José Mourinho: O Liverpool é uma excelente equipa, mas o FC Porto sabe os erros que cometeu e certamente vai trabalhar na sua correção.
Sérgio Conceição: Erros?! Quais erros?
(os negritos são da minha responsabilidade)
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quarta-feira, 20 de março de 2019
SMS do Dia
sábado, 8 de agosto de 2015
Jorge Jesus já não é Vaca Sagrada
Jorge Jesus teve uma tirada rasteira e de mau gosto ao dizer que falta na Luz o seu cérebro. Não sei, nem me interessa, se a ausência por aquelas bandas de uma massa cinzenta equivalente à sua é ou não real, mas ele foi imediata e justamente criticado, em alguns casos severamente. Já ao serviço do Benfica era exímio neste tipo de saídas, mas aí, contudo, os moralistas da paróquia calavam-se, incluindo o Manuel José .
Saídas deste tipo e piores são o pão-nosso-de-cada-dia do Mourinho, mas entre nós nunca há quem se atire a ele como agora se atiraram ao Jesus. Pior: as mais inacreditáveis regorgitações do auto-proclamado "Especial" são por cá, regra geral, elevadas ao duvidoso estatuto de "mind games" E isto porquê? Porque a pequenez e complexos perante o estrangeiro da maioria dos portugueses os torna fácil presa da adoração de vacas sagradas, que é naquilo que transformam qualquer português de sucesso no estrangeiro, especialmente no campo desportivo.
Dentro deste rectângulo (refiro-me a Portugal Continental, e não a um campo de futebol), esse estatuto divino-bovino também costuma ser outorgado a muito boa gente ("boa", neste contexto, tem um sentido meramente retórico). O próprio Jorge Jesus, como acima refiro, permitia-se abrir a boca e impunemente disparatar à vontade quando ao serviço da "instituição". Tais tempos, para ele, passaram. Sem querer exagerar nas metáforas, à meia-noite os coches transformaram-se de novo em abóboras, e os cocheiros em ratos.
Jorge Jesus já não é vaca sagrada.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
O FRADE MENDICANTE
Parece que o conhecido frade mendicante José Mário Félix proferiu umas declarações condenatórias dos gastos de algumas paróquias portuguesas neste Verão.
A inveja é um sentimento baixo, ao qual, contudo, nem certos religiosos escapam. No fundo, eles também são homens, e por isso pecadores. Mas a misericórdia é uma virtude de que o bom cristão deve fazer uso. Como tal, há que compreender a frustração de Frei Zé Mário, que há anos habita conventos que vivem de esmola, com priores avarentos que nem um rublo lhe dão (Frei Zé Mário tem convivido bastante com a Igreja Ortodoxa Russa). Por isso, ao ver a ostentação que vai por certas paróquias, o bom do frade não se conteve e manifestou publicamente a sua inveja, disfarçada de indignação dos justos.
Por este andar ainda chega a Dom Prior.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Tweet do Dia
O mito do Mourinho "melhor treinador do Mundo" foi hoje a enterrar definitivamente. Paz à sua alma!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
O normal do FCP e do SLB
Numa entrevista à Sport TV, José Mourinho (que está a treinar, fora de Portugal, há mais de 10 anos) fez declarações interessantes acerca de como, à distância, viu o desempenho europeu do SL Benfica e do FC Porto:
“Obviamente fico surpreendido com o Benfica. Se calhar não tanto pelos últimos anos, porque tem sido um bocadinho do mesmo, mas era cabeça de série e não tem no grupo uma daquelas equipas que se assume logo como favorita. De certa maneira, era um grupo acessível para uma equipa que em Portugal demonstra, ano após ano, grande qualidade mas que chega à Europa e, por qualquer razão, falha. Tem sido assim nos últimos anos. (…) Considero que uma equipa que vai para a Champions e que chega à final da Liga Europa não é um sucesso. É um fracasso, porque é consequência de ter sido eliminado”.
