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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

slb e scp "apostam" na canoagem...

Uma medalha estilo licenciatura Relvas


(clicar na imagem para a ampliar)


"O Sporting propôs ao Emanuel um contrato de 800 euros mensais para os próximos quatro anos. Nós, como clube formador, não podemos competir com eles, mesmo depois de termos tentado recorrer a alguns patrocinadores. O Sporting não lhe ofereceu sequer o material náutico; nem uma pagaia"
Horácio Lima, presidente do Clube Náutico do Prado


800 euros por mês? Ficou baratinho, aos viscondes de Alvalade, a "compra" de uma medalha olímpica...

Nota: Voltarei a esta asquerosa disputa entre o slb e o scp na "compra" de prováveis medalhas olímpicas. É um tema que está longe de estar esgotado.

P.S. Vá lá saber-se porquê, mas nos vídeos seguintes não aparece o Godinho Lopes, nem pessoas com camisolas ou bandeiras do scp. Este Mundo é muito injusto...




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma medalha estilo licenciatura Relvas


«A história desta medalha começou há 22 anos. À frente de um punhado de jovens decidimos aproveitar as águas do Rio Lima e fazer dos desportos náuticos uma alternativa à popularidade do futebol. Começamos por carregar às costas, todos os dias, as canoas armazenadas num pequeno coberto degradado, a mais de cem metros do rio. Chuveiro não havia; ginásio nem pensar. Todos ajudavam e assim começamos a lutar para conseguir algo mais digno e ter mais tempo para continuar a estudar. O estudo foi sempre uma prioridade, para que os pais acreditassem no projecto e deixassem os filhos comparecer aos treinos e provas. Tivemos sorte ao encontrar um presidente de câmara que via mais que o futebol e respondeu ao nosso desafio de construir um centro náutico com o mínimo de espaço e dignidade. Fez-se com o dinheiro do município, mas também com o esforço e disciplina dos atletas e dos sócios, que foram fazendo crescer o Clube Náutico de Ponte de Lima. Infelizmente, ainda temos de esperar todos os anos por uma autorização para desassorear a zona do rio onde temos a pista de reino. Se nos querem dar um prémio, deixem-nos tirar essa areia com responsabilidade, já que o município nos está a dar outro, com a ampliação das instalações.
O Fernando Pimenta é um dos resultados desse trabalho de equipa, dessa família unida no esforço, na derrota e no triunfo. Quando a bandeira portuguesa foi hasteada, senti que tinha realizado o meu maior sonho. As lágrimas que soltei em Londres são o reflexo dessa alegria e da satisfação do dever cumprido. Dedico esta alegria aos meus alunos e atletas e a todos os que sonharam comigo.»
Hélio Lucas, treinador de Fernando Pimenta
in O Jogo, 09/08/2012


«Confirmando o nosso empenhamento em manter as modalidades como símbolo de um passado com história e sucesso, o Sporting apostou em mais esta modalidade, a canoagem, demonstrando Emanuel Silva a força do acreditar no Sporting e em si próprios»
Godinho Lopes, presidente do SCP, em nota publicada no site oficial do clube



Ao contrário do Clube Náutico de Ponte de Lima, a história da "medalha sportinguista" na canoagem começou há pouco mais de sete meses. Em finais de Dezembro de 2011, os atuais dirigentes do SCP, homens de grande visão, decidiram "apostar forte" na canoagem. Mas, possivelmente inspirados pelo modo como alguns governantes obtiveram a respectiva licenciatura, decidiram que a "aposta" na canoagem teria de ser feita com pouco esforço (a velha frase do "esforço, dedicação e glória", está visto, é uma grande treta) e, em ano de Jogos Olímpicos, era preciso algo que tivesse um retorno imediato, para mostrar aos orgulhosos sócios e para demonstrar ao país um clube cheio de "modalidades como símbolo de um passado com história e sucesso".
Ora, se bem o pensaram, melhor o fizeram e, vai daí, acenaram com uns bons euros ao minhoto Emanuel Silva, o qual, naturalmente, trocou o seu clube de sempre, o modesto, mas honrado, Clube Náutico do Prado (um dos clubes históricos da canoagem portuguesa), pelos endinheirados "abutres" de Alvalade.

