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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Remates por jogo

O jornal O JOGO fez um levantamento dos remates efetuados pela equipa do FC Porto e, dessa análise, constata-se que há uma tendência de aumento do número de remates por jogo.

O JOGO, 05-01-2015

Evidentemente, o jogo contra o Gil Vicente é um caso especial (conforme o SLB demonstrou inúmeras vezes nos últimos anos, jogar largos minutos em superioridade numérica facilita as coisas…), mas nos dois jogos anteriores (Rio Ave e Vitória Setúbal) o FC Porto já tinha superado a “barreira” dos 15 remates por jogo.

O JOGO
No jogo de Barcelos, um dos aspectos que merece particular atenção é o número de remates feitos de fora da área (12 em 29). Aliás, foi de um portentoso remate de Casemiro, a uns 25 metros da baliza, que o FC Porto inaugurou o marcador.

Há indicadores de que este aspecto – remates de fora da área – tem vindo a ser trabalhado e, por exemplo, já tinha sido assim que Herrera desbloqueou o jogo de Borisov.

Voltando a Casemiro, é um facto que o seu processo de adaptação à posição 6 tem tido altos e baixos, mas parece que Lopetegui quer tirar partido da sua potência de remate. Recordo um livre direto no jogo anterior, em Vila do Conde, que o guarda-redes do Rio Ave foi incapaz de segurar e que potenciou uma recarga de Aboubakar que quase dava golo.

Em resumo, tal como Vítor Pereira já tinha demonstrado, um modelo de jogo baseado na posse de bola, não é incompatível com um futebol acutilante, que proporcione muitas situações de remate.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

3204 dias

«O JOGO esmiuçou as estatísticas do FC Porto e só encontrou um registo ofensivo pior do que este [Sporting x FC Porto] há oito anos, nove meses e sete dias... Onde? Ironia do destino ou pura coincidência, em Alvalade, num clássico que os dragões perderam por 2-0 e em que remataram apenas quatro vezes e conquistaram dois cantos. José Couceiro era o treinador portista na terrível época que se seguiu à saída de José Mourinho. Reforce-se a ideia: há três mil duzentos e quatro dias que o FC Porto não produzia menos num jogo oficial.»
Carlos Gouveia
in O JOGO, 01-01-2014

O JOGO, 01-01-2014

O jornalista Carlos Gouveia de O JOGO foi esmiuçar as estatísticas dos jogos do FC Porto (excelente trabalho jornalístico) e descobriu que há três mil duzentos e quatro dias que o FC Porto não tinha registos ofensivos tão fracos num jogo oficial!

Evidentemente, cada um analisa e valoriza as estatísticas como entender, as quais nem sempre traduzem na plenitude a “verdade” de um jogo de futebol mas, neste caso, penso que não haverá grandes dúvidas na conformidade entre as estatísticas e a exibição da equipa azul-e-branca no último Sporting x FC Porto.

Um mau jogo (má exibição, com indicadores medíocres) pode acontecer em qualquer altura, mesmo no meio de uma época boa, e pode ser consequência de diversas circunstâncias.
O problema é que este jogo não é um caso isolado. Esta época, os maus desempenhos têm sido frequentes e, em consequência disso, vários “recordes negativos” têm sido ameaçados ou mesmo batidos.

Foi o caso da Liga dos Campeões, sem uma única vitória nos três jogos disputados em casa (algo tristemente inédito no historial do FC Porto), e com os dragões a terminarem a fase de grupos com apenas 5 pontos (o 2º pior registo de sempre em 18 presenças na fase de grupos da Liga dos Campeões).

Foi o caso da derrota em Coimbra para o campeonato (a última vez tinha sido no dia 15-11-1970, antes da revolução de Abril...), pondo fim a uma série de 53 jogos para o campeonato sem o FC Porto conhecer o sabor amargo da derrota.

Foi o caso dos três jogos seguidos para o campeonato sem ganhar – Belenenses x FC Porto; FC Porto x Nacional; Académica x FC Porto –, que fizeram parte de um Novembro horribilis, com apenas uma vitória (para a Taça de Portugal) em seis jogos.

Por tudo isto, não conheço um único adepto portista satisfeito com o desempenho da equipa do FC Porto, nestes primeiros seis meses sob o comando técnico de Paulo Fonseca.
Esperemos, contudo, que o novo ano traga mudanças significativas e que, de uma vez por todas, Paulo Fonseca interiorize que já não está no Paços de Ferreira, mas sim aos comandos de uma equipa que é tricampeã e que ganhou 6 dos últimos 7 campeonatos.