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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Auto-golos para o SLB


A arbitragem portuguesa esteve debaixo de fogo nas 2 últimas épocas, desde que se soube do seu total controlo pelo SLB. Expressões como "vamos dar-lhe cabo da nota" passaram a ser do conhecimento de todos na forma como o presidente do SLB resolvia os problemas dos árbitros que não beneficiavam o seu clube. Ou pelo menos não beneficiavam da forma como LFV achava que merecia.

Além da introdução do VAR (video-árbitro) pouco mudou: os incompetentes continuam a apitar e os apaniguados do regime benfiquista não foram afastados.

Surgiram ainda testemunhos gravíssimos de três jogadores do Rio Ave que garantem ter sido abordados pelo SLB em 2016 para perderem. Os casos permanecem sob investigação, e sem acusação à vista. Quando ela surgir, muito provavelmente vão ser acusados todos exceto o SLB, como é costume.

E é a partir de eventos muito nebulosos que surge uma curiosidade estatística interessante na Liga: em 2 de 5 jornadas já disputadas, o SLB beneficiou de autogolos de jogadores adversários. Os autogolos representam nesta data 23% do total de golos do SLB.

4ª Jornada Braga x Benfica, 0-4 Dois autogolos de jogadores do Braga: Bruno Viana (51') e Ricardo Esgaio (73')

5ª Jornada Benfica x Gil Vicente, 2-0 Um autogolo do Gil Vicente: Ygor Nogueira (45')
(este Ygor já tinha provocado um penalty aos 10', que acabou por ser defendido pelo guarda-redes gilista...)

Três jogadores a seguir atentamente durante a presente e as próximas temporadas.

domingo, 10 de maio de 2015

Missão cumprida

Jackson a "flutuar no ar" antes do 2º golo (foto: Maisfutebol)

Os jogadores do Gil Vicente revelaram uma enorme agressividade e uma atitude completamente diferente daquela que evidenciaram na semana passada frente ao SL Andor: Check

Nas bolas divididas os jogadores do Gil Vicente atiravam-se para o relvado (será que tinham instruções para isso?) com o objetivo de ganhar faltas: Check

O FC Porto falhou (voltou a falhar!) um penálti: Check

Ficou um penálti claro (mais um!) por assinalar a favor do FC Porto (falta/abalroamento sobre Brahimi): Check

O FC Porto revelou (voltou a revelar!) uma enorme ineficácia nas bolas paradas, nomeadamente nos muitos cantos de que beneficiou: Check

Para além dos golos marcados, o FC Porto teve mais sete ocasiões claras (1 penálti, 2 bolas aos postes e oportunidades flagrantes de Herrera, Danilo, Brahimi e Quaresma), que não conseguiu concretizar: Check

O FC Porto não sofreu (voltou a não sofrer!) golos e mantém-se como a equipa menos batida do campeonato: Check

Jackson marcou (voltou a marcar!) golos – dois – e continua na liderança da lista dos melhores marcadores do campeonato: Check

Quaresma assistiu (voltou a assistir!) Jackson para golos – dois – e a prova dos "problemas" com Lopetegui é que jogou (e bem) 90 minutos: Check

O FC Porto ganhou, somou mais 3 pontos e manteve a distância para o SL Andor: Check


P.S. JACKSON MARTÍNEZ ainda cá está, ainda não saiu (fugiu!) da estrumeira que foi (é) este campeonato português fraudulento e eu já estou com saudades deste enorme ponta-de-lança colombiano.

P.S.2 Acabo de ver e ouvir as declarações de JULEN LOPETEGUI na conferência de imprensa. Em grande! Este homem é um Mister.

domingo, 4 de janeiro de 2015

5 obras de arte em Barcelos

Martins Indi a marcar o 2º golo de calcanhar

54 ataques;
29 remates;
5 golos (na realidade foram 6, mas o sexto foi mal anulado, por pretenso fora-de-jogo de Jackson).

Um domínio avassalador, sensivelmente a partir dos 25 minutos e reforçado a partir dos 38 minutos, quando Jander se “auto-expulsou”.