Contudo, e para quem não sabe, esta fantástica "aposta" do SCP na Canoagem é feita sem ter formação, sem ter atletas, sem ter treinadores, sem equipamentos, sem canoas, sem remos... nada! Acho que nem uma piscina têm...
O que não lhes falta, pelo menos ao presidente, é experiência em paquetes e uma lata descomunal para virem reivindicar louros por esta medalha olímpica.
Shame on you!

Nota: Voltarei a este tema, porque o comportamento miserável do SCP e as declarações desenvergonhadas do seu presidente, neste e no caso de idêntica "aposta" no Remo, a isso obrigam.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As Olimpíadas do nosso escrete

Arrancam hoje os Jogos Olímpicos. Portugal não está presente mas o FC Porto está muito bem representado. Ironicamente, os dragões são o clube (empatado com o Santos) com mais jogadores no plantel de uma das máximas favoritas à medalha de ouro olímpica, a selecção brasileira.

Historicamente o FC Porto sempre esteve ligado ao mercado brasileiro.
É um fenómeno antigo, muito mais antigo que os contentores de empresários, a lei Bosman e o 25 de Abril. Se o Benfica só depois da Revolução dos Cravos contratou o primeiro jogador brasileiro e o Sporting cedeu ao charme do país do samba nos anos 60, nós sempre tivemos uma especial predilecção pelos artistas brasileiros. Lembro-me, de repente, de Jaburú, (e perdoem-me se me esqueço de alguém antes da sua chegada à Invicta), decisivo na conquista do titulo com outro brasileiro, Dorival Yustrich. Marcou 21 golos nessa época ao lado de Hernâni e Teixeira. Mas há mais, muitos mais. Com uma particularidade: eram desconhecidos para o público brasileiro.

O FC Porto especializou-se a comprar bom, bonito e barato no mercado sul-americano ou a descobrir jogadores brasileiros a actuar na Europa e relegados para segundo plano. Passou com Juary e o Inter, com Aloisio e o Barcelona, por exemplo. Jogadores que para os brasileiros raramente eram dignos de vestir a camisola da selecção mais respeitada da história. Nem Mário Jardel (que foi internacional três vezes), nem Artur, nem Doriva, nem Emerson, nem Deco - que preferiu jogar por Portugal quando percebeu que no Brasil ninguém o queria - eram jogadores respeitados entre a imprensa e o público brasileiro. Por isso ter um internacional brasileiro era, para os adeptos portistas, quase uma utopia (salvo o caso de Branco talvez). Uma miragem. Vendiam-nos a ideia de que os nossos eram bons, mas não bons suficientes.
Quem tinha olhos para ver sabia que não era verdade, mas os números estão aí.

E agora, de repente, o FCP tem três internacionais olímpicos do "escrete". O que mudou?



Por um lado é evidente que o Brasil dos últimos largos anos há muito que deixou de ser o Brasil do passado. É uma selecção de alto nível mas sem essa aura de invencibilidade e grandeza a que nos tinha habituados. Uma selecção sem referências claras, indecisa ainda sobre o destino dos seus melhores jogadores, miúdos como Neymar, Paulo Henrique, Óscar, Lucas Moura, Lucas Piazón..., e que tem a pressão de brilhar no próximo Mundial, disputado, 64 anos depois, em casa. Nesse contexto, essencialmente de transição, há muito espaço para juventude. E o mercado jovem foi sempre uma das nossas especialidades. Aconteceu com Anderson, em 2005. E agora com Alex Sandro e Danilo.
O FC Porto deixou de comprar jogadores baratas de perfil baixo, independentemente da idade, para passar a comprar jogadores jovens com progressão evidente e valor de mercado futuro apetecível. É evidente que os dois jogadores contratados ao Santos estão no Dragão por uma ou duas épocas, como sucedeu com Anderson. Eles sabem isso, o clube sabe isso e os adeptos, acredito, também. Mas enquanto estão no Porto e vestem a camisola brasileira trazem ao FC Porto mais do que dinheiro (pago pela CBF). Trazem prestígio.
Ser o clube europeu com mais jogadores na canarinha é algo que, ainda hoje, gera entusiasmo e faz mexer agentes, jornalistas e adeptos dos quatro cantos do Mundo. Esse é o momento em que o FC Porto tem de saber capitalizar bem o seu investimento até porque, ao contrário dos jogadores de outras épocas, estes foram pagos a preço de ouro.

