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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Podem algumas lesões ajudarem no sprint final?

A comunicação social tem vendido nos últimos dias a ideia de que o FC Porto pode vir a ser beneficiado por uma praga de lesões no Bayern de Munich. Ora quem escreve ou não sabe que, desde que chegou á capital bávara Pep Guardiola só teve o plantel completo em meia dúzia de semanas, ou não tem olhado para a lista de baixas do FCP. O Bayern está habituado a jogar ao máximo das suas capacidades sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Têm plantel para isso. Não está Robben? Está Muller. Não está Schweinsteiger? Estará Javi Martinez. E assim sucessivamente. Já o Porto joga com as suas naturais limitações – muito superiores á dos alemães – e para nós uma baixa é um problema muito mais grave. É mesmo?

A eliminatória contra o Bayern vai ser bonito e emocionante especialmente porque há muito tempo que não se respira o vento dos quartos de final no Dragão. Mas, tal como sucedeu da última vez, o FC Porto não só não é favorito como tem pela frente o máximo candidato ao titulo. Em 2009 foi o Manchester United - detentor do troféu e agora é o Bayern. O que o FCP deve (e pode) fazer é, como mínimo, repetir a mesma atitude que teve então, obrigando o todo poderoso Man Utd a sofrer até ao fim para passar. Fomos Dragões em Old Trafford e em casa só caímos com um golo do outro mundo. Ninguém dava nada por nós e ninguém podia apontar-nos nada no final da eliminatória. Tudo o que não seja isso é um milagre (que também acontece no futebol) e é preciso assumir essa realidade sem baixar nunca a cabeça. 

(foto: Mais Futebol)

A prioridade é e deve ser o campeonato. 
A equipa perdeu uma grandíssima oportunidade na Madeira de depender de si mesma para ser campeã com um grau de dificuldade menor. Ainda depende de si, sim, mas depende sobretudo de marcar mais de 2 golos na Luz. Possível mas difícil, especialmente tendo em conta que em casa o Benfica nunca fica a zero. O que era impossível há dois meses agora não o é tanto (ainda que continue a ser muito difícil) e deve ser aí que Lopetegui tem de apontar o arsenal. O objectivo mínimo da Champions (chegar aos oitavos) e o óptimo (chegar aos quartos) foi cumprido. A Liga é outra história.

Tudo isto a propósito das lesões. A de Tello é um problema. Vai falhar o jogo com o Bayern e também, seguramente, o jogo na Luz. Contra os dois rivais seria um futebolista extremamente útil a explorar espaços e a utilizar o seu 1x1 nos duelos directos. Vamos sentir a sua falta. Mas qualquer outra baixa para os jogos europeus pode ser uma benesse para a liga. É verdade que o FC Porto tem de ganhar os dois jogos antes da Luz (Rio Ave e Académica, que não vão ser pêras doces) para ter alguma opção mas não é menos certo que chega com jogadores a recuperarem de lesões como Jackson e Oliver e, portanto, mais frescos que alguns dos seus colegas a que se nota claramente a falta de pernas. O mesmo se pode dizer de Danilo ou Casemiro, cujas breves paragens ajudaram a repor oxigénio. E Brahimi, que levou uma sova tremenda em Janeiro na CAN, está a pouco e pouco a recuperar o seu ritmo. 

(foto: Mais Futebol)

Não são as condições ideias para uma eliminatória Champions mas podem ser condicionantes positivos para preparar o assalto final á Liga onde temos de ser perfeitos em todos os sentidos. E são muitos minutos nas pernas (o Benfica está de férias desde Dezembro a meio da semana) para aguentar sem quebras esta tensão final. Ás vezes pausas forçadas – porque nenhum jogador quer parar de moto próprio e menos para jogos europeus – são um auxilio inesperado para o treinador. No final de contas, algumas das lesões em questão podem vir a ter efeitos positivos neste sprint final.  

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Partilha de risco

O futebol é uma atividade de (elevado) risco, em que o sucesso de um futebolista num clube de topo, como é o caso do FC Porto, depende de variadíssimos factores.
Um desses factores, que é crítico, são as lesões.

Esta época, tivemos três exemplos de jogadores jovens que, à partida, pareciam ter tudo para darem o grande salto nas suas carreiras e, afinal, têm passado o tempo quase todo lesionados ou a recuperar de lesões.

Gonçalo Paciência (fonte: O JOGO, 09-09-2014)

Mikel (fonte: O JOGO, 05-01-2015)

Otávio (fonte: O JOGO, 06-01-2015)

Sou dos que penso que o recurso aos Fundos foi (é) fundamental para a competitividade das equipas portuguesas a nível europeu (o caso do SC Braga é o exemplo mais flagrante).

