sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Atenção às inscrições...

Pergunta: o que é que M. Lopes, E. Rafael, Rolando e Moutinho têm em comum?

São todos portugueses, claro. Ora os dois primeiros já saíram, o Rolando está de saída e o Moutinho tem forte probabilidade de ser vendido no Verão.

Como não se vislumbra neste momento a chegada de portugueses no sentido contrário, começamos a ficar muito apertados para preencher as 4 vagas cativas na Liga dos Campeões para jogadores com mais de 21 anos e que tenham sido formados em Portugal. Saindo os quatro que acima mencionei, ficaríamos (tomando o plantel actual como ponto de partida, mais as contratações já anunciadas) com apenas 4: Varela, Castro, Atsu e Ba (os dois últimos cumprem o critério de ter feito 3 épocas completas em Portugal até aos 21 anos). Ora nem sequer é certo que os 3 últimos continuem na próxima época.

Há 10 anos nunca pensei que chegássemos a este ponto (no plantel campeão europeu tínhamos mais de 20!), mas as coisas são como são (já falamos disto em outros tópicos e não me vou expandir nisso, querendo concentrar aqui a discussão apenas no que se vai passar próximo Verão). 

Ora tendo em conta que já temos andado a «desperdiçar» as 4 vagas cativas adicionais para jogadores formados na casa, corremos o risco de chegar a Agosto e ser obrigados a deixar perto de meia dúzia de jogadores do plantel fora das inscrições devido às 8 vagas cativas - e não estou a falar em deixar de fora jogadores da equipa B (como um Tozé) mas sim dos «adultos» que chegaram tendo sido contratados para a equipa A.

Por outras palavras: preenchendo apenas na lista A as 17 vagas livres acrescentadas de um par de jogadores formados no FCP ou em Portugal na lista A - e na lista B mais uns quantos miúdos da equipa B (se tiverem sido formados em Portugal e tenham menos de 21 anos; não há limite na lista B desde que cumpram esse critério). 

Ora isso já começa a ser um problema, primeiro porque é complicado decidir já em Agosto quem ao certo é que vai fazer menos falta nos meses que se seguem (até porque nunca se sabe como é com as lesões ou «surpresas» de performance, positivas ou negativas) e segundo porque menos de 20 jogadores «a sério» inscritos é curto para a campanha europeia (não dá sequer 2 por posição). Há também o problema menor de desmotivação dos que ficam de fora, e de serem discriminados pelo treinador nos jogos do campeonato (já que ele vai querer dar ritmo aos jogadores que pode utilizar na LC).

Estou certo que como a SAD não anda a dormir já reparou certamente neste factor e vai portanto pensar 2 ou 3 vezes quando se discutir possíveis saídas dos quatro que acima mencionei, tal como quando a escolha numa contratação é entre jogadores formados no país ou fora (e estava igualmente bem consciente disto quando libertou Rafa para Braga e M Lopes para o SCP). Quero apenas chamar a atenção dos adeptos para este ponto, porque é raríssimo que pensem nisto quando se fala na venda ou empréstimo do jogador x ou y (ou nas compras).

PS - curiosamente se James ficar na próxima época penso que poderá preencher os requisitos para ser considerado como «formado no FCP», tendo feito 3 épocas completas no clube antes dos 22 anos; mas penso que o mais provável é que seja vendido no Verão. Temos ainda Kadu mas como 3o GR sinceramente acho que tanto dá que seja inscrito como não (isto se ficar no FCP).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Sucessão: António Oliveira

É tão certo António Oliveira (AO) não ser a pessoa certa para ocupar o cargo de presidente do FCP, como é certo que um dia o ocupará.




A história de AO - natural de Penafiel, e actualmente com 60 anos - tal como a de Pinto da Costa, embora numa escala menor, confunde-se com a do FCP: fez a sua formação nas camadas jovens do Clube; integrou a equipa liderada por José Maria Pedroto, que quebrou o jejum de 19 anos sem vencer o campeonato; já como treinador, desempenhou um papel determinante na primeira de três (inéditas) vitórias consecutivas nesse mesmo campeonato, e também numa quarta vitória consecutiva, à qual juntou uma Taça de Portugal; é ainda hoje, o treinador com o melhor registo de pontos (16!) na fase de grupos da Liga dos Campeões e conseguiu ainda inflingir ao SLB, uma das maiores derrotas da sua história, no seu próprio estádio.




Argumentos de peso numa hipotética corrida para a presidência.

Alguns adeptos mais velhos poderão argumentar que a sua saída do Clube (enquanto ainda jogador), não terá sido isenta de crítica. Mas quase 30 anos já lá vão, e entre tantas "medalhas", poucos serão os que vão notar a "nódoa".

Ainda em abono de AO, há a salientar o seu estilo destemido como treinador. É habitual ainda hoje ser lembrada a forma como lidava com resultados adversos - Co Adriaanse, não foi (nos tempos mais recentes) o primeiro treinador a colocar em campo 4 avançados; Oliveira foi o pioneiro a colocar a "carne toda no assador" - valia tudo, menos perder.
É também importante destacar a forma como Oliveira (exceptuando o caso da sua saída, referida anteriormente), sempre(?) se comportou ao longo dos anos face ao FCP (e a Pinto da Costa; seja por gratidão ou porque Pinto da Costa pode - e acredito que o faça - "sugerir" um sucessor que não o próprio Oliveira): ao contrário de Octávio Machado, nunca fez carreira como "o mais pedrotista dos pedrotistas", "arrependido" ou "(pseudo) bufo de serviço". Não terão certamente faltado ocasiões para Oliveira "cuspir no prato em que comeu" - que eu saiba, nunca o fez.
Por tudo isto, parece-me inevitável que AO, venha um dia a ser presidente do Clube - diria que, pese embora os seus defeitos, é quase uma escolha natural. O facto de nunca se ter candidatado ou de ter sequer colocado a hipótese de ser candidato, dever-se-à mais ao facto de saber que não tem argumentos nem motivos para vencer Pinto da Costa - quererá ser o seu sucessor e não o seu substituto - do que simplesmente não estar interessado no cargo. Oliveira é o maior accionista individual da SAD do FCP, e como demonstrou o José Rodrigues num recente artigo, ninguém investe na SAD do Porto para retirar dividendos (financeiros).