Por outro lado,  há Hulk.
O brasileiro chegou como mais um dessa velha escola, descoberto numa liga obscura e transformado em referência do projecto FC Porto por mérito próprio. Ao contrário de Danilo e Alex Sandro que já eram internacionais antes de chegar ao Porto, o avançado de 26 anos conquistou um lugar na expedição como um dos três maiores de 23 anos (os outros são Marcelo, do Real Madrid, e Thiago Silva, do PSG) graças ao seu valor. Não é fácil que um jogador vindo do nada que joga num clube como o FC Porto conseguir entrar na elite. Hulk fê-lo e está aí, a disputar o ouro olímpico, porque merece. Para o clube é uma óptima noticia porque o seu passe, já valorizado pelas últimas épocas (apesar de ter-mos cometido o erro de deixar grande parte da sua percentagem valorizar-se antes de ser nossa), valerá seguramente mais uns milhões no fim de um torneio visto em todo o Mundo e disputado precisamente no país que mais parece atraido pelo seu estilo de jogo.

Hulk pode não ser o melhor jogador da esquadra canarinha, nem sequer o melhor jogador do torneio. Mas foi uma grande descoberta da directiva do clube, é um jogador acarinhado pelos adeptos, injustiçado pelas instituições do futebol português e, vindo do nada, contra tudo e contra todos, aí está. Se a mim o sucesso de Danilo e Alex Sandro diz-me pouco, sinceramente espero que o Brasil realize uma grande Olimpíada e que Hulk possa celebrar, no palco olímpico, com a mesma alegria com que o vi a calar a Luz.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Paga e não bufa


«Os Dragões Hulk, Danilo e Alex Sandro foram convocados esta quinta-feira para representar a selecção brasileira no Torneio Olímpico de futebol. O “Incrível” é um dos três jogadores com mais de 23 anos a ser chamado pelo treinador Mano Menezes. O FC Porto é o clube estrangeiro que fornece mais atletas à equipa “canarinha”, sendo apenas igualado pelos brasileiros do Santos.
A selecção brasileira começa a trabalhar no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira, permanecendo em estágio até 16 de Julho. Viaja depois para Londres, estreando-se frente ao Egipto, a 26 de Julho. O torneio de futebol masculino vai ser disputado entre 25 de Julho e 11 de Agosto»
in www.fcporto.pt


A convocação de Danilo e Alex Sandro era previsível e a de Hulk é tudo menos surpreendente. Isto significa que, para além de não fazerem a pré-temporada, estes jogadores só irão estar disponíveis para treinar no clube que lhes paga, mais de três meses (!) após o final do último campeonato.


Perante este facto, e sabendo-se da vontade do jogador em sair para um campeonato mais mediático, se nas próximas semanas surgir uma proposta financeiramente aliciante pelo passe de Hulk (o valor recorde da transferência de Falcao é a referência), penso que esta será mais uma razão para a FC Porto SAD a aceitar.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A caminho dos Jogos Olímpicos

«Os portistas Danilo, Alex Sandro e Hulk integram a convocatória da seleção brasileira, para os particulares com Dinamarca (26 de maio), Estados Unidos (30 de maio), México (3 de junho) e Argentina (9 de junho).
A lista é constituída essencialmente por jogadores abaixo dos 23 anos, uma vez que os jogos vão servir também de preparação para os Jogos Olímpicos. Mano Menezes pode ter apenas três jogadores mais velhos na competição, e agora convocou seis: David Luiz, Thiago Silva, Jefferson, Daniel Alves, Marcelo e Hulk.»
Maisfutebol, 11/05/2012


A confirmar-se a convocatória de Danilo, Alex Sandro e Hulk para os Jogos Olímpicos (os dois primeiros são quase certos), lá se vai a pré-temporada da época 2012/13. E, para piorar a coisa, o Brasil é um dos favoritos à medalha de ouro na modalidade Futebol, cuja final será disputada no dia 11 de Agosto.