E uma das razões que me levam a ser favorável ao recurso aos Fundos (mediante regras claras) é precisamente a partilha do risco.

Porque investir, à cabeça, 8, 10 ou 15 milhões de euros no passe de um jogador, além de ser um investimento muito grande para uma SAD de um clube português, tem de ter retorno e não pode ficar demasiado sujeito a fatores imponderáveis, como é o caso das lesões.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O “azar” de 5 lesões em 135 minutos!

Hugo Almeida, Fábio Coentrão e Rui Patrício sofreram lesões musculares durante o Alemanha x Portugal, com os dois primeiros a terem de ser substituídos durante o desafio.

Seis dias depois, quando se chegou ao intervalo do jogo EUA x Portugal, já duas substituições tinham sido queimadas devido a mais duas lesões musculares: de Hélder Postiga (após uma época cheia de lesões, foi convocado por Paulo Bento e aguentou cerca de 10 minutos neste Mundial!) e de André Almeida (que andou a arrastar-se e a mancar durante uma parte significativa dos primeiros 45 minutos).

Cinco lesões musculares em apenas 135 minutos de competição é algo de inédito, que deveria levar os responsáveis da FPF a uma profunda reflexão e pedirem satisfações, quer ao selecionador, quer à equipa médica ao serviço da Federação (os quais, presumo, não trabalham de borla), acerca da programação, preparação e métodos de treino adoptados para esta fase final de um Mundial.

Mas nada disso vai acontecer. Ao invés, a propaganda já está a fazer o seu caminho e aquilo que se lê e ouve é que “o azar está a perseguir Portugal”…

Não há dúvida, Paulo Bento tem mesmo boa imprensa. E a gente até sabe porquê…



P.S.1 Perante os degradantes níveis físicos exibidos pela generalidade dos jogadores escolhidos por Paulo Bento (há idosos que demoram menos tempo a levantar-se do que Bruno Alves foi capaz de fazer no lance do 2º golo dos EUA…), será que o preparador físico desta seleção, João Aroso, vai continuar a fazer companhia ao chefe (Paulo Bento) e ver, também ele, o seu contrato com a FPF renovado?

P.S.2 Por que razão existe um fisioterapeuta do Real Madrid integrado na equipa técnica da seleção portuguesa de futebol? Foi convidado? Foi imposto por alguém? E, já agora, qual o seu papel na preparação de Cristiano Ronaldo e dos restantes “mancos”, perdão, jogadores da seleção de Paulo Bento?

sábado, 13 de abril de 2013

As consequências da praga de lesões

(FC Porto x SC Braga, lesão de Maicon)

No último FC Porto x SC Braga, Maicon sofreu uma entorse no tornozelo direito e teve de ser substituído ao intervalo. Esta época, é já a 3ª lesão que atinge o defesa-central brasileiro (na época passada foi considerado, por muitos, o melhor defesa central do campeonato português) e a última de uma série impressionante de lesões que, ao longo da época, tem assolado o plantel da equipa principal do FC Porto e, consequentemente, limitado as opções do treinador, quer nos jogos em questão, quer para os jogos seguintes.

Logo em Outubro, escrevi um artigo intitulado ‘Não serão lesões a mais?’, a propósito das lesões que, até essa altura, já tinham atingido Fernando, Castro, Maicon, Alex Sandro e Danilo.

Alguns jogadores e o treinador queixaram-se publicamente das lastimáveis condições em que estava o relvado do Dragão (“A relva é um problema. Levanta muito, faz escorregar, origina entorses e contraturas. Não é consistente e penaliza. Está a prejudicar-nos muito.”, Vítor Pereira, no final do FC Porto x Marítimo), tendo a Direção avançado para a inevitável substituição de um relvado novo, que tinha sido colocado a seguir ao concerto dos Coldplay.

Mas, mesmo com um novo relvado, a praga das lesões continuou a afetar diversos jogadores do plantel: James, Kléber, Defour, Mangala, Moutinho, Atsu, Varela e novamente Maicon, tornaram-se “clientes” do departamento médico portista.

Castro fraturou um dedo, Mangala teve uma luxação no ombro, Atsu sofreu uma entorse, mas a esmagadora maioria foram lesões musculares (distensões e microrroturas). Não me lembro de uma época com tantas lesões musculares a afetar tantos jogadores diferentes, incluindo jogadores como Moutinho, o que é uma raridade. Ah, e uma parte significativa destas lesões ocorreram nos treinos (exemplos: Kléber, Defour e Moutinho).

Isto não pode ser apenas azar. Tem de haver outra(s) explicação(ões). O estado lastimável do relvado foi uma das explicações apresentadas, mas esta série de lesões musculares não será também reflexo de algum problema decorrente da pré-temporada e/ou da preparação física da equipa?

