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domingo, 7 de junho de 2015

Saídas e Entradas (I)

SAÍDAS (3):

Danilo (Real Madrid) – dos 31,5 M€ pagos pelo Real, entraram nos cofres da FCP SAD cerca de 26,7 M€ (correspondentes a 3,56 M€ do valor contabilístico do atleta + 23,1 M€ da mais-valia comunicada).

Casemiro (Real Madrid) – 7,5 M€ pagos pelo clube espanhol (presumivelmente limpos de encargos).

Óliver (Atlético Madrid) – fim do empréstimo (que não tinha opção de compra) e regresso do jogador a Madrid.


ENTRADAS (4):

André André, Bueno, Sérgio Oliveira, Carlos Eduardo

Sérgio Oliveira (Paços Ferreira) – a FCP SAD terá investido cerca de 0,5 M€

Carlos Eduardo (Nice, França) – fim do empréstimo (o Nice não tinha opção de compra) e regresso ao Porto.

Alberto Bueno (Rayo Vallecano, Espanha) – jogador livre (estava em fim de contrato).

André André (Vitória Guimarães) – 1,5 M€ (valor da cláusula de rescisão).


BALANÇO

É demasiado cedo para fazer balanços. Falta um mês para o arranque da nova época e mais de dois meses para o primeiro jogo oficial. Daqui até lá, irão existir imensos rumores, muitas entradas e saídas e, inclusivamente, não é certo que Óliver saia mesmo, bem como, que as quatro "entradas" fiquem todos no plantel 2015/2016.

Para já, parece claro que o FC Porto terá de ir ao mercado para arranjar um médio defensivo, porque nenhum dos quatro jogadores regressados/contratados tem essas características e Rúben Neves ainda não está preparado para ser o Nº 6 titular dos dragões.

domingo, 26 de outubro de 2014

Carlos Eduardo, que nice!


«Carlos Eduardo, emprestado pelo FC Porto, fez cinco golos no Guingamp - Nice, jogo da liga francesa.
O Guingamp até começou bem, ao marcar por Claudio Beauvue, logo aos 8 minutos. Depois apareceu Carlos Eduardo. O primeiro golo foi de livre direto, aos 12 minutos. No segundo aproveitou um erro do adversário (26 minutos) e no terceiro encostou no poste mais distante, após jogada de Bauthéac (43).
O Nice ainda chegou ao 4-1 antes do intervalo, por Plea (45) e, na segunda parte, continuou o festival do médio brasileiro: aos 50 minutos, apontou o quarto golo na partida e aos 64 fez o quinto da conta pessoal, ao colocar o resultado em 6-1!»



Nos sete jogos que já disputou para a Ligue 1 (nas primeiras quarto jornadas não estava disponível), Carlos Eduardo marcou 6 dos 12 golos apontados pelo Nice nesses sete jogos. Notável!

Utilização de Carlos Eduardo na Ligue 1 2014/2015

Em França, jogando com regularidade, Carlos Eduardo começa a destacar-se (e de que maneira!).
Afinal, parece que os elogios que lhe fiz na época passada, não eram assim tão descabidos como alguns adeptos portistas disseram.

Aliás, não me admirava que, nesta altura, os principais clubes franceses - PSG, AS Monaco e Olympique Marselha - já andassem com o Carlos Eduardo debaixo de olho.

Ah, e segundo Claude Puel (treinador do Nice), que se tem fartado de elogiar este médio brasileiro de 25 anos, o contrato de empréstimo do Carlos Eduardo não inclui opção de compra no final da temporada.

Claude Puel (treinador do Nice), Carlos Eduardo e Jean-Pierre Rivere (presidente do Nice)

Se, em vez de o fazer regressar, a FC Porto SAD optar por vender o seu passe (interessados não devem faltar), deverá ser a primeira vez que a SAD fará um encaixe financeiro significativo com um jogador emprestado.


P.S. “É verdade que é raro marcar cinco golos num jogo, mas da parte dele não me surpreendeu. Ele [Carlos Eduardo] tem técnica, físico, tudo o que é necessário para jogar ao mais alto nível. Move-se bem entre as linhas, encara o jogo de forma correta. Pode marcar golos, certamente que o demonstrou neste jogo, mas também fazer passes decisivos. É um jogador completo
Claude Puel, treinador do Nice


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os 20 de Lopetegui


Com o plantel quase todo disponível – as excepções são os lesionados Helton (fez treino condicionado e trabalho de ginásio) e Opare (tratamento) – Lopetegui escolheu os seguintes 20 jogadores para o importantíssimo jogo em Lille, da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões:

Fabiano, Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Reyes, José Ángel, Casemiro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Evandro, Brahimi, Quintero, Ricardo, Quaresma, Jackson Martínez, Tello e Adrián López.

De fora, para além de Helton e Opare, ficaram mais cinco jogadores:

Ricardo Nunes – Na hierarquia da baliza é o 3º guarda-redes. Penso que seria útil que continuasse no plantel, pelo menos até Dezembro e depois, em função do estado da recuperação do Helton, seria tomada uma decisão.

Marcano – Chegou mais tarde e, nesta altura, é o 4º defesa-central para Lopetegui.

Carlos Eduardo – A concorrência é grande (o plantel tem muitos médios de qualidade) e, segundo a comunicação social, o próprio tem consciência disso e pretende sair para jogar com regularidade.

