quarta-feira, 4 de junho de 2014

Os desafios que estão pela frente

Conforme já foi divulgado, no próximo Sábado, dia 7 de Junho, entre as 10h30 e as 17h00, vai realizar-se o III Encontro da Bluegosfera, novamente no auditório da Biblioteca Municipal de Espinho.

Uma das sessões prevista para este III Encontro de portistas é a mesa redonda “Como vencer os desafios que estão pela frente?”, a qual irá ter lugar da parte de tarde (sensivelmente entre as 15:00 e as 17:00).

Esta sessão irá contar com três comentadores:
▪ Armando Leitão | Professor (Universidade do Porto)
▪ Bernardino Barros | Jornalista (Porto Canal)
▪ João Nuno Coelho | Investigador, autor e editor na área do futebol


O tema – “Como vencer os desafios que estão pela frente?” – é relativamente aberto e cada um dos comentadores convidados irá fazer uma exposição inicial, em que irá identificar qual o principal desafio que, na sua perspectiva, o FC Porto terá de enfrentar nos próximos anos e como é que esse desafio poderá/deverá ser vencido.

Após as três exposições que, no total, não deverão ultrapassar os 45 minutos, iniciar-se-á um amplo debate alargado aos portistas presentes, os quais terão oportunidade para comentar, bem como, colocar questões dirigidas aos elementos da mesa.

As inscrições ainda estão abertas.
Os portistas interessados podem-se inscrever através deste formulário ou enviando um email para encontro.bluegosfera@gmail.com.

Já só faltam dois dias.

9 dragões mundialistas

Após ter terminado o prazo para a entrega das listas dos 23 convocados de cada seleção, alguns jornais (alguns…) destacaram o facto do FC Porto ser o clube português com mais jogadores no Mundial 2014: nove (tantos como Benfica e Sporting juntos).

Silvestre Varela (Portugal)
Mangala (França)
Defour (Bélgica)
Ghilas (Argélia)
Jackson Martinez (Colômbia)
Juan Quintero (Colômbia)
Diego Reyes (México)
Herrera (México)
Fucile (Uruguai) (*)

E, para além destes nove, há ainda o caso do convoca/desconvoca Quaresma (tendo estado na lista preliminar dos 30 é incompreensível que não faça parte dos 23 jogadores portugueses que vão ao Mundial), bem como, o estranho pedido da FPF à FIFA acerca do Fernando.

Ou seja, são nove mas poderiam perfeitamente ser 11 e, nesta lista de nomes, nem sequer entro com os internacionais brasileiros Danilo e Alex Sandro, naturalmente descartados por Scolari após a época horribilis vivida em vésperas de Mundial.

Olhando para o nome e número de dragões mundialistas, penso ser legítimo concluir-se que o plantel da época 2013/2014, que esteve à disposição de Paulo Fonseca, poderia não ser extraordinário mas, obviamente, não era o pior dos últimos 20 anos, como exageradamente foi dito por alguns portistas.

(*) Fucile termina o contrato com o FC Porto em 30 de Junho, enquanto que o ganês Opare (já contratado pelo FC Porto) só tem contrato válido a partir de 1 de Julho.


P.S. A FIFA paga a cada clube que cede jogadores às seleções presentes no Mundial do Brasil (2800 dólares por jogador e por dia). O Maisfutebol fez as contas ao valor que cada clube português já garantiu com o Mundial 2014.

terça-feira, 3 de junho de 2014

A figura da época - II

Para vencer a liga portuguesa (com 16 equipas), e olhando aos resultados dos últimos anos, são necessários cerca de 75+ pontos ou 25 vitórias, em 30 jogos. O Porto teve um treinador que mesmo não terminando a maratona no 1º lugar, era capaz de chegar aos 76 - sem a vitória sobre o SLB na penúltima jornada, o Porto arriscaria terminar o campeonato no 2º lugar, a um ponto do 1º. Aquilo que o Porto procurou/procura, admita-se ou não, é um treinador que faça o mesmo que o Vítor Pereira (mas de maneira diferente!). Só conheço outro treinador que "garante" essa quantidade de pontos, mas é funcionário de outro clube, e pessoalmente, preferia nunca vê-lo ao comando da equipa do Porto, por muito que essa ideia agrade a Pinto da Costa.

