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terça-feira, 8 de julho de 2014
Tirar de letra
Apesar de uma política de compras, até ao momento, de difícil compreensão (mesmo que os "emprestados" resultem em cheio, o que deles restará daqui por um ano?) e do inacreditável empréstimo/venda de Tozé, é no entanto verdade que Lopetegui tem dado, aqui e ali, sinais de que não se trata de um treinador qualquer.
A instalação da torre para filmagem dos treinos e as suas palavras aquando do primeiro dia de trabalho e também durante a festa de apresentação dos equipamentos, mostram um técnico que não vai nem pelo óbvio nem pelo caminho mais fácil. Existe ali uma profundidade, uma não-banalidade, que esperemos que dê os seus frutos.
Seguiu-se a mão paternal no ombro de Kelvin, na imagem mais marcante e simbólica, até ao momento, da presente pré-temporada. Lopetegui sabe ou acabará por descobrir, que não é "letra" que o FCP precisa do pão para a boca de jogadores que não fujam nem se escondam, comodamente, durante as partidas mesmo que, oh juventude!, exagerem algumas vezes.
Madjer era acusado de ser individualista, Domingos era "brinca-na-areia", Hulk levava muitas vezes a bola para casa e Quaresma, então, basta ainda passar num qualquer Domingo destes pelo Dragão...
E, no entanto, são eles o melhor que o nosso futebol tem.
Kelvin não joga tanto como qualquer um deles e, provavelmente, nunca o fará mas tem a dose divina de "loucura" de, ao minuto 92 de uma partida de vida ou morte, não passar para trás nem para o lado.
Jogadores destes são para guardar e acarinhar.
Perigosos, pelo contrário, são aqueles que parece que não matam uma mosca e, de um momento para o outro, agora sim num acto de loucura sem aspas, entram com o pé a matar e com isso atiram para o lixo o trabalho de meses dos colegas e partem também os sonhos aos adeptos.
Mister, estas sim, são as "tonterias" a que é preciso estar atento.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Bilhete (só) de ida
“Ainda não pensei no futuro. Estou bem no FC Porto, há a vontade mútua de continuarmos juntos” (…) “O meu empresário teve contactos com o Fulham em Janeiro. Era bom e era concreto.”
“É realmente uma pena que a Bélgica não olhe tanto para Portugal, porque não se fala muito sobre as minhas boas exibições. Se eu conseguisse o mesmo em Inglaterra, se calhar falava-se o dobro de mim.”
Extractos das declarações de Steven Defour ao jornal belga “Dernière Heur”
Este é (mais) um caso de um jogador cujo perfil não interessa minimamente ao FC Porto. Dentro do campo nunca conseguiu justificar a excepcional imagem que tem de si próprio e a sua cabeça não está no clube. Já não joga para o colectivo, joga apenas por si e para si. A visão demasiado curta para a sua própria carreira está bem patente no que mais o preocupa, a presença no Mundial do Brasil.
Conseguir um encaixe financeiro semelhante áquilo que nele investiu já seria uma solução bastante satisfatória para o FC Porto. Que seja bem sucedido e que vá à sua vida…
sábado, 15 de março de 2014
Defour, o sucessor natural
No dia 25 de Maio de 2013, num artigo intitulado Moutinho saiu? Chamem o “pronto-socorro”, escrevi o seguinte:
«Defour ainda não é um jogador de top internacional mas, na minha opinião, é um jogador de qualidade, com uma cultura táctica muito acima da média (…) a saída de João Moutinho para o AS Monaco (o novo “brinquedo” do multimilionário Dmitry Rybolovlev) é uma oportunidade de ouro para o belga se afirmar como titular dos dragões porque, parece-me, ser ele quem está na pole position para ocupar o lugar do melhor médio português da atualidade.
Estou convencido que se o Defour se fixar na posição em que rende mais (na posição 8, que era ocupada por João Moutinho), em vez de ser o pronto-socorro que, por falta de alternativas no plantel, jogou em 5-6 posições diferentes, a tendência será o seu rendimento subir.»
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| FC Porto x Arouca, O JOGO |
«Saiu Paulo Fonseca, entrou Luís Castro e Steven Defour voltou a ser feliz. (…) Fonseca optou, desde o início, pela inversão do triângulo, mas nas primeiras jornadas do campeonato recorreu sempre a Defour. Fernando ocupava a posição seis, mais recuada, e Defour jogava ligeiramente mais à frente do Polvo e muito atrás de Lucho. Para o campeonato, porém, Defour não era titular a desempenhar esta função desde o dia 22 de setembro de 2013, no empate em casa do Estoril. 2-2. Daí para cá, e até à vitória por 4-1 sobre o Arouca, Defour foi só mais duas vezes titular e sempre por indisponibilidade de Fernando: na vitória por 2-0 ao Sp. Braga (7 de dezembro) e na derrota por 1-0 em casa do Marítimo (1 de fevereiro), Defour foi o trinco da equipa e andava triste.
Luís Castro regressou ao esquema dos anos anteriores, Defour voltou a ser box-to-box, com liberdade para rematar e surgir em zonas de finalização.»
«Defour, 7
Mais uma partida em cheio do belga, que voltou a colocar grande intensidade em todas as ações do jogo. Excelente na pressão e leitura dos lances.»
FC Porto x Nápoles, FC Porto um a um, in O JOGO
«“Eu sou um jogador que gosta de fazer um pouco de tudo, gosto de defender e de atacar. Este é o meu jogo. E neste caso, no meio-campo, é bom para mim”, afirmou Defour no final do jogo com o Nápoles, quando questionado sobre a melhoria significativa das suas exibições registada após a chegada de Luís Castro ao comando técnico do FC Porto. Em suma, o internacional belga, de 25 anos, assumiu que é a cumprir as missões que recentemente, no Dragão, pertenciam a João Moutinho, que melhor se sente. Todavia, ao fim de duas épocas e meia de azul e branco, a verdade é que ainda não teve a oportunidade de o fazer com regularidade. Algo que parece estar agora a mudar, para felicidade do jogador.
“Fiz dois bons jogos. Quero que assim continue. Vou fazer tudo por isso, pois acho que estou num bom momento”, atentou Defour, referindo-se às partidas com o Arouca e com o Nápoles, nas quais voltou a ser médio-interior, como tanto gosta. Depois de dois anos na sombra de João Moutinho, período no qual foi mais vezes trinco ou até mesmo extremo do que médio-interior, tudo fazia crer que esta época seria a da afirmação do belga no coletivo portista, mas Paulo Fonseca acabou por trocar-lhe as voltas. A opção por um esquema com dois médios defensivos chegou a ser vista pelo próprio Defour como boa para as suas características, mas isso nunca funcionou na prática e, ao jogar na mesma linha de Fernando, interrompeu o trabalho que desenvolveu durante dois anos para suceder a Moutinho no onze e aproximar o seu estilo de jogo ao do internacional português.»
in record.pt, 15 março de 2014 | 07:03
O Defour é um exemplo elucidativo do mito, n vezes repetido, da "falta de qualidade do plantel portista". Foi, seguramente, um dos jogadores mais sub-avaliados durante os oito meses em que Paulo Fonseca esteve no comando técnico da equipa do FC Porto e, por pouco, não seguiu os passos de Otamendi e também saiu no período de transferências de Janeiro.
Luís Castro já não chegou a tempo de recuperar Otamendi mas, no caso de Defour, parece estar no bom caminho.
Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Um antipirético para o Dragão
Paulo Fonseca deixou um dragão doente e, evidentemente, não é em três dias e com três treinos que tudo se resolve e surge de repente um dragão saudável.
Mas ontem já se viram alguns sinais positivos, que poderão contribuir para a melhoria do estado de saúde do dragão.
Defour (o tal que, segundo alguns, não tinha qualidade para ser titular do FC Porto) jogou 90 minutos, encheu o campo e, inclusivamente, surgiu várias vezes na área do Arouca em situações de finalização (a velha questão do triângulo invertido do meio campo).
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| FC Porto x Arouca, Defour e Carlos Eduardo (2º golo) |
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| FC Porto x Arouca, Defour |
Quintero (afinal faz parte do plantel…) jogou os últimos 25 minutos e voltou a mostrar um enorme talento. Haja quem o saiba trabalhar e aproveitar as suas características (de número 10), enquadrando-o na dinâmica da equipa.
Esta vitória contra o Arouca foi uma espécie de antipirético e serviu para reduzir a febre do dragão, mas é preciso continuar a tratar do doente, porque os próximos jogos (Nápoles, Sporting, Nápoles) são de um grau de dificuldade elevado e vão exigir um dragão mais forte e coeso em termos defensivos.
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| FC Porto x Arouca, Super Dragões |
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Mercado
Continuando a sua gestão (essencialmente) errante, as movimentações do Porto neste último mercado de transferências, saldaram-se em:

- Quaresma
Uma aposta sem história dado que mesmo em final de carreira, o antigo cabeça-de-cartaz no período Jesualdo Ferreira, é muito superior a qualquer um dos extremos que já faziam parte do plantel.
Custo: zero.

- Abdoulaye
O marfinense regressa depois de ter cumprido a primeira volta ao serviço do Guimarães, para colmatar a saída do Otamendi.
Custo: zero.

- Lucho González
Em nítido declínio (físico), o até aqui titularíssimo e capitão de equipa, trocou o Porto por um petroclube das arábias, em dia de jogo - uma estreia que cada vez supreende menos; uma equipa já de si sem norte, perde um líder e um jogador experiente.
Proveito: zero.

- Otamendi
O central argentino, titular na equipa que venceu há 3 anos a Liga Europa, foi "empurrado"(?) para fora do clube, num processo pouco condizente com a fama de que goza a "estrutura".
Proveito: 12 milhões (se forem efectivamente pagos)

- Sinan Bolat
A passagem do guarda-redes turco pelo Porto, é um sinal claro de que alguma coisa está muito errada.
Proveito: ?
No que respeita a quase-saídas, Mangala esteve com um pé no Manchester City, mas para felicidade do clube inglês, a transferência gorou-se; ao ritmo que o jogador se vem desvalorizando, no final da época, o mais provável, é que consiga contratá-lo, caso ainda haja interesse, por um valor bem abaixo daquele que estaria envolvido se a transferência se tivesse ocorrido agora. O internacional francês tem sido invulgarmente resistente a transferir-se, mas duvido que na próxima época ainda esteja por cá, quanto mais não seja, pelo o risco bem real de o Porto se ver reduzido a disputar a Liga Europa.
Defour esteve à beira de se transferir para o Fulham, mas a saída do Lucho González gorou essa hipótese. O belga nunca foi visto como sucessor natural do Moutinho, a julgar pelo valor investido no Herrera - para um clube com a capacidade financeira do Porto, dispender €8.000.000* num um só jogador, só mesmo num titular - mas agora vai ter de servir, dê lá por onde der; o Porto decidiu arriscar forte no mexicano, inutilizou uma quantia considerável, para no final ter de recorrer a uma segunda-escolha, que não passa de um jogador útil para ter no plantel, mas não para ser titular.
Fernando, contra todas as expectativas, lá renovou.
* cerca de €1.000.000, foi para o empresário do jogador
Entradas
- Quaresma
Uma aposta sem história dado que mesmo em final de carreira, o antigo cabeça-de-cartaz no período Jesualdo Ferreira, é muito superior a qualquer um dos extremos que já faziam parte do plantel.
Custo: zero.
- Abdoulaye
O marfinense regressa depois de ter cumprido a primeira volta ao serviço do Guimarães, para colmatar a saída do Otamendi.
Custo: zero.
Saídas

- Lucho González
Em nítido declínio (físico), o até aqui titularíssimo e capitão de equipa, trocou o Porto por um petroclube das arábias, em dia de jogo - uma estreia que cada vez supreende menos; uma equipa já de si sem norte, perde um líder e um jogador experiente.
Proveito: zero.

- Otamendi
O central argentino, titular na equipa que venceu há 3 anos a Liga Europa, foi "empurrado"(?) para fora do clube, num processo pouco condizente com a fama de que goza a "estrutura".
Proveito: 12 milhões (se forem efectivamente pagos)