O JOGO, 19-08-2014

Kelvin – Depois de Vítor Pereira, Paulo Fonseca e Luís Castro, parece que o homem do “Minuto 92” também não convenceu Lopetegui. Não sei se tem cabeça (profissionalismo, maturidade, atitude, etc.) para, algum dia, ser jogador de futebol. Penso que lhe faria bem um empréstimo a um clube estrangeiro, que o fizesse sair da sua zona de conforto e o obrigasse a “crescer”.

Sami – Se Tello e Adrián López ficaram de fora do onze inicial que alinhou contra o Marítimo era (é) previsível que Sami não ia ter vida fácil.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Não matem as promessas

O jogo com o SLB foi muito bem conseguido e respeitou o guião. Um FCP forte e um visitante que entrou cheio de medo, como habitualmente, e não produziu tanto quanto prometiam os seus adeptos e a maioria da comunicação social, que já nos tinha passado a certidão de óbito pela degola de que íamos ser vítimas.

Fizemos uma primeira parte sempre por cima e quando estivemos menos bem, conseguimos disfarçar algumas fragilidades que ainda se notam e sair com a vitória no bornal; o resultado pecou por escasso, porque há uma segunda mão na Luz mas, ainda assim, foi uma cabazada de um a zero, como diria Mourinho. Uma equipa que parecia ter caído na inevitabilidade da derrota ao menor percalço, está mais personalizada e confiante, desde que LC tomou conta da equipa, pois já consegue mitigar e ultrapassar bem melhor as suas insuficiências. Mas, há um longo caminho a percorrer e a SAD não deve deixar de ler o que correu mal e avaliar o que ainda não está bem. 

O FCP teve dificuldades com o Belenenses e vai continuar a tê-las. Não acabaram, ontem. Desde AVB que o nosso erário tem sido desvalorizado: o saldo das vendas tem sido muito positivo financeiramente e deficitário na vertente desportiva. Não é uma crítica, é uma constatação. Os êxitos de VP disfarçaram essa corrosão e as críticas maiores, ainda nesse período, foram sempre dirigidas ao treinador. Por isso, o que veio por mal pode acabar bem, se soubermos ler os sinais e actuar em conformidade; a época de 2014/15 promete ser complicada e tem de ser gerida com muita sabedoria, até porque estão, na porta de saída, jogadores fundamentais e a entrada directa na CL é quase uma miragem.
                                                                                                                                      

Mas, os treinadores não seguem sozinhos na vertigem crítica dos adeptos: há ciclicamente jogadores sujeitos a marcação cerrada ou por serem velhos, ou por serem novos, ou porque sim. Por estes dias, o Carlos Eduardo que foi o herói em alguns jogos é sujeito às mais severas dúvidas quanto à sua valia. Foi muito bem substituído em Nápoles, mas acho que Carlos Eduardo tem tudo para ser um elemento valioso, mas como toda a equipa do FCP sente dificuldades quando se bate com equipas muito fechadas ou quando é sujeita a uma grande pressão. O FCP integrou, esta época, jovens de muita qualidade: Carlos Eduardo, Reyes, Herrera, Quintero, Ricardo, Josué, Ghilas e Licá. Alguns, provavelmente, não resistirão e ficarão pelo caminho, mas precisam dum treinador competente e de todo o seu magistério de influência para evoluírem e se integrarem no modelo da equipa. Se Luís Castro o fizer com lucidez e os sócios e adeptos forem capazes de compreender que aqueles atletas vivem um período de transição e aprendizagem, talvez a pressão que se abatata sobre esses jovens seja apenas a necessária para um desempenho profissional apropriado. Por favor, não matem as promessas antes do necessário tempo de maturação. Este pedido é obviamente extensivo aos decisores a quem cabe, prioritariamente, esse dever.
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Outro caso Iturbe? Não, obrigado!

Eu sou dos que acha que o Quintero tem o potencial para ser um grande jogador. O Iturbe também o tem. Aliás, demonstrou-o na pré-temporada (fui um dos melhores) e tem-no demonstrado numa Serie A que não costuma dar muitos espaços e facilidades a jogadores habilidosos como o argentino. Foi lá que vi o Quintero no ano passado, com o Pescara, e como sucedeu com o Alexis Sanchez, por exemplo, chamou-me a atenção a forma como encarava sem medo os defesas. Parecia um jogador com uma mentalidade muito diferente daqueles que chegam directamente da América do Sul. Como James. Ou como Iturbe.

E no entanto a fórmula repete-se.
Durante este ano o colombiano teve algumas oportunidades - algumas, não muitas é certo - e salvo momentos de destelhos de pura classe, esteve uns furos abaixo do que eu pensava que podia fazer. Pagou inevitavelmente o preço de um meio-campo descosido. De um treinador sem ideias, medroso e incapaz de por as peças no seu respectivo lugar. Faltou-lhe, sobretudo, uma voz tranquila a dizer-lhe ao ouvido que estivesse tranquilo. Um lider!
Também lhe faltou em campo um Carlos Eduardo com quem associar-se e, sobretudo, pesou-lhe o facto de muitos olharem para ele como o salvador da pátria demasiado cedo. O James só se tornou realmente importante no onze do FC Porto ao ano e meio de ter chegado. A Quintero pedia-se logo que fosse o jogador que ainda não pode ser. E com a instabilidade na equipa, as ideias trocadas do treinador - esse meio-campo desastroso - o promissor Quintero passou a ser o suplente Quintero. E de suplente passou a pedir para jogar pela equipa B para não perder a forma. Porque vestir a camisola principal, nem a feijões.