Mas considerando tudo isto, porque é que AO não é a pessoa certa para ser presidente do FCP?



Em primeiro lugar, AO quer dar-se bem com toda a gente (exceptuando o irmão). É vê-lo em amena cavaqueira com o Rui Gomes da Silva (que 10 em cada 10 palavras que diz, são para denegrir o FCP - o que inclui o trabalho de AO como jogador e treinador; um presidente do FCP é desgostado por natureza, e não tem de agradar a toda a gente a não ser a uma maioria de portistas. E se há "amigos" que deve dispensar são dirigentes do SLB, especialmente do calibre do Rui Gomes da Silva. Aliás, vejo com alguma estranheza o feudo que mantém com o seu irmão, Joaquim Oliveira, com quem fundou a Olivedesportos. Não porque tema (e a maioria dos portistas está a marimbar-se para) a Olivedesportos, mas porque uma desavença entre irmãos não é notícia, mas esta entre o António e o Joaquim, é; porque insiste AO em desafiar o irmão sempre que lhe é colocada uma câmara à frente, sendo que "bater" na Olivedesportos é algo que só interessa a benfiquistas? Porquê? É possível que a Comunicação Social não veja em Oliveira, nada mais que uma fonte de declarações bombásticas envolvendo a empresa que fundou - mas se assim é, porque se presta ele ao serviço?



Em segundo lugar, AO gosta de falar, e como acontece frequentemente a quem sofre desse "mal", fala demais (e nunca se sabe o que vai sair dali). Fê-lo no célebre caso "off-record", ingénuo, tramado pela pandilha do Record; fê-lo no auge da guerra entre Paulinho Santos e João V. Pinto, onde claramente ultrapassou a direcção do Clube e teceu considerações que não lhe competiam. E de novo, continua a fazê-lo para tentar descolar da Olivedesportos. Pinto da Costa gosta de ser "rei e senhor" e por não querer ver o seu protagonismo ameaçado é que, provavelmente, escolhe treinadores sem carisma ou não mantém por muito tempo aqueles que tem "demasiado carisma", mas tem o FCP (ou as vitórias) no topo das suas prioridades; para AO, o FCP é apenas um veículo de auto-promoção.

Por fim, mais importante que AO não ter condições para ser presidente do FCP, será a necessidade de o FCP ter um presidente com qualidades que o AO não possui: alguém que consiga manter o Clube num caminho idêntico ao percorrido até aqui em termos de resultados desportivos, mas que seja capaz de trazer racionalidade à gestão económico/financeira, ao controlo de custos, à gestão de activos; e que vire uma página na relação do Clube com os adeptos, mas também (e principalmente) com o "mundo", sem deixar se ser firme na defesa dos interesses do Clube - Pinto da Costa só há um, e se há coisa de que o FCP não precisa é de imitações (que ficarão sempre a perder face ao original). Oliveira, julgo, apenas exarcebaria os defeitos de Pinto da Costa - a gestão de "merceeiro", o interposto de jogadores, os orçamentos cada vez mais megalómanos, a relação pouco transparente com os Super Dragões - e dificilmente acrescentaria algo às suas virtudes - liderança, visão, organização.

Outros artigos nesta série:
A Sucessão: O fim de um tabu
A Sucessão: Antero Henrique

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Sportinguista desde pequenino"

Levo muitos anos nisto para levar pouco a sério o que diga um jogador. São máquinas de reprodução sonora do que os adeptos querem ouvir, do que os agentes gostam que se ouça e nalguns casos acabam por ser colunas de presidentes ou treinadores. E, sinceramente, dá-me exactamente igual.

Mas quando o Miguel Lopes é apresentado em Alvalade dizendo que é "Sportinguista desde pequenino!" há uma coisa que me irrita profunda. Não se trata que o FC Porto, na sua política de contratar tudo o que é americano, se tenho esquecido progressivamente do mercado nacional. É também, que o clube esqueceu-se de que o que nos ajudou a ser grandes, quando ainda éramos Andrades, era a mística. A mística do nosso balneário, a mística de um grupo de jogadores que jogavam no FC Porto mas também eram do FC Porto.

Todos sabemos que tivemos grandes jogadores portugueses que não eram portistas.
O Inácio, o Futre, quiçá o António Oliveira, sabemos serem sportinguistas. O Hernâni, o grande Hernâni, só queria jogar no Benfica quando era pequeno e os mesmos rumores rondaram a carreira do Vitor Baía. É normal, é futebol.

Mas o que o clube procurava ter, sempre e inequivocamente, eram jogadores da casa, não só de formação mas portistas de coração. Jogadores que, quando a coisa ia mal, sentiam o orgulho na camisola e esforçavam-se mais porque lhes doía perder, custava empatar e só a vitória os fazia verdadeiramente felizes. Jogadores que comungavam com os adeptos um mesmo pensamento e que por isso, tantas vezes eram perdoados pelos adeptos quando as coisas saiam mal.



