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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A nova lei do fora-de-jogo


Jorge Coroado: "Valdés, no momento da assistência de Patrício, estava em posição irregular. O pontapé foi longo, e isso originou a distracção de José Ramalho, que não prestou atenção à movimentação do atacante."

Pedro Henriques: "Valdés, no momento do passe de Rui Patrício, está mais perto da linha de baliza do adversário do que a bola e o penúltimo adversário, ou seja, estava em fora-de-jogo."

Paulo Paraty: "É um facto que o assistente é traído pela grande distância que a bola percorreu até chegar a Valdés, não punindo a sua posição inicial de fora-de-jogo."

José Leirós: "Golo ilegal de Valdés. Valdés estava fora-de-jogo quando Rui Patrício pontapeou a bola, que não tocou em nenhum jogador."


Os ex-árbitros que opinaram publicamente sobre este lance são unânimes: o golo do Sporting foi irregular, pois Valdés estava em clara posição de fora-de-jogo no momento do pontapé de Rui Patrício.

Todos os especialistas de arbitragem estão de acordo? Não, há um "super-especialista" que tem uma interpretação diferente sobre a lei do fora-de-jogo. Segundo uma tese peregrina, enunciada e defendida por Rui Oliveira e Costa no último 'Trio de Ataque', não interessa verificar a posição do Valdés no momento em que Rui Patrício pontapeia a bola para a frente, mas sim após a bola ter passado por Rolando e Liedson e batido no relvado!!!
Na douta opinião do representante do Sporting no programa da RTP-N, o facto do Rolando, Liedson ou outro qualquer jogador não terem tocado na bola é irrelevante. Não tocaram mas podiam ter tocado...

Para quem anda sempre a queixar-se das arbitragens, do "Sistema", do "lobo mau" (Pinto da Costa), do relvado, do azar, etc., é impressionante a ginástica que os "calimeros" fazem para não reconhecerem aquilo que é óbvio.
Meus senhores, o jogo foi transmitido pela televisão, está gravado e não vale a pena negar as evidências. A arbitragem do último Sporting x FC Porto foi uma vergonha, tendo a equipa leonina sido claramente beneficiada, quer neste, quer noutros lances que foram fundamentais para o desenrolar do desafio. É assim tão difícil admitir este facto?

P.S. Foi uma pena que o Miguel Guedes não tivesse aproveitado a oportunidade e sugerido o Rui Oliveira e Costa para instrutor dos próximos cursos de arbitragem. Pelos vistos, árbitros e ex-árbitros têm muito a aprender com este "especialista"...

terça-feira, 10 de março de 2009

Os processos UGT/FSE e Apito Dourado

No último ‘Trio de Ataque’ (dia 3 de Março), a propósito de mais um episódio da novela ‘Apito Dourado’, Rui Moreira referiu que teria sido prudente que a justiça desportiva (com menos meios de prova) esperasse pelas decisões dos tribunais, até para que se evitassem situações inexplicáveis e inaceitáveis de os mesmíssimos factos terem como consequência decisões jurídico-disciplinares de sentido contrário.

António Pedro Vasconcelos e Rui Oliveira e Costa discordaram veementemente e o representante do Sporting foi mesmo mais longe, dizendo que não reconhecia credibilidade à Justiça dos tribunais, mas que na justiça desportiva ainda acreditava alguma coisa (não foram estas as palavras exactas, mas foi esta a ideia que transmitiu).

Esta afirmação, que desqualifica a Justiça portuguesa, é grave e não foi feita propriamente à mesa de um café, para um grupo restrito de amigos, depois de beber uns copos. Foi feita na televisão, num programa que também é visto no estrangeiro e por uma pessoa que foi dirigente da UGT e do PS (ainda recentemente o vimos na companhia do primeiro-ministro), que teve responsabilidades no Sporting e que é administrador de uma das principais empresas de sondagens que actuam em Portugal.