No que respeita a treinadores, o grande pecado resumiu-se a trocar o certo pelo incerto, e embora isso explicasse a não-conquista da liga, e as saídas das provas a eliminar, não justificaria as exibições paupérrimas e os resultados vergonhosos. As causas para essas más memórias têm raíz em problemas mais profundos, que não despontaram no ínicio da época.

Esses problemas, apesar de identificados de forma clara, não têm uma justificação óbvia: porque é que o Porto, continua, ano após ano, a investir(?) balúrdios em jogadores de valia duvidosa/questionável - e "os jogadores são como os melões" - cujo papel poderia ser cumprido tão bem ou até melhor, por outros vindos da formação, com um custo muitíssimo mais baixo? E se a formação não é capaz de fornecer esses jogadores, para que serve afinal? Porque é que o Porto arrisca e aposta em estranhos, quando tem disponíveis jogadores das suas camadas jovens, que conhecem o clube, gostam do clube e não têm como objectivo primário saltar o quanto antes para clubes menores da Premier League? Porque é que o melhor dirigente desportivo do Mundo, e a sua equipa, só conseguem demonstrar o seu génio com a compra e venda de passes, e não conseguem construir uma academia melhor que a do SCP - será assim tão difícil? - e (ao contrário daquela) torná-la um verdadeiro sucesso?

Esta não foi uma época atípica; em quase todos os aspectos, foi igual a muitas que a antecederam nos últimos 10/11 anos. Não foram cometidos nem mais nem menos erros do que até aqui. O que houve foi um ajuste de contas, um abrir de olhos, um banho de realidade, porque todos os alertas foram ignorados: há cerca de 4 anos atrás, para termos um "jogador à Porto", tivemos de pagar mais de 10 milhões de euros a um rival - se isto não é sinal de que alguma coisa está mal, (e dispensam-se comparações com o caso  do Futre...) não sei o que será; todos celebramos quando, se calhar, deviamos era ter vislumbrado nuvens negras no horizonte. Entretanto, Bruno Alves foi último jogador da "cantera" a singrar na equipa principal... já lá vão os mesmos 4 anos.


Na voragem de compras e vendas, surge ainda outro problema antigo: jogadores "mais vendáveis" são tratados literalmente como mercadoria; Jackson Martínez, como Lisandro antes dele, esperaram - e com legitimidade - que o seu excelente trabalho, fosse recompensado, como qualquer trabalhador de qualquer empresa. Só que o Porto, tendo como objectivo único a realização de mais-valias com a venda da mercadoria, ignora as "queixas" do jogador. A renovação do contrato do Jackson, jogador que se sagrou o melhor marcador da equipa no seu primeiro ano no clube, arrastou-se por toda a época e afectou claramente o seu rendimento. Não falta quem aponte o dedo ao jogador, mas quem se preocupa mais com a sua transferência do que com o seu bem-estar, estará isento de responsabilidade?

(continua)


domingo, 1 de junho de 2014

Mediania no onze titular

Portugal x Grécia, onze titular

Eduardo
João Pereira, Ricardo Costa, Bruno Alves, André Almeida
William Carvalho, Miguel Veloso, Nani, Varela
Postiga, Éder

Em condições normais, algum destes jogadores seria titular, de caras, do FC Porto ou SL Benfica?

Talvez Nani (em forma).

Eu sei que o João Moutinho e o trio do Real Madrid ficaram no banco...


... mas convenhamos, se estes 23 são a elite dos futebolistas portugueses, percebe-se melhor por que razão há poucos portugueses como titulares de clubes com a ambição/responsabilidade do FC Porto ou SL Benfica.

sábado, 31 de maio de 2014

Warrior dragons

Após 14 anos com a NIKE…

14 anos de ligação à Nike (fonte: FC Porto)

… o FC Porto vai mudar para a Warrior.

O equipamento principal para a época 2014/2015 será semelhante ao tradicional…


… mas, a confirmar-se que os equipamentos alternativos serão estes…


… a coisa promete ser polémica.

Falta saber o mais importante, isto é, a duração e o valor deste contrato entre o FC Porto e a Warrior.
No último contrato celebrado com a Nike, o FC Porto recebeu 14,8 milhões de euros por quatro temporadas (3,7 milhões por temporada).

