Porto foi um salto de pardal, com uma ajuda pelo caminho de um celebre empresário cuja sombra se vai estendendo, cada vez mais sobre o Dragão, e também de um velho colega seu no Barcelona, o putativo candidato presidencial (para alguns) Vitor Baia. Aposta pessoal de Antero Henriques (ao parecer ao contrario do “defunto” Paulo Fonseca), Lopetegui é a maior incógnita da história do FC Porto. De longe. Perigosamente.



O FCP está diante de um dos anos mais importantes da sua história.
Não é preciso dar muitas voltas. O Benfica está melhor, pode fazer o que o FCP nunca conseguiu fazer (sem detentor de todas as provas nacionais num mesmo ano e ainda juntar isso a um titulo europeu) e não dá impressão de que vá implodir brevemente. Tem crédito ilimitado, tem imprensa a bajular-lhes os pés, tem a sua influência nos corredores de poder assegurado e pela primeira vez em trinta anos está em legitimas condições de sonhar com o Bicampeonato. Não seria o fim do mundo mas seria um inicio de um novo mundo no futebol português. O equilíbrio seria maior do que nunca foi desde os anos oitenta. E chegaria num momento extremamente delicado para nós. Entre os duelos intestinais pelos que aspiram a liderar o clube no futuro, os problemas de solvência financeira com um passivo descontrolado que obriga a vender e vender, não estamos em condições, à priori, de dar o murro na mesa que se deu em 2010 com a chegada (por 12 milhões de euros) de um jogador fundamental como Moutinho e a manutenção de peças como Hulk e Falcao na frente de ataque. Este ano é altamente previsível que saiam Fernando, Mangala e Jackson Martinez, talvez num negócio conjunto como sucedeu no ano anterior. Ninguém descarte que também saiam jogadores como Varela, Defour ou Maicon. Helton tem o futuro profissional por um fio e Alex Sandro e Danilo são futebolistas que – não nos enganemos – foram contratados com a promessa que não ficariam aqui muito tempo. Não estarão satisfeitos.
Sem dinheiro para investir (e os últimos investimentos têm corrido bastante mal) e com muitos jogadores que foram mais cinzentos que luminosos este ano (Quintero, Herrera, Reyes, Quaresma) que agora terão de assumir outro protagonismo, o FCP precisava, mais do que nunca, de um treinador com um perfil de liderança, de elevada cultura táctica, de experiência a lidar com conflitos quotidianos, com ambições desmedidas de muitos meninos-mimados. Lopetegui pode ser o que Pinto da Costa (ou Antero) quiser. Mas não é nada disso. Durante 4 anos (quatro!!!) treinou duas semanas de três em três meses jogadores cujas preocupações eram nulas porque as deixavam para os clubes. Cada jogo era tão desequilibrado (ver historial fases apuramento Europeus) que dava para gerir egos com comodidade. Exigência táctica? Muito pouca. Experiência em manobrar um balneário todos os dias? Nenhuma. Liderança em momentos de crise? Impossível de saber, nunca foi testada.

