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sábado, 10 de junho de 2017

Oremos pelos “padres” pecadores

Francisco J. Marques a ler os e-mails no 'Universo Porto da Bancada'

Na última terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto da Bancada’, o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, denunciou um esquema de poder, um esquema de tráfico de influências, um esquema de corrupção moral na arbitragem portuguesa (dificilmente se consegue provar a corrupção material). E, para suportar as suas afirmações, apresentou (leu) um conjunto de e-mails trocados entre um ex-árbitro da AF Braga (Adão Mendes) e um funcionário de peso do SLB, o mediático diretor de conteúdos da Benfica TV (Pedro Guerra).

As reações a esta denúncia não se fizeram esperar.

Os jornais, quer os desportivos, quer os generalistas, mais ou menos contrariados, com maior ou menor destaque, fizeram eco desta “bomba”. Primeiro nas suas edições online

[Record], [O JOGO], [JN], [DN], [PUBLICO], [A BOLA], [AS, Espanha], com as palavras "corrupção", "árbitros" e/ou "Benfica" nos títulos…

… e depois nas versões em papel.

Os e-mails comprometedores nas capas de vários jornais


As três televisões do regime – RTP, SIC e TVI – também não puderam ignorar esta denúncia bombástica, com o assunto a ser notícia em telejornais e a ser objeto de comentário/debate noutros programas.

Na sequência do impacto mediático, vieram as reações das instituições:
da associação de classe dos árbitros (APAF);
e da Federação Portuguesa de Futebol (Conselho de Disciplina da FPF).

Perante a avalanche mediática e as reações em cadeia que se verificaram, qual foi a resposta do SLB?
A nação benfiquista ficou em choque, sem saber muito bem o que dizer (a cartilha da semana não previa este assunto…), ao ponto do “primeiro-ministro” (Luís Filipe Vieira) ter adiado uma entrevista à RTP 1, a qual estava agendada (e chegou a ser anunciada) para a passada quarta-feira (dia 7 de junho).

E que disseram os dois interlocutores dos e-mails?
Adão Mendes, o “árbitro vermelho”, remeteu-se ao silêncio.
Quanto a Pedro Guerra, cuja cabeça começa a ser pedida por alguns benfiquistas desesperados, a comunicação social anunciou que irá reagir domingo à noite, na TVI24, numa edição especial do programa ‘Prolongamento’.
Cinco dias para reagir?
É normal. Depois do choque, é preciso tempo para o grupo de crise do SLB reler todos os e-mails que foram trocados (é bem provável que o FC Porto tenha em seu poder mais e-mails do que aqueles que já mostrou) e preparar a cartilha oficial a debitar…

Chegados a este ponto, pode dizer-se que todos os objetivos imediatos (de curto prazo), resultantes da denúncia feita no último ‘Universo Porto da Bancada’, foram alcançados. Eu diria mesmo que foram ultrapassados, tal foi o impacto mediático e a desorientação evidente que provocou nos “milhafres” de carnide, que mais parecem galinhas tontas.

Agora, para além de manter o assunto na ordem do dia, os responsáveis do FC Porto precisam de preparar as próximas etapas, de modo a pressionar e obrigar as diversas instituições a (re)agir.

Evidentemente, o inquérito aberto pelo Ministério Público terá como destino o arquivamento (ninguém está à espera de outra coisa, quando o alvo é o clube do regime).

E o processo aberto pelo Conselho de Disciplina da FPF também resultará em nada (no dia em que o SLB for punido, a sério, na justiça desportiva, o futebol português acaba).

Por isso, as “munições” de que o FC Porto dispõe têm de ser bem gastas tendo, como alvo principal, o “polvo” da arbitragem – árbitros no ativo, responsáveis pela nomeação dos árbitros, observadores, responsáveis pela classificação dos árbitros.
Este “polvo”, que foi criado pelo SLB com “muito trabalho”, tem de ser desmantelado.

Para começo de conversa, sugiro que, ao longo dos próximos ‘Universo Porto da Bancada’, vá sendo apresentada uma seleção de jogos das últimas quatro épocas (2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17), que tenham sido adulterados por decisões dos oito “padres” – Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Manuel Mota, Vasco Santos, Rui Silva, Hugo Pacheco, Bruno Esteves e Paulo Baptista.

Em cima: Manuel Mota, Bruno Esteves, Nuno Almeida, Hugo Pacheco
Em baixo: Vasco Santos, Jorge Ferreira, Rui Silva, Paulo Baptista
(foto: maisfcporto.com)

Não havendo provas concretas de corrupção material (que são sempre muito difíceis de obter, a não ser que os próprios confessem), de modo a suportar o seu afastamento da arbitragem, parece-me que a melhor estratégia é cozinhar estes “padrecos” em lume brando.

