Isto só agora começou.
Durante semanas Francisco J. Marques - a quem tanto tentaram silenciar e cada vez mais se entende o porquê - fez o aviso. "O melhor ainda está para vir". Naturalmente ele sabia do que estava a falar. E o melhor continua a estar por vir mas é impossível não afirmar que já melhorou e muito.
Durante mais de um ano o FC Porto - através do Porto Canal e dos programas Universo Porto da Bancada - plataformas online, como esta, e alguns jornais e revistas de um modo independente, foram divulgando emails, dados, informações relacionadas às investigações que envolviam, entre outros, o SL Benfica. O que a principio eram emails tornaram-se investigações policiais, o que a principio eram mails falsos tornaram-se uma das bases para um processo do ministério público. O que a principio era uma cabala sem pés nem cabeça agora é o primeiro processo de imputação judicial de um clube de futebol em Portugal. Nunca uma instituição tinha sofrido a vergonha de ser levado pelo Ministerio Público a tribunal. Houve já casos de justiça desportiva - como esse Apito Dourado que acabou em Leiria na época em que o lodaçal de Ricardo Costa impartia "justiça" - mas nunca daquilo a que um ignorante pateta chamou de "corrupção normal".
É preciso dar o desconto, esse individuo deve estar habituado a saber que é "normal" a palavra corrupção fazer parte da vida do seu clube e portanto qualquer acusação seria de "corrupção normal", mas convém explicar: o caso E-Toupeira, o primeiro de vários, trata a corrupção desportiva (com a sucessiva penalização desportiva que pode passar de perda de pontos, despromoção, perda de titulos ou suspensão das actividades) mas também da justiça civil porque o que foi feito, durante pelo menos dois anos, coloca em causa o próprio Estado de direito em Portugal.
Sim, porque o clube do Regime foi acusado exactamente porque exerceu como uma polícia política, um Estado dentro do Estado, utilizando alegadamente peões pagos para o efeito, para obter informação confidencial dentro do universo da justiça portuguesa, de árbitros, dirigentes, cidadãos, processos próprios e alheios...tudo o que lhe desse vantagem, não só competitiva como também nas catacumbas do futebol em Portugal.
Essa é a narrativa do E-Toupeira mas preparam-se porque poucas vezes vão ouvir isto.
O spinning começou ainda antes da noticia ter sido feita pública. Levamos dois anos a ver como a mesma imprensa que escalpelizou o Sporting e o seu anterior presidente nos últimos meses - com direito a intervenção do Presidente dos "Afectos Selectivos" (o Polvo não precisa de mimo ao contrário do leão, claramente) e do presidente da Assembleia da República, um cargo profundamente ligado ao futebol, não haja dúvidas, a calar.
A mesma imprensa que transformou falsamente o FC Porto num clube "corrupto", num clube culpado quando facilmente e em todas as instâncias a sua inocência foi privada, num clube quase do submundo, apoiada em escutas selectivamente divulgadas, livros e filmes encomendados e programas desenhados para criar uma narrativa falsa e com um propósito evidente. Essa mesma imprensa calou até não poder mais.
Durante dois anos os emails não existiam, a cartilha benfiquista era omnipresente, o discurso oficial e oficioso do clube era o seguido por jornais desportivos, generalistas, tvs, radios...queriam fazer de todos nós loucos assobiando para o lado e agora, lamentavelmente para alguns, tiveram de engolir o assobio. Mas não vão engolir facilmente.
Desde o minuto um que as armas estão na mesa. O Benfica conseguiu inundar facilmente, não fossem os tentáculos omnipresentes, de "especialistas", de comentadores "neutrais" (alguns, temos ouvidos, já nem disfarçam e apresentam-se como "benfiquistas mas isentos" como se as pessoas fossem idiotas) a divulgar um discurso que oscila entre o terror (que será do futebol português sem o "maior"), a despreocupação (isto não tem pernas para a andar, é só barulho) ou a tentativa de virar a cidadania contra a acusação, um discurso "socratiano", não andasse Luis Bernardo por ali. Pelo meio está ainda o caso Paulo Gonçalves (deixar ou não cair o mentor), aqueles que começam a cheirar o poder e a cadeira vazia na Luz (Rui Gomes da Silva, Malheiro e companhia) e os que se querem agarrar ao barco de forma tão desesperada que até se prestam aos maiores ridiculos e humilhações (David Borges, João Querido Manhã and friends). Tudo isso ocupa o espaço mediático de um modo omnipresente em lugar de se colocar o ênfase onde ele devia, precisamente estar.
Na imensa gravidade das acusações, as consequências política e sociais de um caso desta natureza que, tivesse acontecido no espectro político ou empresarial seria hoje um escândalo impossivel de tapar, e a necessidade de expugar essa ideia de quem ainda se acha "o dono de isto tudo", ainda que não saiba ler e precise de folhas a4 com palavras em tamanho 42 e caps lock para atirar areia aos olhos.
É por isso fundamental que os portistas, o FC Porto, e os adeptos do futebol português em geral que não queiram vivir com a venda nos olhos que só o triste fanatismo justifica, não se enganem, não se calem e não perdoem.
Estes senhores que povoam as tvs e a imprensa, este discurso cuidadosamente preparado nas cartilhas dos Gonçalves, Guerras e Janelas, esta maneira de actuar, pidesca, tem de ser punido à altura. Tem de ser perseguida, denunciada e isso só vai acontecer se, paralelamente à justiça que terá de percorrer o seu largo caminho (faltam processos, sim, mas também falta muito no E-Toupeira, entre recursos, julgamente, prova ou não de culpa, recursos à sentença, etc) não exista perdão. Não exista perdão de todos os que sofreram na pele os insultos, o desprezo, a atitude de superioridade moral durante o Apito Dourado (caso do FC Porto e Boavista e do futebol e das gentes "corruptas, parolas, bacocas" do Norte em geral) ou do Cashball (no caso do Sporting) das gentes do Benfica.