“O FC Porto, no seu normal, está confortável na Champions (…) A Champions não se ganha a cada ano, nem a cada década tão pouco, mas este ano, [o FC Porto] qualificar-se de maneira tão imponente como o fez, é o regresso ao normal”.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
O Chorão e o Happy
A propósito da lista de candidatos ao prémio de melhor treinador de 2014, cujo vencedor será anunciado na gala da Bola de Ouro da FIFA...
Ontem, Jorge Jesus (o “Chorão”) afirmou:
“Há treinadores que fizeram menos do que eu, a nível interno e no que diz respeito a finais.”
“Olhei para a lista e pensei: há aqui alguns que não estiveram em nenhuma final, muitos nem foram campeões nacionais. Se gostava de lá estar? Gostava.”
Hoje, José Mourinho (o “Happy One”) respondeu:
[sabe que está incluído na lista para a Bola de Ouro?] “Sei, mas não liguei. Mas posso dizer-lhe que tenho a certeza que não ganharei, até porque reconheço que não mereço ganhar a Bola de Ouro.”
[Quando tomou conhecimento das nomeações, Jorge Jesus disse que na lista há treinadores que não ganharam títulos…] “Pois, julgo que o regulamento proíbe que estejam treinadores que foram eliminados da Champions League na fase de grupos…”
Lindo!
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Foi há 10 anos!
Cumpre-se hoje uma década sobre o segundo triunfo do FC Porto na maior prova de clubes a nível europeu: a Liga dos Campeões. O ano 2004 ficará para sempre na nossa memória (e no nosso Museu!).
Resumo dos golos:
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Tiros e tiros
Ao contrário do que possa parecer, a aposta no Paulo Fonseca, pouco ou nada tem a ver, com aquelas que foram feitas nos então desconhecidos/inexperientes José Mourinho (JM), André Villas-Boas (JM), ou até mesmo, Vítor Pereira (VP). Ao contrário destes, o Paulo Fonseca (PF) teve, antes de chegar ao Porto, experiência zero num clube de dimensão semelhante - mesmo como jogador, e embora tenha pertencido aos quadros do FCP (sem nunca ter vestido a camisola), nunca chegou mais longe do que o Vitória SC.
Antes de chegar ao FCP como treinador principal, Mourinho fora adjunto de Bobby Robson e Van Gaal, no SCP, FCP e Barcelona, para além de ter cumprido um curto período como treinador do SLB. AVB foi "adjunto" de Mourinho, no FCP, Chelsea e Internazionale (e chegou "trabalhar" com o Bobby Robson, também no FCP). O VP, foi adjunto do AVB, (apenas) no FCP, e foi visível que enquanto treinador principal, teve "aprender no cargo". O PF, desconheço de quem tenha sido adjunto, mas certamente não foi no FCP, no Barcelona, no Chelsea ou sequer no Braga ou Boavista; aliás, há quatro anos, era treinador do Pinhalnovense.
Pode parecer um pormenor sem importância, mas uma época que seja como adjunto, num clube como estes, não permitirá um crescimento e evolução de que o PF nunca pôde usufruir? Tivesse tido tal oportunidade de aprender, e talvez tivesse pensado melhor antes de, por exemplo, decidir mudar aquilo que estava bem e que estivera na base da vitória dos 3 últimos campeonatos. Poder-se-á dizer que o PF, nunca teve oportunidade de aprender com os erros dos outros - nem parece interessado em aprender com os seus.
Só se pode especular sobre quem tomou a decisão de contratar o PF, mas certo é que a ânsia de descobrir o novo "Mourinho" ou "Villas-Boas", pesou mais que as reais necessidades do clube. E pelo visto até aqui, essas apostas, as bem sucedidas, não são os "tiros no escuro" (ou as epifanias só ao alcance do Pinto da Costa) que parecem ser à primeira vista - o JM, o AVB e o VP, já tinham experiência prévia no FCP, e eram já conhecidos na casa, antes de chegarem a treinadores principais. Posto isto, a hipotética contratação do Marco Silva, tal como a do PF, mais que um "tiro no escuro", corre o sério risco de ser mais um "tiro no pé".
