domingo, 11 de janeiro de 2015

Vontade de (não) jogar

Tarjas dos Super Dragões


Lopetegui e as arbitragens (fonte: O JOGO)


FC Porto x Belenenses - Ficha e estatísticas (fonte: O JOGO)

Ao intervalo, o Belenenses tinha feito 4 ataques e 1 remate (não me lembro quando).

E, mesmo a perder por 2-0 desde o início da 2ª Parte, o Belenenses continuou em modo “contenção”, tendo feito o 2º e 3º remates já em período de descontos, quando os jogadores do FC Porto estavam em modo “descompressão”.

É por haver equipas destas (Belenenses) e treinadores destes (Lito Vidigal), que o campeonato português é pouco atrativo e muito pouco vendável.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Entrada de investidores nas SAD

A ausência dos fundos é um problema para os clubes do Sul da Europa

Estamos no advento da entrada dos investidores nas SAD

Se os acionistas não forem capazes de suprir essas necessidades [de financiamento], terão de ser os investidores externos a fazê-lo

teremos de recorrer à entrada de investidores estrangeiros, que só seria evitável se as sociedades [SAD’s] fizessem um programa de ajustamento e viessem para um nível [de financiamento] mais baixo

Se os clubes tiverem de abrir o capital a investidores, eles vão definir as regras do jogo

Por que saiu do F. C. Porto?
Já disse em tempos o que tinha a dizer. Foram divergências de gestão na sociedade que determinaram o meu afastamento da SAD depois de 23 anos


Angelino Ferreira (fonte: JN, 26-12-2014)

Este conjunto de afirmações de Angelino Ferreira foram extraídas de uma entrevista de duas páginas, publicada no JN no dia 26 de Dezembro e, talvez por isso, tenha passado quase despercebida (foi muito pouco comentada).
Mas, penso que são afirmações que justificam alguma reflexão.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Remates por jogo

O jornal O JOGO fez um levantamento dos remates efetuados pela equipa do FC Porto e, dessa análise, constata-se que há uma tendência de aumento do número de remates por jogo.

O JOGO, 05-01-2015

Evidentemente, o jogo contra o Gil Vicente é um caso especial (conforme o SLB demonstrou inúmeras vezes nos últimos anos, jogar largos minutos em superioridade numérica facilita as coisas…), mas nos dois jogos anteriores (Rio Ave e Vitória Setúbal) o FC Porto já tinha superado a “barreira” dos 15 remates por jogo.

O JOGO
No jogo de Barcelos, um dos aspectos que merece particular atenção é o número de remates feitos de fora da área (12 em 29). Aliás, foi de um portentoso remate de Casemiro, a uns 25 metros da baliza, que o FC Porto inaugurou o marcador.

Há indicadores de que este aspecto – remates de fora da área – tem vindo a ser trabalhado e, por exemplo, já tinha sido assim que Herrera desbloqueou o jogo de Borisov.

Voltando a Casemiro, é um facto que o seu processo de adaptação à posição 6 tem tido altos e baixos, mas parece que Lopetegui quer tirar partido da sua potência de remate. Recordo um livre direto no jogo anterior, em Vila do Conde, que o guarda-redes do Rio Ave foi incapaz de segurar e que potenciou uma recarga de Aboubakar que quase dava golo.

Em resumo, tal como Vítor Pereira já tinha demonstrado, um modelo de jogo baseado na posse de bola, não é incompatível com um futebol acutilante, que proporcione muitas situações de remate.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Partilha de risco

O futebol é uma atividade de (elevado) risco, em que o sucesso de um futebolista num clube de topo, como é o caso do FC Porto, depende de variadíssimos factores.
Um desses factores, que é crítico, são as lesões.

Esta época, tivemos três exemplos de jogadores jovens que, à partida, pareciam ter tudo para darem o grande salto nas suas carreiras e, afinal, têm passado o tempo quase todo lesionados ou a recuperar de lesões.

Gonçalo Paciência (fonte: O JOGO, 09-09-2014)

Mikel (fonte: O JOGO, 05-01-2015)

Otávio (fonte: O JOGO, 06-01-2015)

Sou dos que penso que o recurso aos Fundos foi (é) fundamental para a competitividade das equipas portuguesas a nível europeu (o caso do SC Braga é o exemplo mais flagrante).

E uma das razões que me levam a ser favorável ao recurso aos Fundos (mediante regras claras) é precisamente a partilha do risco.

