sábado, 11 de maio de 2013

É hoje!

- Vieram de avião porque já têm medo de atravessar a ponte.
- Pensavam que vinham descansar jogadores para ganhar ao Chelsea e vão ter de suar tudo o que têm e não têm.
- Queriam celebrar uma tripla e pode ser que fiquem a ver navios.
- Falam do inferno lá de baixo mas hoje vão ver uma casa cheia a sério!
- O mestre da táctica passou a semana a falar em ir às Antas. Já nem sabe em que dimensão vive!
- O azul é a cor dos pesadelos deles.
- O jogo de hoje não dura 90 minutos. Dura um ano, um ano!
- O César Brito não joga
- Em nossa casa, mandamos nós
- Passe o que passar, esta liga ganhamos ou perdemos por méritos ou culpa própria!
- É dia dos Aliados voltarem a sentir-se vivos!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Quem semeia ventos...

«Adeptos do Benfica atiraram bandeira rasgada para o relvado.
O Benfica B-FC Porto B, disputado na Luz, aqueceu ao intervalo, quando um grupo de adeptos das águias retirou a bandeira dos dragões exposta no estádio e, após uma tentativa de lhe pegar fogo, rasgou-a e atirou-a para o relvado.
A apresentação das bandeiras dos clubes e da Liga é obrigatória nos jogos das competições profissionais e foi respeitada pela organização dos encarnados, mas o incidente mereceu registo no relatório do delegado da Liga e também foi comunicada pelos portistas às entidades policiais presentes.
O incidente abre as hostilidades para uma semana que reserva um FC Porto-Benfica decisivo para as contas do título.»
in ojogo.pt | 08 mai 2013 às 20:30


Depois deste grave incidente, protagonizado por adeptos encarnados em pleno estádio da Luz, o que disse a Direção do slb?
Apresentou desculpas públicas ao FC Porto?
O que fez a Direção do slb nos últimos dois dias, para evitar que esta atitude lamentável de adeptos benfiquistas, rasgando e tentando queimar a bandeira oficial do FC Porto, não contribuísse para incendiar o FC Porto x slb de amanhã?
Nada!

Entretanto, a Direção do FC Porto reagiu superiormente e da forma mais soft possível a esta atitude vergonhosa dos encarnados, não empolando o caso e limitando-se a apresentar uma queixa na Liga de Clubes.

«O FC Porto apresentou esta sexta-feira à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) uma participação disciplinar contra o Benfica, motivada pela destruição da bandeira oficial do clube no jogo entre as duas equipas B, quarta-feira, para a 2.ª Liga.
Em documento a que a agência Lusa teve acesso, os dragões solicitam à Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da LPFP um procedimento disciplinar contra o Benfica, na sequência do sucedido a 8 de maio, no Estádio da Luz, em jogo da 40.ª jornada daquela prova, que terminou 1-1.
"Durante o intervalo do jogo, adeptos do clube visitado, depois de uma tentativa de atear fogo, rasgaram e atiraram para o relvado a bandeira oficial do FC Porto, entregue à guarda do clube visitado (...), para que, nos termos regulamentares, fosse hasteada", lê-se no documento.
Citando o Regulamento de Disciplina, o FC Porto refere que "os clubes são responsáveis pela alteração da ordem e da disciplina provocados pelos seus sócios e simpatizantes (...) por ocasião de qualquer jogo oficial".
Os portistas consideram aquele ato como "manifesto comportamento social e desportivo incorreto", conforme os regulamentos da Liga. "Aliás, mal se compreende que adeptos do clube visitado tenham tido oportunidade de se apoderarem da aludida bandeira sem que tenham sido impedidos por qualquer funcionário do Benfica ou elemento da segurança", segundo a denúncia.
No documento, os portistas dão conta da identificação de, "pelo menos, um dos adeptos" benfiquistas pela força policial no Estádio da Luz, solicitando que a CII junte à denúncia o relatório policial do jogo Benfica B-FC Porto B.»
Agência LUSA


Do lado do FC Porto, esta tem sido uma semana de contenção e silêncio, apenas quebrado pelo treinador Vítor Pereira, na habitual conferência de imprensa que antecede os jogos.
O jogo de amanhã é de alto risco mas, por mais que se esforcem, ninguém poderá dizer que foram elementos do FC Porto a atear o fogo, ou contribuído para incendiar o ambiente deste clássico entre dragões e águias. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos encarnados.

