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domingo, 22 de maio de 2016

É uma injustiça…

Acho que fomos muito melhores do que o Sporting de Braga. Não tivemos sorte. Em dois lances em que foram à nossa baliza conseguiram fazer dois golos. Até aí, e depois disso, não tinham criado, nem criaram, qualquer situação de perigo em todo o jogo. Nós fizemos uma excelente segunda parte, criámos várias situações. Fizemos 27 remates e eles dez. O resultado é injusto, não ganhou a melhor equipa. Queríamos ganhar, esperávamos ganhar, fizemos tudo por conseguir, mas não tivemos sorte.
José Peseiro, no final do jogo de hoje


Penso que nenhum portista ficará surpreendido, se esta final da Taça de Portugal tiver sido o último jogo de José Peseiro como treinador principal da equipa A do FC Porto. O contrário, parece-me, é que seria muitíssimo surpreendente.

Ora, se há um traço comum nas muitas derrotas que o FC Porto acumulou durante os últimos quatro meses foi, no final desses jogos, ouvirmos o sucessor de Julen Lopetegui lamentar-se da falta de sorte e das injustiças deste mundo…

Por isso, com um toque de simpatia pelo homem e antecipando o adeus do treinador José Peseiro ao FC Porto, aqui vai…



quinta-feira, 28 de abril de 2016

Uma vez Calimeros, sempre Calimeros


Com que então o SCP queixa-se do número de bilhetes que recebeu para o jogo no Dragão... mas eles não receberam os 5% que ditam os regulamentos? Estão a queixar-se de quê, afinal?

"A título de curiosidade, nos últimos três jogos fora do Sporting para a Liga NOS (Estoril, Restelo e Moreira de Cónegos), as vendas em Alvalade foram, em média, superiores aos 2 500 bilhetes recebidos para o clássico da 32.ª jornada e que correspondem aos regulamentos que determinam 5% da lotação para o clube visitante. Na medida em que, no Estádio do Dragão, a venda é limitada a sócios do Futebol Clube do Porto é com enorme expectativa que veremos qual a assistência do clássico do próximo sábado.

Ah, já percebi melhor...o «problema» afinal é que não lhes fizémos o FAVOR de dar mais bilhetes do que os regulamentos ditam. Mas por alma de quem é que haveríamos de fazer favores aos lagartos? Não preciso de lembrar a postura do seu presidente perante o FCP desde o dia em que foi empossado, pois não? É preciso ter muita lata.

Seus Calimeros, metam lá isto na cabeça: nós não somos o Estoril, o Moreirense ou o Belenenses. Somos o FCP, e em nossa casa mandamos nós. Se hipoteticamente estiverem apenas 10mil portistas no estádio ficando muitos lugares vazios, que seja, mas isso é problema nosso e nosso - era o que faltava termos uma maioria de lagartos na nossa própria casa.

Se pensam que vamos vender a nossa honra e bem-estar a troco de uns 100mil euros extra de receitas de bilheteira que seja, andam muito equivocados. Bicho por bicho, preferimos de longe ter uma mosca ao lado do que um lagarto!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Se não fosse o árbitro...



Quem não viu o FC Porto x SCP e leu apenas os títulos dos jornais lisboetas, até pode acreditar que foi o árbitro que parou a "máquina demolidora" sportinguista, mas a realidade dos factos foi bem diferente.


As estatísticas dos jogos não dizem tudo, mas dão uma ajuda e, no caso do clássico de ontem, constata-se que:
Na posse de bola foi 55% - 45%
Nos cantos foi 6 - 3 (o dobro a favor do FC Porto)
Nos remates foi 19 - 6 (mais do triplo!)
Nos remates ao poste/barra foi 2 - 0
Nos golos foi 2 - 0

Acresce dizer que o SCP teve apenas dois remates enquadrados com a baliza, o primeiro dos quais já na 2ª parte. Mais. O único lance com algum perigo dos calimeros no jogo todo foi num livre lateral (na sequência de uma pseudo falta do Alex Sandro, que até provocou a sua saída por lesão), ao minuto 80 (!), em que o Helton estava bem colocado e fez uma boa defesa.

Aliás, o jogo de ontem foi, de todos os jogos oficiais desta época, aquele em que a equipa adversária do FC Porto teve menos oportunidades de golo. E isto apesar das lesões que obrigaram às saídas de dois elementos da defesa portista (Maicon e Alex Sandro) e à utilização de uma dupla de centrais inédita a partir do minuto 15. Penso que isso quer dizer alguma coisa e dá uma ideia do que foi o "rolo compressor" leonino, apenas, claro está, parado pela arbitragem...

