Mostrar mensagens com a etiqueta fora-de-jogo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fora-de-jogo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 12 de agosto de 2017

Ainda querem me fazer atrasado mental?

Vídeo inclinado no SLB x SC Braga, by BTV e Fábio Veríssimo

Na segunda parte o Benfica fez o 3-1, nós fizemos mais dois golos... Mas se o videoárbitro está aqui pela veracidade do jogo... Um desses golos é limpo. O Seferovic está a colocar o nosso jogador Ricardo Horta em jogo. Não sei se ganharia o jogo, mas pelo menos voltaríamos ao jogo
Abel Ferreira, treinador do SC Braga, no final do jogo com o SLB


Na sequência do primeiro jogo oficial desta época (o jogo da Supertaça entre os encarnados de Lisboa e o Vitória de Guimarães), no qual, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio (quase) completo dos habituais “erros de arbitragem” a favor do SLB, escrevi o seguinte:

«Vídeo-árbitro?
Como é que vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.»

Pois, não foi preciso esperar muito para ver esta convicção/previsão confirmada. Foi logo na 1ª jornada do campeonato, na deslocação do SC Braga ao estádio da Luz (outra vez o SLB!).

“Vídeoquê?”, Francisco J. Marques na sua conta do Twitter

«Começou aquele que ficará conhecido como o campeonato dos vídeo-padres»
‘Baluarte Dragão’, 09-08-2017


Perante “vídeo decisões” cirúrgicas que, não tenho dúvidas, se irão repetir ao longo da época,…
… os diretores de comunicação do FC Porto e do Sporting podem ironizar;
… os adeptos podem “postar” dezenas de fotos, partilhar centenas de textos e escrever milhares de comentários indignados nas redes sociais;
… os comentadores-adeptos, portistas ou sportinguistas, podem aproveitar a onda e “berrar” nos jornais e nas TV’s;
… que, lamentavelmente, o efeito prático será nulo.

No país do nacional-benfiquismo e com este lote de árbitros (escolhidos a dedo durante a última década), é uma ilusão acreditarmos que algo de substancial mudará. E a razão deste meu cepticismo é simples.

Quem, ao longo da última década, classificou e selecionou este lote de árbitros de 1ª categoria?
(“Hoje o SLB manda mesmo e outros já não mexem nada”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Quem escolheu os atuais árbitros internacionais, particularmente os designados “internacionais proveta”?
(“Quanto às missas temos bons padres para todas, incluindo as da liga e as da Juvente operária”, e-mail de Adão Mendes, em 27 de janeiro de 2014)

Quem “ordenou” os designados “padres” e “vídeo-padres”?
(“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Acham mesmo, que é por fazermos muito barulho nas redes sociais que este estado de coisas vai mudar?

Eles (SLB) controlam de tal forma o sector da arbitragem (nas suas várias vertentes), que gozam com as queixas e, inclusive, até aproveitam as denúncias para promoverem iniciativas de marketing.

#colinho, red pass, camisolas Nhaga

Sejamos realistas.

Enquanto nada acontecer aos “padres”, que foram sendo ordenados nos últimos anos;

Enquanto os “internacionais proveta” continuarem, sorridentes, a ostentar as insígnias da FIFA;

Enquanto indivíduos como Bruno Paixão, Tiago Martins, Fábio Veríssimo, Nuno Almeida, Vasco Santos, Bruno Esteves, Manuel Mota, entre outros e respetivos “padres” assistentes, continuarem a “passear a sua classe” nos relvados portugueses (de “apito encarnado” na boca), ou atrás de uma (B)TV;

Enquanto não houver uma alteração radical no atual lote de árbitros;

Enquanto o medo e a cultura de subserviência ao SLB, que grassa no sector da arbitragem, persistir;
(“Hoje quem nos prejudicar sabe que é punido”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Nada de substancial irá mudar.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A mentalidade benfiquista-salazarenta

António Simões

Este senhor [árbitro auxiliar do SLB x Marítimo] tem de ser responsabilizado por uma coisa destas [golo anulado ao SLB por fora-de-jogo erradamente assinalado a Jonas]. Todos erram, mas uns erram menos que outros. Temos de premiar quem é mais competente e punir quem não é.
Não estou a questionar o mérito do jogador do FC Porto [Jackson Martínez]. Mas imagine que havia um prémio chorudo por ser o melhor marcador, que existe e está contemplado em contratos, e que este senhor, de bandeirinha na mão, tirou este dinheirinho ao Jonas. Mas isto faz-se?
António Simões , ex-jogador do SLB (entre 1959 e 1975), em declarações feitas ontem à Antena 1


Mas os benfiquistas não têm vergonha na cara?

Num campeonato que ficou manchado por inúmeros erros dos Auxiliares do Andor encarnado, muitos dos quais com influência decisiva nos resultados de jogos e que se traduziram em 8 pontos a mais para o SLB;


Como é que esta gente tem a lata, a enorme lata, de vir a público queixar-se de um fora-de-jogo mal assinalado?

