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sábado, 9 de fevereiro de 2019
Tiros no pé e não para a baliza
"Pediu informação extra ao Loum, que chegou do Moreirense no mercado de inverno?"Só situações de bola parada. Temos informação de tudo, quem pisa a área do penálti, o segundo poste, quem coça a cabeça. Temos acesso a tudo. Só confirmei uma situação com o Loum e ele disse que era verdade."
Sérgio Conceição, sem se perceber bem porquê, sentiu necessidade de partilhar esta história na antevisão a este jogo. Já na semana passada disse que ficava a torcer pela vitória do scp no derby de Lisboa. Duas afirmações que fizeram ricochete. Havia mesmo necessidade? Serão estes "mind games" que jogam a nosso favor ou contra?
Moreira de Cónegos é uma freguesia com menos de 5 mil habitantes e, como dizia Manuel Machado, é praticamente composta por uma única rua. Não obstante, tem uma equipa de futebol que o FCP não consegue vencer há quatro épocas.
Campo de reduzidas dimensões? Sim, mas também uma equipa que hoje correu mais, teve mais garra e que foi mais inteligente do que a nossa.
Sérgio Conceição afirmou, no final, que não estava preocupado pois a equipa teria produzido, mais uma vez, imensas oportunidades de golo, tal como no Domingo em Guimarães.
Ora, do jogo no D.Afonso Henriques a este vai um abismo exibicional e chances reais de golo foram apenas quatro. Praticamente as mesmas que teve o Moreirense, aliás, num empate que se aceita em termos do (pouco) futebol praticado.
O nosso treinador surpreendeu ao voltar ao 4-3-3, talvez porque, com alguma razão, não confia assim tanto em Fernando. Marega é impossível de substituir mas regressar a um meio-campo a três vai contra o ADN deste grupo de jogadores. Foi um 4-3-3 de futebol previsível e mastigado. E, claro, com imensas dificuldades em criar desequilíbrios. Por largos momentos parecia que os tempos de Lopetegui e NES estavam de volta.
Pior ainda, o actual Danilo não traz algo de novo e não justifica, por enquanto, a titularidade. Certo que, sem Marega, nada nunca seria igual mas este regresso a tempos antigos pode deitar tudo a perder.
Hernâni, e não Fernando, é quem mais se assemelha ao tipo de futebol do homem do Mali. Ambos gostam de jogar no espaço. Mas o português, desde que apontou dois ou três golos decisivos, como que desapareceu das opções. Isto sim, deveria ser tema de conversa do nosso treinador durante as conferências de imprensa.
Ah, e aquele penalty já depois do 1-1? Falta claríssima. Fica a dúvida se dentro ou se fora da área. Sérgio Conceição saiu-se, depois, com aquele "Não falarei mais de arbitragens até ao fim da época.". Mais um tiro no pé. Sem qualquer necessidade ou proveito. Semana negra, mesmo.
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Sergio Conceição
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Ilações de Moreira de Cónegos
Começo por aquilo que é consensual. A meio da 2ª parte do Moreirense x FC Porto, com o resultado teimosamente em branco (0-0), houve um penalti claríssimo por assinalar a favor do FC Porto. Mais um (o 15º deste campeonato). E não, não é um penalti de televisão (este jogo teve VAR?) como ouvi dizer depois do jogo. O soco do guarda-redes do Moreirense, que em vez de acertar na bola, acertou na cabeça do Felipe, é demasiado evidente para o árbitro Luís Ferreira e os seus assistentes no terreno não terem visto (principalmente aquele que viu tão bem um fora-de-jogo inexistente no golo anulado ao FC Porto).
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| Penálti por assinalar (Tribunal de O JOGO) |
A segunda constatação consensual é que, sem fazer um grande jogo, o FC Porto foi a única equipa que quis ganhar e devia ter ganho. De facto, durante os 90 minutos, o FC Porto criou 4 ou 5 oportunidades de golo flagrantes (contra zero do Moreirense), algumas das quais o mais difícil foi mesmo falhar.
Por exemplo, no lance em que o jogador do Moreirense corta a bola em cima da linha de golo, um Felipe mais rápido e determinado (a falta que um central como o “bicho” faz em jogos destes…) teria cabeceado a bola, nem que levasse um pontapé na cara e entrava ele, a bola e o jogador do Moreirense pela baliza dentro.
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| Estatísticas do Moreirense x FC Porto |
Mas, e é um grande MAS, o FCP deste jogo, principalmente o dos primeiros 60 minutos, esteve longe do melhor FCP desta época.
Onde estiveram os princípios de jogo que fizeram do FCP a melhor equipa deste campeonato?
Por onde andou a intensidade de jogo?