Não estranha portanto que a sua situação se comece a parecer, assustadoramente, à de Iturbe.
Hoje (ontem?) o colombiano declarou que o clube precisa de encontrar uma solução em Janeiro porque há Mundial, a Colombia tem muita esperança na sua selecção e ele tem sido convocado regularmente mas não é a única, nem a principal, opção de Pekerman. Quintero quer ir ao Brasil mais do que qualquer coisa e sabe que para isso precisa de jogar e mostrar o que vale. É lógico. Uma ambição natural a qualquer futebolista. Provavelmente alguém lhe prometeu isso mesmo em Julho, quando assinou, depois de um enorme Mundial sub-20 onde foi, com Pogba e Bruma, o melhor jogador do torneio. Os outros dois devem ter o seu lugar no Mundial cativo. Ele está a sofrer com o descontrolo emocional e táctico do seu treinador.

Tal como Iturbe, outro peso-pluma talentoso, a falta de minutos deixa Quintero nervoso. São jogadores que chegam ao FC Porto com a promessa de futebol de Champions, de minutos, de um nível de exigência inferior ao de outras equipas e de tempo e espaço para brilhar, crescer e dar o salto. Nós sabemos isso, os dirigentes sabem isso e os jogadores também. São as regras do jogo.
Mas sem jogar - ou jogando o que eu começo a chamar de "minutos Fonseca", os minutos que não contam para ninguém - e ainda para mais vendo que dele esperam o que ninguém lhes pediu ao chegar, estes jogadores assustam-se. Querem ir para outro lado onde as promessas sejam reais. Onde joguem sem pressão. Mas joguem. Iturbe demonstrou-o quando voltou ao River Plate e tem-no demonstrado agora em Verona. Enquanto isso nós resgatamos um Quaresma que há três anos que acabou para o futebol de topo. E agora podemos correr o mesmo risco com Quintero. Deixa-lo sair para que o colombiano jogue é abrir-lhe a primeira porta de saída. Imediatamente depois de ter chegado.


Não faz qualquer sentido.
Quintero tem de começar a ter o seu espaço na equipa. Tem classe e talento suficiente para jogar onde o faz Licá ou Varela, como sucedeu com James quando chegou ao Dragão. Com um Carlos Eduardo a patrulhar o meio-campo no lugar que Fonseca imaginou (mal) que era o de Quintero, e com um conjunto mais organizado e estruturado, estão postas todas as condições para que o jogador mostre todo o seu valor. E nós precisamos de jogadores como ele. Não só para manter em activo o nosso modelo de negócio mas para ganhar em campo, com classe e gerando ilusão nos adeptos.

Iturbe pode, por motivos extra-desportivos, não ser recuperável para o FC Porto. É uma pena. Kelvin corre o risco de ser tratado como foi Atsu, extremos com potencial mas que não são devidamente valorizados e que acabam por ser ostracizados sem que as pessoas que dirigem o clube (staff técnico) se lembrem que são miúdos que estão a começar as respectivas carreiras e têm (e devem) cometer erros para crescer. Quintero não pode engrossar esta lista. Não pode ser outro caso Iturbe. Espero que em Janeiro esteja no Dragão, de corpo e alma, e com a confiança necessária que necessita para ser o jogador influente que todos esperamos numa segunda metade de época que promete ser equilibrada até ao último segundo!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Podia ter sido 10-0

Carlos Eduardo, FC Porto x Olhanense (fonte: Maisfutebol)

15 cantos;
33 remates;
4 golos;
3 situações de possível penalty a favor do FC Porto, que o arbitro de Lisboa, Hugo Miguel, não assinalou;
e contei, pelo menos, 12 boas oportunidades não concretizadas.

Tivesse o FC Porto marcado metade das oportunidades de golo não concretizadas (Belec, o guarda-redes do Olhanense, fez uma exibição notável e só não defendeu o que era impossível) e o resultado final teria sido 10-0!

Não foram 10, foram apenas 4-0, sem penalties, sem golos em fora-de-jogo (os calimeros marcaram uns 4 ou 5 no início do campeonato...) e com a equipa adversária a jogar os 90 minutos com 11 jogadores.

Herrera entrou bem (para o lugar de Lucho...) e, nos poucos minutos que esteve em campo, ainda foi a tempo de marcar o seu primeiro golo com a camisola do FC Porto. Conforme já disse, espero (em 2014) ver Paulo Fonseca a apostar mais vezes na dupla Herrera + Carlos Eduardo, a jogar à frente do médio mais defensivo (grande jogo do Fernando!).

De fora deste FC Porto x Olhanense (0 minutos de utilização) ficaram, entre outros, Alex Sandro, Defour, Josué e Quintero. E, mesmo assim, há portistas para quem o plantel à disposição de Paulo Fonseca é fraquinho...