Porque investir, à cabeça, 8, 10 ou 15 milhões de euros no passe de um jogador, além de ser um investimento muito grande para uma SAD de um clube português, tem de ter retorno e não pode ficar demasiado sujeito a fatores imponderáveis, como é o caso das lesões.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Tello e a irritação de Lopetegui

«Coincidência, ou talvez não, foi quando Quaresma saltou para o aquecimento (entraria na segunda parte para o lugar do desinspirado Tello) que a equipa de Julen Lopetegui começou a despertar para o jogo.»
Nuno A. Amaral, JN, 04-01-2015


O JOGO, 04-01-2015
De facto, não havendo lesionados é invulgar Lopetegui colocar um jogador a aquecer ainda antes da meia hora de jogo. Foi um sinal claro de que estava pouco satisfeito com o desempenho da equipa, particularmente em termos ofensivos.

O facto de, ao minuto 35, Casemiro ter inaugurado o marcador à “bomba” e de três minutos depois Jander se ter “auto expulso”, adiou para depois do intervalo a substituição que o treinador do FC Porto tinha na cabeça. Mas bastou mais uma “atrapalhação” de Tello, logo no início da 2ª Parte, para se esgotar a paciência de Lopetegui. Imediatamente chamou Quaresma, o qual entrou ao minuto 51 para o lugar do “trapalhão” e “desinspirado” Tello.

Tello é mais um (bom) produto de La Masia e tem características – velocidade, boa técnica, um arranque espantoso – que podem fazer dele um excelente extremo. Contudo, nestes primeiros cinco meses como jogador do FC Porto, tarda em explodir (como, por exemplo, aconteceu com Brahimi e Óliver) e tem estado aquém daquilo que seria de esperar para um jogador do seu calibre.

O JOGO, 04-01-2015
Contudo, apesar da aparente irritação de Lopetegui com mais uma exibição pouco inspirada de Tello, não me parece que o extremo emprestado pelo FC Barcelona vá perder a titularidade para Quaresma, até porque, a ausência de Brahimi para disputar a CAN, “obriga” o treinador basco a escolher, para o onze inicial, dois dos seguintes jogadores: Tello, Quaresma ou Adrián López.

Um jogador do nível do Brahimi é insubstituível, mas irá caber a estes três extremos/avançados e, particularmente a Tello, tornar a ausência de Brahimi menos penosa.

5 obras de arte em Barcelos

Martins Indi a marcar o 2º golo de calcanhar

54 ataques;
29 remates;
5 golos (na realidade foram 6, mas o sexto foi mal anulado, por pretenso fora-de-jogo de Jackson).

Um domínio avassalador, sensivelmente a partir dos 25 minutos e reforçado a partir dos 38 minutos, quando Jander se “auto-expulsou”.

Mas convém não esquecer os primeiros 20-25 minutos.

"Não entramos bem mas, a partir dos 25/30 minutos, tivemos muitas ocasiões e marcámos um golo nesse período"
Julen Lopetegui

Ao 17º minuto, já o Gil Vicente tinha enviado uma bola à trave e construído mais duas boas oportunidades (ambas na sequência de lances de bola parada) e se tivesse marcado primeiro ninguém teria ficado surpreendido.

Os cinco golos dos dragões foram todos grandes golos, alguns dos quais autênticas obras de arte, mas houve demasiados lapsos defensivos (mesmo depois do FC Porto estar a jogar em superioridade numérica), os quais, noutras circunstâncias e contra adversários mais fortes, poderiam ter tido consequências… pontuais.

sábado, 3 de janeiro de 2015

O mercado dos emprestados

Tiago Rodrigues (ex-Vitória Guimarães), que jogou a primeira parte desta época no FC Porto B, vai ser emprestado ao Nacional da Madeira.
Parece-me bem.

Olhando para outras hipóteses, referidas nos últimos dias…

O JOGO 28-12-2014 e 02-01-2015

Kelvin emprestado a um clube brasileiro.
Parece-me mal. Kelvin precisa de “crescer” como homem, amadurecer como jogador, melhorar a sua cultura táctica e o Brasil não é o melhor sítio para isso. Um clube europeu seria muito melhor.

Diego Reyes e o interesse do Parma.
Parece-me muito bem. Reyes precisa de jogar com regularidade para evoluir (o campeonato italiano é muito exigente do ponto de vista defensivo) e, nesta altura, é o 4º defesa-central do plantel principal. Além disso, se necessário, Lopetegui poderia recorrer a Igor Lichnovsky, jovem internacional chileno que joga na equipa B.