Por onde andou a pressão alta e a recuperação de bolas no meio campo adversário?
Por onde andou a tentativa de transições rápidas?
Eu olho para esta exibição do FC Porto e vi mais NES do que Sérgio Conceição.
Vi pouca intensidade e muita lateralização.
Vi um Herrera demasiado amarrado à posição 6, a tentar colmatar a ausência de Danilo. Um Herrera que, quando joga mais à frente, galga quilómetros jogo após jogo e é um box-to-box fundamental na pressão alta que a equipa faz… fazia.
E ao lado do Herrera, vi um Oliver que não tem cabedal para um jogo destes (passe o exagero, dava pela cintura daqueles dois médios todo o terreno do Moreirense).
Um Oliver que nunca regateou esforços, mas que é pouco efetivo a defender (o Herrera teve de defender por 2 ou 3).
Um Oliver que, em termos ofensivos, resulta muito bem no modelo de jogo de Lopetegui, mas não resulta num modelo de jogo de transição, que ataca a profundidade e explora as diagonais dos avançados.
Por isso, não surpreende nada que vários dos piores jogos do FCP esta época tenham sido com o Oliver a titular (FCP x Besiktas, FCP x Leixões, Moreirense x FCP são três exemplos).
E em Moreira de Cónegos vi um Oliver a titular, enquanto que Sérgio Oliveira, um jogador mais forte e muito mais vertical, só entrou a poucos minutos do fim.
Apesar de tudo isto, volto a sublinhar, o FCP podia e devia ter ganho este jogo, porque criou oportunidades mais do que suficientes para isso.
Mas, e é outro grande MAS, neste plantel não temos um finalizador do calibre de um Gomes, Mário Jardel ou Falcao.
Os avançados que temos – Aboubakar, Marega, Soares – são fortes fisicamente, potentes, mas nenhum é particularmente eficaz. Pelo contrário, normalmente, para marcarem um golo têm de falhar vários.
E para agravar a coisa, o Aboubakar está de rastos, o Marega com menos gás e o Soares pouco confiante (chiça, que o raio dos golos não aparecem).
Não é seguramente por acaso que, nos últimos 3 jogos e meio (315 minutos), o FCP apenas tenha marcado 1 golo… válido.
E isso leva-me a terminar como comecei, a falar da arbitragem, apresentando duas imagens (cujas linhas, de acordo com a geometria, foram traçadas por Pedro Bragança, do 'Baluarte Dragão') que valem mais do que mil palavras.
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| Golo anulado ao FC Porto por pretenso fora-de-jogo |
Após mais 2 pontos roub… perdidos, a Administração da FC Porto, Futebol SAD reagiu:
«A Administração da FC Porto, Futebol SAD solicitou ao presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol uma reunião com caráter de urgência para expor um conjunto de erros das equipas de arbitragem, cujo inaceitável acumulado de pontos subtraídos coloca em causa a verdade desportiva da Liga NOS.»
Não posso estar mais de acordo com o conteúdo e mensagem subjacente a este comunicado, o qual, perante a roub… infelicidade dos árbitros nos jogos do FC Porto, só peca por tardio.
Janeiro já lá vai e não deixa saudades. Para o resto desta Liga VAR, espero (desejo) uma Equipa do FC Porto de regresso aos seus princípios básicos de jogo e, já agora, que jogue as primeiras partes como jogou os últimos 10-15 minutos em Moreira de Cónegos.
Se assim for, não tenham dúvidas, o grito de revolta de Brahimi em Santa Maria da Feira será uma realidade em todos os jogos.
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
A crónica inadaptação que tantos pontos tem custado
Quem anda à chuva
sem guarda-chuva molha-se. Quem anda de guarda-chuva quando não chove, não se
molha mas o mais provável é que ganhe uma tendinite de pulso sem sentido. A
vida é um processo constante de adaptação. Há treinadores que têm muita
dificuldade em assumir essa realidade. Facilmente afirmam que cada jogo é um
jogo mas depois, na prática, quantas vezes não vimos repetir-se o mesmo guião
de uma equipa, jogando de uma mesma forma, se vê incapaz de superar rivais que
jogam de uma outra forma concreta? Não se trata nem de desenho táctico,
disposição de jogadores ou dos nomes dos futebolistas elegidos. Trata-se de
adaptar-se a uma realidade distinta da habitual e de procurar pontos favoráveis
para sair vencedor. Vila das Aves, Estoril (até ver) e Moreira de Cónegos
sairam mal todas pelo mesmo motivo e em alguns outros jogos o cenário podia ter
sido parecido (Santa Maria da Feira) porque o problema foi sempre o mesmo. Zero
adaptação.