- Sinan Bolat
A passagem do guarda-redes turco pelo Porto, é um sinal claro de que alguma coisa está muito errada.
Proveito: ?
Conclusões
O reduzido número de entradas e saídas, não permite retirar grandes ilacções, excepto que o número/qualidade dos extremos à disposição do treinador no início da época, óbvio para qualquer leigo, era claramente insuficiente - daí o regresso (tardio?) do Quaresma. Já a saída do Lucho González, foi completamente inesperada. Se, por um lado, não faria sentido negar ao jogador a hipótese de assinar um contrato milionário, é incompreensível que um jogador titular - cuja utilização, o treinador não soube gerir - saia sem qualquer compensação para o clube - e dinheiro não deve faltar para isso - e mais, que a saída se concretize num dia de jogo. De resto, o futebol apresentado até aqui é tão mau, tão mau, que é impossível apontar uma única área específica do plantel que necessite de ser reforçada; por outro lado, alguns jogadores são reconhecidamente capazes de se exibir num nível muitíssimo superior a aquele que têm vindo a demonstrar. Otamendi, é um caso flagrante - um jogador que já demonstrara ter qualidade, (aparentemente) perdeu no "duelo" com um treinador que não demonstrou nada, e que tem "queimado" jogadores - exemplos: Quintero passou de bestial a besta, Mangala irreconhecível, Jackson por conta própria - mais rapidamente que um incêndio de verão. Abdoulaye, regressa para o banco, quando ainda podia continuar a evoluir em Guimarães (e principalmente, continuar longe do Paulo Fonseca).No que respeita a quase-saídas, Mangala esteve com um pé no Manchester City, mas para felicidade do clube inglês, a transferência gorou-se; ao ritmo que o jogador se vem desvalorizando, no final da época, o mais provável, é que consiga contratá-lo, caso ainda haja interesse, por um valor bem abaixo daquele que estaria envolvido se a transferência se tivesse ocorrido agora. O internacional francês tem sido invulgarmente resistente a transferir-se, mas duvido que na próxima época ainda esteja por cá, quanto mais não seja, pelo o risco bem real de o Porto se ver reduzido a disputar a Liga Europa.
Defour esteve à beira de se transferir para o Fulham, mas a saída do Lucho González gorou essa hipótese. O belga nunca foi visto como sucessor natural do Moutinho, a julgar pelo valor investido no Herrera - para um clube com a capacidade financeira do Porto, dispender €8.000.000* num um só jogador, só mesmo num titular - mas agora vai ter de servir, dê lá por onde der; o Porto decidiu arriscar forte no mexicano, inutilizou uma quantia considerável, para no final ter de recorrer a uma segunda-escolha, que não passa de um jogador útil para ter no plantel, mas não para ser titular.
Fernando, contra todas as expectativas, lá renovou.
* cerca de €1.000.000, foi para o empresário do jogador
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Opiniões sobre Defour
No mesmo dia (ontem), li três opiniões sobre Defour.
A opinião do conhecido portista Miguel Sousa Tavares (MST):
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| Extracto da crónica de MST em A BOLA |
A opinião do selecionador da Bélgica:
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| O JOGO, 12-11-2013 |
A opinião do ‘Termómetro de O JOGO’:
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| O JOGO, 12-11-2013 |
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca... (III Parte)
Concluídas as duas primeiras jornadas do campeonato está na altura de revisitar os excelentes artigos do Miguel Lourenço Pereira de 12 e 13 de Agosto, aqui no Reflexão Portista, sobre o esquema táctico 4-2-3-1 do treinador Paulo Fonseca:
O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca...entender o conceito! (I Parte)
O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca...entender o conceito! (II Parte)
O FC Porto apresentou-se com a mesma equipa titular nas duas partidas da Liga: Helton, Danilo, Mangala, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Josué, Jackson e Licá, o que significa que Paulo Fonseca encontrou um "onze base", tendo em conta que o titular Varela, lesionado, foi substituído por Josué.
Nos referidos artigos o Miguel descreveu os princípios básicos do novo esquema táctico relativamente ao conhecido 4-3-3: (i) a criação do conceito de número 10, Lucho, (ii) a mudança do conceito defensivo, de um jogador fixo de marcação para a divisão de tarefas entre dois jogadores, Fernando e Defour e (iii) o maior espaçamento de linhas para a obtenção de um futebol mais vertical. Além disso chamou a atenção para os principais defeitos e virtudes do 4-2-3-1: "este modelo, na teoria, coloca um homem extra no ataque, o tal 10, e portanto, mais poder de fogo. Mas ao não ter um dos dois médios mais recuados com um papel fixo, como tampão, corre o risco de haver uma atrapalhação na movimentação do miolo e a equipa ficar mais frágil no momento da perda de bola. (…) [o adversário pode] lançar um passe a rasgar entre-linhas, os dois médios estão em linha (ou muito próximos disso), ligeiramente afastados da defesa e é nesse espaço que surge o rival".
No primeiro jogo, em Setúbal, a equipa acusou falta de entrosamento e permitiu vários lances perigosos aos sadinos, incluindo o do golo, sendo que o perigo foi aparecendo de situações que o Miguel previra: o "duplo pivot" estava em linha e sem uma noção clara de quem deveria marcar e foram surgindo passes para as costas da nossa defesa. Por outro lado a articulação entre os jogadores das linhas ofensivas não foi a melhor, o que gerou mais dificuldades de penetração na defesa contrária e criação de lances de perigo. Lucho não conseguiu ser o número 10, Defour não foi box-to-box e Fernando não foi… Fernando. Valeu Quintero, que substituiu Defour, e mal entrou mandou uma bomba para resolver o jogo.
No segundo jogo, na estreia da equipa esta época no Dragão, tudo foi diferente. O FC Porto submeteu o Marítimo a forte pressão desde o início, com um futebol rápido, alegre e mais vertical. Na vertente defensiva Mangala e Otamendi estiveram muito bem na antecipação e na anulação das investidas do adversário e o "duplo pivot" Fernando-Defour funcionou bem, o primeiro libertando-se do seu típico jogo de recuperação e varrimento e o segundo conseguindo ser um box-to-box mais influente. Não foi Moutinho, mas esteve no campo todo. Vi pela primeira vez o Fernando a avançar no terreno com a bola controlada e a procurar linhas de passe, fazendo-o com maior à vontade e segurança que em partidas anteriores. Contrariamente ao que afirmou o Miguel, parece-me agora que o Fernando poderá ser um dos mais beneficiados com este estilo de jogo porque terá mais bola e terá de pensar mais o jogo, o que o tornará num jogador mais valioso. Às suas características de trinco puro, poderá juntar características de distribuidor e tornar-se um médio mais completo.
Apesar da boa exibição e dos golos achei que a equipa, pelas características de Licá e Josué, que não são extremos puros, afunilou demasiado o jogo, tendo abusado do jogo interior, perdendo profundidade. Poderá, eventualmente, ser ideia do treinador usar momentaneamente os laterais Danilo e Alex Sandro como extremos, com o apoio e as dobras do "duplo pivot" em caso de perda de bola e (principalmente) Licá como segundo ponta-de-lança, dando ao Lucho tempo e liberdade para deambular no meio campo e no ataque.
A este esquema sobram ainda Herrera e Quintero – que deverão competir com Defour e Lucho, respectivamente, por um lugar no "onze" – e Carlos Eduardo como alternativas para o meio campo e Kelvin e Iturbe como jokers para os lugares de extremo. Ghilas deverá ser a alternativa a Jackson Martinez dado que, em jogos oficiais, creio que não foram experimentados simultaneamente.
À pergunta final do Miguel, "será este o modelo ideal para esta época?", respondo, para já, com um sim porque a equipa tem dado sinais de que o consegue assimilar e o plantel tem variadas opções e de grande qualidade para substituir ou complementar os jogadores que neste momento integram o "onze base". Tanto o “duplo pivot” como a defesa, na generalidade, estiveram bem melhor no jogo contra o Marítimo. Que a equipa e o treinador continuem a evoluir e a proporcionar bons espectáculos de futebol (com vitórias!).
O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca...entender o conceito! (I Parte)
O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca...entender o conceito! (II Parte)
O FC Porto apresentou-se com a mesma equipa titular nas duas partidas da Liga: Helton, Danilo, Mangala, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Josué, Jackson e Licá, o que significa que Paulo Fonseca encontrou um "onze base", tendo em conta que o titular Varela, lesionado, foi substituído por Josué.
Nos referidos artigos o Miguel descreveu os princípios básicos do novo esquema táctico relativamente ao conhecido 4-3-3: (i) a criação do conceito de número 10, Lucho, (ii) a mudança do conceito defensivo, de um jogador fixo de marcação para a divisão de tarefas entre dois jogadores, Fernando e Defour e (iii) o maior espaçamento de linhas para a obtenção de um futebol mais vertical. Além disso chamou a atenção para os principais defeitos e virtudes do 4-2-3-1: "este modelo, na teoria, coloca um homem extra no ataque, o tal 10, e portanto, mais poder de fogo. Mas ao não ter um dos dois médios mais recuados com um papel fixo, como tampão, corre o risco de haver uma atrapalhação na movimentação do miolo e a equipa ficar mais frágil no momento da perda de bola. (…) [o adversário pode] lançar um passe a rasgar entre-linhas, os dois médios estão em linha (ou muito próximos disso), ligeiramente afastados da defesa e é nesse espaço que surge o rival".