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A figura da época - I

Em cada dez épocas, Pinto da Costa será a figura-chave, em oito ou nove. Porém, desta vez, ao contrário do que é habitual, é a figura da época pelos piores motivos.

Como nunca desde meados da década de 90, a concorrência está mais forte, organizada e consistente - em particular, o SLB - mas isso não chega para justificar a pior época em décadas. A par da qualidade decrescente dos plantéis nos anos mais recentes - há 3 anos atrás, o Porto tinha nas suas fileiras, só para citar alguns: Falcao, Hulk e Moutinho; hoje não tem nenhum (ou se quisermos colocar a questão de outra forma: quantos titulares do SLB teriam lugar no Porto, há 3 anos atrás? E hoje?) - que tem vindo a ser disfarçada com uma maior variedade de opções, o Porto decidiu "convidar" um treinador campeão a sair, isto ainda antes do final da sua segunda temporada ao comando equipa. É a segunda vez que tal acontece nos tempos mais recentes, sempre(?) que o SLB se "agiganta": o Porto falha a conquista do campeonato, o responsável (único) é o treinador, logo deve ser substituído. É curioso que há uns anos atrás, Fernando Santos, contando com Jardel no plantel, e uma concorrência muito mais macia, também falhou ... mas manteve o lugar.


Ainda que o Porto tivesse falhado a conquista do (tri ou) bicampeonato, teria lutado até à última jornada; a opção mais simples seria reforçar a equipa, e não começar tudo de novo, o que só beneficiaria (e beneficiou) a concorrência. Este foi o primeiro erro.

Para substituir Vítor Pereira, foi escolhido Paulo Fonseca (PF), naquilo que na aparência tinha tudo para ser uma reedição dos fenómenos André Villas-Boas e José Mourinho. Só na aparência. Embora PF tivesse um currículo ligeiramente melhor que os outros dois à chegada, tinha muitíssimo menos experiência, e acima de tudo havia quase ou nenhum conhecimento mútuo entre o Porto e PF. Terá o selo de qualidade "Jorge Mendes" sido quanto bastou?

Apesar do início promissor, PF, vitimado pela sua inexperiência, e talvez até pelo deslumbramento natural de quem, em cerca de 4 anos chega do Pinhalnovense ao campeão nacional, sem nunca ter tido um dissabor, insistiu num modelo de jogo estranho à equipa, que não tardou a originar uma série de maus resultados, que permitiram ao SLB, não só recuperar uma desvantagem de 5 pontos, como chegar ao primeiro lugar e distanciar-se na pontuação. Pese embora a contestação dos adeptos, PF manteve-se no cargo até Março, tendo dirigido a equipa pela última vez, frente ao Vitória SC, em Guimarães (2-2), e numa fase da época em que a sua substituição no cargo, já de pouco ou nada serviria na luta pela revalidação do título de campeão nacional. Este foi o segundo erro.

Para tentar salvar alguma coisa da época, numa altura em que o Porto ainda tinha aspirações (legítimas) em provas como a Taça de Portugal e a Taça da Liga, e algumas esperanças na Liga Europa, Luís Castro (LC), foi promovido da equipa B a treinador principal. No papel, esta opção tinha boas possibilidades de sucesso: ao contrário do seu antecessor, LC já conhecia o clube, os jogadores, o nível de exigência, e sendo-lhe oferecida a oportunidade única na sua carreira, de orientar uma equipa de alto nível, seria expectável que tudo fizesse para se mostrar como uma opção de continuidade, para agarrar definitivamente o lugar. Na realidade, saiu tudo ao contrário. De novo, após um início promissor, uma série de más opções e um incompreensível temor perante o SLB, ditaram o afastamento de todas as provas que o Porto poderia pensar em conquistar. É injusto apontar a nomeação de LC como um erro, mas a verdade é que se revelou uma aposta completamente gorada.

(continua)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Relatório 3T 2013/2014 – Otamendi

O Relatório e Contas Consolidado da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, referente ao 3º trimestre de 2013/2014 (período entre 1 de Julho de 2013 e 31 de Março de 2014), contém informação muito relevante, alguma expectável, outra nem tanto.

É o caso da alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Otamendi.