Mas convém não esquecer os primeiros 20-25 minutos.

"Não entramos bem mas, a partir dos 25/30 minutos, tivemos muitas ocasiões e marcámos um golo nesse período"
Julen Lopetegui

Ao 17º minuto, já o Gil Vicente tinha enviado uma bola à trave e construído mais duas boas oportunidades (ambas na sequência de lances de bola parada) e se tivesse marcado primeiro ninguém teria ficado surpreendido.

Os cinco golos dos dragões foram todos grandes golos, alguns dos quais autênticas obras de arte, mas houve demasiados lapsos defensivos (mesmo depois do FC Porto estar a jogar em superioridade numérica), os quais, noutras circunstâncias e contra adversários mais fortes, poderiam ter tido consequências… pontuais.

domingo, 21 de dezembro de 2014

“Eles” [os árbitros] não deixam…

Fora-de-jogo (descarado) de Maxi Pereira precede golo do SLB (clicar na imagem para ampliar)

Já estivemos a ver [o golo do Benfica]. É um lance irregular e é uma pena perder assim. (…) Eles [encarnados] só marcaram num golo irregular.
João Vilela, jogador do Gil Vicente


(…) mostrámos qualidade e sofremos um golo em fora de jogo (…) Fechámos bem, com a nossa estratégia, e o Benfica só marcou em fora-de-jogo
Gabriel, jogador do Gil Vicente


Esse lance [o golo do Benfica, precedido de um claro fora-de-jogo] determina o jogo, é muito evidente. Perdemos o jogo, é claro que condiciona. Não me quero debruçar sobre o lance. Vi as imagens, o auxiliar estava bem posicionado e devia ter assinalado.
José Mota, treinador do Gil Vicente, durante a conferência de imprensa

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O JOGO, 22-12-2014
«O líder [do campeonato] voltou a aumentar a vantagem para seis pontos, mas com um triunfo sustentado num golo ilegal. (…) o Gil Vicente esteve na discussão do jogo até ao fim, mesmo sem ser brilhante, e ninguém ficaria escandalizado com o empate. No final os adeptos benfiquistas brindaram a equipa com assobios, totalmente justificados.»
Nuno Travassos, Maisfutebol


«Frente ao último classificado da prova, o líder Benfica esteve particularmente desinspirado e acabou por valer um golo irregular para arrecadar o 12.º triunfo da prova e manter a vantagem de seis pontos para o FC Porto no encerramento da Liga em 2014. (…) Numa partida sem grandes motivos de interesse, os mais de 40 mil adeptos que resistiram ao frio nas bancadas da Luz não tiveram direito a uma prenda natalícia mais convincente da sua equipa. Mas tiveram mesmo assim um brinde da arbitragem, que não assinalou um fora-de-jogo no lance do golo de Nico Gaitán, aos 30’.»
Paulo Curado, PÚBLICO

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Perante o que se passou no SL Benfica x Gil Vicente de hoje (e de mais 2 pontos que o clube do regime ficou a dever a um erro grosseiro de arbitragem), vou concluir com o mesmo texto que utilizei na passada sexta-feira (na sequência da eliminação do SL Benfica da Taça de Portugal), num artigo – Um campeão banal – que terminei da seguinte maneira:

E é por estas e por outras, que eu considero que será muito, muito, muito difícil o SLB perder a liderança do campeonato porque, parafraseando novamente Jorge Jesus (da vez em que foi ao estádio da Luz como treinador do SC Braga), “eles” (os árbitros) não deixam…

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vai ser preciso vestir o fato macaco

Histórico de confrontos para o campeonato Gil Vicente x FC Porto (fonte: zerozero)

Nas últimas duas épocas, o FC Porto saiu de Barcelos com fortes queixas da arbitragem e com menos 5 pontos. Contudo, também houve duas épocas seguidas (2001/2002 e 2002/2003) em que os dragões festejaram 10 golos (5 em cada).