(calendário do Futebol nos Jogos Olímpicos de Londres)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Os nossos olímpicos - IV

E a participação azul e branca nos jogos acabou.


Pode-se dizer que começou bem melhor do que acabou, com o 40º lugar do Augusto Cardoso nos 50 Km Marcha, um lugar bem longe dos ambicionados 16 primeiros e com um tempo também longe da melhor marca pessoal (+15 minutos).

As declarações dele no final: "Eu trabalho oito horas por dia e depois treino. Pinto gruas e a minha empresa deixou-me treinar para estes jogos. Pagou-me dois meses de ordenado para eu ir fazer estágio e eu queria-lhes agradecer. Se eu estou aqui é graças a eles", mostram bem que existem dois mundos no desporto português.

Parabéns!




Fotos: Record

Memórias olímpicas

Esta coisa das expectativas goradas, dos Portugueses, nos jogos olímpicos é coisa velha mas de 4 em 4 anos parece que é sempre pior desta vez. Desde os "laqueios psicológicos" do Fernando Mamede que me lembro destas polémicas, mas para as cores azuis e branca o mais marcante de todos foi protagonizado em Seul - 1988.

Eram os anos dourados do meio-fundo Português, e havia um homem que vestia de azul e branco, José Regalo de seu nome, que dominou toda uma época de 5000 - ganhou os mais importantes 'meetings' europeus e a final do Grande Prémio da IAAF.


Partiu para Seul como o maior candidato ao ouro nos 5000, mas já em Seul rebentou a bomba: ele, o António Pinto e mais alguns atletas do atletismo do FC Porto assinaram pelo ben7ica.

E tudo começou por causa de um jogador do Guimarães, um tal de Ademir que ficou depois conhecido por Ademir Alcântara, que estava a ser pretendido pelo FC Porto e pelos encarnados, e se havia um acordo de "cavalheiros" entre os clubes, ele começou aí a ser quebrado, continuou com a contratação da equipa de atletismo rumo ao sul e acabou na contratação do Rui Águas e do Dito rumo ao norte. O tal de Ademir acabou também por rumar ao sul, mas tal como já tinha acontecido uns anos antes com a novela Sousa/Pacheco vs Futre, acabou o FC Porto a retirar o maior proveito desportivo destas disputas.

Mas voltando ao José Regalo, se partiu para Seul com o apoio portista, esse apoio esfumou-se pela "traição", e acabou aí a sua carreira (embora ainda tenha corrido mais 13 anos).

Nas meias finais dos 5000 a 4 voltas do fim embrulhou-se com outros atletas e ficou sem a sapatilha, continuou a corrida, apurou-se no último lugar, mas acabou com o pé queimado pelo tartan.

Na final acabaria por desistir, e embora tivesse a "desculpa" do pé queimado, sempre afirmou que pior que o pé estava o físico e a mente: "Foi, realmente, uma grande decepção. Mas continuo a afirmar hoje o que disse na altura. Não há desculpas a dar. O problema no pé pode ter prejudicado um pouco mas o determinante foi o cansaço físico e psicológico com que cheguei à final olímpica"

A partir daí foram 13 anos de lesões, tendões de Aquiles, roturas, contraturas, operações e coisas que tais, é caso para dizer que o Delane Vieira deve ter feito um bom trabalho ;-)

sábado, 16 de agosto de 2008

Os nossos olímpicos - III


Sandra Tavares

Pedia-se um recorde pessoal ou até o recorde nacional, nem um nem outro, mas é um daqueles casos em que o lema "o que conta é participar" tem todo o significado. De quem confirmou a presença em Pequim mesmo à última hora, e muito por força da lesão da irmã e principal rival, não se podia obviamente esperar muito mais, a não ser que desse o seu melhor e o fizesse com raça, alegria e orgulho (e já agora que no fim não se lamentasse por não estar na caminha).

Só o facto de estar no mesmo estádio e no mesmo dia em que o Usain Bolt faz a mais fantástica prova de 100m de que há memória é motivo de inveja. E eu a pensar que após a corrida de Seul que o drogado do Ben Johnson ganhou, nunca mais me ia entusiasmar com os 100m e admirar o seu vencedor - por isso Ó Usain! é bom que te fiques pelo Centrum.