E quanto ao "maestro", vou reproduzir, com a devida vénia, o que foi escrito no site Maisfutebol:

A FIGURA: Carlos Eduardo
Veio para ficar. Qualidade óbvia em tudo o que pensa e executa. Acelera o jogo como poucos, trata a bola com requinte, define linhas de passe de cabeça levantada e, não menos importante, preenche uma parcela de terreno impressionante. Cai na esquerda, sprinta para o meio, tabela e vai aparecer à direita. O seu aparecimento é a melhor notícia para o FC Porto nos últimos tempos. Mais duas assistências para golo e ficou a centímetros de fazer uma obra-prima, aos 74 metros. Para tudo acabar em beleza, um pontapé monumental a assinalar o seu primeiro golo de azul e branco. Tanto para só um jogador.

Ainda há quem tenha duvidas acerca da qualidade deste médio ofensivo brasileiro?
Digo apenas que, a mim, em alguns momentos dos jogos, faz-me lembrar o Deco!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Da equipa B a “maestro”

Record, 23-05-2013
Pelos vistos, Carlos Eduardo é mais um da extensa lista de jogadores que interessavam ao slb e vieram parar ao FC Porto (Lisandro, Alvaro Pereira, Radamel Falcao, James Rodriguez, etc.). Mas, independentemente disso, no início desta época o meu conhecimento de Carlos Eduardo era diminuto, até porque, nos jogos da época passada entre o FC Porto e o Estoril, a minha atenção esteve sempre muito mais focada nos jogadores que equiparam de azul-e-branco.

Não dando grande importância aos jogos da pré-temporada (nunca dei), os primeiros minutos de Carlos Eduardo num jogo oficial com a camisola do FC Porto chamaram-me à atenção. Foi num Beira Mar x FC Porto B e, no dia 15 de Agosto de 2013, publiquei um artigo acerca da ‘Nova filosofia para a equipa B’, onde coloquei um recorte de O JOGO com o destaque da exibição de Carlos Eduardo em Aveiro.

Apesar das boas exibições que foi fazendo na equipa B, Carlos Eduardo ficou fora da lista de 21 jogadores escolhidos por Paulo Fonseca para a Liga dos Campeões 2013/14 e, a propósito desse assunto, no dia 5 de Setembro de 2013 escrevi o seguinte:

«Quem também fica de fora é Bolat (o terceiro guarda-redes será Kadú) e Carlos Eduardo, apesar dos bons indicadores que este médio de ataque brasileiro deu nos jogos da equipa B em que já actuou. Cheguei a admitir a hipótese de ser Diego Reyes a ficar de fora da Lista A e o 4º defesa-central (que raramente joga na LC) ser Tiago Ferreira, mas Carlos Eduardo não tem o mesmo estatuto do defesa-central mexicano e, além disso, concorre com Lucho, Quintero e, talvez, com Izmailov, o que, convenhamos, não lhe facilita a vida.»

O tempo foi passando, Paulo Fonseca foi experimentando diferentes configurações para o meio-campo portista (Fernando-Defour-Lucho; Fernando-Herrera-Lucho; Fernando-Josué-Lucho; etc.), sem obter grandes resultados e, no dia 29 de Novembro de 2013, após mais uma boa exibição de Carlos Eduardo pela equipa B, escrevi o seguinte num artigo intitulado ‘Carlos Eduardo e os intocáveis’:

«Pelo que se tem visto, quer nos jogos da equipa A, quer nos da equipa B, penso que Carlos Eduardo mais do que justifica uma oportunidade a sério na equipa principal. O problema é que Lucho parece ser intocável, Defour avisou que precisa de jogar (para manter a titularidade na seleção belga) e, no caso de Herrera, a SAD investiu 8 milhões em 80% do passe. (...) Quando as coisas não funcionam, talvez não fosse má ideia experimentar alternativas, em vez de continuar a apostar nas mesmas receitas e nos mesmos “intocáveis”.»

Nota: Atualmente, Carlos Eduardo é quase consensual entre jornalistas, comentadores e adeptos portistas, mas vale a pena (re)ler os comentários a este artigo, publicado há cerca de três semanas.

Após o FC Porto x SC Braga, jogo em que Carlos Eduardo entrou ao intervalo para substituir Lucho, escrevi o seguinte a propósito da sucessão de Moutinho:

«não havendo no plantel um “Moutinho 2”, compete ao treinador reestruturar o meio-campo, tirando o melhor possível dos bons jogadores que tem à sua disposição. Foi isso que aconteceu na 2ª parte do último FC Porto x SC Braga, em que o meio campo portista foi formado por Defour, Herrera e Carlos Eduardo e o que se viu foi o melhor FC Porto desta época. Dinâmica, intensidade, pressão alta, dois golos e mais quatro oportunidades flagrantes, tudo isto em 45 minutos sem Fernando, Lucho e… Quintero.»

Chegados à 13ª jornada do campeonato, Carlos Eduardo foi, finalmente, titular da equipa principal do FC Porto e, em Vila do Conde, jogou mais minutos do que nas 12 jornadas anteriores!

«A primeira parte [do Rio Ave x FC Porto], contudo, demonstrou que a coisa não correu muito bem, excepto na forma desempoeirada e plena de iniciativa de Carlo Eduardo que jogou muito bem entre linhas, com rapidez e critério. Também ficou incumbido da execução das bolas paradas que efectuou a um nível superior ao que tem sido feito. Foi de um livre seu que chegámos ao golo por intermédio de Maicon. (...)
Sobre o comportamento dos jogadores, e tirando Carlos Eduardo que me parece ser um reforço valioso para o que ainda falta jogar e esteve a um nível claramente superior, diria que cumpriram sem deslumbrar. Não gostei do Lucho: achei-o hesitante e com pouca mobilidade. Não criou, nem tamponou. Via o Herrera com maior utilidade para jogar nessa posição.»
Mário Faria, in ‘Carlos Eduardo fez a diferença!


