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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

SportTv, um canal cada vez mais hostil

Joaquim Oliveira

Acho que o grande poder de decisão é da operadora [SportTv]. Não há nada a fazer. Vou dar um exemplo: pedimos o jogo na sexta-feira [dia 11 de janeiro] com o Sporting, porque jogamos terça [dia 15 de janeiro] com o Leixões e sexta [dia 18 de janeiro] com o Chaves. Não foi aceite. Jogamos sábado com o Sporting [dia 12 de janeiro] e o Sporting joga quarta-feira com o Feirense. Até o Sporting tinha a ganhar.”

Estas declarações de Sérgio Conceição, feitas na conferência de imprensa após o FC Porto x Nacional, são claras quanto ao poder da SportTv e à forma como esta operadora televisiva usa esse poder.

Mas o poder da SportTv vai para além da imposição das datas e horas dos jogos, muitas das vezes contra o interesse dos próprios clubes envolvidos (o caso do próximo Sporting x FC Porto, referido por Sérgio Conceição, é paradigmático).

Através da intervenção do ex-árbitro Pedro Henriques (que Francisco J. Marques baptizou de forma feliz como “VAR de contrafacção”) e de uma seleção cirúrgica dos “lances polémicos”, a SportTv consegue, jornada após jornada, condicionar a percepção dos casos de arbitragem existentes em cada jogo.

O ex-árbitro Pedro Henriques

Mais. A SportTv também é “criteriosa” no número de vezes e destaque das repetições dos lances polémicos e até, como se verificou no final do Portimonense x SLB, na decisão de não mostrar incidentes nas bancadas, quando os mesmos são protagonizados por um determinado “grupo organizado de adeptos”… 

Fogo e fumo nas bancadas provocado por tochas de adeptos benfiquistas (foto: CM)

«Pouco depois do apito final no Portimonense-Benfica (2-0), adeptos encarnados atearam fogo a uma das bancadas do Municipal de Portimão, gerando-se algum pânico entre os presentes naquela zona, avança o Record. A situação foi resolvida rapidamente com a intervenção dos bombeiros, que apagaram aquele foco de incêndio durante a flash interview dos futebolistas, junto ao relvado.»

Comentadores SportTv: Dois ex-jogadores do SLB e o ex-árbitro Pedro Henriques

Em resumo, na atual SportTv temos:
- Imposição das datas e horas dos jogos.
- Comentadores escolhidos a dedo.
- Seleção “criteriosa” dos lances a repetir.
- Imagens censuradas (não emitidas).
- “VAR de contrafacção”.

SportTv, um canal cada vez mais hostil para o FC Porto e mais simpático para o SLB.

P.S. Há quanto tempo é que Joaquim Oliveira não é visto no camarote presidencial do Estádio do Dragão?

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A irregularidade que precedeu o 1º golo

A maré azul invadiu Setúbal e foi avassaladora, no relvado e nas bancadas.

Contudo, apesar da goleada (0-5), apesar de ter sido uma vitória sem espinhas, houve muito boa gente que ficou com uma “espinha” entalada na garganta e queira manchar a vitória do FC Porto, apontando o dedo ao primeiro golo dos “dragões”.

Houve alguma irregularidade no primeiro golo de Aboubakar?
Sem dúvida, há imagens que são muito claras. Basta olhar para a camisola do Aboubakar…

Edinho puxa a camisola de Aboubakar (Tribunal O JOGO)

P.S. O comentador de arbitragem da BTV2... perdão, da SportTv, só vê o que lhe apetece e no lance do 1º golo não viu a camisola do Aboubakar a ser puxada pelo jogador do Vitória Setúbal. Por outro lado, vê coisas que não acontecem. Ao contrário do que diz o senhor Pedro Henriques, é falso que o contacto do Aboubakar, com as mãos, nas costas do Edinho tenha sido feito quando o jogador do Vitória Setúbal está com os pés no ar. É só rever as imagens com os olhos abertos...

P.S.2 Antes do primeiro golo, já o Vitória Setúbal deveria estar a jogar com menos um jogador. Mas isso, claro, não é assunto para os “cartilheiros” ou para os comentadores da BTV2... perdão, da SportTv.

