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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Ricos tachos

Numa época (15/16) em que conseguiram «brilhantes» resultados (tanto desportivos como economico-financeiros), os administradores da FCP SAD levaram para casa 2 milhões de Euros, ou seja, em média uns 400mil euros cada um (ou 33mil euros por mês, o que já dá para comprar um bom carro todos os meses). Isto já não incluindo obviamente regalias várias de ajudas de custo (carros de luxo, viagens, comunicação etc) que estão enterradas em FSE; remuneração do FCP clube; e eventuais regalias menos óbvias que possam ser fruto da posição que ocupam no FCP.

E já na época anterior tinha sido igual. E na anterior a essa também.

Convenhamos que não é nada mau. Mas compreende-se, o dinheiro dá sempre jeito para eventualidades, como por ex, sei lá, aquando de separações ou divórcios não amigáveis.

Falando a sério, já falo neste ponto há muitos anos em artigos e comentários no RP: a remuneração fixa dos administradores da SAD é obscena, ainda por cima para quem diz estar no FCP por amor ao clube. Não devia ser nunca superior ao salário médio português (podendo a remuneração total ser muito mais alta em função de bónus de desempenho, isso acho bem). É mesmo uma afronta a imensos adeptos portistas que fazem grandes sacrifícios para poder seguir o FCP. Enfim, é preciso não ter vergonha na cara.

PS - O profissionalismo da SAD vê-se também em coisas como esta. 15 meses depois de eu ter escrito esse artigo e ter enviado um email à SAD (como se fosse preciso alguém de fora reparar numa coisa tão básica...) continua tudo exactamente na mesma, é impossível para um estrangeiro comprar na loja online, que só tem versão portuguesa e dá o mesmo erro na hora de preencher o # de telemóvel. Mas pronto, ainda bem que as receitas que se perdem de merchandising com isto não fazem falta nenhuma...

domingo, 19 de julho de 2015

Bora lá então vender camisolas

Penso que anda muita gente com a cabeça nas nuvens pensando que só com o lucro das receitas extra de merchandising - em camisolas, acima de tudo - o FCP vai conseguir pagar o salário ao Casillas. Sim, vai ajudar um bocadinho, mas muito menos do que alguns sonham. Acho que se conseguirmos fazer 100mil € extra/ano de lucro em camisolas já seria bom. O dobro seria fantástico.

Dizem alguns que só em vendas online para fora de Portugal vamos fazer um balúrdio.

Vamos?

Para começar dava jeito que os estrangeiros (ou até mesmo emigrantes!) pudessem comprar na loja online oficial do FCP. Se calhar não era uma má ideia, sei lá.

O site oficial do FCP deixa imenso a desejar, como se constata no seguinte:

1) O FCP tem tido imensos jogadores de língua espanhola ao longo dos últimos 15 anos (colombianos, argentinos, espanhóis, mexicanos, uruguaios etc). Não é de hoje, nem de há 5 anos. Muito se falou na simpatia granjeada pelo FCP na Colômbia desde que o Falcao veio para o FCP, já agora. Pois bem, no ano da graça de 2015 (e quando parece que já não vamos ter um único colombiano no plantel)... o site oficial do FCP ainda não tem versão em espanhol: apenas português e inglês.

2) Na versão inglesa do site, aparece um link para a «STORE» (muito «envergonhado», para o fundo da página). Os mais determinados em encontrar a loja online ao encontrar esse link e clicando nele encontram isto. Game over, dude.

3) Os emigrantes e os poucos estrangeiros audazes que tentarem prosseguir a visita da loja online na versão portuguesa (e vá lá que no «pulldown menu» para a lista de países disponíveis não aparece uma Colômbia mas aparece um México e Espanha, menos mal), deparam-se com o seguinte «pequeno» problema na altura de fazer «check out» e concluir a compra: é obrigatório dar um número de telemóvel. 

Ok, no big deal. Mas infelizmente e pelo que vi só aceita # de telemóvel portugueses e não do país correspondente à morada, já que ao preencher esse dado aparece isto: «Erro! Número de caracteres insuficientes». Agradecia que quem ler isto e viver em outros países no estrangeiro façam uma simulação e partilhem o resultado na caixa de comentários.

Enfim, há muitas outras coisas no site que são amadoras mas os três pontos que mencionei anteriormente parecem-se ser de uma negligência tremenda. É que são problemas muito fáceis de resolver (não estamos a falar de um re-design do site) e há já muitos anos que os adeptos assinalam o amadorismo do site (mas nem precisavam). Acho que não há desculpas possíveis (incluindo um hipotético problema de contrato. O contrato actual por acaso já foi feito há 10 anos? Claro que não, este problema passou de contrato para contrato. Nunca foi amendado? Não pode ser amendado?).