Não se pode confundir clube com dirigentes e adeptos, sim, mas todos sabemos que a atitude de superioridade moral, injustificada desde sempre, esta lá. É preciso não ter perdão, sobretudo a quem teve de engolir - por ser uma omnipresença impossivel de ignorar - com a imprensa desenhada para satisfazer os interesses da cupula encarnada, com os tentáculos do Polvo. É preciso não ter qualquer tipo de perdão com um clube que está habituado a viver à margem da lei desde tempos imemoriais e crer que o futebol em Portugal vive e sobrevive para e graças a eles. É preciso não calar. Até porque mesmo que haja consequências judiciais (que se vão arrastar no tempo) o Polvo continua a controlar as instituições desportivas que vão fazer de tudo, com o apoio de todos, para evitar um castigo à altura do crime. E esse castigo tem de acontecer porque é para isso que lutamos!
A cada spinning, a cada mentira, levantem a voz. Utilizem as vossas redes, divulguem, partilhem, façam-se ouvir. A cada mentira, a cada comentador pago para vos enganar, façam com que se ouça a verdade. Este Polvo terá de ser morto e enterrado em campo pela nossa equipa, nos tribunais pelo Ministério Público, nas urnas por todos aqueles que não querem pactar com governantes que actuam em prol dos interesses da cupula benfiquista (alguém ouviu o Presidente da Republica? alguém viu o Primeiro Ministro ou a Ministra da Justiça a pronunciar-se? Já se demitiu o secretário de Estado do Desporto?) e no dia a dia, na praça pública, nas redes, nas casas, nos trabalhos e nos cafés por todos nós.
Todos os que vivem e sofremos com a mentira que tem sido o futebol português. Temos mais poder daquele que pensamos ter. É altura de o colocar em prática. É altura de actuar contra o Polvo, entre todos. Sem perdão!
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sexta-feira, 7 de setembro de 2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
"Não me incomoda que a PJ venha cá..."
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| As idas da PJ ao estádio da Luz (SIC Notícias, 26-06-2018) |
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| Vieira e as provas de ilegalidades (Record, 25-06-2018) |
"Não é por existirem muitas investigações com base em denúncias anónimas que se prova alguma coisa"
Luís Filipe Vieira, 25-06-2018
Provas? Já argumentam com (a falta de) provas?
Primeiro puseram em causa a autenticidade dos emails.
Depois, quando deixou de ser possível negar o conteúdo dos emails, a estratégia comunicacional foi pôr em causa a forma como os emails foram obtidos.
Agora, perante o acumular das investigações judiciais (validadas por diferentes juízes) e as sucessivas idas da PJ ao estádio da Luz, a estratégia de defesa é falar no DIAP do Porto e dizer que não há provas de ilegalidades.
Opa, a coisa está a ficar cada vez mais negra...
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| Cartoon de Carlos Laranjeira, no programa 'Tempo Extra', Abril 2018 |
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segunda-feira, 4 de junho de 2018
A “coerência” e interesses da coligação anti Bruno
“Para os mais ofendidos para as declarações do meu homólogo do Sporting, deixem-me dizer-vos: no Sporting os sócios entraram de cara tapada, aqui também. No Sporting acenderam tochas, aqui também. No Sporting agrediram jogadores, aqui também. Querem discutir quem são os melhores? Está tudo mal.”
Estas declarações são de Júlio Mendes e foram proferidas na Assembleia Geral do Vitória de Guimarães, realizada na passada sexta-feira.
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| Adeptos do Vitória Guimarães a invadirem o treino (foto: Guimarães Digital) |
O que o presidente do Vitória de Guimarães afirmou, vem na linha do que já tinha sido dito pelo ex-treinador do Vitória (Pedro Martins) e confirma que aquilo que se passou em Alcochete foi em tudo idêntico ao que já tinha sucedido em Guimarães, no início deste ano.
Ah, mas o Bruno de Carvalho criticou os jogadores, disse que alguns queriam forçar a sua saída do Sporting e chegou ao ponto de dizer que eram uns meninos mimados.
Pois, não parece bem um presidente do clube dizer isto.
Aliás, nunca se tinha visto um presidente do Sporting dizer coisas destas, pois não?
“Moutinho era uma maçã podre que iria contaminar o grupo”
Eu, por acaso, acho que é bastante mais ofensivo chamar “maçã podre” a um jogador do que “menino mimado” mas, claro, pode haver quem pense o contrário…
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| Vieira, 2003 |
Finalmente, Bruno de Carvalho é também criticado por ser um “presidente-adepto” e que é ridículo vê-lo saltar para dentro do campo, ou dos pavilhões, para festejar aos saltos as vitórias com os jogadores.
Ora, conforme todos sabemos, nunca se tinha visto em Portugal um presidente de um Clube/SAD festejar com os jogadores de uma forma exuberante, pois não?
Em resumo, a comunicação social mostra toda a sua coerência ao atacar ferozmente o Bruno de Carvalho porque, de facto, nunca se tinha visto o presidente de um dos grandes clubes com comportamentos ou declarações semelhantes, certo?