Sérgio Conceição
tem feito milagres. É fácil esquecer isso quando levamos todo o ano à frente da
classificação mas ninguém, em Agosto, podia sequer sonhar com esse cenário. Era
dificil antecipar o pior ano do Benfica em largo periodo de tempo, um ano em
que só o Polvo lhes permite estar a dois pontos e não a doze. E era igualmente
dificil antecipar que o Sporitng, ainda que competitivo, fosse não aproveitar o
investimento realizado no mercado com dinheiro que ninguém sabe muito bem de
onde veio, tanto no que não teve de vender como no que acabou por contratar.
Face a essa realidade, e visto o plantel disponível, a liderança é um milagre e
Conceição o seu artifice. Nada a dizer a não ser aplaudir.
No entanto a
liderança lograda a partir de uma ideia de jogo muito concreta – que segue a
escola de Jorge Jesus ainda que, com o handicaap duplo de haver pior qualidade
individual da que este teve à disposição e a ausência do guarda-chuva arbitral
que deu tantas vitórias a esse -tem
esbarrado com dois problemas muito sérios. O primeiro, mais natural e evidente,
é o desgaste. Num plantel curto, onde jogam sempre os mesmos, é impossível em
Janeiro pressionar e recuperar o esférico com a mesma frescura que em Setembro
quando o modelo de jogo não assenta em descansar com a bola e sim na procura do
espaço.
Conceição começou
o ano com um verticalissimo 4-2-4 em que o meio campo exercicia uma tremenda
pressão sobre o rival, a dupla avançada roubava as primeiras bolas e a equipa,
recuperada a posse, verticalizava cada lance – seja pelas bandas laterais, seja
em passes em diagonal para as corridas de Aboubakar e Marega – e explorava, em
momentos de bloqueio, as bolas paradas (na Champions, onde há menos espaços,
foi um recursos fundamental). Esse modelo assentava nas caracteristicas muito
especiais de alguns jogadores – desde Danilo a Marega – e sobretudo no
entrosamento e estado de forma dos restantes. O Porto matava cedo os jogos e
esfolava depois, sem especular, levantando os fantasmas da NESificação
horizontal e temerosa que guardava o 1-0 como se fosse a virgindade de uma
donzela. Esse modelo, que Jesus implementou em Portugal com êxito – com ajuda
extra-desportiva de distintas naturezas – sempre encontrou um problema. Em
jogos em casa e contra rivais que saem a jogar haveria sempre forma de fazer o
modelo funcionar. Mas contra rivais que preferem estacionar o autocarro em
casa, em campos pequenos, relvados em más condições e onde o espaço não abunda,
os problemas da ideia de jogo eram evidentes. Jesus perdeu assim três
campeonatos – dois com o Benfica e um com o Sporting – cedendo empates em
deslocações onde a equipa era incapaz de fazer vingar o modelo, e ganhou outros
quantos quando os fieis amigos de negro vieram ao resgate para evitar
resultados mais embaraçosos. Resgaste que o FC Porto, já sabemos, não tem ao
seu serviço. Tanto não tem que começa sempre – ou devia – a pensar que o rival
já ganha por 1-0, seja por um golo mal anulado, um penalty por marcar ou uma
expulsão ou duas perdoadas pelo VARissimo de serviço. Nesse contexto, como
Vitor Pereira demonstrou, o FC Porto que era fiel ao 4-3-3, o modelo de jogo
que dominou quase vinte anos de futebol português, de 1996 a 2014, encontrava
melhores opções para esse cenário porque gerava maior controlo, maior jogo
interior e com ele encontrava forma de criar espaços onde este não existiam.
Essa é a
principal diferença e o principal problema da falta de adaptação de Conceição a
estes cenários. O seu Porto não procura criar o espaço, procura apenas explorar
o espaço. Se ele existe, o plano funciona, como tem sido evidente. Se não
existe, não há plano B mais do que se tem visto, cruzamentos laterais,
lançamentos bombeados para que o volume de homens gere o caos e do caos saiam
as oportunidades. Bolas para os avançados deixarem para o interior. Cruzamentos
que os extremos procuram surpreender ao segundo posto. Tudo sabendo que o rival
sempre vai ter a lógica vantagem númerica de quem defende com mais e com o
contorlo do espaço. Em nenhum momento se viu Conceição procurar outra coisa em
momentos de aperto e mesmo em Moreira de Cónegos quando decide mudar, em duas
ocasiões, o que faz primeiro é aplicar um 3-5-2 que dá as alas aos extremos mas
não gera nada de jogo interior porque se continua a insistir no cruzamento e na
segunda jogada; depois, ao lançar Sérgio Oliveira, não procurou gerar jogo
interior se não reforçar outro lançador de bolas altas. Em nenhum instante,
como nos restantes tropeções que geraram em empate, se tentou fazer “outra
coisa”. Que “outra coisa”?