Enfim, pode ser que com a vinda do Casillas seja agora que finalmente vão fazer alguma coisa sobre isto. Não era mal visto que o fizessem antes que o último mexicano, colombiano e espanhol do FCP se fossem embora.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Porto: cada vez mais Futebol Clube

Por André Machado

A vencer desde 1893. É este o “benchmarking” de tantos portistas como eu, que no alto das suas cadeiras de sonho, profissionalmente falando, aplicam esta filosofia, sem pestanejar, no seu dia-a-dia. A transposição é permanente. Nunca esquecida. Vencer desde a sua nascença. Vencer desde a sua existência. Vencer. Ganhar. Conquistar. Crescemos a sentir o Porto e a pagar cara cada vitória. Nas Antas torcíamos mais do que os outros, acreditávamos mais do que os outros, ficamos conscientes e convictos que, para sermos melhores, teríamos forçosamente que fazer mais, e acima de tudo fazer mais do que os “outros”. Assim o fizemos. Assim trouxemos esta bagagem para a nossa vida profissional, pessoal. O Porto foi e é uma escola de homens. O Ensinamento. O Exemplo.


Mas nós, e quando me refiro a nós, falo na globalidade da essência do que é ser “portista”, não fomos os únicos a abraçar o crescimento e a maturidade. O Porto, também ele, cresceu. Mudou de casa. Triplicou o número de colaboradores. Quadruplicou o valor das suas equipas. Até diversificou a sua actividade e fundou novas empresas. Sempre a vencer, pelo menos dentro do campo. Nas quatro linhas. Na sua máxima preocupação, o Futebol. No “core” da sua existência, o Desporto Rei. Mas fora dele, parece esfumar-se no tempo, como um dia de neblina pela manhã, esta vontade de ser mais. Esta vontade de ser Porto.

Hoje o Porto não é só emoção, não representa apenas uma causa, uma região. Hoje o Porto é razão. É negócio, é activo e passivo. Hoje o Porto é lucro, organização, rentabilidade. Hoje o Porto somos todos nós, mas não só. Hoje o Porto é “mais” SAD. Mas é “menos” Comercial, menos Estádio, menos Multimédia, menos Seguros, menos Viagens, e claramente, é hoje menos Modalidades. Podia ser mais, mas não é. Hoje o Porto é muito, podia ser bem maior, mas parece teimar em não querer ser.


Classifico, desportivamente, como irrepreensível o trabalho da estrutura da SAD e respectivos elementos. Classifico como únicos os feitos e as conquistas alcançadas. Reconheço uma validade e um valor extremo e ímpar. E este reconhecimento abrange as mãos de quem detém o destino do meu Clube. Porém, desconheço a estratégica, o posicionamento e a abordagem comercial. O fio condutor das outras estruturas que perfazem o Grupo. Desconheço a penetração comercial internacional pretendida. Desconheço a capitalização do “Brand Equity”, desagregado do activo “Futebol”. Desconheço a captação de investimento internacional na sponsorização do clube e no investimento na rubrica “Hospitality”, entre outras. Desconheço talvez porque ando desatento, talvez porque a Razão baralhe a Emoção, de quando em vez. Desconheço talvez porque haja menos comunicação mediática sobre estas rúbricas, desconheço porque talvez seja de menor escala a política expansionista do grupo. Desconheço, talvez porque não perceba de política alguma, para além da política desportiva, que é de fácil compreensão. Simplesmente desconheço. Prefiro assim.

Mesmo quando se fala em expansão, fala-se pouco em penetração global. Conhecem-se entradas específicas em Mercados Emergentes, nomeadamente na aquisição de novos activos, leia-se jovens jogadores. Mas referencia-se pouco a comercialização activa de merchandising personalizado, por exemplo, nestes Países. Quantas multinacionais, que se encontram em fase de penetração no Mercado nacional, terão sido abordadas? Quantas feiras desportivas de renome mundial contaram com a presença do FC Porto, enquanto expositor? Quantos Produtos foram Licenciados e activados fora do território nacional? Quantas vezes foi o Porto o veículo que aproxima as organizações internacionais do Mercado Nacional, capitalizando assim o investimento que as mesmas fazem no clube e elevando a mais-valia que significa a elaboração de uma parceria comercial com a organização? Quantos eventos captados internacionalmente, fora do âmbito desportivo foram captados e inseridos no contexto Estádio do Dragão / Dragão Caixa? Quantos modelos de sucesso foram analisados, estudados e seguidos, nas diferentes áreas de negócio? Desconheço. Sou um leigo. Uma vez mais, um cego. Se no capítulo desportivo não há discussão que resista pois a invencibilidade estratégica impera há mais de três décadas, o mesmo não se pode afirmar no que à capitalização e rentabilização de outras potencialidades do Clube, das Empresas e da Marca, diz respeito.

