Mais certinho do que um relógio, saiu mais um comunicado da SAD em reação a uma crítica pública de portistas mediáticos (desta vez foi em reação a um comentário de Rui Moreira no Facebook).
Serve esse comunicado (alegadamente...) para fazer «esclarecimentos» a propósito do projecto «Visão 611» (que Rui Moreira abordou nesse tal comentário no Facebook). Ora dizem eles o seguinte, entre outras coisas:
«O Visão 611 foi um projeto do FC Porto que reestruturou transversalmente o futebol do clube. O conceito foi implementado durante cinco anos [...] A consulta do palmarés desportivo do FC Porto permite facilmente aferir qual o grau de sucesso nesse ciclo e nos anos que se seguiram, merecendo destaque a conquista da UEFA Europa League [...]».
Tendo em conta que o projecto em causa tinha como objectivo «alimentar» a equipa A com boa «prata da casa», temos que concluir logicamente que, para o Conselho de Administração da SAD [Pinto da Costa, Antero Henrique & Cia], o contributo da «prata da casa» foi importantíssimo na conquista da Liga Europa em 2010/11.
....nomeadamente, que os 51mins acumulados pela «prata da casa» nessa competição nessa época (45mins de Ukra e 5mins de Castro), com zero golos e zero assistências, num total teoricamente possível de quase 15000 mins (15 jogos x 90 mins x 11 jogadores em campo)...foram 51mins importantíssimos nessa conquista. Ficamos «esclarecidíssimos»!
Sinceramente: mas será que eles pensam que somos assim tão lorpas?
Recordo que o Projecto 611, que começou em 2006 com grande fanfarra sob "a batuta" de Antero Henrique, tinha como meta objectiva colocar 6 jogadores no núcleo duro do plantel A em 2011 - e de forma sustentada, ano após ano. Tendo em conta que em 2011/12 tínhamos apenas um (e quase nada mudou desde então), foi portanto um enorme falhanço.
...falhanço ainda mais retumbante quando se constata que quando o projecto foi lançado tínhamos 5 ou mais jogadores «da casa» no plantel A (para não falar dos anos anteriores, em que conquistámos a Taça UEFA e a Liga dos Campeões). Quase que dá vontade de dizer: «Para isso, mais valia estarem quietos».
Bem, porque falhou? Penso que por várias razões: tanto na captação de jovens talentos, como na sua formação e finalmente na integração dos mais promissores na equipa A. A título de mero exemplo, eu diria que o problema passa certamente (também) por isto:
«Porque é que não fiquei no FCP? Bem, porque para assinar para a equipa B tinha de assinar antes um contrato de representação com a Gestifute, e eu já tenho o meu agente americano e não preciso disso"
Declarações de Pusilic em entrevista recente, a propósito da sua passagem-relâmpago pelo FCP em 2015 (isto é, há apenas um ano), onde esteve duas semanas a fazer testes.
Christian Pusilic é o capitão dos sub21 dos EUA e já leva 11 jogos esta temporada ao serviço do Borussia Dortmund, apesar de ter apenas 17 anos. É um talentoso médio ofensivo, considerado por muitos como a maior promessa americana dos últimos anos.

