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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Soares, a emenda ao "erro Lima"

Em dois jogos "Tiquinho" Soares já demonstrou que é um jogador que vale a pena desfrutar. O seu impacto imediato na equipa, uma equipa a quem faltava uma alternativa goleadora a André Silva desde o arranque da temporada, já valeu seis pontos e excelentes sensações. Depois de meio ano a bom nível a Guimarães nesta ocasião a direcção do clube esteve certeira e decidiu fazer aquilo que podia ter feito e não fez há anos atrás quando a trajectória de um outro avançado brasileiro soava familiar. Chamava-se Lima.

Lima despontou no Belenenses, em 2009. Rapidamente se percebeu que era um avançado com várias qualidades, faro de golo, velocidade e bom sentido posicional. Em Belém - depois de cinco anos de idas e voltas pelo futebol brasileiro e uma passagem curta pelo Vizela - causou um impacto imediato e transformou-se numa das pérolas do mercado local. Na altura o FC Porto deixou-se adormecer e o jogador acabou por assinar pelo Braga onde, em dois anos, confirmou todo o seu potencial permitindo aos arsenalistas viver as suas melhores épocas, com um vice-campeonato e uma final europeia pelo meio. Quando em 2012 surgiu o Benfica em equação, as boas relações entre os dois clubes - algum dia alguém explicará aos adeptos do Porto porque é que o clube dá tanto e recebe tão pouco a António Salvador - fizeram o resto e Lima tornou-se figura fundamental nos títulos conquistados por Jorge Jesus nas temporadas seguintes. Todos os adeptos do Porto se lembram perfeitamente a cada projecto de avançado falhado - nesse período pós-2011, com a saída de Radamel Falcao, o clube teve apenas em Jackson Martinez um goleador de nível - do nome do brasileiro. E o que podia ter sido um negócio de tostões na primeira temporada de Lima em Portugal (o Belenenses foi despromovido) ou um investimento controlado no final da sua primeira temporada em Braga (que coincidiu com a saída do "Tigre" e a entrada de Kleber para um ataque que acabou entregue a Hulk) acabou por ser uma dor de cabeça em forma de títulos para o rival. Soares ameaçava ser um take II da mesma história. Felizmente Pinto da Costa e a sua equipa anteciparam-se e bem.



"Tiquinho" não é necessariamente um jogador como Lima mas o impacto que tem causado evidencia bem o quão esquecido ás vezes é o mercado nacional num clube sempre habituado a virar-se para a América Latina á procura de negócios. A sua história tem tudo para funcionar. É um jogador com ética de trabalho evidente, que não só dá golos á equipa como trabalha para o colectivo. Tem um perfil complementar ao de André Silva e portanto não se atrapalham - como sucedia com Depoitre - e sim encontram formas diferentes de atacar o espaço e a jogada como o golo em Guimarães demonstrou.
Até à sua chegada a opção de Diogo Jota oferecia um perfil totalmente distinto com um jogador mais tecnicamente vistoso mas menos killer que podia ajudar André Silva mas que raramente o substituía como ameaça goleadora. Com Soares esse cenário mudou e não é de estranhar que depois de meia época nas pernas agora o jovem avançado da formação seja regularmente substituído à hora de jogo. NES pode finalmente prescindir de um futebolista na sua primeira época sénior completa e que, portanto, não tem ainda a capacidade física para aguentar um ano completo sem ser dosificado, fisica e mentalmente. Até nisso Soares é o reforço perfeito. Não só marca, luta e descoloca o rival como potencia André Silva e permite-lhe também ter os seus dias maus. Ninguém se esquece que a sequência de jogos sem vitórias e golos se deveram e muito á falta de acerto de Silva nesses encontros a tal ponto que até teve de ser Rui Pedro a salvar a honra frente ao Braga, numa noite épica, e Depoitre a marcar o único golo do ano num encontro angustiante contra o Chaves, ambos em casa.
Ter um futebolista do perfil de Soares permite encarar a segunda volta e esses momentos de outra forma. Não significa que marcará sempre, que a taxa de eficácia seja tão alta mas garante sim opções, tanto em campo como fora dele. Com Tiquinho á disposição NES poderá jogar cada vez mais entre o 4-2-3-1 que tinha vindo a utilizar com Jota como eixo de conexão como o meio-campo como com um claro 4-4-2 em que Soares e André se movem em parceria no ataque desde o arranque do encontro para potenciar o modelo de jogo do técnico, mais defensivo e apostado no trabalho de contenção do meio-campo e na amplitude ofensiva dos laterais. Com Brahimi como único elemento criativo fixo, o jogo de Telles e Maxi revela-se fundamental na construção ofensiva, e ter duas referências na área ajuda a potenciar esse modelo muito mais do que quando André Silva era engolido pelos centrais contrários.