Pegando num exemplo bem próximo e actual, as novas plataformas digitais e os designados “Social Media” que vieram para ficar, a página oficial do clube, no Facebook, possui um elevado número de colombianos como fãs e seguidores das actualizações diárias e da realidade presente do clube, estando já no topo da tabela, fruto das estrelas que o Porto conseguiu captar, neste País. De que forma é que rentabilizamos comercialmente esta aproximação intercontinental? Quantos dos nossos patrocinadores oficiais (independentemente da sua classificação, “Gold or Silver”) ou parceiros, que possuem especial interesse nesta região do Globo, utilizaram este canal como meio e veículo de comunicação direccionada? São muitas as questões que possuo. Desconheço todas as suas respostas. Talvez por ser um leigo. Serei certamente um leigo nesta matéria.

A vencer desde 1893 continua a ser o “benchmarking” e o legado de tantos portistas como eu, que no alto das suas cadeiras de sonho, profissionalmente falando, aplicam esta filosofia, sem pestanejar. Já o fizeram no passado. Vencer desde a sua nascença. Vencer desde a sua existência. Vencer. Ganhar. Conquistar. O Porto foi e é uma escola de homens. O Ensinamento. O Exemplo. Porque no Porto sempre torcemos mais do que os outros, sempre acreditamos mais do que os outros, sempre fomos conscientes que para sermos melhores, teremos forçosamente que fazer mais, acima de tudo fazer mais do que os outros.

E, neste capítulo, no extra futebol, ainda não somos suficientemente “mais”. Ainda não somos “mais” do que os outros…

Nota: o Reflexão Portista agradece a André Machado a elaboração deste artigo.
   

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sombrero vueltiao


No final do jogo, a propósito dos dois golos que marcou e da comemoração do segundo com um sombrero vueltiao, Freddy Guarín afirmou o seguinte:
"Foi muito importante para mim. Foi um amigo, Arturo, da aldeia onde nasci, que mo deu. É um chapéu típico do meu país."


Recentemente falei aqui no assunto. É um desperdício ter no plantel três internacionais colombianos e não tirar partido disso, nomeadamente em termos de promoção da marca FC Porto no mercado sul-americano (principalmente na Colômbia e Venezuela). Evidentemente, não seria um negócio para dar lucro imediato, mas sim algo inserido numa estratégia global de expansão da marca FC Porto, cujo primeiro passo é a divulgação (semear), para mais tarde então apostar no merchandising e no negócio dos produtos televisivos (colher).

Mas para além dos aspectos desportivos, há também o potencial turístico que poderia ser explorado. Não haveria hipótese de serem desenhados protocolos com as entidades que promovem o turismo da Colômbia na Europa, bem como, o turismo português (e mais particularmente do Porto e Norte) no mercado sul-americano?

(www.elmundo.com)


(www.rcnradio.com)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A crise e o modelo de gestão portista (III)

O impacto da crise no futebol português (I)

A crise vista da 2ª circular (II)


O Decreto-Lei n.º 67/97, de 3 de Abril, no seu artigo 45º determinou que as suas normas entravam em vigor no dia 1 de Agosto de 1997. Assim, até ao início da época desportiva seguinte (1997/98) deveriam os clubes optar por um de dois regimes:
- sociedade desportiva;
- clube desportivo sujeito a regime especial de gestão.

Analisando o desempenho das sociedades desportivas de FC Porto, Sporting e Benfica neste período – últimas 11 épocas, de 1997/98 a 2007/08 – é evidente que, quer em termos desportivos, quer em termos financeiros, a gestão portista demonstrou ser a melhor do futebol português. Isto para mim é claro e não há ‘Apito Final’ que o consiga disfarçar.

E se em termos desportivos – a essência e objectivo primordial das SAD’s – a diferença é abissal (7 campeonatos, 1 Taça UEFA, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça Intercontinental, contra apenas 3 campeonatos ganhos por Sporting e Benfica em conjunto), em termos financeiros também parece não haver grandes dúvidas, bastando olhar para os passivos globais dos três clubes grandes.


O modelo de gestão portista, particularmente nas últimas cinco épocas (2004/05 a 2008/09) tem sido, no essencial, baseado nos seguintes princípios orientadores:

i) prospecção de jogadores (privilegiando o mercado sul-americano) feita pela própria SAD ou por empresários;

ii) investimento anual significativo em passes de jogadores (a maioria com idade inferior a 24 anos);

iii) crescimento e rentabilização desportiva dos jogadores durante três ou quatro épocas, com o desempenho na Liga dos Campeões a ser fundamental, visto servir de montra privilegiada para os "tubarões" europeus;

iv) venda de pelo menos dois dos melhores (e mais valorizados) jogadores todos os anos, de modo a gerarem mais-valias que permitam equilibrar as contas e realimentar o modelo.

É um facto que tem havido um elevado desperdício associado a muitos falhanços nas compras e ao número excessivo de jogadores sob contrato (com dezenas a terem de ser emprestados), mas a SAD portista tem tido o inegável mérito de conseguir vender muito bem as suas “pérolas” a alguns dos clubes mais endinheirados da Europa (Chelsea, Barcelona, Dínamo Moscovo, Manchester United, Real Madrid, Inter Milão), o que lhe permitiu fazer encaixes impensáveis, particularmente no pós-Gelsenkirchen.