Daniel Opare.
Parece-me bem que o internacional ganês seja emprestado, se possível a um clube que pague o seu ordenado. Para Lopetegui, a alternativa a Danilo é Ricardo Pereira. Ponto final.

O JOGO, 03-01-2015

Ricardo Nunes e o interesse da Académica.
Parece-me bem o empréstimo, se possível a um clube que pague o seu ordenado. Com a recuperação plena do Helton, não faz sentido o plantel principal manter quatro guarda-redes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

23 mil num treino

23 mil adeptos no primeiro treino de 2015 (fonte: O JOGO)

23 mil adeptos num treino é algo notável, quer seja no Porto, em Lisboa ou noutro local qualquer.

Um clube que atrai mais de 20 mil adeptos a um mero treino tem, seguramente, um grande potencial.

A questão é: como tirar (melhor) partido deste potencial?

Por exemplo, como transpor este entusiasmo, esta paixão, esta adesão, para maiores assistências no Estádio do Dragão?

No início de um novo ano, este é um desafio que a estrutura dirigente do FC Porto tem de ganhar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Feliz 2015!

Votos de um excelente ano para os leitores do RP, e de que 2015 traga aos portistas mais alegrias do que 2014!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Sobrou Casemiro

Do onze base desta época (os 11 jogadores mais utilizados por Lopetegui nos 23 jogos anteriores), sobrou apenas Casemiro como titular em Vila Conde.

Onze inicial do FC Porto em Vila do Conde

Para mim, este é o aspecto mais relevante do Rio Ave x FC Porto de hoje e é ilustrativo do modo como o FC Porto continua a encarar a Taça da Liga.

Em consequência disto, veremos, como diria Jorge Jesus, com que “andamento” os dragões irão chegar ao próximo jogo do Campeonato (em Barcelos), após uma paragem competitiva de 16 dias para grande parte dos habituais titulares.

De resto, Lopetegui voltou a dar uma oportunidade ao seu compatriota Adrián López, mas o “senhor 11 milhões” voltou a desperdiça-la de uma forma estrondosa.

Em sentido oposto, Ricardo Pereira, apesar de ser um extremo e estar num processo de adaptação a lateral-direito, voltou a agarrar a oportunidade e, na minha opinião, foi o melhor jogador do FC Porto.

Ricardo Pereira em acção no Rio Ave x FC Porto

O azar do Ricardo é o lateral-direito do FC Porto se chamar Danilo e ser, nesta altura, um dos 10 melhores laterais-direitos do Mundo.

Dois lamentos finais.

Se não era para ser titular, se não era para jogar, para quê convocar Helton, um jogador com 36 anos, saído de uma lesão grave?

Helton "congelado" no banco de suplentes

Estando Ivo Rodrigues no banco de suplentes, por que razão Lopetegui esgotou as substituições metendo Óliver, para jogar… numa ala?
Ah, já sei, porque, segundo Lopetegui disse na véspera do jogo, a Taça da Liga é uma competição interessante, com uma série de regras que favorece e regula a presença do jogador português jovem…

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Taça da Liga a pensar no Campeonato

«Sobre esta polémica gerada em torno da próxima eliminatória da Taça da Liga, que se disputa no dia 04 de Fevereiro de 2009, os participantes nesta votação consideraram que o FC Porto se deve apresentar ao jogo e deve “poupar todos os habituais titulares”, tendo esta opção reunido 51 votos (40%).
“Assumir a falta de comparência”, foi a segunda opção mais votada com 26% das votações (33 votos). As terceira e quarta opções foram “jogar com a sua melhor equipa” e “poupar apenas os jogadores com mais minutos” que obtiveram respectivamente 22 votos (17%) e 19 votos (15%).»


O JOGO, 27-12-2013
«Sendo uma competição sem história, sem prestigio (bem pelo contrário!), sem proporcionar o apuramento para competições europeias e com prémios monetários baixos (para os padrões do FC Porto), para que serve a Taça da Liga?
(…) a Taça da Liga é uma competição que serve, acima de tudo, para dar minutos aos jogadores menos rodados, testar outros e fazer algumas experiências.
Este ponto de vista é partilhado pelos responsáveis do FC Porto (ou vice-versa, para ser mais correcto), os quais têm seguido esta política desde que a Taça da Liga foi criada. Primeiro com Jesualdo Ferreira, nos últimos três anos, e esta época com André Villas-Boas.»