Antes de chegar ao FCP como treinador principal, Mourinho fora adjunto de Bobby Robson e Van Gaal, no SCP, FCP e Barcelona, para além de ter cumprido um curto período como treinador do SLB. AVB foi "adjunto" de Mourinho, no FCP, Chelsea e Internazionale (e chegou "trabalhar" com o Bobby Robson, também no FCP). O VP, foi adjunto do AVB, (apenas) no FCP, e foi visível que enquanto treinador principal, teve "aprender no cargo". O PF, desconheço de quem tenha sido adjunto, mas certamente não foi no FCP, no Barcelona, no Chelsea ou sequer no Braga ou Boavista; aliás, há quatro anos, era treinador do Pinhalnovense.
Pode parecer um pormenor sem importância, mas uma época que seja como adjunto, num clube como estes, não permitirá um crescimento e evolução de que o PF nunca pôde usufruir? Tivesse tido tal oportunidade de aprender, e talvez tivesse pensado melhor antes de, por exemplo, decidir mudar aquilo que estava bem e que estivera na base da vitória dos 3 últimos campeonatos. Poder-se-á dizer que o PF, nunca teve oportunidade de aprender com os erros dos outros - nem parece interessado em aprender com os seus.
Só se pode especular sobre quem tomou a decisão de contratar o PF, mas certo é que a ânsia de descobrir o novo "Mourinho" ou "Villas-Boas", pesou mais que as reais necessidades do clube. E pelo visto até aqui, essas apostas, as bem sucedidas, não são os "tiros no escuro" (ou as epifanias só ao alcance do Pinto da Costa) que parecem ser à primeira vista - o JM, o AVB e o VP, já tinham experiência prévia no FCP, e eram já conhecidos na casa, antes de chegarem a treinadores principais. Posto isto, a hipotética contratação do Marco Silva, tal como a do PF, mais que um "tiro no escuro", corre o sério risco de ser mais um "tiro no pé".
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Treinador - Mudar ou não mudar, eis a questão!
É a primeira derrota para o campeonato. Quem cresceu com o FC Porto nos anos 80 e 90 sabe perfeitamente que os campeonatos ganham-se com vitórias, empates e também com derrotas. Todos as vivemos. Mas a geração pós-Gelsenkirchen cresceu noutro mundo. Para isso contribuiu, sobretudo, a anemia de qualidade do nosso futebol. Nos últimos anos dois clubes - FC Porto e SL Benfica - quase nunca perdem, raramente empatam e dominam a belo prazer o campeonato decidindo, quase sempre entre si, o título. A péssima situação do Sporting, a incapacidade do Braga de dar o salto e a ausência de uma versão real do Boavista entre 1992-2004 ajuda a explicar essa situação. Mas não só. A diferença de orçamentos exige, praticamente, que FC Porto e SL Benfica não percam. Nunca as diferenças com o resto foram tão grandes na qualidade individual, nos planteis disponíveis, nos ingressos e nos gastos. Por isso hoje, para um adepto do FC Porto, perder um jogo tornou-se num drama. Pode não haver margem de manobra.
Pessoalmente sou contra o despedimento de treinadores durante a temporada.
Acho que quem arranca o barco deve levá-lo até ao fim, passe o que passar. Sobretudo porque a responsabilidade é de muitos, não só sua. Num clube como o FC Porto, onde muitas das decisões são tomadas sem ter em conta (ou em muitos casos, apesar da opinião do) o que pensa o treinador. Mas o futebol é o que é e não sou eu quem o vai mudar e muitas vezes a mudança de um só homem tem o condão de despertar outros 25. No nosso caso com particular sucesso...no ano seguinte!