Eu não sei desde quando é que Rui Oliveira e Costa tem esta posição relativamente à Justiça que é feita nos tribunais portugueses, mas ao ouvi-lo dizer isto lembrei-me de um processo em que ele esteve envolvido e que ficou conhecido como o caso UGT/FSE.

O julgamento incidiu em alegadas burlas com verbas do Fundo Social Europeu (FSE) em que, segundo o Ministério Público, houve um “plano criminoso” de utilização indevida de verbas do FSE na formação profissional prestada pela UGT.
Os factos remontam a 1988 e 1989, tendo a acusação por fraude na obtenção de subsídios, num valor superior a 358 mil contos (1,8 milhões de euros), sido deduzida pelo Ministério Público em 1995.

O processo UGT/FSE tinha como arguidos o actual secretário-geral da UGT, João Proença, o seu antecessor, Torres Couto, o ex-tesoureiro José Veludo e o também antigo dirigente da central sindical Rui Oliveira e Costa, entre outros.

Em 17 de Dezembro de 2007, o colectivo de juízes do Tribunal da Boa Hora, presidido por João Felgar, reconheceu como provadas quatro situações de irregularidades na formação profissional promovida pela UGT com fundos europeus, duas em 1988 e duas em 1989, mas absolveu todos os arguidos e apenas considerou José Manuel Veludo (tesoureiro do ISEFOC, o instituto de formação ligado à UGT) culpado de crime de burla na forma tentada, entretanto prescrito.

Apesar do processo ter 200 volumes e 900 factos documentados, o tribunal considerou que não era possível extrapolar que a falsificação de documentos “era do conhecimento do ISEFOC ou dos demais arguidos no âmbito de um plano criminoso mais vasto” e de que não foi produzida prova suficiente de um conluio entre os arguidos para os considerar cúmplices nos factos.

Será que Rui Oliveira e Costa considera que esta decisão do Tribunal da Boa Hora foi credível?
Ou será que para Rui Oliveira e Costa a credibilidade dos tribunais é a la carte, isto é, a Justiça só é credível quando as decisões vão de encontro às ideias (ou deverei dizer desejos) deste ex-sindicalista?

Pouco tempo depois da decisão do Tribunal da Boa Hora, João Proença fez as seguintes declarações:

Assistiu-se a uma clara tentativa para destruir ou minimizar a central sindical. Disso são prova as constantes fugas ao segredo de justiça durante a fase de investigação, com o objectivo de condenar a UGT na praça pública, e o excesso de zelo manifestado pelo Ministério Público até à fase de julgamento, diversas vezes orientado ao mais alto nível [pelo Procurador-geral da República, Cunha Rodrigues]. (...)
Durante 20 anos houve uma clara tentativa de condenar a UGT na praça pública e muitos dos prejuízos são irreparáveis, nomeadamente para as pessoas e instituições atingidas na sua idoneidade. (...)
Como é evidente os ataques brutais de que fomos vítimas, perante a opinião pública e nas próprias empresas, deixaram marcas”.

Pegando nestas declarações do secretário-geral da UGT é possível fazer um paralelismo com o processo ‘Apito Dourado’?

Imaginemos as seguintes declarações, que Pinto da Costa (ainda) não fez, mas que poderia perfeitamente ter feito:

Assistiu-se a uma clara tentativa para destruir ou minimizar o Futebol Clube do Porto. Disso são prova as constantes fugas ao segredo de justiça durante a fase de investigação, com o objectivo de condenar a FC Porto na praça pública, e o excesso de zelo manifestado pelo Ministério Público até à fase de julgamento, diversas vezes orientado ao mais alto nível [pelo Procurador-geral da República, Pinto Monteiro]. (...)
Durante cinco anos houve uma clara tentativa de condenar o FC Porto na praça pública e muitos dos prejuízos são irreparáveis, nomeadamente para as pessoas e instituições atingidas na sua idoneidade. (...)
Como é evidente os ataques brutais de que fomos vítimas, perante a opinião pública e nos próprios clubes, deixaram marcas”.