Isto só tem uma explicação: a velha mentalidade benfiquista-salazarenta está de volta e em força.

A velha mentalidade do "quem não é do Benfica, não é bom chefe de família" e que, aplicada aos árbitros, pode ser adaptada da seguinte forma: árbitro que erra a favor do SLB é bom rapaz e pode ser promovido, mas se erra contra o clube do regime, além de incompetente, é má rês e tem de ser responsabilizado.

Errar contra o Benfica? Mas isso faz-se?…

domingo, 12 de abril de 2015

Os Auxiliares do Andor encarnado

Relativamente a eventuais lances de fora-de-jogo, as regras são objectivas e os árbitros auxiliares têm instruções muito claras: na dúvida, devem dar o benefício a quem ataca, isto é, não devem assinalar fora-de-jogo.

Assim sendo, o que dizer da decisão do árbitro auxiliar do Rio Ave x FC Porto, o senhor Sérgio Jesus, quando (com o resultado em 0-0) decidiu anular um golo ao FC Porto, assinalando fora-de-jogo a Brahimi?

Golo anulado a Brahimi (Rio Ave x FC Porto, 28ª Jornada)

Conforme as imagens demonstram, Brahimi está mais de 1 metro em jogo e, ainda por cima, a linha da pequena área servia de ajuda ao árbitro auxiliar.

Perante um erro tão grosseiro, que só não teve influência na vitória do FC Porto porque os dragões marcaram mais três golos, o que irá acontecer ao senhor Sérgio Jesus?
O mesmo que aconteceu ao árbitro auxiliar do senhor Paulo Baptista que, no Vitória Guimarães x FC Porto, num lance (esse sim) de dúvida, anulou um golo ao FC Porto, assinalando (erradamente) fora-de-jogo a Brahimi. Ou seja, não vai acontecer nada!

Golo anulado a Brahimi (Vitória x FC Porto, 4ª Jornada)

E se os dragões têm razões de queixa - 2 pontos a menos, devido a uma má decisão de um árbitro auxiliar -, no caso dos encarnados de Lisboa é ao contrário.
8 pontos conquistados pelo SL Andor neste campeonato (em quatro vitórias obtidas pela margem mínima), estão directamente ligados a decisões altamente “polémicas” de árbitros auxiliares.



Golo anulado ao Boavista (2ª Jornada)

Golo anulado ao Rio Ave (9ª Jornada)

Golo anulado ao Nacional (10ª Jornada)

Golo validado ao SL Benfica (14ª Jornada)

Ou, dito de outra maneira, não fosse o “auxílio” de vários árbitros auxiliares (nos jogos em que enfrentou o Boavista, Rio Ave, Nacional e Gil Vicente) e, provavelmente, o SL Andor teria menos 8 pontos.

E, nesta extensa lista de decisões favoráveis ao SL Andor, protagonizadas por árbitros auxiliares, ainda tivemos um golo mal anulado ao Vitória de Setúbal (4ª Jornada), quando os encarnados de Lisboa venciam por apenas 1-0, e um golo mal validado a Luisão (estava em fora-de-jogo), contra a Académica (11ª Jornada).

Golo anulado ao Vitória Setúbal (4ª Jornada)

Golo validado a Luisão (11ª Jornada)

É sabido que os árbitros auxiliares assumiram uma importância crescente nos jogos de futebol e não é certamente por acaso que indivíduos como Devesa Neto, José Luís Melo (o célebre benfiquista de Valongo), ou o "Ferrari" ficaram famosos.

Mas, o mais impressionante de tudo isto é o sentimento de impunidade. Na próxima jornada lá estarão eles, outra vez nomeados pelo Vítor "Sistema" Pereira, a desempenharem o seu papel nesse desígnio nacional, que é levar o SL Andor ao colo até ao título.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Golo do SLB é irregular?

Jorge Coroado diz que sim, que o golo que deu o empate ao SL Benfica, é precedido de uma irregularidade.

Quando Jonas tocou na bola, Maxi Pereira estava em posição irregular. Movimentou-se, participou na jogada e perturbou a ação de Tobias. Situação que a regra 11 determina como obrigatório o assinalar do fora de jogo”.

Casos do Sporting x SL Benfica (Tribunal de O JOGO)

No mesmo painel – Tribunal de O JOGO – José Leirós discorda da análise de Coroado (acha que Maxi não interfere na jogada), enquanto que Pedro Henriques nem sequer analisa/fala da posição de Maxi Pereira.

Relembro que esta não é a primeira vez que, precedendo um golo decisivo do SL Benfica, Maxi Pereira surge adiantado numa bola metida nas costas da defesa adversária…

Fora-de-jogo claro de Maxi Pereira precedeu o golo da vitória do SLB frente ao Gil Vicente

E, já agora, sobre a possível mão de Jonas, ninguém fala?