No primeiro jogo, em Setúbal, a equipa acusou falta de entrosamento e permitiu vários lances perigosos aos sadinos, incluindo o do golo, sendo que o perigo foi aparecendo de situações que o Miguel previra: o "duplo pivot" estava em linha e sem uma noção clara de quem deveria marcar e foram surgindo passes para as costas da nossa defesa. Por outro lado a articulação entre os jogadores das linhas ofensivas não foi a melhor, o que gerou mais dificuldades de penetração na defesa contrária e criação de lances de perigo. Lucho não conseguiu ser o número 10, Defour não foi box-to-box e Fernando não foi… Fernando. Valeu Quintero, que substituiu Defour, e mal entrou mandou uma bomba para resolver o jogo.
No segundo jogo, na estreia da equipa esta época no Dragão, tudo foi diferente. O FC Porto submeteu o Marítimo a forte pressão desde o início, com um futebol rápido, alegre e mais vertical. Na vertente defensiva Mangala e Otamendi estiveram muito bem na antecipação e na anulação das investidas do adversário e o "duplo pivot" Fernando-Defour funcionou bem, o primeiro libertando-se do seu típico jogo de recuperação e varrimento e o segundo conseguindo ser um box-to-box mais influente. Não foi Moutinho, mas esteve no campo todo. Vi pela primeira vez o Fernando a avançar no terreno com a bola controlada e a procurar linhas de passe, fazendo-o com maior à vontade e segurança que em partidas anteriores. Contrariamente ao que afirmou o Miguel, parece-me agora que o Fernando poderá ser um dos mais beneficiados com este estilo de jogo porque terá mais bola e terá de pensar mais o jogo, o que o tornará num jogador mais valioso. Às suas características de trinco puro, poderá juntar características de distribuidor e tornar-se um médio mais completo.
Apesar da boa exibição e dos golos achei que a equipa, pelas características de Licá e Josué, que não são extremos puros, afunilou demasiado o jogo, tendo abusado do jogo interior, perdendo profundidade. Poderá, eventualmente, ser ideia do treinador usar momentaneamente os laterais Danilo e Alex Sandro como extremos, com o apoio e as dobras do "duplo pivot" em caso de perda de bola e (principalmente) Licá como segundo ponta-de-lança, dando ao Lucho tempo e liberdade para deambular no meio campo e no ataque.
A este esquema sobram ainda Herrera e Quintero – que deverão competir com Defour e Lucho, respectivamente, por um lugar no "onze" – e Carlos Eduardo como alternativas para o meio campo e Kelvin e Iturbe como jokers para os lugares de extremo. Ghilas deverá ser a alternativa a Jackson Martinez dado que, em jogos oficiais, creio que não foram experimentados simultaneamente.
À pergunta final do Miguel, "será este o modelo ideal para esta época?", respondo, para já, com um sim porque a equipa tem dado sinais de que o consegue assimilar e o plantel tem variadas opções e de grande qualidade para substituir ou complementar os jogadores que neste momento integram o "onze base". Tanto o “duplo pivot” como a defesa, na generalidade, estiveram bem melhor no jogo contra o Marítimo. Que a equipa e o treinador continuem a evoluir e a proporcionar bons espectáculos de futebol (com vitórias!).
sábado, 25 de maio de 2013
Moutinho saiu? Chamem o “pronto-socorro”
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| (jornal O JOGO, 14-05-2013) |
Na semana que antecedeu o desafio final em Paços Ferreira, e quando já se sabia que Fernando não ia poder participar nesse jogo (estava lesionado e castigado), o jornal O JOGO publicou um artigo sobre o Defour. Nesse artigo (ver em cima), Defour era apresentado como o pronto-socorro portista da época 2012/13, sendo destacado numa infografia o facto do internacional belga ter sido chamado a jogar em seis posições diferentes (as três posições do meio-campo, ala-direito, ala-esquerdo e defesa-direito). É obra!
E é, também, sinal de três coisas:
- das limitações existentes no plantel que Vítor Pereira teve à sua disposição;
- da polivalência de Defour;
- da confiança que o treinador do FC Porto depositou no número 35 (3+5=8, o seu número preferido) do plantel portista.
Defour ainda não é um jogador de top internacional mas, na minha opinião, é um jogador de qualidade, com uma cultura táctica muito acima da média e, tirando a “loucura” que o afectou em Málaga (obrigando a equipa postista a jogar a 2ª parte quase toda reduzida a 10 jogadores), é um jogador que se tem revelado muito útil.
Estando há dois anos no FC Porto, e tendo sido o 12º jogador do plantel mais utilizado (1308 minutos) no último campeonato, Defour ainda não se afirmou como titular dos dragões, o que é compreensível, se atendermos a que o meio-campo portista era formado por Fernando, Moutinho e Lucho.
Contudo, a saída de João Moutinho para o AS Monaco (o novo “brinquedo” do multimilionário Dmitry Rybolovlev) é uma oportunidade de ouro para o belga se afirmar como titular dos dragões porque, parece-me, ser ele quem está na pole position para ocupar o lugar do melhor médio português da atualidade.
Estou convencido que se o Defour se fixar na posição em que rende mais (na posição 8, que era ocupada por João Moutinho), em vez de ser o pronto-socorro que, por falta de alternativas no plantel, jogou em 5-6 posições diferentes, a tendência será o seu rendimento subir. Dificilmente atingirá o nível do Moutinho, mas tem características semelhantes e poderá aproximar-se.
Falta saber quem serão os outros elementos do meio campo portista para a época 2013/14.
Lucho terá como concorrentes Carlos Eduardo (ex-Estoril) e Izmaylov, mas será que Fernando, que não se cansa de dizer que gostaria de sair (Inter Milão, PSG, ...), acabará por renovar e ficar?
E que futuro está reservado para Castro, Tiago Rodrigues (ex-Vitória Guimarães) e Tozé (equipa B)?
E há ainda o mexicano Héctor Herrera, jogador do Pachuca, que se diz já ter um acordo com a FC Porto SAD desde... Janeiro.
A saída de um jogador do calibre de João Moutinho (a "maçã podre" de Alvalade, lembram-se?) é, obviamente, uma perda significativa em termos desportivos mas, como portista, estou mais preocupado em saber como vão ser colmatadas as carências óbvias que existem no ataque (extremos, avançados e pontas-de-lança) porque, em termos de médios, penso que há matéria-prima suficiente para, na próxima época, o FC Porto voltar a ter um meio-campo forte.
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Tiago Rodrigues
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Defour na ribalta... por razões distintas
Steven Defour está na ribalta, tendo-se estabelecido gradualmente como um jogador muito útil, culminando numa excelente exibição contra o Gil Vicente e fortes elogios do treinador (e adeptos).
Por coincidência, na mesma semana em que se destacou em Portugal Defour também apareceu em grande destaque na Bélgica, fazendo a capa inteira de uma revista semanal flamenga; mas por razões pouco positivas.
Traduzindo para português: «Apanhado! Steven Defour trai a mulher com modelo de 19 anos, durante as férias de Natal»
Bem, pessoalmente tenho muito pouco interesse na vida privada dos jogadores do FCP, sem excepção. Normalmente isso só me interessa na medida em que afecte (ou possa afectar) o seu rendimento desportivo, ou o ambiente no balneário.
Neste caso específico não quero saber de nenhuns detalhes da pseudo-notícia, mas pelo que tenho visto desde o Natal, a ter acontecido algo isso não parece ter influenciado de todo o seu rendimento desportivo. Quanto muito, bem pelo contrário...
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Jogar à Barça
O que dizer de um jogo em que o FC Porto inaugurou o marcador aos 4 minutos, chegou aos 2-0 aos 12 minutos e, sufocou de tal maneira o Gil Vicente, que ao intervalo tinha 83% (!!!) de posse de bola e a equipa adversária não tinha sequer conseguido fazer um único remate à baliza?
Isto é jogar à Barça, sem Messi (no nosso caso sem James), mas com Moutinho a fazer de Xavi, Defour a fazer de Iniesta e Lucho, mais uma vez, a chegar ao fim do jogo com quase 11 quilómetros percorridos (velhos são os trapos).
A forma como o FC Porto resolveu o desafio antes do primeiro quarto de hora e depois controlou o jogo como uma posse de bola estratosférica (em Portugal nunca tinha visto nada semelhante) é algo verdadeiramente notável, que os comentadeiros desvalorizaram pondo o ênfase na má exibição (falta de atitude, dizem eles) dos depenados galos de Barcelos.
Num jogo que os dragões venceram por uns claros 5-0 (e ainda ficou um penalty por assinalar, num lance em que o árbitro Paulo Baptista considerou que o Danilo tinha o ombro no... peito), com 75% de posse de bola e 23-2 em remates, é dificil encontrar aspetos negativos. É que até o Varela (o elo mais fraco do habitual onze titular) marcou um golo, após uma excelente assistência de Castro (o médio mais limitado do plantel).
Elogiar as exibições de Otamendi, Mangala, Moutinho, Lucho ou Jackson é chover no molhado e, por isso, desta vez vou destacar outros dois jogadores: Danilo e Defour.
É sabido que Danilo gosta pouco de jogar a lateral-direito (prefere jogar a médio interior, como se diz no Brasil), mas ontem deve ter feito a sua melhor exibição com a camisola do FC Porto. Inaugurou o marcador (após uma jogada individual), sofreu uma carga para penalty (que o árbitro não assinalou) e subiu N vezes pelo seu corredor, sendo na maior parte do jogo mais um ala do que um defesa.