Entrada de sola ao tornozelo de Marega (Tribunal O JOGO)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os penalties de Pedro Henriques

No tristemente célebre Vitória Guimarães x FC Porto (por ter sido um jogo recheado de casos), a opinião de Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa), acerca do penalty assinalado contra o FC Porto, foi a seguinte:

«Grande penalidade bem assinalada. Jackson aborda o lance de forma negligente e, com o pé direito, toca e derruba André André.»


Ora, o mesmo Pedro Henriques, a propósito do lance entre Alex Sandro e Rúben Micael no jogo de ontem (FC Porto x SC Braga), diz o seguinte:

«Alex Sandro não é rasteirado, ele força a entrada e manda-se para o chão antes de qualquer contacto, simulando uma grande penalidade e sendo corretamente advertido.»

Tribunal de O JOGO, FC Porto x SC Braga

Deixa cá ver se eu percebi.
No penalty que foi assinalado contra o FC Porto em Guimarães, “Jackson abordou o lance de forma negligente” e, como tocou no adversário (ao de leve, mas tocou), zás, toma lá um penalty que assim para a próxima tens mais cuidado.
Ontem, num lance em que é notório a forma ostensiva como o bracarense Rúben Micael mete a perna e toca em Alex Sandro, para o “especialista” Pedro Henriques, já não houve negligência, mas sim uma simulação do jogador portista…

Possível penalty (não assinalado) no FC Porto x SC Braga

Isto é que é ser coerente…

Aliás, a “coerência” (ia dizer enviesamento) com que o lisboeta Pedro Henriques analisa os lances polémicos dos jogos do FC Porto, é algo que já na semana passada tinha ficado claro, a propósito de um outro possível penalty (não assinalado), por mão de Maurício, ao minuto 89 do Sporting x FC Porto.

Possível penalty (não assinalado) no Sporting x FC Porto

Tribunal de O JOGO, Sporting x FC Porto

Mas eu percebo. Quem já colaborou com o Sporting e, atualmente, trabalha para a TVI, tem de manter este tipo de “coerência”…

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A agenda dos “especialistas” de arbitragem

A minha equipa está triste e o sentimento é de revolta. Culpados pela derrota? Jorge Sousa não esteve à altura! Não se trata só da expulsão, lance no qual não há contacto do Olberdam, mas o Maxi Pereira inteligentemente tira proveito. Antes, porém, já tinha havido outras decisões infelizes de Jorge Sousa, com a balança sempre a pender para o mesmo lado.
Pedro Martins, treinador do Marítimo

[o árbitro] Passou o tempo todo a ameaçar-me que à mínima coisa me expulsava e conseguiu.
Olberdam, jogador do Marítimo

Analisem o vermelho! No lance anterior ao golo, há falta sobre o Peçanha e o árbitro nada assinalou.
Briguel, jogador do Marítimo


1. Olberdam foi erradamente expulso, deixando o Marítimo a jogar com menos um logo no início da 2ª parte. Isto é um facto e só um cego, um faccioso doentio ou alguém com uma agenda e interesses próprios pode negar aquilo que as imagens demonstram de forma clara.

Eu admito que o árbitro Jorge Sousa possa ter sido induzido em erro pela simulação magistral de Maxi Pereira, mas não compreendo, nem aceito, que três “especialistas” de arbitragem, após terem visto as imagens deste lance N vezes, emitam as seguintes opiniões:

«Olberdam foi imprudente no modo de abordar o lance. Varreu autenticamente Maxi Pereira, justificando a exibição do amarelo, que foi o segundo.»
Jorge Coroado

«Olberdam entra em “tackle” lateral deslizando de forma imprudente sobre Maxi Pereira, sendo desta forma correctamente advertido e expulso.»
Pedro Henriques

«Entendendo o “tackle” imprudente, apesar de alguma dúvida no contacto, que me parece existir, Jorge Sousa não tem outra opção que não seja exibir o segundo cartão amarelo.»
Paulo Paraty

Estes três ex-árbitros internacionais (dois de Lisboa e um do Porto) não são cegos e suponho que também não sejam facciosos doentios. Assim sendo…


2. «A entrada de Cardozo (Benfica) passou despercebida ao árbitro Jorge Sousa, mas deixou o lateral do Marítimo Rúben Ferreira fora de jogo, sendo substituído por Igor Rossi. Agora, as suspeitas do pior cenário confirmaram-se. O departamento clínico maritimista informou que o internacional sub-21 sofreu uma fractura do terceiro metatarso do pé direito, o que vai afastá-lo pelo menos seis semanas

O que disseram os mesmos três “especialistas” de arbitragem sobre este lance (ocorrido aos 66 minutos)?