Últimos 15 jogos do Gil Vicente na época 2013/2014 (fonte: zerozero)

Na presente época, não se pode dizer que o Gil Vicente esteja a atravessar um grande período (a última vitória foi há 15 jogos atrás, no longínquo dia 03-11-2013), mas convém não ignorar que os galos conseguiram travar o slb+Bruno Paixão há apenas duas jornadas. É obra!

Seja como for, e ponderando todos estes aspectos, penso que o grande adversário do FC Porto no próximo domingo, para além de si próprio, será o “batatal de Barcelos”.

"[o estado do relvado do estádio do Gil Vicente] É uma questão que me preocupa. O mau tempo pode ter piorado o estado do terreno. Não há aqui nenhuma crítica ao Gil Vicente. Reparem no que tem chovido nas últimas semanas. É praticamente impossível manter o estado dos relvados, como se viu no último jogo em Barcelos, com o Benfica"
Paulo Fonseca, na conferência de imprensa de antevisão do Gil Vicente x FC Porto


Por isso, a confirmar-se o “bom” estado do relvado, talvez fosse boa ideia Paulo Fonseca apostar num trio de ataque mais possante, com Ghilas no lugar de Quaresma.

Mas este será um jogo que, independentemente das escolhas do treinador, o FC Porto só conseguirá vencer se os seus “artistas” interiorizarem que têm de vestir o fato macaco.
O Paulinho Santos não pode jogar?

sábado, 14 de setembro de 2013

Duas partes distintas

Uma primeira parte globalmente positiva, com dois golos, algumas boas combinações atacantes, intensidade de jogo e concentração defensiva, o que fez com que o Gil Vicente não conseguisse criar uma única oportunidade de golo (nem me lembro dos galos de Barcelos terem feito remates à baliza de Helton).

Mas o intervalo fez mal aos dragões e os segundos 45 minutos foram muito fracos, sendo dificil encontrar alguma coisa positiva do lado do FC Porto.

É costume dizer-se que, contra equipas como o Gil Vicente, o mais dificil é marcar o primeiro. Pois bem, o FC Porto marcou o 1º golo aos 8 minutos e aos 27' já estava a ganhar por 2-0. A partir daí, instalados numa vantagem de 2 golos, quando se esperaria que os azuis-e-brancos aproveitassem um maior adiantamento dos gilistas para dar espectáculo e marcar mais golos (é assim que se conquistam adeptos e se enche o estádio), aconteceu precisamente o contrário. A equipa entrou em "gestão de esforço" e passou a "controlar o jogo", jogando de forma murrinhenta e, por vezes, até displicente. Os 36517 adeptos portistas que foram ao estádio, pagaram bilhete e mereciam 90 minutos de futebol, mas tiveram de se contentar com apenas 30-35 minutos...

O Gil Vicente chegou ao final do jogo com 30 ataques, 5 cantos (o FC Porto só teve 2!) e 10 remates (o FC Porto fez 17) e, na 2ª parte, podia perfeitamente ter marcado e em mais do que uma ocasião.

Lucho no banco foi uma surpresa, mas Quintero mostrou que ainda não tem estofo para jogar 90 minutos. Tem momentos de brilhantismo, mas ao seu jogo ainda falta intensidade e continuidade.

Houve muitos jogadores abaixo do que podem e sabem (as chamadas de 11 jogadores às respectivas Seleções é algo que complica sempre a preparação do jogo seguinte...), mas chamou-me à atenção a quantidade de erros e passes falhados de um jogador que ficou por cá: Fernando. O que se passa com o trinco brasileiro? Não saiu e também não renovou. Será isso?

De resto, parece que Paulo Fonseca ainda anda à procura dos melhores trios para o meio-campo (o único que parece ter o lugar assegurado é o Fernando) e para o ataque, onde Jackson continua a ser indiscutível e a disputar 90 minutos jogo após jogo (para que serve Ghilas?).

