sábado, 9 de agosto de 2014

Mais uma vitória!


Este segundo jogo em terras de sua majestade, mostrou um FCP no bom caminho, com um registo de jogo muito próximo do que aconteceu com o Everton. Um primeiro tempo em que dominou claramente, com muita bola e iniciativa. O adversário encolheu-se, o tempo de posse foi esmagador, mas nem tudo correu bem. Os alas não conseguiram esticar o jogo, Brahimi jogou muito por dentro e prendeu a bola com alguma frequência. No meio campo, Óliver Torres foi menos influente, enquanto Casimiro ainda se adapta à posição 6. Marcámos no seguimento de um canto e permitimos o empate pela mesma via. Estivemos bem, sem seduzir.
No segundo tempo, Quaresma rendeu Tello, Ruben ficou no lugar de Casimiro e Brahimi passou a ocupar a posição 8. Quaresma deu o mote e a equipa foi mais acutilante, na zona ofensiva. Jackson bem servido teve tempo e espaço para mostrar serviço e maestria. De forma simples e bem concebida, chegámos à vantagem com naturalidade com dois excelentes golos de Martinez. Criámos mais situações de golo e mantivemos o adversário sempre bem controlado. Estivemos bem e fomos  produtivos.

Os laterais jogaram muito bem, Maicon confirmou o bom momento, Herrera esteve excelente, Brahimi melhor na posição interior e o Ruben é um espanto de simplicidade a mexer a bola. Quaresma esteve soberbo: fez o melhor jogo desde que regressou ao FCP, na minha perspectiva. Não teve medo de assumir o jogo e soube participar em todos as tarefas com os demais colegas da equipa. Ganhou a titularidade, a meu ver. Jackson confirmou as muitas qualidades que lhe são reconhecidas. Continuo a não encontrar em Tello e Adrián López as virtudes que era suposto encontrar. Talvez, ainda não se tenham adaptado ou identificado com as características dos demais jogadores. A encenação e os actores estiveram bem e recomendam-se.
Nota final: o FCP foi muito bem acompanhado por adeptos que aplaudiram a equipa com entusiasmo. Mereceriam que os jogadores se tivessem prestado a um agradecimento caloroso que não identifiquei pelas imagens.  


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Lille na rota dos milhões

Os possíveis adversários do FC Porto no play-off da Liga dos Campeões 2014/2015 eram estes...

Possíveis adversários do FC Porto no play-off (fonte: O JOGO, 07-08-2014)

... mas não se pode dizer que o sorteio tenha sido favorável (penso que as preferências da esmagadora maioria dos portistas iam para o Standard Liège ou FC Copenhaga).


A rota dos milhões vai passar por Lille (a 20 de Agosto)...


... mas não será fácil e, tudo indica, que teremos uma eliminatória equilibrada entre o 3º classificado do campeonato português e o 3º classificado do campeonato francês (atrás dos "inalcançáveis" PSG e AS Monaco) da época 2013/2014.

Escusado será dizer o quão é importante, para este "novo FC Porto", chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões 2014/2015.

«Na última temporada, a participação [do FC Porto] nas competições europeias valeu 15,5 milhões de euros (já com o market pool incluído), mesmo com a eliminação precoce na fase de grupos da Champions – a Liga Europa pouco contribuiu para o bolo final. Esta época, o FC Porto receberá 2,1 milhões de euros só pela participação neste play-off, verba à qual acrescerá, na eventualidade de apuramento, a de 8,6 milhões pela presença na fase de grupos. Ou seja, em jogo nesta eliminatória estão, no mínimo, 10,7 milhões de euros de receitas diretas, que crescerão com os pontos acumulados nos seis primeiros jogos da prova.»:
in O JOGO, 07-08-2014

Saídas e Entradas: sob o signo do 23

SAÍDAS DO PLANTEL 2013/2014 (8):
Fucile | Fim de contrato | Nacional Montevideo (Uruguai) | encaixe: 0
Abdoulaye | Empréstimo | Rayo Vallecano (Espanha) | encaixe: ??
Mangala | Venda do passe (57%) | Manchester City (Inglaterra) | encaixe: 22 M€
Fernando | Venda do passe (90%) | Manchester City (Inglaterra) | encaixe: 13,5 M€
Josué | ??? | ??? | encaixe: ??
Licá | Empréstimo | Rayo Vallecano (Espanha) | encaixe: ??
Varela | ??? | ??? | encaixe: ??
Ghilas | ??? | ??? | encaixe: ??