Vejamos:

I) em 05/02/2014, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD informou o mercado sobre a venda dos direitos desportivos do jogador Otamendi.

II) em 28/02/2014, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD publicou o Relatório e Contas Consolidado do 1º semestre de 2013/2014.

Na página 46 deste relatório, existe um quadro onde consta que, em 31-12-2013, a FC Porto SAD detinha 100% do Passe de Otamendi.

FC Porto SAD - Relatório e Contas Consolidado do 1º Semestre 2013/2014 (fonte: CMVM)

III) em 26/05/2014, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD publicou o Relatório e Contas Consolidado do 3º trimestre de 2013/2014.

Na página 21 deste relatório, consta o seguinte:

«alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Otamendi ao Valencia, pelo montante de 12.000.000 de Euros, que gerou uma mais-valia de, aproximadamente, 7.974.000 Euros, após dedução: (i) do efeito da actualização financeira das contas a receber a médio prazo originadas por estas transacções; (ii) da proporção no valor de venda do passe detidos por terceiros (10%); (iii) de custos com serviços de intermediação prestados pela Vela Management Limited; (iv) da anulação de prémios de fidelidade e (v) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante global de 4.026.000 Euros;»


Ou seja, ao valor recebido, uma das componentes que a FC Porto SAD teve de deduzir foi a referente à “proporção no valor de venda do passe detidos por terceiros (10%)”.

10% do Passe de Otamendi era detido por terceiros?

Então, em 31-12-2013 a FC Porto SAD detinha 100% do Passe de Otamendi e cerca de um mês depois, no dia 05-02-2014, já só era detentora de 90%?

Isso significa que a FC Porto SAD vendeu 10% do passe de Otamendi entre 31-12-2013 e 05-02-2014?

A quem? Por quanto? Onde (relatórios ou comunicados da FC Porto SAD) é que esta informação consta?

Não estou a insinuar que haja algo de ilegal, ou menos licito, na venda do Passe de Otamendi ao Valência, mas entendo que a FC Porto SAD deveria clarificar esta aparente incongruência.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Empréstimo Obrigacionista 2014-2017


A FC Porto, Futebol, SAD lançou no corrente mês mais um Empréstimo Obrigacionista que tem por objectivo a realização do “roll over” do Empréstimo 2011-2014 de 10M€. O novo empréstimo terá o valor de 15M€ e vigorará de 2014 a 2017. A sociedade amortizará 10M€ no dia 3 de Junho e encaixará um valor próximo dos 15M€ (há a deduzir as despesas e comissões dos bancos coordenadores da operação e os custos de divulgação).

Nos termos do Prospecto, “a Oferta destina-se ao financiamento da atividade corrente do Emitente, permitindo-lhe consolidar o respetivo passivo num prazo mais alargado, através do refinanciamento de operações que se vencerão num futuro próximo”. O Prospecto pode ser consultado na íntegra aqui.

A nova emissão é estruturalmente idêntica às emissões anteriores e terá um cupão de 6,75%, com pagamento de juros semestrais, e maturidade de 3 anos.

A opção pela emissão de títulos de dívida justifica-se tendo em conta vários factores. Desde logo a dificuldade que as SAD’s têm no acesso a financiamento bancário. Os bancos nacionais não estão tão disponíveis (como há uma década atrás) a exporem-se aos riscos inerentes a um negócio cujas receitas são bastante voláteis (porque dependem excessivamente da venda de jogadores e dos resultados desportivos). Assim as SAD’s têm procurado formas alternativas de financiamento e, em particular, a FC Porto SAD, tem tido bastante sucesso nas várias emissões e colocações de títulos de dívida no mercado (desde 2003). Veremos se, e em quanto é que a procura supera a oferta nesta operação de subscrição.


Pelo gráfico acima podemos ver que há uma descida considerável do custo deste Empréstimo face ao que foi lançado em 2012. O cupão era, então, de 8,25% e agora reduz 150bps para 6,75%. Há que referir que em 2012 o país estava em plena fase de resgate financeiro com as yields da sua dívida soberana a atingirem valores muito elevados – acima dos 10% na dívida a 10 anos! – pelo que a SAD se viu forçada a oferecer uma rentabilidade mais elevada para convencer os investidores. Actualmente as yields da dívida portuguesa a 10 anos estão a cotar abaixo dos 4%...