P.S. O que dizer do cartão amarelo mostrado a Silvestre Varela, por suposta simulação, num lance em que é abalroado dentro da área do Gil Vicente por um defesa da equipa de Barcelos? Ai se tivesse sido ao contrário...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Jogar à Barça


O que dizer de um jogo em que o FC Porto inaugurou o marcador aos 4 minutos, chegou aos 2-0 aos 12 minutos e, sufocou de tal maneira o Gil Vicente, que ao intervalo tinha 83% (!!!) de posse de bola e a equipa adversária não tinha sequer conseguido fazer um único remate à baliza?

Isto é jogar à Barça, sem Messi (no nosso caso sem James), mas com Moutinho a fazer de Xavi, Defour a fazer de Iniesta e Lucho, mais uma vez, a chegar ao fim do jogo com quase 11 quilómetros percorridos (velhos são os trapos).

A forma como o FC Porto resolveu o desafio antes do primeiro quarto de hora e depois controlou o jogo como uma posse de bola estratosférica (em Portugal nunca tinha visto nada semelhante) é algo verdadeiramente notável, que os comentadeiros desvalorizaram pondo o ênfase na má exibição (falta de atitude, dizem eles) dos depenados galos de Barcelos.

Num jogo que os dragões venceram por uns claros 5-0 (e ainda ficou um penalty por assinalar, num lance em que o árbitro Paulo Baptista considerou que o Danilo tinha o ombro no... peito), com 75% de posse de bola e 23-2 em remates, é dificil encontrar aspetos negativos. É que até o Varela (o elo mais fraco do habitual onze titular) marcou um golo, após uma excelente assistência de Castro (o médio mais limitado do plantel).

Elogiar as exibições de Otamendi, Mangala, Moutinho, Lucho ou Jackson é chover no molhado e, por isso, desta vez vou destacar outros dois jogadores: Danilo e Defour.

É sabido que Danilo gosta pouco de jogar a lateral-direito (prefere jogar a médio interior, como se diz no Brasil), mas ontem deve ter feito a sua melhor exibição com a camisola do FC Porto. Inaugurou o marcador (após uma jogada individual), sofreu uma carga para penalty (que o árbitro não assinalou) e subiu N vezes pelo seu corredor, sendo na maior parte do jogo mais um ala do que um defesa.

Defour, para além do excelente golo que marcou, tem uma inteligência tática muito acima da média. Já substituiu Fernando, Defour e Lucho. Já jogou a médio/ala direito, na habitual posição de James. Ontem jogou a médio/ala esquerdo, à Iniesta, e mais uma vez foi aprovado com distinção. Penso que hoje em dia restam poucas dúvidas que este belga foi uma grande contratação.

Deixo para o fim o treinador Vítor Pereira. Tão criticado na época passada (incluindo por mim), está a fazer um excelente trabalho esta época. Sem o jogador mais marcante das últimas quatro épocas do campeonato português (Hulk), com um plantel curto, com poucas soluções ofensivas (Ismaylov e Liedson chegaram agora e ainda estão a conhecer os cantos à casa), tendo de enfrentar lesões prolongadas em jogadores-chave (Fernando, Alex Sandro, Maicon e James), Vítor Pereira tem sabido ultrapassar todos estes obstáculos, muitas das vezes sendo obrigado a recorrer à adaptação de jogadores (exemplos: Mangala a defesa-esquerdo ou Defour em vez de James).

Sinceramente, quando Hulk foi vendido no início de Setembro, quantos portistas acreditavam que a equipa ia ter um desempenho ao nível daquele que tem tido até agora?

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

1 derrota nos últimos 82 jogos

Nos últimos 82 jogos disputados para o campeonato nacional, os dragões averbaram apenas uma derrota.






A derrota que mancha este percurso notável (1 derrota, 13 empates, 68 vitórias), o qual teve início após o fim da suspensão do Hulk (na "longínqua" época do túnel da Luz), foi em Barcelos, no dia 29 de Janeiro de 2012, e ocorreu em circunstâncias especiais.
Havia um rodopio de jogadores a sair e outros a entrar no plantel (Lucho e Janko ainda não estavam disponíveis) e, além disso, Vítor Pereira não pôde contar com Fernando, nem com Hulk.
Por outro lado, o Gil Vicente (ou, na realidade, terá sido o slb?) pôde contar com os senhores Bruno Paixão e António Godinho (conhecem?), ambos do "armazém de Setúbal" e estrategicamente nomeados pelo senhor Vítor Pereira (o chefe dos árbitros) para este desafio.