Remontando-me apenas à era Pinto da Costa, houve apenas 4 treinadores despedidos durante a época (não conto aqui, naturalmente, com Del Neri e Adriaanse porque estavamos no defeso em ambos casos). A primeira vez foi com Quinito. Despedido à 11º jornada em 1988, nesse ano o FC Porto foi treinado brevemente por Murça antes de confirmar-se o regresso do "rei Artur". O FC Porto não foi campeão (o título foi para o Benfica) mas preparou-se para mais um título na temporada seguinte com o nosso primeiro campeão europeu. Depois foi a vez de Ivic, em 1993. O sérvio, voltou ás Antas sem sucesso. Quando saiu o FC Porto era terceiro no campeonato e para o seu lugar chegou Bobby Robson, recém-despedido de um líder Sporting. Com o inglês não só se ultrapassou o Sporting como se desenhou a base do que seria o Penta. A terceira vez sucedeu com Octávio Machado. Conseguiu passar o Natal mas não sobreviveu a Janeiro e com ele vivemos outro ano negro, terminando a época em 3º apenas graças a um grande sprint liderado por...José Mourinho. Não é preciso explicar o resto. Só por uma vez, a última, o homem que substituiu o treinador despedido não funcionou na época seguinte. Porque não estava lá. Victor Fernandez foi campeão do Mundo mas os maus jogos no Dragão e a irregularidade de uma equipa de campeões europeus e contratações de luxo custou-lhe o lugar. José Couceiro não fez melhor, o titulo perdeu-se no último dia e o treinador foi-se embora abrindo caminho a um novo Tetra, conquistado entre Adriaanse e Jesualdo.
Quer isto dizer que mudar de treinador, no FC Porto, além de ser algo raro (Carlos Alberto Silva, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira e Vitor Pereira sofreram contestação dos adeptos, tal como Paulo Fonseca, durante a época mas o presidente não os deixou cair e o resultado foi positivo, salvo com Fernando Santos!) só dá resultados à posteriori. Mudar hoje de treinador não garante, portanto, tendo em base a nossa experiência, um passaporte automático para o sucesso. Claro que há uma primeira vez para tudo.
O último campeão nacional português que chegou com a época a meio foi Augusto Inácio, com o Sporting, em 2000. É preciso recuar décadas para encontrar um exemplo similar. E não é por acaso.
Não acho que Paulo Fonseca tenha perfil de treinador para o FC Porto. Acho que é parte do problema, não o todo. E que centrar-nos exclusivamente na sua incompetência - que é evidente - não nos permite ver todo o problema em que estamos envolvidos. Mas isso fica para outro debate que trarei. Até porque o actual treinador do FC Porto é o primeiro em muito tempo que me faz pensar que mudar agora pode ser mais benéfico que prejudicial.
Em primeiro lugar porque não existe uma grande desvantagem com os rivais. Quem quer que chegue começará praticamente do zero em pontuação com Benfica e Sporting. Por outro lado, a paragem do Natal permitirá tempo para aclimatar-se ao clube, ao plantel e preparar os necessários ajustes - porque terá de haver algum ajuste - em Janeiro. E por último, olhando para o plantel - onde carecem figuras que inspiram liderança - não vejo força emocional para dar a volta à situação desde dentro como sucedeu no primeiro ano de Vitor Pereira, por exemplo. Há demasiados jovens, demasiadas caras novas e jogadores sem perfil para pensar que vão ser os jogadores a dar a cara e a salvar um treinador com o qual não estão cómodos. Os sinais da directiva, no final do jogo de Coimbra, também não são positivos. Quando Vitor Pereira esteve com a corda ao pescoço, a presença de Pinto da Costa ao seu lado calou os rumores e mandou uma mensagem ao balneário. Paulo Fonseca saiu sozinho do Municipal de Coimbra. É assim que ele está, apesar de ter sido uma aposta muito pessoal de Antero Henriques, que até há bem pouco tempo lhe deu todo o seu apoio.
Sabemos então que no FC Porto pouco se muda a meio da época e quando sucede os resultados só sucedem à posteriori. Sabemos também que o timing agora é o ideal e que o plantel e a direcção não parecem estar com o treinador. Mas que alternativas podemos manejar?