Olho para o plantel actual do FC Porto e assusto-me.
Não é de agora, é certo, mas a tendência tem vindo a piorar com os anos. E a SAD, que devia ser a primeira responsável em manter esse core de balneário, nada tem feito para inverter a situação. A formação, que devia nutrir-se de portistas, é deixada de lado e transforma-se num entra e sai de negócios que dão jeito ao empresário X ou Y. E a primeira equipa rende-se ao próximo grande talento sul-americano que somos capazes de encontrar.

Ninguém vai esperar que o Hulk, o Falcao, o Lucho, o Lisandro, o Anderson, o Pepe ou o Deco sejam do FCP desde pequeninos. Também não duvido que o clube os marcou tanto que muitos deles o sentem verdadeiramente agora no coração. Mas o que me irrita são os Miguel Lopes que vamos contratando.
Jogadores que chegam aqui e que sabemos que não vão ser titular. São jogadores complementares. São jogadores que deviam servir, precisamente, para fortalecer o grupo no balneário e, quando chamados, sentir que podem fazer a diferença, nem que seja por meia hora. Para esse perfil de jogador o coração vale tanto como a cabeça. E a SAD devia saber disso quando vai ao mercado e enche o banco de suplentes que, ainda para mais, são de outro clube que nada tem a ver com a nossa cultura.

Eu posso aceitar que Futre ou Hernâni não sejam portistas desde pequeninos porque em campo dão ao clube alegrias que muitos aspirantes portistas seriam incapazes. Mas para um jogador absolutamente mediano, absolutamente dispensável, isso devia ser uma das condições para fazer parte do plantel. Porque isto ainda é um clube de futebol não uma empresa multinacional.

Eu prefiro ter um banco de suplentes de miúdos da casa ou miúdos contratados ao Gil Vicente, mas que sintam o portismo como eu ou qualquer um de vocês. Se são actores secundários, que o sejam com sentimento, que dêem tudo pelo clube como eu ou qualquer um de vocês o daria se pudesse. Não é pedir muito, há muitos jogadores que são, reconhecidamente, portistas. Podem não ter o agente certo, mas têm o clube no coração.

Miguel Lopes da vida dispenso perfeitamente. Se é por um jogador como Izmailov, ainda mais. A relação de negócios que temos com Alvalade sempre nos foi favorável. Espero que este seja mais um caso, ainda que seja do Spartak desde que tem uso de razão!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A maçã podre e o desprezível



“O Izmailov tinha terminado o seu ciclo no Sporting, como tem sido falado por pessoas do seu clube e viu-se a sua utilização esta época. (...) As expectativas que temos são de esperança que ele seja uma mais valia para o FC Porto. (...) Ele enquadra-se na nossa forma de jogador.”
Pinto da Costa, em declarações ao Porto Canal


“Se Izmailov jogar com regularidade no FC Porto, é sinal de que se trata de um tipo desprezível, um péssimo profissional que se recusa a jogar dizendo que tem ‘dói-dói’...
Se [a troca] fosse pelo Kléber, aceitava.”
Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting


“Quero trabalhar muito e ganhar títulos. O FC Porto tem uma grande estrutura e os resultados provam que é melhor que os outros. Quero progredir, como jogador e como pessoa. Quero ganhar títulos e só posso prometer que vou dar o meu máximo.”
Marat Izmailov, em declarações ao Porto Canal


Primeiro foi a "maçã podre"; agora é o desprezível...
Quem será o próximo?
O que irão chamar ao próximo?
Ainda não perceberam por que razão os melhores (e não só) querem fugir do covil?
Quantos mais leões esfomeados terão de sair de Alvalade, em busca de futuro e títulos noutro lado, para que eles percebam?

Agora imaginem estes dois ex-jogadores do clube do patético doutor Barroso, a brilharem juntos no meio campo dos dragões. É que poderá ser já no próximo domingo, num estádio próximo de si...

Convocados e o meu onze

Lista dos 18 convocados para o jogo de amanhã, contra o Vitória de Setúbal, da 3ª jornada da fase de grupos da Taça da Liga: Kadu, Fabiano, Danilo, Mangala, Abdoulaye, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Quiñonez, Lucho Gonzalez, Castro, João Moutinho, Fernando, Defour, Tozé, Varela, Kelvin e Sebá.

De notar o regresso de Maicon após dois meses de paragem (lesionou-se no FC Porto x Marítimo, disputado em 2 de Novembro), a estreia do promissor Tozé nos convocados para um jogo da equipa principal e a surpreendente ausência de qualquer um dos pontas-de-lança dos planteis da equipa A e B (Kléber, Jackson, Dellatorre e Vion).

Perante esta convocatória, atendendo à importância da Taça da Liga e tendo em vista o slb x FC Porto do próximo domingo, o meu onze inicial (disposto no habitual 4-3-3) seria o seguinte:
Fabiano
Maicon (a defesa direito)
Abdoulaye
Mangala
Quiñonez
Castro
Defour
Tozé
Sebá
Varela (a avançado centro)
Kelvin

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Medo, muito medo!

Pedro Proença errou, ano passado, no lance que deu o golo da vitória ao Porto, no Estádio da Luz. Não sou cego, e não tenho problemas em o admitir.