Será que o caso UGT/FSE e o processo ‘Apito Dourado’ são, no modo como foram “geridos” pelo Ministério Público, assim tão diferentes?
O que dirá Rui Oliveira e Costa deste paralelismo?


P.S. No ‘Trio de Ataque’ da semana passada Rui Oliveira e Costa fez outra afirmação interessante. Disse ele que, independentemente das decisões judiciais nos processos do ‘Apito Dourado’ (o homem está mesmo com pouca fé...), nunca mais um árbitro foi a casa de um presidente de um clube nas vésperas de um jogo.
Pois, talvez, e eu digo que apesar da decisão do Tribunal da Boa Hora, nunca mais tive conhecimento de uma central sindical ter promovido cursos que envolvessem acções de formação facturadas e não realizadas, a apresentação de aulas teóricas como se de práticas se tratassem, ou a atribuição a cinco pessoas da formação realizada por uma, permitindo recebimentos superiores aos devidos.

Fontes: Lusa, 17/12/2007

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pela boca morre o... leão


Tirando partido da tribuna que lhe é concedida pela RTP, Rui Oliveira e Costa tem sido um dos mentores e actores principais na campanha anti-Bruno Alves, classificando-o como um jogador violento a quem os árbitros perdoam os excessos.

Pois ao ver o que se passou no último Belenenses x Sporting, não pude deixar de me lembrar do que o representante da Direcção do Sporting tem dito no programa ‘Trio de Ataque’.

Primeiro, Rochemback, sem qualquer hipótese de jogar a bola, pontapeou deliberadamente Diakité.


Não há qualquer dúvida, foi uma agressão e era lance para cartão vermelho. O árbitro Pedro Henriques viu perfeitamente, mas decidiu mostrar apenas o cartão amarelo.
Porquê?
Bem, não deve ter querido que o Sporting jogasse a última meia-hora com menos um e, ainda por cima, numa altura que estava a perder por 0-1... Além disso, se tivesse sido expulso, Rochemback também não ia poder jogar no derby da próxima jornada.
Está explicado.


Aos 76 minutos, foi a vez de Pedro Silva “molhar a sopa”. Depois de pontapear a bola, o defesa do Sporting alongou o movimento com o pé atingindo Saulo de forma perigosa. Ou seja, deu uma patada no jogador do Belenenses.
Consequências?
Nada, nem sequer viu o cartão amarelo.



Não é a primeira vez, longe disso, que os jogadores do Sporting mostram uma agressividade a roçar a violência dentro de campo mas, claro, os outros é que têm a fama...

O que dirá Rui Oliveira e Costa acerca destes dois lances e, já agora, do árbitro Pedro Henriques que, como se não bastasse, ainda foi criticado por Paulo Bento no final do jogo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Homem Prevenido vale por Dois

26 de Agosto de 2007, Porto-Sporting no Dragão. Um corte/atraso de Polga e a bola a ser agarrada pelo guarda-redes dos leões, Stojkovic. Pedro Proença assinala o que, em qualquer parte sã do mundo, seria uma falta inequívoca e incontroversa. Rebenta o escândalo! Longas prosas se lavraram, e no programa da RTP-N "Trio de Ataque", o representante sportinguista Rui Oliveira e Costa sacou de espesso dossier e, com ar douto a fazer lembrar aquele juíz do programa "O Juíz Decide", largou umas valentes postas de pescada em defesa da tese de que se tratara de um inócuo corte, não havendo, portanto, lugar a qualquer livre.