«O lance foi casual e fortuito, exactamente pelo movimento da rotação de Cardozo. O árbitro nada assinalou, e bem.»
Jorge Coroado

«Rúben lesionou-se na sequência desse lance, mas com acesso à repetição vê-se que Cardozo tocou na bola, não cometendo qualquer infracção.»
Pedro Henriques

«Há um tropeção de Rúben Ferreira, Cardozo procura a mesma bola e a mesma posição. O resto é circunstancial e acidental.»
Paulo Paraty

Lendo o que os membros do ‘Tribunal de O JOGO’ escreveram, a primeira dúvida que tive é se estavam a falar do mesmo lance, tal é a disparidade dos seus comentários.
E acreditando no que estes senhores escreveram, conclui-se que o jogador do Marítimo fracturou o terceiro metatarso do pé direito sem ninguém lhe tocar. Fantástico!


3. Perto do final do jogo (aos 84 minutos), no lance que precede o único golo do desafio e que deu a vitória ao slb, Aimar toca com as mãos na cara de Peçanha e carrega irregularmente o guarda-redes do Marítimo tendo este os dois pés no ar, tudo isto de forma ostensiva, deliberada e intencional.

Conforme as imagens televisivas demonstram, o árbitro Jorge Sousa está de frente para o lance, sem nenhum jogador a cortar-lhe a visão, mas mandou seguir (ele lá saberá porquê).

Neste caso, Jorge Coroado e Pedro Henriques não negaram o que as imagens mostram de forma inequívoca mas, como dizia o poeta benfiquista Manuel Alegre, “há sempre alguém que resiste”… às evidências, acrescento eu.

«Não consigo visualizar, pela televisão, que exista alguma falta sobre Peçanha»
Paulo Paraty

É sempre uma delicia ver o contorcionismo argumentativo nas opiniões deste ex-árbitro do Porto, algo só semelhante à habilidade inata que demonstrava dentro do campo quando era chamado a arbitrar o slb.

Paulo Paraty, o preferido de Luís Filipe Vieira, o árbitro que tantas saudades deixou no estádio da Luz quando atingiu o limite de idade.

domingo, 13 de março de 2011

O poder do slb na LPFP



«No plano disciplinar o jogo tornou-se bastante mais exigente, como se constata pela acção disciplinar exercida, mas aqui o árbitro contribuiu também, em parte para isso com os seus erros, sobretudo com a expulsão, injustificada, do n.º 6 da equipa B [n.d.r - Javi García] aos 40 minutos do primeiro tempo, caso que acabaria por marcar negativamente a sua actuação e o próprio desenrolar do jogo»
Joaquim Dantas
in Relatório de Observação ao árbitro do jogo Braga x slb


Segundo julgo saber, durante o consulado de Cunha Leal na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), foi promovida uma mudança significativa no lote de observadores de árbitros. Coincidência ou não, a partir dessa "reestruturação" nos quadros da Liga, situações como esta tornaram-se vulgares, isto é, árbitros cuja actuação desagrade aos todo poderosos senhores da Luz, são fortemente penalizados na nota e crucificados na praça pública (veja-se o que aconteceu a Pedro Henriques e já esta época a Olegário Benquerença).

Neste contexto, e perante o enorme poder que o slb tem no futebol português, não me admira que este Joaquim Dantas tenha a desfaçatez de escrever no Relatório de Observação, que um jogador que deu um soco noutro foi «injustificadamente» expulso.

O problema é que desta vez o país inteiro viu as imagens e, com a excepção de dementes, ou benfiquistas cegos pela fanatismo fundamentalista, toda a gente viu que Javi Garcia agrediu Alan com um soco.