Como também foi erro quando, uns minutos antes, não marcou penalty a nosso favor por mão de Cardozo na área vermelha (aproveito para dizer que sempre digo “vermelho” quando me refiro a eles. Eu sou português, e em linguagem mais comum, a denominação para essa tonalidade é “vermelho”. Termos como “encarnado”, “escarlate”, “carmesim”, etc., são termos demasiadamente poéticos e, francamente, a Poesia é uma nobre Arte que eu não associo, de todo, ao clube da Luz). Mas há erros que vendem jornais desportivos lisboetas, e erros que não vendem jornais desportivos lisboetas.

Como o clube em questão parece ter mais poder neste país que o Governo, Parlamento ou Presidente, tentaram assassinar a carreira do dito árbitro declarando que “esperamos que não volte a arbitrar jogos do nosso clube”. Mas parece que vozes de burro não chegam a Nyon e Proença, com certeza eleito melhor árbitro europeu do ano conseguiu (feito inédito) ser nomeado para arbitrar as finais da “Champes Liga” e do Euro 2012.

Mas, nos últimos tempos, Proença parece querer aproximar-se novamente do seu (declarado clube do coração). Primeiro veio defender Luisão, no caso da agressão deste a um árbitro alemão num jogo “amigável”, demonstrando uma gritante falta de solidariedade de classe. Agora veio dizer que não se fez justiça no caso Apito Dourado.

Temo que, no caso de uma eventual posição de vantagem do Porto no jogo de Domingo, o árbitro possa se sentir tentado em pedir publicamente perdão, num clima emocionante de lágrimas de arrependimento, num momento fatela de opereta, num caso telenovelesco de TVI, com queridas manhas à mistura, tanto ao gosto do dito clube.

domingo, 6 de janeiro de 2013

E agora sem James



Fabiano, Ba, Castro, Defour, Kelvin, Sebá e Dellatorre.
É com tal banco que nos iremos apresentar na Luz?
Ou se calhar, com um banco ainda mais fraco, caso James não possa ser mesmo utilizado.
Alguém se lembra de algo semelhante num jogo tão importante?

Sim, em outras ocasiões também nos apresentámos no campo do nosso maior rival longe da máxima força e a coisa até não correu mal. O inverso também é verdadeiro. O facto, porém, é que deveríamos/poderíamos ter feito mais para evitar esta presente situação de alto risco em que nos encontramos.

Há muito que esta situação deveria estar resolvida.
Já há mais de um ano que todos sabemos que Kléber não está pronto para jogar num clube como o nosso.
Por outro lado, Hulk já saiu há mais de 3 meses. Já Iturbe, nunca por cá verdadeiramente andou.
Há meses que se sabe que Atsu andará longe em Janeiro. E agora, ficamos com a certeza que Kelvin está mais do que verde.
Este problema deveria, na pior das hipóteses, ter ficado resolvido em finais de Dezembro para que, logo no início deste mês, já cá estivesse alguém novo e pronto a ser utilizado.

E que bom seria ter um Quaresma no nosso banco no próximo Domingo.

Que dizer de um jogo como o de ontem?
Que Jackson não apanhe nenhum resfriado nesta próxima semana, é o que mais fortemente desejamos.
Dá arrepios pensar que, caso necessitemos de dar a volta ao marcador no jogo da Luz, olharemos para o banco e o melhor que arranjaremos será um Defour ou um Castro.
Ou isso ou os nossos jovens da equipa B.
Os mesmos que não têm chegado contra oposição de uma divisão secundária.


sábado, 5 de janeiro de 2013

O Plano B dos golos

Vítor Pereira não está preocupado com a falta de alternativas a Jackson Martinez. Vítor Pereira não está preocupado com a lesão de Kléber. Vítor Pereira tem um plano. Chama-se equipa B.

Foi mais ou menos isso que a última conferência do mister deixou a entender.
Claro que ele diz aquilo que lhe dizem para dizer. Alguém já lhe explicou que não há condições financeiras para ir ao mercado pescar um avançado de qualidade que andaria sempre na casa dos 5 milhões, como minimo. Talvez um empréstimo, como o de Janko, com opção de compra, mas para isso, porque vender o austríaco em Agosto? Pois, eu também não entendo.

Agora que Kleber está lesionado (como se isso fizesse diferença) e que Jackson demonstrou no Estoril que não é de ferro (como muitos dos que pensavam que devia ter jogado em Braga naquela noite de Taça) e que é preciso cuida-lo com muito mimo porque sem Jackson lá se vão os golos, a Champions, a Liga, etc..., o que o Vitor Pereira nos quer dizer é algo muito simples: não há plano B.

O clube sabia ter um problema nas mãos desde o Verão.
Duvido até que imaginassem que Jackson se adaptaria tão bem. Talvez tenham tentado vender Moutinho para guardar Hulk. Talvez. Mas quando o fizeram, quando venderam a Hulk, tiveram um mês para investir o dinheiro num suplente e não o fizeram. Porque o mercado internacional estava fechado e porque o dinheiro de Hulk veio (e virá) para tapar buracos, como o de Falcao. Que estamos quase em falência, lembrem-se.


A Equipa B realmente devia servir para estas coisas.
É a sua ideia de base, o seu plano de trabalho. Para isso se criou, para isso se devia ter trabalhado. O clube no entanto olhou para os quadros e viu que avançados nos juniores e emprestados não abundavam. Havia o Thibaut Vion, esforçadito francês que acaba por não acrescentar nada de novo. O Gonçalo Paciência lesionou-se e só agora começou a ganhar minutos. Foi preciso ir ao mercado, pescar dois emprestados para a Equipa B com opções de compra de jogadores de Equipa A. Curioso.
Sebá veio do Cruzeiro e custaria 5 milhões se o FC Porto estivesse realmente interessado no seu concurso. O Dellatorre veio da Traffic, essa agência de jogadores internacional, e custará algo menos. Entre os dois estaria o passe de um Jackson Martinez, digamos.

