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terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Sim, mas cuidado...
Passámos com distinção e louvor esta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões mas, para sermos justos, vivemos, esta noite em Istambul, um verdadeiro pesadelo defensivo e o resultado foi melhor que a exibição sofrível.
Sim, Conceição fez 6 mexidas no "11" mas isso só explica metade do nosso problema. A verdade é que habituais titulares como Telles (irreconhecível) e, até mesmo, Felipe, estiveram abaixo do habitual.
Maxi e Diogo Leite também se afundaram quase por completo, numa equipa que anda a oferecer penalties a mais aos adversários.
E por falar em grandes penalidades, também aqueles que são a nosso favor merecem reflexão: Marega marcou mas voltou a deixar a sensação que não é grande especialista da marca dos 11 metros. Telles, apesar de também já ter falhado, parece ser, ainda assim, o menos mau.
E quanto tardou Conceição hoje a mexer na equipa. E, atipicamente, esta noite fez três alterações que não empurraram a equipa para a frente. Este jogo pedia um Brahimi nos minutos finais. Certo que o nosso treinador não queria correr o mínimo risco de eventuais lesões e, no fim, a história terminou bem e deu-lhe razão aparente, mas é experiência a não repetir.
Houve pouca de positivo nesta partida. Talvez mesmo só os golos. Marcámos 3 golos em 4 oportunidades e isso é de realçar. No primeiro, salto de Felipe é muito bom e Hernâni esteve excelente na assistência para Sérgio Oliveira e no cavar do penalty convertido por Marega que, deste modo, bateu o record de golos que pertencia a Jardel.
De qualquer das formas, um balanço amplamente positivo na Europa, até ao momento, mas Conceição leva trabalho de casa para Portugal.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Líderes, mas cuidado com os erros defensivos
“Estamos contentes, mas podíamos e devíamos em certos momentos ter feito mais, especialmente a nível defensivo. Há situações que temos de evitar, especialmente de deixar os nossos laterais expostos.”
“Não gostei tanto de um ou outro erro defensivo, de um ou outro erro individual. Tentámos controlar o jogo, mas de cada vez que o adversário recuperava a bola e partia para o ataque criava perigo.”
“Tivemos um ou outro erro evitável, nomeadamente a situação que dá o golo do Lokomotiv. É uma falha individual, mas isso pode acontecer. Eu admito todos os tipos de erro, mas quando são erros de concentração já fico um bocadinho mais aborrecido. De qualquer maneira, o erro faz parte do jogo.”
Estas declarações do Sérgio Conceição, feitas após a vitória em casa do Lokomotiv (5 vitórias em 5 jogos do FC Porto em Moscovo!), são um alerta para os jogadores e, eventualmente, farão com que o próprio treinador possa, nos próximos jogos da Liga dos Campeões, repensar algumas escolhas ou posicionamentos.
No entanto, a meio da fase de grupos da Liga dos Campeões 2018/19, o balanço é muito positivo.
O FC Porto já somou 7 pontos (e muitos milhões de euros!) e é líder isolado do seu grupo.
Um eventual empate no próximo jogo garante, desde logo, que o FC Porto continuará nas competições europeias em Fevereiro/Março do próximo ano.
Mas se ganhar os próximos dois jogos (ambos no Estádio do Dragão), o FC Porto não só assegura o apuramento para os oitavos de final, como poderá ir a Istambul, no último jogo da fase de grupos, apenas para cumprir calendário.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Impressões de Gelsenkirchen
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| Jogos do FC Porto na Alemanha (fonte: O JOGO, 18-09-2018) |
1. Nos 16 jogos anteriores disputados na Alemanha (para as competições europeias), o FC Porto tinha obtido 3 vitórias, 4 empates e 9 derrotas. Desta vez empatou. Historicamente, não pode ser considerado um mau resultado.
2. Nas últimas cinco deslocações à Alemanha, o FC Porto tinha um saldo muito negativo - um empate e quatro derrotas.
3. Na época passada, o FC Porto iniciou a Liga dos Campeões com uma derrota (1-3) em casa, frente a uma equipa turca (Besiktas). Este ano iniciamos a Liga dos Campeões com um empate (1-1) fora, frente a uma equipa alemã (Schalke 04). Considerando todos os aspetos referidos atrás é indiscutivelmente melhor.
4. O Schalke 04 é um dos clubes históricos da Alemanha (é a sexta equipa com mais participações na Bundesliga) e, para as competições europeias, já tinha jogado cinco vezes, em casa, contra equipas portuguesas – FC Porto (em duas ocasiões), SL Benfica, Sporting e SC Braga. Pela primeira vez, uma equipa portuguesa não foi derrotada pelo Schalke em Gelsenkirchen. Para que conste…
5. O Schalke 04 não é uma equipa fraquinha. É, “apenas”, o atual vice-campeão da Alemanha. Contudo, a equipa está a atravessar um péssimo momento (3 jogos, 3 derrotas na Bundesliga) e isso ontem foi notório. Estou convencido, que um FC Porto perto do nível médio da época passada teria ganho este jogo tranquilamente.
6. A exibição foi cinzenta? Foi, mas se o Alex Telles tivesse convertido o penalti e o FC Porto ganho, queria lá saber da exibição. Como dizia o mestre Pedroto, após ganhar jogos com exibições cinzentas: “Querem ópera? Vão ao S. Carlos”.
7. O golo do Schalke 04 é resultado de uma sucessão de erros de vários jogadores do FC Porto. O processo defensivo da equipa (não é só o quarteto defensivo) tem de melhorar. Espero que o regresso do Danilo e uma melhor integração do Militão contribuam para isso.
8. Por falar em Éder Militão, o homem é um craque. Suspeito que irá ser vendido, brevemente, por uma pipa de massa.
9. Dois penalties (que me pareceram claros) assinalados a favor do FC Porto, num jogo fora de casa (em casa de uma equipa dos big five!) é algo que eu nunca tinha visto. (nota: com árbitros destes no campeonato português ia ser bonito…)
10. O Aboubakar jogou? Eu não o vi mas, segundo a ficha do jogo, esteve 60 minutos em campo.
11. Felipe, Alex Telles, Herrera, Brahimi, Marega, são alguns dos melhores (mais influentes) jogadores do FC Porto, mas não estiveram, nem têm estado, ao nível da época passada. Contudo, mais do que analisar individualmente, foi a equipa, como um todo, que esteve longe da dinâmica, da agressividade (no bom sentido), da intensidade e da vontade indomável de ganhar que tinha na época passada. E esse tem sido o principal problema da equipa do FC Porto nesta época.
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Liverpool, fazer o que nunca foi feito
Hoje vai voltar a ouvir-se o hino da Champions no estádio de um clube português. É no local habitual, o Estádio do Dragão, num jogo da 1ª mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões 2017/18.
O adversário é o lendário Liverpool Football Club, um clube da pátria do football e, sabem os adeptos portistas, historicamente o FC Porto não se tem dado bem com equipas da Velha Albion.
Em 36 jogos frente a equipas inglesas, o FC Porto venceu apenas oito (22%) e nunca ganhou em Inglaterra.
8 vitórias, 9 empates e 19 derrotas não é brilhante.
E, se analisarmos em termos de eliminatórias, o panorama não é melhor. Em 11 eliminatórias, o FC Porto ficou pelo caminho oito vezes e apenas eliminou equipas inglesas em três ocasiões.
Em 1974/75, na 1ª eliminatória da Taça UEFA, o Wolverhampton;
Em 1977/78, na 2ª eliminatória da Taça das Taças, o Manchester United;
Em 2003/04, nos oitavos da Liga dos Campeões, o Manchester United.
No caso específico do Liverpool Football Club, os dois clubes já se defrontaram quatro vezes para as competições europeias e o FC Porto nunca conseguiu vencer:
2000/01 (Taça UEFA, quartos-de-final) FC Porto x Liverpool: 0-0
2000/01 (Taça UEFA, quartos-de-final) Liverpool x FC Porto: 2-0
2007/08 (Liga Campeões, fase grupos) FC Porto x Liverpool: 1-1
2007/08 (Liga Campeões, fase grupos) Liverpool x FC Porto: 4-1
A história não está do lado do FC Porto. Contudo, o jogo de hoje à noite é no Estádio do Dragão e nos jogos em casa contra equipas inglesas a vantagem é dos dragões: oito vitórias, sete empates e apenas três derrotas.
Pondo de lado a história e olhando para aquilo que as equipas têm feito esta época... o Liverpool continua a ser favorito. De facto, além de ter o 7º plantel mais caro da Europa (dados do CIES-Football Observatory), em termos desportivos os reds estão a fazer uma época muito boa.
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| Os 10 planteis mais caros da Europa (O JOGO, 13-02-2018) |
Na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Liverpool ficou em 1º lugar do seu grupo (sem qualquer derrota).
Na Premier League apenas foi derrotado três vezes (em 27 jogos) e está, nesta altura, no 3º lugar, a apenas 2 pontos do Manchester United de José Mourinho (a super equipa que, esta época, derrotou duas vezes o slb...) e à frente do campeão Chelsea, do vice-campeão Tottenham e do Arsenal.