Contudo, é óbvio que este é um modelo de risco elevado.

Por exemplo, o que acontecerá se, por falta de liquidez dos compradores, a FCP SAD não conseguir vender as suas “pérolas” durante duas épocas seguidas?

Ou, pior ainda (do ponto de vista desportivo), se tiver de vender dois ou três dos seus melhores jogadores, para encaixar o mesmo dinheiro que nos últimos anos recebia por apenas um?

Em 10 de Outubro passado, em declarações ao PÚBLICO, Fernando Gomes afirmou o seguinte:
Esta ausência de liquidez vai tornar muito mais difícil o acesso ao crédito, que terá uma selecção muito mais rigorosa, ainda mais quando os clubes portugueses estão altamente endividados e necessitados de fundos de terceiros, nomeadamente da banca.”

Mais recentemente, em declarações que fez à Agência Lusa, Fernando Gomes reafirmou e reforçou as suas preocupações com o impacto que a crise poderá ter no futebol e, particularmente, no FC Porto.

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Fernando Gomes, Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD


O administrador da sociedade desportiva do FC Porto, afirmou à Lusa que a actual situação económica e financeira, tendo em consideração o nível de endividamento dos cubes, vai "ter reflexos nos clubes e SAD, que vão ter maiores dificuldades de acesso ao crédito devido à falta de liquidez e terão condições de crédito muito mais gravosas", o que terá efeitos na conta de exploração.

Aquele responsável observou que, "tendo em linha de conta que Portugal é um país exportador de jogadores e que essas exportações são necessárias para equilibrar as SAD, com as mais valias geradas", a área das transferências vai ter "reflexos negativos sobre a vida financeira dos clubes" nacionais.
Fernando Gomes realçou que os clubes estrangeiros, nomeadamente do mercado inglês, terão menos liquidez para fazer compras e "os valores das transferências de jogadores deverão baixar, devido à menor capacidade de investimento dos clubes importadores, o que se traduz numa diminuição" de aquisições de jogadores.

O dirigente da SAD do FC Porto recordou que os custos com publicidade são dos primeiros a ser cortados pelas empresas, o que se irá fazer sentir nos patrocínios.

Fernando Gomes afirmou que o FC Porto tem um número significativo de lugares vendidos para todo o ano no início da época desportiva, mas garantiu que a SAD estará atenta para quando se iniciar a venda de lugares anuais para a próxima época tentar manter o seu número, não excluindo uma redução de preços.

"No futuro, se houver maior condicionamento, o FC Porto é, dos três, aquele que terá de ter maior atenção relativamente ao facto de ver diminuída essa parte da sua conta de exploração. Se já é uma preocupação este ano, nos anos subsequentes será uma preocupação acrescida", assinalou Fernando Gomes.

Para o administrador da SAD "é um dado objectivo que o FC Porto necessitará de 25 milhões de euros (anuais) de mais-valias para equilibrar" as suas contas, apesar de a venda de Quaresma para o Inter de Milão já ter aliviado o exercício de 2008/09.
Fernando Gomes considerou preocupante a "estagnação do mercado" por parte dos clubes europeus mais gastadores, que terá "reflexos ao nível dos clubes de países periféricos e exportadores, que necessitam dessas transacções para equilibrarem as suas contas".
"De alguma forma, o FC Porto pode ressentir-se mais (do que o Benfica e o Sporting), pois, tendo em conta o passado recente, tem conseguido equilibrar as suas contas de exploração com a geração de mais-valias" provenientes da transferência de futebolistas para o estrangeiro, observou.

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Quando o Dr. Fernando Gomes diz que a FCP SAD precisa de 25 milhões de euros (anuais) de mais-valias para equilibrar as suas contas, é um número que assusta. Contudo, se olharmos atentamente para os relatórios e contas da SAD, a dúvida que fica é se 25 milhões por época será suficiente.

Vale a pena recordar o valor (em milhões de euros) e peso que as mais-valias das transferências de jogadores têm tido nas contas da SAD:

Exercício de 2003/04: 58.290 (equivalente a 97,7% das receitas operacionais)
Exercício de 2004/05: 48.579 (110,2%)
Exercício de 2005/06: 14.205 (32,2%)
Exercício de 2006/07: 33.365 (60,7%)
Exercício de 2007/08: 42.964 (78,2%)

Ou seja, no pós-Gelsenkirchen (últimas cinco épocas), a FCP SAD encaixou, em média, 39.4 milhões de euros por época em mais-valias de transferências.
Deste modo, se 25 milhões anuais de mais-valias fossem suficientes, estes quase 40 milhões de euros anuais (valor médio), deveriam ter permitido que a SAD tivesse acumulado 75 milhões de euros (15 milhões por época) de resultados líquidos positivos nos últimos cinco anos. Ora, não foi isso que aconteceu.