OUTRAS SAÍDAS (8):
Bolat (Kayserispor, Turquia) | Empréstimo | Galatasaray (Turquia) | encaixe: ??
Rolando (Inter, Itália) | ??? | ??? | encaixe: ??
Castro (Kasimpasa, Turquia) | Venda do passe | Kasimpasa | encaixe: 2 M€
Tiago Rodrigues (Vitória Guimarães) | ??? | ??? | encaixe: ??
Izmaylov (FK Qäbälä, Azerbeijão) | Empréstimo | FC Krasnodar (Rússia) | encaixe: ??
Djalma (Konyaspor, Turquia) | Empréstimo | Konyaspor | encaixe: ??
Iturbe (Verona, Itália) | Venda do passe (45%) | Verona | encaixe: 6,75 M€
Kléber (FC Porto B) | ??? | ??? | encaixe: ??


ENTRADAS (12):
Ricardo | Académica | Custo do passe: 0
Andrés Fernández | Osasuna | Custo do passe: 2 M€
Opare | Standard Liège | Custo do passe: 0
Martins Indi | Feyenoord | Custo do passe: 7,7 M€
José Ángel | AS Roma | Custo do passe: 0
Casemiro | Real Madrid | Empréstimo
Brahimi | Granada | Custo do passe (20%): 1,5 M€
Evandro | Estoril | Custo do passe: ??
Óliver Torres | Atletico Madrid | Empréstimo
Tello | FC Barcelona | Empréstimo: 1 M€
Sami | Marítimo | Custo do passe: 0
Ádrian López | Atletico Madrid | Custo do passe (60%): 11 M€


Os encaixes com as vendas dos passes de Iturbe, Castro e Fernando perfazem cerca de 22 milhões de euros, mas irão ser contabilizados nas contas do exercício 2013/2014.

A confirmar-se a transferência de Mangala para o Manchester City, por 40 milhões de euros, a FC Porto SAD irá encaixar outros 22 milhões de euros, esses sim, já contabilizados nas contas da época 2014/2015.
Ainda do lado das receitas, o FC Porto terá também direito a receber 1,5% do valor da transferência de James para o Real Madrid (cerca de 1,2 M€).

Por coincidência (ou talvez não), fazendo as contas aos valores (que vieram a público) das 12 entradas para a época 2014/2015, chega-se ao mesmo valor das receitas: 23,2 M€.

Mas ainda faltam 23 dias até ao fim de Agosto (e na Rússia o mercado só encerra no dia 3 de Setembro).

Nota: Nos valores apresentados não foram consideradas as comissões e/ou outros encargos dos negócios.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Diz-me com quem andas... 2014/15


A nova época está à porta, e está na altura de mais uma mirada às "simpatias":

- Artur Soares Dias, repetiu a presença de há dois anos e é agora o árbitro com mais jogos (amigáveis) no Dragão. Jorge Sousa, que dizem ser um ex-Super Dragão, chegou a arbitrar jogos em épocas consecutivas, mas a sua estrela perdeu brilho.

- Hugo Miguel, o infame árbitro que "deu" o último título ao Porto, no Paços de Ferreira x Porto de há duas épocas atrás, continua em grande lá para as bandas da Metrópole; não há adepto do SLB que não veja este árbitro como um "corrupto", mas a direcção do clube parece ter outra opinião. O jogo da Eusébio Cup na Luz, foi mesmo o terceiro "amistoso" que o árbitro de Lisboa, fiscalizou nos últimos anos, ele que também não é mal visto em Alvalade. Apesar do precalço na Capital do Móvel, Hugo Miguel recuperou e está em alta, sendo mesmo o árbitro habitualmente mais requisitado durante a pré-época.

- Duarte (ou Roubarte?) Gomes, um dos maiores "penalteiros" da nossa praça - quem não se lembra do penalty por cabeça-na-bola num Estrela da Amadora x SLB, ou dos 3 penalties a favor do mesmo SLB, numa partida frente ao VSC? - foi o escolhido para arbitrar o Troféu 5 Violinos; na limpeza que a mais recente "piaçaba" do futebol nacional, vulgo Bruno de Carvalho, encetou contra as forças do Mal, não haverá descarga de autoclismo que afunde o Duarte, um árbitro "limpinho".

