terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Golo do SLB é irregular?

Jorge Coroado diz que sim, que o golo que deu o empate ao SL Benfica, é precedido de uma irregularidade.

Quando Jonas tocou na bola, Maxi Pereira estava em posição irregular. Movimentou-se, participou na jogada e perturbou a ação de Tobias. Situação que a regra 11 determina como obrigatório o assinalar do fora de jogo”.

Casos do Sporting x SL Benfica (Tribunal de O JOGO)

No mesmo painel – Tribunal de O JOGO – José Leirós discorda da análise de Coroado (acha que Maxi não interfere na jogada), enquanto que Pedro Henriques nem sequer analisa/fala da posição de Maxi Pereira.

Relembro que esta não é a primeira vez que, precedendo um golo decisivo do SL Benfica, Maxi Pereira surge adiantado numa bola metida nas costas da defesa adversária…

Fora-de-jogo claro de Maxi Pereira precedeu o golo da vitória do SLB frente ao Gil Vicente

E, já agora, sobre a possível mão de Jonas, ninguém fala?

Jonas domina a bola com o braço? (fonte: Record)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A sorte grande de uma equipa banal

“… vendo a banalidade que é este SL Benfica, eu ainda quero acreditar que é possível e, por isso, jogadores e adeptos não podem baixar os braços

Foi assim que eu terminei o artigo que escrevi acerca do FC Porto x SL Benfica (0-2) e iniciei o artigo que escrevi após o SL Benfica x SC Braga (1-2), em que os bracarenses eliminaram os encarnados da Taça de Portugal.

Não sei se “banal” é o adjectivo que melhor caracteriza este SL Benfica versão 2014/2015, mas ontem, ao ver o Sporting x SL Benfica foi, mais uma vez, a palavra que me veio à cabeça.

Chegados aos 75 minutos de jogo, os encarnados de Lisboa tinham feito 3 (três!) remates, nenhum enquadrado com a baliza de Rui Patrício.

Ao minuto 80, o SL Benfica conquistou, finalmente, o seu 1º canto (nessa altura o Sporting já tinha 10!).

E ao minuto 94 (a 28 segundos de se esgotar o tempo de descontos dado por Jorge Sousa), após um balão de Pizzi (feito à sorte, de costas para a baliza do Sporting), beneficiando de um ressalto na área leonina, no 4º remate e primeiro (e único!) enquadrado com a baliza, o SL Benfica marcou e conseguiu empatar.

A BOLA (o jornal semioficial do SL Benfica) chamou-lhe sorte grande. Eu nem sei muito bem o que lhe hei-de chamar. Sei que, tal como no Dragão, o SL Benfica jogou em Alvalade como jogam as equipas pequenas, em termos ofensivos foi de uma nulidade quase total, mas conseguiu sair de mais um confronto com um rival directo sem perder.

Aqueles que, em anos anteriores, elogiavam o “futebol atacante e entusiasmante” das equipas de JJ (em contraponto com o “futebol monótono” das equipas de Vítor Pereira…), o que dirão deste SL Benfica que, no Dragão, jogou da mesma forma que o Boavista – autocarro de dois andares à frente da baliza – e agora, em Alvalade, repetiu a receita, com um quarteto defensivo em que os laterais praticamente não subiram no terreno, mais dois médios defensivos – André Almeida e Samaris – que raramente passaram do meio campo.

Aliás, sempre que o Sporting acelerava o jogo, o SL Benfica transformava-se em benfiquinha e adoptava a mesma estratégia de queimar tempo tão habitual (e que costuma ser severamente criticada por jornalistas e comentadores) nas equipas de mentalidade e categoria pequenina.

Foi assim na 1ª parte, com Eliseu, Jonas e Jardel a caírem e ficarem no relvado, para acalmar o jogo… e continuou na 2ª parte (até ao minuto 86), em que esse papel triste foi desempenhado por Artur.

Ao minuto 62, foi quase cómico, quando a transmissão televisiva mostrou um Jonas esbaforido, aos gritos (penso com o Eliseu), a dizer: “Calma, calma, calma!”.

Nos jogos contra o Sporting, contra o FC Porto e na fase de grupos da Liga dos Campeões, independentemente de ter conseguido alguns resultados positivos, este SL Benfica 2014/2015 mostrou aquilo que é: uma equipa banal!

E o jogo de ontem comprovou aquilo que toda a gente sabe (incluindo os benfiquistas, embora não o confessem em público): não fora as arbitragens que o catapultaram para o 1º lugar e, nesta altura, este benfiquinha nunca seria líder do campeonato português.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Jackson quebrou o gelo

A temperatura a que se disputou o jogo de hoje em Moreira de Cónegos foi muito baixa – à hora de início (20:15) era de 3 graus Celsius.

O jogo foi disputado num relvado bem tratado, mas que tem apenas 64 metros de largura (menos 4 metros que o relvado do Estádio do Dragão, o que significa menos 420 m2 de área jogável).

Perante isto, o FC Porto fez um jogo sério, marcou dois golos e ganhou de forma inquestionável.

Após um penalty claro, sobre Maicon, que Carlos Xistra “não viu” (aos 13')…

Após um canto marcado por Quaresma, que levou a bola a “beijar” a trave (aos 17')…

Jackson (aos 28'), após um passe espectacular de Herrera, quebrou o gelo e quebrou a resistência da fragilizada, mas bem organizada, equipa treinada por Miguel Leal.


Jackson marcou em Moreira de Cónegos o golo 5000 do FC Porto

A partir daí, os dragões foram controlando o jogo e, ao minuto 59, após mais uma assistência de Herrera (quantos golos e quantas assistências é que o “manco” do Herrera já leva esta época?), Casemiro (outro “patinho feio”) marcou o 2º golo (0-2) e praticamente matou o jogo.

