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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Hugo Miguel e Bruno Esteves? Outra vez?!!

O árbitro internacional Hugo Miguel

Hoje à noite, a meio de uma eliminatória europeia e menos de 72 horas após o final do jogo na Alemanha contra o Bayer Leverkusen, o FC Porto recebe o Portimonense para 22ª jornada da Liga.

Ora, para um jogo em que o FCP poderá assumir a liderança do campeonato, com 2 pontos de avanço sobre o clube do regime, que árbitro foi nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol?
Hugo Miguel!
E quem vai ser o videoárbitro?
Bruno Esteves!!

Como?
Outra vez a dupla Hugo Miguel e Bruno Esteves para um jogo envolvendo uma das duas equipas que está a lutar pelo título?!!

Nos últimos meses, na sequência de “atuações memoráveis” destes dois senhores, o Diretor de Comunicação do FC Porto tem feito várias declarações públicas. Recordo algumas dessas intervenções:

1. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Rio Ave x Benfica, da época 2018/19:
“Alguns senhores árbitros decidiram entregar o título de campeão ao Benfica. Chamam-se João Pinheiro, Tiago Martins, Bruno Esteves, Luís Godinho, Bruno Paixão, Hugo Miguel, são os árbitros das três saídas do Benfica. Nestas três saídas, na Vila da Feira, em Braga e em Vila do Conde, houve nove lances de polémica, nove decisões polémicas. Foram todas decididas a favor do Benfica. Não há nestes três jogos um lance de dúvida que tenha sido em desfavor do Benfica.”
Francisco J. Marques, no programa ‘Universo Porto da Bancada’ de 14.05.2019

Tarja apresentada pelos SD, no FCP x Sporting da época passada

2. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Tondela x Benfica, da época 2019/20:
“O que aconteceu em Tondela não foi um erro de arbitragem. Foram dois ou três em benefício do Benfica, o principal aos 26 minutos em que, evidentemente, o Florentino deveria ter sido castigado com o cartão vermelho. É um lance que ultrapassa o que é um lance de amarelo. Houve mais dois ou três a seguir e mais uma vez o árbitro não interveio, ilibando Florentino de qualquer sanção que o tirasse do jogo mais cedo. Estamos perante uma série de erros de Hugo Miguel em benefício do Benfica.”
Francisco J. Marques, no programa ‘Universo Porto da Bancada’ de 29.10.2019

3. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Benfica x Famalicão (Taça Portugal), da época 2019/20:
«Pouco antes, foi a vez de Hugo Miguel e Bruno Esteves deixarem escapar esta agressão [de Gabriel sobre Fábio Martins] que deveria ter sido punida com cartão vermelho. E eis como dois jogos das meias-finais da Taça explicam bem o futebol português e a falta de vergonha de quem enche a boca com verdade desportiva»
Francisco J. Marques, no Twitter, 04.02.2020

4. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Benfica x SC Braga, da época 2019/20:
«Temos todos de admitir que o árbitro [Hugo Miguel], no campo, não se tenha apercebido da real dimensão do comportamento de Rúben Dias, mas o VAR não atuar só mesmo fingindo que não viu. Bruno Esteves a ser Bruno Esteves, demonstrando que não pode ser VAR e muito menos em jogos do Benfica»
Francisco J. Marques, no Twitter, 15.02.2020


Perante a nomeação da dupla Hugo Miguel e Bruno Esteves para o jogo de hoje, a conclusão é simples:
Quem faz as nomeações ignora o FCP ou, pelo menos, ignorou as várias queixas públicas que, de forma sustentada, têm vindo a ser feitas pelo Diretor de Comunicação do FC Porto.

Não chega denunciar. A Direção/Administração do FC Porto tem de fazer alguma coisa.

Vai haver eleições para a FPF e, independentemente do apoio público de Pinto da Costa à recandidatura de Fernando Gomes, os responsáveis do FC Porto não podem permitir que as mudanças sejam meramente de fachada, para que tudo fique na mesma.

Nomeadamente no Conselho de Arbitragem, terá de haver mudanças a sério, a começar por essa espécie de Ferreira Nunes II, o ex-árbitro que ficou conhecido por João “pode ser o joão” Ferreira.