                              Dívida Portuguesa a 10 anos; Fonte: Bloomberg

A Benfica SAD lançou o seu mais recente Empréstimo Obrigacionista em meados de 2013, num total de 45M€, por um prazo de 3 anos e com um cupão de 7,25%. A procura excedeu a oferta. Faltando cerca de dois anos até à maturidade do Empréstimo, o preço actual destes títulos é de cerca de 105%:


Se os títulos de Dívida da FC Porto SAD seguirem a tendência dos da Benfica SAD, é forte a probabilidade de os títulos manterem (ou subirem) os preços, o que permitiria aos seus detentores uma venda antecipada com lucro. Isso dependerá, também, da evolução do mercado nos próximos meses.

Uma vez concluída a operação de subscrição, a SAD apresentará em Balanço um total de 45M€ de Dívida em Empréstimos Obrigacionistas a que se deverão somar mais de 70M€ de Dívida Bancária. Os Proveitos Operacionais excluindo transacções com passes de jogadores mantêm-se inalterados no 1º Semestre de 2013-14 face ao período homólogo, na ordem dos 40M€, pelo que a FC Porto SAD antecipa a necessidade de efetuar um valor considerável de mais-valias de transferências de “passes” de jogadores, para que a sociedade consiga atingir um resultado positivo no final da época 2013/2014.

Repetindo aquilo que já afirmei aqui no RP há um ano e meio, o crescimento da Dívida deveria ser acompanhado de um crescimento sustentado dos proveitos da sociedade, nomeadamente aqueles que não resultam da alienação de passes de jogadores o que, ano após ano, não se está a verificar.
   

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Foi há 10 anos!


Cumpre-se hoje uma década sobre o segundo triunfo do FC Porto na maior prova de clubes a nível europeu: a Liga dos Campeões. O ano 2004 ficará para sempre na nossa memória (e no nosso Museu!).


Resumo dos golos:

O “Sistema” segundo Preud’Homme

Michel Preud’Homme foi um extraordinário guarda-redes belga (considerado o melhor guarda-redes do Mundial 1994), que chegou ao SL Benfica em Agosto de 1994 e permaneceu como guarda-redes das águias durante cinco épocas (até 1999).

Numa recente entrevista ao site Maisfutebol, “Saint Michel”, como era conhecido pelos adeptos benfiquistas, tantas foram as vezes que salvou a sua equipa com defesas impossíveis, foi questionado como é que, em cinco temporadas ao serviço dos encarnados (1994 a 1999), só tinha ganho uma Taça de Portugal.

Parece impossível, não é?”, foi a resposta de Preud’Homme ao jornalista do Maisfutebol.

Recordo que, nessas cinco temporadas, o FC Porto dominou, de forma esmagadora, o panorama do futebol português.

É frequente (muito frequente) ouvir benfiquistas e sportinguistas, incluindo dirigentes e ex-dirigentes desses clubes, explicarem o sucesso desportivo do FC Porto nos últimos 30 anos como sendo resultado do tenebroso “Sistema”.

Ora, Michel Preud’Homme, que viveu por dentro o “período áureo” desse “Sistema” (foram os cinco anos do Penta), explicou, para quem o quis ouvir, o que era esse famoso “Sistema”.

O Benfica não estava forte e o FC Porto era muito melhor. Nessa fase o domínio deles era intocável. Tinham uma espécie de superioridade moral nos jogos contra nós, eram arrogantes no bom sentido. No futebol isso é um bom começo de conversa”.

E quando confrontado pelo jornalista do Maisfutebol acerca dos famosos 0-5 na Luz para a Supertaça, a resposta, entre risos, foi a seguinte: “Pergunte-me tudo, menos para analisar esse jogo”.