Jogos, eliminatórias europeias e campeonatos ganham-se e perdem-se devido a múltiplos factores. Esta época, parece-me óbvio que as sucessivas lesões e a incidência das mesmas em alguns jogadores-chave, tiveram um peso significativo no desempenho da equipa em momentos cruciais.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Lesões e Seleções

«João Moutinho, Varela e Defour já estiveram esta quinta-feira no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, onde Vítor Pereira dirigiu mais um treino do FC Porto, que prepara a deslocação ao terreno da Académica (24.ª jornada, sábado, 18h15). Porém, os internacionais portugueses não estiveram no relvado: o primeiro [Moutinho] efectuou trabalho de recuperação no ginásio, enquanto Varela apresentou uma mialgia no adutor direito e limitou-se a tratamento. (...) Jackson Martínez e James, que estiveram ao serviço da Colômbia e tiveram o desgaste acrescido de uma viagem intercontinental, ainda não estiveram no Olival»
in www.fcporto.pt, 28-03-2013


Pelos vistos, Moutinho chegou da Seleção todo "roto", Varela com uma mialgia e os internacionais colombianos ainda nem sequer tinham chegado à hora do treino de quinta-feira.

O caso do Moutinho é mesmo paradigmático. A 23 de Fevereiro jogou contra o Rio Ave; depois sofreu uma lesão muscular num treino e falhou o jogo contra o Sporting (em 02-03-2013) e a recepção ao Estoril (em 08-03-2013). Dado como apto pelo departamento médico do FC Porto, no dia 13 de Março foi titular em Málaga mas, por volta dos 30 minutos, ressentiu-se da lesão na mesma perna e Vítor Pereira teve de o substituir ao intervalo.

(Málaga x FC Porto, O JOGO)

Lesionado, Moutinho voltou a falhar um jogo do campeonato, desta vez na Madeira, contra o Marítimo (em 17-03-2013) e, tal como na deslocação a Alvalade, o FC Porto voltou a empatar, perdendo mais dois pontos na corrida para o título.
Ao contrário do que é habitual com outros jogadores, todo este historial recente de lesões musculares não impediram Paulo Bento de convocar João Moutinho para dois jogos em países longínquos (Israel e Azerbaijão), nos quais o médio do FC Porto "apenas" jogou 180 minutos!
No treino de quinta-feira Moutinho efectuou trabalho de recuperação no ginásio. Veremos se já estará em condições de treinar na sexta-feira, o último treino antes da deslocação a Coimbra para defrontar a Académica.

O mesmo se passa com os dois internacionais colombianos que, na melhor das hipóteses, também apenas poderão participar num único treino de preparação para o Académica x FC Porto do próximo sábado. Espero é que as consequências de mais esta chamada à seleção da Colômbia não se façam sentir no próximo jogo do FC Porto. E digo isto porque ainda tenho bem presente o desempenho de Jackson Martinez no FC Porto x Olhanense. Para quem já não se lembra, eu recordo.
Guatemala e Colômbia disputaram um jogo particular em Miami, no dia 7 de Fevereiro, com início às 02h00 (hora de Portugal continental). Imagino o bem que deve fazer ao organismo de um jogador que vive na Europa, disputar um jogo neste horário.
De regresso a Portugal, após mais uma viagem intercontinental (e não sei quantos fusos horários), Jackson fez treino de recuperação na véspera do FC Porto x Olhanense e, no dia 10 de Fevereiro, teve um dos seus piores jogos com a camisola azul-e-branca, falhando um penalty e dois golos aparentemente fáceis, um em cada parte.

(FC Porto x Olhanense, O JOGO)

Lesões, seleções, limitações para treinar e/ou jogar, esta tem sido uma das sinas do FC Porto esta época.

P.S. Devido à entrada dura de Roberge (penalty por assinalar no Marítimo x FC Porto), a qual lhe provocou uma entorse no tornozelo direito, duas semanas depois Atsu continua lesionado e ficou de fora dos convocados para o Académica x FC Porto de amanhã. Regressado lesionado da seleção de Paulo Bento, Varela fica a fazer companhia a Atsu. E assim, Vítor Pereira vai para Coimbra sem extremos.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

As lesões de Fernando


Fernando é o melhor médio-defensivo do futebol português e tem, desde que sucedeu a Paulo Assunção na posição 6, um papel relevante no modelo de jogo do FC Porto, principalmente em desafios contra adversários mais fortes (como é o caso do jogo de hoje em Kiev).