P.S. A coligação anti Bruno, liderada por rostos conhecidos da elite/oposição sportinguista, é engrossada pelos “cartilheiros” do slb, os quais dominam o panorama dos media portugueses. A estes, que não são poucos, juntam-se também jornalistas e comentadores que têm boas relações com conhecidos players (Joaquim Oliveira) ou agentes do futebol (Jorge Mendes e outros). Por isso, se o Bruno de Carvalho conseguir sobreviver à “guerra” que está a travar com este “exército”, prevejo que, depois de um “Verão quente”, a próxima época vai ser escaldante…
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| Luís Filipe Vieira e o amigo Dias da Cunha |
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| Vieira e os almoços com presidentes do Sporting |
P.S.2 Sou adepto e sócio do FC Porto. Não gosto do estilo do Bruno de Carvalho, não simpatizo com a figura e não gostaria de ver alguém parecido na presidência do meu clube. Contudo, em termos de posicionamento nesta “guerra civil” do clube de Alvalade, onde parece valer tudo, não posso deixar de levar em conta a forma encarniçada como jornalistas e “cartilheiros” encarnados se mobilizaram para ajudar a derrubar o atual presidente do Sporting. Ora, se nesta “guerra” leonina os interesses do slb estão de um lado, os do FC Porto seguramente que estarão do outro…
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quinta-feira, 8 de março de 2018
A rede subterrânea do slb
É impossível representar, num só esquema, a totalidade da rede subterrânea que os dirigentes do slb montaram, paulatinamente, ao longo da
última década (de 2007 a 2017).
Contudo, o esquema seguinte, publicado no jornal O JOGO de ontem (07-03-2018), dá uma ideia dos “tentáculos” e das áreas, dentro e fora do futebol, abrangidas por essa rede de informações, influências, troca de favores e corrupção.
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| Paulo Gonçalves e a "rede" (clicar para ampliar) |
Esta rede tinha (tem?) de tudo: árbitros, ex-árbitros, vice-presidentes do Conselho de Arbitragem, observadores de árbitros, delegados da Liga, elementos das comissões de Disciplina e de Justiça da FPF, elementos do TAD, elementos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça, empresários de futebolistas, etc.
Perante tudo aquilo que veio a público ao longo dos últimos meses;
Perante tantos factos envolvendo a cúpula dirigente do slb;
Perante os gravíssimos indícios (para dizer o mínimo), de que os últimos campeonatos terão sido adulterados por ação de elementos desta rede, não há consequências?
Até quando, o presidente da Liga, o presidente da FPF e o Secretário de Estado do Desporto irão continuar a assistir a este espetáculo
indecoroso, de braços cruzados e a assobiar para o lado?
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domingo, 14 de janeiro de 2018
O “Benfica do Minho”
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| Abel Ferreira e os "erros não forçados" |
“O primeiro golo, infelizmente, é um erro nosso, um lançamento a nosso favor (…) Questionei os jogadores ao intervalo pela estratégia do jogo. (…) o que define o jogo é o passe, a qualidade do passe. Sobretudo são os erros não forçados que temos de melhorar. (…) Hoje o que fez a diferença foi a quantidade de vezes que saímos para o ataque e perdemos a bola com erros não forçados.”
Estas declarações foram feitas por Abel Ferreira, treinador do clube que muitos apelidam de “Benfica do Minho”, no final do SC Braga x SLB de ontem.
De facto, foi muito estranho, chegou a ser quase ridículo, a forma como alguns jogadores do SC Braga falhavam passes ou perdiam a bola no um para um. E alguns desses passes mais pareciam um “tapete vermelho”, estendido por jogadores do “Benfica do Minho” ao “Benfica de Lisboa” (como aquele passe que isolou o Raul Jimenez ao minuto 87).
Após o que se viu dentro das quatro linhas e depois das declarações do treinador da equipa bracarense, é inevitável recordar o encontro recente entre o presidente do SC Braga e o presidente do SLB, encontro esse após o presidente do Sporting ter acusado António Salvador de ser um testa de ferro de Luís Filipe Vieira no denominado G-15.
Salvador e Vieira, dois conhecidos de longa de data, amigos (dependentes?) de Jorge Mendes para a compra/venda/empréstimo de jogadores e com diversos interesses comuns (da construção civil ao futebol).
Por exemplo, Danilo, um “jogador de Jorge Mendes”, esteve emprestado pelo SC Braga ao SLB, mas como não vingou em Lisboa regressou ao Minho.
«Danilo foi a ilustração do desatino braguista. Falhou passes atrás de passes (…) e foi dele a asneira para o primeiro golo do Benfica. Vukcevic, Fábio Martins, Ricardo Horta e Xadas também tiraram o dia para uma desgarrada de asneiras sem fim.»
JN, 14.01.2018
Danilo, ontem, foi um dos piores em campo? Coincidências…
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domingo, 12 de novembro de 2017
Dos e-mails à REDE ENCARNADA
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| Investigação ao caso dos e-mails no principal telejornal da TVI |
Em 10 de junho passado, uns dias após o Diretor de Informação e Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, ter iniciado a bombástica revelação pública de e-mails, que nos últimos anos foram trocados entre diferentes personagens com ligações ao SLB, eu publiquei um artigo (Oremos pelos “padres” pecadores), onde escrevi o seguinte:
«Chegados a este ponto, pode dizer-se que todos os objetivos imediatos (de curto prazo), resultantes da denúncia feita no último ‘Universo Porto da Bancada’, foram alcançados. Eu diria mesmo que foram ultrapassados, tal foi o impacto mediático e a desorientação evidente que provocou nos “milhafres” de carnide, que mais parecem galinhas tontas.»
De facto, os benfiquistas ficaram atarantados, sem saber o que fazer ou dizer e, em termos de reações, houve de tudo. Silêncios ensurdecedores, falhas de memória seletivas, reações envergonhadas, não-reações e até confissões implícitas (do tipo “vocês fizeram parecido”).