O FC Porto é um grande clube, mas é um clube dirigido desde dentro. Um clube que nunca se sentiu cómodo com a ideia de um treinador de personalidade forte. Mesmo Mourinho fez-se dentro do clube, não chegou como o "Special One" e Villas-Boas preferiu não ter de descobrir o que ia suceder num segundo ano depois de uma época perfeita. Portanto, toda a Europa sabe como o FC Porto se move e poucos são os treinadores de topo interessados nesse tipo de gestão. Sobram poucas opções, entre portugueses e estrangeiros.
Portugueses:
Marco Silva - Para muitos o homem que devia ter sucedido a Paulo Fonseca. É adepto confesso do Benfica, o que poderia ter jogado contra si, e com o Estoril tem feito um excelente trabalho. Continua a fazer a sua equipa jogar bem, mesmo com várias baixas, mas não parece apresentar nada de novo e há o receio, natural, que seja um Paulo Fonseca II.
Domingos Paciência - É um nome falado há muito tempo, não só pelo seu passado dragão mas pela excelente temporada que fez com o Braga. Desde então a sua carreira tem sido um desastre, tanto com o Sporting como com o Deportivo (onde foi colocado pela pressão de Jorge Mendes e onde se acabou por ir embora por não conseguir lidar com a pressão). Está sem clube.
Pedro Emanuel - Durante dois anos foi considerado por muitos como o próximo André Villas-Boas. Agora está no Arouca. Não é propriamente um grande cartão de visita e não tem demonstrado confirmar as suspeitas positivas que se tinha dele.
Leonardo Jardim - Para alguns adeptos seria a escolha ideal mas está comprometido com o Sporting e tem uma oportunidade histórica de recuperar o prestigio do leão. Não irá sair de Alvalade.
Nuno Capucho - Está a ser preparado pela direcção mas ninguém quer queimar etapas. Desde que tomou controlo das equipas de formação que muitos vêm nele o perfil ideal para liderar a primeira equipa e os resultados dão-lhe razão. Tem um perfil calmo, tranquilo e um conhecimento táctico surpreendente. Será treinador do FC Porto mas não quererá pegar numa equipa "queimada" tão cedo salvo se não existir outra opção.
André Villas-Boas - Tem a corda ao pescoço em Inglaterra mas, ao contrário de Artur Jorge, não acredito que queira voltar tão cedo ao seu clube, mesmo desempregado. Seria a escolha número 1 de todos os adeptos.
Estrangeiros
Marcelo Bielsa - Apenas o cito porque foi alvo de comentários no RP. Não é opção pura e simplesmente porque não é do perfil da direcção e não é o treinador que goste de ser controlado.
Mano Menezes - Paixão antiga da SAD, esteve desempregado até há poucas semanas, depois de uma má época com o Flamengo. Acabou de assinar pelo Corinthians e não vai abandonar o clube.
Muricy Ramalho - Na mesma situação de Menezes. Outra paixão antiga, foi muito questionado pelo São Paulo este ano e está ligeiramente acima da linha de despromoção. Contestado, poderia ser tentado por uma boa oferta.
Tite - Provavelmente o melhor treinador do futebol brasileiro nos últimos quatro anos. Acabou um ciclo memorável no Corinthinas, incluindo o título mundial, e está sem emprego. Hipótese interessante para os que querem uma conexão sul-americana.
Pepe Mel - Um dos melhores treinadores do futebol espanhol. Está com a corda ao pescoço no Real Bétis mas tem perfil para um clube de alto nível.
O cenário é este:
Mudar ou não mudar?
A história do clube diz-nos que mudar não é habitual a opção da direcção e quando isso sucede o resultado só é visível na época seguinte. A situação actual no entanto dá a sensação de que Paulo Fonseca está só (sem plantel ao seu lado, sem o apoio da direcção e na mira dos adeptos) e que não tem capacidade para dar a volta por cima. O pior que pode suceder (perder o título) pode suceder com ele ou com qualquer outro treinador mas uma cara nova chegará com uma diferença pontual mínima e tempo para lutar pelo título até ao fim.