Lembrando Artur e Derlei, outros jogadores brasileiros que partiram de um clube menor para brilhar no Porto nas últimas décadas - ainda com perfis radicalmente diferentes, o primeiro por ser um nome consagrado no Boavista e o segundo por chegar como petição expressa de Mourinho - Soares tem tudo para revelar-se uma figura extremamente importante neste suspiro final de campeonato. Mistura em campo de Hulk, Derlei e Lima, Soares é o perfil de futebolista ofensivo que habitualmente encaixa com a exigência dos adeptos portistas e talvez por isso, mais do que pelos três golos em dois jogos, deixa a ideia que os 3,5 milhões de euros pagos ao Vitória - uma cifra importante para o mercado nacional - poderão num futuro não muito distante, soar a bagatela. Não é uma jovem promessa - tem 26 anos - nem sequer um jogador que vá demonstrar ser muito mais do que aquilo que já é. A questão é precisamente essa. O Porto precisava de um perfil assim para complementar um plantel que tem recursos para lutar pelo título até ao fim. E agora que o tem o ponto de atraso contra o Benfica parece cada vez mais pequeno. Se em Maio esse ponto tiver sido engolido e cuspido com os seus golos, Deco - o agente - e o staff de Pinto da Costa merecerá um aplauso sonoro. Soares pode fazer pelo Porto este ano o que Lima e Jonas fizeram pelo Benfica no passado. Sem serem estrelas ou foras de série, acabarem por ser decisivos. Acabarem por valer um título!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Lima, um erro com consequências gravosas

«Lima, avançado do Belenenses, está a ser seguido pelo F. C. Porto. A excelente exibição no jogo da Taça de Portugal, no qual marcou dois golos aos dragões [2-2, Lima 13', 80'; Falcao 14', Rodríguez 85'], ficou na retina. (…) É rápido, explosivo, pode jogar como segundo avançado ou encostado a um dos flancos. Lima, avançado brasileiro do Belenenses, está a ser um dos jogadores em destaque no campeonato português e tem chamado a atenção dos responsáveis do F. C. Porto, na perspectiva de reforço da linha ofensiva para a próxima época. O passe do futebolista pertence ao Astral Esporte Clube, emblema brasileiro que o emprestou aos azuis do Restelo (…).
A excelente exibição na eliminatória dos oitavos-de-final da Taça de Portugal chamou a atenção dos responsáveis portistas, muito por força dos dois magníficos golos marcados ao guarda-redes Beto. Rodrigo José Lima Santos tem 26 anos (nasceu a 11 de Agosto de 1983) e está na idade limite para uma transferência rumo a um clube de grande dimensão, tendo como mais-valias a adaptação ao campeonato nacional e o facto de ser um dos nomes mais sonantes do conjunto do Restelo. Trata-se de um elemento que tem sido titular absoluto e já contabiliza quatro golos na Liga, na presente temporada. (…)
Confrontado com a possibilidade de se mudar para os dragões, Lima não escondeu que “qualquer jogador gostaria de jogar no F. C. Porto”. E fez uma revelação: “No final do jogo da Taça, em pleno relvado, o professor Jesualdo Ferreira deu-me os parabéns pela exibição, o que me deixou imensamente feliz”.»
JN, 19/02/2010


Como é sabido, Jesualdo saiu no final da época 2009/2010 e Lima, que na altura tinha 26 anos, não veio para o FC Porto. A SAD portista preferiu contratar Walter, cujo passe custou 6 milhões de euros, no que se viria a revelar um dos piores investimentos de sempre (atendendo à relação custo versus desempenho desportivo). Há quem diga que Lima não veio porque o FC Porto tinha Radamel Falcao. É um argumento que não me convence. Para além do ataque do FC Porto precisar de uma alternativa de qualidade para Falcao (algo que Walter nunca foi), Lima também poderia ter jogado com Falcao, tal como, uns anos antes, um jogador com características semelhantes às suas - Derlei - jogou ao lado do ponta-de-lança Benny McCarthy.