SMS do dia

"Águias viajam de avião até à Invicta", in JN

Desta vez ninguém vai poder apedrejar o autocarro vermelho.
Pode não parecer, mas também foi trazido para o Porto - vai ficar estacionado em frente à baliza.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alta pressão sobre o árbitro sócio do slb

Por volta das 15h30 de hoje, soube-se que Pedro Proença tinha sido o árbitro internacional nomeado para o FC Porto x slb do próximo sábado.

Os clubes não podem pressionar os árbitros antes dos jogos e, por isso, mesmo o clube do regime não o pode fazer directamente (arriscava-se a ser punido). Contudo, o slb tem quem faça o "trabalhinho sujo" por si e cerca de uma hora após a nomeação ser oficial, já se fazia sentir, em páginas de jornais online, a alta pressão benfiquista sobre o árbitro que foi agredido no centro comercial Colombo, o qual, por acaso, até é adepto e sócio do slb.

(Record online, 9 Maio de 2013 | 16:29)

(Record online, 9 Maio de 2013 | 17:06)

(Record online, 9 Maio de 2013 | 18:32)

(Correio da Manhã online, 9 Maio de 2013 | 18:59)


Evidentemente, entre os episódios recordados envolvendo Pedro Proença e o seu clube do coração, não faz parte o fora de jogo de David Luiz, no lance em que os encarnados chegaram à igualdade (1-1), no slb x FC Porto da época 2006/07 (disputado no dia 1 de Abril de 2007).
Não consta o convite para Proença arbitrar um jogo particular no estádio da Luz, com o Tottenham, em 3 de Agosto de 2010.
O "lance de Voleibol" protagonizado por Cardozo em plena área benfiquista, no slb x FC Porto da época passada, é completamente ignorado.
E, claro, também ninguém se lembrou de questionar o teor do "simpático" relatório escrito por Pedro Proença após o Nacional x slb desta época, o qual possibilitou que, em vez de um castigo que poderia chegar aos 12 jogos, o avançado paraguaio dos encarnados tivesse sido punido com apenas UM jogo de suspensão.
Lá está, são tudo situações que não encaixam no historial e narrativa (palavra muito em voga) que se pretende contar.

Já agora, para tranquilizar os benfiquistas, o árbitro assistente Ricardo Santos, o tal que foi acusado (impunemente) por Jorge Jesus de ter visto que o Maicon estava fora-de-jogo e de não ter assinalado porque não quis, desta vez não faz parte da equipa de arbitragem nomeada para o jogo do estádio do Dragão.

Jogadores que cresceram na era VP

(jornal O JOGO, 06-05-2013)
Desde o primeiro dia em que assumiu o comando técnico dos dragões, Vítor Pereira nunca foi levado a sério, nem beneficiou da simpatia de jornalistas, comentadores ou da maior parte dos adeptos portistas.
De facto, e apesar de apenas ter registado uma derrota em 58 jogos para o campeonato, as críticas a Vítor Pereira têm sido muito mais do que os elogios.

Uma das acusações que se ouve recorrentemente (principalmente entre adeptos portistas) é a de nenhum jogador da equipa do FC Porto ter evoluído e crescido futebolisticamente nos últimos dois anos.
Será isto verdade?
É óbvio que não. Aliás, já aqui falei nos casos de Maicon (considerado por muitos o melhor defesa-central do último campeonato), Alex Sandro (alguém se lembra de Alvaro Pereira?), Mangala (o defesa goleador, jogando quer no centro, quer à esquerda), Fernando (deixou de ser um pivot fixo que só defendia) e Jackson Martinez (cujo desempenho e veia goleadora com a camisola azul-e-branca até surpreendeu os seus compatriotas).