Olhando para o futuro…

O JOGO, 16-12-2013
Depois de vermos os 22 jogos oficiais que o FC Porto já disputou nesta época; depois de vermos o Rio Ave x FC Porto e a 2ª parte do jogo anterior para o campeonato (FC Porto x SC Braga), cada um tirará as conclusões que entender.
Relativamente ao meio-campo portista, as minhas são as seguintes:

1) Analisando o plantel do FC Porto e o desempenho evidenciado pelos diversos médios até esta altura (quer na equipa A, quer na equipa B), o melhor meio campo portista inclui, necessariamente, Carlos Eduardo.

2) Eu reconheço grande qualidade ao Lucho (a jogar na posição 8) mas, conforme já referi noutros artigos, para mim não é obrigatório que tenha de ser sempre titular deste FC Porto 2013/14.
Por exemplo, quer contra o SC Braga, quer contra o Rio Ave, gostei de ver a dupla Carlos Eduardo + Herrera a jogarem à frente do médio defensivo (contra o SC Braga foi Defour; contra o Rio Ave foi Fernando).
O processo de adaptação de Herrera ao futebol europeu ainda não está concluído e o ex-Pachuca perde para el comandante em termos de experiência, liderança, classe pura e visão de jogo. Contudo, o internacional mexicano é um jogador mais vertical, com maior intensidade de jogo e, quando arranca com a bola em transições ofensivas, provoca maiores desequilíbrios nas defesas contrárias (fê-lo duas vezes nos 16 minutos que esteve em campo contra o Rio Ave).
Gostava de ver esta solução – Herrera + Carlos Eduardo à frente de Fernando ou Defour – trabalhada por Paulo Fonseca e experimentada em mais jogos.

3) Os últimos dois jogos para o campeonato provaram que, com o plantel atual, é possível formar meios campos competentes sem Moutinho, mesmo deixando de fora jogadores como Fernando e Lucho (na 2ª parte do FC Porto x SC Braga), Defour e Josué (no Rio Ave x FC Porto) e Quintero (em ambos os jogos).
Ao contrário dos últimos dois anos, em que, basicamente, Vítor Pereira só dispôs de quatro médios – Fernando, Moutinho, Lucho e Defour (o joker, primeira e às vezes única alternativa para todas as posições do meio-campo) –, no plantel atual não falta matéria-prima, quer para Paulo Fonseca construir e consolidar um meio-campo capaz, quer para o treinador ter alternativas de qualidade para castigos, lesões ou situações de abaixamento de forma dos habituais titulares.
Saiba o “cozinheiro” Paulo Fonseca fazer “omeletes” com os “ovos” que tem à sua disposição.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Carlos Eduardo fez a diferença!


PF introduziu algumas mudanças no elenco, mantendo o sistema sem alterações substanciais. Lucho apareceu mais atrás e a Carlos Eduardo coube desempenhar o papel que El Comante vinha desempenhando. Saiu Josué e Defour que não estiveram brilhantes em Madrid. A entrada de Licá, visou alargar o jogo e aproveitar mais e melhor o jogo pelos corredores. Outra novidade foi a reintegração de Kelvin depois do ostracismo a que foi votado. Ainda bem que o treinador não desistiu de aproveitar o seu potencial que, obviamente, deve ser integrado e em linha com os processos da equipa.

A primeira parte, contudo, demonstrou que a coisa não correu muito bem, excepto na forma desempoeirada e plena de iniciativa de Carlo Eduardo que jogou muito bem entre linhas, com rapidez e critério. Também ficou incumbido da execução das bolas paradas que efectuou a um nível superior ao que tem sido feito. Foi de um livre seu que chegámos ao golo por intermédio de Maicon. No processo defensivo e na zona central mostrámos que as rotinas ainda não estão suficientemente oleadas, sem tirar o mérito ao desenho da jogada de que resultou o golo do Rio Ave. Foi uma espécie de regresso ao passado: nem soubemos ir para acima do adversário e alargar a vantagem, nem proteger com eficácia a nossa baliza. A bola girou, tivemos posse, mas não incomodámos, nem desequilibrámos. A jogada mais prometedora foi do Rio Ave, que obrigou Helton a uma cuidada intervenção.

Na segunda parte estivemos bem melhor. Controlámos bem o jogo e a equipa esteve mais coesa. Martinez marcou e Danilo confirmou a vitória. Poderíamos ter feito mais golos, mas o resultado ajusta-se ao que se passou em campo.