De resto, contra as previsões, Lopetegui repetiu o mesmo onze do último jogo (FC Porto x Paços Ferreira), naquilo que parece ser uma mensagem para Martins Indi e Brahimi.
Embora, perante as exibições de Tello (vale a pena rever a forma patética como, ao minuto 62, o extremo emprestado pelo Barça se embrulhou com a bola e foi incapaz de marcar, rematar ou sequer passar a colegas que estavam completamente isolados), muito mal terá de estar Brahimi para não substituir Tello no onze inicial já no próximo jogo.

O que continua a ser um dos aspetos negativos desta equipa, é o (des)aproveitamento das bolas paradas.
No jogo de hoje, tendo conquistado 10 cantos e uma meia-dúzia de livres perto da área do Moreirense, o FC Porto voltou a denotar, mais até do que uma ineficácia total, uma grande incapacidade em criar perigo neste tipo de lances. Neste aspecto, algo tem que mudar, porque há jogos em que as bolas paradas definem o resultado.

E agora, depois da missão cumprida na gélida Moreira de Cónegos, resta esperar pelo “escaldante” derby de Lisboa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Caso Oliver, ponto de situação

Parece evidente que a temporada 2014-15 do FC Porto em campo tem quatro nomes próprios.
Jackson Martinez continua a demonstrar sem um avançado de excelência mas deve estar de saída. Um "pacto de cavalheiros" assinado no passado Verão, como sucedeu com Deco, que o clube vai cumprir. Ruben Neves foi a grande revelação e tem um futuro imenso pela frente, que a sorte o acompanhe contra as lesões. Brahimi foi a grande contratação do ano. Os primeiros quatro meses do argelino foram imensos. O jogador não teria chegado ao clube sem o apoio da Doyen e a mediação de Jorge Mendes e irá quando estes quiserem. É algo que o clube tem perfeitamente assumido. E depois, depois está Oliver Torres.

Oliver chegou emprestado em Julho. Um empréstimo de apenas uma temporada como petição expressa de Julen Lopetegui, treinador que o conhecia bem das camadas jovens do futebol espanhol, onde foi seu treinador. É uma das maiores pérolas do futebol europeu na sua posição. Com 19 anos é mais um nessa escola de "bajitos" como Xavi, Iniesta, Isco, Mata, Silva, Cazorla, Dennis Suarez e companhia. Um talento fora de série que a primeira parte da época confirmou. Naturalmente houve altos e baixos, o mais normal do mundo num jogador com menos de vinte anos que teve, em alguns casos, de jogar fora da posição medular. O FC Porto tinha o seu próprio "Oliver", Tozé, que continua emprestado e a dar boa conta do recado no Estoril mas o espanhol é um jogador mais fino, menos vertical e com melhor toque de bola. Para o modelo de jogo de Lopetegui era o eixo perfeito entre a classe de Brahimi, o estilo de jogo de Jackson e a visão de Ruben Neves. O eixo nuclear da equipa.

O médio espanhol chegou com empréstimo de um ano. O FC Porto quer algo mais. E pode ser que aquilo que até há uns meses era impossível possa mesmo suceder. 
Porque Oliver tem um problema, um problema chamado Simeone. O treinador argentino é actualmente o senhor indiscutível do Atlético de Madrid. Nada sucede na área desportiva do clube sem o seu consentimento. Foi o responsável por lançar Oliver ás feras, o seu primeiro defensor. Mas Simeone sempre olhou para o "bajito" com suspeita. Via-o muito técnico e com pouca intensidade fisica para se adaptar ao seu estilo de jogo, um estilo que todos sabemos como funciona. Pressão alta de um meio-campo fisicamente possante e com boa visão de jogo, transições rápidas, muitos jogos decididos a bola parada. Nesse esquema Oliver conta pouco. Tanto que o técnico preferiu em Dezembro do ano passado, em plena luta pelo titulo - que ganhou - e pela Champions - que perdeu na final - enviar o jogador para o Villareal. Uma escolha com sentido. O clube levantino tem um modelo de jogo radicalmente diferente do praticado pelo Atlético, muito mais parecido ao de Lopetegui. Oliver foi e quem ficou na primeira equipa com minutos de jogo acumulados foi o pequeno Saul, um jogador da sua geração, igualmente talentoso mas muito mais do gosto de Simeone pelo seu trabalho sem bola. Saul é o elegido do argentino e o jogador que conta para assumir protagonismo no meio-campo. Oliver caiu lá para trás na sua lista de escolhas. Mas Simeone não é a única variante neste negócio.

Quando o Atlético de Madrid assinou com David Villa a principio da temporada passada por um valor irrisório, muitos ficaram surpreendidos. Na realidade os clubes chegaram a um acordo de cavalheiros em que os blaugrana tinham o direito preferencial sobre três jogadores da formação colchonera: o lateral Manquillo (actualmente no Liverpool) e os médios Saul e Oliver. O Barcelona tem direito de opção por um valor estipulado para cada jogador - no caso de Oliver ronda os 15 milhões de euros - e tinha três anos para exercer o direito de compra. Por um lado o clube blaugrana já tem em filas jogadores para essa posição como o já citado Dennis Suarez mas também Rafinha Alcantara e Sergi Robert. Por outro lado, e isso complicou muito as contas, a FIFA vetou o clube de acudir ao mercado de transferências. O Barcelona pode comprar mas não registar jogadores e isso esfriou o interesse do clube catalão nos jogadores do Atlético.