Quadros: www.zerozero.pt
Infografia: desporto.sapo.pt

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Quando Hulk não resolve...

«A Liga 2012/13 só começou no papel para o F.C. Porto. O filme é o mesmo visto várias vezes ao longo da época passada e que, apesar de ter corrido bem na Supertaça, não voltou a ter final feliz. Entrada amorfa, futebol pouco esclarecido, dois pontos perdidos. (...)

A tarde era de muito calor e o F.C. Porto entrou para não suar muito. (...) Com o Gil lá atrás, à espera de um contra-ataque milagroso, o resto cabia ao F.C. Porto. Tão natural como a sua sede, já dizia o anúncio. Esperado, quase obrigatório. Mas faltou pimenta ao ataque portista. Havia mais F.C. Porto, mas faltava um F.C. Porto organizado. O jogo começou assim, continuou assim e acabou assim. Perto do fim, houve a natural tentativa desesperada dos bicampeões nacionais. Mas o desespero quase nunca é bom conselheiro. (...)

James pouco ou nada inspirado, Jackson ainda a aprender e Hulk para o resto. Só Hulk. Sempre ele, como se tivesse sido chamado para matar as saudades dos adeptos. Correu, rematou, mostrou alguns pormenores do costume, misturou-os com erros de início de época. Tentou, como sempre.
Entrar mal no jogo nem é uma novidade para o F.C. Porto de Vítor Pereira. Uma tecla tão batida na temporada passada que continua a ser incompreensível como não gasta de vez. É verdade que a bola esteve quase sempre do lado azul e branco, mas também é certo que quase nunca foram tomadas as melhores opções com ela. O F.C. Porto parecia esperar o que o jogo poderia dar. Como em tantas outras ocasiões. Não sossegou os adeptos, não quis resolver cedo. Arriscou e foi permitindo que o Gil respirasse, naquele estilo em bloco. (...)

Para o F.C. Porto fica o aviso: é preciso mais. Tem de haver mais. A oportunidade de começar a Liga na frente de Benfica e Sp. Braga ficou para trás. Resta perceber se a capacidade de resposta que valeu um título na época passada continua pelos lados do Dragão.»
in Maisfutebol, 19-08-2012


Subscrevo esta análise ao Gil Vicente x FC Porto, da autoria do jornalista João Tiago Figueiredo e publicada no site Maisfutebol uns minutos após o final do jogo. De facto, quando Hulk não resolve os jogos com as suas arrancadas, assistências ou golos, tudo se complica e vêm ao de cima as insuficiências desta equipa.

É verdade que o mercado ainda não fechou e que há jogadores, principalmente Hulk e Moutinho, com legitimas expectativas em saírem do FC Porto para clubes mais endinheirados de campeonatos com outra projecção mediática, mas situações destas acontecem todos os anos (basta recordar os casos de Quaresma e Bruno Alves) e, apesar disso, ontem Hulk voltou a ser o melhor;
É verdade que há jogadores importantes - Hulk, Danilo e Alex Sandro - que não fizeram a pré-temporada no FC Porto, mas todos eles já cá estavam na época passada e, por via disso, conhecem perfeitamente quer os companheiros de equipa, quer os métodos do treinador;
É verdade que na passada quarta-feira houve uma anedótica data FIFA para jogos particulares das selecções, mas jogos do campeonato antecedidos de deslocações e mini-estágios das selecções é algo com que todos os treinadores do FC Porto têm de saber lidar, sendo o preço a pagar por terem um plantel recheado de internacionais (o Paulo Alves do Gil não tem "problemas" destes...).

