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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sem "os padres que escolhemos e ordenamos"…

Seis jogos, seis derrotas (capa de O JOGO de 06-12-2017)

Nos seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões 2017/18…

- o SLB marcou um golo; o FC Porto marcou 15!

- o SLB esteve cinco jogos seguidos sem marcar; o FC Porto marcou em todos os jogos.

- o SLB teve um diferencial de -13 entre golos marcados e sofridos; o FC Porto teve um diferencial de +5 golos.

- o SLB obteve 0 (zero!) vitórias nos seis jogos disputados; o FC Porto obteve 3 vitórias no mesmo número de jogos.

- o SLB terminou a fase de grupos com 0 pontos (pior registo de sempre de uma equipa cabeça de série); o FC Porto terminou a fase de grupos com 10 pontos (e apurou-se pela 14ª vez para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões).

- o SLB foi a única das 32 equipas desta fase de grupos a terminar com 0 (zero) pontos; o FC Porto é a única das três equipas portuguesas a continuar em prova.

- o SLB encaixou apenas o valor do prémio de participação na fase de grupos (12,7 milhões de euros); o FC Porto já encaixou 23,7 milhões (e poderá encaixar mais).

Os factos são muito claros. Sem a colaboração da arbitragem (como disse António Rola), ou sem poder ter os “padres” que escolhemos e ordenamos (como diria Adão Mendes), este SLB fica reduzido à sua verdadeira dimensão.

"os padres que escolhemos e ordenamos"

Quanto ao FC Porto, tendo disputado a fase de grupos contra o melhor Besiktas de sempre e os atuais 2ºs classificados dos campeonatos alemão e francês, demonstrou na Europa a diferença real que existe entre as duas equipas.

Cartoon em A BOLA

Fica a dúvida: Qual seria a diferença pontual entre o FC Porto e o SLB, se os jogos do campeonato português fossem arbitrados por árbitros estrangeiros?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O simulador e o assessor


No último SLB x Braga, um dos aspectos que provocou alguma polémica foi a habilidade de Di Maria para a arte dramática, com diversas encenações e provocações, as quais começaram logo aos 4 minutos, quando simulou uma pretensa falta de Filipe Oliveira.

O que disseram os ex-árbitros do 'Tribunal de O Jogo'?

Jorge Coroado: "Não houve infracção de Filipe Oliveira, que jogou somente a bola e só o teatro de Di María obrigou a que o árbitro assinalasse falta inexistente"

Rosa Santos: "Não existe falta de Filipe Oliveira mas é altura de Di María deixar certos teatros de lado, porque não levam a lado nenhum"

António Rola: "Filipe Oliveira só jogou a bola, não cometendo qualquer infracção"


"O Benfica está a dar uma de inocente e vítima, mas é a equipa que mais insulta os adversários. Um amigo meu que joga noutra equipa diz que também foi assim contra eles. [Di María] Passou o jogo a fazer biquinho, mandar beijinhos, atirar-se para o chão e a virar o árbitro contra nós. Eu tenho esposa e não quero os beijos dele."
Mossoró, 27/03/2010

"[Di María] Tem um talento tremendo, mas não precisa de fazer este papel. Se houvesse rigor, ele não acabaria o jogo"
Carlos Freitas, 27/03/2010


Surpreendentemente, ou talvez não, quem veio em defesa de Di Maria foi António Rola que, como é sabido, já tinha trabalhado como assessor do Benfica para as questões de arbitragem e que esta época retomou essa colaboração, mas segundo o próprio em moldes diferentes, dado que "as reuniões com o plantel, para falar sobre as leis e situações do jogo, são pontuais e não assíduas".

E o que disse o assessor do SLB sobre Di Maria, no passado dia 28 de Março, na festa de inauguração da nova imagem da Casa do Benfica de Samora Correia?
"Di María é um jogador muito tecnicista e muito leve. Um toque suave nele pode ter tanto impacto como um toque mais forte no Cardozo. Não está em causa a intensidade. Ele não simula, nem é anti-desportista. É irreverente e essa irreverência faz falta ao futebol."