Balanços da FCP SAD do período 2001-2008 (clique na imagem para ampliar)

Nota: Conforme se pode constatar no quadro anterior, em Junho de 2008 os capitais próprios da SAD estavam ao mesmo nível de Junho de 2003.

Mais. O orçamento para 2008/09 prevê 35.213 milhões de euros de mais-valias (76,2% das Receitas Operacionais), 10 milhões de euros acima dos 25 referidos como necessários pelo Dr. Fernando Gomes. Em que ficamos?

A venda de Quaresma, concretizada em 1 de Setembro de 2008, irá gerar uma mais-valia na ordem dos 17 milhões de euros, mas para cumprir o orçamento desta época é necessário que até 30 de Junho de 2009 haja outra(s) transferência(s) que gere(m) 18 milhões de euros em mais-valias.
É neste cenário que a saída de Bruno Alves, de Lucho, ou de ambos, se afigura como altamente provável.

Importa sublinhar o seguinte: O Dr. Fernando Gomes é um homem da confiança do presidente Pinto da Costa, sendo o administrador da FCP SAD com o pelouro financeiro e o representante nas relações com o Mercado. Pelo seu passado no clube e na SAD e por aquilo que conhecemos dele, não me parece que seja o tipo de pessoa que diz coisas gratuitas e sem fundamento.


Estas suas declarações não são bocas de café ou feitas de forma ligeira em fóruns na Internet. São afirmações claras, feitas à Agência Lusa de forma institucional, e demonstram que a preocupação com a gestão económico-financeira da SAD não é infundada e muito menos uma especulação resultante dos "críticos", de "bloguistas ignorantes", ou de mentes maquiavélicas anti-SAD.

(continua, Transferências, publicidade e patrocínios no futebol português)

Nota: A selecção das fotos e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A crise vista da 2ª circular (II)

O impacto da crise no futebol português (I)

Vale a pena recordar que o Sporting, depois de no final dos anos 90 e início deste século ter investido fortemente no futebol, acumulou um enorme passivo e atingiu uma situação de desequilíbrio financeiro tal, que obrigou a actual administração a vender património e a fazer cortes brutais na sua equipa de futebol (a propagandeada aposta na formação foi muito mais uma necessidade do que uma aposta estratégica). Como é óbvio, a politica de contenção dos últimos anos afectou a competitividade da sua equipa de futebol e só a partir desta época parece haver uma folga um bocadinho maior.

Ao contrário da “formiga” sportinguista, o seu vizinho da 2ª circular continua a adoptar a postura da “cigarra”. Todos os anos gastam milhões no suposto reforço da equipa de futebol, sem se perceber muito bem de onde vem tanto dinheiro.

Em declarações prestadas à Agência Lusa, primeiro em 6 de Novembro e, mais recentemente, a 3 de Janeiro, responsáveis das sociedades desportivas do FC Porto, Benfica e Sporting afirmaram que o futebol português não escapará à recessão que afecta a economia europeia, mas que os efeitos da crise devem sentir-se de forma desigual nos três "grandes".

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Filipe Soares Franco, Sporting SAD


O presidente do Sporting antevê "com toda a segurança" um "crédito bancário mais difícil e mais caro, sobretudo para as organizações que apresentem menos sustentabilidade", porque os bancos vão ser mais restritivos na concessão de crédito devido à crise de liquidez.

Relativamente ao mercado de transferências, aquele empresário, presidente do grupo Opway, considerou que a crise "vai afectar os negócios em geral e os clubes fortes poderão ficar menos fortes e os clubes médios vão ficar mais fracos", admitindo uma quebra nos valores das transferências, normalmente essenciais para os principais clubes nacionais equilibrarem as contas.
Os clubes “vão ser mais selectivos” e só quererão comprar os melhores por um preço mais baixo, admitindo que, como vai haver menos procura e muita oferta, os preços de venda dos passes dos jogadores tendem a reduzir-se.

Em relação às receitas de bilheteira e merchandising, Soares Franco salientou que terá de haver um grande esforço dos clubes para manterem a assistência e as receitas, indicando que no caso do Sporting cerca de metade dos lugares estão vendidos para toda a época, razão pela qual, pelo menos na época em curso, não haverá reduções de preços para não prejudicar quem comprou bilhetes antecipadamente.

Filipe Soares Franco garantiu que o Sporting está "preparado para enfrentar os tempos difíceis que aí vêm, mas isso não quer dizer que está imune a esses problemas", pois ainda tem "um endividamento muito alto e precisa de, pontualmente, vender alguns dos seus activos para poder fazer face à diminuição de lucros e reduzir o passivo".
"Isso é algo que o Sporting não deve parar de fazer, sobretudo numa altura destas. Espero que o Sporting consiga, com a reestruturação financeira que está a terminar, ter uma sustentabilidade que lhe permita passar esta fase difícil de forma mais suave", advogou.