Jonas domina a bola com o braço? (fonte: Record)

domingo, 18 de janeiro de 2015

Geometria para Totós

Eu sei, que a maior parte dos jornalistas e comentadores desportivos não têm a mínima noção de Geometria Projectiva, Perspectiva, Ponto de Fuga, Linhas de Fuga, etc.

E também não é minha intenção dar aqui um curso rápido de Geometria para Totós (quem quiser que volte à escola ou pague umas explicações de Geometria Descritiva ou Desenho Técnico).

Contudo, para aqueles que afirmam, com toda a certeza e sem qualquer sombra de dúvida, que o Casemiro estava em posição de fora-de-jogo no momento do passe de Jackson Martinez (na jogada que antecedeu o 1º golo do FC Porto), apresento, de seguida, duas imagens para reflectirem.

Distância da margem ao eixo de uma via rodoviária (clique na imagem para ampliar)

Na imagem anterior, as três linhas horizontais representam a distância da margem ao eixo da via, em três pontos distintos da estrada.

Sabemos que a distância é sensivelmente a mesma nas três medições. Contudo, a linha vermelha é maior que a linha amarela, a qual, por sua vez, é maior que a linha azul clara.
Porquê?

Linhas, projecções e distâncias no momento do passe de Jackson (clique na imagem para ampliar)

Na imagem anterior, as três linhas horizontais representam a distância de Casemiro, de Ferreira (Nº 6 e capitão do Penafiel) e de Dani Coelho (Nº 20 do Penafiel) à linha limite da grande área do Penafiel.

Tal como no exemplo da estrada, a linha vermelha é maior que a linha amarela, a qual, por sua vez, é maior que a linha azul clara.

Perante esta imagem, alguém pode dizer, com toda a certeza, que Casemiro é o jogador que está a uma menor distância da linha limite da grande área do Penafiel?

E, em casos como este, o que devem fazer os árbitros auxiliares?

sábado, 27 de dezembro de 2014

Árbitros que auxiliam o SLB

8 dos 37 pontos conquistados pelo SL Benfica neste campeonato (em quatro vitórias obtidas pela margem mínima), estão directamente ligados a decisões altamente “polémicas” (vamos chamar-lhes assim…) de árbitros auxiliares.



Golo anulado ao Boavista (2ª Jornada)

Golo anulado ao Rio Ave (9ª Jornada)

Golo anulado ao Nacional (10ª Jornada)

Golo validado ao SL Benfica (14ª Jornada)

Ou, dito de outra maneira, não fosse o “auxílio” de quatro árbitros auxiliares (nos jogos em que enfrentou o Boavista, Rio Ave, Nacional e Gil Vicente) e, provavelmente, nesta altura o SL Benfica teria menos 8 pontos.

E, nesta extensa lista de decisões favoráveis ao SL Benfica, protagonizadas por árbitros auxiliares, ainda tivemos um golo mal anulado ao Vitória de Setúbal (4ª Jornada), quando o SLB vencia por apenas 1-0, e um golo mal validado a Luisão (estava em fora-de-jogo), contra a Académica (11ª Jornada).

Golo anulado ao Vitória Setúbal (4ª Jornada)

Golo validado a Luisão (11ª Jornada)

A quem gere a arbitragem nacional, não interessa saber por que razão tantos árbitros auxiliares revelam esta tendência para se “equivocarem” a favor do SL Benfica?

Aliás, a coisa é tão bem feita, que nós, os adeptos, nem sequer sabemos o nome (já nem digo a cara) destes intervenientes no jogo - os árbitros auxiliares - os quais têm intervido, e de que maneira, nos resultados de alguns jogos.

Capa de O JOGO de 23-12-2014

Embora muito ao de leve, Pinto da Costa fez bem em ter chamado à atenção para os árbitros auxiliares, mas temo que o tenha feito demasiado tarde.

domingo, 21 de dezembro de 2014

“Eles” [os árbitros] não deixam…

Fora-de-jogo (descarado) de Maxi Pereira precede golo do SLB (clicar na imagem para ampliar)

Já estivemos a ver [o golo do Benfica]. É um lance irregular e é uma pena perder assim. (…) Eles [encarnados] só marcaram num golo irregular.
João Vilela, jogador do Gil Vicente


(…) mostrámos qualidade e sofremos um golo em fora de jogo (…) Fechámos bem, com a nossa estratégia, e o Benfica só marcou em fora-de-jogo
Gabriel, jogador do Gil Vicente


Esse lance [o golo do Benfica, precedido de um claro fora-de-jogo] determina o jogo, é muito evidente. Perdemos o jogo, é claro que condiciona. Não me quero debruçar sobre o lance. Vi as imagens, o auxiliar estava bem posicionado e devia ter assinalado.
José Mota, treinador do Gil Vicente, durante a conferência de imprensa

----------

O JOGO, 22-12-2014
«O líder [do campeonato] voltou a aumentar a vantagem para seis pontos, mas com um triunfo sustentado num golo ilegal. (…) o Gil Vicente esteve na discussão do jogo até ao fim, mesmo sem ser brilhante, e ninguém ficaria escandalizado com o empate. No final os adeptos benfiquistas brindaram a equipa com assobios, totalmente justificados.»
Nuno Travassos, Maisfutebol