É verdade que o
plantel do FC Porto tem pouco talento e, indismentivel, que a baixa de Danilo –
aliada à baixa de forma de outros jogadores chave (Aboubakar e Brahimi,
sobretudo) – não ajuda, mas ninguém pode dizer que não sabiamos ao que iamos. Em
lugar de insistir com um modelo que está em crise, Conceição devia ter
procurado gerar futebol mais apoiado, maior toque, maior procura dos espaços.
Provavelmente Oliver tenha feito o pior jogo em muito tempo mas não terá sido
mais porque o que se pedia de ele era contra-natura ao que pode dar? Não foi
Herrera desaproveitado como pivot quando é precisamente cubrindo todo o cambo
que faz com que a sua aportação resulte positiva? Não pedia ontem – e na Feira,
Aves ou Estoril – talvez um 4-3-3 que em posse se transformava, de facto num
2-1-4-3, com dois interiores gerando um fluxo constante de bolas interiores com
o apoio dos extremos (Oliver, Paulinho ou Herrera), para dois avançados
interiores (Marega/Aboubakar e Brahimi) e um avançado mais móvel (Soares)?
Sabendo que o rival não ia atacar e o campo era curto, porque não gerar superioridade
por dentro em vez de a procurar insistentemente por fora?
O problema não
são apenas os empates concedidos – a equipa continua invicta e gerou, em todos
esses jogos, oportunidades suficientes para ganhar (a fraca produção ofensiva
tendo em conta o volume gerado é outro dos grandes problemas deste Porto) e foi
prejudicado claramente em todos esses jogos – mas sim a sensação de que os
próximos duelos desta natureza resultem num cenário repetido já demasiadas
vezes. Conceição acertou em cheio com o plano A e potenciou muitos jogadores
para lá do seu nível mas em condições adversas as suas fraquezas ficam expostas
e o técnico parece não encontrar um antidoto, um plano B seja com outra forma
de jogar com os mesmos jogadores ou trocando cromos para procurar potenciar
outras situações. Se não for capaz de o fazer até Maio estes seguramente não
serão os últimos pontos fora concedidos. E seria um péssimo sinal que a
inadaptação fosse um dos condicionantes para vencer uma Liga a todos os títulos
merecida.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
SMS do dia
Olha o Porto a ganhar depois de estar a perder por 2-0. Eu não me lembro de uma reviravolta destas enquanto adepto do Porto.
O melhor que me lembro foi um empate a 2 bolas depois de estarmos a perder fora com o U. Madeira no início dos anos 90. Valeu-nos os 2 livres do Branco.
Os nossos jogadores não jogaram uma merda mas pelo menos merecem palmas porque suaram que se fartaram. Pelo menos isso.
O melhor que me lembro foi um empate a 2 bolas depois de estarmos a perder fora com o U. Madeira no início dos anos 90. Valeu-nos os 2 livres do Branco.
Os nossos jogadores não jogaram uma merda mas pelo menos merecem palmas porque suaram que se fartaram. Pelo menos isso.
sábado, 26 de setembro de 2015
Tal como em Kiev...
Empatar com o Moreirense é mau.
Empatar com o Moreirense, após estar duas vezes em vantagem no marcador, é péssimo.
Sofrer dois golos de uma equipa do nível deste Moreirense é inacreditável.
E, não haja dúvidas, o responsável Nº1 por aquilo que a equipa joga, ou deixa de jogar, durante os 90 minutos é sempre o treinador.
Dito isto, e independentemente do discutível onze inicial escolhido por Lopetegui para este Moreirense x FC Porto, a realidade é que os dragões chegaram à vantagem no marcador (0-1). E se é verdade que, nos primeiros 45 minutos, o FC Porto teve apenas três oportunidades de golo, o Moreirense não teve nenhuma! (e quase não conseguiu entrar na área do FC Porto)
| Maicon, de livre, marca o 1º golo do FC Porto em Moreira de Cónegos |
Mais. Na 2ª parte, após o Moreirense ter chegado ao 1-1 (no primeiro remate enquadrado com a baliza de Casillas) Lopetegui reagiu, mexeu bem na equipa e fez tudo o que podia/devia para ganhar em Moreira de Cónegos.
Assim, após ter sido obrigado a queimar uma substituição ainda na 1ª parte, devido à lesão de Brahimi, Lopetegui "meteu a carne toda no assador". Substituiu um médio (Herrera) por um extremo (Tello), passando Corona para o meio e a ter uma frente de ataque com quatro jogadores e, no último quarto de hora, arriscou tudo, substituindo um defesa central (Marcano) por um ponta-de-lança (Aboubakar).