Defour, para além do excelente golo que marcou, tem uma inteligência tática muito acima da média. Já substituiu Fernando, Defour e Lucho. Já jogou a médio/ala direito, na habitual posição de James. Ontem jogou a médio/ala esquerdo, à Iniesta, e mais uma vez foi aprovado com distinção. Penso que hoje em dia restam poucas dúvidas que este belga foi uma grande contratação.
Deixo para o fim o treinador Vítor Pereira. Tão criticado na época passada (incluindo por mim), está a fazer um excelente trabalho esta época. Sem o jogador mais marcante das últimas quatro épocas do campeonato português (Hulk), com um plantel curto, com poucas soluções ofensivas (Ismaylov e Liedson chegaram agora e ainda estão a conhecer os cantos à casa), tendo de enfrentar lesões prolongadas em jogadores-chave (Fernando, Alex Sandro, Maicon e James), Vítor Pereira tem sabido ultrapassar todos estes obstáculos, muitas das vezes sendo obrigado a recorrer à adaptação de jogadores (exemplos: Mangala a defesa-esquerdo ou Defour em vez de James).
Sinceramente, quando Hulk foi vendido no início de Setembro, quantos portistas acreditavam que a equipa ia ter um desempenho ao nível daquele que tem tido até agora?
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Crónica da tarde
O FCP vai jogar com o Gil Vicente, muito provavelmente sem Liedson. A dúvida principal é se vai iniciar o jogo com Defour, ou com um ala: Kelvin ou Sebá. Jaime Magalhães prefere Kelvin como primeira opção. Percebo: o FCP não pode desistir de aproveitar o miúdo, de potenciar a sua capacidade, criatividade e irreverência e ajudá-lo a enquadrar essas valências no colectivo.
Tal como tem ocorrido com a equipa B, é provável que com um Liedson (capaz) o FCP tenda a jogar em 4X4X2, uma vez que os nossos alas não são especialmente rápidos nem fortes no um contra um.
Espero um jogo complicado: o Gil tem um especial fervor quando joga com o FCP.
Vamos lá Porto.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
A Lei do mais forte
É sempre muito bom, seja em que circunstância for, somar três
pontos numa competição de nível tão elevado como é a Liga dos Campeões. O 0-2
definido já bem perto do final espelha melhor a décalage entre a equipa da casa
e campeão português. O conjunto azul e branco esteve muito longe de fazer uma
exibição de gala. Bastou-lhe gerir a posse de bola com segurança e ir
aproveitando as fragilidades evidentes do setor recuado do adversário croata.
Vitória saborosa, pois claro. Mas, por aquilo que se viu, tinha de ser
obrigatória.
Com efeito, este Dínamo de Zagreb não demonstra melhoras da
paupérrima prestação da Champions da temporada passada. Pouca capacidade na posse de
bola e demasiada tremedeira ao sair da sua área cristalizam as limitações desta
equipa sem andamento para esta competição. Vítor Pereira, mesmo assim, não
facilitou e respeitou o adversário. Sinal claro através da inclusão de Miguel Lopes
à direita, privilegiando a robustez defensiva. O português cumpriu e
integrou-se em manobras ofensivas sempre que solicitado.
Bem cedo a equipa azul e branca chamou a si a condução do
jogo. Num ritmo sempre pausado o FC Porto circulava a bola de forma confortável
perante a inépcia pressionante adversária. James e Varela fletiram muitas vezes
das laterais para dentro afunilando a construção portista. Mas, curiosamente, eram mais
perigosos e desequilibradores quando alargavam o jogo pelas suas alas. Alex
Sandro, o outro defesa lateral, foi igualmente importante nestas manobras.
Se ao domínio do encontro já nada faltava para os comandados
de Vítor pereira fazer o que queriam, pecava a equipa nos poucos lances de
finalização que criava. James ainda tentou fora de área uma vez e depois veio o
brinde de Kelava onde Jackson Martinez resvalou para o lado anedótico do
futebol. Sem tempo para a merecida risada – ou insulto de todo o dragão que se
preze, Lucho deu vantagem às nossas cores, na sequência de um bom “raide” de
Alex Sandro até á linha final. O capitão corrigia o que deveria ter sido
confirmado pouco antes.
Ao regresso das cabines as bases do encontro foram-se mantendo
inalteráveis, num domínio portista total, sem um perceptível incómodo dos homens da
casa. Até ao minuto 65 tudo era simplificado e fácil de ordenar. Uma letargia
que quase contagiou o dragão, passando depois por um par de sustos quando o discernimento
se toldou, o Dínamo acelerou e nosso meio campo se perdeu. Helton foi
resolvendo sempre com muito acerto e ainda lançou dois contra ataques venenosos.
Ainda assim durou pouco a investida croata. Em pouco mais de
dez minutos o entusiasmo caseiro afrouxou e a crença na reviravolta no resultado era
quase nula. Cristian Atsu, pouco incomodado com os humores do adversário,
lançou-se ao ataque do golo da tranquilidade. Com uma bela arrancada e um passe
certeiro pôs Defour à mercê do golo que viria a selar o resultado final. Finalmente, mais
folgado, como poderia e deveria ter saído, mais cedo.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O avançado que não estava lá
Ontem à noite estive no Vicente Calderon a ver a meia-final da Europe League entre o Atlético de Madrid e o Valência. Havia um tal de Radamel Falcao no relvado. Acho que durante largos minutos ignorei o jogo para fixar-me neste avançado que alguns daqui devem reconhecer. Os golos, principalmente o segundo, maradoniano, já devem ter visto nos resumos. Mas é o que não se vê, o trabalho de desgaste da defesa, o poder de associação com uma linha de três atrás, o saber táctico e a forma como sempre soube ler bem o jogo que me conquistaram. Poderia ter sido a primeira vez que via este jogador. Se assim fosse já estaria a encher de sms os meus amigos portistas com um "temos de contratar este gajo".
Mas Falcao foi nosso.
Durante pouco tempo, mas foi. E, exceptuando a veia goleadora de Mário Jardel, para mim foi o melhor ponta-de-lança que o FC Porto teve desde os dias de Fernando Gomes. Não tenho a menor dúvida. O ano passado foi fundamental para vencer a Europe League e mesmo na Liga, onde esteve alguns meses ausente por problemas físicos, foi peça nuclear da equipa que o AVB resgatou da depressão jesualdiana.
O FC Porto supostamente vendeu aquele que é o melhor avançado do Mundo - não conto Messi e Ronaldo nesta demarcação apesar da veia goleadora de ambos - por uns 40 milhões de euros muito mal explicados. 40 milhões mais Ruben Micael, que depois eram 36 milhões, 38 milhões e que, na realidade, ainda nem 5 milhões parecem ter entrado nos nossos cofres. Uma situação que levou à falta de liquidez para pagar o que tínhamos de ter pago pelo Danilo e Alex Sandro ao Santos (e que nos levou a ter de esperar até Janeiro por um, enviando Fucile também para apaziguar as hostes) e por Defour e Mangala ao Standard Liege. Uma situação a que não me recordo que alguém tenha levado esta SAD e que estávamos habituados a ver só a sul do Mondego.
O Atlético de Madrid é um clube que paga mal e nunca a horas e os dirigentes da SAD deviam sabê-lo. Também deviam saber que Radamel Falcao é um jogador do outro mundo, que 40 milhões é um valor de mercado real sempre e quando o dinheiro chegue realmente e sem contrapartidas.
Enganaram-se.
Não só deixaram este avançado sair no final do defeso, como não garantiram que o dinheiro entrava a tempo de ir ao mercado, fosse em Agosto fosse em Janeiro, para substitui-lo. E a verdade é que Falcao é insubstituível. É um dos melhores do Mundo, muito mais importante na sua função goleadora do que pode ser Hulk como falso extremo, Moutinho como médio de criação ou Alvaro Pereira como lateral esquerdo. O clube optou por regatear o "Palito", ignorar as ofertas da Premier por Moutinho e declarar Hulk como insubstituível. Provavelmente seremos campeões nacionais com essa politica. Mas os adeptos têm memória e saberão sempre que este titulo, a ser ganho, foi um "ai jesus" escusado e que nos palcos europeus perdemos uma boa oportunidade de, pelo menos, igualar a performance do Benfica na Champions League.
Desde o primeiro dia faltou-nos um ponta-de-lança capaz de matar os jogos mais difíceis, em Chipre, na Rússia e com o City. As oportunidades estiveram lá, como no ano passado, mas não havia Radamel para rematar. Nem Kleber, nem Janko nem sequer o sul-americano que se segue para a próxima época seriam capazes de fazer a diferença como ele. Vítor Pereira não teve a culpa de perder um jogador que para o Porto representava o mesmo que Messi para o Barcelona e Ronaldo para o Real Madrid. E ainda por cima, sem ter um substituto digno desse nome. A SAD preferiu sanear as contas com números que são fictícios porque os cofres continuam vazios.
É uma postura. Mas não é a única. Ontem no Calderon 50 mil colchoneros gritaram o nome do avançado que, provavelmente, os pode levar a vencer a segunda prova europeia em três anos. A segunda consecutiva do colombiano. Jogadores assim não se podem perder, apesar da nossa sina de clube grande em liga pequena. Mas se temos de o ver triunfar num clube mediano lá fora, pelo menos que alguém na SAD nos mostre que valeu a pena. Mas não valeu e todos sabemos isso. Vender Falcao como o vendemos podia ter sido um grande negócio financeiro e um erro desportivo. Cada vez mais parece que foi um erro a dobrar. Lamentavelmente!
domingo, 18 de março de 2012
Três números 8
Lucho saiu, deixou um vazio por preencher e, um ano depois, Moutinho veio para vestir a camisola 8 e desempenhar o papel de Lucho.