«Frente ao último classificado da prova, o líder Benfica esteve particularmente desinspirado e acabou por valer um golo irregular para arrecadar o 12.º triunfo da prova e manter a vantagem de seis pontos para o FC Porto no encerramento da Liga em 2014. (…) Numa partida sem grandes motivos de interesse, os mais de 40 mil adeptos que resistiram ao frio nas bancadas da Luz não tiveram direito a uma prenda natalícia mais convincente da sua equipa. Mas tiveram mesmo assim um brinde da arbitragem, que não assinalou um fora-de-jogo no lance do golo de Nico Gaitán, aos 30’.»
Paulo Curado, PÚBLICO

----------

Perante o que se passou no SL Benfica x Gil Vicente de hoje (e de mais 2 pontos que o clube do regime ficou a dever a um erro grosseiro de arbitragem), vou concluir com o mesmo texto que utilizei na passada sexta-feira (na sequência da eliminação do SL Benfica da Taça de Portugal), num artigo – Um campeão banal – que terminei da seguinte maneira:

E é por estas e por outras, que eu considero que será muito, muito, muito difícil o SLB perder a liderança do campeonato porque, parafraseando novamente Jorge Jesus (da vez em que foi ao estádio da Luz como treinador do SC Braga), “eles” (os árbitros) não deixam…

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

In dubio pro… benfica

Boavista x SL Benfica - Golo anulado aos axadrezados

V. Setúbal x SL Benfica - Golo anulado aos sadinos

SL Benfica x Rio Ave - Golo anulado aos vilacondenses

Três jogos.

Três golos anulados (por pretenso fora de jogo) às equipas adversárias do SL Benfica.

Das três vezes, aquando do golo anulado, o SL Benfica vencia pela margem mínima (1-0).

Coincidências?

Sim, eu também já acreditei no Pai Natal…

domingo, 2 de novembro de 2014

Há uma linha que separa…

Lance do golo anulado ao Rio Ave


Há uma linha que separa uma televisão séria de uma televisão facciosa (Benfica TV).

Há uma linha que separa informação de manipulação.

Há uma linha que separa o espírito da lei (um jogador em linha não está fora de jogo), de um pretenso “fora de jogo milimétrico”.

Há uma linha que separa as indicações da FIFA em caso de dúvida, da impossibilidade de certeza de um árbitro assistente (José Gomes) muito mal colocado.

Há uma linha que separa um trio de arbitragem competente, de um trio de arbitragem liderado pelo senhor Manuel Mota (o conhecido benfiquista com vários talhos espalhados pelo Minho).

Há uma linha que separa a verdade (desportiva) da mentira (desportiva).

Há uma linha que separa comentadores televisivos com um mínimo de seriedade, da desfaçatez de “bitaiteiros” encartados.


Tribunal de O JOGO do SL Benfica x Rio Ave

E nem a linha imaginária, desenhada por TV que tanto contesta outras na mesma situação, afere a decisão da equipa de arbitragem.”
Jorge Coroado

segunda-feira, 31 de março de 2014

Assim é difícil ganhar…

Se trabalhamos uma equipa com uma defesa subida, bem articulada, para manter uma linha forte, para colocar o adversário em fora de jogo, os jogadores ficam desconfiados se depois, em dois jogos fora [sporting x FC Porto e Nacional x FC Porto], são validados dois golos em fora de jogo. Mais vale jogar mais atrás… Portanto, o quadro vai muito para além de se constatar os fora de jogo, atinge o trabalho semanal que fazemos”.

Fora de jogo que precedeu o golo dos calimeros

Fora de jogo que precedeu o 1º golo do Nacional

“O primeiro golo do Nacional é obtido em fora de jogo [as imagens televisivas provam que há dois jogadores do Nacional, à frente do árbitro assistente, em situação de claro fora de jogo]. Criámos várias situações de golo e chegámos ao empate; marcamos outro golo, mas não foi validado, quando era um golo limpo e tudo isso condiciona o estado de espírito dos jogadores que, apesar de terem feito uma boa segunda parte, perderam algum discernimento, fruto daquilo que ia acontecendo. Sentiram que era difícil ganhar assim.”

Tribunal de O JOGO unânime: golo limpo anulado ao FC Porto

“É natural que, quando estamos a desenvolver o nosso jogo, quando sentimos que estamos a ser prejudicados, percamos o nosso equilíbrio. Há situações difíceis de aceitar, é difícil falar da equipa quando sentimos que nos estão a desequilibrar”.

Declarações de Luís Castro, na conferência de imprensa após o Nacional x FC Porto.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Coitado, sente-se condicionado…

Há quase cinco anos atrás (no dia 1 de Abril de 2007), o FC Porto foi jogar à Luz para a 23ª jornada do campeonato 2006/07.