O sagaz António Salvador aproveitou o facto do FC Porto não ter confirmado o interesse em Lima e levou-o para Braga, pagando uma ridicularia. Durante as duas épocas em que envergou a camisola dos “arsenalistas do Minho”, Lima mostrou ser um avançado de qualidade indiscutível, marcando golos atrás de golos, quer no campeonato, quer nas competições europeias e confirmou a avaliação transcrita no JN em Fevereiro de 2010 ("é rápido, explosivo, pode jogar como segundo avançado ou encostado a um dos flancos").

Entretanto, Falcao seguiu o caminho das estrelas (e do dinheiro!) no início da época 2011/12 (em mais uma venda milionária da FC Porto SAD) e, no meio de uma guerra com o presidente do Marítimo, o FC Porto contratou Kléber (um investimento de cerca de 4 milhões de euros). Contudo, e apesar das múltiplas oportunidades que lhe foram dadas por Vítor Pereira ao longo da época 2011/12, Kléber demonstrou não ter estaleca para jogar num clube da dimensão do FC Porto (coitadinho, o fantasma do Falcao atormentou-o...).

Chegados ao final da época 2011/12 e tendo em vista a preparação da época 2012/13 (a época atual), o ponto da situação dos avançados / pontas-de-lança do FC Porto era o seguinte:

- Walter: flop; tinha sido devolvido à procedência (Brasil) a meio da época 2011/12.

- Kléber: revelou-se outro enorme flop; o que fazer com ele?

- Janko: contratado em janeiro de 2012 era alto e louro, mas mostrou não ser um ponta-de-lança com dimensão para um clube como o FC Porto; foi vendido, tendo a SAD recuperado parte do investimento efetuado no seu passe.

- Jackson Martinez: a SAD decidiu abrir os cordões à bolsa e investiu cerca de 9 milhões de euros no seu passe, tendo em vista a resolução dos problemas que Walter, Kléber e Janko tinham demonstrado ser incapazes de resolver.

Com Walter e Janko despachados, poderia o plantel do FC Porto ficar apenas com Jackson Martinez e Kléber?
Talvez, se Hulk continuasse, visto que o Incrível pode e foi várias vezes adaptado à posição de avançado centro. O problema é que a SAD precisava de fazer uma grande venda e Hulk estava na iminência de sair do FC Porto (conforme se comprovou).

É neste cenário que voltou a ser comentado, na comunicação social, o interesse do FC Porto na contratação de Lima. Contudo, mais uma vez esse interesse não passou do papel e no dia 31 de Agosto de 2012, último dia das inscrições, o slb bateu os 4,5 milhões de euros exigidos pelo SC Braga e levou Lima para a Luz.

Consequências?
Por um lado, o ataque do FC Porto vive unicamente de Jackson Martinez (em finais de janeiro Kléber foi emprestado e contratado um Liedson em fase de pré-época), o que torna o ataque dos dragões dependente do estado físico do colombiano e das suas naturais oscilações de forma. Por outro lado, como se não bastasse a falta que faz ao FC Porto, Lima confirmou no slb tudo aquilo que já tinha mostrado no Belenenses e no SC Braga, revelando-se absolutamente decisivo na caminhada dos encarnados neste campeonato.

Nas últimas três épocas, o FC Porto teve várias oportunidades para contratar Lima. O não o ter feito foi um erro, um duplo erro, cujas consequências (em exibições, golos e resultados) estão à vista.

Olhando para trás, não tenho dúvidas em afirmar que a não contratação de Lima e tê-lo deixado ir para o slb, foi um dos momentos mais importantes, quiçá decisivo, da época 2012/13.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os penalties de Javi Garcia


«Esta imagem de Pedro Ferreira não deixa margem para dúvidas e pode ser apreciada hoje [02/04/2012] no Record.
Javi García empurra Lima e depois agarra-lhe a camisola em plena área encarnada.
Nada aconteceu mas 5 minutos depois o árbitro João Ferreira marcou um penálti contra o Sp. Braga.
Sempre quero ver o que os paineleiros do regime têm para dizer sobre este lance que pode ter decidido o campeão. Isto já com a certeza de que em nenhum dos canais de televisão iremos encontrar um só paineleiro identificado com o SC Braga...
Pelos vistos, em Braga são todos mudos.»
Eugénio Queirós
in Record


Estive uns dias de férias, mas pude ver o slb x SC Braga na televisão, e também não tive dúvidas acerca deste lance. É óbvio que ficou um penalty por assinalar a favor dos bracarenses, mas o que seria de esperar do João “pode ser o João” Ferreira?