E estas mudanças resultaram. A pressão do FC Porto sobre o Moreirense passou a ser asfixiante e a equipa chegou mesmo ao 2º golo, precisamente por Corona (que me parece render muito mais no meio, nas costas do ponta-de-lança, do que como extremo).
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| 2º golo do FC Porto em Moreira de Cónegos |
Contudo, depois de ter feito o mais difícil e obtido o 2-1 aos 79' (apenas dois minutos após Lopetegui ter esgotado as substituições), a equipa do FC Porto foi incapaz de segurar a vantagem.
Porquê?
Por várias razões, claro, entre as quais destaco:
1º) Nos últimos minutos, pareceu-me que vários jogadores do FC Porto (Danilo, Corona, Maxi, …) estavam exaustos, no limite da capacidade física e houve mesmo dois – Osvaldo e Maicon (o único defesa-central em campo após a saída de Marcano) – que terminaram o jogo ao pé coxinho.
2º) Tendo esgotado as substituições aos 77', para tentar chegar ao 2º golo, Julen Lopetegui já não pôde refrescar e reequilibrar a equipa defensivamente.
3º) Tal como em Kiev, a equipa sofreu o golo do empate nos últimos 5 minutos (período de descontos incluído) e, tal como em Kiev, esse golo foi marcado de cabeça na pequena área portista, também conhecida por área do guarda-redes…
Por falar em guarda-redes, o que fez Casillas nesse lance?
Tal como em Kiev, ficou em cima da linha de golo, à espera não se sabe bem de quê.
Em resumo, foram mais dois pontos perdidos de forma inglória, para não dizer idiota.
P.S. Excelente a execução de Maicon no 1º golo do FC Porto. Em apenas seis jornadas é o 2º golo que marca de livre direto.
P.S.2 Na 1ª parte, ficaram, pelo menos, dois cartões amarelos por mostrar a jogadores do Moreirense, o primeiro dos quais logo ao 6º minuto, numa entrada por trás de Cardozo a Danilo Pereira. Não por acaso (em vésperas de jogo para a Liga dos Campeões), o árbitro Vasco Santos permitiu aos jogadores do Moreirense uma agressividade defensiva sempre muito elevada ao longo de todo o jogo.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
No fim, as coisas nunca funcionam
Quer o FCP seja ou não campeão, e salvo uma grande reviravolta (daquelas que a nossa equipa nunca obtém), dificilmente Lopetegui estará por cá daqui a um ano.
Quando, no "11" hoje apresentado, sobram apenas 4 jogadores da época transacta e, ainda assim, parece que estamos a assistir ao Nacional X FCP ou ao Belenenses X FCP de 2014/15, fácil é descobrir o factor comum a mais um jogo sem qualquer atitude ou garra. Principalmente, e uma vez mais, nos primeiros 45 minutos, onde por qualquer razão obscura, o FCP teima em ter bola e mais bola e com ela fazer o mínimo dos mínimos ou mesmo abaixo disso.
Estes 75% de "posse" deveriam ser motivo de vergonha e não vangloriados.
E quando, por obrigação, finalmente acordamos para o jogo, o que é que invariavelmente sucede? Exactamente: os habituais erros defensivos.
Qualquer equipa lança o pânico na nossa retaguarda. Seja ela uma equipa com 2 golos e um empate em 5 jogos, como este fraco Moreirense, seja ela o Bayern Munique.
Tem pouco a ver com eles. O problema é mesmo nosso.
E quem realmente jogou alguma coisa esta noite?
Casillas parece querer dar razão à sentença de Mourinho: excelente debaixo dos postes, menos bom fora deles.
Danilo, Herrera e Tello são todos jogadores que se deveria ter grande reserva em utilizar.
O mexicano, então, é mesmo caso para chorarmos. Lopetegui, escudado na desculpa da "rotatividade", lá voltou a dar-lhe a enésima oportunidade. Descobrirá, demasiado tarde, que, tal como com Fabiano, andou enganado estes meses todos.
E, por falar nisso, que todos se conformem com a triste realidade: Quaresma era mesmo (ainda) o melhor de entre todos estes extremos. Novos e velhos.
Quando, no "11" hoje apresentado, sobram apenas 4 jogadores da época transacta e, ainda assim, parece que estamos a assistir ao Nacional X FCP ou ao Belenenses X FCP de 2014/15, fácil é descobrir o factor comum a mais um jogo sem qualquer atitude ou garra. Principalmente, e uma vez mais, nos primeiros 45 minutos, onde por qualquer razão obscura, o FCP teima em ter bola e mais bola e com ela fazer o mínimo dos mínimos ou mesmo abaixo disso.
Estes 75% de "posse" deveriam ser motivo de vergonha e não vangloriados.