A todos estes exemplos, podemos juntar o caso de Moutinho que, como o jornal O JOGO destacou na passada segunda-feira (ver recorte/imagem neste artigo), está a fazer a sua melhor época de sempre, alargando a sua influência a outras zonas do terreno e batendo os seus recordes de golos e assistências.

Pode discutir-se qual o mérito de Vítor Pereira na evolução registada por estes e outros jogadores.
Pode alegar-se que estes jogadores são tão bons, que teriam evoluído independentemente do treinador, dos métodos de treino e do modelo de jogo adoptado pela equipa.
O que não me parece correto é negar as evidências e dizer que nenhum jogador evoluiu desde que Vítor Pereira é o treinador principal do FC Porto. Isso é que não.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lançar os foguetes antes do tempo


Como se vê pelo exemplo ao lado, não faltava quem já desse (dê?) como um dado adquirido a conquista do título pelo slb (curiosamente - ou talvez não - estes casos de iniciativas por antecipação nos media, com uma dose mal escondida de euforia, só sucedem quando se trata do slb, nunca do FCP). 

Ora depois da jornada deste fim-de-semana ficou claro que há uma franca probabilidade de que haja muita gente que vá engolir sapos do tamanho da torre dos Clérigos... Como está bem claro, os Diários de Notícias deste mundo precipitaram-se e poderão muito bem ter que ir apanhar as canas dos foguetes pela calada, de forma bem envegonhada.

Neste momento tudo é possível. Penso que o FCP tem agora francas possibilidades de se sagrar campeão, mas não descarto minimamente o cenário do slb empatar ou até ganhar no Dragão, ou até mesmo que - caso perca - o FCP não consiga ganhar na última jornada em Paços de Ferreira (não é por acaso que o Paços é 3o classificado). A propósito: ao contrário do que os comentadores da SportTV diziam, não era igual para o slb perder ou empatar com o Estoril; a derrota (se combinada com uma derrota no Dragão) faria com que o empate em Paços fosse suficiente para o FCP.

A única coisa que é certa é que J. Jesus se verá agora obrigado a «meter a carne toda no assador» no Dragão, podendo assim comprometer um pouco as suas hipóteses em Amesterdão 4 dias depois (e estou certo que vai andar a dormir muito mal nos próximos dias assombrado com com o pesadelo de ver 12/13 tornar-se na época do «quase»); e que o slb terá uma recepção verdadeiramente infernal (em tons de azul) no Dragão, tendo a chama do Dragão sido reacendida. Nunca a expressão «comer a relva» se aplicou tão bem a um jogo como no do próximo sábado. 

Têm a palavra agora Vítor Pereira & Cia, está nas mãos (pés...) deles: temos 2 finais pela frente em que podem demonstrar cabalmente que somos melhores. Aos jogadores peço um empenho total, podendo eventualmente explorar algum comedimento dos jogadores adversários nas bolas disputadas (com receio de se lesionarem para Amesterdão) - mas de forma inteligente e com muita atenção aos cartões, porque tenho poucas dúvidas de que o árbitro - numa «missão» pseudo-patriótica - se vá mostrar particularmente zeloso pela integridade física dos jogadores do slb...

Quanto a Jorge Jesus, presumo que vá jogar de forma defensiva tapando todos os caminhos para a sua baliza e explorando o contra-ataque. Sendo assim quase certamente Cardozo não irá jogar de início. Teremos pois que impôr um ritmo infernal logo de ínicio (nada de período inicial para «estudar o adversário»!) e tentar ser o mais criativos e dinâmicos possíveis para criar brechas no «autocarro».

Nós acreditamos. Cabe a VP e jogadores mostrar em campo do que são capazes!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Desta vez as ajudas foram insuficientes

Não é costume, mas ontem (hoje de madrugada) fui ver a gravação do programa ‘Prolongamento’ (TVI24), para analisar os casos de arbitragem do slb x Estoril e ouvir o que os adeptos/comentadores presentes disseram dos mesmos.