- Nota para ausência de Pedro Proença, considerado uns dos melhores árbitros do Mundo, mas que não teve lugar na pré-época dos grandes. Outras figuras "simpáticas" como João Capela, Carlos "Xistrema" ou Bruno "Caixão", continuam estranhamente de fora destas andanças.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Uma Infinita Sensação de Azul

                               Goodison Park


No domingo passado, pela primeira vez na história dos dois clubes, o F.C. Porto e o Everton defrontaram-se, em Goodison Park. Para mim, que não vi o jogo, foi, de qualquer modo, uma estranha sensação. De facto, o meu clubismo é duplo, pois além de ser portista ferrenho desde miúdo (coisa diferente de "portista desde pequenino"), também há longos anos sou um toffee acrisolado. Não, não estou a falar daquele género de simpatia que muitos temos por um ou mais clubes estrangeiros, como, por exemplo, aquela que muitos portistas têm pelo Barcelona (fenómeno recentemente afectado pela "ronaldite"). No meu caso trata-se de ser mesmo adepto.

Mas adiante. Como disse não pude ver o jogo, mas procurei inteirar-me do modo como ele decorreu, tanto lendo opiniões portistas como evertonianas. Nestas últimas, alguns destacaram que o FCP "apresentou uma equipa forte, com muita posse de bola, e causou-nos vários problemas". A tónica da posse de bola foi comum aos comentários de um lado e outro da barricada. Por cá, houve quem salientasse que, em certos períodos, essa posse não foi nada estéril, bem pelo contrário, chegando a ter momentos de muita proficuidade, embora apenas traduzidos num golo - aliás um excelente golo de Jackson Martinez, como já pude ver na televisão. A ser assim, é de enaltecer que, com poucas semanas de treino e com muitos jogadores novos, a equipa do F.C. Porto já tenha essa qualidade e harmonia de jogo (estou a tentar fugir aos chavões "entrosamento" e "automatismos"). Devo dizer que me conto entre aqueles que viram com algum ou bastante cepticismo a contratação de um treinador com perto de 50 anos e um currículo pouco lustroso em termos de clubes. Mas, claro, espero que esse meu cepticismo se venha a revelar completamente infundado.

E agora, um aviso para a minha boa expectativa de portista, perante o que se passou neste jogo, e uma atenuante para o meu lado evertoniano: o Everton não actuou na sua máxima força, pois faltaram três jogadores fundamentais e indiscutíveis: Romelu Lukaku, ponta-de-lança agora adquirido em definitivo ao Chelsea, que na época passada marcou 15 golos em 31 jogos, Kevin Mirallas, o melhor ala do plantel, e Seamus Coleman, um magnífico defesa direito, peça fundamental no jogo de ataque dos Blues.

Enfim, a época está prestes a iniciar-se. Para o FCP, como não podia deixar de ser, o objectivo principal é o título de campeão. Para o Everton, tentar chegar ao quarto lugar, que em Inglaterra dá acesso ao play-off da Liga dos Campeões (na época passada o Everton terminou em quinto lugar). Role a bola, que o defeso é muito monótono!


domingo, 3 de agosto de 2014

Boas indicações



Foi um jogo entretido e bem conseguido, embora com registos diferentes. Uma primeira parte com muita circulação de bola e boa posse. A equipa desdobrou-se muito bem e  reagiu à perda de bola de forma muito organizada. O lado negativo foi a incapacidade de entrar na área e ser mais perigosa no último terço do terreno. O erro do Fabiano que nos custou o golo, foi a nódoa que burrou a pintura. Adrián Lopez movimentou-se, mas não desequilibrou; o último passe raramente saiu; o Everton desceu muito as linhas e houve um grande congestionamento que não soubemos ultrapassar. O ex-Atleti continuou a não mostrar serviço, ao contrário de Óliver Torres  que confirmou ser um reforço. Viu-se muito boa coisa.
Com a entrada de Jackson, a equipa passou a atacar e a meter mais homens na zona de fogo. Tivemos excelentes momentos e chegámos ao golo, depois de uma primorosa jogada colectiva: Brahimi, Herrera e Jackson a facturar. Poderíamos ter marcado mais, mas a bola não entrou. Neste segundo tempo, fomos mais acutilantes e perigosos, mas fomos menos capazes de reagir no momento da perda da bola e o flanco direito do ataque do Everton serviu de caminho para o adversário explorar a fragilidade da nossa defensiva, por aquela banda. E apanhámos alguns sustos. Mas, viu-se muita coisa boa.