Foto: Record

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

De “menina prodígio” a melhor atleta portuguesa de sempre

Atlanta, 2 de Agosto de 1996, Final dos 10 mil metros.

Ao entrar para a última das 25 voltas ao estádio olímpico, Fernanda Ribeiro tinha 20 metros de atraso em relação à chinesa Wang Junxia (recordista mundial da distância). O sonho do ouro olímpico parecia perdido, mas os últimos 200 metros da Fernanda foram absolutamente extraordinários e na recta final ultrapassou a “chinesa voadora” conquistando a medalha de ouro com o tempo de 31:01.63 (bateu o recorde olímpico e nacional).

No final da prova Fernanda diria: "Tinha prometido que lutaria até cair para o lado, só me faltou acabar de gatas. A partir do terceiro quilómetro comecei a sentir dores no tendão de Aquiles, cerrei os dentes, sofri, mas eu, pelo sonho de ser campeã olímpica, estava preparada para ir até... morrer! Só apanhei um pequeno susto quando vi a Wang, a chinesa do sangue de tartaruga, a isolar-se, a 400 metros do final. Mas nessa altura pensei que ainda não estava vencida...foi quando pensei na promessa de ir a Fátima a pé."

Em Atlanta, Fernanda Ribeiro fechou um ciclo de ouro até hoje inigualável por qualquer outro atleta português: Campeã Europeia em 1994 (Helsínquia), Mundial em 1995 (Gotemburgo) e Olímpica dos 10 mil metros.

Quatro anos depois, a 30 de Setembro de 2000, nas Olimpíadas de Sydney, Fernanda Ribeiro voltou a disputar a final dos 10000 metros. Apesar de ter feito um excelente tempo - 30:22.88 - e de ter batido o seu recorde nacional, “apenas” conquistou a medalha de bronze, atrás das etíopes Derartu Tulu e Gete Wami, mas à frente de atletas como Paula Radcliffe, Tegla Loroupe e Sonia O’Sullivan.


Maria Fernanda Moreira Ribeiro nasceu a 23 de Junho de 1969 em Novelas, Penafiel e durante a sua longa carreira reuniu um palmarés notável, quer a nível nacional, quer internacional.

Principais destaques do seu Palmarés Nacional:

1980
2ª na Meia-maratona da Nazaré, a 4 segundos de Rosa Mota (com apenas 11 anos!)

1982
Campeã Nacional de Júniores em Corta-Mato (com idade de Iniciada de 1º ano!)

1985
Campeã Nacional de 3000 metros (9:17.96)

1989
Campeã Nacional de 1500 metros (4:21.40)

1990
Campeã Nacional de 1500 metros (4:13.80)

1992
Campeã Nacional de 10000 metros (32:22.70)

1993
Campeã Nacional de 3000 metros (9:02.92)

1995
Campeã Nacional de 1500 metros (4:16.89)
Recorde Nacional dos 5000 metros, em Hechtel (14:36.45)

1996
Campeã Nacional de Corta-Mato
Campeã Nacional de 10000 metros (31:33.51)

1997
Campeã Nacional de Corta-Mato

1998
Campeã Nacional de Corta-Mato
Campeã Nacional de Estrada
Recorde Nacional dos 10000 metros, em Lisboa (30:48.06)
Campeã Nacional de 1500 metros (4:22.27)

1999
Campeã Nacional de Corta-Mato

2002
Campeã Nacional de Corta-Mato

2004
Campeã Nacional de 5000 metros

2008
Campeã Nacional de 10000 metros (32.07,54)


Principais destaques do Palmarés Internacional:

1987
Campeã Europeia de Júniores em 3000 metros, Birmingham (8:56.33)

1988
Vice Campeã do Mundo Júnior em 3000 metros, Sudbury (9:15.33)
Estreia nos Jogos Olímpicos (em Seoul’88) com apenas 19 anos

1994
- Medalha de ouro colectiva no Mundial de Corta-Mato em Budapeste
- Medalha de ouro nos 3000 metros em Pista Coberta, Europeu de Paris (8:50.47)
- Medalha de prata nos 10000 metros, Taça do Mundo em Londres (31:04.25)
- Medalha de ouro nos 10000 metros, Campeonato da Europa em Helsínquia (31:08.75)