No início desta época, Defour foi contratado para salvaguardar uma eventual saída de Moutinho, que não se concretizou.

E, dois anos e meio depois, Lucho regressou a "casa" para fazer de... Lucho.

Ora, no Nacional x FC Porto, o meio-campo portista foi formado precisamente por estes três jogadores, todos com características para Nº 8, embora podendo ser adaptados a outras posições.
Com Fernando lesionado, faltou um Nº 6 (Castro está no Sporting de Gijón e Souza foi dispensado), falta um Nº 10 (Belluschi foi emprestado ao Génova e James joga como extremo) e sobraram três jogadores habituados a pisar os mesmos terrenos e a ter dentro de campo o mesmo tipo de missão.
Era previsível que as coisas não corressem lá muito bem e, ainda por cima, Lucho estourou por volta dos 60 minutos e as pilhas de Defour não duraram muito mais.
Veremos como este meio campo de números 8 se irá comportar na próxima terça-feira, visto que, com a lesão de Fernando e a "limpeza" feita em Janeiro, não há mais médios disponíveis para o jogo contra o slb.

No início desta época, Defour foi contratado para salvaguardar uma eventual saída de Moutinho, que não se concretizou.

E, dois anos e meio depois, Lucho regressou a "casa" para fazer de... Lucho.

Ora, no Nacional x FC Porto, o meio-campo portista foi formado precisamente por estes três jogadores, todos com características para Nº 8, embora podendo ser adaptados a outras posições.
Com Fernando lesionado, faltou um Nº 6 (Castro está no Sporting de Gijón e Souza foi dispensado), falta um Nº 10 (Belluschi foi emprestado ao Génova e James joga como extremo) e sobraram três jogadores habituados a pisar os mesmos terrenos e a ter dentro de campo o mesmo tipo de missão.
Era previsível que as coisas não corressem lá muito bem e, ainda por cima, Lucho estourou por volta dos 60 minutos e as pilhas de Defour não duraram muito mais.
Veremos como este meio campo de números 8 se irá comportar na próxima terça-feira, visto que, com a lesão de Fernando e a "limpeza" feita em Janeiro, não há mais médios disponíveis para o jogo contra o slb.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Compras, vendas, percentagens e comissões
No dia 16 de Agosto, a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD enviou dois comunicados à CMVM, informando o mercado que tinha adquirido 100% dos direitos económicos do atleta Defour, pelo montante de 6.000.000 € (seis milhões de euros) e 100% dos direitos económicos do atleta Mangala, pelo montante de 6.500.000 € (seis milhões e quinhentos mil euros).
Passados dois meses, no Relatório e Contas Consolidado 2010/2011, ponto 34 ‘Eventos Subsequentes’ (páginas 104 e 105), é dito o seguinte:
«Subsequentemente à data das demonstrações financeiras ocorreram os seguintes factos que, pela sua relevância, são apresentados como segue:
(…)
c. Aquisição de 100% do “passe” do jogador Defour ao Standard de Liége por 6.000.000 Euros;
d. Aquisição de 100% do “passe” do jogador Mangala ao Standard de Liége por 6.500.000 Euros valor esse a que acresce o montante de 500.000 Euros de encargos com serviços de intermediação;»
Constata-se que em 28/10/2011 (data em que o Relatório e Contas Consolidado 2010/2011 foi enviado à CMVM), a FCP SAD ainda surgia oficialmente como detentora de 100% dos “passes” dos jogadores Defour e Mangala. Quanto aos valores de aquisição dos passes, são mantidos os que tinham sido comunicados em 16/08/2011 mas, desta vez, passam a ser referidos 500.000€ de encargos com serviços de intermediação na contratação do jovem defesa-central francês (no caso do médio belga, nada é dito acerca de encargos adicionais).
Um mês depois, no Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012, ponto 5 ‘Activos Intangíveis – Valor do Plantel’ (página 16), é dito:
«As principais aquisições realizadas no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011, em valor, podem ser resumidas como segue:

Analisando o quadro anterior, verifica-se que em 30/11/2011 (data em que o Relatório e Contas Consolidado do 1º trimestre de 2011/2012 foi enviado à CMVM), a FCP SAD já só era detentora de 90% dos direitos económicos de Defour e Mangala e, para além dos valores de aquisição dos “passes”, surgem como Encargos adicionais 1.850.339€ no caso de Defour e 1.020.000€ no caso de Mangala.
Ou seja, de 100% a FCP SAD passou a detentora de 90% dos “passes”, sem que tenha sido explicado o que aconteceu aos 10% que deixou de deter. Quanto aos encargos adicionais, no caso de Mangala passaram de 500.000€ para 1.020.000€ (porquê?) e no caso de Defour de zero para 1.850.339€.
Finalmente, no comunicado de 27 de Dezembro, ficamos a saber que a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD alienou à Doyen Sports Investments Limited:
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Mangala por 2.647.059€;
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Defour por 2.352.941€.
E, adicionalmente, que a FCP SAD atribuiu 10% da receita líquida de uma eventual transferência à sociedade Robi Plus, pelo que passou a deter 56,67% dos direitos económicos de cada um destes jogadores.
«(…) o clube manteve a política de investir em jovens valores, que garantam progressão e um contributo importante no desempenho da equipa, como possam ser activos importantes no mercado de jogadores. Assim, chegaram esta época ao FC Porto atletas como Iturbe, Bracali, Djalma, Defour, Mangala, Kléber e Alex Sandro.»
in Relatório e Contas Consolidado 1º Trimestre 2011/2012 (página 4)
No futuro, veremos qual vai ser a valorização destes “activos”. Para já, do lado dos custos, sabemos que o valor total da aquisição dos “passes” de Defour e Mangala perfez 15.370.339€ (7.850.339€ + 7.520.000€), enquanto que do lado das receitas, o que veio a público é que a FCP SAD encaixou 5.000.000€ (2.647.059€ + 2.352.941€) pelos 43,33% que já não lhe pertencem. Ou seja, a não ser que faltem dados nos comunicados e relatórios oficiais, na alienação destes 43,33% não houve qualquer valorização dos dois “activos”, bem pelo contrário. Para, no mínimo, não perder dinheiro, os 43,33% deveriam ter rendido à FCP SAD 6.659.967€ (0,4333 x 15.370.339€) e não os 5.000.000€ que se depreende do último comunicado.
Olhando para este conjunto de factos e números, há coisas que não batem certo e outras que estão mal explicadas. Talvez falte alguma informação, mas cada um que tire as suas conclusões.
Nota final: Conforme indicado, todos os números e dados apresentados neste artigo foram extraídos de documentos oficiais da Futebol Clube do Porto – Futebol SAD.
Passados dois meses, no Relatório e Contas Consolidado 2010/2011, ponto 34 ‘Eventos Subsequentes’ (páginas 104 e 105), é dito o seguinte:«Subsequentemente à data das demonstrações financeiras ocorreram os seguintes factos que, pela sua relevância, são apresentados como segue:
(…)
c. Aquisição de 100% do “passe” do jogador Defour ao Standard de Liége por 6.000.000 Euros;
d. Aquisição de 100% do “passe” do jogador Mangala ao Standard de Liége por 6.500.000 Euros valor esse a que acresce o montante de 500.000 Euros de encargos com serviços de intermediação;»
Constata-se que em 28/10/2011 (data em que o Relatório e Contas Consolidado 2010/2011 foi enviado à CMVM), a FCP SAD ainda surgia oficialmente como detentora de 100% dos “passes” dos jogadores Defour e Mangala. Quanto aos valores de aquisição dos passes, são mantidos os que tinham sido comunicados em 16/08/2011 mas, desta vez, passam a ser referidos 500.000€ de encargos com serviços de intermediação na contratação do jovem defesa-central francês (no caso do médio belga, nada é dito acerca de encargos adicionais).
Um mês depois, no Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012, ponto 5 ‘Activos Intangíveis – Valor do Plantel’ (página 16), é dito:
«As principais aquisições realizadas no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011, em valor, podem ser resumidas como segue:

(clicar na imagem para a ampliar)
Analisando o quadro anterior, verifica-se que em 30/11/2011 (data em que o Relatório e Contas Consolidado do 1º trimestre de 2011/2012 foi enviado à CMVM), a FCP SAD já só era detentora de 90% dos direitos económicos de Defour e Mangala e, para além dos valores de aquisição dos “passes”, surgem como Encargos adicionais 1.850.339€ no caso de Defour e 1.020.000€ no caso de Mangala.
Ou seja, de 100% a FCP SAD passou a detentora de 90% dos “passes”, sem que tenha sido explicado o que aconteceu aos 10% que deixou de deter. Quanto aos encargos adicionais, no caso de Mangala passaram de 500.000€ para 1.020.000€ (porquê?) e no caso de Defour de zero para 1.850.339€.
Finalmente, no comunicado de 27 de Dezembro, ficamos a saber que a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD alienou à Doyen Sports Investments Limited:
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Mangala por 2.647.059€;
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Defour por 2.352.941€.
E, adicionalmente, que a FCP SAD atribuiu 10% da receita líquida de uma eventual transferência à sociedade Robi Plus, pelo que passou a deter 56,67% dos direitos económicos de cada um destes jogadores.
«(…) o clube manteve a política de investir em jovens valores, que garantam progressão e um contributo importante no desempenho da equipa, como possam ser activos importantes no mercado de jogadores. Assim, chegaram esta época ao FC Porto atletas como Iturbe, Bracali, Djalma, Defour, Mangala, Kléber e Alex Sandro.»
in Relatório e Contas Consolidado 1º Trimestre 2011/2012 (página 4)
No futuro, veremos qual vai ser a valorização destes “activos”. Para já, do lado dos custos, sabemos que o valor total da aquisição dos “passes” de Defour e Mangala perfez 15.370.339€ (7.850.339€ + 7.520.000€), enquanto que do lado das receitas, o que veio a público é que a FCP SAD encaixou 5.000.000€ (2.647.059€ + 2.352.941€) pelos 43,33% que já não lhe pertencem. Ou seja, a não ser que faltem dados nos comunicados e relatórios oficiais, na alienação destes 43,33% não houve qualquer valorização dos dois “activos”, bem pelo contrário. Para, no mínimo, não perder dinheiro, os 43,33% deveriam ter rendido à FCP SAD 6.659.967€ (0,4333 x 15.370.339€) e não os 5.000.000€ que se depreende do último comunicado.Olhando para este conjunto de factos e números, há coisas que não batem certo e outras que estão mal explicadas. Talvez falte alguma informação, mas cada um que tire as suas conclusões.
Nota final: Conforme indicado, todos os números e dados apresentados neste artigo foram extraídos de documentos oficiais da Futebol Clube do Porto – Futebol SAD.
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sábado, 15 de outubro de 2011
Muitos golos, naturalmente...