MAS, este FC Porto de Sérgio Conceição tem ultrapassado as expectativas, interna e externamente. E, contra a maior parte das previsões, o FC Porto é a única das três equipas portuguesas que continua na mais importante prova de clubes do mundo, após ter superado um grupo que incluía o bi-campeão turco (Besiktas), o campeão francês (AS Monaco) e o vice-campeão alemão (RB Leipzig).
Tudo “equipas fraquinhas”, conforme sugeriu a comunicação social lisboeta. “Equipas fraquinhas” como o AS Monaco que, após 25 jornadas, ocupa o 2º lugar do campeonato francês (à frente de Marselha e Lyon), ou como o RB Leipzig que, após 22 jornadas, ocupa o 2º lugar da Bundesliga (à frente do Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e Schalke 04).
Sim, o Liverpool é uma equipa de top do futebol inglês.
Sim, o Liverpool é favorito para esta eliminatória.
Sim, o FC Porto tem duas ou três baixas importantes - Danilo, Felipe e Aboubakar (?) - para o jogo de hoje.
MAS, este FC Porto de Sérgio Conceição tem qualquer coisa de especial e está na altura de fazer o que nunca foi feito: derrotar, pela primeira vez, o Liverpool.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Sem "os padres que escolhemos e ordenamos"…
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| Seis jogos, seis derrotas (capa de O JOGO de 06-12-2017) |
Nos seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões 2017/18…
- o SLB marcou um golo; o FC Porto marcou 15!
- o SLB esteve cinco jogos seguidos sem marcar; o FC Porto marcou em todos os jogos.
- o SLB teve um diferencial de -13 entre golos marcados e sofridos; o FC Porto teve um diferencial de +5 golos.
- o SLB obteve 0 (zero!) vitórias nos seis jogos disputados; o FC Porto obteve 3 vitórias no mesmo número de jogos.
- o SLB terminou a fase de grupos com 0 pontos (pior registo de sempre de uma equipa cabeça de série); o FC Porto terminou a fase de grupos com 10 pontos (e apurou-se pela 14ª vez para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões).
- o SLB foi a única das 32 equipas desta fase de grupos a terminar com 0 (zero) pontos; o FC Porto é a única das três equipas portuguesas a continuar em prova.
- o SLB encaixou apenas o valor do prémio de participação na fase de grupos (12,7 milhões de euros); o FC Porto já encaixou 23,7 milhões (e poderá encaixar mais).
Os factos são muito claros. Sem a colaboração da arbitragem (como disse António Rola), ou sem poder ter os “padres” que escolhemos e ordenamos (como diria Adão Mendes), este SLB fica reduzido à sua verdadeira dimensão.
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| "os padres que escolhemos e ordenamos" |
Quanto ao FC Porto, tendo disputado a fase de grupos contra o melhor Besiktas de sempre e os atuais 2ºs classificados dos campeonatos alemão e francês, demonstrou na Europa a diferença real que existe entre as duas equipas.
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| Cartoon em A BOLA |
Fica a dúvida: Qual seria a diferença pontual entre o FC Porto e o SLB, se os jogos do campeonato português fossem arbitrados por árbitros estrangeiros?
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Sobreviventes
Surpreendentemente, S.Conceição fez apenas duas alterações durante todo o encontro, a primeira das quais quase ao minuto 80. Com a equipa muito cansada e sem nunca conseguir verdadeiramente o controlo da partida, este terá sido mais um sinal enviado à SAD do que propriamente uma opção táctica: reforços precisam-se e com urgência.
Regressando à primeira parte, uma vez mais o FCP conseguiu um golo de muito pouco, o que até poderá ser visto como algo de positivo, desde que não se abuse do facto.
Jogada estudada e Ricardo Pereira a fazer, praticamente, a única coisa positiva que se lhe viu: um cruzamento perfeito para Felipe inaugurar o marcador.
A vantagem não era muito justificável em termos estatísticos e, por isso mesmo, ninguém ficou verdadeiramente espantado com o empate ao caír do pano dos primeiros 45 minutos. Talisca, uma vez mais, facturou numa boa jogada em que faltou alguém naquela nossa defesa (Marcano?).
Visto o empate interessar a ambas as equipas, foi com alguma surpresa que se assistiu àquela entrada de rompante dos turcos no segundo tempo. O FCP defendeu como pode e sobreviveu, com sorte (bola ao poste), mas também mérito (boa defesa de Sá a grande remate de Quaresma).
Contra a corrente, Ricardo Pereira teve uma oportunidade flagrante de golo que desperdiçou de forma infantil.
Seria, reconheça-se, de uma injustiça tremenda para o Besiktas, caso o FCP tivesse vencido a partida.
Finalmente, nos últimos 15 minutos, os turcos tiraram o pé do acelerador e, dessa forma, conseguimos descansar um pouco.
E, com este empate que foi melhor resultado que exibição, não dependemos agora de mais ninguém.
Contra a corrente, Ricardo Pereira teve uma oportunidade flagrante de golo que desperdiçou de forma infantil.
Seria, reconheça-se, de uma injustiça tremenda para o Besiktas, caso o FCP tivesse vencido a partida.
Finalmente, nos últimos 15 minutos, os turcos tiraram o pé do acelerador e, dessa forma, conseguimos descansar um pouco.
E, com este empate que foi melhor resultado que exibição, não dependemos agora de mais ninguém.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
No caminho certo
Foram 5 os remates à baliza nesta partida e 4 deles originaram golos.
O FCP fez mesmo o pleno: 3 em 3. E é bom ver esta equipa a fazer golos de muito pouco. Precisamente o contrário do que sucedia nas últimas épocas de muita parra e pouca uva.
Um FCP a perder gás em relação à condição física de início de época, a que se juntam lesões musculares em catadupa, mas sem nunca perder o rumo, mesmo em noites desinspiradas como a de hoje. Todos estes factores transformam esta numa vitória muito importante, em termos psicológicos, para o que resta da temporada. Um FCP a vencer nas cavalgadas de Brahimi, Aboubakar e Marega e, agora, a ganhar também nas noites de eclipse deste trio.
Sérgio Conceição foi fiel ao seu 4-2-4 (em ataque), quando qualquer outro treinador teria optado pelo caminho mais fácil de fortalecer o meio-campo para esta partida de Liga dos Campeões. Ainda para mais, tendo ainda bem fresca a traumatizante derrota caseira com o Besiktas.
Esteve bem o nosso técnico ao manter aquilo que tão bons frutos nos tem dado. Coragem e audácia em igual medida.
Porém, todo o seu plano inicial foi tendo que ser alterado ao longo de 90 minutos acidentados.
Primeiro, e muito cedo no jogo, teve que colocar A.André a fazer de Marega. Mais tarde, colocou Maxi a fazer de Corona, quando todos pensariam que seria Ricardo Pereira a adiantar-se para o meio-campo, pelo lado direito.
Correu tudo bem no final, com a cereja em cima do bolo de ter sido precisamente o uruguaio a marcar o golo que, finalmente, descansou todo o estádio, já no último minuto.
Pelo meio, mais dois golos para as nossas cores: Herrera rematou com a força necessária, após um ressalto na área, e Danilo cabeceou, com garra, após uma bola parada que parecia demasiado longe da área adversária.
Isto quando o Leipzig tinha já conseguido o empate e continuava a ser bem perigoso no ataque.
Estes alemães, aliás, assustaram durante praticamente toda a partida e são, de facto, uma boa equipa europeia. Ter a Red Bull a financiar dá asas a qualquer um.
Tudo em aberto neste grupo, pois, pelo menos em relação ao segundo lugar. Siga para bingo, como diria Casillas.
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Espremer a casca do limão
24 horas depois, a frio, meia-dúzia de bitaites sobre o jogo de ontem no Red Bull Arena:
1. Resultado bem melhor do que a exibição. Por aquilo que foi o jogo, seria normal a equipa da casa, que não por acaso é vice-campeã da Alemanha, ter ganho por 2 ou 3 golos (mas atenção, nem o RB Leipzig é o FC Basel, nem levamos 5 secos…).
2. Neste jogo, em que os “dragões” tiveram pela frente uma equipa mais forte fisicamente, mais intensa e que ganhou as bolas divididas quase todas, vieram ao de cima as lacunas qualitativas de muitos jogadores da nossa equipa (mas, para mim, continua a ser o Marega e mais 10…).
3. Num jogo de Liga dos Campeões, de intensidade máxima, contra uma equipa muito agressiva (no bom sentido) e que pressionava o portador da bola com 2 ou 3 jogadores, era quase deprimente olhar para o banco de suplentes do FC Porto e ver que não havia ali qualquer solução para aquilo que o jogo estava a exigir (por exemplo, já imaginaram o que seria lançar o Otavio contra os “panzers” desta equipa alemã?).
4. Ontem, mais do que erros individuais de alguns jogadores (que os houve); mais do que equívocos do treinador (que os houve); vieram ao de cima as limitações deste onze titular e deste plantel.