De apito encarnado na mão, de que ri Hugo Miguel?

Não tenhamos dúvidas se, da parte do FC Porto, a única reação forem os tweets do Francisco J. Marques, eles vão continuar a gozar connosco.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Benfica e Rui Vitória exercem coacção sobre árbitros


"Pizzi e Samaris tinham de ser expulsos. Fomos beneficiados no segundo golo, talvez, não vi mas disseram-me, mas ninguém fala dos jogadores do Benfica, da pressão do banco do Benfica sobre o quarto árbitro e o assistente. Não vale tudo para ganhar o jogo."
Declarações de Inácio (treinador do Moreirense) na conferência de imprensa após a meia final da Taça da Liga que ditou o afastamento do SLB

Na conferência de imprensa de análise ao jogo, e quando questionado pelos jornalistas presentes sobre o que teria ido dizer à equipa de arbitragem no final, Rui Vitória afirmou que "eles [árbitros] sabem aquilo que lhes disse e a que propósito me manifestei, mas não vou tornar publico. O que disse só a nós diz respeito".

Portanto, um treinador vai queixar-se aos árbitros da performance destes e aquilo diz apenas respeito aos próprios... O relatório do árbitro e do observador devem ser omissos quanto àquilo que ouviram. É este, basicamente, o entendimento de Rui Vitória. E isto diz muito da sua personalidade.

["Depois venham queixar-se. Tens o que querias. Era isto que querias? Conseguiste." Terão sido estas as frases dirigidas em tom ameaçador a um elemento da equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, que levaram à expulsão de Rui Vitória após o jogo com o Moreirense, quinta-feira, no Algarve, em que o Benfica perdeu (1-3) e foi eliminado da Taça da Liga. O Correio da Manhã sabe ainda que Augusto Inácio, técnico do Moreirense, tinha razão quando afirmou que Rui Vitória passou parte do encontro a dirigir-se ao quarto árbitro (Paulo Ramos) com expressões do tipo: "Não são sérios. Estão a deixar-se intimidar. Estão com medo. Lindo serviço."

No final da partida, o treinador do Benfica dirigiu-se ao centro do terreno, onde estavam os árbitros, e voltou a reiterar as mesmas críticas, mas terminou com um intimidador e ameaçador: "Depois venham queixar-se." O árbitro Tiago Martins (Lisboa) não tolerou as ofensas, expulsou Rui Vitória e escreveu no relatório tudo o que se passou.]


Estas declarações foram retiradas do CM. Dada a proximidade e o notório afecto existente entre a administração do grupo Cofina e a direcção do SLB, vertida nos escritos diários deste "meio de comunicação social", admito que as declarações nele atribuídas a Rui Vitória já mereceram o devido "desconto" e que, portanto, as expressões citadas se tratam de eufemismos...

Ainda assim, é interessante concluir que, face ao desespero causado pela percepção de uma iminente eliminação do SLB (daquela que é a sua competição favorita) às mãos de um modesto clube minhoto, o treinador e todo o "staff" benfiquista, incluindo jogadores, não se inibiram de ameaçar e de tentar coagir o comportamento da equipa de arbitragem.

Aparentemente Rui Vitória sabe que os árbitros se queixam, ameaçando-os que depois não vale a pena queixarem-se. Mas queixarem-se de quê?! E queixarem-se a quem?! Das classificações que lhes são atribuídas? Das nomeações (ou falta delas) de que são alvo depois de "incidentes" nos jogos em disputa pelo Benfica?! Das idas para a "jarra"?!

Estas declarações, a quente e em plena ressaca do escândalo que foi a eliminação com o Moreirense, são lapidares e reveladoras do poder do Benfica no seio da arbitragem. Veja-se o que aconteceu a Marco Ferreira por não ter agradado ao SLB em algumas arbitragens da época 2014/15.

(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)

Os tempos de lua-de-mel entre o Benfica e os árbitros parecem agora mais distantes. Impossibilitado de presentear os homens do apito com vouchers e camisolas do Eusébio pelo escândalo causado pela oportuna divulgação pública de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, e que acabou por originar uma pífia investigação da Liga de Clubes, o Benfica parece agora adoptar a "linha dura" para com os árbitros: "quem não é por mim, então é contra mim".