Cinco meses depois, a partir da revelação de outros e-mails (feitas no Porto Canal, no jornal EXPRESSO e na revista SÁBADO), tudo é muito mais claro. Os adeptos do futebol e o público em geral, ficaram a saber que a rede de poder e de influências montada pelo SLB é enorme e abrange, ou abrangeu, todas as áreas do futebol português, nomeadamente:
- um ex-Presidente da Liga de Clubes (Mário Figueiredo);
- um ex-Presidente da Assembleia Geral da Liga de Clubes (Carlos Deus Pereira);
- um ex-VicePresidente do Conselho de Arbitragem da FPF, responsável pela classificação dos árbitros (Ferreira Nunes);
- vários ex-delegados da Liga (com destaque para Nuno Cabral, o “menino querido”);
- um ex-responsável pela nomeação dos delegados (o engenheiro Fidalgo);
- um ex-árbitro da AF Braga (Adão Mendes);
- um membro do Tribunal Arbitral do Desporto (Miguel Lucas Pires);
- um ex-presidente da Comissão Disciplinar da Liga e atual membro do TAD (Ricardo Costa);
E, claro, o presidente e vários elementos da estrutura do SLB (Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves, Pedro Guerra).
Chegados a este ponto, a grande novidade dos e-mails não foi revelar que havia (há) uma vasta rede subterrânea a “trabalhar” em prol do SLB. Mesmo sem termos acesso às provas digitais/documentais que foram divulgadas, isso há muito tempo que era óbvio (em março de 2014, eu publiquei um artigo que intitulei Os aliados e “criadas de servir” de Vieira).
O grande mérito dos e-mails foi o de identificar, de forma inequívoca, vários rostos desta rede, revelar uma extensa teia de ligações, que envolveram os mais altos responsáveis do SLB e mostrar o refinamento a que se chegou nos métodos adoptados para ganhar jogos e campeonatos.
O esquema seguinte, publicado no JN, mostra apenas uma parte da REDE ENCARNADA.
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| Ligações entre diferentes rostos da Rede Encarnada (JN) |
Cinco meses depois, este caso deixou de ser, unicamente, um caso de e-mails divulgados no Porto Canal.
Este caso “saltou” dos programas do Porto Canal para a generalidade da comunicação social, fez capa em jornais insuspeitos de terem uma agenda portista e chegou às televisões generalistas, mesmo aquelas cuja orientação é mais pró-SLB e anti-FCP.
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| Duas capas do Correio da Manhã de Junho de 2017 |
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| Investigação ao caso dos e-mails (Jornal 8 da TVI) |
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| O mailingate, a rede de influências (Tempo Extra, SIC Notícias) |
E o impacto deste caso é cada vez maior, como o próprio SLB reconhece. Por exemplo, no recurso que apresentou no Tribunal da Relação à sentença do Tribunal Cível do Porto, o qual recusou a providência cautelar que visava proibir o diretor de comunicação do FC Porto de continuar a divulgar e-mails, o SLB refere que a contínua divulgação de mensagens de correio eletrónico dos seus dirigentes, tem provocado um enfraquecimento da ligação emocional dos adeptos ao clube.
Pudera, ao verem revelado publicamente o “segredo” de como foi ganho o treta campeonato, quem é que não ficaria emocionalmente afetado?
Cinco meses depois, penso que devíamos deixar de chamar a este caso o “caso dos e-mails”. Os e-mails são, apenas, um elemento de prova (como seriam escutas, se algum juiz tivesse a coragem de pôr os telemóveis do presidente do SLB ou de Paulo Gonçalves sob escuta).
Este caso deve ser designado de acordo com o cerne da questão, isto é, como o caso da REDE ENCARNADA (ou algo parecido), porque é disso que se trata. Continuarmos a chamar a este caso o “caso dos e-mails” é desviar o foco para o assessório e um favor que fazemos ao SLB.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017
SLB “confirma” veracidade dos e-mails
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| Capa do 'Correio da Manhã' de 04-08-2017 |
De acordo com a capa de hoje do ‘Correio da Manhã’, o SLB confirma, de forma implícita, que os e-mails apresentados pelo FC Porto no programa ‘Universo Porto – da Bancada’ são verdadeiros.
Porque, como é óbvio, se os e-mails foram “roubados” é porque existem (é impossível roubar o que não existe…).
E se o SLB avançou com uma ação por “acesso ilegítimo a correspondência privada” é porque essa correspondência (leia-se, troca de e-mails, entre diversos atores do futebol português e elementos da estrutura benfiquista) existiu mesmo.
Ora, como Portista, só posso agradecer ao SLB o contributo que acaba de dar para o total apuramento dos factos e para haver verdade desportiva no futebol português (algo que não existiu nos últimos anos).
Finalmente, espero que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e o Ministério Público aproveitem esta “deixa” do SLB e aprofundem as inquirições que, suponho, estão em curso.
Porque, quero acreditar, o melhor está para vir...
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terça-feira, 1 de agosto de 2017
Claques ilegais do SLB? Quais claques?...
“Claques? Não sei que palavra é essa. Sei o que são sócios organizados. Nunca soube que o Benfica tinha claques.”
Luís Filipe Vieira, 31-07-2017
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| Luís Filipe Vieira e os No Name Boys |
Hum… recuemos a setembro de 2007…
“Durante anos, a legislação obrigava à regulamentação das claques. Até à última época desportiva era apenas, como é conhecido, uma claque que estava regularizada. Hoje, já há mais do que uma claque regularizada perante o Estado e há um conjunto delas que estão em fase de regularização”
Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em declarações feitas no dia 05-09-2007
“A regularização torna mais transparente quem são verdadeiramente os líderes dessas claques e responsabiliza-os mais. Responsabiliza também os clubes que os apoiem.”