O relógio andou para a frente: 15 de Novembro de 2008, Alvalade XXI, Sporting-Leixões: já no ocaso da partida um jogador leixonense esgueira-se pela direita e faz um cruzamento rasteiro que, a ter chegado ao seu destino, teria sido mortífero. Mas não chegou: um jogador do Sporting interceptou a bola e, tal como Polga 15 meses antes, cortou/atrasou a bola na direcção do guarda-redes, desta vez Rui Patrício. Até aqui tudo normal. Mas eis que Patrício, talvez para demonstrar que, até nisto, é tão bom quanto o seu colega eslavo do sul, agarra a bola. Proença vê o incidente e, imagina-se, num repente passa-lhe pela mente o lance do Dragão e desabafa consigo próprio: "Outra vez! Estes gajos hão-de fazer isto sempre comigo a arbitrar!?" E prefere fazer de conta que nada de anormal se passou. A histeria sportinguista de há um ano fez efeito.

Decerto que o lance será analisado nos programas futebolísticos de falatório desta semana, e Rui Oliveira e Costa dirá talvez, com o mesmo ar douto, que Proença aprendeu as regras.
Eu acho que a questão se resolve com uma simples pergunta: se Rui Patrício não estivesse ali o seu colega teria cortado à mesma a bola naquela direcção, assim, muito provavelmente, marcando um golo na própria baliza?
Então - segunda pergunta - a bola foi ou não passada ao guarda-redes, mesmo que num misto de corte/passe?

Quanto a Pedro Proença, terá ainda dito com os seus botões, lembrando-se do "escândalo" do ano passado: "Homem prevenido vale por dois".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Uma enorme paixão com alguns arrufos (II)

5. Maio de 2000

Graças, em grande parte, à sua acção nos três jogos referidos, com vários pontos “subtraídos” ao FC Porto e outros “oferecidos” ao Sporting, o FC Porto não conseguiu atingir o Hexa, o Sporting pôs fim a um jejum de 18 anos e ele, o Bruno, despertou paixões de norte a sul.


Nos anos seguintes, e com a protecção dos senhores José Luís Tavares (à época, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga) e Carlos Valente (membro do CA da FPF), continuou em ascensão, numa caminhada que o havia de levar a árbitro internacional.


6. Bessa, 17 de Abril de 2004

Mais de quatro anos após o Campomaiorense - FC Porto, jogadores, treinadores, dirigentes, comentadores e adeptos do Sporting lançaram um clamor de revolta contra a arbitragem de Bruno Paixão porque, segundo eles, expulsou Rui Jorge indevidamente a 13 minutos do fim do jogo.

De repente, um dos mais famosos árbitros "anti-sistema" (leia-se, anti-FC Porto) e que nunca tinha suscitado críticas nas 12 vezes anteriores em que arbitrou jogos do Sporting, passou, num ápice, de bestial a besta.

É caso para perguntar a estes sportinguistas: meus caros, onde é que vocês estavam no dia 19 de Fevereiro de 2000 quando, em Campo Maior, Bruno Paixão decidiu oferecer o título ao Sporting?
Por onde andaram ao longo dos últimos 4 anos?
Quantos se revoltaram quando o Bruno chegou a internacional?

No programa 'Dia Seguinte' imediatamente após este jogo do Bessa (19/04/2004), Fernando Seara, reagindo à indignação truculenta de Dias Ferreira, afirmou que os sportinguistas têm memória curta. E porquê? Porque o árbitro Bruno Paixão lhes tinha oferecido o campeonato da época 1999/2000.


Qual é a novidade? Toda a gente sabe das escandaleiras que ocorreram na época 1999/2000. Sim, mas foi preciso esperar quatro anos para ouvir este reconhecimento da boca de um destacado benfiquista, conhecido pelo seu anti-portismo e que sempre defendeu uma aproximação entre os dois clubes da 2ª circular.


7. Leiria, 11 de Agosto de 2007

A Supertaça 2007/08, a disputar entre o FC Porto e o Sporting, foi marcada pela FPF para o Estádio Dr. Magalhães Pessoa em Leiria (por coincidência, uma zona do país onde há uma forte presença sportinguista...).