Seja como for, mesmo com estes handicaps, a equipa do FC Porto tem de jogar muito mais do que jogou em Barcelos, principalmente se levarmos em conta que o adversário foi uma equipazinha do nível deste Gil Vicente. E o pior é que a exibição da equipa portista no jogo de ontem foi um remake cansativo de muitos (demasiados) "filmes" de má qualidade que se viram na época passada.

O treinador principal do FC Porto, que tem à sua disposição um plantel de mais de 100 milhões, o qual inclui jogadores do nível do Hulk, Moutinho, James, Lucho, Danilo, Alex Sandro, etc., não pode chegar ao fim de um jogo destes e apresentar como desculpa a "relva altíssima", as "dimensões mais reduzidas do campo" ou o anti-jogo permanente da equipa adversária.
O treinador principal do FC Porto tem obrigação de saber que, no campeonato português, a maior parte das equipas recorrem a estes e outros expedientes do género para travar os dragões. Compete-lhe a ele encontrar antídotos para este tipo de armadilhas e, em vez de um futebol lento, mastigado e sem ritmo, pôr a equipa a jogar, desde o apito inicial, um futebol veloz, pressionante e eficaz (se puder ser também bonito tanto melhor).

Chega de desculpas após exibições destas. Depois de uma limpeza generalizada do balneário e da contratação de um ponta-de-lança que "era muito desejado pelo treinador" (foi Pinto da Costa quem o disse), que mais falta ao actual treinador principal do FC Porto para pôr em prática o futebol que prometeu e que este plantel de luxo possibilita? Depois de um ano de transição, será que esta época podemos sonhar com um cheirinho do futebol que vimos na época 2010/11, quando Vítor Pereira era adjunto de André Villas-Boas?


P.S. A manter-se este tipo de futebolzinho, nem quero pensar no destino da equipa azul-e-branca se o "abono de família" Hulk sair.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

Fotos: Maisfutebol

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Roubos em Barcelos e na Feira, Silêncio no Dragão

Já se esperava uma actuação tendenciosa e prejudicial ao FC Porto pelo árbitro designado para esta partida em Barcelos. A derrota não se explica só por aí mas a análise à prestação da equipa e do treinador já foi publicada aqui no Reflexão Portista.

Parece-me importante, neste momento, realçar o seguinte:

Este árbitro tem prejudicado o FC Porto de forma contínua (ou sistemática, se preferirem) e objectiva nos últimos 12 anos, desde o célebre jogo de Campo Maior. Os episódios mais flagrantes dos últimos quatro anos podem ser encontrados facilmente na etiqueta “Bruno Paixão” deste blog.

Desde praticamente 2004, ano em que inventaram o apito encarnado num hotel lisboeta, que o clube – a SAD – se tem remetido ao silêncio sempre que ocorrem arbitragens lesivas aos seus interesses e aos dos seus associados.

Neste jogo em concreto há a registar (i) que o livre para o primeiro golo do Gil nasce de uma falta inexistente, (ii) que Defour é atingido com violência no nariz dentro da grande área gilista e que não foi marcado penalty contra os da casa, (iii) que o centro para a área portista onde Otamendi dá mão na bola (e aqui foi marcado penalty!) é feito por um jogador em claro fora-de-jogo, e (iv) que o avançado Kléber é travado pelo guarda-redes do Gil dentro da área, o que seria mais um penalty e que não foi marcado. São nada mais nada menos que quatro lances críticos com influência directa no resultado.

Fernando Gomes e Vítor Pereira conseguiram o apoio do SLB para a sua eleição para a FPF em detrimento do apoio desse clube ao benfiquista Fernando Seara.

Nesta jornada (17ª), mais uma vez, o SLB foi beneficiado por erros de arbitragem com influência directa no resultado do jogo (golo inexplicavelmente anulado ao Feirense).


O facto de a equipa do FC Porto ter feito um jogo pobre jamais poderá ser uma desculpa para aceitar uma arbitragem escandalosamente prejudicial.