Paulo Gomes, intendente da PSP e secretário-geral-adjunto do Gabinete Coordenador de Segurança, em declarações feitas no dia 12-09-2007
“Tem que haver alguma diferenciação entre as vantagens que as claques legalizadas têm em relação às outras.
Numa reunião com as nossas claques, foi falado que se desejassem constituir-se associações, teriam determinados direitos. Caso contrário, teriam mais dificuldades em entrar com as bandeiras, com as tarjas, todo esse material que os acompanha para onde quer que vão.”
Paulo Silva, director de segurança do Benfica, em declarações feitas no dia 27-09-2007
Os factos falam por si e, como é óbvio, o problema das claques ilegais do SLB não é novo, bem pelo contrário. Aliás, desde que este blogue foi criado (em 2008), que falamos neste assunto e, particularmente, do apoio que o SLB deu e continua a dar a uma das suas claques ilegais (os No Name Boys).
Claque ilegal com sede no Estádio da Luz (18-11-2008)
Vieira e os No Name Boys (18-05-2009)
No Name interrompem treino (13-11-2010)
“A Casinha” dos No Name Boys (21-01-2012)
O clube “beato” com uma claque sem nome (28-03-2017)
Nos últimos meses, para além de blogues e páginas de facebook nas redes sociais, os departamentos de comunicação do FC Porto e do Sporting também pegaram no tema. E pegaram muito bem.
A VERDADE ALTERNATIVA (comunicado do FC Porto)
Espero que o FC Porto não deixe cair este assunto no esquecimento e, para além de comunicados e denúncias públicas, aja em termos formais, levando o caso até às últimas instâncias, quer a nível nacional, quer internacional. Porque, de uma vez por todas, tem de haver consequências.
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quarta-feira, 26 de abril de 2017
La Piovra | A BOLA apurou…
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| Rui Costa e Luís Filipe Vieira (foto: LUSA) |
«Ontem, no intervalo do dérbi, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Paulo Gonçalves, fizeram uma espera ao árbitro Artur Soares Dias para lhe pedirem satisfações por alegados penaltis não assinalados a seu favor. A cena de coacção e intimidação, habitual nestes protagonistas, como foi, por exemplo, relatado em Paços de Ferreira, foi testemunhada pelos delegados da Liga presentes em Alvalade. O Sporting CP aguarda o relatório dos árbitros e dos delegados, bem como, a reunião do Conselho de Disciplina para então decidir se será mais uma vez forçado a apresentar queixa junto deste órgão.»
Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, num texto publicado no Facebook
Perante esta acusação do Sporting (que diz ter imagens), a qual implica altos dirigentes do SLB e os delegados da Liga que estiveram presentes no Estádio de Alvalade, a "explicação" do jornal semioficial do SLB é deliciosa…
«Paulo Gonçalves, diretor jurídico do Benfica, encontrava-se na zona que dá acesso aos balneários no intervalo do jogo do último sábado, em Alvalade, e não podia - o seu nome estava inscrito no modelo P, que permite a sua presença naquela zona apenas até a partida começar e 15 minutos após o jogo acabar.
O causídico encontrava-se naquela zona na companhia de Luís Filipe Vieira e Rui Costa, tendo estes três elementos abordado o árbitro da partida no período de descanso. Porém, ao que A BOLA apurou, esta situação nem terá sido relatada pelos delegados da Liga que marcaram presença na partida, o lisboeta Manuel Castelo e o escalabitano Rui Manhoso, uma vez que a abordagem foi feita com a máxima educação, trocaram-se alguns pontos de vista e o próprio juiz da partida, o portuense Artur Soares Dias, conversou sem qualquer problema com os três educados e cordiais dirigentes do Benfica - não se ouviu um grito ou palavrão que fosse, ou seja, nada se passou que fosse suscetível de ser mencionado no relatório dos delegados.»
in A BOLA, 25-04-2017
Digam lá se este artigo não foi bem "cozinhado" (cozinhado à lagareiro…). Mais um jeitinho e dava um belo romance…
Nota: Os destaques e sublinhados no texto são da minha responsabilidade.
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terça-feira, 28 de março de 2017
O clube “beato” com uma claque sem nome
Na semana em que responsáveis do SLB vieram a público, falar em claques lideradas por "pessoas que são reconhecidas por insultos a adversários e ameaças a árbitros", vale a pena lembrar umas coisinhas...
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| Um very-light lançado por Hugo Inácio matou um adepto na final da Taça de Portugal de 1996 |
«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como “A Casinha”.
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| A 'Casinha' dos No Name Boys que existia no estádio da Luz |
A operação da PSP teve início na madrugada de hoje e visou membros dos 'No Name Boys' que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais. Além das instalações da claque benfiquista, foram ainda realizadas buscas em 43 residências da Grande Lisboa. Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.
A operação, efectuada no âmbito de uma investigação a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, resultou ainda na apreensão de haxixe, cocaína, heroína, ecstasy. Foram também confiscados bastões, soqueiras e tochas incendiárias.»
in EXPRESSO, 16-11-2008
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| Material apreendido aos No Name Boys |
«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.