O facto de a maioria dos novos árbitros, promovidos recentemente a internacionais, ser benfiquista não parece sequer tranquilizar o clube lisboeta. Isso não parece ser suficiente nem dará as "garantias" que Luís Filipe Vieira tanto gosta. Caso contrário teríamos visto Rui Costa e o restante "staff" menos apreensivo no Algarve.

Veremos o que acontecerá a Tiago Martins e às suas próximas arbitragens que envolvam o SLB ou os seus principais rivais para percebermos se a coacção de que foi alvo terá deixado marcas.
   

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A chamada que ninguém quis gravar

"Por vezes recebemos telefonemas de dirigentes a dizerem: 'Olha que o jogo tem de correr bem porque há um clássico no mês seguinte'. Recebi um telefonema [de Vítor Pereira] em que me dizia isso mesmo, ou então não poderia contar comigo para o clássico. Se isto é mais grave ou não do que os clubes fazem... Sim, estou a falar de Vítor Pereira. Recebi um telefonema a 17 de Março e outro a 19 de Março. Gostava de falar com Vítor Pereira sobre algumas nomeações cirúrgicas. É mentira que diga que não tenha poder a nível classificativo. Quando nomeia, sabe quem está a nomear."
Marco Ferreira em declarações à RTP Informação

Vítor Pereira e Marco Ferreira

O futebol português é um antro de corrupção mas, curiosamente, só se fala nisso quando há alvo azul e branco que abater. Aí sacam-se todos os Apitos do armário e volta o velho discurso de sempre, esquecendo talvez que os primeiros casos de corrupção em Portugal beneficiaram - e muito - clubes da capital e são tão antigos que a esmagadora maioria dos adeptos actuais nem sequer estava vivo quando ocorreram. 
Mas o importante é ir sacando, de tempos a tempos, a mancha do AD para colar à corrupção que vivemos ano sim e ano também.

2014/15 foi o ano do #Colinho, tão escandaloso que até o próprio clube beneficiado, num arreigo de falta de vergonha que só surpreende quem anda a dormir, tentou até capitalizar as evidentes acusações em produtos de marketing. É assim a pouca vergonha em Portugal, um pais dirigido por pessoas que preferem apertar com os coitados dos gregos, quando estes ainda estão piores que nós, a levantar a voz para defender quem de direito. Que podemos esperar dessa gente? Tudo. Incluindo o que o árbitro Marco Ferreira diz no parágrafo que abre este artigo.

Ferreira desceu de categoria no final do ano. Curioso, visto que, segundo o próprio, era um dos nomes apontados para apitar o "Jogo do Titulo" na Luz. Só tinha de se portar bem, fazer as coisas como devem ser feitas, segundo quem manda claro, para entrar no grupo dos "elegidos". Teve azar. Ferreira apitou uma das poucas derrotas do Benfica, em Vila do Conde, e esse resultado negativo do clube todo-poderoso marcou-o para o resto do ano. Nem sequer foi chamado a apitar o tal Clássico que lhe tinham prometido nem conseguiu manter a categoria. E quem lhe prometeu tal coisa? Pinto da Costa? Antero Henriques? Não: Vítor Pereira.

Vítor Pereira, o homem que diz que não tem poder para nada, o homem que estava atrás desse circo que foram as nomeações, foi, nas palavras do próprio árbitro, quem lhe ligou como quem não quer a coisa, antes do jogo de Vila de Conde, para coagir um arbitro a "portar-se bem". Há alguma fruta que seja sinónimo de portar-se bem? Banana talvez?


O certo é que o sistema de nomeações, feito a dedo, tem as horas contadas e que o sorteio vai trazer um pouco - não demasiado - de ar fresco a este circo que são as arbitragens a Portugal. O que não é menos certo é que, perante estas gravíssimas acusações, não se vêm telejornais a abrir, diários com capas apelativas nem sequer nada nem ninguém a pedir a cabeça do homem que dirige os árbitros. O silêncio é de ouro.