Por fim está a indefinição que um clube como o Atlético de Madrid sempre vive.
Simeone já avisou que, caso ganhe a Champions League ou repita triunfo na liga, sai do clube. Considera que cumpriu todos os objectivos e tem ofertas de Inglaterra (Liverpool) e Itália (Inter). Portanto nada será concretizado até Maio em entradas e saídas. Se Simeone ficar, os jogadores com que não conta num principio terão mais fácil decidir o seu futuro. É o caso de Oliver, que o clube não quer vender mas cujo prolongamento do empréstimo ao FC Porto ou a outro clube seria possível e desejável. Se Simeone for embora o desejo do clube é recuperar imediatamente o jogador salvo que o novo técnico diga algo em contrário. Por outro lado estão as saídas.
O Atlético é um clube vendedor e receberá ofertas sobretudo por Koke e Griezzman. No caso do espanhol a sua posição nuclear é similar à de Oliver ainda que o seu suplente actual seja Saul. Por outro lado Tiago - braço direito de Simeone em campo - está perto da reforma e Arda Turan tem ofertas para sair. O caso do turco é importante. Tecnicamente é o mais parecido que há no plantel do Atleti a Oliver. Mas Arda é um homem e Oliver um menino e Simeone valoriza essa diferença. Só há lugar para um jogador desse perfil na equipa. Estando o turco, o lugar é seu. O Atlético está pendente de ver se a estrutura da medular (quatro titulares aos que se podia juntar Mario Suarez também com ofertas de Itália) se mantém igual ou não e dependendo do que suceder valorizará recuperar Oliver Torres.

São muitos variantes ainda em jogo e é difícil que até Maio a situação se esclareça. Até porque ainda está o jogador. Oliver quer triunfar e muito no Calderón. A sua primeira opção é voltar e tentar demonstrar na pre-temporada a Simeone que cresceu. E é bastante possível que a pré-época a faça em Espanha. Salvo se Simeone é categórico com o jogador é que Oliver verá com bons olhos um novo (e último) empréstimo. E nesse caso o Porto terá sempre prioridade para o médio que conta com a confiança do treinador (e se Lopetegui sair é certo a 100% que Oliver não volta também) e a admiração dos colegas. Não é de descartar que o FC Porto guarda o ás na manga de recuperar um Oliver descartado por Simeone em Agosto e não desde o inicio do ano.
O que é certo é que actualmente há uma linha de diálogo aberta oficiosamente entre todas as vertentes desta equação, um diálogo que começou há alguns dias. A mediação de Mendes, como sempre, será fundamental. A sua influência nas mexidas dos colchoneros no mercado é mais do que conhecida e o FC Porto joga com essa carta. Mendes não é empresário de Oliver mas tem um papel chave neste (e noutros) negócios. O mais provável é que se estabeleça um acordo de cavalheiros em que nós tenhamos prioridade absoluta num novo empréstimo (nunca compra, repito!) e que o Atlético tenha até Junho para clarificar a situação com o Porto, o que não exclui o volte-face que mencionamos antes de um empréstimo express em Agosto.



Mas, se há um par de meses era impossível imaginar Oliver um ano mais, a prolongação do empréstimo é agora uma realidade cada vez mais lógico. Sem ser primeira opção do treinador (mas sim do clube que não considera vendê-lo ao FC Porto nem a outro clube, salvo oferta mirabolante superior aos 15 milhões de euros e com o OK do Barcelona) é perfeitamente possível que Oliver queira ficar. Dos negócios do Atlético, do destino e desejos de Simeone depende agora tudo. Até Junho muito pode passar mas Oliver pode ser perfeitamente o primeiro reforço para 2015-16.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Tielemans e Praet, jogada de génio

O jornal italiano Tuttosport avança hoje a notícia que dois dos jovens mais cobiçados do futebol europeu estão atados ao FC Porto por um direito de preferência. Trata-se dos belgas Yuri Tielemans e Dennis Praet citando fontes dos belgas Sudpress. E tudo graças ao negócio Rolando.

Tielemans e Praet são jogadores da "cantera" do Anderlecht. Duas das maiores promessas do futebol belga, um país que tem actualmente uma das três canteras mais fortes da Europa (a par da espanhola e alemã) e um sem fim de talentos a surgir como cogumelos e que prometem dar que falar. Praet e Tielemans pertencem a esse grupo. São internacionais pelas categorias de formação, têm já bastantes minutos nas pernas na Jupiler League belga e no passado defeso foram alvo da cobiça de vários emblemas europeus. Praet, mais velho (tem 20 anos pelos 17 de Tielemans), recebeu inclusive ofertas de clubes como o Atlético de Madrid, Internazionale e AS Roma. O Manchester City e o Tottenham Hotspurs, por sua vez, fizeram propostas por Tielemans. O clube belga não vendeu nenhum dos dois jogadores dando a entender que esperaria sacar o máximo possível do seu rendimento até surgir uma proposta irresistível. Afinal são duas das suas maiores promessas em largos anos.



E aqui entra na equação Rolando.
O central há muito que era um jogador marcado e descartado. Não deu má conta de si em Itália mas no Porto seria difícil voltar a vê-lo a jogar tal foi a forma como as suas relações (e as do seu agente) chocaram com alguns membros da direcção (que não o Presidente). Sem ter sido colocado no mercado em Agosto, o central que brilhou ás ordens de AVB ficou sem ficha e a treinar sozinho. Encontrar uma solução era urgente e necessária e de um descarte o FC Porto conseguiu milagrosamente, segundo o jornal italiano, um negócio de ouro. Rolando foi emprestado ao Anderlecth que estava interessado também no empréstimo de Reyes que Lopetegui acabou por vetar. No final da época estará livre e poderá assinar pelo clube belga de forma definitiva. Ao mesmo tempo o Anderlecth assinou com o Porto um acordo de cavalheiros em que temos o direito preferencial sobre as duas jovens promessas do clube. Se o Anderlecht receber uma oferta por ambos, temos a possibilidade de a igualar e caso assim seja os jogadores são nossos. Isso não significa que terminemos por avançar para a aquisição de qualquer um dos dois, evidentemente, mas ter voto na decisão do futuro de duas das maiores promessas da sua respectiva faixa etária da Europa num negócio que envolvia colocar um descartado não deixa de ser uma jogada de génio.