O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína.»
in PUBLICO, 16-05-2009
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| No Name Boys: bilhetes, droga, tacos, bastões, machados, armas, munições, etc. |
«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que “facilite” na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais. (…)
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| Luís Filipe Vieira e os No Name Boys |
Diz a PSP que os No Name Boys nunca se quiseram legalizar como associação para não serem identificados. Mas a direcção do Benfica 'não cumpre a lei e cede bilhetes a preço reduzido e instalações' a um grupo que, nas últimas épocas, intensificou 'a violência sobre a polícia e adeptos rivais'. (…)
Vieira almoçou com Diamantino Gaspar, comandante da PSP de Benfica e, segundo este, pediu-lhe para 'aliviar' a presença junto da claque. O objectivo seria fechar os olhos 'a artefactos pirotécnicos', proibidos por lei, 'para as pessoas verem o que é o inferno da Luz'. Estas informações estão na Comissão Disciplinar da Liga e, na pior das hipóteses, o Benfica arrisca suspensão da actividade desportiva. (…)
‘Zé Gago’ deu a conhecer à PSP a proximidade que a claque mantinha com Luís Filipe Vieira através de uma conversa ao telemóvel com o amigo Hugo Caturna, elemento 'extremamente violento' dos No Name Boys que nessa altura estava a ser alvo de escuta telefónica. Caturna é considerado um dos cabecilhas da claque ilegal, o mesmo que disse, em escuta, que 'os No Name Boys são o braço armado do Benfica'. Esteve no incêndio ao autocarro dos adeptos do FC Porto, em Junho passado, e no espancamento de um militar da GNR apenas porque usava um cachecol do clube do Norte. Depois incendiaram-lhe o carro com uma tocha. (…)»
in Correio da Manhã, 18-05-2009
Chega?
O SLB tem duas claques ilegais, uma delas com um historial negro, único em Portugal, e mesmo assim têm a distinta lata de vir falar em claques?
A desfaçatez destes tipos (SLB) não pára de me surpreender.
Para avivar a memória, principalmente dos benfiquistas mais "esquecidos", alguns links sobre este assunto:
Claque ilegal com sede no Estádio da Luz (18-11-2008)
Dois dos três líderes dos 'No Name Boys' em prisão preventiva (Expresso, 19-11-2008)
Vieira e os No Name Boys (18-05-2009)
'No Name Boys' controlavam vida de rivais da Juve Leo (DN, 19-05-2009)
Polícia ajuda No Name a atacar Super Dragões (CM, 19-05-2009)
O relatório da PSP (07-09-2009)
Treze No Name Boys na prisão (CM, 29-05-2010)
(in)Justiça sem nome (21-01-2012)
Hugo Inácio detido na Luz (Record, 08-11-2012)
Claques, violência e a desfaçatez de Eugénio Queirós (04-12-2012)
"No Name Boys" destroem café (JN, 28-10-2014)
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domingo, 26 de março de 2017
Pressão despudorada
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| Domingos Almeida Lima (foto: Record) |
«Domingos Almeida Lima [vice-presidente do SLB] disse que o Benfica já pediu reuniões aos presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e da Liga de clubes (LPFP), Pedro Proença, para expor as "fortes preocupações" do clube sobre a atual situação do futebol português, tendo feito notar que, se a justiça desportiva não for salvaguardada, o Benfica não deixará de "apelar à intervenção do Governo".»
in record.pt, 25-03-2017
Eles (SLB) pressionam membros do Conselho de Arbitragem nos camarotes do estádio da Luz.
Eles (SLB), sempre que perdem ou empatam, no final do jogos vão direitinhos aos árbitros, provavelmente para lhes “desejar boa viagem de regresso a casa”...
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| Rui Vitória e os árbitros |
Eles (SLB) anunciam reuniões de emergência com o Conselho de Arbitragem.
Eles (SLB) divulgam publicamente datas e “conclusões” das reuniões que solicitam ao Conselho de Arbitragem.
Eles (SLB) promovem entrevistas televisivas em momentos cruciais, com temas escolhidos a dedo.
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| Entrevista de Luís Filipe Vieira à CMTV (02-03-2017) |
Eles (SLB) emitem comunicados oficiais com ataques à Federação Portuguesa de Futebol.
Eles (SLB) emitem comunicados oficiais a anunciar que não estarão representados em jogos da Seleção, disputados no… estádio da Luz.
Eles, um clube que domina totalmente os meandros do futebol português, pelo menos desde os tempos em que Vieira colocou Cunha Leal na Liga, não têm qualquer pudor em exercer uma enorme pressão, para lá de todos os limites, sobre os principais agentes do futebol português.
A esta pressão descarada, o Sporting, através do diretor de comunicação (Nuno Saraiva) e, principalmente, do presidente Bruno de Carvalho, já lhes respondeu à letra (“esse senhor [Luís Filipe Vieira] nem na vida pessoal pode ter a cabeça tranquila quanto mais no futebol”).
E nós?
A Administração do FC Porto está de férias?
O FC Porto (Administração/Direção) não pode ficar calado e, a menos de uma semana do SLB x FC Porto, fazer de conta que toda esta pressão despudorada nada tem a ver connosco e com esse jogo decisivo.
É preciso que nos próximos dias (antes que seja tarde demais, antes do SLB x FC Porto!), alguém da estrutura do FC Porto venha a público e reaja, de forma muito dura, a esta campanha do SLB.
O FC Porto não pode continuar tolhido. Temos de reagir à Porto, carago!
P.S. Nunca nos renderemos! (publicado no início desta época)
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sexta-feira, 24 de março de 2017
“Ter todas as imagens possíveis”
Na sequência do artigo “Sei como é que isso se faz”…
O jornal O JOGO de hoje, traz uma entrevista com David Elleray, ex-árbitro inglês e atual diretor técnico do International Football Association Board (IFAB) em que, entre outras afirmações importantes, refere que a FIFA pretende ter o Video Assistance Referee (VAR) a funcionar no Mundial’2018.
