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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Uma Sugestão Inocente



Sugerir não ofende, diria eu. Pois bem, já que a venda do Bruno Alves para o Zenit de São Petersburgo parece estar complicada, por que não vendê-lo ao Rentistas e o Figger que o venda aos russos?

domingo, 21 de dezembro de 2008

O incrivel Hulk

Hulk na apresentação da equipa aos adeptos do FC Porto (foto: De Trivela)


Quatro meses depois de ter chegado ao FC Porto, começam a conhecer-se algumas histórias sobre o "incrível Hulk" e é interessante verificar como, entretanto, a generalidade das opiniões mudou (incluindo a minha, já agora...).

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«Hulk chegou ao FC Porto vindo do Japão por 5.5 milhões de euros, quantia que comprou apenas metade do passe que estava na posse do empresário Juan Figger ou de um clube ligado a ele. Mas o jogador brasileiro queria mesmo vir para o Dragão, onde chegou a treinar ainda com 16 anos, e por isso os portistas conseguiram o seu concurso - ele fez mesmo questão de voltar ignorando outras propostas mais vantajosas. E ele já tinha um grande contrato no Japão, note-se.

Mas há uma história sobre Hulk ainda não contada em Portugal, porque o Verdy Tokyo, que era o clube em que ele jogava, chegou a pagar uma soma importante por Hulk e, afinal, ficou sem nada. O FC Porto parece não ter nada a ver com isso mas o clube de Tóquio queixa-se amargamente de ter sido enganado, embora um dos seus directores tenha sido provavelmente conivente com a suposta marosca.

Mas Hulk, como me diz um amigo meu japonês, era mesmo um fenómeno e levou literalmente sozinho o Tokyo Verdy da II à I Divisão japonesa e era já uma grande estrela - tanto que nem conseguia sair à rua em certas partes da capital japonesa, porque era logo assediado pelos adeptos.

Por isso o clube se queixa tanto, mas até ver não conseguiu nada porque o velho uruguaio Juan Figger é um empresário de grandes meios e grandes poderes. Há mais de 20 anos, recordo, emprestou ele Casagrande ao FC Porto, por seis meses, na época em que o clube conquistou a sua primeira Taça dos Campeões Europeus (1987).

Hulk é um jogador singular, tanto que às vezes joga mesmo... sozinho. Era um pouco assim no Tokyo Verdy, onde os colegas lhe agradeciam que resolvesse as coisas. E ele resolvia.
No FC Porto é um pouco diferente, como se compreende, mas já conquistou o seu espaço. Falta conquistar um lugar, mas para quem tem 22 anos isso não é o mais importante. A certeza com que eu fico é que quando Jesualdo Ferreira acertar o 4-4-2 com Hulk e Lisandro a entenderem-se na frente, essa dupla é fortíssima em tudo - rapidez, força, disponibilidade física e, sobretudo, remate à baliza
Manuel Queiroz
in De Trivela, 16/12/2008

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«Embora de uma forma extremamente moderada nunca deixei de expressar algum cepticismo quanto ao valor que a SAD do FC do Porto tinha pago por um jogador brasileiro, Hulk, goleador emérito... no Japão(!).
Hoje, passados pouco mais de quatro meses, não tenho qualquer problema em reconhecer que as minhas reticências eram infundadas.
Numa rápida análise 'custo-benefício' às aquisições feitas esta época pelos principais emblemas, o avançado portista surge claramente destacado como o mais rentável
António Boronha (ex-vice-presidente da FPF)
in 'António Boronha', 18/12/2008

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«[Hulk] está a tornar-se um caso sério no futebol português, não só pelas qualidades que possui, mas por estar a corrigir os seus defeitos.
Nos últimos jogos, tem sido um jogador menos individualista e parece ter percebido que, pondo as suas potencialidades ao serviço do colectivo, se torna melhor jogador e mais reconhecido.»
João Vieira Pinto
in O JOGO, 18/12/2008

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«Hulk fez mais um golaço na Reboleira, daqueles só ao alcance de um predestinado. Merece aplausos Jesualdo Ferreira e quem decidiu pagar o (muito) que o FC Porto pagou por metade do passe do brasileiro, bem como pela forma como a equipa está neste momento a mexer-se, integrando Hulk, Lisandro e Rodríguez.
Mas daí a convencerem-me de que tanta insistência em Mariano era para adaptar Hulk ao colectivo vai um salto que já não dou.»
António Tadeia
in DN, 20/12/2008

Nota: A selecção das fotos e os negritos nos textos são da minha responsabilidade