Quanto ao árbitro nomeado pela FPF para este jogo foi... Bruno Paixão!


Os portistas já sabem o que podem esperar das arbitragens apaixonadas do Bruno mas, desta vez, ele não quis perder tempo e desde o início mostrou ao que vinha. Logo ao 2º minuto, zás, amarelo para o Paulo Assunção e passados mais oito minutos foi a vez de Pedro Emanuel, após ter feito uma falta normalíssima, também ficar amarelado. E assim, ao minuto 10, um dos defesas-centrais e o médio-defensivo (um jogador-chave nas transições e compensações defensivas dos dragões) já estavam condicionados para o resto do jogo.
Apesar das “habilidades” da arbitragem, o FC Porto foi sempre melhor, enviou inclusive uma bola ao poste, mas o jogo chegou ao intervalo empatado.

Poucos minutos após o início da 2ª parte, e ainda com o resultado em branco, deu-se o caso do jogo. Dentro da área do Sporting, Tonel corta a bola com a mão bem acima da cabeça. Os jogadores viram e o público, a avaliar pela reacção vinda da bancada, também não teve dúvidas. Penalty claríssimo em qualquer parte do mundo (e amarelo para Tonel), mas que Bruno Paixão (bem posicionado) e o árbitro-assistente que acompanhava o ataque do FC Porto decidiram ignorar.

Como é óbvio, este lance teve uma influência decisiva no desenrolar e resultado final do jogo e, por isso, esta Supertaça (ganha pelo Sporting com um golo de Izmailov aos 76') será para sempre lembrada como a Supertaça ganha com muita paixão...

O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade” se o lance do Tonel tivesse sido o contrário? Isso todos sabemos.


8. Alvalade, 6 de Abril de 2008

Jogo Sporting – Braga, da 25ª jornada.
Numa altura em que o Braga estava a tentar reduzir a desvantagem que trazia da 1ª parte (0-2), Zé Manel fez um cruzamento largo da direita e Mateus, saltando mais alto do que Abel, bate Rui Patricio.
Não houve fora-de-jogo. Não houve falta. Golo limpíssimo, mas que Bruno Paixão, inexplicavelmente, anulou.

Na TVI, questionado por Sousa Martins se havia alguma razão para que Bruno Paixão tivesse anulado o golo do Braga, Jorge Coroado respondeu assim:
“Razão objectiva não encontro absolutamente nenhuma”.



Mas quem disse que o Bruno tinha de ter alguma razão objectiva para beneficiar o Sporting?
Anulou o golo porque lhe apeteceu. Há algum problema?


9. Paços de Ferreira, 4 de Maio de 2008

As deslocações a Paços de Ferreira não costumam ser fáceis para o Sporting e desta vez também não foi.
O Sporting acabou por vencer pela diferença mínima, 1-0, golo marcado na sequência de uma falta. Contudo, a falta que está na origem do único golo dos leões é muito duvidosa e para Jorge Coroado é mesmo inexistente.
Veja o lance e as declarações no seguinte vídeo:




10. Braga, 1 de Setembro de 2008

A habitual pressão do Sporting sobre os árbitros começou logo na 1ª jornada da época 2008/09. Assim, após as queixas estridentes de Paulo Bento no final do Sporting – Trofense (que os leões venceram por 3-1), o presidente da CA da Liga, o sportinguista Vitor Pereira, decidiu nomear um árbitro que, suponho, lhe dava garantias para a difícil deslocação do seu clube a Braga.

Logo ao 3º minuto, e perante uma falha clamorosa da defesa bracarense, o Sporting abriu o activo. A partir daí o jogo endureceu e o árbitro foi distribuindo cartões amarelos por jogadores das duas equipas.
Aos 36' foi a vez de Postiga ver um cartão amarelo, por impedir a marcação rápida de uma falta contra a sua equipa.
Ao minuto 39 dá-se o caso do jogo. Em plena área do Sporting, Postiga atira-se para cima de Meyong, encavalitando-se nas costas do avançado do Braga (conforme se pode ver na foto seguinte).