«(…) a Taça da Liga é a competição dos 3 S - sem história, sem prestigio e sem interesse competitivo. Acresce a isto que o prémio monetário para o vencedor é baixo, sendo inclusivamente um valor menor que o da Taça da Portugal (na época 2008/09, o vencedor da “Taça Lucílio Baptista” recebeu um total de 349 mil euros, o que corresponde a cerca de 0,37% do orçamento que a FCP SAD aprovou para esta época – 94,7 milhões de euros).
Para que serve então a Taça da Liga? Tal como defendi em anos anteriores, na minha perspectiva a Taça da Liga deve ser aproveitada para testar/avaliar jogadores, ensaiar novas soluções sectoriais e dar minutos aos jogadores novos e/ou menos utilizados.»


«(…) para mim a Taça da Liga é uma competição com um reduzidíssimo interesse competitivo e, sendo o FC Porto obrigado a participar e a ter de cumprir com as quotas mínimas em termos de jogadores, estou inteiramente de acordo com as opções que foram seguidas, quer por Jesualdo Ferreira, quer por André Villas-Boas.
A questão que se coloca é a seguinte: Havendo uma competição de regularidade – o Campeonato -, em que jogam todos contra todos a duas voltas; uma competição a eliminar – a Taça Portugal – envolvendo os clubes de todas as divisões; e uma competição entre os vencedores destas duas competições tradicionais – a Supertaça; porquê e para quê a Taça da Liga?
O que é que a Taça da Liga traz de novo, ou de diferente, relativamente às outras três competições nacionais?
Se nem sequer o seu vencedor é apurado para a Liga Europa, para quer serve a Taça da Liga?»


«(…) se em relação à Taça de Portugal compreendo (e na maioria das situações estou de acordo) que os treinadores do FC Porto poupem vários dos habituais titulares, na Taça da Liga ainda mais.
Na realidade, para um clube com o historial do FC Porto, cujas prioridades fundamentais (a nível desportivo e financeiro) são vencer o campeonato e atingir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, para que serve esta aberração…, perdão, competição?
Para aumentar a notoriedade do clube a nível interno? Não.
Para enriquecer o currículo?
Compreendo que, por razões várias, o slb e a comunicação social que lhe é afeta procurem valorizar esta competição; compreendo que ganhar esta prova seja relevante para os clubes pequenos ou médios do nosso campeonato; mas algum portista, que tenha vivido as vitórias alcançadas nos últimos 30 anos, acha que é uma Taça da Liga que enriquece o currículo do FC Porto?»


Record, 22-03-2009
«(…) a Taça da Liga é, desde a sua criação (época 2007/08), um “nado morto”, sendo uma competição híbrida, sem lógica e sem interesse competitivo, ao ponto de vários jogos, incluindo de “clubes grandes”, não terem transmissão televisiva (foi o caso do Nacional x FC Porto da época passada). Como se isto não bastasse, a prova tem regulamentos pouco claros, que já foram alterados N vezes e, ainda por cima, ficou marcada por escândalos de arbitragem (os sportinguistas, e não só, chamam-lhe Taça Lucílio Baptista).»


O enquadramento e pressupostos competitivos da Taça da Liga não mudaram (deixou é de haver prémios financeiros para os clubes!) e, consequentemente, a minha opinião sobre a tacinha da Liga também não mudou. Penso hoje o mesmo que pensava no tempo em que o treinador do FC Porto era… Jesualdo Ferreira.

Assim sendo, o jogo de amanhã (Rio Ave x FC Porto) seria uma boa oportunidade para, no contexto da equipa principal, dar minutos a jogadores como Helton, Daniel Opare, Diego Reyes, José Campaña, Aboubakar ou… Ivo Rodrigues.

Contudo, há um aspecto que deverá ser ponderado por Lopetegui. Os jogadores estão sem competir desde o dia 19 de Dezembro e, no dia 4 de Janeiro, o FC Porto tem uma deslocação a Barcelos (tradicionalmente difícil) para o Campeonato.

Ora, não convém que uma parte significativa dos jogadores que irão ser titulares no Gil Vicente x FC Porto, cheguem a esse jogo com uma paragem competitiva de 16 dias!

domingo, 28 de dezembro de 2014

23 jogos depois…

Em 17 de Novembro, após os primeiros 17 jogos oficiais desta época, publiquei um texto com o título O “9 base” de Lopetegui.