Ora, olhando para o último meio ano, o plano B do mister não parece ser uma solução muito agradável.
Pelo menos no apartado de golos. Vejamos!

Sebá - 1 golo em 18 jogos (quase sempre a jogar como extremo, no posto ocupado habitualmente pelo Varela)
Dellatorre - 5 golos em 17 jogos (números muito, muito abaixo de um goleador "inspirado" que tem sido quase sempre titular nos planos do técnico da equipa B)
Vion - 0 golos em 16 jogos (os números falam por si).

Quem anda a marcar então na equipa B?
Os centrais (4 golos entre Zé António e Ba) e Sergio Oliveira (4 golos), são os homens que fecham o pódio dos golos na equipa de Rui Gomes. Claramente números que indicam que não há nenhum plano B realmente e que se o FC Porto ficar sem Jackson Martinez, sem alternativa no mercado, tem um problema muito mais grave do que possa parecer.

Jackson Martinez é responsável por cerca de 40% dos golos do FC Porto este ano.
É o nosso melhor marcador na Liga e na Champions League. E não tem uma alternativa real.

Em vez de procurar trazer de Alvalade um russo mais conhecido pelos seus problemas físicos de anti-desportivos que pelo seu talento (que tem), ou em recrutar um Ricardo Quaresma que todos sabemos que tem tanto de génio como de louco, seria muito importante que a SAD e os adeptos tenham consciência do nosso real problema para este ano. Vitor Pereira fala de um plano B que sabe não ter. E não o tem porque não lhe deram alternativa. Ele não pode transformar, da noite para o dia, o pão em vinho.
Sebá, Dellatorre ou Vion dificilmente taparão o buraco que Jackson pode deixar. Kleber já sabemos que não o faz. Ou a equipa se transforma numa metralhadora colectiva de golos (como já aconteceu no passado), ou os números dos nossos avançados deixam uma boa dor de cabeça até Junho!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Tem dinheiro para um Janko? Sim? E que tal comprar antes a SAD do FCP?

O equivalente a um Janko (i.e. o que pagámos pelo passe dele) ou um «braço de Moutinho» é o valor teórico actual do total do universo FCP SAD a preços correntes i.e. de cotação na Bolsa de Valores: mais especificamente, pouco mais que 3 milhões de euros (15M de acções a 0.22 Euros cada). Uma verdadeira pechincha para um milionário qualquer.

Relembro que o valor nominal das acções (e aquele a que foram lançadas em Bolsa) é de 5 euros, tendo portanto havido uma queda de 96% (!!!) desde o seu lançamento - curiosamente, no mesmo período vimos o FCP ser campeão europeu e ganhar a Taça UEFA/Liga da Europa duas vezes, logo não foi certamente por falta de sucesso desportivo que se verificou esta queda.

Diz o R&C que "A evolução das acções da FCP SAD não apresenta um comportamento economicamente racional".

Permito-me discordar: penso que o comportamento é bastante racional, tendo em conta que 1) a SAD não distribui dividendos nem planeia fazê-lo, 2) cada vez menos é provável que isso possa acontecer no futuro (fruto da erosão gradual da situação económica da SAD), 3) a total irrelevância prática - em termos de influência de gestão - de deter uma posição minoritária na SAD, 4) o pequeno free float (20% do capital) e  5) a fraquíssima liquidez das acções da SAD (num dia típico muda de mãos em Bolsa o equivalente a uns  200 euros no total!!!). Sendo assim porque diabo haveria alguém de querer adquirir acções da SAD? O mais natural neste contexto é de facto que tendam a evoluir gradualmente para zero.

Aliás, quem assim parece pensar - e desde a primeira hora! - são 3 dos 5 administradores da SAD que não detêm uma única acção: Angelino Ferreira, Adelino Caldeira e Rui Sá. Confesso que me faz alguma impressão que os próprios administradores da SAD não demonstrem o minímo apego ou confiança na empresa que gerem de forma a investir uma quantia simbólica que fosse! Em qualquer outra empresa cotada em Bolsa isso seria um pequeno escândalo. Os outros dois membros do CA que detêm acções são Reinaldo Teles (tem o equivalente a 2mil euros) e Pinto da Costa (40mil euros a preços correntes, ou 1,3% da SAD).

Mas adiante... coloca-se acima de tudo a seguinte pergunta:

Estando tão barata, devemos preocupar-nos com um takeover da SAD por um milionário qualquer? 

A curto prazo, penso que não. Isto porque 40% da SAD está nas mãos do clube, que presumo não venderia acções a ninguém nem que fosse a 10 euros cada (embora em caso de falência do clube poderia a isso ser obrigado, pelo menos em parte); e outros 11% nas mãos de A. Oliveira e 10% nas mãos de J. Oliveira, e penso que muito dificilmente eles venderiam a sua parte nem que fosse para encaixar um grande lucro, já que têm interesses estratégicos.

Mesmo que o restante grande accionista (Sacyl Vallehermoso, que detém 19% através da Somague) estivesse disposto a vender a sua parte, o que considero bastante plausível se alguém oferecesse digamos uns 5 euros  por acção (equivalente a uns 15M de euros, um valor acessivel para muitos milionarios), ou quem sabe até menos - e o tal milionário adquirisse a maior parte do free float (20%) - esse total não chegaria para ultrapassar os 50% e assumir o controlo de gestão da SAD. No entanto...