Lance de penalty mais do que evidente e cartão amarelo para o jogador infractor (neste caso seria o 2º cartão amarelo para Postiga). Contudo, qual não foi o espanto de todos, quando o Bruno, com toda a paixão deste Mundo, decidiu transformar um penalty descarado numa falta de Meyong!
Deste modo, Bruno Paixão não só impediu o Braga de chegar ao 1-1, como evitou que o Sporting ficasse a jogar com 10 nos últimos minutos da 1ª parte e durante toda a 2ª Parte!

Mas não foi só Bruno Paixão que não viu a falta de Postiga sobre Meyong. 24 horas depois, no programa ‘Trio d’Ataque’ do dia 2 de Setembro, enquanto Rui Moreira e António Pedro Vasconcelos não tiveram dúvidas (Rui Moreira disse mesmo que Bruno Paixão não só viu que era falta como marcou ao contrário, como é típico nele em situações do género, acrescentando que o Sporting já tinha gasto "uma arbitragem à Bruno Paixão" neste campeonato), o representante do Sporting disse que, para ele, não houve qualquer penalty.


Esta posição de Rui Oliveira e Costa não surpreendeu minimamente, é mesmo típica dos sportinguistas. Raramente, ou nunca, reconhecem quando são beneficiados pelas arbitragens e, quando o fazem, tratam logo de arranjar um ou dois lances que lhes permita sustentar a tese de que “o árbitro errou para os dois lados”.

Em resumo, olhando para a anterior série de jogos, custa a perceber porque razão, depois de tantas manifestações de paixão, o Sporting se quer “divorciar” do Bruno.
Ingratos! Ao menos devolvam as taças que ele vos ajudou a conquistar.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Azia sportinguista no Trio de Ataque


No último ‘Trio de Ataque’, realizado em 08/04/2008, o representante do Sporting deu os parabéns ao FC Porto pela conquista do campeonato que, segundo ele, tal como o da época passada foi ganho de forma limpa.

Não podendo pôr em causa a enorme superioridade deste FC Porto (20 pontos são 20 pontos e, ainda por cima, as exibições desta época estão ainda muito frescas), Rui Oliveira e Costa mostrou aquilo que genuinamente lhe vai na alma. Vai daí, cavalgando a onda mediática do Apito Dourado, tratou de contestar o mérito do FC Porto em campeonatos ganhos pelos dragões nos anteriores 15 anos, referindo que havia uma mão por trás e que “já houve um poder instalado no futebol português que foi nefasto, que durou uma década e meia, e que tem vários nomes”. Para que não ficassem dúvidas sobre os destinatários da sua azia, acrescentou: “O sistema Pinto da Costa-Valentim Loureiro que mandou no futebol português vai ser punido.”

Perante este tipo de dislates é caso para perguntar: Ó senhor Rui Oliveira e Costa, recorda-se da forma como o Sporting venceu os campeonatos das épocas 1999/00 e 2001/02?

Será que os sportinguistas já se esqueceram da grande revelação da época 1999/00, um tal de Bruno Paixão?

Será que os sportinguistas já se esqueceram dos 17 (dezassete!!) penalties a seu favor, que os árbitros (esses malandros que estão a mando do Pinto da Costa...) assinalaram na época 2001/02?

E nas épocas em que o FC Porto não foi campeão, será que o “sistema” estava distraído?
Bem, revendo as escandaleiras que ocorreram nas épocas 1999/00, 2001/02 e 2004/05, devia estar num sono profundo, ou mesmo em coma...