Algumas das tendências que existiam confirmaram-se e, nesta altura, após 23 jogos oficiais – 14 para o Campeonato (D1), 8 para a Liga dos Campeões (LC) e 1 para a Taça de Portugal (TP) – os números dizem-nos que já se pode falar num onze base de Lopetegui:

Guarda-redes: Fabiano
Quarteto defensivo: Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Trio do meio-campo: Casemiro, Herrera, Óliver
Trio de ataque: Brahimi, Jackson, Tello

Números dos primeiros 23 jogos do FC Porto (clique para ampliar)

Estes onze jogadores foram utilizados em, pelo menos, 18 dos 23 jogos oficiais já disputados pelo FC Porto e apenas um deles – Cristian Tello – tem menos de 1000 minutos nas pernas.

O 12º jogador (em termos de minutos de utilização) é Quaresma. Aliás, a diferença entre Tello e Quaresma não é muito significativa, mas o extremo emprestado pelo FC Barcelona leva uma pequena vantagem em termos de minutos, número de jogos e número de vezes em que foram titulares.

Entre os “não-titulares”, os mais utilizados por Lopetegui são Quaresma, Marcano, Rúben Neves, Quintero e Adrián López, todos já utilizados em, pelo menos, 10 jogos.

No pólo oposto, os menos utilizados por Lopetegui são: Diego Reyes, José Campaña, Kelvin, Ricardo Nunes, Helton, Daniel Opare e Otávio (os quatro últimos com zero minutos de utilização).
Perante estes níveis de (não) utilização, penso que ninguém ficaria surpreendido se, destes sete jogadores, dois ou três saíssem por empréstimo no minimercado de Janeiro.

Algumas curiosidades…

A melhor série do FC Porto foram os primeiros cinco jogos – 5 vitórias, 9 golos marcados, 0 golos sofridos – todos disputados em Agosto (numa altura em que até seria de esperar que a equipa não estivesse “bem afinada”).

Esta série foi interrompida em Guimarães (1-1), num jogo marcado por uma arbitragem tenebrosa de um árbitro em final de carreira – Paulo Baptista – em que foi anulado um golo limpo a Brahimi, ficaram por assinalar dois penáltis a favor do FC Porto e, ainda na 1ª parte, deveria ter sido expulso um jogador do Vitória.

À melhor série sucedeu a pior série, com apenas uma vitória nos cinco jogos seguintes (E-V-E-E-E).

Entre as duas derrotas (ambas no Estádio do Dragão, contra os rivais lisboetas da 2ª circular!), os dragões disputaram nove jogos, nos quais cederam apenas dois empates: no Estoril (2-2), em que, mais uma vez, o FC Porto foi prejudicado pela arbitragem e em casa contra o Shakhtar (1-1), em que Lopetegui decidiu poupar oito dos habituais titulares.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Árbitros que auxiliam o SLB

8 dos 37 pontos conquistados pelo SL Benfica neste campeonato (em quatro vitórias obtidas pela margem mínima), estão directamente ligados a decisões altamente “polémicas” (vamos chamar-lhes assim…) de árbitros auxiliares.



Golo anulado ao Boavista (2ª Jornada)

Golo anulado ao Rio Ave (9ª Jornada)

Golo anulado ao Nacional (10ª Jornada)

Golo validado ao SL Benfica (14ª Jornada)

Ou, dito de outra maneira, não fosse o “auxílio” de quatro árbitros auxiliares (nos jogos em que enfrentou o Boavista, Rio Ave, Nacional e Gil Vicente) e, provavelmente, nesta altura o SL Benfica teria menos 8 pontos.

E, nesta extensa lista de decisões favoráveis ao SL Benfica, protagonizadas por árbitros auxiliares, ainda tivemos um golo mal anulado ao Vitória de Setúbal (4ª Jornada), quando o SLB vencia por apenas 1-0, e um golo mal validado a Luisão (estava em fora-de-jogo), contra a Académica (11ª Jornada).

Golo anulado ao Vitória Setúbal (4ª Jornada)

Golo validado a Luisão (11ª Jornada)

A quem gere a arbitragem nacional, não interessa saber por que razão tantos árbitros auxiliares revelam esta tendência para se “equivocarem” a favor do SL Benfica?