Logo de início, num ataque do Estoril e já perto da área encarnada, Matic abalroa um jogador canarinho. Falta evidentíssima. O árbitro, o senhor Paulo Baptista (AF Portalegre), mandou seguir.

Ao minuto 24, lance para penalty contra o slb. É evidente o pisão do guarda-redes do slb no pé direito (pé de apoio) do avançado do Estoril (Luís Leal). Deveria ter sido assinalado penalty contra o slb e mostrado um cartão amarelo ao guarda-redes Artur. O árbitro mandou seguir.

(slb x Estoril, penalty não assinalado de Artur sobre Luís Leal)

Depois, no final da primeira parte, fora-de-jogo mal assinalado ao ataque do Estoril. Luís Leal, completamente isolado e após contornar o guarda-redes Artur, preparava-se para fuzilar a baliza deserta, quando o trio de arbitragem interrompeu a jogada. As regras dizem que nos lances de fora-de-jogo, em caso de dúvida, o árbitro deve deixar seguir e não deve interromper a jogada. Neste caso, o trio de arbitragem fez exatamente o contrário, beneficiando o slb numa jogada de golo iminente.

Independentemente da cor clubística, saliento o facto de todos os comentadores do programa ‘Prolongamento’ – Manuel Serrão (FC Porto), Fernando Seara (slb), Abrantes Mendes (sporting) – terem sido unânimes na análise destes lances ocorridos na 1ª parte do slb x Estoril. Ou seja, três lances mal ajuizados pelo trio de arbitragem e todos eles em beneficio do slb.

Na 2ª parte há mais dois lances polémicos.

No golo do Estoril, há quem diga que o avançado Licá está em fora-de-jogo posicional e, apesar de não ter tocado na bola, interferir na jogada. Nas imagens que vi, não me pareceu que o jogador estorilista estivesse adiantado, mas admito a dúvida e, em caso de dúvida, o arbitro assistente que acompanhou o ataque do Estoril na 2ª parte fez aquilo que a FIFA recomenda, não interromper a jogada (os três ex-árbitros que compõem o ‘Tribunal de O JOGO’ são da mesma opinião).

(slb x Estoril, 'Tribunal de O JOGO')

Já perto do final, com o resultado em 1-1, há uma bola que o guarda-redes do slb recolhe entrando com a bola segura nas mãos dentro da sua baliza. A TVI24 repetiu este lance umas dez vezes e, numa das imagens paradas, fiquei com a ideia que a bola tinha transposto totalmente a linha de baliza. Contudo, não há imagens que mostrem, de forma inequívoca, que a bola transpôs totalmente a linha de baliza e, portanto, neste caso é justo dar o beneficio da dúvida ao trio de arbitragem.

(slb x Estoril, a bola entrou?)

Beneficio da dúvida que, recordo, na época 2004/05 não foi dado ao trio de arbitragem do slb x FC Porto, num celebre remate de Petit que Vítor Baía defendeu em cima da linha de golo.

Quanto ao 2º cartão amarelo mostrado a Carlos Martins, aos 78 minutos, por mais que o árbitro não quisesse, era inevitável. É um amarelo avermelhado e, perante aquela entrada em tackle e por trás às pernas do jogador do Estoril (Carlitos), a única dúvida é se não deveria ter sido um cartão vermelho direto.

Em resumo, mais uma vez a equipa encarnada foi beneficiada no “inferno da Luz” mas, desta vez, as ajudas foram insuficientes para garantir os 3 pontos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Não dá uma para a caixa

É pá, corram com o Vítor Pereira o quanto antes! O homem não acerta uma! Então ele veio dizer que o Estoril ia perder esta jornada?!

O grande Jackson em sub-rendimento

Após a paragem de Natal, entre 5 de Janeiro e 23 de Fevereiro de 2013, o FC Porto disputou 9 jogos para o campeonato e um para a Liga dos Campeões. 10 jogos em 50 dias, o que dá uma média de 1 jogo a cada 5 dias.
Jackson Martinez apontou 12 dos 23 golos (52%) da equipa nestes 10 jogos e apenas por duas vezes ficou em branco.