Para o presidente dos “leões”, 2009 "não será um ano fácil em nenhuma vertente e o futebol terá que se adaptar à nova realidade económica que o mundo está a viver e que passa por uma enorme falta de liquidez nos mercados" e os "colossos" europeus não são excepção.
Filipe Soares Franco lembrou que "esses clubes não são ilhas desertas que contornam todas as dificuldades criadas pelo cenário internacional" e descartou a possibilidade de abdicar da política de austeridade para agradar aos sócios em ano de eleições.

Evolução dos Proveitos vs Custos da Sporting SAD (fonte: Fórum SCP)

"O Sporting nunca seguirá esse rumo. O Sporting pauta as suas decisões pela racionalidade e não pelo facto de ser ano eleitoral. Aliás, o maior investimento que fizemos esta época foi não termos vendido nenhum jogador importante", assegurou o presidente "leonino".

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Domingos Soares de Oliveira, Benfica SAD

O administrador financeiro da SAD do Benfica afirmou ter consciência das maiores restrições ao crédito por parte das entidades bancárias em geral, mas assinalou que a maioria dos créditos contratados pelo clube estão negociados a longo prazo. O responsável assinalou que se o Benfica precisar de novos empréstimos, além de falar com os parceiros habituais, poderá optar por outros meios de financiamento, como empréstimos obrigacionistas, observando que até à data o clube não teve dificuldades de crédito.

As receitas de bilheteira têm estado acima do orçamentado, embora em situações pontuais haja indícios de menor disponibilidade dos espectadores, garantiu Domingos Oliveira, considerando que "face à qualidade da equipa, as dificuldades são compensadas porque a qualidade do espectáculo é boa".

Aquele gestor prevê que possa haver restrições na importação de jogadores se os clubes destinatários tiverem dificuldades financeiras ou de crédito, mas assinalou que o Benfica "não tem uma dependência por aí além das vendas de jogadores" para equilibrar o seu balanço e não será muito afectado por isso, recordando que o clube não vendeu jogadores no fim da época passada e apresentou resultados positivos.

Mais do que o "apertar do cinto" de Chelsea, Manchester United, Real Madrid ou Inter de Milão, o drama para o Benfica passa por novo afastamento da "liga milionária", pois, como notou Domingos Soares de Oliveira, "a diferença entre a Liga dos Campeões e a Taça UEFA situa-se entre os sete e dez milhões de euros".

"Desenvolvemos um modelo que visava não depender da venda de jogadores. Esta quebra do mercado é-nos mais favorável do que em relação a alguns concorrentes. Mas se todos os proveitos se reduzirem, em 2010, o Benfica também terá necessidade de vender jogadores", preveniu.

O administrador da SAD do Benfica espera quebras nas receitas de bilheteira e quotização, pois "é impensável julgar que as pessoas vão continuar a pagar, quando até o consumo de bebidas e gasolina diminui", mas salienta que é a Liga dos Campeões que faz a diferença: "Não podemos manter esta ausência durante muito tempo".

Para Domingos Soares de Oliveira, é o "sucesso ou insucesso na performance desportiva" que pode determinar uma boa ou má época para a tesouraria benfiquista e não os proveitos com a venda de jogadores, pois "a última grande venda foi a de Simão (para o Atlético de Madrid), já há quase dois anos".
"Não diria que vai secar, mas esse mercado vai diminuir significativamente. Não se atingirão os níveis, nem em valores, nem em quantidade, que se atingiram nos últimos anos. Vermos clubes que, num ano, fazem 50 ou 60 milhões de euros de vendas... não acredito que isso aconteça", defendeu.


(continua, A perspectiva de Fernando Gomes, administrador da FCP SAD)

Fonte: Agência Lusa
Nota: A selecção das fotos e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O impacto da crise no futebol português (I)

Os efeitos da crise mundial no futebol já se começam a sentir. Exemplos não faltam, incluindo no milionário futebol inglês (o mais rico a nível mundial). A AIG, principal patrocinadora do Manchester United, esteve à beira da falência, sendo salva pelo governo dos EUA; o Chelsea, tudo o indica, está à venda (basta que apareça alguém com dinheiro fresco para comprar o “brinquedo” de Roman Arkadyevich Abramovich).

Em Portugal, apesar de 90% das discussões serem à volta da arbitragem, têm-se também multiplicado os sinais de alerta (para quem esteve atento). O BES já anunciou que no final desta época vai deixar de patrocinar as camisolas dos três grandes e as declarações de responsáveis das SAD’s do FC Porto, Sporting e Benfica têm todas um denominador comum: a crise financeira mundial vai-se fazer sentir no futebol português, principalmente nas receitas das transferências de jogadores, publicidade e de bilheteira, que irão diminuir.