E quando, por obrigação, finalmente acordamos para o jogo, o que é que invariavelmente sucede? Exactamente: os habituais erros defensivos.
Qualquer equipa lança o pânico na nossa retaguarda. Seja ela uma equipa com 2 golos e um empate em 5 jogos, como este fraco Moreirense, seja ela o Bayern Munique.
Tem pouco a ver com eles. O problema é mesmo nosso.
E quem realmente jogou alguma coisa esta noite?
Casillas parece querer dar razão à sentença de Mourinho: excelente debaixo dos postes, menos bom fora deles.
Danilo, Herrera e Tello são todos jogadores que se deveria ter grande reserva em utilizar.
O mexicano, então, é mesmo caso para chorarmos. Lopetegui, escudado na desculpa da "rotatividade", lá voltou a dar-lhe a enésima oportunidade. Descobrirá, demasiado tarde, que, tal como com Fabiano, andou enganado estes meses todos.
E, por falar nisso, que todos se conformem com a triste realidade: Quaresma era mesmo (ainda) o melhor de entre todos estes extremos. Novos e velhos.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
ROUBOS e MEDO
No final do Moreirense x SL Andor, João Pedro, autor do golo da equipa de Moreira de Cónegos, em declarações à Sport TV, desabafou e disse aquilo que todos viram (mesmo aqueles que fingem o contrário):
“É de realçar o trabalho da equipa de Moreirense. Fizemos um excelente jogo e ficou à vista que não nos deixaram fazer mais.
[está a falar da expulsão do André Simões?] Estou a falar, antes de mais, do primeiro golo. Nem canto é, e depois há falta clara sobre o André Simões. E depois foi o que se viu.
[sobre a expulsão de André Simões] Não sei o que aconteceu, mas se fosse ao contrário se calhar não era nada.
O Moreirense, tanto na primeira volta [no estádio da Luz] como agora, esteve na frente do marcador. Onze contra onze já é difícil e dez contra onze ainda mais. E só assim é que o Benfica ganhou.”
Se os jogadores do Moreirense não tiveram pejo em dizer o que lhes ia na alma, o mesmo não fez o seu treinador. De facto, na conferência de imprensa, embora respondendo às perguntas dos jornalistas e comentando, quase a contragosto, algumas das decisões polémicas do árbitro Jorge Ferreira (vamos chamar “decisões polémicas” ao colinho dado ao SL Andor), Miguel Leal foi muito cordato e prudente na forma como falou da arbitragem.
“Entrei em campo para segurar os meus jogadores. Não falei nada com o árbitro. Só queria acalmar os meus atletas. Sei que vou ter jogos do meu campeonato e vi alguma tensão e tentei evitar mais alguma expulsão. Já estamos fragilizados.
Não vou falar da arbitragem. É verdade que o jogo foi decidido no primeiro golo [do Benfica] que não era canto e era amarelo para o jogador. Mas não vou entrar por aí. A minha preocupação foi sempre acalmar os meus jogadores. Aqui, o bom senso tem que imperar por parte do árbitro. Devia perceber o momento que estava a acontecer e as intenções das pessoas. (…)
[sobre a expulsão de André Simões] Ele de facto disse qualquer coisa ao árbitro mas o que ele disse quase todos os jogadores dizem. É preciso avaliar as situações. Ele não falou com o árbitro. Teve um desabafo. Tenho a certeza que noutras situações os jogadores do Benfica também o fizeram.”
Já não é a primeira vez que, após serem espoliados de pontos por arbitragens “habilidosas”, vemos os treinadores das equipas adversárias do SL Andor a não reagirem, ou então a fazê-lo de uma forma muito contida, quase a pedirem desculpa por o estarem a fazer.
Miguel Leal (Moreirense), Bruno Ribeiro (Vitória Setúbal), José Mota (Gil Vicente), Manuel Machado (Nacional), José Couceiro (Estoril) e Petit (Boavista), são exemplos, que me lembro, de treinadores que reagiram a medo, falando baixinho, de modo a evitar que, quer os árbitros, quer o clube do regime, ficassem zangados por eles usarem o direito à indignação e darem voz a justos protestos.
E MEDO é a palavra certa porque, sendo treinadores de equipas pequenas, precisam de estar nas boas graças do novo “Papa” (é Bruno de Carvalho quem o diz) e, principalmente, porque não querem ficar na lista negra da classe dos associados da APAF.
Aliás, o MEDO de dizer a verdade, denunciar a ROUBALHEIRA e chamar “os bois pelos nomes”, não afecta apenas treinadores de equipas pequenas. Basta ver a forma titubeante como reagem os comentadores da SportTv aos lances polémicos que envolvem o SL Andor, ou mesmo alguns ex-árbitros, que não querem perder o “tacho” de comentadores de arbitragens nas televisões do regime.