Para os que menos conhecem o futebol belga basta resumir que Praet é um extremo esquerdo que pode também jogar atrás do ponta de lança e que já conta com mais de meia centena de jogos na liga belga e uma internacionalização sénior com os 20 anos recém-cumpridos. Já Tielemans, 17 anos, é um médio defensivo de fino recorte, boa leitura de jogo e que já está referenciado como um dos cinco melhores da Europa na sua posição entre os menores de 19 anos. Ambos encaixam no perfil do treinador, jogadores jovens de grande potencial futuro, e nas recentes aquisições do clube. Outro detalhe que é importante. Praet ocupa a posição de Christian Tello. Tielemans, por sua vez, a de Casemiro. Podemos estar diante da substituição de dois jogadores cuja prolongação do empréstimo é ainda um ponto de interrogação.



A tacinha da treta

Como se já não bastasse tudo o resto…

fonte: Liga Portugal
Faz algum sentido, a fase de grupos da Taça da Liga ter grupos com 4 equipas e outros grupos com 5 equipas?

Faz algum sentido, haver grupos com um número impar de equipas, o que obriga, em cada uma das jornadas desse grupo, a haver uma equipa que “folga”?

Dá alguma seriedade à competição, chegar à última jornada dos grupos com 5 equipas, a equipa de “folga” ter hipóteses de apuramento, mas as restantes saberem os resultados que precisam de fazer (como foi o caso do grupo do Sporting)?

Dá algum interesse à competição, disputar a última jornada dos grupos com 5 equipas, se a equipa de “folga” já estiver apurada (como foi o caso do grupo do FC Porto)?

Por que razão, as equipas apuradas nos grupos com quatro equipas, beneficiam do facto de ir disputar o jogo da meia-final em casa?

Reparemos no seguinte exemplo, o qual, com certeza, é fruto de meros acasos…

O SL Benfica calhou num grupo de 4 equipas (o Sporting e o FC Porto calharam em grupos de 5 equipas). Foi sorte…

O SL Benfica disputou apenas 3 jogos, dois dos quais em casa (o FC Porto disputou 4 jogos e os dois que disputou fora de casa foram, por acaso, contra os adversários mais fortes do seu grupo – Rio Ave e SC Braga). Foi sorte…

O SL Benfica vai disputar a meia-final no estádio da Luz. Ou seja, tem um tapete vermelho estendido para chegar à Final desta competição, após ter disputado três jogos em casa e apenas um fora. É a sorte…

O FC Porto vai disputar a outra meia-final à Madeira. Ou seja, se chegar à Final, será após ter disputado dois jogos em casa e três fora. É a (falta de) sorte…

Chegados a este ponto, ainda haverá alguém que dê credibilidade a este aborto competitivo?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A politica de empréstimos dos jogadores da equipa B

Fechou-se o mercado e agora cada um deve esgrimir as suas armas. No caso do FC Porto essa lista inclui os jogadores do primeiro plantel - que teve uma incorporação, Hernâni, e uma saída, Opare - e também os jovens da equipa B. Mas já não vão estar os mesmos que arrancaram a temporada. A SAD alterou a sua política - ou era a que já estava estabelecida desde Agosto, tudo é possível - numa jogada que parece ter um claro selo de Lopetegui. Uma jogada de acerto total na minha opinião e um sinal de óptima gestão do binómio entre a SAD e o treinador. Parece claro que passe o que passe em Maio a direcção conta com o treinador para o próximo ano tal é a forma como parece estar em consonância nesta tomada de decisões.

Para lá da incorporação de Hernani, que é importante para esta equação, este mercado de Inverno fica marcado pelas saídas de empréstimos de vários dos jogadores da equipa B. Vamos ao ponto de situação. Pairam dos quadros do clube para jogar na liga portuguesa Tiago Rodrigues, Ivo Rodrigues, Otávio e Kayembe. A esses quatro empréstimos podemos juntar as saidas de Kelvin (Palmeiras) Opare (Bessiktas) e ainda os casos de Braima Candé e Celestie Djim que vão para o Freamunde, rival da equipa B, o que deixa um claro sinal imediato: não contam e ocupam espaço.

Estas quatro saídas dão um bom sinal do que Lopetegui pretende. São quatro jogadores jovens e de potencial, ainda que com um historial e futuro distinto. E a equipa B já não servia para avaliar a sua margem de progressão. O caso mais simples é o de Tiago Rodrigues. O médio criou grandes expectativas na sua temporada de estreia em Guimarães e chegou no mesmo pack que Ricardo Pereira. Mas ao contrário do extremo (agora praticamente oficialmente convertido em lateral), não se conseguiu impor nem na equipa A nem na B e vai jogar para o Nacional até Junho. Começa a ser dificil ver futuro para Tiago no plantel mas estes quatro meses serão determinantes no seu futuro de azul-e-branco.