E se a conjuntura de astros levasse a que um dos irmãos Oliveira vendesse a sua parte ao irmão e adquirisse a parte da Somague e uma parte razoável do free float? Teríamos nesse caso o tal mano Oliveira a tomar conta da gestão corrente da SAD, dispondo como quisesse (por ex vendendo os jogadores que bem lhe apetecesse, e podendo decidir distribuir dividendos que iriam em grande parte para si próprio). Acho que é uma possibilidade remota, mas já esteve mais longe.

A outra hipótese de risco corresponde a um cenário de aumento de capital (de forma a injectar dinheiro fresco e forçado por um eventual descambar grave da situação financeira- um cenário com alguma plausiblidade nos próximos anos) em que o clube o não consiga acompanhar, diluindo a sua quota parte; e com um milionário não só a adquirir as novas acções mas também as acções da Somague (e possivelmente de um dos Oliveiras).

Concluo por constatar que seria muito fácil fazer disparar o valor das acções, mesmo não aparecendo qualquer milionário disposto a investir. Como? Começando a distribuir dividendos (e de forma sistemática): por exemplo se se distribuisse uns 5 centimos por acção por ano, teríamos um dividend yield de 23% à cotação actual (i.e. um óptimo investimento, o que faria disparar a procura) tendo-se distribuindo «apenas» 3,7M de Euros (dos quais 1.5M iriam para o clube), um valor certamente comportável para a SAD (repare-se que gastamos mais do dobro disso só no serviço de juros da dívida em empréstimos), ainda que beliscando a competitividade desportiva.

Não vejo no entanto qualquer razão lógica para que a SAD decidisse fazê-lo. A única hipótese plausível a meu ver seria se o implementassem aquando de um eventual aumento de capital, de forma a chamar subscritores (e ao mesmo tempo aumentar a parada contra uma eventual aquisição hostil de uma grande parte das acções, ao inflacionar o valor das ditas-cujas).


PS - ´disclosure´: sou detentor de 300 acções da SAD, subscritas aquando do seu lançamento (tendo portanto o meu investimento inicial de 1500 euros desvalorizado para 70 euros). Não o investi numa perspectiva especulativa de ganhar dinheiro (mas de apego ao clube querendo ajudá-lo; pelos vistos mais do que um A. Caldeira ou A. Ferreira...), mas também nunca pensei que pudesse vir a perder tanto.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Mialgias...

De acordo com o boletim clínico do FC Porto, Maicon e James ficaram de fora da convocatória para o último Estoril x FC Porto devido a mialgias (*) de esforço. E, no final desse jogo, Vítor Pereira disse que tirou o Jackson Martinez ao intervalo, porque o ponta-de-lança colombiano sentiu uma dorzinha no músculo...

Ora, enquanto em Portugal se disputaram dois joguitos para a Taça da Liga e, pelo meio, os jogadores gozaram um período de férias, em Inglaterra, em apenas 11 dias, disputaram-se quatro jornadas da Premier League:
18ª jornada: 22 Dezembro
19ª jornada: 26 Dezembro
20ª jornada: 29 e 30 Dezembro
21ª jornada: 1 e 2 Janeiro

Sim, eu sei que os jogos em Portugal são disputados a um ritmo alucinante e com uma intensidade muito superior aos do campeonato inglês (basta comparar o número de paragens/faltas por jogo...) mas, mesmo assim, fico admirado como é que os jogadores do Manchester United, Chelsea, Arsenal, Tottenham, ... aguentam as dores musculares (que devem ser terríveis).

E mais admirado fico, quando vejo jogadores que em Portugal precisavam de tantas férias (Cristiano Ronaldo, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, Nani, Bosingwa, Raul Meireles, Ramirez, David Luiz, etc.) irem para Inglaterra e não terem um colapso físico...

(*) Mialgia é um termo utilizado para caracterizar dores musculares em qualquer parte do corpo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A Taça da Liga é para quê?


Vítor Pereira surpreendeu, fazendo alinhar de início praticamente todo o onze titular, no jogo de anteontem na Amoreira frente ao Estoril. Numa competição que é tradicionalmente abordada como uma forma de dar minutos aos jogadores menos utilizados, o FC Porto parece empenhado em fazer algo mais. Resta saber se foi uma decisão planeada ou se surge como consequência da eliminação prematura da Taça de Portugal em Braga. Apesar de terem jogado praticamente todos os titulares (a excepção foi Kelvin, pela indisponibilidade de James) a equipa mostrou-se – mais uma vez – lenta e previsível nos seus processos ofensivos. Continua a jogar-se com pouca intensidade no meio campo e com pouca objectividade nas alas, onde Varela continua a demonstrar uma bipolaridade exibicional preocupante e Kelvin está pouco entrosado com a equipa.

Ao intervalo saiu Jackson Martinez. Pelo que foi tornado público o jogador ter-se-á ressentido de uma “mialgia de esforço”. Sem Kléber, que está lesionado e deverá manter-se afastado das opções por um período prolongado, ter um só ponta-de-lança é pouco. E está visto que não funcionam adaptações. O FC Porto precisa de ir ao mercado agora em Janeiro, isto se quiser garantir qualidade no plantel para suprir eventuais ausências do colombiano.