Sobre o comportamento dos jogadores, e tirando Carlos Eduardo que me parece ser um reforço valioso para o que ainda falta jogar e esteve a um nível claramente superior, diria que cumpriram sem deslumbrar. Não gostei do Lucho: achei-o hesitante e com pouca mobilidade. Não criou, nem tamponou. Via o Herrera com maior utilidade para jogar nessa posição. Uma vitória esforçada sem direito a música, mas muito importante. Não caímos e continuamos na luta.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A sucessão de D. Moutinho

I. Moutinho, o peso morto

«[o FC Porto] não só bancou 11 milhões, mais 25% numa futura transferência, como perdoou 2,5 milhões que o Sporting ainda devia de Postiga e, mais que tudo, acrescentou-lhe o passe de Nuno André Coelho. Quanto valerá o passe de Nuno André Coelho? Eu não sei, mas sei isto: o João Moutinho está em regressão há dois ou três anos: é um jogador regular, acertadinho, mas sem rasgo e, até ver, de progressão falhada; quanto a Nuno André Coelho, para mim, é a grande promessa para vir a ser o melhor central português do futuro. Eu não trocaria um pelo outro: o FC Porto trocou e ainda lhe acrescentou 13,5 milhões. Ou seja, por mais que se desvalorize o passe actual de Nuno André Coelho, a verdade é que, contas feitas, Pinto da Costa bateu a cláusula de rescisão de João Moutinho: 22,5 milhões. (...) Às vezes, há negócios (e só falo dos recentes) feitos pelo FC Porto que eu não consigo entender, que não como súbitos ataques de generosidade. João Moutinho é um deles»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 06-07-2010 (aquando da contratação)


«Continuo a achar que, excepção feita a este jogo da Luz, Moutinho aparece regularmente como um jogador muito pouco decisivo no futebol da equipa: não marca golos, não assiste para golos, não é jogador de virar jogos ou comandar vitórias
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 26-04-2011 (época 2010/11)


«e Moutinho, o tão louvado Moutinho, é um jogador que não vai além de um futebol lateral e curto, de apoio e organização, que pode ser muito útil para quem joga recuado, mas é um peso morto como médio criativo e ofensivo, a quem se deve exigir o contrario disso: um futebol vertical e comprido, capaz de assumir o risco e romper com a organização»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 08-11-2011 (época 2011/12)


«A propósito de João Moutinho, já aqui falei dos jogadores cuja verdadeira importância no jogo só se avalia bem ao vivo e não na televisão, por maior que seja o ecrã. Moutinho é um desses jogadores, sobre o qual mudei radicalmente de opinião, e para muito melhor, quando o vi jogar no estádio.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 27-11-2012 (época 2012/13)


O portista Miguel Sousa Tavares (MST), cronista de A BOLA, pelos vistos demorou alguns anos até ver Moutinho jogar ao vivo… Após isso acontecer, MST mudou radicalmente de opinião sobre o “peso morto”. Assim, depois de em Maio passado Moutinho ter feito parte de um negócio de 70 milhões, MST pôde voltar à carga com o seu discurso habitual (e que tem seguidores), de que todos os anos o FC Porto vende os seus craques e a SAD só compra “lixo” para os substituir…


II. Moutinho, o insubstituível

«o FC Porto perdeu João Moutinho, ventrículo direito e esquerdo da equipa»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 07-10-2013

José Manuel Ribeiro, O JOGO, 07-10-2013

O portista José Manuel Ribeiro, diretor de O JOGO, entende que Moutinho é praticamente insubstituível (imagino que não seja fácil substituir o ventrículo direito e esquerdo simultaneamente…). Mas, tal como MST, também deve ter mudado de opinião, porque não me lembro de ter lido idêntica opinião da sua parte (como atenuante para o treinador), aquando do Málaga x FC Porto ou Sporting x FC Porto da época passada…


III. O meio campo portista no pós-Moutinho

Ao contrário das teses miguelistas do “peso morto”, eu sempre fui grande admirador do Moutinho, cuja influência no bom desempenho do FC Porto nas últimas três épocas considero indiscutível. Contudo, também não alinho na tese do quase insubstituível e, por isso, logo após a sua transferência para o AS Monaco, escrevi o seguinte:
«A saída de um jogador do calibre de João Moutinho (a “maçã podre” de Alvalade, lembram-se?) é, obviamente, uma perda significativa em termos desportivos mas, como portista, estou mais preocupado em saber como vão ser colmatadas as carências óbvias que existem no ataque (extremos, avançados e pontas-de-lança) porque, em termos de médios, penso que há matéria-prima suficiente para, na próxima época, o FC Porto voltar a ter um meio-campo forte.»

De facto, o treinador do FC Porto tem à sua disposição um extenso lote de médios – Fernando, Defour, Herrera, Lucho, Carlos Eduardo, Josué, Quintero –, cuja qualidade, em termos globais, é bem acima da existente nos últimos anos, ao ponto de Paulo Fonseca ter dispensado Castro e Tiago Rodrigues.

Ah, mas não há um “Moutinho 2”. Pois não, como não houve um “Deco 2”, um “Maniche 2” ou um “Lucho 2”, após as respetivas saídas do FC Porto, entre as de muitos outros médios (Diego, Anderson, Raul Meireles, Guarín, etc.) que saíram nos últimos anos.

Ora, não havendo no plantel um “Moutinho 2”, compete ao treinador reestruturar o meio-campo, tirando o melhor possível dos bons jogadores que tem à sua disposição. Foi isso que aconteceu na 2ª parte do último FC Porto x SC Braga, em que o meio campo portista foi formado por Defour, Herrera e Carlos Eduardo e o que se viu foi o melhor FC Porto desta época. Dinâmica, intensidade, pressão alta, dois golos e mais quatro oportunidades flagrantes, tudo isto em 45 minutos sem Fernando, Lucho e… Quintero.