Uns dias depois, em Londres, o mesmo jogador – Javi Garcia – cometeu outro penalty evidente, mas dessa vez teve o “azar” de o jogo não estar a ser arbitrado por um subserviente (perante o clube do regime) árbitro português. Aliás, essa é uma das razões que leva os benfiquistas a tanto se queixarem das arbitragens nas competições europeias. Maus hábitos...

Gostava de saber é o que disseram os “paineleiros do regime” acerca do penalty cometido sobre Lima e, já agora, acerca da “brilhante” arbitragem de João Ferreira.

Foto: Record

terça-feira, 27 de março de 2012

Leonardo, Lima e os “guerreiros”


13 vitórias consecutivas para o campeonato (recorde desta época e uma das melhores séries dos últimos anos) e liderança da prova a apenas seis jornadas do fim, não é, seguramente, obra do acaso. E a este desempenho brilhante está associado um futebol agradável à vista, e não um estilo de jogo defensivo (de contenção, como é hábito dizer agora) e de contra-ataque como, em grande medida, era o eficaz SC Braga de Domingos.
53 golos em 24 jogos (2,2 golos por jogo), apenas menos um golo marcado que o FC Porto e o slb, e ter o seu ponta-de-lança/avançado centro – Lima – a liderar a tabela dos marcadores, são indicadores com um significado indiscutível.

Por tudo isto, há quase um consenso nacional em torno deste SC Braga de Leonardo Jardim e, para além dos adeptos bracarenses e sportinguistas, atrevo-me a dizer que também uma franja significativa de adeptos portistas e benfiquistas veriam com bons olhos (ou, pelo menos, não ficariam muito tristes), se o próximo campeão nacional fosse o outsider do Minho.


Ora, no próximo fim-de-semana vai-se disputar um slb x SC Braga (afinal, o slb x FC Porto não foi o jogo do título…) e, nesta altura, encontro-me dividido relativamente ao resultado que prefiro.
Racionalmente, e à priori, o empate seria o melhor resultado para o FC Porto que, no caso de vencer o Olhanense, ganharia dois pontos aos dois concorrentes diretos na disputa para o título e reassumiria a liderança isolada do campeonato antes de ir a Braga.
Emocionalmente, desejo (como sempre) a derrota do slb. O problema é que isso significaria a vitória dos “guerreiros do Minho”, a sua continuação na liderança e um extraordinário “doping moral” para os últimos cinco jogos do campeonato (principalmente, para o SC Braga x FC Porto da semana seguinte).

Já nem sei o que quero…

P.S. A Direção do SC Braga não brinca em serviço e já definiu o preço dos bilhetes para a receção ao FC Porto na 26ª jornada (sábado, 7 de abril, 20h30). Sócios do SC Braga: 5 euros; Público em geral: entre 35 (lateral) e 60 euros (central).
Amigos, amigos, campeonato (com estádio cheio a apoiar) à parte…