Ora, como todos estamos recordados, não faltam decisões arbitrais, que permitem estabelecer um nexo de causalidade entre o que é referido nos e-mails e a atuação dos oito “padres” em inúmeros jogos.

Alguns exemplos que, ao longo das últimas quatro épocas, foram referidos neste blogue:











Meus senhores, ajoelharam?
Pois agora vão ter de rezar…

domingo, 11 de janeiro de 2015

Vontade de (não) jogar

Tarjas dos Super Dragões


Lopetegui e as arbitragens (fonte: O JOGO)


FC Porto x Belenenses - Ficha e estatísticas (fonte: O JOGO)

Ao intervalo, o Belenenses tinha feito 4 ataques e 1 remate (não me lembro quando).

E, mesmo a perder por 2-0 desde o início da 2ª Parte, o Belenenses continuou em modo “contenção”, tendo feito o 2º e 3º remates já em período de descontos, quando os jogadores do FC Porto estavam em modo “descompressão”.

É por haver equipas destas (Belenenses) e treinadores destes (Lito Vidigal), que o campeonato português é pouco atrativo e muito pouco vendável.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
Artigos relacionados:
Os homens de vermelho
Maicon, Slimani e a falta de coragem
Há penalties e penalties (e também expulsões)
In dubio pro... benfica
Há uma linha que separa...
Na Amoreira, a história repetiu-se
Ele (Bruno Paixão) continua por aí...
Podiam ganhar de forma limpa?
A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

domingo, 2 de novembro de 2014

Há uma linha que separa…

Lance do golo anulado ao Rio Ave


Há uma linha que separa uma televisão séria de uma televisão facciosa (Benfica TV).

Há uma linha que separa informação de manipulação.

Há uma linha que separa o espírito da lei (um jogador em linha não está fora de jogo), de um pretenso “fora de jogo milimétrico”.

Há uma linha que separa as indicações da FIFA em caso de dúvida, da impossibilidade de certeza de um árbitro assistente (José Gomes) muito mal colocado.

Há uma linha que separa um trio de arbitragem competente, de um trio de arbitragem liderado pelo senhor Manuel Mota (o conhecido benfiquista com vários talhos espalhados pelo Minho).

Há uma linha que separa a verdade (desportiva) da mentira (desportiva).

Há uma linha que separa comentadores televisivos com um mínimo de seriedade, da desfaçatez de “bitaiteiros” encartados.


Tribunal de O JOGO do SL Benfica x Rio Ave

E nem a linha imaginária, desenhada por TV que tanto contesta outras na mesma situação, afere a decisão da equipa de arbitragem.”
Jorge Coroado

sábado, 13 de setembro de 2014

Um lado B cinzento


Eu sei que, no Farense x FC Porto B (1-0) de hoje, o senhor Manuel Mota (o benfiquista dos talhos de Braga) expulsou o Tiago Rodrigues aos 36 minutos e que o único golo do desafio foi marcado ao minuto 88, através de um penalty assinalado contra o FC Porto.

Também sei que, em alguns dos outros jogos da equipa B, o treinador Luís Castro se tem queixado de falta de sorte e de falta de eficácia.

Mas, sejam quais forem as razões, uma coisa é certa: o balanço destes primeiros 6 jogos da equipa B – 1 vitória, 1 empate, 4 derrotas – é francamente mau.

E, se uma equipa com jogadores como Kadú, Víctor García, Lichnovsky, Rafa, Tomás Podstawski, Kayembe, Gonçalo Paciência, André Silva e Ivo Rodrigues, entre outros, não consegue fazer melhor, algo está mal.

Ou, então, teremos de concluir que este lote de jogadores promissores, ainda está demasiado verdinho para jogar contra equipas profissionais da … II Liga.

P.S. Não acham estranho um jogo entre o Farense e o FC Porto ser transmitido na Benfica TV?

sábado, 25 de janeiro de 2014

Os penalties do calimero Bruninho

Falta de Igor Rossi sobre Ghilas, FC Porto x Marítimo (foto: TVI)

"Continuamos a fingir que não se vê nada. Quando o Sporting acaba o jogo é apurado e vê-se eliminado com um penálti que só é visto através de um 'intensómetro' que aqueles senhores inventaram"
Bruno Carvalho, 25-01-2014, em conferência de imprensa


De que penalty estará o calimero Bruninho a falar?
É que houve dois lances para penalty no FC Porto x Marítimo e apenas um foi assinalado pelo árbitro.

Será que o líder dos calimeros estará a referir-se ao lance em que Carlos Eduardo é ostensivamente empurrado pelas costas (minuto 56) e que o árbitro Manuel Mota, mais conhecido por lampião de Vila Verde, transformou em bola ao solo?

Ou, por estar verde de raiva, será que o calimero-mor não viu o lance em que Ghilas é agarrado por trás e impedido de rematar (minuto 90+3) e que esteve na origem do único dos dois penalties que foi assinalado?