Contudo, tem sido um jogador muito afetado por lesões musculares, particularmente desde a época 2010/11.
Isso mesmo pode ser comprovado pela utilização de Fernando no campeonato, nas últimas quatro épocas:
2008/09: 25 J, 2192 minutos (81% de utilização)
2009/10: 25 J, 2199 minutos (81%)
2010/11: 21 J, 1637 minutos (61%)
2011/12: 22 J, 1784 minutos (66%)

Esta época as lesões chegaram cedo. A primeira foi logo em finais de Agosto e implicou uma ausência de cerca de um mês; a segunda lesão, contraída no último jogo frente ao Marítimo, vai obrigar este médio brasileiro a uma nova paragem de várias semanas. E ainda estamos no início de Novembro.

Não é normal um jogador ter tantas lesões.
Existirá algum aspecto da constituição física de Fernando que esteja na origem destas sucessivas lesões musculares (não-traumáticas)?
Para além do treino global, não haverá possibilidade de ser efectuado um treino especifico, orientado para as características musculares do Fernando, e que contribua para diminuir a propensão deste jogador em ter este tipo de lesões?

domingo, 4 de novembro de 2012

O regresso de Rolando?

O FC Porto partiu hoje para a Ucrânia, onde na terça-feira irá defrontar o Dínamo Kiev, no 4º jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões.


Sem os lesionados Alex Sandro, Maicon e Fernando, o destaque na lista dos 19 convocados são as chamadas de Rolando, Iturbe e do defesa esquerdo colombiano Quiño.

Atendendo a que, de acordo com as previsões, Fernando e Maicon irão ter pela frente uma paragem de várias semanas, Vítor Pereira vai ter de arranjar alternativas, não só para este jogo mas, provavelmente, até à paragem do campeonato em Dezembro.


Tendo apenas quatro médios disponíveis - Defour, Moutinho, Lucho e Castro -, uma das possibilidades será puxar Danilo para o meio-campo (no início ou durante os jogos), entrando Miguel Lopes para defesa-direito.

Contudo, a principal questão está relacionada com a utilização, ou não, de Rolando. A confirmar-se que Maicon só voltará a competir em Janeiro, penso que faria todo o sentido voltar a apostar em Rolando para jogar do lado direito da dupla de centrais, ao lado de Otamendi (que continuaria a jogar do lado esquerdo). Para além de ser uma dupla que já fez dezenas de jogos e do superior traquejo de Rolando relativamente à outra opção (Abdoulaye), seria uma oportunidade de ouro para Rolando se (re)valorizar, tendo em vista a sua desejada transferência na reabertura do mercado.

Assim, não podendo contar com Alex Sandro, Maicon e Fernando (e Hulk...), o meu onze para Kiev seria o seguinte:
Helton
Danilo, Rolando, Otamendi, Mangala
Defour, Moutinho, Lucho
James, Jackson Martínez e Varela

Imagens: ojogo.pt

sábado, 3 de novembro de 2012

O relvado do Dragão

Na sequência do espetacular concerto dos Coldplay, o relvado do Estádio do Dragão, que tinha sido colocado há três anos, após outro grande evento - a Corrida dos Campeões (Race of Champions) -, teve de ser substituído.

Contudo, ao contrário do que aconteceu em Julho de 2009, em que a relva veio da Alemanha, desta vez a relva (7.500 a 10.000 metros quadrados) veio de Benfica do Ribatejo, dos viveiros da Vasverde, uma empresa que, de acordo com o que pôde ser lido nos jornais, “está a apostar no arrelvamento de campos de futebol, como o do estádio do Dragão, como forma de dar visibilidade ao seu negócio”.

Também ao contrário do que aconteceu nas duas anteriores substituições do relvado (em 2004 e 2009), em que a relva foi colocada pela empresa britânica "Support in Sport", desta vez essa operação foi efetuada pela RED – Relvados e Equipamentos Desportivos, empresa de créditos firmados e responsável pelo tratamento e manutenção dos relvados do FC Porto (e não só) há largos anos. A operação consistiu na remoção e substituição do relvado existente e de uma camada de subsolo de 8 cm de espessura e, aparentemente, tudo correu bem e de acordo com o previsto.






Durante anos tivemos o melhor relvado de Portugal (um magnifico tapete verde) mas, logo nos primeiros jogos desta época, foi visível que a nova relva do Estádio do Dragão não era grande coisa, com muitos pedaços a levantarem.

Com a chegada da chuva e o problema por resolver, em 26 de Outubro, Vítor Pereira queixou-se, publicamente, pela primeira vez:

A empresa que trata do nosso relvado [RED] é a melhor que já vi. O ano passado a qualidade da nossa relva era de altíssimo nível e este ano está com dificuldades. Para o nosso jogo rápido, com mau tempo, acaba por não ser fácil. O ideal seria ter novamente uma relva consistente e rápida. Acredito que isso volte a acontecer.”