Lopetegui tem 47 anos. Não é uma jovem promessa do futebol mundial que passou debaixo do radar do mundo. É um homem que foi tantos anos comentador televisivo como treinador de futebol. Um homem com o CV que eu – se fosse adepto de um Vitoria de Guimarães – torceria o nariz. Até porque todos sabemos de cor seleccionadores de futebol juvenil que se transformam em grandes treinadores seniores com os anos, não é Carlos Queiroz?
O que é Lopetegui? 
Uma escolha fácil, imposta por agente influente que se adequa à falta de liderança da estrutura do FCP, incapaz de contratar um treinador de perfil elevado (habitualmente incapaz de aturar o regime de imposição desta direcção na área desportiva) e com medo para apostar num novo treinador jovem português como Marco Silva depois do flop Paulo Fonseca e do despedimento de um bicampeão em titulo chamado Vitor Pereira. 
O que é Lopetegui? 
Um treinador que só trabalhou com jovens como era Jesualdo Ferreira, um homem que desperdiçou uma geração inteira de jovens promessas. Um treinador que vai ter a exigência de bater o pé ao Benfica enquanto as armas que tem na mão (salvo se Pinto da Costa tiver encontrado um bau de ouro) serão Quintero, Reyes, Herrera, Carlos Eduardo, Kayembe, Toze, Vitor Garcia, André Silva, Ghilas, Rafa e companhia. Por muito potencial que tenham, todos eles, não são nem Falcao, Hulk e Moutinho nem Isco, Thiago ou Jesé.
O que é Lopetegui? 
Um homem de quem ninguém sabe nada (a começar por quem manda no FCP que terá acesso aos mesmos – escassos – vídeos que qualquer um de nós tem) e que herda um lugar onde Pinto da Costa quer ver à viva força Jorge Jesus ou André Vilas Boas mas que nenhum dos dois quer ocupar, deixando-o de mãos a abanar.


O presidente do FCP diz que o novo técnico é a sua primeira, segunda e terceira escolha e um exemplo da melhor liga do mundo. É pena que Lopetegui nunca tenha treinado na melhor liga do mundo (a mesma onde coabitam estilos tão variados como Paco Jemez, Diego Simeone, Tata Martino, Unai Emery, Ernesto Valverde, Carlo Ancelloti, Marcelino Toral, todos eles iguais como duas gotas de água presidente) e seja claramente o nome mais obscuro de uma lista que deveria ter sido elaborada a pensar na exigência do desafio que nos espera. Julen Lopetegui pode ser campeão europeu com o FC Porto. Nada me faria mais feliz. Com que ganhe o campeonato já me dou por satisfeito depois do ano que vivemos. Mas é a aposta mais arriscada de que eu me lembro num clube que considero de topo do futebol europeu. Se funcionar, Pinto da Costa terá acertado e recuperado a sua estrela. Honra lhe seja feita. Mas se falhar, será o segundo tiro consecutivo nos pés. Consciente, propositado. Um erro perfeitamente evitável (com Paulo Fonseca ainda podia haver duvidas) com olhar para o que este treinador logrou em dez anos de carreira profissional. Se nos sai um novo Del Neri não se esqueçam de quem preferiu voltar a colocar o seu ego pessoal à frente das necessidades do clube. Largos dias têm…      

PS 1: O facto do treinador ter deixado cair a um jornalista seu amigo (da Radio Marca) a noticia de que seria o novo treinador do FC Porto antes do anuncio oficial (algo que a sua familia, alias, já o sabia há uma semana contrariando as graçolas de Pinto da Costa na apresentação) deixa muito a desejar como cartão de visita e contraria tudo aquilo que o FC Porto antes valorizava no sigilo e profissionalismo dos contratos assinados com técnicos. Del Neri fez o mesmo e sabemos quanto tempo durou...

PS 2: As caixas de comentários deste e doutros blogs da bluegosfera (e alguns artigos) alinham pelo discurso de que "se este é o homem elegido pelo NGP então é o melhor que podemos ter". Cada um é livre de pensar o que quiser, está claro, mas Pinto da Costa - o maior presidente da história de um clube em Portugal e alguém que nunca conseguiremos substituir à altura - não é infalível. A história já nos devia ter ensinado isso e ainda que todos - críticos e não críticos - queiramos o sucesso absoluto deste projecto porque somos todos portistas, um pouco de perspectiva não faz mal a ninguém...

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Bilhete (só) de ida


“Ainda não pensei no futuro. Estou bem no FC Porto, há a vontade mútua de continuarmos juntos” (…) “O meu empresário teve contactos com o Fulham em Janeiro. Era bom e era concreto.”
“É realmente uma pena que a Bélgica não olhe tanto para Portugal, porque não se fala muito sobre as minhas boas exibições. Se eu conseguisse o mesmo em Inglaterra, se calhar falava-se o dobro de mim.”