5. Foi neste século, não foi no século passado, que planteis do FC Porto tinham jogadores do nível do Vítor Baía, Danilo, Pepe, Ricardo Carvalho, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Casemiro, Maniche, Moutinho, Lucho, Deco, Anderson, Quaresma, Hulk, McCarthy, Falcao, James, ... Quando penso nisso e olho para o plantel atual do FC Porto, até dá vontade de chorar.
6. Nem esta equipa do FC Porto é tão boa como pareceu após o jogo no Mónaco e os primeiros 45 minutos do jogo em Alvalade, nem é tão má como pareceu após os jogos com o Besiktas ou RB Leipzig. Contudo, convém manter os pés bem assentes no chão, ter consciência que o “cobertor é curto” e não esquecer que a prioridade das prioridades é o campeonato português.
7. Nem o Sérgio Conceição é um novo “special one”, nem na “Loja dos 300” há jogadores à disposição com a qualidade dos que havia em 2002. Mas se, independentemente de opções pontuais, o Sérgio Conceição continuar a conseguir espremer o limão (a casca do limão!) como tem feito até agora, terá o meu reconhecimento.
8. Depois de algumas coisas que li ontem à noite, escritas por portistas nas redes sociais, lembrei-me e tive saudades do Prof. Bitaites. Ó meus amigos, é preciso baixarmos um bocadinho as expectativas. Depois das asneiras e algumas loucuras cometidas pela Administração da SAD nos últimos anos, os próximos tempos vão ser de “vacas magras” (em termos de meios à disposição do(s) treinador(es) ).
9. P-O-O-O-O-O-R-T-O
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terça-feira, 26 de setembro de 2017
Príncipes no Mónaco
Normalmente, as grandes surpresas na Liga do Campeões não correm bem aos nossos treinadores. Porém, desta vez, a coisa até não correu mal e Sérgio Oliveira não será lembrado como o Costa de António Oliveira ou o Nuno André Coelho de Jesualdo Ferreira.
Não é que o segredo desta boa vitória europeia esteja propriamente no ex-jogador dos Nantes mas é um facto que este não comprometeu em nada e esteve num plano bastante aceitável para quem não tem sido opção sequer para o banco de suplentes de Sérgio Conceição.
O FCP não poderia ter tido adversário melhor: um Mónaco que tem posse de bola mas que deixa espaço, lá atrás, para as loucas correrias de Marega e Cia.
Brahimi esteve também nas suas sete quintas e várias vezes lançou o homem do Mali em contra-ataques perigosos.
Aliás, quer antes quer após o golo inaugural (à terceira tentativa, na mesma jogada, num lance em que o guarda-redes adversário tentou de tudo para o evitar), o FCP teve várias oportunidades para resolver as coisas ainda na primeira parte/início do segundo tempo.
Porém, tivemos que esperar até ao minuto 70 para a vitória ficar garantida e logo com o melhor golo da época, até ao momento: grande jogada colectiva em alta velocidade. Difícil escolher o melhor: se as fintas e passe em profundidade de Brahimi, se a correria de Marega pela direita ou se a desmarcação perfeita de Aboubakar, ele que deixou o "central" adversário completamente nas covas.
Sérgio Conceição fez, logo após, duas alterações em simultâneo que garantiram um meio-campo bem povoado, de modo a evitar qualquer surpresa nos restantes 20 minutos finais.
A coisa estava a correr tão bem, que até deu para Layún regressar ao golos, após bom lance de Marega e insistência de Herrera.
O Mónaco apenas teve uma real oportunidade de golo em toda a partida: por Falcao, à trave.
Obviamente que se viu que (ainda) não estão tão fortes como na época passada (nem podiam, após tantas saídas importantes) mas continuam a ser uma equipa a ter em conta.
E, tal como na final de 2004, o príncipe Alberto lá levou mais 3 para contar....
Não é que o segredo desta boa vitória europeia esteja propriamente no ex-jogador dos Nantes mas é um facto que este não comprometeu em nada e esteve num plano bastante aceitável para quem não tem sido opção sequer para o banco de suplentes de Sérgio Conceição.
O FCP não poderia ter tido adversário melhor: um Mónaco que tem posse de bola mas que deixa espaço, lá atrás, para as loucas correrias de Marega e Cia.
Brahimi esteve também nas suas sete quintas e várias vezes lançou o homem do Mali em contra-ataques perigosos.
Aliás, quer antes quer após o golo inaugural (à terceira tentativa, na mesma jogada, num lance em que o guarda-redes adversário tentou de tudo para o evitar), o FCP teve várias oportunidades para resolver as coisas ainda na primeira parte/início do segundo tempo.
Porém, tivemos que esperar até ao minuto 70 para a vitória ficar garantida e logo com o melhor golo da época, até ao momento: grande jogada colectiva em alta velocidade. Difícil escolher o melhor: se as fintas e passe em profundidade de Brahimi, se a correria de Marega pela direita ou se a desmarcação perfeita de Aboubakar, ele que deixou o "central" adversário completamente nas covas.
Sérgio Conceição fez, logo após, duas alterações em simultâneo que garantiram um meio-campo bem povoado, de modo a evitar qualquer surpresa nos restantes 20 minutos finais.
A coisa estava a correr tão bem, que até deu para Layún regressar ao golos, após bom lance de Marega e insistência de Herrera.
O Mónaco apenas teve uma real oportunidade de golo em toda a partida: por Falcao, à trave.
Obviamente que se viu que (ainda) não estão tão fortes como na época passada (nem podiam, após tantas saídas importantes) mas continuam a ser uma equipa a ter em conta.
E, tal como na final de 2004, o príncipe Alberto lá levou mais 3 para contar....
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2017/18,
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Com árbitros estrangeiros não há “verdade desportiva”
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| André Almeida e Luisão no SLB x CSKA Moscovo (foto Lusa) |
«O Estádio da Luz já não estava habituado a ver a sua equipa a perder. Mais de nove meses depois – e ao 21º jogo desde a última derrota –, o Benfica voltou a ser batido em casa. Antes do encontro desta terça-feira, a última vez que as águias haviam caído na Luz foi com o Nápoles, também por 1-2 e igualmente na fase de grupos da Liga dos Campeões.»
in Record, 13-09-2017
«os encarnados não perdiam um jogo desde março, mais precisamente desde o dia 8 desse mês, quando visitaram o Borussia Dortmund, na segunda mão dos oitavos-de-final da Champions, e foram goleados por 4-0»
in Record, 13-09-2017
«As últimas exibições do Benfica não estavam a ser convincentes, mas o certo é que a equipa mantinha-se imbatível, tendo mesmo começado a época com a conquista de um troféu, a Supertaça. Esta foi, pois, a primeira derrota da temporada.»
in Record, 13-09-2017
«Rui Vitória fez questão de manifestar o desagrado com a exibição da equipa de arbitragem e no final do jogo dirigiu-se ao juiz espanhol para contestar algumas decisões. Técnico benfiquista e árbitro trocaram algumas palavras, após o apito final, algo que já havia sucedido durante a partida, mas desta feita com o quarto árbitro, que várias vezes condenou o facto de Vitória deixar a área que lhe está destinada.»
in Record, 13-09-2017
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| Rui Vitória e os árbitros no SLB x CSKA Moscovo (foto Record) |
«No dia em que o Estádio da Luz acolheu a pior casa em jogos da Champions dos últimos quase dois anos (…).Se, já ao intervalo, Luisão teve de pedir aos adeptos que, em vez de assobiar, puxassem pela equipa, na segunda metade os apupos voltaram a espaços (…) nos minutos finais foi da claque dos encarnados que surgiu o mote: “Joguem à bola!”.»
in Record, 13-09-2017
Joguem à bola?
JOGUEM À BOLA?!!!
Seus ingratos de m...@.
Não ouviram e leram o que disseram os “cartilheiros”?
Nomeiem mas é o Vasco Santos, ou o Fábio Veríssimo, ou o Bruno Esteves, ou o Manuel Mota, ou o Tiago Martins, ou o Nuno Almeida, ou o Bruno Paixão, ou qualquer outro “padre” ou vídeo-padre”.
Isto, está visto, com árbitros estrangeiros não há “verdade desportiva”…
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terça-feira, 14 de março de 2017
Pedia-se uma saída "limpa"...
...e pouco mais se poderia, verdadeiramente, aspirar contra esta Juventus que é, de facto, não na estatística mas em termos de poderio, a melhor defesa da Europa. Durinha, é certo, mas é mesmo assim que tem que ser, como bem sabemos. Os nossos Jorge Costa e o Fernando Couto que o digam...
Mais uma expulsão a marcar decisivamente o desenrolar do encontro.
Desta vez foi Maxi, em desespero de causa. Já antes, permitira um cabeceamento perigoso ao homem que estava a marcar. É aqui, ao mais alto nível, que as limitações deste uruguaio lutador, mas já na fase descendente da sua carreira, ficam bem patentes.
Mas quem esteve, efectivamente, bem? Ninguém, claro está. Não dava para muito mais e ficou sempre a ideia que a Juventus, bem à moda italiana, e felizmente, não é equipa para goleadas. Marcam os golos estritamente necessários e nem um a mais. Julgarão que é um gasto de energia desnecessário. É mesmo uma espécie de tradição transalpina.