Ao Presidente do FC Porto impunha-se que dissesse “Basta!” e assegurasse aos sócios que Bruno Paixão jamais apitaria um jogo do FC Porto. Se voltasse a ser nomeado a equipa não se apresentaria em campo. Ponto final. Porque urge tomar uma posição de força depois de 12 anos de erros sempre para o(s) mesmo(s) lado(s). Não me dou por satisfeito – longe disso – com os pífios comunicados do Labaredas no site oficial do clube. Espero sentado.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Derrota merecida, arbitragem vergonhosa



Síntese

Foi um péssimo jogo, que nem a vontade demonstrada na segunda parte esbateu. Foi uma espécie de sequela do jogo com a AAC. Nesse perdemos a taça, hoje o campeonato. Tudo muito parecido, com um FCP pouco intenso, desconcentrado, pouco solidário e nada ambicioso. Colectiva e individualmente, foi um jogo mau. Que a arbitragem não desvie a atenção dos responsáveis para o principal: a qualidade do jogo, dos jogadores e da equipa técnica. Acho contra-indicado este julgamento público dos jogadores por VP, como se fossem os únicos responsáveis pelo descalabro. Viu-se que estava amargurado, mas é com aquela equipa que ele tem de trabalhar e, por isso, tem de saber partilhar os bons e os maus momentos.

O jogo

Primeira parte muito fraca do FCP. Pouca velocidade e intensidade, má circulação de bola, um remate apenas. Poucas vezes entrámos na área e quase todas foram invalidadas por foras de jogo, por faltas, erros e pouco jeito. Um remate de Alvaro que saiu por cima da trave e uma tentativa de emenda que Defour não foi capaz de realizar. Muito pouco. Não há qualquer destaque, tudo muito mau, incluindo Helton que foi mal batido no primeiro golo e infeliz na forma como sofreu o segundo, na marcação de uma grande penalidade. Por coincidência, perdeu o posto de capitão, que explicará o ar carrancudo que apresentou durante todo o jogo e, quiçá, alguma intranquilidade.

Na segunda parte se queríamos mudar alguma coisa, ficamo-nos pelas intenções, porque sofremos o terceiro golo logo na entrada. Depois tentámos de forma trapalhona, com pouca clarividência, quase sempre. Com Beluschi a manobrar, a equipa mexeu-se mais, lutou, rematou e procurou o golo. Houve vontade, criaram-se situações perigosas, marcou-se um golo e o guarda-redes adversário teve boas intervenções. Foi insuficiente e a reacção nem sequer chegou ao razoável. Mas, houve outra atitude. Danilo mostrou que ainda não está integrado e a fixação de Alvaro, como terceiro defesa, pareceu um erro, tanto mais quanto James esteve muito abaixo do seu nível e nunca desequilibrou. Dele, só registei um remate intencional. Escondeu-se demais.

Dos jogadores, acho que a mediocridade foi geral e apenas destaco pelo empenho, Varela, Maicon e Beluschi.

A Arbitragem

Não gosto de falar da arbitragem, mas confirmaram-se os piores receios. Não devemos esquecer nem a exibição da equipa do FCP, nem da arbitragem. Na minha perspectiva, foi uma das piores que tenho assistido. O critério na marcação das faltas, dos foras de jogo, das grandes penalidades, esteve à altura do Bruno, que apanhou este gostinho em Campo Maior, para não largar. É a sua paixão.

A SAD

Obviamente, que tendo sido muito crítico para os jogadores, VP não se pode isentar de responsabilidades no mau jogo e na impreparação da equipa para se bater com um adversário cujo perfil não contém qualquer mistério. Não esqueço este rodopio de entradas e saídas anunciadas, que corrói a coesão da equipa, num plantel que carece de mais qualidade e soluções credíveis para várias posições. Assim como a SAD recebe prémios quando a equipa ganha títulos, é bom que não se esqueça que esta época, com um orçamento recorde, a equipa nem ficou melhor apetrechada, como deixou ficar muitos insatisfeitos e não tapou alguns buracos existentes no plantel. E a saga continua.

Pensar no FCP que temos hoje e prepará-lo para as lutas de amanhã é o mais importante, sob pena de hipotecarmos o futuro, porque a época já o está, a partir deste jogo.