Os dragões marcaram primeiro (por Pepe, ao minuto 41) mas, ao minuto 84, o árbitro assinalou um livre nas imediações da área portista, por falta de Fucile sobre Simão Sabrosa. Na sequência da marcação desse livre, o slb chegou à igualdade (1-1), que haveria de ser o resultado final do jogo.


Mas, espera aí, no momento em que o livre é marcado, há um jogador de encarnado que está adiantado em relação ao penúltimo defensor portista (algo que é fácil de comprovar, atendendo às posições de ambos os jogadores relativamente à linha da pequena área).

E esse jogador (David Luiz) interferiu na jogada?
O vídeo seguinte é esclarecedor:



A jogada completa (falta, execução do livre e golo) pode ser revista aqui.

E sabem quem foi o árbitro deste slb x FC Porto, em que o golo dos encarnados foi marcado na sequência de um livre, com um jogador benfiquista em clara posição de fora-de-jogo?


Olha, olha, o árbitro foi o Pedro Proença! O tal que, segundo Luís Filipe Vieira, “coitado, sente-se condicionado”…

Pois é… E, em termos disciplinares, o FC Porto “ganhou” esse jogo por 6-2 (!), com o primeiro dos seis cartões amarelos para jogadores portistas a ser mostrado ao Bruno Alves, que ficou condicionado logo aos 4 minutos (o 1º cartão amarelo para jogadores do slb foi ao minuto 54, para o Petit).


P.S.1 Foi através de uma visita ao blogue ‘Bibó Porto, carago’, que revi a forma como o slb marcou o seu golo e (cereja em cima do bolo) quem foi o árbitro deste jogo.

P.S.2 Perante uma comunicação social subserviente e cada vez mais alinhada com a propaganda benfiquista, é fundamental continuarmos a relembrar estes casos. Na era da Internet e das redes sociais, não podemos permitir que a estratégia goebbeliana (*) de uma mentira repetida muitas vezes tenha sucesso. Da minha parte, não me sinto nada condicionado em denunciar esta pouca vergonha.

(*) Paul Joseph Goebbels foi o ministro da Propaganda na Alemanha Nazi.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Um golo em fora de jogo?

O pessoal gosta muito de discutir os lances polémicos e já sabemos que durante dias, semanas e meses vamos ouvir falar do golo do Maicon em fora de jogo.

Para esse peditório não dou, porque como já escrevi aqui algumas vezes, é bom que antes chorar os erros dos árbitros se olhem para os erros próprios. Foi isto que o tempo nos ensinou: nós ganhamos mais porque somos melhores. Felizmente, outros, não pensam assim. Ainda bem, é sinal que continuam com a cabeça enterrada na areia. É deixá-los andar assim.

Não quero dizer com isto que não se discutam erros de arbitragem, e que estes não têm influência no resultados dos jogos, claro que o têm. Mas num campeonato isso é diluído. 

Mas devem-se discutir lances de arbitragem, pelo enquadramento do jogo e tentando despir as camisolas. Só assim a discussão é útil.

Por isso no exemplo de que a seguir vou falar esqueçam as cores das camisola, aqui só interessa discutir o enquadramento com a lei e a pedagogia que quem tem um microfone à frente deve fazer.

Para quem seguiu o jogo pela SportTV e não desligou o som, ouviu certamente o Luís Freitas Lobo elogiar a jogada de "laboratório" que deu o 2º golo do ben7ica. 

Mais palavra menos palavra disse isto: Vê-se que é uma jogada estudada, o Luisão coloca-se em posição de fora de jogo, para depois não se fazer à bola mas fazer de barreira ao jogadores do Porto e assim libertar o Cardozo.

Repetiu isto umas 2 ou 3 vezes e se virmos as imagens grande parte é verdade, o Luisão quando o livre é marcado está em posição de fora de jogo, bloqueia o Rolando e o Cardozo aparece sozinho.


Ora o que eu acho lógico é que ao defender esta visão, o LFL deveria ter concluído:
Pelo que o árbitro deveria ter anulado o golo e marcado fora de jogo ao Luisão.

É que a lei 11 diz o seguinte:
Um jogador na posição de fora-de-jogo só deve ser penalizado se, no momento em que a bola é tocada ou jogada por um colega de equipa, o jogador toma, na opinião do árbitro, parte activa do jogo:
intervindo no jogo ou
influenciando um adversário ou
tirando vantagem dessa posição

sendo que “influenciando um adversário” significa impedir um adversário de jogar ou de poder jogar a bola, obstruindo claramente a linha de visão ou os movimentos do adversário, ou fazendo gestos ou movimentos que, no entender do árbitro, engane ou distraia o adversário

Ora se é verdade que o Luisão no intervém no jogo, nem tira vantagem da posição, já quanto à terceira condição é claro que influencia o forma como o Rolando se faz à jogada, pelo que no estrito cumprimento da lei e volto a referir na lógica apresentada pelo LFL de que isto é uma jogada ensaiada e que o bloqueio é propositado, este lance deveria ter sido pura e simplesmente anulado.