Depois está o exemplo de Kayembe. O belga começou a temporada como extremo - a sua posição de origem - até que começamos a vê-lo convertido em lateral. O próprio confessou que Lopetegui via nele um possivel Jordi Alba á Porto e essa foi a justificação dada, numa jogada que tapou por sua vez a rápida ascensão de um lateral da casa com muito potencial, Rafa. Kayembe foi caro para um jogador da equipa B - não o único - e parece evidente que o clube conta com ele para a próxima temporada na posição de lateral (resta saber se para o lugar de Alex ou Angel) e quer testá-lo num nivel de dificuldade mais elevado. Em Arouca vai encontrar uma equipa que defende muito e vai ser testado regularmente. A sua velocidade poderá ser útil no contra-golpe e seguramente que o clube o vai estudar de perto. Uma prova de fogo.



Otávio e Ivo Rodrigues entram noutra dinâmica, o negócio de Hernani (que inclui ainda um Sami que não entra nestas contas, já sabemos porquê) e que pode ser também a porta de chegada para André André a partir de Julho. No caso do primeiro já sabiamos o que esperar. O tipico negócio de jovem promessa sul-americana que chega ao Porto para ser o próximo (escolher nome). Otávio é o modelo de negócio preferencial da SAD, não do treinador. E como tal nunca foi opção. Não significa que não tenha futuro no plantel mas seguramente precisa de muitos minutos e a equipa B não servia. Jogar num candidato á Europa é outro nivel e aí o clube verá realmente se o brasileiro se vai conseguir adaptar - ou não - ás exigências de jogar na Primeira Liga. Ninguém duvida que Otávio será incorporado na próxima época (especialmente porque Quintero tem guia de marcha quase assegurado e Oliver é um caso especial) e o jogador sabe disso.

Com Ivo Rodrigues a história é distinta. Todos no clube sabem que é uma das nossas maiores promessas e que é preciso cuidá-lo e bem. Com Ruben Neves, Gonçalo Paciência e André Silva compõe o nosso poker de asas da formação. Mas Ivo não ia jogar na primeira equipa, todos sabemos disso. Tem á sua frente Tello, Quaresma, Brahimi e o recém-incorporado Hernâni (que já não é nenhum menino com os seus 23 anos). Na equipa B Ivo jogou e muito. Marcou também 12 golos, cifras que deixam claro que, como num jogo de computador, o futebolista já ultrapassou esse nivel. Vai para Guimarães procurar realizar um mestrado precoce em futebol da Primeira Liga antes da prova definitiva que será o stage de Julho. Tudo indica que Ivo será jogador de primeira equipa no próximo ano mas estes meses vão permitir-nos ter uma ideia da sua actual condição no futebol sénior.



Quatro empréstimos de jogadores de muito potencial que também servem, por outro lado, para abrir espaços na equipa B. Com a passagem - aparentemente e felizmente definitiva - de Gonçalo Paciência para a primeira equipa, seguindo a estela de Ruben Neves, estas saídas vão acima de tudo permitir a Lopetegui ver como reagem ao desafio jogadores como Rafa, André Silva, Podstawski, Rui Moreira, Rui Pedro, Pité ou Frederic. Eles, juntamente com Mikel, Gaudiño ou Lichnovsky, pertencem á próxima geração que deverá seguir o mesmo rumo nos próximos dois anos (a saber, meia época na B, meia época de empréstimo) num modelo muito espanhol e que tem o claro cunho de Julen Lopetegui.

O espanhol pode ter mil e um defeitos na gestão da equipa principal no terreno de jogo mas o seu impacto na gestão dos dois planteis e na forma como se trata o produto da casa não é casualidade. Foi para isso que veio. Este modelo de gestão combinado entre a SAD e o treinador tem tudo para funcionar (seguramente os empréstimos incluem clausulas que obrigam a uma utilização minima dos jogadores) tanto para o clube como para os futebolistas. Os adeptos terão a oportunidade de seguir noutro palco futuros "Dragões" de primeira equipa e em lugar de mais meia temporada nos campos da segunda, os futebolistas irão finalmente demonstrar na Luz, Alvalade, Braga ou Madeira o que valem. Um golpe certeiro que só deixa no ar boas sensações.

PS: Não há bela sem senão. A lista da Champions com a exclusão de Adrian Lopez e Andrés Fernandez diz claramente que houve um erro crasso na contratação dos dois futebolistas. A lesão do primeiro não o impediria de jogar nuns hipotéticos quartos-de-final e o espanhol nunca soube aproveitar os erros de Fabiano e foi agora ultrapassado pelo capitão Helton. A estes podemos juntar Opare (emprestado, depois de ver-se ultrapassado por um Ricardo que já tinha sido lateral na época passada) e José Campaña que continua praticamente desaparecido em combate. Quanto a Marcano e José Angel terão claramente o futuro longe do Porto no próximo ano. Foram seis contratações desnecessários como se comprova pelos minutos nas pernas em meio ano de época. Um aviso para a planificação da próxima época onde Sérgio Oliveira já está garantido, André André é fortissima hipótese e há meia dúzia de putos a pedir um lugar ao sol!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Hernâni, com nome de estrela azul-e-branca um negócio que faz todo o sentido

A aquisição de Hernâni pelo FC Porto responde a uma das politicas de aquisições recuperada nas últimas duas temporadas, a de procurar reforços úteis para a primeira equipa na liga portuguesa. Jogadores com provas dadas no campeonato, jovens, versáteis e com projecção futura. Exemplos não faltam mas poucos acabam por vingar no plantel. Muitos acabam por ser moeda de sucessivos empréstimos e a outros faltam-lhes as oportunidades. Hernâni não terá um futuro fácil e um bom exemplo disso mesmo é o jogador que o extremo lisboeta foi substituir em Guimarães, o versátil Ricardo Pereira que apesar de já ter demonstrado valor e potencial ainda não se confirmou como um dos 16 jogadores mais utilizados por Julen Lopetegui.