Nem se esperava outra coisa. Na deslocação ao concelho de Sintra o FC Porto arreou o Pêro Pinheiro por uns concludentes 8 golos sem resposta, num encontro que nem para treino serviu. O clube que milita no terceiro escalão nacional revelou ingenuidade a rodos, numa tarde de sonho onde, afinal, uma escapadinha à praia teria sido mais proveitosa do que o massacre a que foram alvos. Walter assinou metade da factura, enquanto Iturbe, Alex Sandro, Bracali e kadu estrearam-se de dragão ao peito.
Sem grande espanto, Vítor Pereira aproveitou um jogo de menor exigência para ensaiar uma espécie de via alternativa e dar minutos aos menos utilizados. Num sintético ardiloso combinado com um sol escaldante, a circulação de bola foi lenta na fase inicial da partida. Os propósitos dos visitados iam-se cumprindo, porque entrar em correrias não favorecia a sua menor condição física. Os portistas levaram tempo a contornar a bitola e colocar a bola no terreno, promovendo a sua circulação.
Alguns fogachos de Walter com a baliza adversária em mira ditavam uma ligeira ascendência azul e branca no encontro e o fim da resistência caseira. Numa recuperação a meio campo, Walter lança Defour para o 1º de muitos. Mais dois vieram na mesma encomenda aos 33´e 35´, ambos pelo nosso ponta de lança, que ainda faria o 3º da sua conta pessoal, antes do intervalo. A falsa organização do Pêro Pinheiro revelava-se. Mas a competência do detentor da Taça de Portugal muito contribuía para isso.
Com 5 no papo os segundos 45 minutos converteram-se em mera formalidade. Iturbe dava lugar a Varela que haveria de converter a 7ª bola na rede dos locais. Antes disso, Djalma, autenticara o 0-6 numa altura em que todos aqueles que assistiam esta espécie de treino/recriação com bola já bocejavam à boca grande.
Walter fechou a contagem e fez poker com estrondo. A tarde foi sua e amealhou mais uns créditos ao seu prestígio perante o técnico. O adversário não foi competitivo o bastante, mas não se podia pedir muito mais. Ao FC Porto coube-lhe o papel de dinamizador da contenda e assumiu-o com toda naturalidade. Apuramento garantido numa goleada que não ficará para contar.
Sem grande espanto, Vítor Pereira aproveitou um jogo de menor exigência para ensaiar uma espécie de via alternativa e dar minutos aos menos utilizados. Num sintético ardiloso combinado com um sol escaldante, a circulação de bola foi lenta na fase inicial da partida. Os propósitos dos visitados iam-se cumprindo, porque entrar em correrias não favorecia a sua menor condição física. Os portistas levaram tempo a contornar a bitola e colocar a bola no terreno, promovendo a sua circulação.
Alguns fogachos de Walter com a baliza adversária em mira ditavam uma ligeira ascendência azul e branca no encontro e o fim da resistência caseira. Numa recuperação a meio campo, Walter lança Defour para o 1º de muitos. Mais dois vieram na mesma encomenda aos 33´e 35´, ambos pelo nosso ponta de lança, que ainda faria o 3º da sua conta pessoal, antes do intervalo. A falsa organização do Pêro Pinheiro revelava-se. Mas a competência do detentor da Taça de Portugal muito contribuía para isso.
Com 5 no papo os segundos 45 minutos converteram-se em mera formalidade. Iturbe dava lugar a Varela que haveria de converter a 7ª bola na rede dos locais. Antes disso, Djalma, autenticara o 0-6 numa altura em que todos aqueles que assistiam esta espécie de treino/recriação com bola já bocejavam à boca grande.
Walter fechou a contagem e fez poker com estrondo. A tarde foi sua e amealhou mais uns créditos ao seu prestígio perante o técnico. O adversário não foi competitivo o bastante, mas não se podia pedir muito mais. Ao FC Porto coube-lhe o papel de dinamizador da contenda e assumiu-o com toda naturalidade. Apuramento garantido numa goleada que não ficará para contar.
sábado, 10 de setembro de 2011
Três gigantes no meio-campo
Fernando Daniel Belluschi, 28 anos (nasceu a 10 de Setembro de 1983, em Los Quirquinchos, Argentina), mede 1.71 m
João Filipe Iria Santos Moutinho, 25 anos (nasceu a 8 de Setembro de 1986, em Portimão, Portugal), mede 1.70 m
Steven Defour, 23 anos (nasceu a 15 de Abril de 1988, em Mechelen, Bélgica), mede 1.73 m
Estes três "gigantes" formaram o meio-campo da equipa do FC Porto na 2ª parte do jogo de ontem e, para além dos dois golos que marcaram (Moutinho e Belluschi), imprimiram um ritmo ao jogo de tal forma intenso, incluindo uma pressão alta sobre os jogadores adversários, que sufocaram completamente a equipa setubalense.
Está encontrado o trio de meio-campo do FC Porto?
Por aquilo que se viu ontem, só um Guarín ao nível do que mostrou na época passada poderá ser uma mais-valia e entrar neste meio-campo de gigantes. Fernando e Souza são bons elementos, mas não atingem este patamar e muito menos têm pedal para este ritmo.
P.S. Se nos próximos jogos Defour confirmar a exibição de ontem, parece-me claro que o FC Porto ficou a ganhar com a "troca" de Ruben Micael por este belga.
João Filipe Iria Santos Moutinho, 25 anos (nasceu a 8 de Setembro de 1986, em Portimão, Portugal), mede 1.70 m
Steven Defour, 23 anos (nasceu a 15 de Abril de 1988, em Mechelen, Bélgica), mede 1.73 m
Estes três "gigantes" formaram o meio-campo da equipa do FC Porto na 2ª parte do jogo de ontem e, para além dos dois golos que marcaram (Moutinho e Belluschi), imprimiram um ritmo ao jogo de tal forma intenso, incluindo uma pressão alta sobre os jogadores adversários, que sufocaram completamente a equipa setubalense.
Está encontrado o trio de meio-campo do FC Porto?
Por aquilo que se viu ontem, só um Guarín ao nível do que mostrou na época passada poderá ser uma mais-valia e entrar neste meio-campo de gigantes. Fernando e Souza são bons elementos, mas não atingem este patamar e muito menos têm pedal para este ritmo.
P.S. Se nos próximos jogos Defour confirmar a exibição de ontem, parece-me claro que o FC Porto ficou a ganhar com a "troca" de Ruben Micael por este belga.
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