Soares, tal como em Arouca, voltou a falhar um golo cantado mas quem esteve muito pior foi André Silva, que passou ao lado de mais uma partida. A pensar já num futuro muito próximo, talvez fosse melhor Otávio ou Jota preencherem o lado direito do nosso ataque no lugar do jovem ponta-de-lança. São fases menos boas que acontecem a todos.
NES não esteve mal nas substituições mas optou por trocar a posição de 3 dos 4 defesas, após a saída de Maxi. Não correu muito mal mas pareceu algo exagerado tamanho risco.
Enfim, saída sem história, nem glória, da edição deste ano da Liga dos Campeões.
Fica apenas o jogo de Roma para mais tarde recordar. Só que, desta vez, e num estádio para 41 mil pessoas que parece ainda maior que o Dragão, a Roma fomos nós.
Mais uma expulsão a marcar decisivamente o desenrolar do encontro.
Desta vez foi Maxi, em desespero de causa. Já antes, permitira um cabeceamento perigoso ao homem que estava a marcar. É aqui, ao mais alto nível, que as limitações deste uruguaio lutador, mas já na fase descendente da sua carreira, ficam bem patentes.
Mas quem esteve, efectivamente, bem? Ninguém, claro está. Não dava para muito mais e ficou sempre a ideia que a Juventus, bem à moda italiana, e felizmente, não é equipa para goleadas. Marcam os golos estritamente necessários e nem um a mais. Julgarão que é um gasto de energia desnecessário. É mesmo uma espécie de tradição transalpina.
Soares, tal como em Arouca, voltou a falhar um golo cantado mas quem esteve muito pior foi André Silva, que passou ao lado de mais uma partida. A pensar já num futuro muito próximo, talvez fosse melhor Otávio ou Jota preencherem o lado direito do nosso ataque no lugar do jovem ponta-de-lança. São fases menos boas que acontecem a todos.
NES não esteve mal nas substituições mas optou por trocar a posição de 3 dos 4 defesas, após a saída de Maxi. Não correu muito mal mas pareceu algo exagerado tamanho risco.
Enfim, saída sem história, nem glória, da edição deste ano da Liga dos Campeões.
Fica apenas o jogo de Roma para mais tarde recordar. Só que, desta vez, e num estádio para 41 mil pessoas que parece ainda maior que o Dragão, a Roma fomos nós.
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2016/17,
Juventus,
Liga dos Campeões
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Um FCP à moda da Roma, sai pela esquerda baixa
A Juventus é melhor que o FCP. Ponto final, parágrafo.
Na verdade, parece mesmo estar de regresso aos seus bons velhos tempos de glória europeia.
Pelo menos está a dar passos bem seguros para tal. Tem uma excelente equipa e todos os seus jogadores do "11" inicial são grandes futebolistas. E ainda guarda mais um ou dois no banco. Coisa rara, mesmo entre os chamados "tubarões" da Europa.
Este ponto prévio praticamente esgota qualquer outro tema sobre a partida que teve um resultado certo.
Sim, o Telles teve duas entradas parecidas com aquelas que originaram o hara-kiri da Roma quando nos defrontou no início desta aventura da Liga dos Campeões 2016/17 e foi, assim, bem expulso (e se 11 contra 11 já tínhamos uma tarefa dificílima pela frente, com 10 tornou-se missão impossível).
Sim, o árbitro esteve mal, depois, ao não marcar uma ou outra falta e no "amarelo" ao Maxi.
Sim, o NES fez uma estranha alteração de R.Neves por Corona quando se sabe que um 0-0 pode nem ser assim tão mau resultado em jogos caseiros.
Sim, o Layun que é rei nas assistências, desta vez "assistiu" na baliza errada.
Sim, o Dani Alves estava completamente só, em zona proibida, e outra vez pelo lado esquerdo da nossa defesa.
Mas todos estes "sins" não podem esconder a realidade: esta Juve de Fevereiro de 2017 é de outro campeonato e ganharia sempre esta partida e esta eliminatória, sucedesse o que sucedesse.
Se não fosse assim como foi, seria de uma outra forma qualquer.
Dá-se aliás um prémio ao jogador do FCP que conseguir criar um lance de perigo que seja, na segunda mão, perante uma equipa que defende quase na perfeição como esta Juve e que, ainda assim, consegue ser uma temível equipa ofensiva. Estão de parabéns pelo trabalho que têm feito pós-descida aos infernos da segunda divisão.
Sim, já se assistiu a uma equipa ser esmagada em jogo-jogado, ver o adversário falhar escandalosamente duas, três, n vezes e, ainda assim, marcar e ganhar com um único remate à baliza, com toda a sorte e mais alguma.
Mas, desse tipo, só existe uma única em todo o Mundo.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Noite de gala: o day after
Grande exibição!
Golo monumental de Corona!
Obra de arte de Brahimi!
Bis de André Silva!
Mão cheia de golos!
Tudo isto e, claro, ganhar 5-0 ao campeão inglês em título é ganhar 5-0 ao… campeão inglês em título.
Mas (e há sempre um "mas"...), quem tem acompanhado a Premier League 2016/2017, sabe que este Leicester ocupa o 16º lugar (ganhou 3 dos 14 jogos já disputados e está apenas dois pontos acima da linha de despromoção) e é uma equipa que tem tido um desempenho muito distante da equipa que, na época passada, surpreendeu o Mundo do futebol, ao sagrar-se campeão inglês.
Mais. O onze inicial do Leicester que alinhou no Dragão, não tinha o guarda-redes titular (Kasper Schmeichel), não tinha o seu suplente (Ron-Robert Zieler), nem tinha outros nove dos jogadores mais utilizados esta época por Claudio Ranieri (Danny Simpson, Robert Huth, Christian Fuchs, Daniel Amartey, Andy King, Riyad Mahrez, Jamie Vardy, Marc Albrighton, Islam Slimani).
Ou seja, Claudio Ranieri alinhou no Dragão com 11 jogadores sem rotinas (isso viu-se bem no 1º golo) e que nunca tinham jogado juntos.
Yes, we can. Sim, o FC Porto cumpriu com a sua obrigação, ganhou e qualificou-se (em 2º lugar) para os Oitavos-de-final da Liga dos Campeões, sem precisar de ajudas de terceiros (esta é para o Rui Derrota…).
Mas, convém lembrar que, num grupo muito acessível, o FC Porto só foi capaz de ganhar a este Leicester (de segundas e terceiras escolhas) e a um fraquíssimo Club Brugge (uma equipa que perdeu os 6 jogos que disputou nesta fase de grupos, com um saldo de 2 golos marcados e 14 golos sofridos!).
Estamos, naturalmente, felizes com esta vitória gorda e com a continuidade na competição de clubes mais importante do panorama mundial. Contudo, é capaz de ser um bocadinho precipitado embandeirarmos em arco com estes 5 golos (CINCO, carago!), pensarmos que agora é sempre a abrir, que o campeonato está no papo e que mesmo na Liga dos Campeões, com um sorteio jeitoso na próxima 2ª feira, se calhar vamos longe…
Calma. Pés no chão, porque os problemas do FC Porto não estão todos resolvidos. Nem, tão pouco, os da equipa principal de futebol. E, sem querer ser pessimista, apesar do próximo adversário (Feirense) vir de cinco derrotas seguidas (quatro das quais em casa), cheira-me que, já no próximo domingo, não vai ser fácil trazer os três pontos do estádio Marcolino de Castro.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Com esta atitude, tudo se consegue
Como tudo é mais fácil quando jogam os melhores. Como tudo é mais fácil quando se joga ao ataque, sem render-se ao medo. O FC Porto fez uma enorme exibição contra uma equipa a meio gás - compreensivelmente - do Leicester. Claro que ninguém fala de que o Kovenhague também estava a jogar com um Brugges B na Bélgica. Não, isso não interessará a ninguém. Mesmo que o Leicester tenha chegado ao Porto sem algumas das suas figuras, havia ali jogadores importantes na conquista do título (Morgan, Drinkwater, Okazaki) e promessas de grande futuro (Mendy, Gray) e uma equipa com vontade de completar uma fase de grupos imaculada. Felizmente para os adeptos portistas o plano de NES foi, hoje, totalmente diferente daquele dos jogos anteriores. Sem meias tintas, o técnico portista apostou nos melhores (salvo no caso Telles-Layun, opinião exclusivamente pessoal). A lesão de Otávio pode até ter precipitado a entrada de Brahimi mas quem viu o jogo entende que um jogador assim como o argelino, com os seus altos e baixos, não pode ser um pária nem uma opção de último recurso. Brahimi pode perder muitas bolas, agarrar-se demasiado ao esférico. Ninguém vai descobrir isso agora. Mas o que é capaz de fazer com ela e como faz jogar - e condiciona o rival - é algo de que o plantel carece. E a sua presença foi importante ainda que não determinante porque hoje o FC Porto jogou a alto nível como equipa. E aí fez a diferença.