Carlos Eduardo, FC Porto x SC Braga

Depois destes 45 minutos à Porto (que se seguiram aos piores 135 minutos dos últimos dois anos), o que esperar daqui para a frente?
Na próxima jornada, em Vila do Conde, Paulo Fonseca terá coragem para deixar as “vacas sagradas” no banco e voltar a apostar nos “patinhos feios”?

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Carlos Eduardo e os intocáveis

Que me lembre, dentro do modelo 4-3-3, Paulo Fonseca já experimentou, em diferentes momentos dos jogos, os seguintes trios no meio campo portista:
i) Fernando – Defour – Lucho
ii) Fernando – Herrera – Lucho
iii) Fernando – Josué – Lucho
iv) Fernando – Lucho – Quintero

Mas, cinco meses após o arranque da época, o meio campo portista continua em “obras” e continua a ser um dos problemas da equipa azul e branca.

De fora das opções tem estado Carlos Eduardo (ex-Estoril), um médio ofensivo brasileiro que tem dado boas respostas quando é chamado à equipa B. Foi o caso na passada quarta-feira, no Oliveirense x FC Porto (1-4).


Oliveirense x FC Porto (O JOGO, 28-11-2013)

Contudo, Carlos Eduardo não fez parte da lista de 21 jogadores inscritos na Liga dos Campeões e as oportunidades dadas por Paulo Fonseca nos dez jogos do campeonato já realizados limitaram-se a 17 minutos (14 minutos no FC Porto x Guimarães e 3 minutos no Belenenses x FC Porto).

Pelo que se tem visto, quer nos jogos da equipa A, quer nos da equipa B, penso que Carlos Eduardo mais do que justifica uma oportunidade a sério na equipa principal.
O problema é que Lucho parece ser intocável, Defour avisou que precisa de jogar (para manter a titularidade na seleção belga) e, no caso de Herrera, a SAD investiu 8 milhões em 80% do passe.
E já nem falo em Josué e em Quintero que, devido ao excesso de candidatos a um dos três lugares no meio campo (os outros dois “pertencem” a Fernando e Lucho), têm sido remetidos, à vez, para uma das alas do trio de ataque.

Quando as coisas não funcionam, talvez não fosse má ideia experimentar alternativas, em vez de continuar a apostar nas mesmas receitas e nos mesmos “intocáveis”.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Os 21 de Paulo Fonseca

Fechada a janela do mercado de transferências (pelo menos para os principais mercados) e resolvidos os casos de Rolando, Castro, Sereno, Atsu, Tiago Rodrigues e Abdoulaye (pelos vistos, Kléber não se importa de ficar a treinar juntamente com a equipa B...), o plantel principal foi significativamente reduzido para um número mais perto do pretendido por Paulo Fonseca. Contudo, dos 24 jogadores do plantel principal, apenas 21 puderam ser integrados na lista A de inscritos na Liga dos Campeões 2013/14, a qual, na passada terça-feira, foi enviada para a UEFA.

Lista A:
Guarda-redes: Helton e Fabiano
Defesas: Maicon, Alex Sandro, Fucile, Otamendi, Danilo, Mangala e Reyes
Médios: Defour, Josué, Herrera, Fernando, Lucho, Izmailov e Quintero
Avançados: Ricardo, Licá, Varela, Ghilas e Jackson

A juntar à lista A, a lista B inclui mais 22 jogadores jovens da formação azul-e-branca, os quais poderão ser chamados numa qualquer eventualidade:
Kadú, David, Tiago Ferreira, Mikel, Tomás, João Costa; Caio, Frederic, Tozé, Rafa, André Silva, Gonçalo, Belinha, André, Nancassa, Graça, Bruno, Francisco, Vítor, Marcelo, Mata e Ivo.


O principal destaque da lista A foi a ausência de Kelvin, a qual motivou diversos comentários e títulos nos jornais.
De facto, na parte final da época passada, Kelvin ganhou algum espaço no lote dos habituais 18 convocados e foi mesmo o “herói” em dois jogos decisivos contra o SC Braga e o slb. Naturalmente, isso fez com que o jogador tivesse expectativas mais elevadas para esta época, chegando a dizer publicamente que queria ter mais oportunidades para jogar.

O JOGO, 23-06-2013

Contudo, as expectativas de Kelvin não se concretizaram e, pelo menos até Dezembro, parece certo que não será uma aposta de Paulo Fonseca. Para jogar nas alas, o novo treinador do FC Porto já fez as suas escolhas e, por aquilo que se percebe, prefere Licá, Varela, Ricardo e Josué.
A questão que se coloca é se, perante isto, não teria sido melhor emprestar Kelvin a um clube da I Liga, de modo a que ele pudesse jogar com regularidade?
Aliás, o próprio jogador, na entrevista ao jornal brasileiro 'Gazeta do Povo', afirmou que não se oporia a um cenário destes.

Quem também fica de fora é Bolat (o terceiro guarda-redes será Kadú) e Carlos Eduardo, apesar dos bons indicadores que este médio de ataque brasileiro deu nos jogos da equipa B em que já actuou.

Cheguei a admitir a hipótese de ser Diego Reyes a ficar de fora da Lista A e o 4º defesa-central (que raramente joga na LC) ser Tiago Ferreira, mas Carlos Eduardo não tem o mesmo estatuto do defesa-central mexicano e, além disso, concorre com Lucho, Quintero e, talvez, com Izmailov, o que, convenhamos, não lhe facilita a vida.