Há cerca de três meses, o Nuno Nunes abordou este assunto no ‘Reflexão Portista’. Primeiro, no artigo ‘Futebol e a crise financeira mundial (I)’, onde referiu que “as dificuldades poderão ter diversas origens e previsivelmente irão fazer-se sentir tanto no lado da receita – uma retracção no consumo poderá afectar negativamente a receita de bilheteira e de merchandising e a médio e longo prazo a receita proveniente da sponsorização se as assistências tiverem uma forte diminuição e, principalmente, uma redução dos valores envolvidos no mercado de transferências, a maior fonte de receita do FC Porto – como do lado da despesa – uma aumento das taxas de juro fará com que os encargos com a dívida aumentem e que o acesso ao crédito bancário seja mais restrito”.

Em 04/11/2008, com a publicação da 2ª parte – ‘Futebol e a crise financeira mundial (II)’ – analisando o caso concreto do FC Porto, o Nuno Nunes refere que “no ano passado, o Balanço da SAD evidenciava um total de dívida bancária de 59,3 milhões de euros, sendo 62% de médio e longo prazo e 38% de curto prazo. Este ano o Balanço apresenta um montante de dívida bancária de 79,6 milhões de euros (mais 20 milhões do que no ano passado!) sendo 44% da sua composição dívida de médio e longo prazo e 56% de curto prazo. Ou seja, em apenas um ano, a SAD aumentou o seu endividamento em 34% sendo que a maior fatia desse endividamento é exigível num prazo inferior a um ano”.

Embora saibamos que este assunto não merece muita atenção por parte dos adeptos (basta ver a quantidade residual de comentários que são feitos a este tipo de artigos), e o seu interesse diminua ainda mais numa semana em que regressamos à liderança do campeonato, entendo ser fundamental os portistas estarem cientes do impacto que esta situação poderá ter no modelo de gestão que tem vindo a ser seguido pela sociedade desportiva do FC Porto na última década.
Nesse sentido, irei recordar em três artigos análises e declarações feitas nos últimos dois meses por consultores, economistas e responsáveis das SAD’s dos três principais clubes portugueses.

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O consultor da Deloitte Ricardo Gonçalves previu que no curto e médio prazo haverá clubes e sociedades desportivas que vão cessar a actividade profissional de futebol, na Europa como em Portugal.

"A indústria de futebol é uma actividade económica como as outras e não está imune à crise", disse à agência Lusa aquele analista da Deloitte, especializado na área do desporto.

Ricardo Gonçalves assinalou que o crédito mais escasso e mais caro, uma previsível redução dos proveitos de patrocínios e publicidade, menor rendimento da venda de jogadores para o estrangeiro e quebra de receitas de bilheteira e merchandising (vendas de camisolas e outros artigos), vai implicar "um aperto de cinto" dos clubes portugueses.

Salientou que com a baixa da taxa Euribor serão aliviados os custos dos clubes com empréstimos passados mas, num contexto de problemas de liquidez, a obtenção de novos empréstimos será dificultada: "Vai haver menos dinheiro para emprestar aos clubes", e o custo do crédito vai agravar-se, com spreads muito maiores.

Aquele consultor da Deloitte sublinhou que a indústria de futebol, não só em Portugal como na Europa, está bastante endividada e apresenta um risco superior à média, "tem um balanço muito débil e vai ter problemas nesta conjuntura" de contracção económica.

Ricardo Gonçalves salientou que os custos com pessoal (salários mais amortizações de transferências) se situam em média em Portugal em 69 por cento das receitas correntes, acima dos 60 por cento recomendados pela UEFA, o que significa que é preciso um "pequeno ajustamento" no sector.

Mas o consultor da Deloitte acredita que, após uma fase de redução de preços de transferências e contenção de salários nas renegociações de contratos no curto/médio prazo, devido à crise económica, estas variáveis vão voltar ao normal e crescer no longo prazo.
Ricardo Gonçalves acredita que a longo prazo a receita gerada pela indústria do futebol vai voltar a crescer, porque o rendimento disponível das famílias aumentará e haverá mais tempo de lazer, o que significa que os valores de transferências e os salários vão voltar a subir.

Adiantou que existe uma correlação directa entre o crescimento do PIB de cada economia e o crescimento das respectivas indústrias desportivas, em que o futebol ocupa lugar de relevo no caso europeu.

Ricardo Gonçalves salientou a tendência de globalização da indústria do futebol, com entrada em novos mercados, destacando que a opção pela realização de campeonatos mundiais em países como o Japão e Coreia do Sul ou na África do Sul se insere nessa lógica.


"Há grandes clubes europeus que estão a fazer as suas pré-épocas na China, numa lógica de globalização de marcas", observou.

O especialista da Deloitte considera que a indústria mundial de futebol tem futuro e Portugal tem vantagens competitivas neste sector, porque é um mercado com grande apetência para a prática de futebol, que atrai muitos jovens, e para o seu consumo, além de ter um clima que permite jogar todo o ano e bons estádios espalhados por todo o país.

Além disso, nos últimos sete anos houve dois jogadores de futebol portugueses considerados como os melhores do mundo (Figo e Cristiano Ronaldo), o que contribui para que os futebolistas nacionais sejam mais valorizados nos mercados internacionais.