Extractos das declarações de Steven Defour ao jornal belga “Dernière Heur”

Este é (mais) um caso de um jogador cujo perfil não interessa minimamente ao FC Porto. Dentro do campo nunca conseguiu justificar a excepcional imagem que tem de si próprio e a sua cabeça não está no clube. Já não joga para o colectivo, joga apenas por si e para si. A visão demasiado curta para a sua própria carreira está bem patente no que mais o preocupa, a presença no Mundial do Brasil.

Conseguir um encaixe financeiro semelhante áquilo que nele investiu já seria uma solução bastante satisfatória para o FC Porto. Que seja bem sucedido e que vá à sua vida…

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mudança de Paradigma!

O ex-seleccionador espanhol chegou ao Porto. Já tinha passado por clubes espanhóis de segunda linha. O seu perfil de formador e de saber liderar jovens era conhecido e, também por isso, foi uma aposta do clube. Pinto da costa deixou-lhe palavras de apoio: “Pode estar seguro que está num clube que lhe dará todas as condições e dirigentes do melhor que há em Portugal. Este é um projecto novo que procura um novo rumo”.

Estou a falar de Moncho Lopez.

Treinou o Gijon, o Breogan e um clube de basquetebol de Sevilha. Treinou a selecção espanhola durante pouco tempo (em 2002) e a selecção portuguesa antes de chegar ao FC Porto. A selecção portuguesa por si orientada ficou em último lugar do Grupo na qualificação para o Europeu de Basquetebol de 2011. Um fracassado.

No entanto o clube apostou forte no Basquetebol e o trabalho de Moncho deu frutos. Foi campeão em 2010/2011 pelo FC Porto (entre outras conquistas) e jogou a final de 2011/2012 contra o SLB. No final dessa época a SAD do Basquetebol entrou em declínio e... faliu. O FC Porto, no entanto, convidou Moncho para iniciar um projecto com o nome Dragon Force feito de jovens jogadores e começar do zero nos escalões secundários e este, contra todas as expectativas, aceitou. A partir daí o projecto Dragon Force é uma história de vitórias e de sucessos e disputa actualmente a final da Proliga com o Illiabum.

Salvaguardadas as devidas distâncias, o paradigma do negócio futebolístico também está a mudar e irá mudar muito nos próximos anos, principalmente para os clubes de países com Ligas mais fracas e crónica incapacidade de geração de receita, como é o caso português.

Às medidas do fair-play financeiro da UEFA (City e PSG poderão ter de pagar 60m€ cada) poderá juntar-se a breve trecho a proibição da co-propriedade de passes de jogadores. Assim, a opção pela formação e pela construção de equipas "à Porto", com jogadores formados na casa, faz mais sentido que nunca. Embora desconhecendo se tudo isto foi ponderado e assumido estrategicamente no Dragão, a verdade é que o FC Porto não tem actualmente condições para apresentar orçamentos de 100M. As contas estão como se sabe e é necessário assumir a mudança. Acredito que o clube e a SAD estão conscientes das suas limitações, nomeadamente a incapacidade de competir financeiramente com um poço sem fundo como o SLB e terão, por isso, tomado a decisão de contratar um treinador especialista na formação.


Neste momento a decisão tomada parece fazer sentido. O perfil de Lopetegui revela a escolha de um caminho diferente, moderno e ambicioso, representado pela escola espanhola. O facto de o contrato assinado com o treinador ser de 3 anos, algo pouco comum no FC Porto, indica também que esta é uma aposta forte de Pinto da Costa e Antero Henrique com um foco na formação.

A contratação foi um processo “à Porto”: tratada em sigilo, cirúrgica e com uma mensagem forte. E não menos importante: ocorreu ainda antes do final desta época desastrosa de forma a terminar com o desgaste moral provocado por sucessivas derrotas. O FC Porto disputará em Agosto a 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões pelo que a preparação da próxima época terá forçosamente de começar mais cedo. Também por isso este foi o timing ideal.