Volto a referir que esta é uma discussão meramente académica das leis do jogo, em que a cor das camisola é irrelevante, e é uma análise de sofá após visionamento das imagens por n vezes. Tivesse o jogo ficado 2-2 e certamente não era por causa disto que o Porto não tinha ganho.

Mas quase que aposto que este lance não vai passar em nenhum programa, e em termos teórico - do entender as leis de jogo, acho-o muito mais interessante do que tudo o resto de que se vai falar.

domingo, 4 de março de 2012

Descubra as diferenças - II

Época 2008-2009 era Jorge Jesus o treinador do Braga:



e foi após este jogo que pronunciou a célebre frase 'só se for na PlayStation'.

O que se mostra com estes exemplos - este e o que o José Correia já aqui apresentou - é que estas situações acontecem, uns dias favorecem uns, noutros dias favorecem outros. É certo que não deviam acontecer, como não deviam acontecer os falhanços como o do Janko, as cabeçadas amorfas do Aimar, os passes do Cardozo para o Helton, ... Mas esses já sabemos que não o fazem de propósito.

O que se dispensam são as virgens ofendidas (e nisto nós também temos muitas quando nos dá jeito).

Descubra as diferenças

Na época passada, no dia 16 de Janeiro de 2011, o slb foi a Coimbra (jornada 16) e venceu por 1-0, golo marcado por Saviola, em posição irregular.


Vale a pena recordar este lance e descobrir as semelhanças e as diferenças com o golo marcado por Maicon no último slb x FC Porto.

Eu ajudo:
1) Ambos os golos foram marcados na sequência de livres (semelhança);


2) O Maicon estava com o tronco adiantado em relação ao penúltimo defesa do slb; o Saviola estava "plantado" mais de um metro à frente da barreira formada pelos jogadores da Académica (com boa vontade, podemos considerar situações semelhantes);


3) O Maicon marcou o golo com a cabeça; o Saviola desviou a trajectória da bola com o braço (diferença);

4) A posição de fora-de-jogo do Maicon só foi perceptível na repetição televisiva e com a imagem parada; a posição irregular do Saviola é óbvia, o que levou vários jogadores da Académica a protestar de imediato (diferença);



5) Jorge Jesus não viu logo que o Saviola estava em posição de fora-de-jogo (não sei se já terá visto) e, no final do jogo, as suas declarações, acerca da irregularidade destes dois lances, foram muito diferentes;


6) Não me lembro da generalidade dos jornalistas e comentadores televisivos (Luís Freitas Lobo, Luís Campos, Hugo Gilberto, Bruno Prata, João Gobern, etc.), terem ficado muito incomodados com a validação do golo de Saviola.


O vídeo do duplamente irregular golo do Saviola pode ser (re)visto aqui.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A nova lei do fora-de-jogo


Jorge Coroado: "Valdés, no momento da assistência de Patrício, estava em posição irregular. O pontapé foi longo, e isso originou a distracção de José Ramalho, que não prestou atenção à movimentação do atacante."

Pedro Henriques: "Valdés, no momento do passe de Rui Patrício, está mais perto da linha de baliza do adversário do que a bola e o penúltimo adversário, ou seja, estava em fora-de-jogo."

Paulo Paraty: "É um facto que o assistente é traído pela grande distância que a bola percorreu até chegar a Valdés, não punindo a sua posição inicial de fora-de-jogo."

José Leirós: "Golo ilegal de Valdés. Valdés estava fora-de-jogo quando Rui Patrício pontapeou a bola, que não tocou em nenhum jogador."


Os ex-árbitros que opinaram publicamente sobre este lance são unânimes: o golo do Sporting foi irregular, pois Valdés estava em clara posição de fora-de-jogo no momento do pontapé de Rui Patrício.

Todos os especialistas de arbitragem estão de acordo? Não, há um "super-especialista" que tem uma interpretação diferente sobre a lei do fora-de-jogo. Segundo uma tese peregrina, enunciada e defendida por Rui Oliveira e Costa no último 'Trio de Ataque', não interessa verificar a posição do Valdés no momento em que Rui Patrício pontapeia a bola para a frente, mas sim após a bola ter passado por Rolando e Liedson e batido no relvado!!!
Na douta opinião do representante do Sporting no programa da RTP-N, o facto do Rolando, Liedson ou outro qualquer jogador não terem tocado na bola é irrelevante. Não tocaram mas podiam ter tocado...

Para quem anda sempre a queixar-se das arbitragens, do "Sistema", do "lobo mau" (Pinto da Costa), do relvado, do azar, etc., é impressionante a ginástica que os "calimeros" fazem para não reconhecerem aquilo que é óbvio.
Meus senhores, o jogo foi transmitido pela televisão, está gravado e não vale a pena negar as evidências. A arbitragem do último Sporting x FC Porto foi uma vergonha, tendo a equipa leonina sido claramente beneficiada, quer neste, quer noutros lances que foram fundamentais para o desenrolar do desafio. É assim tão difícil admitir este facto?