NES abandonou um modelo mais medroso de jogo, em que os extremos muitas vezes recuavam para formar um 4-1-4-1 ou um 4-4-1-1 com Jota no apoio a André para assentar um 4-2-3-1 ofensivo onde Oliver começava a armar jogo desde atrás, com Danilo a fechar as subidas dos laterais ao mesmo tempo que o seu irmão gémeo tapava o bloco central com a sua autoridade habitual. Menos mal que ninguém se deu conta que eram dois e não um os que estavam a jogar com a camisola daquele que tem sido, provavelmente, o melhor jogador da época até agora. Corona bem aberto pela direita e Brahimi, idem pela esquerda, permitiam a Jota e Silva moverem-se com facilidade entre linhas frente a um Leicester apático e que deixava todo o espaço do mundo aos dragões. Com Maxi e Telles bem nos apoios laterais desde cedo o Porto deu sinal mais e deixou claro que ia atacar por todos os meios e caminhos possíveis. Foi o que fez sempre, mesmo quando se viu com um golo a favor quando, até agora, esse golo era o toque habitual de retirada para um jogo de contenção. Fosse o medo aos golos do Kovenhague - dois em doze minutos - fosse por uma mudança de paradigma, o certo é que o Porto hoje vulgarizou - e essa é a palavra mais simpática para os adeptos do Leicester - o campeão inglês. Pode não ser a melhor equipa inglesa nem ser a equipa com todos os titulares mas não deixa de ser o campeão inglês e esse boost de confiança chega no momento certo depois da fome de golos acumulada e que a explosão de Rui Pedro saciou de forma brilhante contra o Braga.
Os golos foram consequência do domínio e da atitude. André Silva, de cabeça, sem ter qualquer necessidade de saltar - falha clara de marcação - abriu a contagem e acabou com a ansiedade normal das últimas semanas. Tudo o que não entrou nos jogos anteriores, mesmo quando tanto se merecia, entrou hoje com uma naturalidade abismal. Corona fez um golo assombroso, um remate seco ao ângulo que mais parecia sacado dos últimos minutos de um treino do que um duelo decisivo da Champions League tal foi a naturalidade com que fuzilou a baliza inglesa. Em dois lances o Porto matou as dúvidas geradas, o borrego de golos e a ansiedade em relação ao resultado dos dinamarqueses. Depois dedicou-se a jogar á bola, na melhor acepção da palavra, com um bom jogo combinativo entre linhas e com a baliza contrária sempre em mente. Uma mudança de atitude que permite encarar o futuro com outros olhos. O golo de Rui Pedro com o Braga pode ter tirado o desespero da ineficácia - e ninguém sabe o que passará no fim-de-semana - mas a atitude desse jogo contra um Braga focado anti-jogo e sobretudo a de hoje, de uma equipa claramente ofensiva e competitiva, deixa a sensação de que tudo ainda se pode conseguir se lhe for dado o devido seguimento nas próximas semanas para que não se perca este estimulo. Para isso convinha não voltar a perder um génio como Brahimi - mesmo que a sua saída em Janeiro seja quase inevitável- que com um golo madjeriano voltou a demonstrar que tem um talento superlativo que tem sido desaproveitado de forma absolutamente incompreensível. Ao 3-0 merecido do intervalo seguiu-se uma segunda parte de monologo e em que Casillas foi mero espectador. Um penalti bem assinalado e melhor convertido por André Silva começou o desenho da goleada. NES trocou então Danilo - os dois - por Ruben Neves e Corona por Herrera, uma atitude lógica que não mudou a dinâmica vertical do colectivo e já com Rui Pedro merecidamente em campo - André Silva tinha amarelo e convinha não arriscar, além do justo prémio ao jovem da formação de disputar os primeiros minutos de Champions League na carreira - chegou o quinto golo anotado por um Diogo Jota que sempre se mostrou irrequieto e que teve a devida recompensa. O Leicester mesmo com as substituições continuou a ser uma equipa apática - e apesar de haver jogo contra o City no fim-de-semana esperava-se mais de muitos teóricos não-titulares de tal modo que a expressão facial de Ranieri dizia tudo o que havia para dizer - e o Porto manteve a tremenda sensação de superioridade que já devia ter demonstrado noutros momentos. Convém recordar que este foi, talvez, o (ou um dos) grupo mais fácil da história do clube na Champions League - algo que era quase comummente aceite em Setembro - e que com esta atitude nos jogos contra o Kovenhague e em Inglaterra, o apuramento podia ter sido resolvido a meados de Novembro. O Porto é hoje o que era em Setembro, maior e melhor do que qualquer um dos seus rivais, mesmo o Leicester na máxima força. Demorou a confirmar essa superioridade mas hoje ficou claro que ela não era produto da nossa imaginação.
Grande trabalho colectivo, grande atitude competitiva e muito boa iniciativa de jogo por parte de Nuno e dos seus, foi o que foi preciso para garantir o regresso, depois de um ano de ausência, aos Oitavos de final da Champions League. Todos somos conscientes das nossas limitações e que não seremos favoritos contra nenhum dos cabeça de serie - o mais débil será o Leicester com quem não podemos jogar - e que entre Barcelona, Juventus, Atlético de Madrid e Dortmund estão quatro favoritos a ganhar o troféu. Napoles, Arsenal e Monaco são equipas mais acessíveis mas os duelos seriam sempre intensos e nunca com o Dragão como favorito. O que pode ser até um bom sinal. O market pool e as receitas futuras da Champions vão ajudar a paliar as contas, o grande jogo de Brahimi poderá facilitar ainda mais a sua saída e Danilo e André Silva continuam a aumentar o seu valor a cada jogo que passa. Dezembro começou em cheio. Que termine do mesmo modo e abra caminho a uma nova dinâmica é a melhor forma possível de fechar um ano muito negro. Que os desenhos do NES vos acompanhem!
Fotos: MaisFutebol
Fotos: MaisFutebol
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Bom senso, por favor
Óliver, Otávio, Corona e Jota são efectivamente bons de bola mas, devido a sua tenra idade, falta de experiência e, sobretudo, alguma leveza física, dificilmente conseguem engatar duas boas partidas consecutivas. Para que as coisas resultassem no imediato seria preciso dar uma outra dimensão à nossa equipa. Layún e Brahimi, pelo seu valor intrínseco e maior experiência, poderiam contribuir para mitigar parte dessas nossas lacunas. Que pena que o nosso treinador não o saiba ou não esteja para aí virado.
Defender sempre com 11 homens, sempre certinhos atrás da linha de bola, é muito bonito mas provoca um cansaço que se paga numa menor lucidez e resposta física aquando da conquista da bola.
A Otávio, por exemplo, já não o vemos fazer aquelas grandes aberturas do início da temporada e também aqueles piques, bem dentro da área adversária são agora uma raridade.
Corona ainda os vai fazendo, mas o último passe raramente sai nas melhores condições. Óliver apaga-se hoje com maior facilidade do que há meia dúzia de semanas.
Já André Silva, faz furor com a sua pujança física ao vir cá atrás buscar jogo e muitas vezes para recuperar bolas. Tudo muito bem e os adeptos gostam disso mas e depois como fica a sua clarividência na frente do golo? Estará ele melhor ou pior do que em Agosto ou Setembro?
O nosso clube sempre teve jogadores que defendiam menos do que os outros e tal nunca foi um problema. E porquê? Porque ter a posse de bola continua a ser a melhor forma de defesa. Com o esférico do nosso lado, o adversário já não provocará o mesmo desgaste nos nossos jogadores, libertando-os assim para aquilo para o qual são mais dotados: o ataque.
Jogadores como Brahimi nunca serão um exemplo de bem defender mas dão às equipas outros atributos que largamente compensam tais "lacunas". A tal outra dimensão.
E quem gosta de futebol quer ver, numa Liga dos Campeões, os futebolistas mais dotados. Por isso mesmo nesta competição há muito mais dinheiro em jogo, pois tudo é da melhor qualidade. Não se pode ter uma postura de não colocar os melhores em campo. Nem os "tubarões" o fazem, tendo eles muito mais por onde escolher.
Já sobre Layun, temos que, para além de ser melhor que Telles, pelo menos do lado direito teria sempre lugar. Maxi é um bom profissional mas nota-se que já lhe faltam pernas para estas andanças.
Se ontem o objectivo era empate, então NES esteve bem em fazer as alterações apenas para queimar tempo. Ele, melhor que ninguém, sabe que aquele banco não estava ao nível de uma prova de exigência máxima. O nosso técnico teve sorte, porém: se o Copenhaga marcasse, quem ele faria entrar para tentar, em desespero, resolver uma iminente eliminação?
Quem tem Boly, Varela, André André, Evandro, Herrera e Depoitre como opções para dar a volta a um jogo, o melhor mesmo é ficar quieto.
Urge pois deixar as birras de lado e colocar todas as boas unidades em campo pois a nossa actual situação não está para brincadeiras dessas.
Que Brahimi não seja um novo Quaresma, despachado ao desbarato sabe-se lá bem porquê.
Ele e Aboubakar, que continuam a marcar na baliza certa mas, infelizmente, já sem as nossas cores vestidas.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Uma vitória sofrida e que bem que soube!