1995
- Medalha de ouro nos 5000 metros, Taça da Europa em Basileia (15:24.48)
- Recorde Mundial dos 5000 metros


- Medalha de ouro nos 10000 metros, Campeonato do Mundo em Gotemburgo (31:04.99)
- Medalha de prata nos 5000 metros, Campeonato do Mundo em Gotemburgo (14:48.54)

1996
- Recorde Europeu de 2000 metros em pista coberta (5:37.34)
- Medalha de ouro nos 3000 metros em Pista Coberta, Europeu de Estocolmo (8:39.49)
- Medalha de ouro nos 10000 metros nos Jogos Olímpicos de Atlanta (31:01.63)

1997
- Medalha de bronze nos 3000 metros em Pista Coberta, Europeu de Paris (8:49.79)
- Medalha de ouro nos 5000 metros, Taça da Europa em Dublin (15:41.34)
- Medalha de prata nos 10000 metros, Campeonato do Mundo em Atenas (31:39.15)
- Medalha de bronze nos 5000 metros, Campeonato do Mundo em Atenas (14:58.85)

1998
- Medalha de prata nos 3000 metros em Pista Coberta, Europeu de Valência (8:51.42)
- Medalha de ouro colectiva e 4ª individual no Europeu de Corta-Mato em Ferrara
- Medalha de prata nos 10000 metros, Campeonato da Europa em Budapeste (31:32.42)

1999
Medalha de ouro nos 5000 metros, Taça da Europa em Telavive (15:24.64)

2000
Medalha de bronze nos 10000 metros nos Jogos Olímpicos de Sidney (30:22.88)


Fernanda Ribeiro correu de azul-e-branco durante 20 anos, divididos por dois períodos de 10, primeiro entre 1982 e 92 e depois de 1994 a 2004. Pelo meio competiu durante dois anos pelo Maratona Clube da Maia. Em 2004 tornou-se atleta dos espanhóis do Valência Terra i Mar.

Aos 39 anos e com quase 29 anos (!) de carreira – que ainda não terminou –, Fernanda Ribeiro conquistou 14 medalhas entre Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo e da Europa, seniores e júniores.

Fernanda Ribeiro no atletismo, Henrique Calado no hipismo, João Rebelo no tiro com Armas de Caça e Duarte Bello na Vela são os portugueses que mais vezes participaram nos Jogos Olímpicos: cinco participações cada.

Apesar de ter um enorme palmarés, que faz dela o(a) atleta português mais medalhado de sempre em campeonatos da Europa, do Mundo e Jogos Olímpicos, nos quais conta com cinco participações (1988, 1992, 1996, 2000 e 2004), Fernanda Ribeiro tem um reconhecimento na comunicação social e nas entidades públicas portuguesas muito inferior a, por exemplo, Carlos Lopes ou Rosa Mota.
Porquê?
Será por ter sido atleta do FC Porto durante muitos anos e ter sido como atleta dos dragões que atingiu o topo da sua carreira?
Será o ódio ao FC Porto o causador de tamanha cegueira? Temo bem que sim.


Por tudo que representa e conquistou, mas também por causa desta falta de reconhecimento público, tenho muita pena que a Fernanda tenha saído do FC Porto.
Ela merecia, nós (adeptos) merecíamos, que a Fernanda tivesse terminado a sua carreira de azul-e-branco vestida.

Para quando uma grande homenagem do FC Porto à melhor atleta portuguesa de sempre?

P.S. O palmarés da Fernanda Ribeiro é extremamente vasto e optei por não colocar as inúmeras vitórias que conquistou em meetings da IAAF (International Association of Athletics Federations). Contudo, é muito provável que em termos do seu palmarés nacional, me falhem alguns títulos de campeã nacional que a Fernanda tenha conquistado. Agradeço, por isso, às pessoas que detectarem essas falhas ou incorrecções que me avisem.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Os nosso olímpicos II

Finalizada que está a participação da Sara Oliveira no Jogos Olímpicos, cabe aqui fazer o primeiro balanço:

100m Mariposa - 35ª - 59,48s Recorde Nacional (-0,18s)
200m Mariposa - 19ª - 2.10,14m Recorde Nacional (-1,43s)


Como se comprova pelos n.ºs, participação mais que positiva. Parabéns Sara!