Se mudamos, quem ocupará o seu lugar?
Artur Jorge, Bobby Robson e José Mourinho foram três opções que tiveram resultados excelentes. José Couceiro a que correu mal. Actualmente só André Villas-Boas teria um perfil similar ao dos três primeiros. Todos os outros nomes despertam dúvidas, ora pela inexperiência e ausência de resultados sonantes (Pedro Emanuel, Marco Silva, Nuno Capucho, o passado recente de Domingos) ou porque despertam receio de uma conexão com o mercado brasileiro, quando muito raramente um treinador canarinho triunfa no futebol europeu.
O debate, na caixa de comentários!
PS: Não acredito que, actualmente, existam muitos adeptos do lado de Paulo Fonseca. O que não se admite é que uns meninos mal educados e que deviam ter passado uma noite nos calabouços recebam a equipa como receberam. Não sei se a manobra foi, oficialmente, dos SD ou iniciativa individual de quase 300 "adeptos". Nem me interessa. Há uma cultura de adeptos que só aceita a vitória. Que não entendo que o amor a um clube deve ser unidirecional. Se o clube devolve alegrias, tanto melhor. Se não, não se troca o amor por um soco só porque as coisas correm mal. Viveremos dias muito piores que estes, mais tarde ou mais cedo. Espero que muitos dos portistas de hoje sejam portistas então. Provavelmente os que receberam a equipa desta forma não estejam entre eles!
Pessoalmente sou contra o despedimento de treinadores durante a temporada.
Acho que quem arranca o barco deve levá-lo até ao fim, passe o que passar. Sobretudo porque a responsabilidade é de muitos, não só sua. Num clube como o FC Porto, onde muitas das decisões são tomadas sem ter em conta (ou em muitos casos, apesar da opinião do) o que pensa o treinador. Mas o futebol é o que é e não sou eu quem o vai mudar e muitas vezes a mudança de um só homem tem o condão de despertar outros 25. No nosso caso com particular sucesso...no ano seguinte!
Remontando-me apenas à era Pinto da Costa, houve apenas 4 treinadores despedidos durante a época (não conto aqui, naturalmente, com Del Neri e Adriaanse porque estavamos no defeso em ambos casos). A primeira vez foi com Quinito. Despedido à 11º jornada em 1988, nesse ano o FC Porto foi treinado brevemente por Murça antes de confirmar-se o regresso do "rei Artur". O FC Porto não foi campeão (o título foi para o Benfica) mas preparou-se para mais um título na temporada seguinte com o nosso primeiro campeão europeu. Depois foi a vez de Ivic, em 1993. O sérvio, voltou ás Antas sem sucesso. Quando saiu o FC Porto era terceiro no campeonato e para o seu lugar chegou Bobby Robson, recém-despedido de um líder Sporting. Com o inglês não só se ultrapassou o Sporting como se desenhou a base do que seria o Penta. A terceira vez sucedeu com Octávio Machado. Conseguiu passar o Natal mas não sobreviveu a Janeiro e com ele vivemos outro ano negro, terminando a época em 3º apenas graças a um grande sprint liderado por...José Mourinho. Não é preciso explicar o resto. Só por uma vez, a última, o homem que substituiu o treinador despedido não funcionou na época seguinte. Porque não estava lá. Victor Fernandez foi campeão do Mundo mas os maus jogos no Dragão e a irregularidade de uma equipa de campeões europeus e contratações de luxo custou-lhe o lugar. José Couceiro não fez melhor, o titulo perdeu-se no último dia e o treinador foi-se embora abrindo caminho a um novo Tetra, conquistado entre Adriaanse e Jesualdo.