No entanto a chegada do extremo pode dar-nos pistas para o futuro. O FC Porto tem actualmente como extremos puros a três jogadores no plantel: Ricardo Quaresma, Christian Tello e o próprio Ricardo Pereira. O último tem sido cada vez mais provado como lateral. Quaresma já está no outono da sua carreira - apesar de genialidades como as do passado domingo - e Tello tem sido um dos jogadores mais criticados dos últimos meses. E com razão. É também um jogador emprestado que pode voltar - ora por vontade do clube, ora por desejo do Barcelona - a casa no próximo defeso. Na equipa B ainda há a possibilidade de utilizar como extremo a André Silva mas este parece não contar ainda para Lopetegui. Há portanto uma carência que só a utilização de jogadores deslocados da sua posição natural - Brahimi, Quintero ou Oliver, por exemplo - tem permitido tapar nesta primeira metade de temporada. Hernâni vem para dar equilíbrio a esse sector do ataque e parece ser uma aposta acertada.

É um jogador barato, com experiência na liga, projecção de futuro - tem apenas 23 anos e duas boas temporadas nas costas - e sabe que vem para ser um suplente com alguma utilidade e não uma primeira figura. O seu empréstimo vai permitir também resolver a situação de Sammi - em conflito aberto com Sérgio Conceição -, de Ivo Rodrigues (uma das nossas maiores promessas - tem 12 golos na II Liga - mas sem espaço para Lopetegui) e de Otávio. O médio brasileiro tem um potencial tremendo e foi um investimento sério. A sua aquisição foi feita, seguramente, tendo em vista o fim do empréstimo de Oliver (ainda que se tenha aberto a possibilidade de uma prolongação de uma temporada mais, algo de que falarei noutro dia), mas depois de meia época na II Liga não lhe vem mal uns meses numa equipa que luta abertamente pela Europa e que tem sido uma das mais consistentes formações da liga. Rui Vitória pode ter muitos defeitos mas é evidente que sabe moldar tacticamente jogadores jovens e ao brasileiro a experiência será seguramente positiva.


Face á situação financeira do clube estava claro que não havia muito que fazer no mercado. É bastante provável que alguns dos empréstimos acabem este Verão - Tello e Casemiro - e se para a posição 6 seguramente Lopetegui continuará a ter em Ruben Neves a sua aposta principal, o clube acabará por ter que reforçar-se em Julho, a posição de extremo fica claramente coberta com a chegada de Hernâni. Não se enganem, a mais que provável saida de Brahimi para fazer caixa e o eventual regresso de Tello em Barcelona obrigará a nova incursão no mercado mas pelo menos o jovem tem meio ano para provar o que vale e não apenas quatro semanas em Julho como tem sucedido com tantos jogadores. Um negócio acertado de um jogador que se enquadra perfeitamente no plantel!

PS: O FC Porto inscreveu também para a equipa B um jovem chamado Anderson. Nada a dizer. Mais um jogador estrangeiro de potencial duvidoso que chega para reforçar uma equipa que devia servir para fazer a ponte em jogos competitivos entre o futebol de formação e a primeira equipa mas que tem um terço de plantel com jogadores de fora com uma projecção futura mais que questionável ainda que existam bons exemplos em contrário - Mikel, Kayembe (depois de meio ano a tapar Rafa para ser empestado ao Arouca), Gaudiño, por exemplo. O caso de Anderson é no entanto curioso. Jogava num clube perdido de Belo Horizonte na Segunda Divisão do estadual mineiro que curiosamente, e só curiosamente, é sustentado pelo banco BMG. O mesmo que patrocina o museu e com quem o clube tem tão boas relações.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sai uma trivela para a mesa 5

                                          Foto: Maisfutebol

O FC Porto quis redimir-se da derrota da jornada anterior na Madeira frente ao Marítimo e fez uma exibição convincente aplicando a chapa 5 ao Paços de Paulo Fonseca.

A equipa jogou com muito mais intensidade, pressionando mais alto o adversário e em consequência ganhando a bola mais próximo da baliza adversária. As oportunidades de golo foram surgindo até que aos 28’ Jackson empurra para a baliza a bola vinda de um cruzamento tenso da esquerda de Alex Sandro, beneficiando ainda do erro do guarda-redes Defendi que falhou a saída ao cruzamento.

Vi no Paços de Paulo Fonseca uma equipa semelhante ao FC Porto da época passada. É uma equipa organizada que, sem a bola, se move em bloco ora para o lado esquerdo ora para o lado direito, dependendo das movimentações do adversário mas que, não raras vezes, deixa os adversários na cara do golo porque falha uma ou outra marcação quando a bola é lançada para as costas da defesa. Era assim a nossa defesa na época passada. E foi assim que Jackson se isolou com um passe longo livrando-se de Hélder Lopes que depois acaba por agarrá-lo dando origem à marcação do penalty que Quaresma executou na perfeição.

O árbitro Marco Ferreira conseguiu inovar e mostrar-nos uma nova interpretação das leis do jogo no que respeita à sanção disciplinar a aplicar ao jogador que impede o adversário de jogar tendo este pela frente apenas o guarda-redes. Assim, estes lances são, segundo Marco Ferreira, puníveis com livre directo e o jogador infractor:
a) É punido com a amostragem de um cartão amarelo se a equipa adversária for o FC Porto ou;
b) É punido com um cartão vermelho e consequente ordem de expulsão se a equipa adversária for outra que não a mencionada em a).

Foi assim aos 37’ quando Hélder Lopes agarrou Jackson dentro da área e foi assim aos 81’ quando Romeu agarra Jackson à entrada da área (i.e, viram apenas um cartão amarelo sendo que no caso de Romeu levou a expulsão por se tratar do segundo amarelo).