Aliás, a coisa é tão bem feita, que nós, os adeptos, nem sequer sabemos o nome (já nem digo a cara) destes intervenientes no jogo - os árbitros auxiliares - os quais têm intervido, e de que maneira, nos resultados de alguns jogos.

Capa de O JOGO de 23-12-2014

Embora muito ao de leve, Pinto da Costa fez bem em ter chamado à atenção para os árbitros auxiliares, mas temo que o tenha feito demasiado tarde.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O top 100 do Guardian

O JOGO, 24-12-2014



Na minha perspectiva, mais interessante do que haver três jogadores do FC Porto neste Top 100 do “The Guardian” é não haver qualquer jogador do Sporting ou do SL Benfica.

Sim, podemos discutir a constituição do Júri e os critérios adoptados (necessariamente subjetivos);
podemos discutir a (falta de) visibilidade do campeonato português;
podemos discutir a influência do melhor ou pior desempenho das equipas portuguesas nas competições europeias (no ano 2014);
podemos discutir tudo isto e outras coisas, mas…

… por alguma razão, Brahimi, Jackson e Herrera estão no World's top 100 footballers 2014 do “The Guardian” e, por exemplo, Gaitan, Enzo Perez e Nani ficaram fora deste ranking.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Quero ser presidente do… SLB!

Luís Filipe Vieira e o BES


Querido Pai Natal,

Como sabes, sou sócio do Futebol Clube do Porto e, como prenda, gostava de ser presidente do… SL Benfica!

Sim, não é engano. Parece que o Luís Filipe Vieira também é (ou foi) sócio do meu querido Fê-Cê-Pê e, por aquilo que pude ler em jornais da Capital, desde que ele assumiu a presidência do clube do regime, tem convivido com gente poderosa, da política e da finança, e nunca mais lhe faltou capital… Consta mesmo, vê lá, que o homem, qual tio Patinhas, passou a “nadar” em dezenas ou centenas de milhões de euros. Para um ex-comerciante de pneus, é obra!


Luís Filipe Vieira entre "amigos"

Ah, e o Luís deve andar a divertir-se bastante com estas notícias de que está, ou esteve, a ser investigado. Como se algum dia, um presidente do clube do regime, enquanto estivesse em funções, pudesse ser incomodado pela Justiça portuguesa… LOL

Imagino que muitos “meninos” devem ter pedido a mesma prenda, mas olha que eu, este ano, portei-me bem (quer dizer, mais ou menos…).

Zezinho

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Eu quero ser como Vieira
Henrique Monteiro

Diário Notícias, 21-11-2013
Eu gostava de ser como Luís Filipe Vieira (tirando a parte de ele ser do Benfica, sendo eu do Sporting e talvez em matéria de orelhas prefira as minhas). Porque o Estado assumiu uma dívida do presidente do Benfica no valor de 17 milhões de euros. Vieira e a sua empresa deviam esse dinheiro ao BPN e parece que foi dado como incobrável.

Eu juro que não preciso tanto, mas se for preciso fico incobrável também. A mim quaisquer 170 mil, que é só 1% do que lhe perdoam, já me deixava feliz. Mas 1,7 milhões, ou seja 10% deixava-me muito rico, mas se não quiserem dar-me mais de 0,1%, ou seja 17 mil euros, eu já vos agradeço bastante.

Pensando melhor, isto deve ser tudo mentira, uma cabala contra o presidente do Benfica (apesar de ainda não ter visto qualquer desmentido). Porque um senhor que tem uma dívida de 17 milhões não deve poder estar à frente de uma instituição de utilidade pública que recebe dinheiros públicos. Se acaso o presidente do Sporting, do Porto ou do Braga forem também prejudicados por uma norma assim, paciência. Gosto muito do meu clube, mas gosto mais de contas bem feitas e de verdade e transparência.

Se for verdade, no entanto, deixem-me gritar: ESCÂNDALO! Ao pé disto, o que se diz dos políticos é – como dizia o Berardo – ‘penauts’, ou, em português, amendoins. Não gozem mais com o Zé pagante, porque eu sinceramente já não aguento!

Luís Filipe, grande homem. Andar todos os dias na televisão sabendo que nós lhe pagamos as dívidas (mesmo aqueles que como eu foram contra a nacionalização do BPN porque já sabiam no que ia dar…) é de homem. E de homem corajoso!

Eu não tinha cara para isso…


Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.