Perante o escândalo público que é este relatório, de uma subserviência canina aos interesses do slb, até quando o observador Joaquim Barbosa Dantas irá continuar a "trabalhar" para a LPFP?

P.S. A Liga irá investigar quem disponibilizou o relatório do observador ao Record e A Bola?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Para servir de exemplo

Pedro Henriques já foi o árbitro da moda, mas bastou um lance polémico num SLB x Nacional, disputado em Dezembro de 2008, para cair em desgraça. Assim, no final da época 2008/09 esteve no limiar da descida à 2ª categoria (ficou em 20º) e esta época desceu mesmo, em consequência de ter sido o 23º classificado.

O que aconteceu a Pedro Henriques, fez-me lembrar uma célebre frase de Jorge Coelho (acerca de quem se metia com o PS) ou, melhor ainda, o modo como há uns séculos atrás os criminosos eram exibidos depois de mortos, para servirem de exemplo.

E por falar em exemplos, aqui estão os "bons exemplos" das últimas duas épocas.

Os dez primeiros da época 2008/09:
Jorge Sousa
Pedro Proença
Olegário Benquerença
Duarte Gomes
João Capela
Carlos Xistra
Lucílio Baptista
João Ferreira
Vasco Santos
Artur Soares Dias

Os dez primeiros da época 2009/10:
Pedro Proença
Olegário Benquerença
João Ferreira
Jorge Sousa
Duarte Gomes
Lucílio Baptista
Bruno Paixão
Artur Soares Dias
João Capela
Paulo Costa

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

De novo Pedro Henriques


No passado dia 4 de Outubro, jogou-se o Olhanense x FC Porto arbitrado por Pedro Henriques. Nesse jogo, houve três situações em que jogadores do Olhanense deveriam ter sido expulsos:

1a) Após uma falta de Fernando, entrada por trás de Miguel Garcia a varrer completamente Guarín;

2a) Entrada violentíssima de Rui Duarte sobre Guarín, atingindo-o com os pitons nas pernas;

3a) Agressão de Guga a Tomás Costa provocando-lhe a fractura dos ossos do nariz e ruptura (afundamento) do septo nasal. O mais incrível é que o jogo só foi interrompido a pedido, ao ponto do sempre calmo Jesualdo Ferreira ter-se enervado e protestado com o quarto árbitro.

Chamo à atenção que nas jogadas em que Rui Duarte e Guga deveriam ter sido expulsos com um vermelho directo, em ambos os casos bastaria um amarelo (porque seria o segundo) para irem tomar banho mais cedo. O incompetente árbitro de Lisboa nem falta marcou.

Mais de dois meses depois, Vítor Pereira voltou a nomear Pedro Henriques para um jogo do FC Porto e ontem voltamos a assistir ao triste espectáculo do "deixa jogar", que no caso foi mais "deixa malhar" nos jogadores azuis-e-brancos. Assim, em apenas 10 minutos, o setubalense Djikiné já tinha feito duas faltas que justificavam a mostragem do cartão amarelo e, não satisfeito, atingido Belluschi violentamente no nariz, deixando-o estendido no chão a sangrar.

E perante isto, o que fez Pedro Henriques? Nada!
Aliás, aos 59 minutos também assobiou para o lado, quando o mesmo Djikiné fez falta na área sobre Hulk (opinião unânime do painel de juízes do Tribunal de O JOGO).

O mais inacreditável de tudo isto, e que define o nível que tem este árbitro, é que Djikiné chegou ao fim do jogo sem qualquer punição. É obra!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Será desta que a Liga vai intervir?

"A violenta entrada de Guga sobre Tomás Costa, balanceado e com o cotovelo armado, teve as piores consequências para o médio do FC Porto: confirma-se a fractura dos ossos próprios do nariz e ruptura (afundamento) do septo nasal, e confirmando, como consequência, a inevitabilidade de delicada intervenção cirúrgica.(...)