Indi mostrou-se e bem, Brahimi tem pinta e Casimiro tem qualidade, mas não sei se é o homem certo para a posição 6. E porque não continuar com Ruben? Martinez mostrou a sua raça. Foi um bom dia de trabalho e estivemos bem acima do que fizemos com o Saint Etienne. Tello fez uma jogada com a sua marca, tentou movimentos interiores de ruptura que não resultaram, mas ainda não entusiasmou. Viu-se coisa muito boa, individualmente,
Nota de rodapé: os comentadores de serviço não são capazes de fazer o seu trabalho sem atentar nas cores das camisolas. Também tu, Freitas Lobo.


FC Porto em Goodison Park


«O Everton é um dos mais históricos nomes do futebol inglês – e, por consequência, do futebol mundial. Foi fundado em 1878 com o nome de St. Domingo, para permitir aos frequentadores da Igreja Metodista da paróquia de St. Domingo, em Liverpool, a prática de um desporto fora dos meses de Verão, nos quais se jogava cricket. No ano seguinte adoptou o nome da área envolvente, Everton, devido ao desejo de participação de pessoas de fora da paróquia.

Em 1888 o Everton foi um dos doze fundadores da Liga Inglesa (“os doze apóstolos”) e é o clube com mais presenças (107) no principal escalão do futebol inglês, sendo o único que já completou 100 presenças (o Aston Villa fá-lo-á brevemente).

O Everton é o quarto clube com mais títulos de campeão inglês (mais de vinte clubes já foram campeões de Inglaterra, note-se), nove no total, o último dos quais na época de 1986/87. Venceu ainda por cinco vezes a Taça de Inglaterra (F.A. Cup) e em 1984/85 venceu a Taça das Taças, batendo na Final, em Roterdão, o Rapid Viena. O Everton fora campeão nessa época (e perderia a Final da Taça de Inglaterra três dias depois da Final de Roterdão) e sê-lo-ia de novo dois anos depois. Eram tempos de grande domínio inglês nas provas europeias, particularmente na Taça dos Campeões Europeus, mas a suspensão dos clubes ingleses após os trágicos acontecimentos do Heysel (quinze dias depois da Final de Roterdão) impediu os Toffees (uma das alcunhas do clube) de tentarem a sua sorte na maior competição da UEFA. Ironia das ironias, foi devido ao comportamento selvático dos adeptos do seu vizinho e grande rival Liverpool que o Everton se viu nessa situação.

Por falar em Liverpool, este clube foi fundado após uma cisão no Everton em 1892. Os Toffees jogavam em Anfield (onde festejaram o seu primeiro título inglês, precisamente em 1892), mas o campo era arrendado e o senhorio, John Houlding (que até era conhecido por “Mr. Everton”), pretendeu aumentar a renda. O Everton recusou e abandonou Anfield, tendo o senhorio, juntamente com alguns evertonianos renegados, fundado o Liverpool.

Praticamente desde então o Everton joga em Goodison Park, construído pouco depois do abandono de Anfield. Este estádio chegou a ser o melhor estádio inglês de clube, nele se tendo disputado uma das meias-finais do Campeonato do Mundo de 1966, entre a Alemanha Ocidental e a União Soviética. Foi também em Goodison Park, e na mesma competição, que teve lugar o único jogo oficial até hoje disputado entre Portugal e o Brasil, com vitória portuguesa por 3-1. Também aí se disputou o célebre Portugal-Coreia do Norte, dos quartos-de-final da prova, em que Portugal venceu por 5-3 depois de ter estado a perder por 3-0.»
Alexandre Burmester, 29-08-2009, em ‘Um Irracional Pavor do Bate Borisov


Conforme o Alexandre Burmester referiu neste artigo (de que eu retirei este extracto), publicado há cinco anos atrás, a última vez que o Everton FC se sagrou campeão inglês foi em 1986/87 (época que também foi de excelentes memórias para os portistas).