Mas, se não houvesse árbitros, o que é que os duques deste Mundo haveriam de dizer?

Imagens: ojogo.pt

segunda-feira, 25 de abril de 2011

SCP = Sporting Calimeros Portugal

não houve motivo para ser assinalada grande penalidade. Rolando escorrega e cai ao perder o apoio, tocando a bola com o braço no movimento da queda, de forma não deliberada, ou seja, perfeitamente casual.
Pedro Henriques

Rolando escorrega e, na sua queda desamparada, toca acidentalmente com o braço na bola. Não há acção deliberada por parte de Rolando, pelo que a decisão da equipa de arbitragem é adequada.
Paulo Paraty

Rolando escorregou e, sem querer, tocou com a mão na bola e, portanto, não há posição de braços para ser analisada.
José Leirós


O único ex-árbitro que considerou este toque deliberado e intencional foi Jorge Coroado.
Intencional?
Num lance em que Rolando está sozinho, sem nenhum jogador sportinguista a menos de três metros e em que, após escorregar, toca com a mão na bola, num movimento de cima para baixo, não desviando qualquer remate ou cruzamento, é preciso alguma imaginação para considerar que foi um toque deliberado e intencional.
Artur Soares Dias e os ex-árbitros Pedro Henriques, Paulo Paraty e José Leirós consideraram aquilo que me parece óbvio, ou seja, que o toque com a mão na bola é fortuito, casual e completamente acidental.


Constatou-se que é fácil prejudicar o Sporting num jogo de futebol… Só é possível desejar que a visão do Artur Soares Dias melhore na próxima época. Sinto que o Sporting foi prejudicado, como sentem todos que viram o jogo. São lances que nem merecem discussão
Carlos Freitas, director-desportivo do SCP



Os árbitros têm de perceber que se não estão em condições de exercer a sua profissão, vão para a pesca mas não podem dirigir jogos deste gabarito. A dois metros do sítio não vêem um penálti tão claro… O que é preciso é haver pessoas competentes a apitar. Isto tem de acabar de uma vez por todas. Como? Com processos, processos-crime
Carlos Barbosa, vice-presidente do SCP


No jogo do passado domingo no Porto, quer os adeptos presentes, quer a equipa de futebol profissional não foram respeitados. Estamos a proceder à averiguação dos acontecimentos e iremos agir em conformidade
Godinho Lopes, presidente do SCP, no editorial no jornal do clube


Para mim, o lance de Rolando não oferece qualquer dúvida mas, na pior das hipóteses, admito que possa suscitar alguma (pouca) discussão. Agora, pegar num lance em que a maioria dos ex-árbitros consideram ter sido bem ajuizado e fazer disso escândalo, só mesmo de adeptos do Sporting Calimeros Portugal, ou então de fanáticos como o cineasta comentador, cujo fundamentalismo anti-Porto se confunde com a senilidade que já vai evidenciando semana após semana.

«O árbitro Soares Dias decidiu bem no lance da mão na bola de Rolando e as críticas dos novos responsáveis do Sporting mais não são do que uma primeira tentativa de tentarem marcar terreno, como infelizmente é hábito no futebol português.»
Bruno Prata, Público


Uns dias após a desastrosa arbitragem de Jorge Sousa no SCP x FC Porto da 1ª volta, com vários erros graves, prejudicando sempre a mesma equipa – o FC Porto – e que, por isso, teve uma enorme influência no resultado final, escrevi o seguinte:

«O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade”, se o golo do FC Porto tivesse sido precedido de um fora-de-jogo indiscutível do marcador do mesmo, se um jogador azul-e-branco tivesse entrado por trás e cravado os pitões na perna de um sportinguista (como Maniche fez a Moutinho aos 60’) ou se, devido a um erro/precipitação do árbitro, a equipa leonina tivesse sido obrigada a jogar com menos um durante os últimos 25 minutos? Não é preciso ser bruxo, porque todos sabemos a resposta.»

Nem é preciso dizer mais nada e, para avivar a memória dos “calimeros” (*), recordo mais nove SCP x FC Porto deste século, marcados por arbitragens vergonhosas e campos inclinados.