Quer isto dizer que mudar de treinador, no FC Porto, além de ser algo raro (Carlos Alberto Silva, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira e Vitor Pereira sofreram contestação dos adeptos, tal como Paulo Fonseca, durante a época mas o presidente não os deixou cair e o resultado foi positivo, salvo com Fernando Santos!) só dá resultados à posteriori. Mudar hoje de treinador não garante, portanto, tendo em base a nossa experiência, um passaporte automático para o sucesso. Claro que há uma primeira vez para tudo.
O último campeão nacional português que chegou com a época a meio foi Augusto Inácio, com o Sporting, em 2000. É preciso recuar décadas para encontrar um exemplo similar. E não é por acaso.
Não acho que Paulo Fonseca tenha perfil de treinador para o FC Porto. Acho que é parte do problema, não o todo. E que centrar-nos exclusivamente na sua incompetência - que é evidente - não nos permite ver todo o problema em que estamos envolvidos. Mas isso fica para outro debate que trarei. Até porque o actual treinador do FC Porto é o primeiro em muito tempo que me faz pensar que mudar agora pode ser mais benéfico que prejudicial.
Em primeiro lugar porque não existe uma grande desvantagem com os rivais. Quem quer que chegue começará praticamente do zero em pontuação com Benfica e Sporting. Por outro lado, a paragem do Natal permitirá tempo para aclimatar-se ao clube, ao plantel e preparar os necessários ajustes - porque terá de haver algum ajuste - em Janeiro. E por último, olhando para o plantel - onde carecem figuras que inspiram liderança - não vejo força emocional para dar a volta à situação desde dentro como sucedeu no primeiro ano de Vitor Pereira, por exemplo. Há demasiados jovens, demasiadas caras novas e jogadores sem perfil para pensar que vão ser os jogadores a dar a cara e a salvar um treinador com o qual não estão cómodos. Os sinais da directiva, no final do jogo de Coimbra, também não são positivos. Quando Vitor Pereira esteve com a corda ao pescoço, a presença de Pinto da Costa ao seu lado calou os rumores e mandou uma mensagem ao balneário. Paulo Fonseca saiu sozinho do Municipal de Coimbra. É assim que ele está, apesar de ter sido uma aposta muito pessoal de Antero Henriques, que até há bem pouco tempo lhe deu todo o seu apoio.
Sabemos então que no FC Porto pouco se muda a meio da época e quando sucede os resultados só sucedem à posteriori. Sabemos também que o timing agora é o ideal e que o plantel e a direcção não parecem estar com o treinador. Mas que alternativas podemos manejar?
O FC Porto é um grande clube, mas é um clube dirigido desde dentro. Um clube que nunca se sentiu cómodo com a ideia de um treinador de personalidade forte. Mesmo Mourinho fez-se dentro do clube, não chegou como o "Special One" e Villas-Boas preferiu não ter de descobrir o que ia suceder num segundo ano depois de uma época perfeita. Portanto, toda a Europa sabe como o FC Porto se move e poucos são os treinadores de topo interessados nesse tipo de gestão. Sobram poucas opções, entre portugueses e estrangeiros.
Portugueses:
Marco Silva - Para muitos o homem que devia ter sucedido a Paulo Fonseca. É adepto confesso do Benfica, o que poderia ter jogado contra si, e com o Estoril tem feito um excelente trabalho. Continua a fazer a sua equipa jogar bem, mesmo com várias baixas, mas não parece apresentar nada de novo e há o receio, natural, que seja um Paulo Fonseca II.
Domingos Paciência - É um nome falado há muito tempo, não só pelo seu passado dragão mas pela excelente temporada que fez com o Braga. Desde então a sua carreira tem sido um desastre, tanto com o Sporting como com o Deportivo (onde foi colocado pela pressão de Jorge Mendes e onde se acabou por ir embora por não conseguir lidar com a pressão). Está sem clube.
Pedro Emanuel - Durante dois anos foi considerado por muitos como o próximo André Villas-Boas. Agora está no Arouca. Não é propriamente um grande cartão de visita e não tem demonstrado confirmar as suspeitas positivas que se tinha dele.