(Jackson Martinez - 05/01/2013 a 23/02/2013, zerozero)

Entre 2 de Março e 4 de Maio de 2013, o FC Porto disputou 8 jogos para o campeonato, 2 para a Taça da Liga e um para a Liga dos Campeões. 11 jogos em 64 dias, o que dá uma média de 1 jogo a cada 5,8 dias (ou seja, uma sobrecarga de jogos menor do que no período anterior).
Jackson Martinez apontou apenas 3 dos 21 golos (14%) da equipa e ficou em branco em 9 dos 11 jogos! 

(Jackson Martinez - 02/03/2013 a 04/05/2013, zerozero)

Que explicação para esta brutal diferença de rendimento?
O modelo de jogo da equipa mudou? Não.
Jackson esteve lesionado e tem vindo a recuperar de um período de paragem? Não.
O treinador deixou de apostar nele? Não. Jackson Martinez jogou os 90 minutos de todos estes jogos. 

Jackson Martinez já demonstrou que é um grande ponta-de-lança e, obviamente, não desaprendeu de marcar golos de um dia para o outro. O problema, penso, estará numa certa saturação resultante do esforço acumulado, consequência da falta de alternativas para a posição de ponta-de-lança. Liedson, no pouco tempo que jogou, mostrou que está muito longe de poder ser uma alternativa credível e os pontas-de-lança da equipa B estão ainda demasiado verdinhos para aquilo que esta posição exige.

É verdade que Jackson continua, jogo após jogo, a esforçar-se e a fazer trabalho de ponta-de-lança, mas parece faltar-lhe frescura para se desmarcar mais rapidamente, para saltar mais alto, para se antecipar aos defesas e/ou para ser mais expedito na finalização das jogadas de ataque.

A ponta final deste campeonato é de um grau de dificuldade muito elevado e vai exigir um FC Porto próximo da sua máxima força. Por isso, espero que o grande Jackson Martinez, que vimos brilhar esta época, ressurja já no próximo sábado, no jogo do tira-teimas acerca de qual é a melhor equipa deste campeonato.

domingo, 5 de maio de 2013

A melhor 1ª parte deste campeonato

Quando James marcou o 0-1, isso foi o culminar natural de um início avassalador dos dragões. De facto, o 1º golo do FC Porto correspondeu à 4ª oportunidade (!) criada pela equipa azul-e-branca nos primeiros 10 minutos do desafio da Choupana.
E antes de, aos 20 minutos, Mangala marcar o 2º golo, o mesmo Mangala já tinha enviado uma bola à trave, com o guarda-redes Gottardi completamente batido.

A equipa do FC Porto é acusada de ter muita posse de bola, mas de ser uma posse de bola inconsequente, que não se traduz em ataques, remates e golos. É uma crítica que me parece injusta e que irei abordar no final do campeonato. Mas, desta vez, penso que ninguém poderá dizer que a posse de bola do FC Porto foi inconsequente. A 1ª parte do Nacional x FC Porto terminou com 20 ataques, 15 remates, 9 oportunidades de golo, 1 bola à trave e... 65% de posse de bola.
Foram, provavelmente, os melhores 45 minutos que se viram esta época no campeonato português, valorizados por serem numa das deslocações tradicionalmente mais difíceis (onde, por exemplo, há algumas semanas atrás o "demolidor" slb de Jorge Jesus não alcançou melhor do que um empate).

(Nacional x FC Porto, jornal O JOGO)

1-3 ao intervalo era, claramente, um resultado muito lisonjeiro para o Nacional, porque não traduzia nem o domínio do FC Porto, nem as oportunidades de golo criadas pelas duas equipas. Aliás, convém notar que o Helton não fez uma única defesa no jogo todo (!), visto que nos remates que efectuou, só na grande penalidade é que a equipa insular fez um remate enquadrado com a baliza.

Uma boa vitória, num jogo entretido !