Vítor Pereira fez, neste chamada, algo muito mais grave do que a maioria das acusações - por provar - feitas aos dirigentes do FC Porto durante o Apito Dourado. Provou que há árbitros realmente limpos e imunes ás suas pressões - ao contrário do que a maioria dos adeptos pensa - e também deu razão aos que pensam que o problema está menos nos homens de negro e mais em quem lhes faz chamadinhas na calada para garantir que o país está "sereno", em palavras de outros tempos. 

Marco Ferreira pagou o preço de ter apitado um jogo que correu mal e talvez se não tivesse sido despromovido de categoria esta história acabasse esquecida, sem sair cá para fora. Como tantas outras. Mas a cabeça de Vítor Pereira continua no sitio, ninguém a pede, ninguém a exige, ninguém pensa que está por detrás de uma série de anos vergonhosos na história da arbitragem em Portugal?

Pois. Fosse Vítor Pereira um reconhecido sócio, dirigente ou adepto do FC Porto e já tinha as malas em Tuy e um letreiro de "bandido" ao pescoço. É assim que funciona tudo por aqui, que não surpreenda ninguém quando acordarem, amanhã, apenas para descobrir que Vítor Pereira ainda é o chefe dos árbitros portugueses. E que as suas chamadas, ao contrário de outros, lamentavelmente, não estão sob escuta!

domingo, 9 de novembro de 2014

Ele (Bruno Paixão) continua por aí…


Quem viu, nunca irá esquecer este jogo.

Resumo do Campomaiorense x FC Porto, 22ª jornada da época 1999/2000, disponibilizado pelo Paulo Bizarro (Os Filhos do Dragão).

Entrada em campo e dois penalties por assinalar...

Mais dois penalties por assinalar (e respectivos cartões por mostrar)...

Estalada de José Soares (faltou a expulsão e o respectivo penalty) e golo anulado a Jardel


José Soares em acção
No mínimo dos mínimos, ficaram três penalties claros por assinalar sobre Jardel (puxado e agarrado por José Soares) e um sobre Domingos (Rogério Matias derruba-o por trás).
Foi, ainda, anulado um golo limpíssimo a Mário Jardel e, entre faltas grosseiras e agressões, José Soares (um defesa-central brutal, formado no SL Benfica e que estava emprestado ao Campomaiorense) deveria ter visto 2 cartões vermelhos e uns 10 cartões amarelos.

Aliás, uma das coisas mais irónicas deste Campomaiorense x FC Porto, foi o facto do primeiro cartão amarelo do jogo ter sido mostrado a Mário Jardel, logo ao minuto 13, enquanto que o "carniceiro" José Soares apenas viu um cartão amarelo ao minuto... 90!

Para quem não sabe, ou já se esqueceu, foi muito à custa desta arbitragem e de outras protagonizadas por Bruno Paixão na mesma época, que os calimeros foram campeões nacionais na época 1999/2000, pondo fim a um longo jejum de 18 anos.

Desde o dia 19 de Fevereiro de 2000 até hoje, já passaram mais de 14 anos, mas ele (Bruno Paixão) e outros parecidos com ele (Duarte Gomes, Bruno Esteves, João Capela, Manuel Mota, etc.) continuam por aí...

Após o SLB ter sido derrotado em Braga (apesar dos dois penalties que ficaram por assinalar a favor da equipa treinada por Sérgio Conceição e de, mais uma vez, a equipa adversária dos encarnados ter terminado o jogo com menos um jogador), acendeu-se uma luz vermelha e o Conselho de Arbitragem "entrou em campo".
Assim, para o SL Benfica x Rio Ave nomeou o senhor Manuel Mota e, para o Nacional x SL Benfica de hoje à tarde, nomeou o… senhor Bruno Paixão!
Se for preciso "inclinar o campo", a coisa está garantida...

No pós-Apito Dourado, é assim que o Sistema, o verdadeiro Sistema, o Sistema de sempre, actua.


P.S. (actualização) As incidências do Nacional x SL Benfica, particularmente o 2º golo dos encarnados e o golo limpo anulado ao Nacional, provam que a nomeação deste trio de arbitragem, liderado por Bruno Paixão, foi uma decisão "acertadíssima"...