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| David Elleray e as imagens televisivas (fonte: O JOGO) |
E acerca do papel do VAR, David Elleray afirma:
“Queremos um antigo árbitro como VAR, porque senão os realizadores de televisão vão ser muito importantes. No râguebi chegaram a ouvir-se queixas de que os árbitros não tinham acesso a todas as imagens, quando elas prejudicavam a equipa da casa. Não queremos isso, claro.”
Após a confissão pública do diretor de conteúdos da BTV e depois de ler as preocupações do diretor técnico do IFAB sobre o mesmo assunto (esconder lances que prejudicam a equipa da casa), fiquei a perceber melhor o alcance da seguinte afirmação de Luís Filipe Vieira:
“Estamos 10 anos à frente da concorrência”
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| Luís Filipe Vieira, 10 anos à frente da concorrência |
10 anos?!
Eu até diria mais…
Já agora, os realizadores dos jogos transmitidos pela BTV também têm direito a vouchers?...
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sábado, 27 de agosto de 2016
Nunca nos renderemos!
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| Winston Churchill |
“We shall go on to the end. We shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our island, whatever the cost may be. We shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender”
Este texto faz parte de um célebre discurso proferido por Winston Churchill, no dia 4 de junho de 1940, perante a Câmara dos Comuns do Parlamento inglês.
Em junho de 1940, a Europa estava mergulhada na II Guerra Mundial e a máquina de guerra da Alemanha Nazi parecia imparável. Com este discurso, Churchill, o então Primeiro-Ministro da mais velha democracia do Mundo, quis mobilizar o povo britânico e dar um forte sinal da sua inquebrável determinação, quer para dentro, quer para fora do Reino Unido.
Nos últimos anos, lembrei-me várias vezes de Churchill (o "Velho Leão") e deste discurso mobilizador.
E porquê?
Porque, conotações histórico-políticas à parte e passe o exagero da comparação, tal como a máquina de guerra montada por Hitler, também a “máquina benfiquista” habilmente montada por Vieira (lembram-se da "criada de servir" e do Estorilgate?) domina, a seu belo prazer, todos os sectores e instituições do futebol português.
Poder encarnado que persegue, enxovalha, ameaça e até exclui quem tem coragem e não alinha no “desportivamente correto” (que o diga o ex-árbitro Marco Ferreira).
E tudo isto feito às claras, na praça pública, com total impunidade.
Veja-se o que aconteceu esta semana, após o SLB ter empatado em casa com o Vitória Setúbal.
“Não fomos eficazes, mas o árbitro [Manuel Oliveira] também não foi. (…) Fundamentalmente na segunda parte, houve decisões [do árbitro] que na minha opinião não foram bem tomadas. Não é nenhum lance em concreto, mas quem anda no futebol percebe. Uma ou outra situação condicionou o jogo. Não foi uma arbitragem bem conseguida ”
declarações do treinador dos encarnados no final do SLB x Vitória Setúbal
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| Rui Vitória e a "ineficácia" do árbitro Manuel Oliveira (o que será um árbitro eficaz?) |
«No final do jogo, ainda no camarote das águias, o líder do emblema da Luz dirigiu-se à zona onde estava o vice-presidente do Conselho da Arbitragem da FPF, João Ferreira, o responsável da APAF, Luciano Gonçalves, assim como o observador do árbitro, Natálio Silva, e foi bastante crítico, de acordo com pessoas presentes no local. “É uma vergonha... Como é que nomeiam este tipo?”, perguntou o responsável das águias.
Segundo algumas testemunhas presentes, embora esta seja uma versão negada pelo Benfica, Luís Filipe Vieira continuou sem se deter e, já no topo das escadas, à entrada da zona de catering, onde estava acompanhado por outros dirigentes benfiquistas terá prosseguido. “Não queremos mais aqui este tipo [o árbitro Manuel Oliveira]”»
in record.pt, 22-08-2016
Como habitualmente, na sequência das queixas de treinador e presidente, a comunicação social (a maior parte da qual ao serviço do clube do regime) fez o seu papel. Isto é, fez eco e ampliou as “justas razões de queixa” dos encarnados.
Desta vez, e neste domínio, a SIC destacou-se dos demais órgãos de comunicação, ao ponto de colocar um ex-árbitro, Duarte Gomes (lembram-se dele? ver aqui e aqui), em direto no telejornal de segunda-feira, numa autêntica ação de propag… perdão, de “serviço público” e “isenção” jornalística.
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| Duarte Gomes no Jornal da Noite da SIC |
Ora, após as queixas e a pressão exercida pelo treinador sob o árbitro, em pleno relvado do estádio da Luz;
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| Rui Vitória dirige-se ao trio de arbitragem do SLB x Vitória Setúbal |
Após a alegada pressão exercida pelo presidente do Clube/SAD sob membros do Conselho da Arbitragem e da APAF, em pleno camarote do estádio da Luz;
Após as acusações ao árbitro, feitas pelo treinador na conferência de imprensa no final do jogo;
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| Segundo o treinador do SLB, o árbitro Manuel Oliveira pôs-se a jeito (a jeito de quê?...) |
Seria de esperar que o treinador do SLB fosse castigado com alguns jogos de suspensão (veja-se o exemplo da Premier League) e que, no mínimo, fosse instaurado um inquérito disciplinar ao presidente do SLB.
Pois sim, é melhor esperarmos sentados…
Na realidade, o único castigado será o árbitro Manuel Oliveira (nem um penalty duvidoso, assinalado a poucos minutos do fim a favor dos encarnados, o salvou da “fogueira”) tendo, no imediato, ficado de fora das nomeações (deve ser para descansar e refletir...).