Apesar deste hiato prolongado na conquista de títulos, o Everton FC nunca deixou de ser um dos grandes clubes ingleses, não só devido ao seu historial (nos últimos 60 anos, só o Everton Football Club e o Arsenal Football Club estiveram sempre na divisão principal – o Arsenal está desde 1919!), mas também pelo número de adeptos dos Toffees.

Contudo, se em número de adeptos Everton FC e FC Porto deverão equivaler-se, em termos do poderio financeiro os azuis de Liverpool superam, claramente, os azuis-e-brancos do Porto.

Só para se ter uma ideia, veja-se o valor (aproximado) de algumas das principais receitas fixas do Everton FC na época 2013/2014:
- Direitos televisivos: £ 80 M;
- Patrocínio das camisolas: £ 4 M (o contrato com a cerveja tailandesa Chang irá terminar esta época, o que permitirá ao Everton negociar um novo contrato em alta);
- Patrocínio dos equipamentos: £ 3 M (o Everton negociou, por um valor recorde (não divulgado), um novo contrato com a Umbro, a partir da época 2014/2015);
- Lugares anuais: £ 15,2 M (valor estimado por baixo, fazendo contas com base no lugar mais barato – £ 544 – a multiplicar pelos 28.000 lugares vendidos).

Preço dos bilhetes na Premier League ( fonte: www.sportingintelligence.com )

Se a estas receitas juntarmos a receita de bilheteira (sobram 12 mil lugares em Goodison Park, quase sempre cheio, para venda jogo-a-jogo) e o merchandising (normalmente elevado nos clubes ingleses), facilmente chegaremos a um valor de £ 120 M a £ 130 M de receitas fixas anuais.

É por ter este tipo de poderio financeiro, que o Everton FC pode contratar um jogador dispensado pelo Chelsea – Romelu Lukaku – por £28 milhões (cerca de 35 milhões de euros), sem ter de recorrer a Fundos ou a partilhas de passes (algo que é proibido em Inglaterra) e sem que isso desequilibre as contas.
Ou seja, em apenas um jogador, o Everton FC gastou/investiu mais do que o FC Porto nas 12 contratações já efetuadas para a época 2014/2015. Significativo...

É este o adversário de hoje. O jogo é em Goodison Park.


P.S. FC Porto e SLB estão em Inglaterra. Ontem, os encarnados, com Artur, Maxi Pereira, Ruben Amorim, Gaitán, Lima, Salvio, André Almeida e os reforços (?) Eliseu, Talisca, Bebé, entre outros jogadores utilizados pelo "mestre da táctica", foi copiosamente derrotado (5-1) em Londres pelos Gunners. Veremos o que irá fazer hoje à tarde, em Liverpool, um FC Porto na máxima força, sob o comando de Lopetegui.


Nota: Grande parte do texto deste artigo, bem como, os valores apresentados das receitas do Everton FC, são baseados em textos e/ou informações fornecidas pelo Alexandre Burmester.

sábado, 2 de agosto de 2014

O quinto guarda-redes

Tendo no plantel Fabiano (26 anos), Ricardo (32 anos), Kadú (19 anos) e Helton (36 anos), que sentido faz contratar um quinto guarda-redes para a época 2014/2015?

Sabendo-se que o brasileiro Helton (vai iniciar a sua 10ª época no FC Porto) só deverá estar em condições de voltar a competir em Novembro ou Dezembro e que, em princípio, o angolano Kadú será o guarda-redes da equipa B (foi titular em 24 jogos da II Liga 2013/2014), a contratação do espanhol Andrés Fernández só pode significar que o espanhol Lopetegui não confiava numa solução em que o brasileiro Fabiano (titular nos últimos 13 jogos oficiais da época passada) fosse o “dono” da baliza portista e o português Ricardo (ex-Académica, não falhou um único minuto nos últimos dois campeonatos) fosse a sua “sombra”.

Mas, Fabiano parece querer complicar a vida a Lopetegui…

O JOGO, 28-07-2014

Fabiano, O JOGO, 28-07-2014

A única explicação que eu vejo para a contratação de Andrés Fernández, é se o ex-Osasuna se distinguir, pela positiva, naquelas que são as duas principais lacunas de Fabiano: sair da baliza e jogar com os pés. E, claro, se estes dois aspectos forem considerados fundamentais por Lopetegui (numa lógica da equipa jogar subida e do guarda-redes encurtar espaços nas costas da defesa).