Depois, aos 43’, vem o momento de magia no jogo. Deixo aqui a descrição do lance por Pedro Cunha no Maisfutebol que tem mais veia poética que eu:

Era uma vez… Quaresma. 

Todas as histórias de encantar, pedaços da nossa infância, começam assim. E o Mustang merece a deferência. É raro, muito raro, ver o que vimos no Dragão este domingo. O terceiro golo da noite é um prodígio de potência, colocação e efeitos especiais. Sim, efeitos especiais. 

O pontapé de trivela, três dedos na bola e o arco perfeito, é sobre-humano. É um truque saído da manga de um mágico, retocado na mesa de edição de imagem e servido ao público com um halo de perfeição. Que grande golo, caro leitor! 

O movimento de Quaresma é o habitual. A finta a procurar a zona central e a parte de fora do pé direito a fazer das suas. A bola explodiu no ângulo superior direito da baliza do Paços e dissipou, com a firmeza de uma alta patente, as poucas dúvidas que ainda assombravam o score.

Logo no início da segunda parte Herrera fez o 4-0 depois de excelente trabalho individual de Jackson – que grande jogo fez o colombiano, está em toda a parte, defende, ataca, desmarca-se, enfim, é um trabalhador incansável – e a equipa adormeceu um pouco, o que se compreende. Até ao fim há a destacar a desmarcação de Óliver que, na cara do guarda-redes, atirou à figura e o 5-0 por Cristian Tello na marcação de um livre directo por falta cometida sobre Jackson. Um golo de belo efeito.

Não gostei da exibição de Cristian Tello, apesar do livre bem marcado, e creio que a sua substituição seria mesmo a mais acertada em vez da de Quaresma. O espanhol, mais uma vez, teve uma actuação de altos e baixos e nunca mostrou disponibilidade total para disputar a bola. Há uma jogada na primeira parte sobre o lado esquerdo do ataque do FC Porto em que a bola lhe é passada bastante para a frente e Tello pura e simplesmente se desinteressa do lance. Isto não é um jogador "à Porto" e o problema é que ninguém lhe explica isso sendo, aparentemente, um jogador intocável para Lopetegui. O Quaresma é sempre o extremo sacrificado quando toca a substituições e, sinceramente, começo a entender a sua incompreensão apesar de não concordar com gestos públicos de desagrado como tirar as fitas das caneleiras e atirá-las ostensivamente para o chão. 

Em suma, valeu ao FC Porto uma entrada em jogo com determinação e entrega por parte de todos os jogadores que desta vez conseguiram colocar mais intensidade em todas as bolas. A equipa deveria jogar assim em todos os jogos da Liga até à 34ª e última jornada.
   

domingo, 1 de fevereiro de 2015

SMS do dia

O artista Marco Ferreira, consegue transformar um cartão vermelho certo, num penalty incerto - tcharan!

sábado, 31 de janeiro de 2015

O especialista… em penáltis

Jackson, Jackson, Jackson, …, Jackson, Danilo, Quaresma, Josué, Maicon, Fernando, Jackson, Jackson, Quintero, Brahimi, Jackson, Jackson, …

Nos últimos anos, foram tantas as grandes penalidades falhadas por diferentes jogadores do FC Porto, que até lhe perdi a conta.

Ora, num clube em que a marcação de penáltis se transformou num problema, é impressionante ver a calma e a eficácia de Evandro na execução deste tipo de lances.

Evandro na marcação de um penálti (FC Porto x Académica)
Até parece simples…

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"mainde gaimes" a la Jesus

Hoje, no JN, Jesus, referindo-se à recente derrota e desvalorizando os seus efeitos, diz que, apesar de tudo, "os outros é que têm que olhar para trás". Não nos deixemos iludir e continuemos a olhar para a frente...
   

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O outro avançado já cá estava


O JOGO, 23-01-2015

Em 123 minutos ao serviço da equipa principal – 31 no Campeonato e 92 na Taça da Liga –, distribuídos por três jogos (SC Braga x FC Porto, Marítimo x FC Porto e FC Porto x Académica), Gonçalo Paciência marcou 1 golo e conquistou 2 grandes penalidades. Além disso, fruto da sua movimentação, sofreu várias faltas que deram origem a uma expulsão e, se Cosme Machado não tivesse diferentes critérios disciplinares, consoante os jogadores eram do FC Porto ou do SC Braga, deveriam ter dado origem à mostragem de mais dois cartões vermelhos (2º cartão amarelo).

Gonçalo Paciência no FC Porto x Académica (Taça da Liga)

Entretanto, deixou de se falar na necessidade urgente da SAD ir ao mercado contratar outro avançado, devido à lesão de Adrián López.

Estes 123 minutos, do menino que está no FC Porto desde os 6 anos, devem ter convencido alguém…

Mais um “artista” da AF Lisboa

Tiago Martins e os seus auxiliares

No dia 16 de Dezembro passado, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, liderado pelo lisboeta Vítor Pereira, anunciou que o lisboeta Tiago Martins é o substituto de Olegário Benquerença (atingiu o limite de idade) na lista de nove árbitros internacionais portugueses.

Na senda de outros “artistas” da AF Lisboa, como Duarte Gomes ou João Capela, digam lá se este jovem árbitro, de 34 anos, não tem um grande futuro à sua frente?