Espero uma gestão do FC Porto mais disciplinada e menos propensa ao modelo de negócio impor/expor de jogadores que está a ficar saturado, é de alto risco e muito intensivo em capital. Os jogadores entram como mercadoria e comportam-se como uma mercadoria. Querem valorizar-se para poderem render noutros mercados (leia-se noutras Ligas). Assim não há colectivo que resista.

Que Lopetegui trabalhe e faça o melhor que pode pelo clube. Desejo-lhe a maior sorte do mundo.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Viciado no alto risco

Está desfeito o suspense sobre o próximo treinador do FCP, Lopetegui de seu nome.

Confesso que me sinto claramente desiludido. Defendia neste momento a contratação de um estrangeiro, mas a de um estrangeiro com um CV que metesse respeito - e que metesse respeito a nível de clubes, não treinando putos em seleções. Penso que o FCP precisava de um «general», com forte experiência acumulada e que metesse muito respeitinho aos jogadores. Um Bobby Robson ou Tomislav Ivic versão 2014, digamos. E digo estrangeiro porque em Portugal treinadores com esse CV, não há (o meu preferido no país seria Leonardo Jardim, cuja cláusula de rescisão certamente não seria um obstáculo).

Ora a nível de clubes, o CV de Lopetegui consegue ser ainda mais modesto do que o de Couceiro quando foi contratado pelo FCP (quanto mais o de um P. Fonseca ou Del Neri), nunca tendo sequer treinado um clube de 1a divisão (e tendo sido despedido do Rayo Vallecano na sua experiência mais elevada a nível de clubes, na 2a divisão espanhola, quando o clube ia a caminho de descer de divisão). Mais: aos 47 anos não se pode dizer que estamos na presença de um talento em início de carreira que tenha passado despercebido aos clubes, ao contrário por exemplo de um AVB quando o FCP o foi buscar.

É verdade que por outro lado tem as vitórias no campeonato da Europa ao serviço das seleções jovens espanholas, o que não é de somenos. No entanto, e muito mais do que constatar que essas seleções eram claras favoritas em função do enorme talento de que disfrutavam (o que não ajuda a esclarecer a valia de Lopetegui), constato que treinar seleções - e para mais de putos - é muito diferente de treinar um clube. O contexto é muito diferente: há jogadores a vender e a comprar, há jogadores a gerir psicologicamente porque «querem dar o salto», há acima de tudo um trabalho que é diário e ao longo de meses a fio - um trabalho muito mais aprofundado a nível táctico, técnico e de planeamento. Não será por acaso que treinadores com um trabalho interessante a nível de seleção mostraram ser «flops» a nível de clubes, como Queiroz, Nelo Vingada ou até Scolari.

Pessoalmente acho que é, portanto, uma «jogada» de elevadíssimo risco, mesmo que o homem tenha alguns pontos a seu favor. É mais ou menos equivalente a ter contratado Carlos Queiroz em 1994, i.e. após se ter sagrado campeão do mundo (ou nem isso: Queiroz foi campeão do mundo, não da Europa, e Portugal não era à partida claro favorito à vitória; finalmente, esse ao menos já conhecia bem o futebol português).

Pinto da Costa gosta de jogadas de alto risco (que já lhe correram tanto muito bem como muito mal no passado), mas sinceramente acho que isso era a última coisa de que precisávamos no contexto actual, que é provavelmente o mais complicado dos últimos 30 anos.

A ver vamos, e quem me dera que Lopetegui demonstre que o meu cepticismo com esta escolha afinal não tinha razão de ser. Como sempre, terá certamente o meu apoio e benefício da dúvida durante um período de tempo considerável (P. Fonseca teve-o até Novembro). Zorte ona*, Lopetegui!