Tomás Costa é, assim, o quinto elemento do plantel dos dragões a passar à enfermaria saturada, mas enquanto alguns estão em processo de recuperação com vistas para a relva, o médio argentino tem à espera um doloroso percurso que não está clarificado em definitivo, já que a data da cirurgia ainda não foi decidida, pelo facto de haver imposição de um tempo de espera para se processarem as condições ideais à operação, pois toda a região nasal do atleta ficou consideravelmente maltratada, o que deixa perceber bem a violência e profundidade do golpe de Guga."



www.fotosdacurva.com


O jornal OJOGO revela na sua edição de hoje que Tomás Costa vai mesmo ser operado amanhã numa altura em que o hematoma que tem no nariz já o deverá permitir. Os exames efectuados revelaram a fractura dos ossos próprios do nariz e o afundamento do septo nasal.

Esta lesão foi causada pelo jogador Guga no jogo com o Olhanense. O jogo foi transmitido em canal aberto e por isso todo o país pode ver a forma brutal como o Tomás Costa foi atingido quando se aproximou do atleta da equipa algarvia. O mais impressionante foi a (não) actuação do árbitro Pedro Henriques que não marcou falta nem sequer se deu ao trabalho de interromper o jogo, quando se disputavam os derradeiros minutos e o FC Porto vencia por 3-0 (Tomás Costa não estava certamente a "queimar" tempo). E lá ficamos a assistir ao triste espectáculo do jogador portista deitado no chão de barriga para baixo com o sangue a escorrer-lhe pelo nariz como uma torneira aberta.

O CD da Liga vai intervir e repor a justiça aplicando ao Guga a sanção que o árbitro não aplicou dentro do campo ou vai mais uma vez assobiar para o lado e fingir que nada de anormal se passou neste lance?

A Liga vai proteger os jogadores ou vai continuar a permitir que os "caceteiros" fiquem impunes pelos seus actos violentos?


O CA da Liga vai punir o Pedro Henriques ou vai continuar a nomea-lo para apitar partidas, ele que além de deixar jogar também deixa partir e agredir com total impunidade?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pela boca morre o... leão


Tirando partido da tribuna que lhe é concedida pela RTP, Rui Oliveira e Costa tem sido um dos mentores e actores principais na campanha anti-Bruno Alves, classificando-o como um jogador violento a quem os árbitros perdoam os excessos.

Pois ao ver o que se passou no último Belenenses x Sporting, não pude deixar de me lembrar do que o representante da Direcção do Sporting tem dito no programa ‘Trio de Ataque’.

Primeiro, Rochemback, sem qualquer hipótese de jogar a bola, pontapeou deliberadamente Diakité.


Não há qualquer dúvida, foi uma agressão e era lance para cartão vermelho. O árbitro Pedro Henriques viu perfeitamente, mas decidiu mostrar apenas o cartão amarelo.
Porquê?
Bem, não deve ter querido que o Sporting jogasse a última meia-hora com menos um e, ainda por cima, numa altura que estava a perder por 0-1... Além disso, se tivesse sido expulso, Rochemback também não ia poder jogar no derby da próxima jornada.
Está explicado.


Aos 76 minutos, foi a vez de Pedro Silva “molhar a sopa”. Depois de pontapear a bola, o defesa do Sporting alongou o movimento com o pé atingindo Saulo de forma perigosa. Ou seja, deu uma patada no jogador do Belenenses.
Consequências?
Nada, nem sequer viu o cartão amarelo.



Não é a primeira vez, longe disso, que os jogadores do Sporting mostram uma agressividade a roçar a violência dentro de campo mas, claro, os outros é que têm a fama...

O que dirá Rui Oliveira e Costa acerca destes dois lances e, já agora, do árbitro Pedro Henriques que, como se não bastasse, ainda foi criticado por Paulo Bento no final do jogo.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Incompetência na RR

Esta mensagem destina-se a mostrar aqui a minha indignação para com o péssimo trabalho dos jornalistas da Rádio Renascença (RR) no relato do último jogo Marítimo - FC Porto. Apesar de ter visto o jogo quase todo pela Sporttv, a partir do momento em que o FC Porto marcou o 3º golo tive de sair e decidi, já no carro, ouvir os instantes finais da partida através do relato da RR.

