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sexta-feira, 20 de abril de 2012

O avançado que não estava lá

Ontem à noite estive no Vicente Calderon a ver a meia-final da Europe League entre o Atlético de Madrid e o Valência. Havia um tal de Radamel Falcao no relvado. Acho que durante largos minutos ignorei o jogo para fixar-me neste avançado que alguns daqui devem reconhecer. Os golos, principalmente o segundo, maradoniano, já devem ter visto nos resumos. Mas é o que não se vê, o trabalho de desgaste da defesa, o poder de associação com uma linha de três atrás, o saber táctico e a forma como sempre soube ler bem o jogo que me conquistaram. Poderia ter sido a primeira vez que via este jogador. Se assim fosse já estaria a encher de sms os meus amigos portistas com um "temos de contratar este gajo".


Mas Falcao foi nosso. 
Durante pouco tempo, mas foi. E, exceptuando a veia goleadora de Mário Jardel, para mim foi o melhor ponta-de-lança que o FC Porto teve desde os dias de Fernando Gomes. Não tenho a menor dúvida. O ano passado foi fundamental para vencer a Europe League e mesmo na Liga, onde esteve alguns meses ausente por problemas físicos, foi peça nuclear da equipa que o AVB resgatou da depressão jesualdiana. 
O FC Porto supostamente vendeu aquele que é o melhor avançado do Mundo - não conto Messi e Ronaldo nesta demarcação apesar da veia goleadora de ambos - por uns 40 milhões de euros muito mal explicados. 40 milhões mais Ruben Micael, que depois eram 36 milhões, 38 milhões e que, na realidade, ainda nem 5 milhões parecem ter entrado nos nossos cofres. Uma situação que levou à falta de liquidez para pagar o que tínhamos de ter pago pelo Danilo e Alex Sandro ao Santos (e que nos levou a ter de esperar até Janeiro por um, enviando Fucile também para apaziguar as hostes) e por Defour e Mangala ao Standard Liege. Uma situação a que não me recordo que alguém tenha levado esta SAD e que estávamos habituados a ver só a sul do Mondego.
O Atlético de Madrid é um clube que paga mal e nunca a horas e os dirigentes da SAD deviam sabê-lo. Também deviam saber que Radamel Falcao é um jogador do outro mundo, que 40 milhões é um valor de mercado real sempre e quando o dinheiro chegue realmente e sem contrapartidas. 

Enganaram-se.
Não só deixaram este avançado sair no final do defeso, como não garantiram que o dinheiro entrava a tempo de ir ao mercado, fosse em Agosto fosse em Janeiro, para substitui-lo. E a verdade é que Falcao é insubstituível. É um dos melhores do Mundo, muito mais importante na sua função goleadora do que pode ser Hulk como falso extremo, Moutinho como médio de criação ou Alvaro Pereira como lateral esquerdo. O clube optou por regatear o "Palito", ignorar as ofertas da Premier por Moutinho e declarar Hulk como insubstituível. Provavelmente seremos campeões nacionais com essa politica. Mas os adeptos têm memória e saberão sempre que este titulo, a ser ganho, foi um "ai jesus" escusado e que nos palcos europeus perdemos uma boa oportunidade de, pelo menos, igualar a performance do Benfica na Champions League.
Desde o primeiro dia faltou-nos um ponta-de-lança capaz de matar os jogos mais difíceis, em Chipre, na Rússia e com o City. As oportunidades estiveram lá, como no ano passado, mas não havia Radamel para rematar. Nem Kleber, nem Janko nem sequer o sul-americano que se segue para a próxima época seriam capazes de fazer a diferença como ele. Vítor Pereira não teve a culpa de perder um jogador que para o Porto representava o mesmo que Messi para o Barcelona e Ronaldo para o Real Madrid. E ainda por cima, sem ter um substituto digno desse nome. A SAD preferiu sanear as contas com números que são fictícios porque os cofres continuam vazios.


É uma postura. Mas não é a única. Ontem no Calderon 50 mil colchoneros gritaram o nome do avançado que, provavelmente, os pode levar a vencer a segunda prova europeia em três anos. A segunda consecutiva do colombiano. Jogadores assim não se podem perder, apesar da nossa sina de clube grande em liga pequena. Mas se temos de o ver triunfar num clube mediano lá fora, pelo menos que alguém na SAD nos mostre que valeu a pena. Mas não valeu e todos sabemos isso. Vender Falcao como o vendemos podia ter sido um grande negócio financeiro e um erro desportivo. Cada vez mais parece que foi um erro a dobrar. Lamentavelmente! 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Negócios do mercado de Inverno


(clicar para ampliar)


Assim de repente, penso que faltam nesta lista alguns nomes das contratações de Inverno feitas nos últimos anos (de 2006/07 a 2009/10). Não me lembro é de quais...

Infografia: record.pt