A Taça SLB continua a ser a mesma palhaçada de outros anos. Porque não há edições desta Taça sem brindes, anteontem, o Clube do Regime conseguiu um lisonjeiro empate em Moreira de Cónegos graças um penalty-fantasma marcado depois de mais uma queda teatral de Cardozo. Foi com incidências destas, ao longo dos últimos anos, que a Liga conseguiu entregar 4 troféus ao slb e descredibilizar por completo uma competição que este ano nem sequer conseguiu arranjar um patrocinador. Porque será que não há empresas interessadas em ver o seu nome associado à Taça da Liga?

Seria muito mais interessante não sujeitar o campeonato a quatro paragens em apenas cinco meses, e repor o número de equipas em 18, aumentando o número de jornadas para 34, acabando de vez com a “Farsa” da Liga. Para compensar o slb de sucessos desportivos cessantes, a Liga poderia organizar uma cerimónia de cariz anual, com um jogo de exibição entre o slb e outro clube que pugnasse pela “verdade desportiva”, apitado pelo João ‘pode ser’ Ferreira, sendo no final a Taça entregue ao Clube do Regime. As vantagens são óbvias: seriamos poupados a penalties salvadores para o slb em vários jogos (seriam apenas marcados nesse jogo de exibição) e; devido à sua estrondosa capacidade de captação de massas, o slb venderia os direitos televisivos desse jogo encaixando muitos milhões de euros e lotando o Estádio do Algarve. Seria uma bonita festa, um “hino” ao futebol, uma oportunidade única para juntar nos camarotes VIP personalidades como Devesa Neto, Paulo Paraty, Ricardo Costa, Cunha Leal, Joaquim Evangelista, Maria José Morgado, Bruno Paixão, Querido Manha, Carlos Daniel, Duarte Gomes, Hermínio Loureiro, Laurentino Dias e, claro, Lucílio Baptista.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Salvos pela bomba



Como a época deixa pouco tempo para se falar de coisas triviais como é o caso da Taça da Liga, a azáfama vai grande para o banquete de ossos e espinhas desta noite, fiquemo-nos por uma resumida visão do 2º jogo do FC Porto nesta competição, até porque na verdade, por mais que se tente espremer, não é muito sumo que ficou por beber deste encontro.

Não que não tenha existido nele os seus momentos de frisson, mas a largos períodos o futebol foi atabalhoado, pobre e pouco acertado. Sobretudo no passe. Aliás, sobre este último capítulo diga-se que a rapaziada de Vítor Pereira continua a patentear um nível de acuidade demasiadamente mau para uma equipa que se supõe ser de top. Está bem que aquele terreno de ontem nem para outras modalidades mais musculadas cumpria requisitos, mas já vem de muito longe este péssimo registo no passe e recepção, que só é, tão-somente, o bê à bá do futebol.

A falta de agressividade evidente da nossa equipa no decorrer do encontro teve consequências na primeira metade da partida, onde raramente a bola chegou à baliza adversária com perigo. O Estoril contra-atacava com alguma liberdade e num desses lances “sacou” o livre que Steven Vitória converteu superiormente.

A toada pouco empenhada dos nossos jogadores - mais preocupados com as eventuais nódoas negras inestéticas para uma noite de passagem de ano, não davam grandes esperanças numa reviravolta do estado de coisas, pelo que só mesmo o “brinde” Mário Matos, o guardião dos visitados, permitiu com que Jackson Martinez fizesse o empate.

A saída do avançado colombiano ao intervalo atrofiou por completo o ataque portista na 2ª parte. Depois de 2 pequenos apontamentos no recomeço da partida a equipa eclipsou-se até aquele penalty dos “tempos modernos” cometido por Otamendi e no qual João Querido Manha vincou numa desenfreada masturbação cerebral que quase atirou com os porcos o meu infeliz LCD.

Vá lá que a nossa equipa ainda tentou a reacção. Quase sempre incipiente  é certo, porem algo mais aguerrida do que se vira até aí. O empate já pouco esperado surgiria do nosso elemento mais esclarecido do encontro de ontem, João Moutinho. Um pontapé fabuloso que bateu Mário Matos, onde ao segundo duelo com médio portista pereceu no terreno.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Pois é uma pena


...se Quaresma não vier.

Muita gente anda a colocar todas as suas fichas na tradicional queda de forma das equipas de Jorge Jesus nas segundas-voltas. Seremos ingénuos se acreditarmos que o próprio não tenha ainda preparado um antídoto para tal.
Seria aconselhável tomarmos iniciativas por nós mesmos e não adormecermos na crença que esta época tudo se repetirá.

É uma aposta muito arriscada não nos mexermos, a sério, neste mercado de Inverno.
Mais certo que a queda do slb lá para Fevereiro/Março é que, mais cedo ou mais tarde, Jackson deixará de resolver tanto como até agora.
É a coisa mais natural do mundo os ponta-de-lança terem flutuações de rendimento durante uma tão longa temporada. Até o próprio Falcao teve também os seus períodos em que não facturou durante uma série de jogos. A questão é mesmo saber "quando" tal irá suceder. É praticamente uma inevitabilidade matemática.
Assim sendo, o melhor é pensarmos já em soluções que possam mitigar tal facto.
Sem o Jackson "habitual", assistiremos ao fim do equilíbrio actualmente reinante. O slb passará então a ser o mais forte se nada for feito.

Acresce ainda o problema da longa ausência de Atsu. Há quem diga tratar-se da única real alternativa que temos no nosso banco para resolver as partidas mais complicadas. Não anda muito longe da verdade quem assim pensa...