Críticas que Vítor Pereira repetiu, e ainda com mais contundência, no final do FC Porto x Marítimo:

A relva é um problema. Levanta muito, faz escorregar, origina entorses e contraturas. Não é consistente e penaliza. Está a prejudicar-nos muito.”

E algumas das consequências já são conhecidas.

«(…) Vítor Pereira começou a preparar a deslocação a Kiev com quatro dúvidas em mente, todas decorrentes do jogo da véspera e a suscitar muitas reservas sobre a possibilidade da utilização de Lucho, Helton, Maicon e Fernando na capital ucraniana. Com os restantes titulares de sexta-feira a cumprirem trabalho de ginásio e de recuperação na primeira metade do treino, Fernando (microrrotura do longo adutor da coxa direita), Lucho (contusão no joelho esquerdo), Maicon (entorse no tornozelo direito com arrancamento ligeiro do astrágalo) e Helton (mialgia na coxa direita) limitaram-se a receber tratamento, juntando-se a Rafa e Alex Sandro no departamento médico.»
in www.fcporto.pt, 03-11-2012

As condições em que está o relvado do Estádio do Dragão estão à vista de todos.
Alguns jogadores já se queixaram.
O treinador principal já se pronunciou, duas vezes, sobre o assunto e referiu as consequências que o estado da relva tem para os jogadores e desempenho da equipa.
Compete aos dirigentes do FC Porto avaliarem a situação e tomarem decisões.

Fotos: RED – Relvados e Equipamentos Desportivos

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não serão lesões a mais?







Fernando, Castro, Maicon, Alex Sandro, Danilo, não serão demasiadas lesões para tão poucos jogos disputados esta época?
É que, ainda por cima, dos jogadores anteriores apenas o Alex Sandro tem sido regularmente convocado para a respectiva Seleção.
Espero que estas lesões sejam apenas uma onda de azar e não o reflexo de algum problema decorrente da pré-temporada e/ou da preparação física da equipa.

Imagens: ojogo.pt

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Estranho Caso de Radamel Falcao

Não se tratando de um estranho caso de saúde em que uma criança (Benjamin Button) nasce já velha e vai ficando mais nova até morrer, o caso de saúde de saúde de Radamel Falcao tem gozado da sua dose de estranheza...

Dado como apto para jogar contra o Benfica, e para jogar com praticamente todas as equipas desde então, Radamel Falcao continua a não jogar, aparentemente por não se encontrar 100% recuperado da lesão que sofreu no inicio de Janeiro, com a Naval.

- No dia 5 de Fevereiro, sai a noticia de que Falcao já não consta do boletim clínico do Dept. Médico do FC Porto (noticia aqui);
- A 6 de Fevereiro jogou-se o FC Porto x Rio Ave e Falcao volta a não jogar;
- No Braga x FC Porto do dia 13 de Fevereiro Falcao não é convocado novamente para um jogo;
- Para o jogo com o Sevilha, no dia 17 de Fevereiro, foi convocado e perspectivava-se que substituísse James Rodrigues no 11 titular (rtp).

O factor estranheza advém do facto de Falcao não constar dos boletins clínicos do Dept. Médico do FC Porto há já algum tempo, e das variadas declarações contraditórias do próprio Falcao, dos colegas e do treinador André Villas-Boas.

No fim do jogo com o Sevilha, Falcao disse à CS que "Estava disponível para jogar, mas vamos esperar pelo melhor momento", dando a entender que teria sido uma escolha da equipa técnica. Contudo, no seu site, Radamel afirma que "desafortunadamente no me sentía bien para jugar hoy, no estaba al 100% aunque me moría de ganas por estar dentro de la cancha junto a mis compañeros no pude estar porque no me sentía al 100% físicamente para dar lo mejor junto al equipo".

Longe de querer alimentar polémica e estar a fazer acusações infundadas, este caso é extremamente estranho e nada comum no FC Porto, merecia um melhor esclarecimento relativamente à lesão e à razão da indisponibilidade do jogador. Será que o bluff que se faz contra os adversários, aproveitando a indisponibilidade, vale os rumores e boatos que se vão ouvindo e que nada dignificam o jogador ou a instituição?

As melhoras e um regresso rápido Falcao...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A lesão de Emídio Rafael



As imagens da lesão de Emídio Rafael foram arrepiantes e logo se percebeu que se tratava de uma situação muito grave. De facto, o lateral-esquerdo do FC Porto fez uma fractura do perónio e rotura do ligamento deltóide da perna esquerda, tendo sido operado e só irá regressar à competição no início da próxima época.