FC Porto x Académica, Tribunal de O JOGO

Depois do que se viu ontem…


P.S. Há cerca de 10 meses atrás, a propósito de um Feirense x FC Porto B, eu já tinha chamado à atenção para o futuro promissor deste Tiago Martins.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Desalento e dúvida


Quando a coisa corre mal (o que tem sido recorrente para uma equipa que quer ser campeã) é natural que se façam críticas a tudo o que mexe e o seu contrário. Os adeptos têm o direito e o dever de ser exigentes e de assumir o seu descontentamento. Com inteligência e contenção, de preferência. Estrutura, equipa técnica e jogadores são pagos a preço de ouro. Devem cumprir as suas obrigações de forma diligente e competente. Normalmente, é o treinador que paga a fava: despede-se o mister e a esperança renasce como a fénix, como se a equipa libertada do obsesso se revigorasse automaticamente ao ponto do pessoal se convencer facilmente que com um bom treinador a melhoria é imediata e que com algumas mudanças a próxima época vais ser de desforra (com juros) pelas "humilhações" sofridas.


Não aconteceu no FCP, apesar do terramoto que a vinda de Lopetegui provocou. O plantel foi reformulado com a entrada de gente nova. Uma revolução. A meio da época podemos fazer um balanço do que aconteceu até agora. Não estamos melhore do que a época passada nas provas caseiras, na CL atingimos dois objetivos importantes ao passarmos o play-off e ao atingirmos os oitavos. E não só isso: mais prestígio e €uros. Mas, a fasquia foi colocada muita alta e o último tombo deixou pisaduras que se juntaram a algumas nódoas de batalhas anteriores. Sempre me pareceu que Jullen era o homem certo no lugar certo. Acho-o um homem inteligente e, aos que julgo assim, tendo a dar o benefício da dúvida. Por isso, continuo a considerar que será um erro não terminar a época em paz e sem assobiadelas a mais, se for possível. Depois, deverá ser julgado por quem de direito sobre a forma como exerceu o seu mandato. Pela minha parte, ainda não desisti de  confiar nas suas capacidades.

















Das entradas de jogadores na presente época, considero que o falhanço maior foi na aquisição de Ádrian Lopez: tanto dinheiro para tão pouca serventia. Mas, houve outras lacunas: não nos reforçámos com um guarde redes de topo, nem com um número 6 de qualidade. Tirando isso, considero o plantel razoável e com soluções de qualidade. Tem potencial para mais e melhor, apesar de nesta fase do campeonato, me parecer que falta explosão, velocidade, intensidade a agressividade ao jogo do FCP. Talvez por isso, a nossa equipa raramente ganha vantagem nos "corredores" e centra com conta, peso e medida ou tem presença na área para provocar o perigo e o pânico na defesa adversária e provocar desequilíbrios e instabilidade táctica. Ontem, no golo sofrido, os jogadores do FCP perderam os duelos individuais (Martinez, Indi e Maicon), enquanto outros assistiram a todo o desenvolvimento da transição sem capacidade de reacção. Recordo que o central do Marítimo, antes de lançar o ala que centrou para área, onde estava Maazou que venceu na raça, correu uns bons metros sem ser incomodado. Depois, faltou-nos capacidade para montar um ataque vigoroso e continuado para virar o resultado. Tivemos oportunidades de golo, mas não foram assim tantas. A equipa parece enredada (e acomodada) ao sistema de ter bola, como se isso bastasse para chegar ao golo. Os primeiros 20 minutos foram interessantes, porque a bola rodou e reagimos sempre bem à sua perda. Mas ficou-se por aí e  o FCP saturou-se da repetição do ritmo baixo; o adversário, após a adaptação, ficou mais tranquilo e seguro. Não chega em muitos jogos, este passar e repassar sem substância. Termos que nos libertar do bonito e aceder à velocidade e à luta. Pusemos toda a carne no assador, mas não houve jeito nem raiva suficientes. Mas, não é de admirar: Tello não só não é agressivo como tem medo da sombra; Quintero que poderia ser muito útil no jogo interior (com uma missão muito idêntica ao que James cumpria) foi zero. Quintero parece um jogador incapaz de cumprir uma missão e de interagir com os colegas. Os laterais e alas foram quase sempre inconsequentes e os centros raramente saíram a preceito. Apesar de tudo, a derrota foi uma injustiça brutal e poderíamos ter chegado ao golo: pelo menos uma oportunidade de baliza aberta, outra ao poste e mais uma que bateu na cabeça de um defesa quase por acaso. Mas, quem não marca, não ganha. Martinez não fez um jogo de encher o olho, recuou muito para receber a bola e fazer jogar, mas raramente esse espaço foi ocupado por um outro avançado e poucas vezes entrámos na área adversária pela zona central.

Quando os nossos jogadores se exibem ao nível do seu melhor a equipa do FCP é capaz de atingir um excelente rendimento. O que acontece é que este plantel é servido por muitos elementos com prestações demasiado irregulares e por isso, confesso que assisto aos jogos sempre com o credo na boca. Não sei onde está o nó górdio, mas que existe, existe e não notei que tivesse sido identificado. 

Acho que o FCP deveria ter estado mais activo na abertura do mercado, quer para colmatar as saídas de dois atletas para o CAN, quer para a posição 6, quer para colocar alguns excedentários que carecem de evoluir numa primeira liga com regularidade. Não sei, se nesta fase do campeonato, ainda vamos a tempo de recompor um pouco o plantel.

Terei toda a paciência para acolher os desaires e ultrapassarei a azia. Porém, com o SLB na frente de forma consistente, o SCP a morde-nos os calcanhares e o VSG e o SCB por perto, estamos obrigados a uma atenção e rigor acrescidos. Chegar ao segundo lugar e aos quartos da CL são os alvos possíveis. Tal objectivo deve ser cumprido com consistência: não salvará a época, mas mitigará os danos e renovará a esperança.
Portanto, vamos a isso!

Nota: este artigo foi escrito antes do jogo do SLB.