 


Entrámos muito bem no jogo e continuámos com excelente ritmo durante toda a primeira parte, resolvendo praticamente o jogo nos primeiros 22 minutos. Ainda que não apresentássemos uma intensidade muito alta ou uma velocidade estonteante, notei que os jogadores se  movimentaram mais, criando mais dificuldades para a marcação dos adversários. A par de isso, uma boa ocupação dos espaços permitiu estar muito em cima da bola e do adversário. Lucho, Moutinho e James foram os principais empreendedores dessa dinâmica e Varela conseguiu estender e dar largura ao jogo. Marcámos três golos e poderiam ter sido mais. No primeiro sobressai a harmonia do esforço, no segundo a beleza do  movimento. Na única vez que o Nacional chegou perto da nossa grande área,  um remate com destino ao braço, deu oportunidade para que Cosme Machado tenha marcado uma grande penalidade. Talvez tenha sido, face aos critérios vigentes. O árbitro fez a vontade a Vieira.
Na segunda parte, controlámos quase sempre bem o jogo  e recordo apenas una jogada muito perigosa que Otamendi cortou de forma imperial. Tivemos oportunidades, circulámos a bola e bem, mas não fomos  agressivos  na última fase de construção. Compreendo que não tínhamos necessidade de ir ao pote com sofreguidão,  mas acho que faltou um pouco aquele sentido predador,  no ataque aos adversários na procura de matar a fome de golos. Foi o que obstou para ser um jogo ainda mais conseguido.  

Individualmente os jogadores tiveram nota positiva, um pouco mais acima da média Mangala, mais abaixo Abdoulaye.  Fernando esteve menos bem que nas últimas jornadas. O que apreciei mais foi a movimentação da equipa, com os homens do meio campo e da frente a trocarem permanentemente de posições, com um Varela muito activo e a fazer um dos seus melhores jogos da época e os demais sempre muito empenhados.      
Foi um jogo entretido, uma boa vitória que espero relance o FCP para um comportamento em alta nas duas próximas jornadas.

A luta continua.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Gostei da conferência de VP, mas...

Na conferência de imprensa de hoje, de antevisão ao Nacional x FC Porto, Vítor Pereira, em resposta a perguntas dos jornalistas presentes, proferiu várias afirmações contundentes (que eu subscrevo):

"Eu tenho total consciência do que foi este campeonato da primeira até à última jornada. Portanto, eu sei o que foi o nosso jogo na Luz. (...) A mim não é com folclore que me distraem. (...) Não é com o barulho dos foguetes que me atordoam ou que me fazem esquecer muitas coisas. Eu, felizmente, recordo-me de muita coisa ao longo deste campeonato. E, nomeadamente, não deixo de recordar o último jogo [do slb] com o Sporting, que isso não deixo branquear de maneira nenhuma, porque foi de mais.
Eu gostava que este campeonato fosse limpinho, limpinho (...) mas, para mim, na minha leitura, é um campeonato que fica manchado. Passa a sujinho, sujinho, sujinho, claramente, por um jogo inadmissível há duas jornadas atrás."

"Se me perguntasse, se me colocasse essa questão há duas jornadas atrás [se tinha esperança em conquistar o título], eu diria que tinha legitimidade, tinha tudo para ser um título bem discutido até à última jornada. Neste momento, depois das duas últimas jornadas, já não acredito que assim seja. (...) Não acredito, sinceramente, que seja possível ao Estoril, de uma forma ou de outra, pode exibir-se a grande nível, mas de uma forma ou de outra os três pontos vão lá ficar."

"Sobre o Steven Vitória, não sou ninguém para julgar, mas penso pela minha cabeça, tenho as minhas ideias, digo aquilo que penso porque não estou agarrado a nada. Infelizmente para o futebol português, têm acontecido estas coisas. Há duas épocas, o Jardel [ex-jogador do Olhanense] foi contratado no próprio dia em que o Benfica defrontava o Olhanense. Por mais que o regulamento o permita, não acho ético.
No confronto com o Paços de Ferreira sai a notícia da contratação do Vítor por parte do Benfica. À mulher de César, não basta parecer, é preciso ser. Não é opinião do clube nem mais ninguém, eu é que acho que são coisas que não dignificam o futebol português."