Leonardo Jardim - Para alguns adeptos seria a escolha ideal mas está comprometido com o Sporting e tem uma oportunidade histórica de recuperar o prestigio do leão. Não irá sair de Alvalade.
Nuno Capucho - Está a ser preparado pela direcção mas ninguém quer queimar etapas. Desde que tomou controlo das equipas de formação que muitos vêm nele o perfil ideal para liderar a primeira equipa e os resultados dão-lhe razão. Tem um perfil calmo, tranquilo e um conhecimento táctico surpreendente. Será treinador do FC Porto mas não quererá pegar numa equipa "queimada" tão cedo salvo se não existir outra opção.
André Villas-Boas - Tem a corda ao pescoço em Inglaterra mas, ao contrário de Artur Jorge, não acredito que queira voltar tão cedo ao seu clube, mesmo desempregado. Seria a escolha número 1 de todos os adeptos.
Estrangeiros
Marcelo Bielsa - Apenas o cito porque foi alvo de comentários no RP. Não é opção pura e simplesmente porque não é do perfil da direcção e não é o treinador que goste de ser controlado.
Mano Menezes - Paixão antiga da SAD, esteve desempregado até há poucas semanas, depois de uma má época com o Flamengo. Acabou de assinar pelo Corinthians e não vai abandonar o clube.
Muricy Ramalho - Na mesma situação de Menezes. Outra paixão antiga, foi muito questionado pelo São Paulo este ano e está ligeiramente acima da linha de despromoção. Contestado, poderia ser tentado por uma boa oferta.
Tite - Provavelmente o melhor treinador do futebol brasileiro nos últimos quatro anos. Acabou um ciclo memorável no Corinthinas, incluindo o título mundial, e está sem emprego. Hipótese interessante para os que querem uma conexão sul-americana.
Pepe Mel - Um dos melhores treinadores do futebol espanhol. Está com a corda ao pescoço no Real Bétis mas tem perfil para um clube de alto nível.
O cenário é este:
Mudar ou não mudar?
A história do clube diz-nos que mudar não é habitual a opção da direcção e quando isso sucede o resultado só é visível na época seguinte. A situação actual no entanto dá a sensação de que Paulo Fonseca está só (sem plantel ao seu lado, sem o apoio da direcção e na mira dos adeptos) e que não tem capacidade para dar a volta por cima. O pior que pode suceder (perder o título) pode suceder com ele ou com qualquer outro treinador mas uma cara nova chegará com uma diferença pontual mínima e tempo para lutar pelo título até ao fim.
Se mudamos, quem ocupará o seu lugar?
Artur Jorge, Bobby Robson e José Mourinho foram três opções que tiveram resultados excelentes. José Couceiro a que correu mal. Actualmente só André Villas-Boas teria um perfil similar ao dos três primeiros. Todos os outros nomes despertam dúvidas, ora pela inexperiência e ausência de resultados sonantes (Pedro Emanuel, Marco Silva, Nuno Capucho, o passado recente de Domingos) ou porque despertam receio de uma conexão com o mercado brasileiro, quando muito raramente um treinador canarinho triunfa no futebol europeu.
O debate, na caixa de comentários!
PS: Não acredito que, actualmente, existam muitos adeptos do lado de Paulo Fonseca. O que não se admite é que uns meninos mal educados e que deviam ter passado uma noite nos calabouços recebam a equipa como receberam. Não sei se a manobra foi, oficialmente, dos SD ou iniciativa individual de quase 300 "adeptos". Nem me interessa. Há uma cultura de adeptos que só aceita a vitória. Que não entendo que o amor a um clube deve ser unidirecional. Se o clube devolve alegrias, tanto melhor. Se não, não se troca o amor por um soco só porque as coisas correm mal. Viveremos dias muito piores que estes, mais tarde ou mais cedo. Espero que muitos dos portistas de hoje sejam portistas então. Provavelmente os que receberam a equipa desta forma não estejam entre eles!
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