Que lindo, até fiquei comovido com a clarividência deste ex-árbitro de 53 anos...
É de homens com esta isenção que o futebol português precisa!
Aliás, é uma pena este Rola já ter 53 anos, senão o jeito que ela daria a apitar como uma águia... perdão, como um passarinho livre de influências nefastas...

P.S. A arbitragem do sueco Jonas Eriksson no SLB x Liverpool foi de mestre. Transformar o vermelho a Luisão em amarelo e, no sururu que se gerou logo a seguir, expulsar Babel, colocando os reds a jogar com menos um a cerca de uma hora do fim do jogo, é de artista. E, para que a viragem no resultado se consumasse, ainda anulou um golo ao Liverpool e assinalou dois penalties a favor dos encarnados. Foi uma arbitragem em grande, ao nível das que de melhor vimos esta época a outros "artistas" do apito, como Lucílio Baptista, Bruno Paixão, Olegário Benquerença ou João Ferreira. Com arbitragens destas, não tenho qualquer dúvida que o SLB está a caminho de vencer a Liga Europa. Só gostava de saber se ainda existem funcionárias loiras e bonitinhas no Elefante Branco...

domingo, 15 de março de 2009

Derrota das "gaivotas" perturba Rola


"Roberto no momento em qua a bola lhe foi passada pelo seu colega de equipa, estava em posição de fora-de-jogo, vindo a obter-se um golo de forma ilegal. Erro grave de José Ramalho com influência no resultado."
António Rola, Tribunal de O JOGO

As imagens são claras e mostram, de forma inequívoca, que no momento do passe de Marquinho, Roberto está em linha com Luisão. Basta olhar para a linha do corte da relva para o perceber.
Assim sendo, como é possível dizer-se que foi um erro e, ainda por cima, grave?!!



Toda a gente conhece o benfiquismo de António Rola e é sabido que ele já trabalhou para o SLB. Contudo, o facto de ser um ex-árbitro devia-o coibir de dizer determinadas barbaridades. Mas, de facto, o descaramento de algumas pessoas não tem limites.
Com uma visão destas, imagine-se o modo como este Rola arbitrava os jogos das "águias"...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Um herói num jogo viciado


O último Paços Ferreira x SLB ficou marcado por uma arbitragem escandalosa (mais uma!) de Bruno Paixão.

Pondo de lado os “erros menores”, que seria exaustivo enumerar, destaca-se a forma habilidosa como conseguiu evitar a expulsão de dois jogadores do SLB. Primeiro Maxi Pereira, aos 28’, numa entrada violenta sobre Leandro Tatu, e depois Nuno Gomes, aos 55’, após agressão deste a Filipe Anunciação.

A coisa foi de tal modo flagrante, que até Rui Santos escreveu o seguinte na sua coluna de opinião no Record:
«No último encontro da 3.ª jornada, (...) Bruno Paixão e o seu auxiliar ignoraram duas agressões protagonizadas por Maxi Pereira e Nuno Gomes, cuja omissão representa um grave atropelamento às regras do jogo»

Ao não expulsar Maxi e Nuno Gomes, quando o desafio estava longe de estar decidido, Bruno Paixão não só teve uma clara influência no resultado final deste jogo (que implicações haveria se o SLB ficasse reduzido a 10 ou 9 jogadores a largas dezenas de minutos do fim?), como também evitou que os dois jogadores encarnados ficassem suspensos nas próximas jornadas.
Ora, sabendo-se que Luisão ainda está a cumprir o castigo relativo ao sumaríssimo e que Suazo está lesionado, facilmente se percebe o impacto que, nesta altura, a suspensão de mais dois jogadores poderia ter na equipa encarnada.

O futebol é um jogo de paixões e, por isso, tenho a certeza que foi a enorme paixão deste Bruno pelo SLB... perdão, pelo espectáculo, que o fez mostrar amarelos suaves em vez dos cartões vermelhos que se impunham.
Meus caros, não nos esqueçamos que há 6, 10, 14 milhões de benfiquistas e é preciso salvaguardar as assistências e a competitividade do campeonato. Deste modo, estou certo que esta roubalheira..., perdão, gesto “magnânimo” do Bruno Paixão não será esquecido, quer pelo SLB, quer pela própria Liga (estejam atentos à classificação dos árbitros).