P.S. Foi uma pena que o Miguel Guedes não tivesse aproveitado a oportunidade e sugerido o Rui Oliveira e Costa para instrutor dos próximos cursos de arbitragem. Pelos vistos, árbitros e ex-árbitros têm muito a aprender com este "especialista"...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ei, apanha o Fajardo...

Já aqui chamei à atenção para os "excelentes líberos" do SLB, o que tem permitido à equipa de Jesus jogar com a defesa subida e encurtar os espaços às equipas adversárias. O jogo com o Belenenses não foi excepção e, mais uma vez, a qualidade dos líberos do SLB foi notória quando, aos 36 minutos, Fajardo se desmarcava em direcção à baliza encarnada.

Qual foi a opinião dos ex-árbitros que constituem o 'Tribunal de O JOGO'?

"No momento do passe, era notória a existência de dois jogadores do Benfica a colocar Fajardo em posição regular."
Jorge Coroado

"Não há fora-de-jogo. Foi um erro do assistente: Fajardo tinha dois defesas a colocá-lo em jogo."
Rosa Santos

"No momento em que a bola foi passada a Fajardo, este não se encontrava em fora-de-jogo. Esteve mal, o árbitro assistente."
António Rola


Pois é, unanimidade no "elogio" a este líbero do SLB...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os líberos do SLB

Líbero, em italiano, significa "livre" e no futebol corresponde ao último defesa, com a missão de cobrir os demais companheiros, cortar os contra-ataques do adversário e impedir que jogadores da outra equipa se isolem.
A Itália sempre teve grandes líberos como, por exemplo, Gaetano Scirea no Mundial de 1982. Mas aquele que talvez seja o mais famoso líbero de sempre é Franchino "Franco" Baresi, referência incontornável do AC Milan, onde jogou 20 anos e ganhou tudo o que havia para ganhar. Em sua homenagem, e após a despedida do futebol (em 1997), o AC Milan retirou a camisola número 6.

O onze habitual do SLB não tem líberos e muito menos da qualidade de Baresi, mas isso não causa qualquer problema porque, como é sabido, no SLB as coisas fazem-se pelo outro lado (Vieira dixit).

Não há Baresi, mas há José Ramalho.
Não há Baresi, mas há José Cardinal (presumo que não é da família Cardinali, os do circo...) que, a meio da 2ª parte do jogo de ontem, teve uma intervenção decisiva quando Pongolle seguia completamente isolado para a baliza encarnada.
Percebe-se. Depois de estar a ganhar por 2-0, era muito aborrecido que a mais melhor equipa do Mundo e arredores sofresse o golo do empate (seria o 2-2), ainda por cima estando a jogar contra uma equipa em crise e reduzida a 10 jogadores desde o minuto 6. Temos de ser compreensivos, a coisa podia ficar tremida e estava em causa a moral dos jogadores do clube do regime, por isso, repito, percebe-se perfeitamente o "corte magistral" do Cardinal...

O Tribunal de O JOGO também viu, percebeu e não tem dúvidas.

«Luisão punha Pongolle em posição regular e, como tal, assistiu-se a uma precipitação do árbitro assistente José Cardinal.»
Jorge Coroado

«O árbitro assistente não agiu de forma correcta, uma vez que o jogador sportinguista se encontrava em jogo no momento em que o passe foi efectuado.»
Rosa Santos

«O lance é de difícil julgamento. No entanto, em face das instruções dadas pela FIFA aos árbitros assistentes, deve beneficiar-se a equipa que ataca em caso de dúvida. Como tal, a decisão não foi a mais correcta.»
António Rola

Enfim, escreveu-se mais uma página brilhante, igual a tantas outras, da história do SLB, em que toda a gente viu que a "verdade desportiva" foi perfeitamente salvaguardada...
E com líberos desta qualidade - Ramalho, Cardinal, etc. - Jorge Jesus, o mestre da táctica, pode ficar descansado e continuar a jogar com a defesa subida, encurtando os espaços às equipas adversárias. Atrás do Luisão e do David Luiz, há sempre quem resolva os problemas e não estou a falar do Quim...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os auxiliares do andor

"Fomos prejudicados! O que aconteceu hoje começou no último domingo, pois foi mais um lance claro [o golo anulado a Falcao] em que o FC Porto faria um golo com o qual ganharia o jogo. (...) o FC Porto tem de começar a ter cuidado, os jogadores têm de estar dois metros atrás da linha de defesa. Em caso de dúvida não é a favor do FC Porto, em linha também não, por isso temos de rever os processos de trabalho. Os nossos atacantes jogam perto das linhas, no limite, e começam a ter desconfiança do que fazem, porque marcam golo e ele não é validado. (...) As regras dizem que, na dúvida, beneficia-se quem ataca, mas, neste caso, tem-se beneficiado sempre quem defende."
Jesualdo Ferreira, 16/01/2010

Ainda mais escandaloso que o golo anulado ao Falcao, foi o fora-de-jogo assinalado a Varela aos 77 minutos. Sobre este lance, Jorge Coroado disse o seguinte em O JOGO: «Precipitação do árbitro assistente, que deveria estar completamente distraído. Varela tinha entre ele e a linha de baliza contrária não dois, mas três adversários

Mas qual precipitação? Eles (árbitros auxiliares) estão é muito bem instruídos. Mal vêem um jogador do FC Porto isolado e em boa posição para marcar, zás, bandeirinha ao alto e pára o baile.