Gostei desta conferência de imprensa do treinador do FC Porto. Também neste aspecto, Vítor Pereira está bem melhor que na época passada.

Contudo, não confundo estas declarações de Vítor Pereira com a resposta institucional que o FC Porto ainda não deu à abjecta conferência de imprensa do diretor de comunicação do slb (João Gabriel) e que, como adepto e sócio do FC Porto, espero que ocorra num timing adequado.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os desejos de Fernando


(fonte: jornal O JOGO, 08-12-2012)

Apesar dos desejos que ele e o seu empresário manifestaram em Dezembro passado, é justo dizer-se que, dentro do campo, não se notou qualquer tipo de contrariedade. Pelo contrário, nesta segunda parte da época, Fernando tem sido o médio mais regular e de melhor rendimento, o que não é coisa pouca, se levarmos em conta que no meio-campo portista também jogam Moutinho e Lucho.

Mais. O Fernando desta época denota uma evolução significativa em termos ofensivos, quer fazendo passes verticais para as costas da defesa contrária, quer surgindo ele próprio em zonas de finalização. Aliás, para quem defende a tese de que nenhum jogador evoluiu com Vítor Pereira, Fernando é um bom exemplo para contrariar essa tese (tal como Maicon, Alex Sandro, Mangala ou Jackson, mas isso é outra conversa).

Falta saber se irá renovar (só tem contrato até Junho de 2014) e continuar no FC Porto, ou se a SAD irá aceitar alguma das propostas que têm chegado ao Dragão. Com Lucho em final de carreira, num cenário em que Fernando e Moutinho saiam simultaneamente no final desta época, não é dificil prever que a próxima irá ser muito complicada, isto independentemente do treinador que for contratado para substituir Vítor Pereira.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Só há uma bola

Vítor Pereira e a equipa do FC Porto têm sido criticados, incluindo por muitos adeptos portistas, devido ao modelo de jogo que a equipa adopta.

Uma das críticas é que a elevada posse de bola é inconsequente. Penso que não é bem assim e, de alguma maneira, os números demonstram-no.

(fonte: jornal O JOGO)

Por exemplo, se olharmos para o último jogo, em que o FC Porto teve uma posse de bola de 77% (na primeira parte chegou a ser de 82%!), verificamos que essa posse de bola se traduziu nos seguintes indicadores ofensivos:
- 53 ataques
- 15 remates
- 10 cantos
- 2 golos

E, revendo o filme do jogo, constata-se que, para além dos golos, o FC Porto criou mais seis situações de golo iminente, contra apenas uma oportunidade de golo do Vitória Setúbal em todo o desafio.

(fonte: jornal O JOGO)

Penso que não é por acaso, e muito menos por favores da arbitragem, que o FC Porto está há tantos jogos sem perder para o campeonato português. É que, como dizia José Maria Pedroto, só há uma bola e se for nossa a outra equipa tem mais dificuldades em atacar.

domingo, 28 de abril de 2013

Um vitória limpinha, limpinha


Depois da "capelada" da semana passada, muitos estavam à espera de um qualquer errozito da arbitragem, para aproveitarem e virem a correr gritar aos sete ventos que o FC Porto também era favorecido neste campeonato da "verdade desportiva". Pois tiveram azar.


"Há sempre alguma dualidade de critérios na avaliação dos lances. Irei analisar para perceber se o Vitória foi ou não prejudicado neste jogo. Não me parece que o Jorge Luiz tivesse intenção de jogar com o braço no lance da grande penalidade. Com 1-0, também me parece ter havido uma situação de grande penalidade mas não foi assinalada"
José Mota (treinador do Vitória Setúbal)

Quanto ao senhor José Mota, faz-me lembrar a história do Pedro e do lobo. No dia em que a sua equipa for mesmo prejudicada e ele tiver razão em se queixar da arbitragem (o que, mais uma vez, não foi o caso), ninguém o vai levar a sério.