Seja como for, à partida, parece-me um lote de jogadores mais forte e equilibrado do que na época passada, mas a prova dos nove será feita dentro do campo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Nova filosofia para a equipa B

Há cerca de um ano atrás, num artigo cujo título foi 'Plano B para a equipa B', escrevi o seguinte:

«(...) não havendo jogadores que tenham, para já, demonstrado qualidade para serem chamados à equipa A, o Plano B poderia passar por “transferências” no sentido inverso, isto é, ir dando minutos em jogos da equipa B aos jogadores do plantel principal que não têm feito parte das escolhas de Vítor Pereira (...)
É sabido que todos os jogadores precisam de competição para evoluir e mais ainda quando são jovens. Nesse sentido, um campeonato disputado e intenso como é a II Liga, iria dar aos jogadores, que habitualmente não fazem parte da lista de convocados de Vítor Pereira, um andamento que seria muito útil, se e quando fosse necessário chamá-los a uma das competições (Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga) em que a equipa principal vai estar envolvida.
De resto, parece-me óbvio que a articulação entre as equipas A e B tem de melhorar. A coisa tem de funcionar como uma espécie de vasos comunicantes, em que os que se destacarem na equipa B são chamados à equipa A (funcionando como um mecanismo de prémio e estimulo) e os menos utilizados da equipa principal poderão ganhar ritmo e competição em jogos da equipa B.»


Ao ler O JOGO, verifiquei que aquilo que defendi há um ano atrás vai ser posto em prática, não episodicamente, mas sim de uma forma regular e obedecendo a uma estratégia clara.

(O JOGO, 14-08-2013)

Penso que esta estratégia irá contribuir para um maior sucesso do projecto da equipa B. Contudo, subsiste a dúvida de ver como irão reagir algumas pseudo vedetas, como é o caso do Iturbe, que na época passada chegou a fazer declarações públicas mostrando pouca vontade em jogar pela equipa B do FC Porto.

Beira Mar x FC Porto B (O JOGO, 13-08-2013)

sábado, 25 de maio de 2013

Moutinho saiu? Chamem o “pronto-socorro”

(jornal O JOGO, 14-05-2013)

Na semana que antecedeu o desafio final em Paços Ferreira, e quando já se sabia que Fernando não ia poder participar nesse jogo (estava lesionado e castigado), o jornal O JOGO publicou um artigo sobre o Defour. Nesse artigo (ver em cima), Defour era apresentado como o pronto-socorro portista da época 2012/13, sendo destacado numa infografia o facto do internacional belga ter sido chamado a jogar em seis posições diferentes (as três posições do meio-campo, ala-direito, ala-esquerdo e defesa-direito). É obra!
E é, também, sinal de três coisas:
- das limitações existentes no plantel que Vítor Pereira teve à sua disposição;
- da polivalência de Defour;
- da confiança que o treinador do FC Porto depositou no número 35 (3+5=8, o seu número preferido) do plantel portista.

Defour ainda não é um jogador de top internacional mas, na minha opinião, é um jogador de qualidade, com uma cultura táctica muito acima da média e, tirando a “loucura” que o afectou em Málaga (obrigando a equipa postista a jogar a 2ª parte quase toda reduzida a 10 jogadores), é um jogador que se tem revelado muito útil.
Estando há dois anos no FC Porto, e tendo sido o 12º jogador do plantel mais utilizado (1308 minutos) no último campeonato, Defour ainda não se afirmou como titular dos dragões, o que é compreensível, se atendermos a que o meio-campo portista era formado por Fernando, Moutinho e Lucho.

Contudo, a saída de João Moutinho para o AS Monaco (o novo “brinquedo” do multimilionário Dmitry Rybolovlev) é uma oportunidade de ouro para o belga se afirmar como titular dos dragões porque, parece-me, ser ele quem está na pole position para ocupar o lugar do melhor médio português da atualidade.

Estou convencido que se o Defour se fixar na posição em que rende mais (na posição 8, que era ocupada por João Moutinho), em vez de ser o pronto-socorro que, por falta de alternativas no plantel, jogou em 5-6 posições diferentes, a tendência será o seu rendimento subir. Dificilmente atingirá o nível do Moutinho, mas tem características semelhantes e poderá aproximar-se.

Falta saber quem serão os outros elementos do meio campo portista para a época 2013/14.
Lucho terá como concorrentes Carlos Eduardo (ex-Estoril) e Izmaylov, mas será que Fernando, que não se cansa de dizer que gostaria de sair (Inter Milão, PSG, ...), acabará por renovar e ficar?
E que futuro está reservado para Castro, Tiago Rodrigues (ex-Vitória Guimarães) e Tozé (equipa B)?
E há ainda o mexicano Héctor Herrera, jogador do Pachuca, que se diz já ter um acordo com a FC Porto SAD desde... Janeiro.


A saída de um jogador do calibre de João Moutinho (a "maçã podre" de Alvalade, lembram-se?) é, obviamente, uma perda significativa em termos desportivos mas, como portista, estou mais preocupado em saber como vão ser colmatadas as carências óbvias que existem no ataque (extremos, avançados e pontas-de-lança) porque, em termos de médios, penso que há matéria-prima suficiente para, na próxima época, o FC Porto voltar a ter um meio-campo forte.