Fotos: Maisfutebol

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Lima esteve debaixo de olho

«Lima, avançado do Belenenses, está a ser seguido pelo F. C. Porto. A excelente exibição no jogo da Taça de Portugal, no qual marcou dois golos aos dragões [2-2, Lima 13', 80'; Falcao 14', Rodríguez 85'], ficou na retina. (…) É rápido, explosivo, pode jogar como segundo avançado ou encostado a um dos flancos. Lima, avançado brasileiro do Belenenses, está a ser um dos jogadores em destaque no campeonato português e tem chamado a atenção dos responsáveis do F. C. Porto, na perspectiva de reforço da linha ofensiva para a próxima época. O passe do futebolista pertence ao Astral Esporte Clube, emblema brasileiro que o emprestou aos azuis do Restelo (…).
A excelente exibição na eliminatória dos oitavos-de-final da Taça de Portugal chamou a atenção dos responsáveis portistas, muito por força dos dois magníficos golos marcados ao guarda-redes Beto. Rodrigo José Lima Santos tem 26 anos (nasceu a 11 de Agosto de 1983) e está na idade limite para uma transferência rumo a um clube de grande dimensão, tendo como mais-valias a adaptação ao campeonato nacional e o facto de ser um dos nomes mais sonantes do conjunto do Restelo. Trata-se de um elemento que tem sido titular absoluto e já contabiliza quatro golos na Liga, na presente temporada. (…)
Confrontado com a possibilidade de se mudar para os dragões, Lima não escondeu que “qualquer jogador gostaria de jogar no F. C. Porto”. E fez uma revelação: “No final do jogo da Taça, em pleno relvado, o professor Jesualdo Ferreira deu-me os parabéns pela exibição, o que me deixou imensamente feliz”.»
JN, 19/02/2010


Como é sabido, Jesualdo saiu, Lima não veio para o FC Porto (a SAD preferiu investir 6 milhões de euros no passe de Walter) e António Salvador aproveitou, levando-o para Braga.

Envergando a camisola dos “arsenalistas do Minho”, Lima confirmou ser um avançado muito útil e alguns dos golos que marcou na época passada (2010/11) podem ser vistos no vídeo seguinte:



Ontem, cerca de dois anos após o JN ter anunciado o interesse do FC Porto, Lima marcou o seu 15.º golo no campeonato (a que se somam mais 4 na Liga Europa e 1 na Taça da Liga) e assumiu a liderança na tabela dos melhores marcadores.

Tendo dado nas vistas com a camisola dos azuis de Belém, particularmente nos jogos contra o FC Porto, e sendo um jogador relativamente barato (passe e salário), custa-me a perceber porque razão Lima não é jogador do FC Porto. E o jeito que daria ter no plantel atual um avançado como Lima.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lima, o homem dos golaços





O ano passado, com a camisola do Belenenses, já tinha dado nas vistas, marcando três golos ao FC Porto.
António Salvador teve olho, contratou-o e esta época, para além de ter voltado a marcar no Estádio do Dragão (um golaço), já tinha sido decisivo em Sevilha, com um hat-trick.

É estranho como é que este jogador passou uma parte significativa da sua carreira emprestado a clubes de menor dimensão/projecção mas, aos 27 anos, talvez ainda vá a tempo de assinar por um clube grande (com todo o respeito pelo Sp. Braga).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Braga low cost


«E qual foi a ideia que permitiu ao Sp. Braga constituir um plantel "low cost", por comparação com os três grandes, mas que lhe permite ombrear desportivamente com os melhores a nível nacional e brilhar na Europa?
Mais do que tudo o resto, o Sp. Braga ocupou o espaço deixado livre pelos grandes no mercado interno. Todos os anos o clube de António Salvador reforça-se com alguns dos melhores jogadores das equipas secundárias da Liga. Este ano foi assim com Lima, foi assim com Sílvio, foi assim com Leandro Salino, como no passado tinha sido com Evaldo, com Mossoró, com João Pereira.
Antigamente, os jogadores que se evidenciavam nas equipas do fundo da tabela tinham como destinatário um dos três grandes emblemas, o que deixou de acontecer quando a Argentina e o Brasil se tornaram a fonte de quase todas as contratações dos grandes.
E o Sp. Braga soube ocupar esse espaço como ninguém, a que juntou uma criteriosa escolha de treinadores, que fazem com que pelos minhotos tenham passado nomes como Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, antes de Domingos Paciência demonstrar estar também talhado para altos voos.»
Francisco J. Marques
in semanário Grande Porto, 27/08/2010


O FC Porto também tem feito contratações baratas no mercado interno, algumas de sucesso (ex: Rolando, Cissokho, Varela) e outras nem tanto (ex: Lino, Miguel Lopes). Mas não há dúvida que, nos últimos anos, o Braga tem sabido aproveitar os "desperdícios" dos grandes - Evaldo, Alan, César Peixoto, Luís Aguiar, João Pereira, Hugo Viana -, bem como, o mercado low cost para potenciar jogadores com pouco curriculum. É, claramente, uma das razões do seu excelente desempenho desportivo e financeiro.