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| Tribunal de O JOGO referente ao Moreirense x SL Benfica |
Toda a gente vê, toda a gente sabe mas, no final do campeonato, não faltarão desavergonhados a tecerem loas ao título conquistado pelo SL Andor, mesmo sabendo que é o título mais fraudulento desde que todos os jogos passaram a ser transmitidos pela televisão.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
Filme “A Fraude”: Take 22
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| Jorge Ferreira rodeado por jogadores do Moreirense (foto: LUSA / Estela Silva) |
«O Benfica superou um dos testes mais difíceis fora do seu Estádio da Luz. E superou-o sem nota artística, como seria de esperar, deixando o Moreirense com fortes queixas em relação à equipa de arbitragem.
A equipa de Jorge Jesus foi surpreendida por um golo de João Pedro após um intenso cerco à baliza de Marafona. Acusou a desvantagem sem perder o Norte e beneficiou de erros alheios para regressar a casa com um sorriso. (…)
Uma hora de jogo. O Benfica acaba de empatar num pontapé de canto inexistente. Elízio esticara a perna e Salvio caíra na área. Fica o pormenor: o brasileiro não tocou certamente na bola. Nem parece derrubar o argentino. Na sequência do canto apontado por Pizzi, Luisão anulou a desvantagem. O caldo entornaria logo depois. Insatisfeitos com a situação, os jogadores do Moreirense excederam-se nos protestos, segundo Jorge Ferreira. O árbitro do encontro mostrou o cartão vermelho direto a André Simões, semeando a confusão. Jorge Jesus e Miguel Leal surgem entre os que entram em campo e recebem igualmente ordem de expulsão. Muito feio.
Houve então o jogo até esse momento e outro a partir daí. O Benfica, impulsionado pelo golo do empate e em vantagem numérica, pressionou em busca do segundo e ele chegou em poucos minutos. (…)
O Moreirense reclamou ainda uma grande penalidade, na resposta, em duelo entre Eliseu e Danielson na área do Benfica. Ficam dúvidas.»
Este texto foi escrito pelo jornalista Vítor Hugo Alvarenga e é parte da crónica do Moreirense x SL Andor de hoje, publicada no Maisfutebol.
Ao texto anterior, por si só bastante elucidativo, eu apenas acrescentaria o seguinte:
1) Quando, ao minuto 57, Salvio entrou na área do Moreirense e se atirou para a piscina é notório que o jogador do Moreirense não faz falta e muito menos toca na bola. O árbitro, em vez de mostrar um cartão amarelo ao extremo do SL Andor (por simulação grosseira), assinalou canto (!!!), do qual nasceu o golo do empate (sim, com quase uma hora de jogo, o SL Andor não conseguia superiorizar-se e estava a perder 0-1).
2) Perante um erro de arbitragem, o qual esteve na origem do 1º golo dos encarnados, é natural que os jogadores do Moreirense fiquem muito chateados e desabafem com o árbitro. Foi, provavelmente, o que fez André Simões, dando ao árbitro o pretexto necessário para o expulsar (cartão vermelho directo!!!) e assim, num espaço de três minutos, dar o 2º e decisivo golpe na resistência da equipa de Moreira de Cónegos. Parabéns!
3) O árbitro deste Moreirense x SL Andor, o senhor Jorge Ferreira, é o mesmo que arbitrou o FC Porto x Boavista e que, aos 25’, expulsou Maicon também com um vermelho direto, obrigando os dragões a jogar com menos um durante 65 minutos! Parabéns!
P.S. Após o final deste Moreirense x SL Andor, troquei algumas impressões, por correio eletrónico, com alguns amigos portistas. Ninguém se recorda de um campeonato, em que a ROUBALHEIRA tenha sido tão sistemática, sempre a favor do mesmo clube e atingido a dimensão daquilo a que estamos a assistir esta época. Eu vejo futebol há cerca de 40 anos e não me lembro de nada comparável.
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sábado, 7 de fevereiro de 2015
Jackson quebrou o gelo
A temperatura a que se disputou o jogo de hoje em Moreira de Cónegos foi muito baixa – à hora de início (20:15) era de 3 graus Celsius.
O jogo foi disputado num relvado bem tratado, mas que tem apenas 64 metros de largura (menos 4 metros que o relvado do Estádio do Dragão, o que significa menos 420 m2 de área jogável).
Perante isto, o FC Porto fez um jogo sério, marcou dois golos e ganhou de forma inquestionável.