Numa época que está a ser horribilis para a ala esquerda do FC Porto - já sofreram lesões mais ou menos graves Cristian Rodriguez, Varela, Álvaro Pereira e Emídio Rafael - o que se espera é que o ex-academista recupere em pleno.

Foto: abola.pt
Infografia: record.pt

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O onze tipo esboroou-se

«André Villas-Boas não pôde contar com seis jogadores, todos ao cuidado do departamento clínico do clube portista. Beto, Falcao e Cristián Rodríguez são casos conhecidos, permanecendo todos a realizar treino condicionado. Alvaro Pereira encontra-se a recuperar da intervenção cirúrgica ao ombro esquerdo a que foi submetido no domingo. Fucile e James são as restantes baixas. O lateral uruguaio tem uma mialgia de esforço, enquanto o extremo colombiano tem uma contusão no pé direito. (…) Quem já corre normalmente para o regresso são Varela e Fernando»
in Maisfutebol, 04/01/2011


Um jogador a recuperar de uma recente intervenção cirúrgica; dois jogadores a limitarem-se a fazer tratamento; três jogadores em treino condicionado; e dois jogadores a, finalmente, regressarem aos treinos normais após uma paragem de um mês. A poucos dias do primeiro jogo para o campeonato em 2011, é esta a realidade do plantel portista. Tenho a certeza que este facto preocupa muitíssimo mais André Villas-Boas, do que a derrota contra o Nacional para a Taça da Liga. A mim preocupa e, juntando a isto a fragilidade do plantel em algumas posições, considero ser esta a grande ameaça às aspirações do FC Porto, quer no campeonato, quer na Liga Europa.

Se recuarmos no tempo, verificamos que André Villas-Boas preparou e arrancou para esta temporada (na Supertaça) com o seguinte onze:


Para além de uma natural gestão em algumas posições (Sapunaru versus Fucile, Maicon versus Otamendi, Belluschi versus Ruben Micael), este onze base foi-se mantendo durante várias semanas, até que as inacreditáveis condições da “piscina” de Coimbra estiveram na origem de uma lesão muscular de Fernando. No entanto, o médio brasileiro foi (bem) substituído por Guarin, cujo rendimento na posição 6 tem vindo a surpreender, e a equipa manteve os elevados índices exibicionais.

Mas os problemas não afectaram apenas um dos titulares do onze tipo. O “Drogba da Caparica” começou a época ainda a recuperar de uma lesão grave contraída na época passada (fractura no perónio que o afastou do Mundial da África do Sul) e, apesar de André Villas-Boas gerir com pinças a sua utilização, teve recaídas que o obrigaram a abandonar duas convocatórias da Selecção, até “encostar às boxes” em meados de Novembro. E, em poucos dias, o treinador do FC Porto ficou sem a asa esquerda (não confundir com o fim dos voos da águia Vitória…), porque também Alvaro Pereira se lesionou ao serviço da selecção uruguaia (fissura no úmero esquerdo).

Em Dezembro, já sem Varela e Alvaro Pereira, outro esquerdino – Cristián Rodríguez – lesionou-se pela n-ésima vez nos últimos 16 meses. E como se tudo isto não bastasse, Falcao começou a acusar a sobrecarga de jogos (e viagens) ao serviço do FC Porto e da Colômbia, alguns dos quais disputados em condições particularmente difíceis, até que também ele teve de parar (“Falcao teve de sair [no intervalo do Paços Ferreira x FC Porto] por estar perto da cedência muscular. Ele estava no limite daquilo que podíamos arriscar.”, André Villas-Boas).

No futebol não há milagres. Sem Fernando, Varela, Alvaro Pereira e, nos últimos jogos, também ‘El Tigre’, era inevitável a quebra de rendimento da equipa portista. Isto e o facto de outros jogadores parecerem presos por arames é, não tenho dúvidas, a principal razão para as exibições sofríveis que se verificaram após os inesquecíveis 5-0 do dia 7 de Novembro de 2010.

Por isso, mais do que qualquer D. Sebastião no mercado de Janeiro, o grande desafio para esta 2ª metade da época, é a recuperação plena do actual plantel portista, particularmente dos jogadores do onze tipo definido por André Villas-Boas e que tão boas provas já deu esta época.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Azar ou algo mais complicado?

«Cristian Rodríguez continua a ser perseguido pelo azar. Ontem, na noite em que fazia a sua estreia a titular neste campeonato, o extremo não conseguiu concluir o encontro em campo. Ainda antes da hora de jogo, sentou-se no relvado, em frente ao banco do FC Porto, e de lá não mais saiu. Depois de assistido, e com as lágrimas nos olhos, o internacional uruguaio teve de abandonar o terreno de jogo. Resultado: uma mialgia de esforço na coxa esquerda.»
in record.pt, 07/12/2010


Desde que em Junho de 2009 se lesionou ao serviço da selecção uruguaia, Cristian Rodríguez tem tido sucessivas lesões musculares. A época passada foram quatro ou cinco e esta época a coisa ameaça ir pelo mesmo caminho.