Uma primeira parte sofrida. Não conseguimos reagir à pressão, aos duelos que reclamavam o confronto atlético e à alta rotação do adversário.
Desorganizámo-nos e deixámos de ter bola e controlar. O golo saiu de um lance
em que Layún hesitou demasiado. Ficou a ver a bola a passar. Mas, não foi só ele. Reagimos ao golo, fomos melhorando, conseguimos chegar à frente e ameaçar, mas o adversário também e com perigo. Poderíamos dizer que a melhoria aconteceu mas foi claramente insuficiente. O meio campo não conseguiu estabilizar e impor o ritmo e o trio atacante não foi bem servido nem teve força para mudar o estado das coisas. Há que rever os processos, nomeadamente quando jogámos com equipas de porte atlético superior e que apela aos duelos durinhos, durinhos. Sempre a bater. E com jogo directo de preferência.
Na segunda parte estivemos melhor. Subimos as linhas, estendemo-nos e ocupámos melhor os espaços e Danilo subiu muito de rendimento. Herrera não esteve bem e o Jota era
engolido sistematicamente pelos adversários que fizeram da rudeza uma arma
permanente. Otávio, embora tocado (foi muito castigado pelos adversários), ainda assim ia abrindo frechas no sector-defensivo do adversário. Foi,
porém, com a entrada de Brahimi e de Corona e com o 4x3x3 bem aberto que passámos a dominar e a criar bastante
perigo. Chegámos ao empate com um excelente golo de Layún e à vitória com uma
grande penalidade muito bem conquistada por Corona e superiormente transformada
por André Silva. Que bom é ganhar no fim.
A continuidade na Champions mantem-se aberta. Ainda bem.
Nota-se que o espírito de grupo se fortaleceu muito na nossa equipa. E isso é
bom. As vitórias ajudam e a equipa foi sempre muito apoiada pelos portistas
presentes. Bonito. O árbitro usou um critério largo que favoreceu sempre os belgas.
Teve a coragem de marcar a grande penalidade e ressarciu-se. Fez bem.
Tive a oportunidade de ver os miúdos na Youth League e gostei muito do que vi.
Os comentadores que ouvi no fim do jogo estavam tristes. Não pelo facto de ganharmos, obviamente, mas porque não esmagámos contra uma equipa menor. E estão preocupados. Ainda bem.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Parabéns amargos
O FC Porto está hoje de parabéns. A instituição. Os adeptos. E mais ninguém.
Em Leicester, contra uma equipa que viveu um sonho mas que não é nem será nunca um top10 do futebol inglês, manteve-se a maldição em ilhas britânicas. O FC Porto nunca ganhou na Velha Albion e se muitas vezes teve a desculpa, lógica, de enfrentar-se a grandes equipas, ontem não foi o caso. O Leicester não é uma grande equipa. Mas é uma equipa com um bom treinador, finalmente reconhecido. É uma equipa que se move pouco, mas bem, no mercado de transferências (com o plus de que, qualquer clube inglês da 2º Divisão gasta mais do que um clube português) e é uma equipa que tem um plano. O objectivo do Leicester não é atacar o título nem sequer o top4. É ganhar a Champions. Ou pelo menos tentar. Viu-se isso claramente no jogo contra o Manchester United de Mourinho, com um resultado muito enganador. Nuno viu esse jogo? Pelo visto no King Power Stadium, há que ter dúvidas.
Mourinho foi muito claro na sua análise ao Leicester. É uma equipa extremamente previsível, tanto nos processos defensivos como nos ofensivos mas é difícil de bater na sua previsibilidade. O FC Porto também tem sido uma equipa previsível neste mandato de NES - que vai com um 50% de maus resultados entre derrotas e empates em jogos oficiais - mas previsível pela sua falta absoluta de ideias e princípios. O FCP defende mal. O FCP ataca mal. O meio campo do FC Porto não cria. O meio campo do FCP não destrói. É confrangedor ver como Danilo nunca corrige os centrais. É confrangedor ver como os centrais não sabem sair a jogar e ora optam pelo passe lateral - que asfixia imediatamente a equipa - ou o lançamento em largo, que entrega o ouro ao bandido especialmente se esse bandido é inglês. Felipe tem o sindrome Maicon do passe largo, passe lateral. Marcano é, Marcano, um jogador mediano mas que nunca será a solução. Entre ambos o FC Porto não tem um bom central, quanto muito uma dupla. E esqueçam a opção Boly. Tempo ao tempo. No lance do golo, tão fácil de antecipar de Slimani, os erros defensivos são evidentes, desde a forma como Marhez - o melhor jogador do Leicester e que devia estar vigiado pelo interior esquerdo mas se encontrou só frente a um Telles que é um dos maiores enigmas do mercado de transferências - rompe sem problemas e encontra tempo e espaço para centrar até ao momento em que Slimani parece superar a defesa como se estivesse a jogar contra iniciados. Um golo que o FCP sofreu tantas vezes de Slimani nos últimos dois anos mas que teima em continuar a sofrer. Se isso não é falta de preparação é, seguramente, falta de qualidade. Nada de bom, portanto. Já agora, Marhez e Slimani tinham sido jogadores perfeitos para contratar, há cinco anos atrás, se o scouting do FC Porto - tão bom, tão elogiado - tivesse primazia sobre a direcção desportiva do FC Porto - tão má, tão interessada.
O Porto podia ter tido um melhor resultado na segunda parte. Podia. Mas quando os projectos desportivos não funcionam ás vezes a própria sorte decide assobiar para o lado. O que não teve, nem nos primeiros nem nos segundos quarenta e cinco minutos, foi futebol. A dificuldade de jogar entre linhas é pasmosa. Raramente os sectores conectam uma jogada pelo corredor central. Não há triangulações, não há passes que encadenem jogadores e permitam á equipa subir em bloco. Como num exercício de treinos, cada linha vai até a um ponto limite entregar a bola e de aí não passa. Raramente o FCP consegue empurrar os seus rivais como um grupo unido e raramente André Silva tem companhia. E se á esquerda ou á direita se continua a insistir em usar Adrian Lopez - e nenhum extremo porque nem Oliver nem Otávio o são - então os problemas aumentam exponencialmente. A profundidade que deviam dar os laterais é inócua e fica-se pelo apoio no último terço. Danilo não varre. André André não distribui e entre Oliver e Otávio há futebol e boas ideias, mas que podem fazer dois jogadores asfixiados entre seis contrários se ninguém se oferece, ninguém verticaliza o jogo? Herrera, o mal amado, tentou oferecer algo mais mas foi remar contra a maré. Esse era já um Porto sem ideias, a valer-se do individual e descurando, ainda mais, o colectivo. Podia ter provocado um golo, mas nunca gerado futebol.
No final de contas estamos ás portas de Outubro num ano com pré-época que começou em Abril. Supõe-se que este projecto leva já, na prática, meio ano. Que o treinador leva ao comando quatro meses. E no entanto, o futebol continua a não aparecer. Salvo lances de bola parada - uma das habituais armas do Nuno treinador - há pouco para oferecer em esquemas colectivos de jogo. NES pode não ter responsabilidades no desastroso mercado, afinal o FC Porto sempre foi um clube onde o treinador tem pouco que dizer nesses assuntos quando há interesses superiores. Mas o que NES tem, como responsabilidade, é procurar fazer com o que tem uma equipa de futebol. Mais de 100 dias depois está por se ver se é capaz mas o atraso com os competidores domésticos é evidente - o FCP não tem só pior plantel mas tem muito pior treinador, onze e estilo de jogo que Benfica e Sporting, não se tendo melhorado absolutamente nada do que já existia há um ano atrás - e corre o risco de cair na Champions League com o grupo mais fácil de que há memória na história do clube. Seis pontos contra os debeis belgas do Brugge são obrigatórios mas, ainda assim, é preciso ir a Copenhague pontuar e esperar que o Leicester faça 6 de 6 antes do jogo final no Dragão contra os ingleses. São muitos "ses" para duas jornadas disputadas. Sinal, mais do que evidente, de que muitas coisas estão longe de correr bem.
O FC Porto faz hoje anos. Os adeptos estão de parabéns. O clube está de parabéns. Quem permitiu que o clube esteja nesta situação e que vive em silêncio cúmplice não. Quem é assalariado do clube e é incapaz de demonstrar estar á sua altura em princípios básicos de jogo, também não. Infelizmente os primeiros terão de cantar os parabéns com uma lágrima de tristeza nos próximos tempos se os segundos continuarem a somar anos ao curriculo histórico do clube em vez de títulos e ambição.
Em Leicester, contra uma equipa que viveu um sonho mas que não é nem será nunca um top10 do futebol inglês, manteve-se a maldição em ilhas britânicas. O FC Porto nunca ganhou na Velha Albion e se muitas vezes teve a desculpa, lógica, de enfrentar-se a grandes equipas, ontem não foi o caso. O Leicester não é uma grande equipa. Mas é uma equipa com um bom treinador, finalmente reconhecido. É uma equipa que se move pouco, mas bem, no mercado de transferências (com o plus de que, qualquer clube inglês da 2º Divisão gasta mais do que um clube português) e é uma equipa que tem um plano. O objectivo do Leicester não é atacar o título nem sequer o top4. É ganhar a Champions. Ou pelo menos tentar. Viu-se isso claramente no jogo contra o Manchester United de Mourinho, com um resultado muito enganador. Nuno viu esse jogo? Pelo visto no King Power Stadium, há que ter dúvidas.