Mesmo tendo batido dois recordes nacionais a reacção da Sara foi: "Sinto que se tivesse ganho aquela série as possibilidades de ir às meias-finais eram muito maiores. Vai ficar um nó na garganta, porque podia ter sido e não foi.". Assim se comprova que o espírito do Dragão é diferente de outros que andam por .

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O “Sistema” já chegou ao Judo

Telma Monteiro, Pequim 2008 (foto Record)

A judoca Telma Monteiro saiu de Portugal como uma das favoritas ao pódio, com promessas de trazer uma medalha e que o objectivo em Pequim era lutar pelo Ouro Olímpico. Afinal, terminou a sua participação nos Jogos Olímpicos e regressa a Portugal com o mesmo resultado – 9º lugar – que obteve há quatro anos em Atenas.

Terá sido um dia mau?
Terão sido as adversárias que foram melhores?
Nada disso, a culpa foi do “Sistema”, tão caro aos dirigentes do clube que a Telma representa. É pelo menos isso que se depreende das declarações da atleta do Benfica no final da competição.

«Não tivemos uma competição justa. Lutei um pouco contra os árbitros. Saí com vontade de rir. Pensei que estava a lutar contra quatro pessoas. Mas nem quero dar isso como desculpa. (...) Senti que estava na minha melhor forma de sempre. Não é desculpa, mas houve momentos de arbitragem que foram fundamentais. Senti que era a única que queria projectar e que as outras só queriam esperar que eu avançasse com ataque para contra-atacar e aproveitar. Foi isso que aconteceu

O combate com a chinesa Xian Dong Mei, campeã olímpica em título, que a relegou para a repescagem, mereceu, igualmente, o seu descontentamento.
«Entrei muito bem e a vantagem que consegui não era Yuko, era muito mais. São essas coisas que fazem a diferença. Mas ela está a competir em casa»

Está visto, o “Sistema” já chegou à China e ao Judo em particular.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Os nossos olímpicos

Faltam umas horitas para começarem os jogos olímpicos de Pequim 2008, já vão longe os tempos do Misha - a par do Naranjito - a melhor mascote de eventos desportivos, em que acompanhei os meus 1ºs jogos olímpicos.

A TV era a preto e branco mas já havia política envolvida, e como não havia atletas portugueses vi os jogos pelo desporto em si, sem aquela ponta de nacionalismo ou patriotismo ou o que se queira chamar, e isso foi coisa que me ficou. Em 84 vibrei muito mais com o Carl Lewis, em 88 levantei-me às 3 ou 4 da manhã para ver uma corrida de menos de 10 segundos ganha por um dopado, em 92 o basquetebol foi de sonho, ... fiquei contente com as vitórias do Carlos Lopes e Rosa Mota, mas foi sempre um contentamento relativo.

Faltava ali qualquer coisa, e essa qualquer coisa foi acrescentada em 96 - era obviamente o factor FCP (tirando as semi-desilusões do José Regalo e da Aurora Cunha).

Aquela última volta dos 10 mil com a chinesa a ser ultrapassada por uma mulher de "barba rija" é, retirando o futebol, o momento desportivo em que mais vibrei. Momento esse, que marca até aos dias de hoje a única medalha de ouro conquistada por um atleta do FC Porto.

Para estes jogos as expectativas de melhorar o leque de medalhas é zero, mas seguindo o lema "o que importa é participar", aqui ficam os atletas do FC Porto que vão participar:

Augusto Cardoso

Atletismo – 50Km Marcha
Dados IAAF







Sandra Tavares
Atletismo – Salto com vara
Compete a
16-08-2008 10:10 Qualif. Salto c/ Vara
Dados IAAF


Sara Oliveira
Natação – 100 e 200m mariposa
Compete a
09-08-2008 19:01 Elimin. 100m Mariposa
12-08-2008 19:14 Elimin. 200m Mariposa


Que o façam com a raça do Dragão.