O mesmo se passa com Varela, também ele propenso a problemas físicos, que esta época já o levaram a ser duas vezes dispensado da Selecção e agora o afastaram do jogo contra o Vitória de Setúbal. Pelos vistos, nem o facto do André Villas-Boas gerir com pinças a utilização do “Drogba da Caparica”, substituindo-o quase sempre por volta dos 60-70 minutos, impede que as lesões musculares se manifestem.

O FC Porto é um clube altamente profissionalizado e, quer em termos de acompanhamento médico, quer de condições para uma correcta preparação física, estou certo que nada falta aos jogadores. Por isso, e mesmo não sabendo qual é a explicação, penso que é simplista classificar como azar os sucessivos problemas que têm afectado Rodriguez e Varela. Haverá, concerteza, outra explicação.

P.S. O que seria se o campeonato português fosse mais intenso, tivesse mais jornadas e o FC Porto jogasse de três em três dias, tendo de recorrer aos seus melhores jogadores?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

As selecções e os clubes

«A Federação uruguaia de futebol deu a conhecer que o jogador do F.C. Porto, Álvaro Pereira, sofreu um traumatismo no ombro esquerdo, no decorrer do particular com o Chile (…). Numa nota emitida no seu site oficial, o organismo acrescenta que se realizou um raio-X que apurou uma fissura no úmero, sem que, no entanto, tenha existido deslocamento. Os exames efectuados foram enviados para os dragões.
Alberto Pan, médico da Federação uruguaia, salientou, em declarações à imprensa do seu país, que a lesão poderia ser «muito mais grave» e que foi «por sorte» que não houve uma fractura, o que não impede, no entanto, que o jogador tenha de ficar «inactivo por um bom tempo». Os primeiros cenários apontam para, pelo menos, 30 dias de paragem, o que origina que não volte a jogar em 2010.»
in Maisfutebol


Que “sorte” que o FC Porto teve! O Álvaro Pereira “só” vai falhar seis jogos, incluindo a deslocação a Alvalade. Isto, claro, se recuperar bem e regressar em pleno no início de 2011.

Os jogadores internacionais são caros. Para além do custo do “passe”, os clubes/SADs têm de suportar salários elevados e outro tipo de encargos.
As selecções limitam-se a convocar estes jogadores, fazem-nos viajar milhares de quilómetros, usam-nos a seu belo prazer e devolvem-nos muitas vezes fisicamente de rastos (André Villas-Boas já se queixou disso esta época, a propósito do Falcao). Mas o pior é quando os devolvem lesionados. Na época passada foi Cristian Rodriguez e agora chegou a vez de Álvaro Pereira.

O negócio da FIFA é fantástico. As despesas são dos clubes; os lucros são das federações e da própria FIFA.

Mas voltando ao Álvaro Pereira, não havendo uma alternativa clara e testada (Palito é só o jogador mais utilizado por André Villas-Boas, tendo disputado todos os minutos da Liga 2010/11 até ao momento), é provável que seja substituído por Emídio Rafael nas provas internas e por Fucile na Liga Europa.

P.S. De um momento para o outro, a ala esquerda do FC Porto – Álvaro Pereira e Varela – foi à vida. Razão tinha o André Villas-Boas em pôr água na fervura, dizendo que o campeonato está longe de estar decidido.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lesões, lesões e mais lesões


«O FC Porto prosseguiu, esta quarta-feira, no Olival, com a preparação do desafio da 26.ª jornada da Liga. O ensaio ficou marcado pela ausência do médio Guarín, que se limitou a fazer tratamento, devido a uma mialgia de esforço na coxa esquerda. (...)
O treinador azul e branco continua ainda sem poder contar com Raul Meireles (treino condicionado), Rodríguez (treino condicionado), Mariano (tratamento) e Varela (tratamento).»
in www.fcporto.pt, 07/04/2010


O calvário das lesões não acaba. A pré-época começou com Miguel Lopes, Orlando Sá e Rodríguez lesionados e, durante a época, o número de jogadores afectados por lesões é interminável, com particular destaque, devido à gravidade das mesmas (tempo de inactividade), para Varela, Fernando, Farías, Mariano, Varela (outra vez) e Rodríguez, que já sofreu quatro lesões musculares.
Comparativamente a estes casos, a tendinite no joelho esquerdo de Meireles e a mialgia de esforço na coxa esquerda de Guarin, apesar de os impedirem de treinar, até podem ser encarados com optimismo...