Já é sobejamente conhecido por todos os portistas o tratamento parcial primário que é dado aos clubes da capital na generalidade dos órgãos de comunicação social portuguesa. É com esta realidade que temos vivido, apesar de alguns deles (RDP e RTP) viverem de receitas provenientes do Orçamento de Estado e, como tal, pagos pelos impostos de todos os portugueses.

Até aqui, e apesar de alguns desvarios de Ribeiro Cristóvão (entre os quais a final da Taça dos Campeões Europeus de 1987), sempre tive a RR como uma rádio diferente e que primava por uma certa independência e rigor nas suas reportagens desportivas (o programa Bola Branca até tem demonstrado que existe a preocupação e exigência com uma informação credível e completa dos mais diversos acontecimentos e intervenientes do fenómeno futebolístico).

No entanto, e depois de ouvir o relato do final do jogo do FC Porto na Madeira, a minha opinião sobre a diferença da RR mudou completamente. E porquê? Pelos comentários que estavam a ser difundidos, e para quem de facto não tivesse assistido ao jogo, parecia que o resultado era muito injusto e que havia sério dano (prejudicando o Marítimo) no trabalho do árbitro Pedro Henriques. No final do jogo, e na análise dos comentadores (cujos nomes desconheço, apenas reconheço as vozes) o árbitro foi avaliado com nota 2 porque o seu trabalho teve "influência directa no resultado" (e adivinhem lá quem é que o árbitro terá prejudicado...). Um dos comentadores chegou mesmo a dizer que se o jogo tivesse sido bem apitado Lisandro tinha sido expulso numa entrada a um jogador do Marítimo e já não estaria em campo para marcar os 2 golos pelo FC Porto. Esse mesmo comentador disse também que o árbitro errou ao aplicar "a lei da vantagem" no lance em que Lisandro é derrubado na área e Tarik acaba por marcar o 2º golo do FC Porto. Ou seja, uma reportagem plena de cegueira histérica anti-portista.

O que na verdade estes senhores desejariam é que o FC Porto entrasse já derrotado no Estádio dos Barreiros: isso sim seria um óptimo estímulo a um sério trabalho de reportagem jornalística. Assim, e depois de um concludente 0-3 para o FC Porto, uma enorme azia afectou a generalidade dos jornalistas desportivos de Portugal, tendo eu tido a oportunidade de o comprovar aos da RR .

Mas vamos por partes:

1. Lisandro não merecia (nem de perto nem de longe!) ver um cartão vermelho pela entrada sobre a bola (!) que fez. Só quem não teve acesso às imagens televisivas é que pode acreditar nessa história. Mau trabalho dos jornalistas da RR.

2. E quem é que disse aos comentadores que Pedro Henriques aplicou a "lei da vantagem" no lance em que Lisandro é derrubado e Tarik marca o 2º golo do FC Porto? Mais uma vez, e depois de ter ignorado uma grande penalidade sobre Farías na primeira parte, o árbitro prestou-se a ignorar mais uma na segunda parte. Azar o dele, Tarik estava lá e aproveitou a sobra para fazer o golo. Mas SE o penalty tivesse sido marcado isso implicaria também a expulsão do defesa do Marítimo uma vez que Lisandro só tinha o guarda-redes adversário pela frente, ficando a partir daí o Marítimo a jogar com 9. Mais uma análise que revela, no mínimo, má-fé jornalística da RR.

Pelo exposto sou levado a concluir que os jornalistas da Rádio Renascença foram INCOMPETENTES no trabalho que realizaram relativamente aos comentários do jogo Marítimo - FC Porto. Quem ouve rádio não vê imagens, o que acrescenta mais responsabilidade a quem está a comentar. Se não transmitem de forma rigorosa o que se passa nesse momento, estão a distorcer a forma como os ouvintes entendem o jogo. Se conseguissem (os comentadores) despir-se (ainda que por breves momentos) da sua preferência clubística, tenho a certeza que conseguiriam ser mais profissionais na análise aos jogos. Ganham eles, ganha a RR e agradecem os ouvintes. Assim é que não.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Com um brilhozinho nos olhos