Desde um célebre jogo em Campo Maior, em que o Bruno mostrou toda a sua qualidade e paixão, que é difícil nós portistas ficarmos surpreendidos com uma arbitragem deste artista. Contudo, o caso da agressão de Nuno Gomes, que o árbitro viu perfeitamente, é de bradar aos céus.

O vídeo da agressão de Nuno Gomes (pontapeia por trás Filipe Anunciação) pode ser visto aqui:




O que disseram os membros do 'Tribunal de O JOGO' sobre este lance?

Jorge Coroado: «Impunha-se a exibição do cartão vermelho e não do amarelo a Nuno Gomes, que pontapeou objectivamente o adversário, praticando conduta violenta

Rosa Santos: «Trata-se de uma agressão a pontapé, que não é passível de ser punida com o cartão amarelo. Ao jogador do Benfica, devia ter sido exibido o cartão vermelho

Soares Dias: «Nuno Gomes não tem qualquer intenção de jogar a bola e dá um pontapé no adversário. Considera-se isso uma agressão. O árbitro, como é muito económico, mostrou o cartão amarelo, mas, em vez do amarelo, justificava-se o vermelho

António Rola: «Antes, houve falta do jogador do Paços de Ferreira sobre Nuno Gomes. Como o árbitro não assinalou, Nuno Gomes procura tirar desforço e pratica jogo perigoso, sendo-lhe exibido o amarelo. Aceito esta sanção disciplinar tendo em consideração o critério adoptado em duas situações anteriores muito similares. Caso o árbitro tivesse sido mais rigoroso, podia ter exibido o vermelho a Nuno Gomes

Chamo à atenção para a forma ardilosa como António Rola, que durante uns tempos foi assessor do SLB para as questões de arbitragem, tenta justificar o injustificável. No caso deste ex-árbitro, o que é notável é ele conseguir ser ainda mais faccioso que os comentadores benfiquistas que participam em programas de rádio e televisão, os quais, perante as imagens, não tiveram dúvidas em reconhecer que o Nuno Gomes deveria ter sido expulso.

Se a opinar é assim, imaginem como este Rola, com um apito na boca, “piava” dentro das quatro linhas...

Por falar em programas onde este caso foi analisado, tive pena que, no ‘Trio de Ataque’, o Rui Moreira não tivesse colocado o Nuno Gomes e o Bruno Paixão no fundo. É verdade que ele falou e “malhou” em ambos, mas quer o que se passou neste jogo, quer o passado de ambos, mais do que justificaria um fundo desta semana. Haverá ocasião mais propícia do que esta para colocar estes dois artistas no fundo?

Aliás, conforme foi lembrado pelo Rui Moreira, este foi o segundo jogo consecutivo em que o Nuno Gomes escapou à expulsão, devido à "compreensão" e benevolência dos árbitros.
Para quem já se esqueceu, poderá recordar aqui a imagem e o vídeo da entrada brutal de Nuno Gomes sobre Sapunaru.

Finalmente, e como seria de esperar, a comunicação social branqueou completamente a arbitragem vergonhosa de Bruno Paixão. Isso não é surpresa, mas desta vez foi ainda mais longe. Em vez de apontar o dedo a Nuno Gomes, elevou-o à condição de herói do jogo (segundo o Rui Moreira, o Nuno tem boa imprensa...)





E pronto, é assim que, jornada após jornada, se pugna pela transparência e verdade desportiva.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

As “garantias” aceites por Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite e as acções da Benfica SAD

Em finais de 2001, o SLB necessitava de uma certidão da administração fiscal atestando a sua situação de não devedor, de modo a poder assinar um contrato com o Estado, para beneficiar dos apoios estatais às obras de construção do seu novo estádio.

Contudo, a certidão só poderia ser passada se a impugnação da liquidação estivesse conforme a Lei e, para tal, o SLB tinha de entregar garantias.

O que diz a Lei?
Na impugnação, “caso não se encontre já constituída garantia, com o pedido deverá o executado oferecer garantia idónea, a qual consistirá em garantia bancária, caução, seguro-caução ou qualquer meio susceptível de assegurar os créditos do exequente”.

O que fez o SLB?
Entregou acções da Benfica SAD, não cotadas em bolsa, num total de 20 por cento do capital da SAD benfiquista.