No artigo ‘Apito atrasado’, publicado no blog ‘Portistas de Bancada’, é feita uma análise interessante, onde são destacados diversos factos e números desses tais 15 anos em que “houve um poder instalado no futebol português que foi nefasto”...

Mas se em Abril de 2008, o representante do Sporting no programa ‘Trio de Ataque’ retira mérito ao FC Porto, vale a pena recordar o que disseram, na altura, conhecidos sportinguistas, por exemplo, a propósito dos títulos ganhos pelo FC Porto em 2005/06 (treinado por Co Adriaanse) e em 2003/04 (treinado por José Mourinho).

«Terminado que está o Campeonato, pouco mais há a acrescentar, a não ser reconhecer que o título está muito bem entregue»
Daniel Reis (*), A BOLA, 11/05/2006

«a equipa de Co Adriaanse, que há muito ocupa a liderança do campeonato, é um justo campeão. (...) foi inegavelmente a equipa mais regular e com maiores recursos para ultrapassar as adversidades. Será, ao contrário do que aconteceu na época passada, um campeão incontestado e que merece sê-lo»
José António Lima (*), A BOLA, 12/04/2006

Ainda mais claro foi um antigo presidente do Sporting. Com o título ‘Parabéns, Futebol Clube do Porto’, Pedro Santana Lopes assinou o seguinte texto no jornal A BOLA de 05/05/2004:
«É também impressionante a reacção do FCP quando joga fora do seu estádio, porque parece que desce sobre a equipa um impressionante manto de serenidade, que leva a equipa a jogar com uma descontracção absolutamente notável. (…) Na verdade, num ano ganhar o campeonato português, a Taça de Portugal e a Taça UEFA e no ano seguinte, para já, ser campeão nacional outra vez, estar na final da Taça de Portugal outra vez e ir à final da Liga dos Campeões, não tem palavras. Ainda por cima, como já tive várias vezes ocasião de sublinhar, os jogadores que vêm fundamentalmente de equipas portuguesas e, nalguns casos, com jogadores rejeitados pelos clubes principais rivais do FCP. É uma grande proeza, enche de orgulho todos os portugueses e, deste sportinguista confesso, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vai um forte abraço de parabéns a todos os portistas na pessoa de Jorge Nuno Pinto da Costa.»

Para quem tem olhos na cara e viu o que cada uma das equipas jogou dentro de campo, e saliento dentro do campo, não há nem houve dúvidas sobre o merecimento dos campeonatos ganhos pelo FC Porto. Mas para o senhor Rui Oliveira e Costa e outros como ele, para quem o “sistema” é a explicação para todos os males, o sucesso do FC Porto foi obra de uma mão oculta...
Continuem assim, com a vossa postura de calimeros, que nós, portistas, vamos continuar a ganhar campeonatos.

(*) Daniel Reis e José António Lima são dois jornalistas sportinguistas e em 2006 ambos escreviam na BOLA e no EXPRESSO

P.S. Ontem à noite o Sporting perdeu em casa 0-2 com o Glasgow Rangers e foi eliminado da Taça UEFA. Terá sido obra de alguma mão invisível ou, como dizia um dos seus cómicos presidentes, foi o “sistema” no seu esplendor?...

domingo, 2 de março de 2008

Organização e liderança

Em dia de derby de Lisboa, o Jornal de Notícias de hoje faz uma análise ao insucesso desportivo de águias e leões, quando comparado com o sucesso dos dragões.

À pergunta, "qual a diferença entre os grandes de Lisboa e o FC Porto?", responderam assim conhecidos adeptos de Sporting e Benfica:

Rui Oliveira e Costa: "Organização, liderança e experiência"

António Pedro Vasconcelos: "O FC Porto tem uma liderança forte e é organizado. Ao contrário do Benfica, a equipa tem um modelo de jogo totalmente definido e os jogadores formam um conjunto de qualidade."

Afinal, parece que o 'Apito Dourado' não é a explicação para todos os males...