Qual a razão para tantas lesões?
Para começar, convém distinguir fracturas ou lesões ligamentares de (micro)roturas musculares. E em relação às lesões musculares, é sabido que dificilmente ocorrem devido a uma só situação específica, sendo a constituição muscular do atleta, o histórico clínico, a fadiga acumulada e o treino alguns dos factores que influenciam o surgimento destas lesões.

Seja como for, no que diz respeito à gestão de esforço e preparação física do plantel, poderá falar-se em incompetência da equipa técnica?
Jesualdo Ferreira tem muitos críticos e "costas largas", mas culpá-lo também pelas lesões parece-me um bocadinho demais. De outro modo, como explicar que nas últimas três épocas os jogadores do FC Porto tenham tido poucas lesões musculares, apesar do enorme número de jogos disputados?
Por exemplo, eu recordo-me que na época 2007/08 praticamente nenhum dos habituais titulares se lesionou e o onze-base foi quase sempre o mesmo.

Aliás, no passado dia 15 de Março, o jornal 'O Jogo' publicou uma notícia onde contabilizava as lesões mais graves das épocas de Jesualdo Ferreira como treinador do FC Porto, e um denominador comum era a quase ausência de lesões musculares entre os habituais titulares.

«2006/07: Na primeira época no FC Porto, Jesualdo deparou-se com várias lesões graves: Bruno Moraes teve uma rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo; Ibson fracturou o pé esquerdo; Anderson foi operado ao perónio e Pedro Emanuel ao tendão de Aquiles. A estes juntam-se lesões menos graves como as sucessivas lesões musculares do goleador Adriano e a rotura num joelho de João Paulo.

2007/08: A época mais saudável desde que Jesualdo Ferreira está no FC Porto. Não houve registo de lesões graves e o treinador conseguiu ter o onze-base quase sempre à disposição. Houve, sim, problemas pontuais, como o de Helton (lesão num ombro que o afastou por três jogos), Farías (microrrotura na coxa direita que o afastou também por três jogos) e Cech (rotura muscular na coxa esquerda que o deixou de fora durante seis jogos).

2008/09: A última época só foi problemática no final: Fucile sofreu uma entorse, Hulk uma rotura parcial do ligamento do tornozelo e Lucho uma lesão no menisco do joelho esquerdo. O argentino, que se lesionou frente ao Manchester United, falhou mesmo os últimos seis jogos do campeonato e a final da Taça de Portugal. No arranque da época, Tarik também chegou lesionado, com uma entorse grave no tornozelo direito.»
in O JOGO, 15/03/2010



Não sou especialista em metodologia de treino, mas admito que a pouco habitual onda de lesões que afectou o plantel do FC Porto esta época, possa estar relacionada com o facto de termos feito a pré-temporada na Andaluzia, com temperaturas na casa dos trinta e muitos graus.

Há algum tempo atrás, no blogue 'Portistas de Bancada', a participação na Peace Cup já tinha sido referida como podendo estar na origem desta onda de lesões. Ora, se assim for, não me parece que o Jesualdo seja o principal culpado. Presumo que não foi ele a contratualizar a participação do FC Porto na Peace Cup. Do mesmo modo que não acredito que se fosse outro o treinador, a SAD tivesse recusado o prestigioso ($$$) convite para participar no maior torneio de clubes do Mundo. Pela mesma razão que, independentemente dos treinadores de ocasião, o Manchester United e o Real Madrid fazem digressões à Ásia.

Repito que não sei se as lesões estão relacionadas com a pré-temporada no Sul de Espanha, mas não deve ser por acaso que, normalmente, o FC Porto faz as pré-temporadas na Alemanha ou na Holanda.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Razia de lesões

«Jesualdo Ferreira vai ter de improvisar para o jogo de apresentação aos sócios e adeptos do F.C. Porto. O técnico dos azuis e brancos não tem nenhum dos três laterais direitos disponíveis e Tomás Costa será adaptado ao lugar na partida contra o Mónaco.
(...)
Jorge Fucile, Miguel Lopes, Sapunaru, Farías, Orlando Sá e Rodriguez continuam afastados dos trabalhos do restante plantel. Os dois primeiros ainda subiram ao relvado na parte final do apronto mas limitaram-se a correr em ritmo lento. Todos eles, ao que tudo indica, estão fora de combate para o duelo com o Mónaco.»
in Maisfutebol, 17/07/2009


Ainda agora começou a época (treinos) e já há seis lesionados. É certo que dois deles - Miguel Lopes e Orlando Sá - ainda estão a recuperar de lesões/operações da época passada, mas também é verdade que nos restantes quatro já lá estão dois clientes habituais do departamento médico: Sapunaru e Fucile.