Ricardo Gonçalves defende que os clubes portugueses devem continuar a racionalização nos salários e custos de compra dos jogadores, que já começou há uns quatro anos, e transformar os modelos salariais, com maior componente de remuneração variável em função dos resultados, para se ajustarem a receitas também variáveis.

(continua, A opinião de responsáveis das SAD do Sporting e Benfica)

Fonte: Agência Lusa, 10/12/2008
Nota: A selecção das fotos e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 12 de outubro de 2008

Inovar no marketing e merchandising

Em 31 de Março de 2006, a PortoComercial - Sociedade de Comercialização, Licenciamento e Sponsorização assinou um contrato com a TBZ - Marketing Acções Promocionais tendo em vista uma melhor exploração de tudo o que anda à volta da marca FC Porto.
Contudo, as coisas não correram lá muito bem (para não dizer que correram mal) e em Junho passado o FC Porto renegociou o contrato para a cedência da exploração comercial da sua marca e das áreas comerciais do clube com a TBZ, estando assegurada "uma receita mínima global de 8,9 milhões de euros até 2016", segundo informação prestada pela SAD à CMVM.
A alteração contratual visou a exclusão da "gestão e exploração das áreas comerciais do FC Porto, passando esta actividade a ser gerida directamente pelo Grupo FC Porto".

Como o marketing do FC Porto tem andado com falta de ideias para tirar partido da marca FC Porto, que só em Portugal tem mais de dois milhões de adeptos, aqui vão alguns exemplos de iniciativas inovadoras promovidas por dois clubes sul-americanos.

1. O Hotel do Boca Juniors

«Um cemitério, desenhos animados, uma companhia de táxis e agora um hotel. A marca Boca Juniors, que conta já com 900 produtos e serviços, não pára de crescer (...)
Líder absoluto das ideias insólitas na área da comercialização da marca, o clube mais popular da Argentina anunciou recentemente que vai construir um hotel de cinco estrelas em Buenos Aires, o Boca By Design Suites. (...)


Será o primeiro hotel temático de um clube de futebol, que custará cerca de 14 milhões de euros. Um investimento (a cargo da empresa Design Suites) que os responsáveis do clube acreditam ter retorno em poucos anos.

"Há milhões de fãs do Boca que já devem estar a sonhar com a possibilidade de passar algum fim-de-semana neste hotel ao lado dos seus ídolos", comentou o presidente do Boca Juniors, Pedro Pompilio, quando apresentou o projecto.

A diária num quarto simples irá custar cerca de 200 euros, e as suítes devem oscilar entre os 250 e os 325 euros. Serão 89 quartos, distribuídos entre 17 andares e baptizados com os nomes dos jogadores mais importantes do clube. A suíte presidencial, como não podia deixar de ser, chamar-se-á Diego Armando Maradona.


Tudo transportará os hóspedes para os 103 anos de história do clube. As paredes serão forradas com imagens interactivas de antigos craques. Os empregados serão especialistas de futebol - quase com habilitações para serem treinadores - e umas das suas obrigações é saber de cor todas as importantes datas, troféus conquistados, golos decisivos. À mesa, o prato fará alusão a figuras da equipa e a símbolos do clube.


O Boca By Design Suites, além de restaurantes e bares, terá um canal de TV temático, uma piscina com tela gigante para os jogos, uma biblioteca temática sobre o clube, salas de conferências e salões para festas. Não faltará uma megaloja com produtos da marca Boca, um verdadeiro fenómeno de vendas.
O azul e o amarelo predominarão no empreendimento, que ocupará uma área de 7500 metros quadrados. Os jogadores do Boca serão hóspedes frequentes, já que o hotel passará a ser o local habitual de concentração da equipa.»
in DN, 04/10/2008


2. Nomes dos adeptos no carro do Corinthians


Corinthians quer colocar nomes de torcedores no carro da Superliga
por Agência Corinthians
10/09/2008

«Devido à grande repercussão da ação de marketing “O Timão Tem a Sua Cara”, na qual o Corinthians vai nome dos torcedores na camisa oficial do time, o clube resolveu replicar a experiência no carro do Timão na Fórmula Superliga, modalidade do automobilismo que congrega os maiores times de futebol do planeta.

Segundo o Vice-Presidente de Marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, a idéia surgiu para atender os torcedores que não terão condições de comprar um espaço na camisa do clube - o preço por foto, ainda em estudo, é de cerca de R$ 1 mil.

Já o preço para colocar o nome no carro alvinegro do Corinthians deve atingir cerca de R$ 40, e serão aproximadamente 10 mil nomes. Além de ver seu nome no carro pilotado por Antonio Pizzonia, apresentado hoje como novo piloto da equipe, o torcedor ganhará um certificado e participará de promoções. A ação de marketing está em fase de planejamento e ainda não tem uma data de início.»