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| Jogador sadino toca e corta a bola antes de haver contacto com o jogador do SLB |
Nos últimos anos, o país futebolístico assistiu ao #colinho (absolutamente decisivo na conquista do título encarnado de 2014/15), ao condicionamento de árbitros (exemplos: a agressão a Pedro Proença e a despromoção de Marco Ferreira), ao #colinho (versão 2), à oferta de vouchers a árbitros, ao #colinho (versão 3), à AG da FPF anular o sorteio dos árbitros (uma decisão da Liga votada pela maioria dos clubes, mas que tinha a oposição do SLB), ao #colinho (versão n), etc.
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| Pinto da Costa e os jantares no Sapo |
Ora, perante tudo isto, está mais do que na altura do líder dos dragões, ou de alguém da estrutura do FC Porto, dar um murro na mesa e dizer, alto e bom som, BASTA!
Dizer que o FC Porto não aceita continuar ad aeternum refém moral da história (mal contada) do apito dourado (cuja “investigação” começou no Norte, mas terminou em Leiria…) e que não pactuamos mais com o atual estado de coisas no futebol português.
Perante este poderoso “exército” encarnado, que esmaga quem se lhe opõe, está mais do que na altura do líder do FC Porto deixar de andar preocupado na "caça às bruxas" (leia-se, a ex-dirigentes ou a portistas mais mediáticos que o ousam criticar) e, em vez disso, deve antes estar empenhado em mobilizar a Nação Portista para o verdadeiro combate que tem de ser travado, sem medos, nem hesitações.
Caro presidente Pinto da Costa,
É preciso dar meios adequados ao treinador para lutarmos, com cada vez mais força e determinação, dentro dos relvados.
É preciso que a administração do FC Porto trabalhe melhor a política de alianças (com outros agentes desportivos) e jogue, de forma inteligente, no xadrez dos órgãos de poder do futebol português – Federação, Liga, associações, sindicato dos jogadores, etc.
Mas é, também, preciso travar a importante batalha mediática com outra energia, recorrendo estrategicamente (de forma articulada) a todos os instrumentos à nossa disposição – Porto Canal; site oficial e 'Dragões Diário'; Redes sociais; promoção de entrevistas regulares a órgãos de comunicação social; etc.
O que não pode continuar é a postura que a Administração do FC Porto tem tido nos últimos anos, uma postura passiva e silenciosa, dando sinais de estar dividida, cansada e acomodada (aos sucessos do passado).
Os sócios do Futebol Clube do Porto (por favor, deixem de nos tratar como meros clientes) estão prontos.
Os adeptos do FC Porto estão prontos, mas é preciso que o presidente do Clube e os administradores que o rodeiam mudem de postura, deixem de estar à defesa, encolhidos (como se estivessem acossados) e liderem as “tropas” azuis-e-brancas neste difícil combate.
Caro presidente, temos de fazer sentir aos nossos adversários e a quem quer mal ao FC Porto, que estamos vivos, que somos PORTO e que nunca nos renderemos!
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Carlos Xavier recorda o Estorilgate
Numa entrevista recente, publicada na revista Sábado, Carlos Xavier recordou um dos episódios do Estorilgate.
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| Carlos Xavier e o Estorilgate (revista Sábado de 04-12-2015) |
Contudo, como muitas pessoas têm memória curta e já se esqueceram da forma como o SLB ganhou o campeonato 2004/2005, vou recordar outras denúncias públicas feitas na altura dos factos.
«O técnico-adjunto do Estoril, Carlos Xavier, disse esta segunda-feira que o director-geral da SAD do SL Benfica, José Veiga, ameaçou o técnico do Estoril, Litos, com despedimento no final do jogo que os encarnados venceram por 2-1. “Ouvi-o dizer ao Litos que ia para o desemprego no final do jogo”, afirmou Carlos Xavier, em declarações à Rádio Renascença.
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| Capa de O JOGO |
“Parecia que estávamos a jogar numa partida de apresentação do Benfica. O árbitro até ficou com umas botas do Benfica. Só faltou tirar a camisola por baixo. O fiscal de linha esteve sempre a olhar para o nosso lado a ver se reagíamos. Chegou a uma altura em que fui-me embora. Estava enojado.”
Carlos Xavier revelou ainda que um indivíduo do Benfica (um segurança que normalmente acompanha a equipa e que esteve envolvido nos incidentes registados nos balneários na partida da primeira volta) tentou convidar jogadores do Estoril para almoçar, uma semana antes do jogo.
“Existiu o envolvimento de «um sujeito que trabalhou no Estoril e que está agora no Benfica, que já na primeira volta bateu na porta, durante a confusão registada no intervalo. Teve agora o descaramento de aparecer no Estoril a falar com os jogadores e a convidá-los para almoçar.”»
Em Junho de 2008, numa longa entrevista ao DN, o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, disse o que pensava sobre o Estorilgate:
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| Soares Franco e o Estorilgate (fonte: DN, Junho de 2008) |
Como seria de esperar, atendendo às pessoas e clube envolvido (o sempre protegido clube do regime) estes e outros episódios, apesar de denunciados publicamente, nunca foram devidamente investigados, nunca motivaram escutas e muito menos conduziram à constituição de super equipas especiais de investigação.
Outros artigos relacionados:
José Veiga e a Estoril SAD (11-02-2008)
Devesa Neto, o árbitro auxiliar (30-04-2008)
A "criada de servir" do Benfica (25-06-2008)
João Rodrigues e as escutas perdidas (28-10-2010)
Guilherme, Hélio, cunhas e (des)lealdades (24-11-2012)
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