Eu acho que este tipo de entrevistas são uma maldade e não deviam ser feitas. Andam os benfiquistas (e sportinguistas), há tantos anos, a atribuir todos os méritos ao “Sistema” e afinal…

domingo, 25 de maio de 2014

LMS do Dia

O Correio da Manha, divulgou ontem (aquilo que para já não passa de) um boato (já conhecido): a estratégia do Porto para próxima época, passa por fragilizar os adversários, e para isso, Pinto da Costa, por via de Nosso Senhor Jorge Mendes, fará com que SCP e slb, mudem de treinadores - um já foi, e com nítido desagrado do bagaçeiro, e o outro, ao contrário do expectável, está no limbo. Não sei se tudo isto é verdade ou não; o que não sei com toda a certeza, é como as saídas do Leonardo Jardim, e do Jorge Jesus, vão ajudar o Porto a vencer o Olhanense, o Nacional ou o Estoril...

sábado, 24 de maio de 2014

HEXACAMPEÕES!


Se com o PENTA da época passada o FC Porto tinha igualado uma série de cinco títulos consecutivos, que o Sporting também tinha alcançado 40 anos antes (entre 1968/69 e 1972/73), hoje os dragões entraram para a história do andebol nacional.


Um empate chegava mas, num Dragão Caixa em ebulição, o FC Porto venceu o SL Benfica por 24-19 e, pela primeira vez, um clube português conquistou seis campeonatos consecutivos.
O FC Porto é hexacampeão nacional de Andebol!

Hugo Laurentino, Wilson Davyes, Gilberto Duarte, Ricardo Moreira e Tiago Rocha são jogadores emblemáticos e que estiveram nestes seis títulos, o primeiro dos quais (época em 2008/2009) sob o comando técnico de Carlos Resende.

Plantel do FC Porto 2013/2014 (fonte: www.fcporto.pt)

Mas mais do que destacar um ou outro jogador, o que se deve salientar é a qualidade colectiva, a entrega ao jogo, o espírito desta equipa, que são a imagem de marca de Ljubomir Obradovic.

Ljubomir Obradovic

O FC Porto conquistou o seu 19º título e lidera o ranking dos clubes com mais campeonatos. O Sporting tem 17, o ABC 12, o Benfica sete, o Belenenses cinco e o Salgueiros e o Madeira SAD um cada.

O Programa do III Encontro




É já daqui a duas semanas (no dia 7 de Junho), em Espinho.

Os lugares (no auditório da Biblioteca Municipal de Espinho) são limitados.

A inscrição pode ser feita de duas formas:

- enviar um email para: encontro.bluegosfera@gmail.com
- preencher o formulário de inscrição aqui

sexta-feira, 23 de maio de 2014

SAD não precisa de vender Mangala e/ou Jackson

05-02-2014
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou ter chegado a acordo com o Valencia Club de Fútbol, para a cedência dos direitos de inscrição desportiva de Otamendi, pelo valor de 12.000.000 € (doze milhões de euros).
Este acordo prevê o pagamento de uma remuneração variável, pelo que o montante global a receber poderá atingir os 15.000.000 € (quinze milhões de euros).

09-05-2014
O Kasimpasa oficializou a contratação, a título definitivo, de André Castro. Através do seu site, o clube turco revelou que o contrato com o ex-jogador portista é por três anos (estende-se até 2016/2017).
Os valores envolvidos na operação não foram referidos (a comunicação social referiu que o negócio envolve verbas na ordem dos três milhões de euros), mas sabe-se que Castro tinha sido cedido por empréstimo, com direito a opção de compra por parte do clube turco.

22-05-2014
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou que o Hellas Verona Football Club exerceu a opção de compra dos direitos de inscrição desportiva de Iturbe, pelo valor de 15.000.000 € (quinze milhões de euros).

O JOGO, 23-05-2014

Resumo do encaixe da FC Porto SAD, com empréstimos e transferências, no exercício 2013/2014 (de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2014):
- Rolando (empréstimo ao Inter): 1 milhão de euros
- Atsu (transferido para o Chelsea): 4 milhões de euros
- Otamendi (transferido para o Valência): 12 milhões de euros
- Castro (transferido para o Kasimpasa): 3,5 milhões de euros
- Iturbe (transferido para o Hellas Verona): 6,75 milhões de euros

Total (até 23-05-2014): aprox. 27 milhões de euros

O JOGO (capa), 23-05-2014
Para além destes jogadores, há o caso de Fernando, cuja saída (para Inglaterra) a RTP e O JOGO dão como certa (O JOGO fala numa verba que deverá rondar os 20 milhões de euros).