Após um penalty claro, sobre Maicon, que Carlos Xistra “não viu” (aos 13')…
Após um canto marcado por Quaresma, que levou a bola a “beijar” a trave (aos 17')…
Jackson (aos 28'), após um passe espectacular de Herrera, quebrou o gelo e quebrou a resistência da fragilizada, mas bem organizada, equipa treinada por Miguel Leal.
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| Jackson marcou em Moreira de Cónegos o golo 5000 do FC Porto |
A partir daí, os dragões foram controlando o jogo e, ao minuto 59, após mais uma assistência de Herrera (quantos golos e quantas assistências é que o “manco” do Herrera já leva esta época?), Casemiro (outro “patinho feio”) marcou o 2º golo (0-2) e praticamente matou o jogo.
De resto, contra as previsões, Lopetegui repetiu o mesmo onze do último jogo (FC Porto x Paços Ferreira), naquilo que parece ser uma mensagem para Martins Indi e Brahimi.
Embora, perante as exibições de Tello (vale a pena rever a forma patética como, ao minuto 62, o extremo emprestado pelo Barça se embrulhou com a bola e foi incapaz de marcar, rematar ou sequer passar a colegas que estavam completamente isolados), muito mal terá de estar Brahimi para não substituir Tello no onze inicial já no próximo jogo.
O que continua a ser um dos aspetos negativos desta equipa, é o (des)aproveitamento das bolas paradas.
No jogo de hoje, tendo conquistado 10 cantos e uma meia-dúzia de livres perto da área do Moreirense, o FC Porto voltou a denotar, mais até do que uma ineficácia total, uma grande incapacidade em criar perigo neste tipo de lances. Neste aspecto, algo tem que mudar, porque há jogos em que as bolas paradas definem o resultado.
E agora, depois da missão cumprida na gélida Moreira de Cónegos, resta esperar pelo “escaldante” derby de Lisboa.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013
senhor Bruno, dá licença?
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| (O JOGO, 12-07-2013) |
Alguém me explica o que é que o FC Porto fez de ilícito, ou incorrecto, na contratação de Ghilas?
Por acaso, o FC Porto é parte integrante dos acordos verbais, ou escritos (pelos vistos mal feitos), entre o Moreirense e o sporting?
Que eu saiba, o FC Porto negociou com quem tinha de negociar – o clube que era detentor do passe (Moreirense) –, o qual não colocou qualquer objeção e, em paralelo, chegou a acordo com o jogador.
Às tantas, será que o FC Porto também tinha de pedir licença ao senhor Bruno? Por alma de quem?...
domingo, 21 de novembro de 2010
Só com um pau de marmeleiro
A deslocação de hoje do FC Porto ao Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, fez-me recordar um episódio de há oito anos atrás, num jogo Moreirense x slb da época 2002/03. O desafio foi arbitrado por João Ferreira e no final o treinador do Moreirense – Manuel Machado – fez umas declarações que ficaram para a história:
"Estou chateado com a arbitragem? Não. É com o nó da gravata. Tenho aqui – levou a mão ao pescoço – uma coisa a sufocar-me... Custa muito perder assim, mas se disser aquilo que me vai na alma, fico com o salário hipotecado até ao fim da época. Coisas como as que aconteceram nesta partida, só se resolvem com pau de marmeleiro. Tenho que dizer coisas bonitas. Sou treinador do Moreirense e não tenho dinheiro para pagar multas. O que interessa é que o Benfica vai à frente e, se calhar, vai continuar até ao fim. Mas eu, se fosse benfiquista, saía daqui frustrado. Não é justo ganhar assim ao Moreirense"
Só para termos uma ideia do escândalo que foi esta arbitragem de João Ferreira (filiado na A. F. Setúbal), até a BOLA e o RECORD não puderam esconder o que se tinha passado.
Escrevia A BOLA, na edição de 15/09/2002: «o resultado do jogo, infelizmente, tem marca sua. Ao Moreirense assiste razão para lamentar esta prestação do árbitro de Setúbal».
Já João Cartaxana, no RECORD de 15/09/2002, escrevia o seguinte: «As coisas estavam difíceis para o Benfica quando João Ferreira, por indicação do seu auxiliar António Godinho, assinala "penalty" contra o Moreirense. Um equívoco que se revelou decisivo na viragem do jogo. O Benfica fez o 2-2 e o Moreirense ficou reduzido a dez unidades.»
Mesmo com ajudas destas, o slb acabaria por ser ultrapassado pela máquina azul-e-branca de jogar futebol construída por José Mourinho a qual, na época 2002/03, ganhou o Campeonato, a Taça de Portugal, a Taça UEFA e encantou a Europa do futebol.
Mas, escusado será dizer que, depois deste jogo, disputado em 14/09/2002, o oficial do exército João Francisco Lopes Ferreira atingiu o zénite da sua carreira como árbitro.
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