* 'Boa sorte' em basco

PS - curioso que o empresário de Lopetegui seja o mesmo de Paulo Fonseca. Coincidências, certamente.
PPS - perdoem-me a brincadeira, mas não consigo resistir: vendo as coisas pela positiva, se a experiência não correr bem como treinador, temos a possibilidade da Porto Canal ganhar um comentador profissional :-)

Uma explicação aos sócios

Pinto da Costa é o presidente mais titulado de sempre do futebol mundial e é, também, o principal responsável pela transformação dos “andrades” em “dragões” (com tudo o que isso significa em termos de mentalidades e mudança estrutural do Futebol Clube do Porto).


Mas se Pinto da Costa é um presidente top, com um passado recheado de sucessos e mereceu todos os elogios que nós, adeptos portistas, lhe fizemos ao longo das últimas quatro décadas é também ele o principal responsável pelo descalabro desta época.

Foi ele, Pinto da Costa, que, em tempo oportuno, não renovou com um treinador que era campeão nacional, o qual, nos últimos meses da época 2012/2013, com um plantel limitado, continuava a lutar, taco-a-taco, com uma das equipas encarnadas mais fortes dos últimos 30 anos.

Foi ele, Pinto da Costa, que quis esperar pelo final da época 2012/2013 e, tendo em casa um treinador acabado de se sagrar bicampeão, não fez tudo o que estava ao seu alcance para o convencer a ficar (tivesse Pinto da Costa oferecido a Vítor Pereira 30 a 35% do que Jorge Jesus ganha no SLB…).

Foi ele, Pinto da Costa, que escolheu e contratou Paulo Fonseca, um homem sem qualquer experiência anterior de clube grande (ao contrário de José Mourinho, André Villas-Boas ou Vítor Pereira) e um treinador sem qualquer experiência de competições europeias e de gestão de balneários cheios de vedetas.


Foi ele, Pinto da Costa, que, em 16 de Janeiro de 2014, quando os sinais da crise que afetava o futebol portista já eram mais do que evidentes, afirmou o seguinte (numa entrevista ao Porto Canal): “Se a época e o contrato dele [Paulo Fonseca] acabassem hoje, ontem tinha renovado com ele. Não é necessário dizer mais nada. Tenho absoluta confiança no Paulo Fonseca. Se eu entendesse que ele não era o treinador que o FC Porto neste momento precisa, era o primeiro a dizer-lhe”.

Perante tudo o que se passou nos últimos 12 meses, penso que Pinto da Costa deve uma explicação aos sócios e adeptos do FC Porto (talvez numa outra entrevista ao Porto Canal).

E, já agora, depois de uma época horribilis, a nação portista precisa de uma mensagem forte acerca do futuro imediato do Futebol Clube do Porto. Porque, como Pinto da Costa disse várias vezes, do passado vivem os museus.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mais uma derrota

O último classificado e, antes do jogo, quase despromovido Olhanense (*), derrotou o tricampeão FC Porto por 2-1.

Mais uma derrota. Mais um recorde negativo (o Olhanense não ganhava ao FC Porto desde 1973/74, há 40 anos!)

O JOGO, 05-05-2014

Época 2013/2014: 7 derrotas em 29 jogos do campeonato, o que dá uma derrota em cada 4 jogos (4,14 para ser mais preciso). E ainda falta disputar o FC Porto x SL Benfica, da 30ª jornada, para terminar este pesadelo.

Para dar uma ideia do enorme descalabro que é esta época, apresento, de seguida, o número de derrotas em alguns dos outros campeonatos “menos bons”, desde que Pinto da Costa assumiu a responsabilidade do futebol portista:

Época 2009/2010: 4 derrotas em 30 jogos
Época 2004/2005: 6 derrotas em 34 jogos
Época 2001/2002: 8 derrotas em 34 jogos
Época 1999/2000: 5 derrotas em 34 jogos
Época 1988/1989: 3 derrotas em 38 jogos
Época 1976/1977: 7 derrotas em 30 jogos

Só de me lembrar que na época passada…

Época 2012/2013: 0 derrotas em 30 jogos

O JOGO, 18-04-2014
Nunca o FC Porto tinha piorado tanto (em termos de derrotas) de uma época para outra, como foi o caso da época 2012/2013 para 2013/2014.

