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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quartos-de-final: faltam 7 dias

O Bayern Munique foi hoje a Leverkusen jogar os quartos-de-final da Taça da Alemanha.

Há uns meses atrás, a “nação benfiquista” fartou-se de repetir que o Bayer Leverkusen não era uma equipa qualquer.
Aliás, o “profeta” Jorge Jesus disse mesmo que o Bayer Leverkusen era a melhor equipa do grupo (daquele em que o SLB ficou em 4º e último lugar, lembram-se?).
E agora?

Na Liga dos Campeões, o Bayer Leverkusen foi eliminado nos oitavos-de-final (no desempate por grandes penalidades) pelos campeões espanhóis e vice-campeões europeus (Atlético Madrid), enquanto que na Bundesliga o Bayer vem de uma série de 5 vitórias consecutivas.

Bayer Leverkusen (fonte: zerozero)

Pois bem, apesar de jogar em casa e do bom momento que atravessa, o Bayer foi incapaz de derrotar um Bayern Munique “muito fragilizado” por várias ausências e, novamente no desempate por grandes penalidades, foi eliminado e quem seguiu em frente foi a equipa de Munique.

Manuel Neuer a defender uma das grandes penalidades (foto: REUTERS)

Ora, em vez de salientar este facto, em vez de salientar a qualidade super de Manuel Neuer ou o facto de ter sido anulado um golo limpo a Lewandowski (que daria a vitória ao Bayern sem necessidade de prolongamento e penáltis), a Rádio Renascença, com o objectivo claro de desvalorizar o adversário do FC Porto nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, disse/escreveu: «Bayern de Munique só ganha nas grandes penalidades»

Notícia sobre o Bayern no site da RR/Bola Branca

Só?!
O Bayern Munique apurou-se para as meias-finais da Taça da Alemanha; lidera, confortavelmente, a Bundesliga; e vai disputar os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Só…

Eu costumo dizer que, de católico, a Rádio Renascença tem muito pouco, mas acerca do departamento de desporto (Bola Branca) não tenho dúvidas: é um antro infecto de anti-portistas nojentos.

Em Lisboa dão como certa a eliminação do FC Porto e há mesmo quem aposte na repetição de goleadas parecidas àquelas com que o Bayern esmagou o Sporting (5-0 e 7-1).
Veremos…

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Incompetência na RR

Esta mensagem destina-se a mostrar aqui a minha indignação para com o péssimo trabalho dos jornalistas da Rádio Renascença (RR) no relato do último jogo Marítimo - FC Porto. Apesar de ter visto o jogo quase todo pela Sporttv, a partir do momento em que o FC Porto marcou o 3º golo tive de sair e decidi, já no carro, ouvir os instantes finais da partida através do relato da RR.

Já é sobejamente conhecido por todos os portistas o tratamento parcial primário que é dado aos clubes da capital na generalidade dos órgãos de comunicação social portuguesa. É com esta realidade que temos vivido, apesar de alguns deles (RDP e RTP) viverem de receitas provenientes do Orçamento de Estado e, como tal, pagos pelos impostos de todos os portugueses.

Até aqui, e apesar de alguns desvarios de Ribeiro Cristóvão (entre os quais a final da Taça dos Campeões Europeus de 1987), sempre tive a RR como uma rádio diferente e que primava por uma certa independência e rigor nas suas reportagens desportivas (o programa Bola Branca até tem demonstrado que existe a preocupação e exigência com uma informação credível e completa dos mais diversos acontecimentos e intervenientes do fenómeno futebolístico).

No entanto, e depois de ouvir o relato do final do jogo do FC Porto na Madeira, a minha opinião sobre a diferença da RR mudou completamente. E porquê? Pelos comentários que estavam a ser difundidos, e para quem de facto não tivesse assistido ao jogo, parecia que o resultado era muito injusto e que havia sério dano (prejudicando o Marítimo) no trabalho do árbitro Pedro Henriques. No final do jogo, e na análise dos comentadores (cujos nomes desconheço, apenas reconheço as vozes) o árbitro foi avaliado com nota 2 porque o seu trabalho teve "influência directa no resultado" (e adivinhem lá quem é que o árbitro terá prejudicado...). Um dos comentadores chegou mesmo a dizer que se o jogo tivesse sido bem apitado Lisandro tinha sido expulso numa entrada a um jogador do Marítimo e já não estaria em campo para marcar os 2 golos pelo FC Porto. Esse mesmo comentador disse também que o árbitro errou ao aplicar "a lei da vantagem" no lance em que Lisandro é derrubado na área e Tarik acaba por marcar o 2º golo do FC Porto. Ou seja, uma reportagem plena de cegueira histérica anti-portista.

O que na verdade estes senhores desejariam é que o FC Porto entrasse já derrotado no Estádio dos Barreiros: isso sim seria um óptimo estímulo a um sério trabalho de reportagem jornalística. Assim, e depois de um concludente 0-3 para o FC Porto, uma enorme azia afectou a generalidade dos jornalistas desportivos de Portugal, tendo eu tido a oportunidade de o comprovar aos da RR .

Mas vamos por partes:

1. Lisandro não merecia (nem de perto nem de longe!) ver um cartão vermelho pela entrada sobre a bola (!) que fez. Só quem não teve acesso às imagens televisivas é que pode acreditar nessa história. Mau trabalho dos jornalistas da RR.

2. E quem é que disse aos comentadores que Pedro Henriques aplicou a "lei da vantagem" no lance em que Lisandro é derrubado e Tarik marca o 2º golo do FC Porto? Mais uma vez, e depois de ter ignorado uma grande penalidade sobre Farías na primeira parte, o árbitro prestou-se a ignorar mais uma na segunda parte. Azar o dele, Tarik estava lá e aproveitou a sobra para fazer o golo. Mas SE o penalty tivesse sido marcado isso implicaria também a expulsão do defesa do Marítimo uma vez que Lisandro só tinha o guarda-redes adversário pela frente, ficando a partir daí o Marítimo a jogar com 9. Mais uma análise que revela, no mínimo, má-fé jornalística da RR.

Pelo exposto sou levado a concluir que os jornalistas da Rádio Renascença foram INCOMPETENTES no trabalho que realizaram relativamente aos comentários do jogo Marítimo - FC Porto. Quem ouve rádio não vê imagens, o que acrescenta mais responsabilidade a quem está a comentar. Se não transmitem de forma rigorosa o que se passa nesse momento, estão a distorcer a forma como os ouvintes entendem o jogo. Se conseguissem (os comentadores) despir-se (ainda que por breves momentos) da sua preferência clubística, tenho a certeza que conseguiriam ser mais profissionais na análise aos jogos. Ganham eles, ganha a RR e agradecem os ouvintes. Assim é que não.