(*) Calimero é um pintainho meigo mas infeliz (o único pintainho negro de uma família de galos amarelos), que anda com metade da sua casca de ovo na cabeça. A sua expressão mais celebre é: "Eles são grandes e eu sou pequenino. É uma injustiça, se é..."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais uma vez contra 14

Não é preciso analisar à lupa a actuação de Jorge Sousa no último Sporting x FC Porto, para se constatar que estivemos perante uma arbitragem de campo inclinado, com vários erros graves, prejudicando sempre a mesma equipa – o FC Porto – e que, por isso, teve uma enorme influência no resultado final. As imagens são claríssimas e as opiniões de ex-árbitros vão todas no mesmo sentido. Contudo, parece que não se passou nada de especial. Não houve capas de jornais inflamadas, o futebol português não está de luto e ninguém clamou para que o árbitro fosse remetido para a “jarra”.

O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade”, se o golo do FC Porto tivesse sido precedido de um fora-de-jogo indiscutível do marcador do mesmo, se um jogador azul-e-branco tivesse entrado por trás e cravado os pitões na perna de um sportinguista (como Maniche fez a Moutinho aos 60’) ou se, devido a um erro/precipitação do árbitro, a equipa leonina tivesse sido obrigada a jogar com menos um durante os últimos 25 minutos? Não é preciso ser bruxo, porque todos sabemos a resposta.
Em contraponto, muitos portistas acham quase normal ser prejudicados em jogos contra os “viscondes”, principalmente quando esses jogos são disputados em Alvalade ou em campo neutro. E, de facto, analisando a história destes confrontos têm razão para isso.

Para não ficar por generalidades, ou insinuações vagas, para além deste último jogo, recordo mais nove (!) Sporting x FC Porto deste século, marcados por arbitragens vergonhosas e campos inclinados.

Época 2001/02, Agosto de 2001, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
1ª jornada de um campeonato que viria a ser ganho pelo Sporting. Logo aos 35 minutos, o senhor Lucílio Baptista expulsou o Costinha, mostrando-lhe o 2º cartão amarelo, após uma simulação grosseira de João Vieira Pinto. A televisão mostrou, de forma clara, que o Costinha nem sequer tocou no “grande artista”. O FC Porto jogou quase uma hora com menos um jogador e já perto do fim, sofreu um golo e perdeu o jogo por 0-1.


Época 2002/03, 12 de Janeiro de 2003, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
«Não foi mas podia ter sido complicado o resultado da arbitragem de Lucílio Baptista (...). Só que a vitória portista foi tão incontestável que ninguém vai dar o relevo que teriam noutras situações três lances de grande penalidade não assinalados, todos a favor do FC Porto. Dois deles foram flagrantes (puxão de Kutuzov a Derlei na área do Sporting, aos 33', e mão de Contreras na área para travar um cruzamento de Clayton, aos 81'), mas o terceiro dificilmente o árbitro poderia ter visto, pois estava a colocar-se no terreno quando Tiago, ao pontapear a bola na área, atingiu primeiro Jorge Costa.»
O JOGO, 13/01/2003

Para além destes três lances, houve um quarto penalty não assinalado, na jogada que precedeu o golo do FC Porto. Quatro penalties, a favor do FC Porto, que ficaram por assinalar num só jogo!


Época 2003/04, 31 de Janeiro de 2004, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
Foi o terceiro Sporting x FC Porto consecutivo arbitrado por Lucílio Baptista (fantástico o critério das nomeações!) e, se um ano antes tinha feito vista grossa a quatro penalties a favor do FC Porto, desta vez não hesitou em assinalar dois penalties contra os dragões. Mas o desafio teve muitos mais casos de arbitragem de claro prejuízo do FC Porto, os quais podem ser recordados aqui.
No final do jogo, os dirigentes do Sporting consideraram que o árbitro tinha realizado um “bom trabalho”, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga (o confesso sportinguista Luís Guilherme) considerou a arbitragem de Lucílio Baptista "extremamente positiva" e os jornais Record e A Bola atribuíram-lhe uma elevada pontuação.


Época 2004/05, 21 de Março de 2005, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: João Ferreira
«McCarthy e Seitaridis terão sido mal expulsos do clássico no entender dos especialistas de O JOGO. No lance do grego, punido com vermelho pela grande penalidade cometida, as críticas a João Ferreira são unânimes: Seitaridis deveria ter visto apenas um amarelo por cortar uma linha de passe e não uma situação de golo iminente. Na avaliação feita à cotovelada do sul-africano, apenas António Rola aceita o entendimento do árbitro, apesar de, à semelhança dos outros, ter ressalvado que achava a expulsão demasiado severa.»
‘Tribunal de O JOGO’, 22/03/2005