Porque será?
É algo para Pinto da Costa e Antero Henrique meditarem…

Apesar de, comparada com esta, a época passada parecer perto da perfeição (passe o exagero), o FC Porto, na época 2012/2013, averbou um total de quatro derrotas (duas na Liga dos Campeões, uma na Taça Portugal, uma na Taça da Liga).

Apenas quatro derrotas (SC Braga, PSG, Málaga, SC Braga) no cômputo geral de todas as competições que o FC Porto disputou na época 2012/2013. E dá-se a particularidade de três dessas derrotas terem acontecido em desafios onde o FC Porto viu um seu jogador ser expulso e teve de disputar uma parte significativa desses jogos com menos um jogador.

A comparação entre as épocas 2012/2013 e 2013/2014 é algo para Pinto da Costa, Antero Henrique e os adeptos portistas meditarem…

(*) Como se sentirão os adeptos do Paços Ferreira e Belenenses, perante a atitude, falta de empenho e exibição da equipa do FC Porto no jogo de ontem?

domingo, 4 de maio de 2014

O poço sem fundo

Deixo aqui o meu apelo sincero, para que ninguém, absolutamente ninguém, afecto ao FC Porto, marque presença no próximo jogo, frente ao SLB, no Estádio do Dragão. Não censuro quem acredita em apoiar incondicionalmente, mas julgo ser mais importante dar um sinal claro, a quem dirige(?) o futebol do clube, que estas vergonhas não são toleráveis - vão apoiar o basquete, o andebol, o hóquei em patins. Há quem acredite em revoluções - eu vejo jogos como o Olhanense, e chamar-lhe-ia antes "milagre" - na próxima época, mas eu considero que a revolução já começou há muito, quando se iniciou a transformação de uma equipa respeitável e vencedora, num alvo de chacota, que enxovalha o seu próprio historial.

Se acreditam que devem estar presentes, façam-no. Mas quem lá estiver, mesmo que com o exclusivo propósito de apoiar a equipa, deve estar ciente que está a ser conivente com a incompetência (ou má-fe; nesta fase é difícil distinguir) que resultou nesta gigantesca humilhação.

Tortura #572152

O Olhanense até pode ser despromovido, mas pelo menos parece dar-se bem com defesas com nível de 2ª Liga.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Maio de 2014, um ano depois…

2 de Maio de 2014.
O país futebolístico está em festa (alguém sabe se Bruno de Carvalho já emitiu um comunicado a dar os parabéns aos seus amigos da 2ª circular?) e rendido à categoria e classe extra deste SL Benfica, superiormente orientado por Jorge Jesus.

Mas será que esta equipa do SL Benfica é assim tão diferente, para melhor, das equipas orientadas por JJ nos últimos anos e, particularmente, na época passada?
Comparemos o desempenho do SLB nesta época, com idêntico momento da época passada.

Época 2012/2013
Campeonato (28ª Jornada): 23 V, 5 E, 0 D, 73–17 golos, 74 pontos
Liga Europa: apurado para a Final
Liga dos Campeões: não passou da fase de grupos (3º lugar, atrás de FC Barcelona e Celtic)

Época 2013/2014
Campeonato (28ª Jornada): 23 V, 4 E, 1 D, 56–15 golos, 73 pontos
Liga Europa: apurado para a Final
Liga dos Campeões: não passou da fase de grupos (3º lugar, atrás de PSG e Olympiakos)

Ou seja, o SLB desta época é uma equipa com um desempenho muito semelhante ao da época passada, quer no campeonato, quer nas competições europeias (a diferença mais significativa, para pior, está nos 17 golos a menos que a equipa desta época marcou no campeonato nacional).