Mourinho foi muito claro na sua análise ao Leicester. É uma equipa extremamente previsível, tanto nos processos defensivos como nos ofensivos mas é difícil de bater na sua previsibilidade. O FC Porto também tem sido uma equipa previsível neste mandato de NES - que vai com um 50% de maus resultados entre derrotas e empates em jogos oficiais - mas previsível pela sua falta absoluta de ideias e princípios. O FCP defende mal. O FCP ataca mal. O meio campo do FC Porto não cria. O meio campo do FCP não destrói. É confrangedor ver como Danilo nunca corrige os centrais. É confrangedor ver como os centrais não sabem sair a jogar e ora optam pelo passe lateral - que asfixia imediatamente a equipa - ou o lançamento em largo, que entrega o ouro ao bandido especialmente se esse bandido é inglês. Felipe tem o sindrome Maicon do passe largo, passe lateral. Marcano é, Marcano, um jogador mediano mas que nunca será a solução. Entre ambos o FC Porto não tem um bom central, quanto muito uma dupla. E esqueçam a opção Boly. Tempo ao tempo. No lance do golo, tão fácil de antecipar de Slimani, os erros defensivos são evidentes, desde a forma como Marhez - o melhor jogador do Leicester e que devia estar vigiado pelo interior esquerdo mas se encontrou só frente a um Telles que é um dos maiores enigmas do mercado de transferências - rompe sem problemas e encontra tempo e espaço para centrar até ao momento em que Slimani parece superar a defesa como se estivesse a jogar contra iniciados. Um golo que o FCP sofreu tantas vezes de Slimani nos últimos dois anos mas que teima em continuar a sofrer. Se isso não é falta de preparação é, seguramente, falta de qualidade. Nada de bom, portanto. Já agora, Marhez e Slimani tinham sido jogadores perfeitos para contratar, há cinco anos atrás, se o scouting do FC Porto - tão bom, tão elogiado - tivesse primazia sobre a direcção desportiva do FC Porto - tão má, tão interessada.
O Porto podia ter tido um melhor resultado na segunda parte. Podia. Mas quando os projectos desportivos não funcionam ás vezes a própria sorte decide assobiar para o lado. O que não teve, nem nos primeiros nem nos segundos quarenta e cinco minutos, foi futebol. A dificuldade de jogar entre linhas é pasmosa. Raramente os sectores conectam uma jogada pelo corredor central. Não há triangulações, não há passes que encadenem jogadores e permitam á equipa subir em bloco. Como num exercício de treinos, cada linha vai até a um ponto limite entregar a bola e de aí não passa. Raramente o FCP consegue empurrar os seus rivais como um grupo unido e raramente André Silva tem companhia. E se á esquerda ou á direita se continua a insistir em usar Adrian Lopez - e nenhum extremo porque nem Oliver nem Otávio o são - então os problemas aumentam exponencialmente. A profundidade que deviam dar os laterais é inócua e fica-se pelo apoio no último terço. Danilo não varre. André André não distribui e entre Oliver e Otávio há futebol e boas ideias, mas que podem fazer dois jogadores asfixiados entre seis contrários se ninguém se oferece, ninguém verticaliza o jogo? Herrera, o mal amado, tentou oferecer algo mais mas foi remar contra a maré. Esse era já um Porto sem ideias, a valer-se do individual e descurando, ainda mais, o colectivo. Podia ter provocado um golo, mas nunca gerado futebol.
No final de contas estamos ás portas de Outubro num ano com pré-época que começou em Abril. Supõe-se que este projecto leva já, na prática, meio ano. Que o treinador leva ao comando quatro meses. E no entanto, o futebol continua a não aparecer. Salvo lances de bola parada - uma das habituais armas do Nuno treinador - há pouco para oferecer em esquemas colectivos de jogo. NES pode não ter responsabilidades no desastroso mercado, afinal o FC Porto sempre foi um clube onde o treinador tem pouco que dizer nesses assuntos quando há interesses superiores. Mas o que NES tem, como responsabilidade, é procurar fazer com o que tem uma equipa de futebol. Mais de 100 dias depois está por se ver se é capaz mas o atraso com os competidores domésticos é evidente - o FCP não tem só pior plantel mas tem muito pior treinador, onze e estilo de jogo que Benfica e Sporting, não se tendo melhorado absolutamente nada do que já existia há um ano atrás - e corre o risco de cair na Champions League com o grupo mais fácil de que há memória na história do clube. Seis pontos contra os debeis belgas do Brugge são obrigatórios mas, ainda assim, é preciso ir a Copenhague pontuar e esperar que o Leicester faça 6 de 6 antes do jogo final no Dragão contra os ingleses. São muitos "ses" para duas jornadas disputadas. Sinal, mais do que evidente, de que muitas coisas estão longe de correr bem.
O FC Porto faz hoje anos. Os adeptos estão de parabéns. O clube está de parabéns. Quem permitiu que o clube esteja nesta situação e que vive em silêncio cúmplice não. Quem é assalariado do clube e é incapaz de demonstrar estar á sua altura em princípios básicos de jogo, também não. Infelizmente os primeiros terão de cantar os parabéns com uma lágrima de tristeza nos próximos tempos se os segundos continuarem a somar anos ao curriculo histórico do clube em vez de títulos e ambição.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
A vida continua!
Não fizemos um bom jogo. Nem contra dez. A equipa não foi intensa, nem rápida e deixamos o adversário ter demasiado a bola. Nem pressão alta capaz de atrapalhar, nem boa reacção à perda da bola, nem boa circulação, nem profundidade, nem jogo interior ou exterior. Ao nível individual uma boa parte dos jogadores teve um comportamento modesta. Danilo e Layun estiveram razoáveis e Brahimi tentou desequilibrar o que raramente conseguiu. A defesa mostrou alguma desarticulação no jogo aéreo: o golo do adversário é apenas um momento igual a outros mas que acabou mal.
A nossa equipa foi (aparentemente) surpreendida pela qualidade técnica e táctica dos dinamarqueses e nunca foi capaz de encontrar um antídoto para reverter a situação, ou seja impedir que o adversário comandasse, de facto, o jogo e impusesse os ritmos que lhe convinham. Em vantagem numérica, conseguimos remetê-los à defesa, mas as nossas investidas raramente tiveram fogo. Entrincheiraram-se e não sofreram muito. Foi um jogo um pouco decepcionante e não somos mais contundentes porque há que reconhecer que a equipa adversária esteve muito bem e mereceu amplamente o resultado.
Não ganhámos por termos sido ineficazes, como disse NES, no final de jogo. Não vencemos porque não estivemos ao nível que a CL obriga. Sem qualquer intenção de maldizer o trabalho do nosso treinador, acho que a equipa pareceu impreparada e espantada com a qualidade e os pontos fortes do adversário e não soube superá-los. É assim o futebol. A vida continua.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
O sorteio da Champions
![]() |
| A distribuição dos clubes pelos quatro potes (fonte: O JOGO, 25-08-2016) |
A participação na Liga dos Campeões é importantíssima para o FC Porto e para o seu modelo de negócio, quer em termos de receitas diretas (prémios), quer para potenciar e valorizar os "ativos" (jogadores).
Nesse sentido, após nos ter calhado a “fava” (AS Roma) no sorteio do Play-off, esperemos que hoje a sorte seja um pouco menos madrasta.
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![]() |
| Resultado do sorteio (fonte: uefa.com ) |
Na minha perspetiva (de adepto portista), o sorteio foi bastante favorável, quer do ponto de vista do grau de dificuldade das equipas que calharam ao FC Porto (teoricamente, havia equipas bem mais complicadas nos potes 1, 3 e 4), quer pelo facto de serem evitadas viagens longas e cansativas (nomeadamente à Rússia).
Calendário dos jogos do FC PORTO:
14-09-2016: FC Porto x Copenhaga
27-09-2016: Leicester x FC Porto
18-10-2016: Brugges x FC Porto
02-11-2016: FC Porto x Brugges
22-11-2016: Copenhaga x FC Porto
07-12-2016: FC Porto x Leicester
O SLB também não se pode queixar. No pote 2, escaparam a Arsenal, Dortmund, Manchester City e Atlético Madrid; no pote 3, escaparam a Tottenham, Monchengladbach e Lyon; e no pote 4 escaparam ao AS Monaco e ao distante Rostov.
Quanto ao Sporting, estando no pote 3 (é o problema de se ter um ranking mediano/baixo), não tinha muito por onde escolher entre as equipas que estavam nos potes 1 e 2.
P.S.1 O grupo C vai ter uns jogos engraçados e um novo regresso de Pep a casa (Barcelona).
P.S.2 O grupo E parece ser equilibradíssimo. À partida, qualquer uma das quatro equipas pode ficar em 1º ou em 4º.