Andrés Fernández, O JOGO, 26-07-2014

De outro modo, parece-me incompreensível “obrigar” a FC Porto SAD a gastar 2 milhões de euros no passe Andrés Fernández, mais salários e as habituais comissões.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Jackson Martinez: a saga continua



Reunião entre a direção portista e o empresário do Cha Cha Cha alinhavou os termos do novo contrato, escreveu o Jogo. Este é mais um episódio da novela que arrancou em 2013, logo que a notoriedade do Colombiano foi reconhecida, além-fronteiras.
Cá para mim, o FCP está a jogar em dois tabuleiros: forçar a sua renovação através da renegociação de novas e melhores condições para o jogador, com eventuais contrapartidas para o clube, ou, então, como forma de pressão sobre os mais interessados na colaboração do excelente avançado colombiano: Valência, Mónaco, Chelsea, Inter, Roma e outros, através desses sinais exteriores de desinteresse em vender. Ou seja: quem o quiser contratar, tem de bater os 40m€, antes que seja tarde. Numa escala diferente, a modos como aconteceu com Fernando: sabia-se que não ficava, restava criar as condições para a que a sua saída compensasse em benefícios financeiros o que se perdeu em termos desportivos.

Ficaria muito satisfeito se Jackson continuasse no FCP, mas Jiménez já vem a caminho.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

E vão onze !?


Andrés Fernández; Opare, Marcano (?), Indi, José Ángel; Óliver Torres, Casimiro, Brahimi; Tello, Adrián López, Samir.
Com a saída de Jackson e Ghilas prevejo as entradas de Gutiérrez (ou Jiménez) e Éderdzinho. A (r)evolução continua.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Muita pedra para partir



Quem esperava um FCP dominador, enganou-se. Se na primeira parte tivemos mais bola, raramente chegámos à baliza. Algumas boas jogadas, mas notou-se as dificuldades habituais de sair com a bola na primeira fase de construção e o recurso do passo para o lado e para trás foi excessivo. Um modelo que nos enfastiou nas épocas passadas. Foi um jogo muito combativo e os franceses mostraram serviço e empenho. Muita pressão em todo o campo,  que raramente se conseguiu ultrapassar com qualidade. Nesse período gostei muito de Óliver Torres e do miúdo Ruben Neves que desenharam os melhores momentos do primeiro tempo.

No segundo tempo, entraram muitas figuras novas e a equipa não melhorou: criou duas boas oportunidades, mas a organização do jogo deixou muito a desejar. A equipa perdeu segurança, circulou a bola com pouca lucidez e praticamente não se ganhou um duelo individual. Das novas vedetas não retirei qualquer nota positiva. Valeu-nos Fabiano que esteve muito bem. Os laterais não conseguiram subir, os alas não romperam e o Saint Etienne foi demasiado forte para este FCP. Muita disponibilidade física, muita entreajuda e um contragolpe sempre muito bem ensaiado pelos franceses que nos criaram muitos apuros. Saí algo desiludido, nomeadamente pela  segunda-parte que foi muito fraca. Maicon foi uma boa surpresa.

Por momentos, jogámos com três centrais e foi a confusão total. Gostaria que o FCP tivesse mostrado mais competência e que os novos recrutas me entusiasmassem. Mas, não foi assim que aconteceu.
As expectativas estão, agora, em linha com o nível deste ensaio. Não dá para cantar loas, não serve para anunciar o funeral. Mas, a tarefa vai ser dura. Não valia a pena assobiar. Mas, os adeptos que encheram o Dragão mereciam mais. Mas, atenção, os franceses jogaram muito bem e aparentemente estão num estádio superior da preparação.

A CL segue dentro de algumas semanas. Ainda não desisti de ter esperança que a coisa corra bem. Mas a equipa tem de melhorar muito. Menos conversa e mais trabalho, recomenda-se.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Todos os jogadores são iguais

Nota prévia: eu gosto do Deco; foi dos melhores jogadores que vi jogar, e dos melhores jogadores que já passaram pelo Porto.