Sendo certo que ganhar série longas de jogos ditos "menores" seja sempre importante e digno de elogio, o facto é que verdadeiramente só em duas ocasiões esta temporada o FCP teve um rendimento inequívoco de excelência: na partida caseira contra o PSG e no jogo de Braga para o campeonato.
Tudo o resto, exceptuando a eliminação para a Taça e os dois empates na Liga, pode ser considerado positivo mas não nos deve deixar exageradamente optimistas em relação ao futuro. Não há razões objectivas para tal já que o nosso directo rival teve, nessas tais partidas, rendimento bastante semelhante ou até ligeiramente superior (vide jogos contra o scp).

De onde vem então este actual sentimento, generalizado entre os portistas, que as coisas estão "bem"?
Ora, vem da crença que o tal nível atingido contra o PSG no Dragão poderá ser repetido nos tempos próximos.
O jogo da Luz confirmará ou não essa teoria.
Sendo uma partida fora-de-casa, manda o bom senso estarmos preparados para que as coisas não corram assim tão bem.
Se se abrir uma diferença pontual entre os dois primeiros, o FCP precisará de algo "extra" em relação ao que vem apresentando até ao momento. Ainda para mais tendo, este ano, a possibilidade teórica de chegar mais longe na Champions.
Um percurso imaculado (ou próximo disso) na Liga, poderá vir a ser necessário.

Em suma, se não houver dinheiro para um médio ofensivo e/ou um novo ponta-de-lança, pelo menos não deixemos fugir um jogador como Quaresma.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Que alternativa para Atsu?


Christian Twasam Atsu está pré-convocado e tudo indica que irá fazer parte das escolhas do selecionador do Gana (Kwesi Appiah) para o CAN 2013, prova que irá decorrer na África do Sul, entre 19 de Janeiro e 10 de Fevereiro. Ora, como o estágio da Seleção do Gana começa no dia 2 de Janeiro, isso significará uma ausência que pode chegar às seis semanas (dependendo da fase da prova que o Gana atingir).

Até agora, Atsu foi utilizado em 21 jogos (8 vezes a titular e 13 a suplente), perfazendo 778 minutos de utilização, o que faz dele uma das escolhas mais frequente de Vítor Pereira para o trio de ataque (Varela tem mais minutos - 1123 - mas menos dois jogos).


A confirmar-se esta ausência, parece óbvio que a SAD terá de encontrar uma alternativa para as alas, porque uma equipa com as responsabilidades do FC Porto, e que joga num modelo em 4-3-3, não pode passar a contar unicamente com Varela e James (que já é uma adaptação) para as alas.

Possíveis soluções?

Kelvin. Tem muita habilidade, mas pouquíssima cultura tática. Precisa de ser muito trabalhado e de jogar com regularidade, algo que, obviamente, nesta altura é impossível na equipa principal do FC Porto. Mais do que ser uma solução para colmatar a ausência de Atsu, penso que lhe faria bem seguir as pisadas de Iturbe e ser emprestado a um clube, onde existisse um treinador formador e onde pudesse jogar todas as semanas.

Sebá. Promover este extremo brasileiro teria três vantagens: i) é uma solução caseira e, por isso, sem custos imediatos; ii) a correr bem, seria um enorme trunfo para quem aposta no projeto da equipa B; iii) seria um teste fundamental para a SAD decidir se exerce o direito de opção no final da época (Sebá está emprestado pelo Cruzeiro e tem o seu passe fixado em cinco milhões de euros).
O problema é que, tal como Kelvin, também Sebá precisa de tempo, minutos de jogo e, já agora, de um treinador como Jesualdo Ferreira (algo que Rui Gomes não parece ser).


Quaresma. Desvinculado do Besiktas desde o dia 20 de Dezembro, teoricamente seria a melhor solução (no imediato e a médio prazo). Para Quaresma, que regressaria a uma casa onde foi acarinhado, ganhou títulos, atingiu o apogeu da sua carreira e que lhe abriria as portas para voltar a jogar na Liga dos Campeões e para regressar à Seleção.
E para o FC Porto, que receberia um jogador de top, conhecedor das regras e cultura do clube e que não precisaria de tempo para se adaptar à cidade e ao país.
MAS... falta saber se é possível as duas Partes chegarem a acordo, quer em termos de salário (que deveria ser por objetivos), quer da duração do contrato (seis meses mais dois anos de opção?).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Futebol no período de Natal


Por essa Europa fora, jogou-se no passado fim-de-semana (22 e 23 de Dezembro) para os campeonatos de Inglaterra, Espanha, Itália, França, Holanda, Bélgica, Escócia...
Em Portugal, houve folga.

Hoje é o Boxing day e no Reino Unido (Inglaterra e Escócia) os campeonatos não param.
Em Portugal, há três semanas de paragem! A 12ª jornada do campeonato foi disputada no fim-de-semana de 15 e 16 de Dezembro e a 13ª jornada está agendada para o fim-de-semana de 5 e 6 de Janeiro. E ainda há dirigentes e treinadores de clubes que se queixam das paragens motivadas pelo calendário das seleções...
Contudo, estes 21 dias não são inteiramente dedicados às férias natalícias. Foram agendadas duas jornadas da "importantíssima" Taça da Liga, uma antes e outra depois do Natal, como convém em período de Festas e de alguns excessos...

A mentalidade vigente é tal, que Jorge Jesus, logo após o desafio da 12ª jornada, deu férias antecipadas a cinco jogadores do plantel encarnado (Artur, Maxi, Luisão, Melgarejo e Cardozo), apesar do slb ainda ter um jogo em Olhão para a... Taça da Liga.

Sol, bom tempo, boa comida, jogos disputados a um ritmo baixo e férias, muitas férias.
Venha jogar para Portugal.