P.S.3 Eu poderia desejar felicidades ao Quaresma (e ao Aboubakar?) nos jogos contra o SLB. E, também, poderia desejar à equipa italiana que o SLB vai defrontar, o mesmo que um vicepresidente dos encarnados desejou no duelo AS Roma X FC Porto, mas não o vou fazer (pelo menos em público...)
(post atualizado às 19:40 GMT)
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Com arbitragens sérias é outra coisa
Pensem um pouco para pensar. Imaginam a história do futebol português se todos os árbitros fossem como o polaco Szymon Marciniak. Imaginam que bonito seria ter árbitros que realmente apitam o que há que apitar e que expulsam o que há que expulsar, sem medo de incomodar os adeptos da casa. Imaginam uma distribuição de títulos bem diferente não é? Pois é. Hoje, em Roma, o FC Porto foi melhor equipa que uma equipa romana que teve pouco futebol, zero ideias e um espirito de hara-kiri, mas também contou com uma das arbitragens mais sérias de que há memória no futebol europeu. Marciniak não fez nenhum favor ao Porto, e aqueles seis minutos extra serão históricos num play-off de Champions. Não foi uma arbitragem amiga mas foi uma arbitragem séria. O homem do apito geriu o jogo com a coragem de que muitos árbitros carecem, sobretudo na Europa e em estádios tão intimidantes como o Olimpico. Duas expulsões, sem qualquer discussão, e um jogo resolvido e gerido com tranquilidade desde muito cedo selam o apuramento para a liga dos milhões.
O FC Porto foi uma equipa em três versões. A que entrou bem, pressionante, confiante, serena e segura de si mesma, uma equipa de personalidade, e que se manifestou assim até ao intervalo saindo a vencer de forma mais do que justa. Convém recordar que antes de De Rossi, numa entrada assassina, sair expulso por vermelho direto já o Porto ganhava, com um belo golpe de cabeça de Felipe - estás perdoado - e era a melhor equipa em campo. Depois, logo ao inicio do segundo tempo, a segunda expulsão, de Emerson, numa entrada criminal daquele que tinha entrado precisamente para fazer o lugar de De Rossi, selou as contas.
Ironicamente, contra nove, vimos o pior Porto, um Porto nervoso, sem capacidade de gestão da bola, ansioso e mais preocupado com não deixar a Roma jogar do que em gerir o jogo. O golo de Layun - que luxo ter um suplente como Layun dirão muitos - fechou definitivamente o resultado e acabou com a ânsia. De aí saiu um Porto mais dominador para os minutos finais que procurou e conseguiu o terceiro golo, merecidissimo. No fundo houve muito pouca Roma, com 11 e com 10 e também com 90 e houve muito Porto a abrir e a fechar e muito pouco na fase intermédia. É um trabalho para Nuno gerir e natural numa equipa jovem, com poucos jogadores experientes nestas lides e que se viu diante de um cenário que nunca imaginaria. Mas não se pode voltar a repetir perder assim o controlo de um jogo que esteve demasiado tempo equilibrado no marcador para o que realmente passava em campo.
A Roma foi um rival dócil contra todo o prognóstico. Entre as bolas areas a Dzeko e as arrancadas de Salah estava tudo o que tinham para oferecer o que era, manifestamente pouco. Se a isso juntamos o golo cedo dos Dragões, o seu poder de reacção viveu mais de erros do Porto, sobretudo em perdas a meio-campo, do que mérito da sua construção ofensiva. Casillas esteve bem quando foi necessário, Felipe não comprometeu e Layun, sobretudo ele, foi imperial pela direita, onde entrou para render Pereira, que se ressentiu da dura entrada que levou á expulsão do capitão romano. Ao 4-2-3-1 inicial, com Octávio e André André em permuta posicional, seguiu-se uma versão mais afunilada do jogo azul e branco com a chegada de Sérgio Oliveira - não pode um jogador entrar para render um amarelado e levar logo amarelo Sérgio, não pode - para o posto de um esforçado Otávio, a quem falta ainda um plus fisico para render ao mais alto nivel. Essa foi a pior etapa do Porto. Faltou criatividade, engenho e paciência e sobrou desacerto no passe e falta de apoio na constução. A segunda expulsão da Roma ajudou ainda mais e o erro de outro polaco, Szceszny, permitiu o golo a Layun e a fechar as contas que Corona, de menos a mais, tratou de confirmar quando em campo estava já um inexistente Adrian Lopez.
A mais do que justa e merecida vitória em Roma selou um apuramento fundamental e deixou também em evidência que Nuno está a construir uma equipa com mais caracter e personalidade do que jogo - e quando o primeiro falha, como sucedeu do minuto 52 ao 71 fica facilmente exposta ao rival, porque a ideia de jogo colectivo está verde e não deslumbra propriamente - e que o técnico carece também de opções de ataque a tal ponto que, quando o jogo pedia contra-ataque e velocidade, no banco só estava Varela, o homem-bala em pessoa. Provavelmente os mihões da Champions desbloqueiem entradas e saídas - outra coisa não seria aceitável - mas foi extremamente injusto forçar o treinador e o grupo a suportar um exigente mês de Agosto com as calças na mão por erros de gestão a que eles são alheios. O Porto estará no sorteio da máxima competição europeia e pode superar com laude o primeiro mês do novo projecto no próximo domingo. Pena que em Alvalade não arbitre um homem como Marciniak.
O FC Porto foi uma equipa em três versões. A que entrou bem, pressionante, confiante, serena e segura de si mesma, uma equipa de personalidade, e que se manifestou assim até ao intervalo saindo a vencer de forma mais do que justa. Convém recordar que antes de De Rossi, numa entrada assassina, sair expulso por vermelho direto já o Porto ganhava, com um belo golpe de cabeça de Felipe - estás perdoado - e era a melhor equipa em campo. Depois, logo ao inicio do segundo tempo, a segunda expulsão, de Emerson, numa entrada criminal daquele que tinha entrado precisamente para fazer o lugar de De Rossi, selou as contas.
Ironicamente, contra nove, vimos o pior Porto, um Porto nervoso, sem capacidade de gestão da bola, ansioso e mais preocupado com não deixar a Roma jogar do que em gerir o jogo. O golo de Layun - que luxo ter um suplente como Layun dirão muitos - fechou definitivamente o resultado e acabou com a ânsia. De aí saiu um Porto mais dominador para os minutos finais que procurou e conseguiu o terceiro golo, merecidissimo. No fundo houve muito pouca Roma, com 11 e com 10 e também com 90 e houve muito Porto a abrir e a fechar e muito pouco na fase intermédia. É um trabalho para Nuno gerir e natural numa equipa jovem, com poucos jogadores experientes nestas lides e que se viu diante de um cenário que nunca imaginaria. Mas não se pode voltar a repetir perder assim o controlo de um jogo que esteve demasiado tempo equilibrado no marcador para o que realmente passava em campo.
A Roma foi um rival dócil contra todo o prognóstico. Entre as bolas areas a Dzeko e as arrancadas de Salah estava tudo o que tinham para oferecer o que era, manifestamente pouco. Se a isso juntamos o golo cedo dos Dragões, o seu poder de reacção viveu mais de erros do Porto, sobretudo em perdas a meio-campo, do que mérito da sua construção ofensiva. Casillas esteve bem quando foi necessário, Felipe não comprometeu e Layun, sobretudo ele, foi imperial pela direita, onde entrou para render Pereira, que se ressentiu da dura entrada que levou á expulsão do capitão romano. Ao 4-2-3-1 inicial, com Octávio e André André em permuta posicional, seguiu-se uma versão mais afunilada do jogo azul e branco com a chegada de Sérgio Oliveira - não pode um jogador entrar para render um amarelado e levar logo amarelo Sérgio, não pode - para o posto de um esforçado Otávio, a quem falta ainda um plus fisico para render ao mais alto nivel. Essa foi a pior etapa do Porto. Faltou criatividade, engenho e paciência e sobrou desacerto no passe e falta de apoio na constução. A segunda expulsão da Roma ajudou ainda mais e o erro de outro polaco, Szceszny, permitiu o golo a Layun e a fechar as contas que Corona, de menos a mais, tratou de confirmar quando em campo estava já um inexistente Adrian Lopez.
A mais do que justa e merecida vitória em Roma selou um apuramento fundamental e deixou também em evidência que Nuno está a construir uma equipa com mais caracter e personalidade do que jogo - e quando o primeiro falha, como sucedeu do minuto 52 ao 71 fica facilmente exposta ao rival, porque a ideia de jogo colectivo está verde e não deslumbra propriamente - e que o técnico carece também de opções de ataque a tal ponto que, quando o jogo pedia contra-ataque e velocidade, no banco só estava Varela, o homem-bala em pessoa. Provavelmente os mihões da Champions desbloqueiem entradas e saídas - outra coisa não seria aceitável - mas foi extremamente injusto forçar o treinador e o grupo a suportar um exigente mês de Agosto com as calças na mão por erros de gestão a que eles são alheios. O Porto estará no sorteio da máxima competição europeia e pode superar com laude o primeiro mês do novo projecto no próximo domingo. Pena que em Alvalade não arbitre um homem como Marciniak.
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