Todos os jogadores são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. O Deco foi um dos jogadores mais importantes da história recente do Porto, e marcou presença (e deixou a sua marca) no "ressurgimento internacional" do Clube. A juntar isso foi dos poucos jogadores (nos tempos mais recentes) a passar 3 anos no Porto, sem vencer um campeonato - é obra. No entanto, por maior que tenha sido o impacto do Deco, na história do Porto, outros jogadores houve que contribuiram pelo menos tanto como o "Mágico" para o sucesso do Clube, e não tiveram direito a jogo de homenagem (ou sequer de despedida). Os exemplos são muitos e variados; cito apenas aqueles que me são mais "próximos": João Pinto, André, Jorge Costa, Vítor Baía e (porque não?) Domingos; [não se exigia um jogo por cada um, mas porque não um jogo a cada 3 ou 5 anos, em que vários fossem homenageados em conjunto?] 




Sempre tive a impressão que o Porto, não trata muito bem aqueles que deram tudo pelo Porto; essa impressão é reforçada pelo facto de o Porto não tratar muito bem aqueles que gostariam (mas não lhes é dada oportunidade) de dar tudo pelo Porto. Resignemo-nos então a ver a equipa com cada vez menos jogadores da formação, da Areosa, de Sta. Maria da Feira ou das Caxinas, à Porto - já não há lugar sequer para aqueles que compensam a "falta de jeito" com "amor à camisola"; esses, como aqueles que os antecederam, nunca serão homenageados. Essa honra calhou ao Deco (que a merece) - é melhor que nada.

Espero que seja um bom espectáculo; que não seja o último; e que não assobiem o Messi - é suposto ser uma festa!




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Achismos

 
Acho que o FCP fez bem em contratar Lopetegui e lhe dar voz na formação do plantel que carecia de adequados ajustes; acho que o FCP precisa de um gr porque considero que Fabiano não serve para defender uma equipa que na maioria dos encontros joga em ataque continuado e com a defesa subida; acho que Ghilas mostrou que não tem perfil para jogar no modelo de posse e deveria ser vendido/emprestado; acho que Bolat é um não assunto; acho que a maioria das contratações tem sido ajustada, salvo no que diz respeito a Adrián López, a menos que demonstre invulgares qualidades o que de todo ainda não confirmou; acho que se negociou bem os jogadores contratados por empréstimo; acho que se definiu bem os jogadores sujeitos a desvinculação; acho que Gonçalo precisa de tempo e deve continuar na equipa B; acho que a novela Rolando é lamentável e que o FCP SAD está a gerir o conflito de uma forma pouco inteligente; acho que Martinez é para sair e o resto é conversa da treta.

Obviamente, que estou preocupado. Esperava que PdC impusesse mudanças, mas não contava com uma revolução; muito menos prevejo que tenhamos condições para acomodar este nível de investimento e a gorda folha salarial que vai produzir. E, por isso, devemos estar mais atentos.
Esta revolução vem provar, por outro lado, que na época passada só se fizeram asneiras e que PdC persegue a redenção. É difícil perceber este frenesim. Acompanho com expectativa positiva a próxima época em termos desportivos, mas muito inquieto quanto aos danos colaterais que pode produzir no balneário (Helton reforma-se, Quaresma fica destinado ao banco e vai haver muitas ciumeira$) e nas desgastadas finanças da SAD e do clube, por arrasto.

Resumindo: estou de acordo (em termos gerais) com a reconstituição do plantel, mas não entendo esta estratégia em contraciclo, demasiado aventureira na minha perspectiva. Ou encontrámos petróleo ou encontrámos petróleo. Não pode ser de outra maneira, penso eu de que!
 Devo, porém, uma explicação mais cuidada relativamente a alguns dos meus pontos de vista, atrás referidos, pela polémica que julgo poderem suscitar. Jackson, Ghilas, Quaresma, as referências ou a falta delas após este ajustamento do plantel ou como poderá o modelo da posse sobreviver depois de Martinez, vão ser objecto de mais alguns sábios achismos.