Dir-me-ão que ser prejudicado pela arbitragem acontece, são contingências do próprio jogo e é algo para o qual as equipas têm de estar preparadas. Certo, mas quando os "erros" são recorrentes e obedecem a um mesmo padrão...
Convém lembrar o seguinte. O FC Porto chegou à Luz a um ponto da liderança no campeonato, depois de ter recuperado quatro pontos nas jornadas anteriores. Contudo, em três jogos seguidos - SLB, Leiria, Paços Ferreira - viu-lhe subtraídos cinco pontos, com a preciosa ajuda dos árbitros auxiliares. De facto, eles têm-se fartado de auxiliar os adversários do FC Porto...

Na Luz perdemos por 0-1, com a jogada do golo dos encarnados a ter início num fora-de-jogo descarado (à frente do árbitro auxiliar).


Já na recepção ao União de Leiria, os critérios dos árbitros auxiliares variaram consoante a equipa que marcou os golos, anulando (mal) dois golos ao FC Porto e validando um golo aos leirienses.
O sentido e espírito da lei para estas situações é claro, tendo os árbitros recomendações para em jogadas no limite do fora-de-jogo beneficiar quem ataca. Contudo, o que se viu neste jogo foi uma interpretação da lei sui generis: em caso de dúvida, prejudicar o FC Porto (como, aliás, até foi reconhecido por adversários, caso de Rui Oliveira e Costa no programa 'Trio de Ataque').

Como não há duas sem três, os homens que andam de bandeirinha na mão voltaram a destacar-se no jogo com o Paços de Ferreira, quer no golo anulado ao Falcao, quer no referido lance do Varela.

E a esta lista de decisões de árbitros auxiliares com influência nos resultados, ainda podia acrescentar o golo anulado a Ernesto Farias no FC Porto x Belenenses (1-1), conforme pode ser (re)visto no resumo desse jogo.

A conversa e as explicações bondosas acerca dos erros dos árbitros são conhecidas, mas só com muita ingenuidade se pode pensar que esta sucessão de lances, todos ajuizados no mesmo sentido (sempre contra o FC Porto!), são coincidência.
Como é óbvio, esta série de roub..., perdão, erros não tem nada a ver com acasos ou coincidências. Todos sabemos que é habitual haver algum colinho para o clube do regime, mas desde o início do campeonato é notório que esta época há algo de diferente no ar. A pressão para que o SLB seja campeão é maior do que nunca e, evidentemente, o condicionamento sobre os árbitros faz o seu caminho e acaba por resultar no efeito pretendido, traduzindo-se em erros graves, com influência clara nos resultados, conforme foi visível nas últimas três jornadas.

Aliás, a importância dos árbitros auxiliares na decisão de campeonatos não é nova. Quando estava a ouvir as declarações do treinador do FC Porto após o jogo com o Paços de Ferreira, recuei 20 anos e lembrei-me de um célebre FC Porto x Benfica, disputado na época 1990/91, em que até o ponderado Artur Jorge não conseguiu manter a calma.
A propósito desse jogo (disputado em Abril de 1991), numa recente entrevista ao jornal i, Artur Jorge afirmou:
"Por mais calmos que estejamos, acabamos por perder a cabeça. Vi um cartão amarelo [de Carlos Valente] porque estava nervoso com o fiscal-de-linha, mas ele portou-se mal durante todo o jogo, assinalando foras-de-jogo indevidamente. Mas são já situações antigas que não vale a pena esmiuçar agora. Tudo isso pertence à história e nem vale a pena falar, porque é uma porcaria."

É sabido que os árbitros auxiliares assumiram uma importância crescente nos jogos de futebol e não é certamente por acaso que auxiliares como Devesa Neto, José Luís Melo (o benfiquista de Valongo), ou o "Ferrari" ficaram famosos.
Mas o mais impressionante de tudo isto é o sentimento de impunidade. Na próxima jornada lá estarão eles outra vez, nomeados pelo Vítor "Sistema" Pereira, e a desempenharem o seu papel nesse desígnio nacional que é levar o SLB ao colo até ao título.
E o Pinto da Costa escusa de pedir/exigir ao Ministério Público para investigar. Investigar o quê? É tudo feito à descarada, à vista de toda a gente.

Nota: Os destaques a negrito são da minha responsabilidade.