Ora, se o SLB continua a ter uma equipa bastante forte, orientada pelo mesmo treinador, o que mudou então nestes 12 meses?

Na perspectiva de um portista, o que mudou, e para muito pior, foi a equipa do FC Porto.

O SLB dos dois últimos anos e, particularmente, o da época passada, não era inferior ao desta época, mas nem isso serviu para uma parte significativa dos adeptos portistas valorizarem o sucesso alcançado pelo FC Porto de Vítor Pereira, que venceu dois campeonatos em confronto com uma das equipas encarnadas mais fortes dos últimos 30 anos.

Aliás, o FC Porto de Vítor Pereira foi melhor que o SLB de JJ, quer no confronto direto (4 jogos para o campeonato), quer na “maratona” de dois campeonatos disputados taco-a-taco, ao longo de 60 jornadas.
E foi melhor tendo menos meios (qualidade do plantel) à sua disposição, conforme foi reconhecido pelos próprios benfiquistas.

Como adepto portista e sócio do FC Porto, além de triste com tudo o que se passou nesta época, estou também desiludido por um presidente com a experiência de Pinto da Costa não ter, em tempo oportuno, feito tudo para renovar com um treinador que ganhou dois campeonatos a este super SLB de JJ e que, em 60 jogos para o campeonato, perdeu apenas um (em Barcelos e todos nós sabemos como foi).

Tivesse Luís Filipe Vieira feito como Pinto da Costa e não tivesse renovado com o contestado treinador (em Maio de 2013), dando ouvidos aos muitos adeptos do seu clube descontentes e seguramente que esta época o SLB não estaria a um pequeno passo de fazer história.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Olhar para os "Bês" em Olhão

«O médio Tozé e os avançados Kayembe e Gonçalo Paciência, jogadores do FC Porto B, foram as novidades do treino desta quarta-feira, realizado no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival.»
in www.fcporto.pt, 30-04-2014

in www.fcporto.pt

«A presença do guarda-redes Stefanovic, dos defesas David Bruno e Tiago Ferreira, do médio Tozé e do avançado Kayembe (estes dois últimos já presentes no ensaio de quarta-feira), todos atletas do FC Porto B, foi a nota de destaque do treino do FC Porto desta quinta-feira, realizado no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, em mais uma sessão de preparação para o encontro contra a Olhanense (domingo, 18h00, Estádio José Arcanjo).»
in www.fcporto.pt, 01-05-2014


Mangala, Alex Sandro e Josué não vão poder jogar em Olhão, por estarem a cumprir castigo.

Quaresma tem uma mialgia na face posterior da coxa esquerda. Ontem fez tratamento e hoje realizou treino condicionado.
No treino de hoje, Luís Castro também não pôde contar com Ghilas, o qual fez tratamento a uma distensão nos isquiotibiais da coxa esquerda.

Para além da dignidade e do profissionalismo inerente a quem enverga a camisola azul-e-branca, os dois jogos que faltam disputar para o campeonato já não têm qualquer interesse classificativo para o FC Porto.

O Olhanense é o último classificado e, em termos de qualidade futebolística, é uma equipa ao nível das equipas do 1º terço da II Liga.

Atendendo a todas estas circunstâncias, a que se junta a falta de ânimo/motivação dos jogadores mais utilizados, que contam os dias para que a época termine, não vejo melhor ocasião para Luís Castro dar oportunidade a dois ou três jogadores da equipa B jogarem pela equipa principal.

Assim sendo, e para além de Tozé, penso que seria uma excelente ocasião para Pedro Moreira e/ou Gonçalo Paciência também terem uma oportunidade.

P.S. Evidentemente, dar oportunidades a jogadores da equipa B, não significa que são eles que vão resolver os problemas da equipa principal, ou que para a próxima época não é preciso contratar reforços.