Não sou treinador, nem director e não sei ao certo o que vai na cabecinha de quem decide. A leitura que faço é que o FCP não vai conseguir aguentar o Jackson. Entre baixar a cláusula de rescisão ou ter um jogador contrariado, preferiria negociar. Se a SAD o vai fazer não sei, mas recomendá-lo-ia, sem deixar de esticar a corda o mais possível. Aliás, PdC garantiu que não queria jogadores contrariados. Acho que Jackson é o jogador mais valioso do plantel e que Lopetegui estará a fazer tudo para o manter. E a vontade do jogador não conta? E pudemos contar com o seu profissionalismo se a sua vontade for afrontada?  O dossier Jackson vai ser o mais complicado, a não ser que haja quem bata os 40m€ ou ele não queira sair porque adora o FCP.

Ghilas é um jogador banal na minha perspectiva e foi demasiado caro. Mas, essa é uma opinião não especialmente avalizada e que aplico ao avançado argelino, quer quando joga em posse, quer em transições rápidas. Neste momento, o plantel tem gente melhor para o efeito. No passado também: acho que o Varela era bem melhor para cumprir essa função. Quanto às referências, sobrevivemos quando saiu Fernando Gomes, Jorge Costa, Baia ou o Pedro Emanuel e tivemos como capitão o Lucho acabadinho de chegar e que se tornou uma lenda; entretanto, já saiu e novos capitães apareceram.

O Quaresma é outro caso bicudo. Pessoalmente, admiro algumas das suas qualidades técnicas, porque não tem medo de assumir o jogo. Mas tem menos velocidade e abusa da tendência de centrar em si demasiado protagonismo. É minha convicção que Lopetegui não lhe aturará sinais exteriores de vedeta-patrão-referência-capitão. O chefe da banda é ele, o treinador. Recordo como Quaresma saiu, no passado, muito agastado por ter sido substituído. Nem Luís Castro foi poupado. A situação e o aproveitamento do Quaresma tem de ser gerido com muita lucidez, mas não auguramos uma vivência pacífica.

A Alemanha foi provavelmente a equipa que jogou melhor em posse no último mundial. E nem sempre utilizou um avançado mais posicional. Jackson é muito bom, mas acho um exagero dizer que a estratégia de Lopetegui não faz qualquer sentido sem Jackson. Não creio que se baterem a cláusula de rescisão, nos reste o dilúvio.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A novela Jackson

22 de Julho de 2014
Juan Quintero, que esteve no Mundial do Brasil, ao serviço da seleção do seu país, regressou aos treinos.
Jackson Martinez, outro futebolista colombiano, que também esteve no Mundial do Brasil, continua longe do Porto, supostamente para tratar de assuntos particulares.

22 de Julho de 2014
Capa do jornal O JOGO: “Jackson só sai pelo valor da cláusula de rescisão”

Coincidência?
Obviamente que não.

Isto é uma mensagem clara da SAD para Jackson Martinez, para o seu empresário (um tal de Luís Henrique Pompeu) e, talvez, para alguns dos clubes interessados no jogador.

Como não acredito que haja algum clube disposto a pagar 40 milhões de euros pelo passe do Jackson, o mais provável é termos novela até aos primeiros dias de Setembro (altura em que fecha o mercado na Rússia).

E, enquanto dura este impasse, o que deve fazer a SAD?
Avançar para a contratação do muito falado Raúl Jiménez (avançado do América)?
Ou esperar tranquilamente porque, mesmo que Jackson saia, Adrián López, Sami e Gonçalo Paciência serão capazes de dar conta do recado?

domingo, 20 de julho de 2014

Leocísio Júlio Sami

Leocísio Júlio Sami tem 25 anos (nasceu em Bissau, a 18 de Dezembro de 1988) e, como sénior, já representou cinco equipas – Eléctrico Futebol Clube; Desportivo das Aves; Marítimo B; Centro Desportivo de Fátima; Marítimo – sem atingir um particular brilhantismo.

Carreira de Sami ( fonte: www.foradejogo.net )

Vindo do Marítimo (a custo zero), Sami chegou ao FC Porto há três semanas, de forma quase clandestina, sem dar nas vistas, até que…

Sami, Genk x FC Porto

Será possível que um jogador com o trajecto futebolístico deste avançado guineense, possa ser o principal candidato a Nº 9 da equipa principal do FC Porto se, como alguns sinais sugerem, nos próximos dias/semanas Jackson Martinez juntar o restante corpo à cabeça (que há muito está noutras bandas)?

Adrián López, Nabil Ghilas e Gonçalo Paciência que se cuidem…