O jogo entre o Marítimo e o FCP foi bom, o resultado melhor. O FCP entrou bem no jogo, mas rapidamente perdeu o controlo do meio campo. Com menos homens nessa zona do terreno e com Quaresma a perder demasiadas bolas e Fucile e Cech a perder demasiados passes, permitimos que o Marítimo crescesse e levasse o jogo, durante uns 20 a 30 minutos, para demasiado perto da nossa grande área. Sem ocasiões de golo, criaram uma ou outra situação de frisson que podiam ter sido evitadas. Pedro Emanuel fartou-se de passar recomendações para os colegas.
Acho que o árbitro ajudou um pouco a este ascendente do Marítimo, com uma dualidade de critérios que me pareceu notória. O FCP "fez" quase o dobro de faltas que o Marítimo, assim o entendeu o árbitro Pedro Henriques, que no balanço entre o estilo inglês e português
aplica sempre o que dá menos jeito ao FCP. Feitios!

Fomos melhorando com o aproximar do fim da 1ª parte, o Farías teve uma oportunidade de golo que falhou por pouco, e o árbitro esqueceu-se de assinalar uma grande penalidade sobre o nosso avançado. Ao cair da 1ª parte marcámos o nosso primeiro golo. Um golo à Lisandro. Um golo à ponta de lança.

Como aspecto negativo, aponto aquele pequeno sururu que temos de saber evitar. Não acho que houvesse motivos para expulsão, mas há que que saber controlar o ímpeto e ser mais inteligente na "retaliação".

Na 2ª parte e após a expulsão do jogador do Marítimo (não havia necessidade), dominámos completamente o jogo e vencemos com todo o mérito. É um campo tradicionalmente difícil para o FCP. A rapaziada do Marítimo aparece sempre com muita força e cheia de saúde, principalmente quando joga em casa.

Na TV não dá muito para descodificar as nuances tácticas e a movimentação da equipa, mas creio que Meireles jogou mais pela direita e Lucho pela esquerda.
Quaresma melhorou na 2ª parte, tal como toda a equipa do FCP que com mais espaços foi capaz de jogar bem e construir um resultado que ainda poderia ter sido mais volumoso.
Porém, é prioritariamente sobre aqueles trinta minutos em que não estivemos bem que a equipa deve atentar. Farías não teve tempo para jogar, pois raramente a bola lhe chegou. Foi esforçado, mas Lisandro dá outra profundidade ao jogo e quando não somos capazes de jogar em ataque continuado, temos de saber aproximar as linhas e não permitir ao adversário ter a iniciativa.

Enquanto o Marítimo só tinha um jogador fixo na frente (André Pinto) o FCP tinha três: a) Quaresma que é um jogador "indisciplinado" tacticamente, e gosta pouco de marcar o defensor que lhe compete; b) Farías que não está habituado a rotinas defensivas e não é agressivo; c) resta Lisandro, esse sim, mais agressivo e já rotinado no nosso campeonato e disponível para pressionar e recuar para linhas mais atrasadas.
Jogando "demasiado" aberto e com o desacerto dos laterais, transviou-se muito passe e teve-se pouca bola, durante aquele período em que o Marítimo dominou.
Falta-nos um outro elemento para o meio campo com capacidade para reforçar essa zona nevrálgica do terreno e permitir ao Lucho mais liberdade e pisar mais frequentemente outras zonas mais próximas do último terço do terreno, e funcionar como elemento municiador e finalizador. Acho que Quaresma e Lisandro agradeceriam essa proximidade.

Individualmente comentaria que Paulo Assunção continua a ser um dos jogadores mais fiáveis do FCP e Bruno Alves parece menos categórico na abordagem dos lances, e com alguns lapsos de marcação e colocação. Lisandro continua com aquele brilhozinho nos olhos que particularmente aprecio e os adversários temem.
Um bom treino para o jogo da CL, que aguardo ansiosamente. Um exame.

A última palavra para o nosso treinador. Impecável no comentário do jogo, teria preferido que não tivesse abordado - na antevisão do jogo - "criticamente" a nomeação do árbitro, mas se não for ele a falar quem haveria de ser? Está tudo mudo! Fica a coragem de chamar a si o "odioso" do comentário. Só por isso, acresce o respeito que me merece a forma como tem exercido as funções de técnico do FCP.