Sabendo-se que as acções são de valor mais do que discutível (ainda por cima quando não estão cotadas em Bolsa, como era o caso) e que a própria lei das sociedades desportivas não permite ao Estado poder deter acções de sociedades desportivas (que seria o que aconteceria em caso de execução da garantia), o que fez a administração fiscal?

Numa primeira reacção, passou uma certidão em que, obviamente, se referia que o SLB não estava regular do ponto de vista fiscal.

Contudo, isso não impediu o SLB de assinar um contrato com o Estado, de modo a beneficiar de subsídios para a construção do novo estádio da Luz.
Apesar da Lei, o contrato para construção do estádio da Luz foi assinado, em Janeiro de 2002, pelo então ministro do Desporto e Juventude do Governo PS, o socialista José Lello.

Já com um novo Governo, cujo primeiro ministro era Durão Barroso, a ministra de Estado e das Finanças, Manuela Ferreira Leite, deu o seu aval para que as acções da Benfica SAD fossem aceites como garantia para impugnação da dívida fiscal do Sport Lisboa e Benfica.
A ministra das Finanças assinou um despacho em que corroborou o parecer da administração tributária sobre a avaliação das acções da Benfica SAD. Dessa forma, interpretou a Lei no sentido favorável ao SLB, ao aceitar esses títulos como uma garantia idónea para a impugnação da dívida fiscal por parte do SLB.

Manuela Ferreira Leite e Vasco Valdez na Assembleia da República

Um dos aspectos que convém salientar, é o facto do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo PSD-CDS, Vasco Valdez, que defendeu a “interpretação de lei” de acordo com o pretendido pelo SLB, ser a mesma pessoa que, como advogado representante do clube da Luz, tinha negociado com o anterior Governo do PS.

Como é que a administração fiscal descobriu um critério de avaliação das acções da Benfica SAD, as quais nem sequer estavam cotadas em bolsa?

Com base nas regras do imposto sucessório, avaliou os títulos não ao seu valor nominal de cinco euros, mas de 3,3 euros por acção.

O despacho da ministra Manuela Ferreira Leite colocou um ponto final no pedido do SLB, aceitando as acções da Benfica SAD como boas e, com elas, toda a situação fiscal do clube regularizada.

Sobre este assunto, o deputado do PCP Lino de Carvalho, escreveu o seguinte em 13/06/2002:
«(...) neste caso há fumo demasiado para não se desconfiar que por detrás haja muito fogo (...) ninguém esqueceu as célebres declarações do Presidente do Benfica ao apelar na campanha eleitoral, institucionalmente, ao voto no PSD com o argumento de que se este vencesse as eleições o Benfica veria resolvidos os seus problemas fiscais. (...) é também conhecido que o advogado do Benfica no processo que começou a ser negociado com o anterior Governo é o actual Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Vasco Valdez. Demasiada coincidência!?
(...) não há nenhum caso idêntico ao nível dos contenciosos fiscais que se têm desenrolado entre os clubes e a Administração Fiscal. (...)
Porque é que podendo e devendo o Estado exigir do contribuinte em falta, e ainda por cima com um longo processo de dívidas e compromissos não honrados perante o fisco, garantias mais idóneas – garantia bancária; caução ou, por exemplo, receitas dos jogos ou passes dos jogadores – aceita desde logo um património que menos sólido se apresenta, as acções. E assim sendo qual o critério da avaliação?
Não estando cotadas na bolsa, tendo a SAD Benfica um largo passivo, como se chegou aos 3,3 euros por acção?
E se no final do processo não for dada razão ao Benfica e este não tiver condições para pagar?
Como a Administração Central não pode ser accionista das SAD’s a quem vende, e porque valor, o penhor que recebeu?»

Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira no “Jantar do Desporto”, em 04/03/2002

A foto anterior foi tirada no denominado “Jantar do Desporto”, realizado em Rio Maior, em 04/03/2002, durante a campanha do PSD para as eleições legislativas de Março de 2002.


(*) Vasco Valdez foi secretário de Estado do Governo liderado por Cavaco Silva, entre 1991 a 1995, e do Governo liderado por Durão Barroso, entre 2002 a 2004.