«Ontem, ao minuto 35 do jogo de Alvalade, o Sr. João Ferreira decidiu abrir o caminho do título ao Benfica, juntando-se a uma vasta campanha nacional em curso que tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei. (...) De uma assentada, o Sr. João Ferreira conseguiu atingir duplamente o FC Porto: tomando decisões que se revelaram determinantes na derrota e privando a equipa de contar com McCarthy para os jogos seguintes.»
Miguel Sousa Tavares, A Bola, 22/03/2005


Época 2007/08, 11 de Agosto de 2007, (Supertaça, Leiria)
Árbitro: Bruno Paixão
Logo ao 2º minuto, zás, amarelo para o Paulo Assunção e passados mais oito minutos foi a vez de Pedro Emanuel, após ter feito uma falta normalíssima, também ficar amarelado. E assim, ao minuto 10, um dos defesas-centrais e o médio-defensivo (um jogador-chave nas compensações defensivas dos dragões) já estavam condicionados para o resto do jogo.
Poucos minutos após o início da 2ª parte, e ainda com o resultado em branco, deu-se o caso do jogo. Dentro da área do Sporting, Tonel corta a bola com a mão bem acima da cabeça. Os jogadores viram e o público, a avaliar pela reacção vinda da bancada, também não teve dúvidas. Penalty claríssimo em qualquer parte do mundo (e amarelo para Tonel), mas que Bruno Paixão (bem posicionado) e o árbitro-assistente que acompanhava o ataque do FC Porto decidiram ignorar.


Época 2007/08, 18 de Maio de 2008, (Taça de Portugal, Jamor)
Árbitro: Olegário Benquerença
Para além da enorme dualidade de critérios na mostragem dos cartões, em claríssimo prejuízo do FC Porto, o lance mais flagrante, em que Olegário mostrou ao que vinha, ocorreu aos 71 minutos, instantes antes da expulsão de João Paulo. Primeiro Polga e depois Miguel Veloso derrubam Lisandro dentro da área do Sporting, em ambos os casos sem nunca tocarem na bola. Fruto desta decisão de Benquerença, de uma situação em que o FC Porto poderia ter passado para uma vantagem no marcador, passou, isso sim, a jogar com menos um jogador!
O jogo terminou com os sportinguistas em festa e com os jogadores do FC Porto a chorar, com a revolta estampada no rosto. O festival dado por Olegário neste jogo pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, Agosto de 2008, (Supertaça)
Árbitro: Carlos Xistra
Logo no jogo de abertura da época, a Supertaça Cândido de Oliveira entre o Sporting e o FC Porto, Xistra perdoou a expulsão a dois sportinguistas, conforme pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 9 de Novembro de 2008, (Taça de Portugal, Alvalade)
Árbitro: Bruno Paixão
Uma arbitragem desastrosa, com erros a prejudicar as duas equipas mas, quer no aspecto técnico, quer no disciplinar, não há dúvida para que lado é que o campo esteve inclinado. Por exemplo, perante a habitual pressão histérica do público de Alvalade, Bruno Paixão amarelou três jogadores do FC Porto entre os 37 e os 46 minutos. Nesta altura do jogo, o FC Porto tinha um total de 6 faltas (uma média de um cartão amarelo por cada duas faltas!), enquanto o Sporting já ia em 16 faltas (e zero cartões). Mas houve muito mais, que pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 4 de Fevereiro de 2009, (Taça da Liga - Meia-final, Alvalade)
Árbitro: Carlos Xistra
A forma como Xistra inventou dois penalties, invertendo um resultado de 1-0 a favor do FC Porto para o 2-1 que abriu caminho à vitória leonina, ficou nos registos como uma das maiores poucas vergonhas dessa época.

"Tal como há fantásticos jogadores e treinadores que tomam opções erradas, o mesmo acontece com os árbitros. Estamos na presença de um excelente árbitro, mas que se equivocou numa fase de jogo em que o marcador estava em 1-1, num lance em que Postiga devia ter levado segundo amarelo por simulação e o Sporting ficava com dez jogadores. Em vez disso assinalou penalty contra nós, um de dois mal assinalados. Há lances que são grande penalidade e não o são no nosso estádio. É difícil conseguir clima de tranquilidade na arbitragem, assim. É com isto que temos de viver."
José Gomes (treinador-adjunto do FC Porto), na conferência de imprensa


É por estas e por outras, que alguns sportinguistas deviam lavar a boca quando falam no “Sistema” ou em Apitos. Mas não, para além de uma memória altamente selectiva, chegam ao ponto de se queixarem até em jogos que são beneficiados!