Entretanto, em 18 de Maio, em declarações à imprensa italiana, Piero Ausilio, diretor desportivo do Internazionale, afirmou: “Queremos manter o Rolando connosco, mas não vamos perder a cabeça. O Rolando vai fazer 29 anos e negociar com o FC Porto pode não ser fácil. Mas é verdade que queremos que ele continue connosco e esperamos que a nossa vontade e a vontade do jogador tenham algum peso nas negociações.

A imprensa italiana referiu que o Inter está disposto a oferecer até 5 milhões de euros pelo passe de Rolando.

Ou seja, a confirmaram-se as vendas dos passes de Fernando e Rolando (por montantes próximos dos referidos), o encaixe total da FC Porto SAD, com empréstimos e transferências, irá saltar para valores na ordem dos 45 a 50 milhões de euros.

Isto significaria que a FC Porto SAD fecharia o exercício 2013/2014 com um resultado líquido positivo, sem necessitar de vender mais qualquer jogador, nomeadamente os muito falados Mangala e Jackson Martinez.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

De "special one" a "Bus Driver"


No dia 10 de Junho de 2013, José Mourinho regressou ao Chelsea, nove anos depois de uma célebre conferência de imprensa em que, poucas semanas após ter conquistado a Liga dos Campeões ao serviço do FC Porto, se intitulou como especial.

Desta vez, o special one encontrou uma equipa que, na época anterior (2012/2013), tinha ficado em 3º lugar na Premier League (a três pontos do Manchester City e a 14 pontos do Manchester United) e que tinha ganho a Liga Europa (derrotando o SLB na Final).

À sua disposição, José Mourinho teve um plantel de “velhos conhecidos” – Petr Cech, Ivanovic, Ashley Cole, John Terry, Lampard, Obi Mikel, Samuel Eto’o – e de outros “craques” mais ou menos consagrados – David Luiz, Gary Cahill, Matic, Ramires, Oscar, Willian, Eden Hazard, Schurrle, Torres – que, à partida, davam algumas garantias de sucesso, até porque o campeão inglês da época anterior tinha ficado sem o seu histórico manager (Sir Alex Ferguson).

Mas as coisas não correram bem. O Chelsea chegou ao fim da época sem ganhar rigorosamente nada.

Logo em Agosto de 2013, a Supertaça europeia foi perdida para o Bayern Munique do arquirrival Guardiola.
E, após Mourinho ter gozado/provocado quer Manuel Pellegrini, quer Arsène Wenger, viu as equipas orientadas por estes dois treinadores – Manchester City e Arsenal – ganharem, respectivamente, a Premier League (o Chelsea voltou a ficar em 3º) e a FA Cup (o Chelsea foi eliminado nos Oitavos-de-final).

Mas, na minha opinião, pior que perder tudo, foi a imagem que este Chelsea de Mourinho deixou, quer em Inglaterra, quer por essa Europa fora (a excepção é, claro, a subserviente comunicação social portuguesa).




E, para além do sabor amargo das derrotas em campo, Mourinho terminou a época provando do seu próprio veneno.
Na semana passada, numa sessão aberta a perguntas dos adeptos, denominada Twinterview, organizada pelo portal ‘Yahoo! Sport’, adeptos de clubes rivais do Chelsea aproveitaram a iniciativa «askjosetwitter» para colocar algumas perguntas irónico-sarcásticas a Mourinho:

«Depois de ter gasto 110 milhões de libras, não ter ganho nada e ter levado o Chelsea de 3º para 3º, ainda é o special one?»

«Porque é que o Arsenal não ganha nada e somos uns falhados e o Chelsea não ganha nada e vocês estão a construir para a próxima temporada?»

«Na próxima temporada vai tentar alinhar com dois guarda-redes e nove defesas?»

«A próxima contratação é um autocarro de dois andares? Qual será a tática a seguir? Vai tentar estacionar de lado, de frente ou tipo a Muralha da China?»

«Desde quando é que estacionar o autocarro se tornou uma genialidade tática?»


Após duas épocas desastrosas (uma saída pela porta pequena do Real Madrid em 2012/2013, seguida de um regresso infeliz ao Chelsea em 2013/2014), na próxima época, para além de necessitar de voltar a ganhar títulos, José Mourinho vai ter uma missão ainda mais difícil: reconquistar a admiração e respeito dos adeptos do futebol.