segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

As estatísticas dos últimos 3 jogos





É óbvio que as estatísticas não dizem tudo, mas ajudam a perceber como foi um jogo.

Ora, olhando para as estatísticas dos últimos três jogos do FC Porto, pode concluir-se alguma coisa?

O jogo em que o FC Porto fez mais remates (29) foi contra o Olhanense.
O jogo em que houve uma maior diferença entre os remates efectuados e os remates consentidos (26 = 29 - 3) foi contra o Olhanense.
O jogo em que o FC Porto fez mais remates enquadrados com a baliza (13) foi contra o Olhanense.
O jogo em que o guarda-redes da equipa adversária fez mais defesas (12) foi contra o Olhanense.
Os jogos em que o FC Porto teve mais cantos a seu favor (12) foi contra o Vitória Guimarães e Olhanense.
O jogo em que o FC Porto teve maior percentagem de posse de bola (78%!) foi contra o Olhanense.

Não é possível chegar-se a estes números fazendo um "mau jogo".
Pois é mas, apesar destes números avassaladores, contra o Olhanense o FC Porto marcou apenas um golo, enquanto que nos dois jogos anteriores tinha marcado nove (uma média de 4,5 golos por jogo).

De facto, por mais que uma equipa jogue e domine o adversário, se não houver eficácia...
E, na minha leitura do jogo de ontem, foi essencialmente isso que faltou - EFICÁCIA - porque oportunidades de golo o FC Porto criou as suficientes para golear (só o Jackson falhou um penalty e dois golos feitos, um em cada parte).

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Dois pontos. E tudo na mesma!



O futebol nunca perde uma oportunidade para fazer mostrar a sua sublime ironia e, esta noite, no Estádio do Dragão, isso voltou a suceder. Quando se esperava que o FC Porto pudesse finalmente tomar de as rédeas, de forma isolada, deste campeonato, a nossa equipa não aproveita os dois pontos de vantagem que o clube de Lisboa lhe pôs à disposição, num jogo em que esteve uns furos abaixo das mais recentes exibições.

Precisamente, quando se relevava o excelente momento de forma do conjunto azul e branco, eis que os homens de Vítor Pereira ficam aquém do muito e bem que tem sido dito e escrito sobre si mesmos nas últimas semanas. A circulação de bola rápida e intensa deu lugar a uma articulação menos fugaz e precisão de passe com pouca acuidade. O desacerto na finalização foi fatal às aspirações portistas, onde nem Jackson Martinez escapou a esta malapata geral ao não converter uma grande penalidade.

Bem pode Manuel Cajuda sorrir depois do seu receoso discurso na antevisão ao jogo. A muralha que ergueu diante Bracali surtiu efeito, sobretudo a sua dupla de médios defensivos vasco Fernandes e Tiago Terroso. O bloco baixo da restante equipa compôs o resto, sina a qual o FC Porto nunca contorna com facilidade. Pior ainda quando por estes dias o dragão se vê privado de elementos com capacidade de alargar o jogo como James ou Atsu. Algum dia estas ausências fariam mossa…

Pouco preocupado com estas questíunculas, Tiago Targino lançou-se a grande velocidade para um golo pleno de oportunidade e veneno perante o domínio que a nossa equipa assumia desde o apito inicial. Os jogadores apesar de não perderem a tranquilidade, não conseguiram impor o ritmo forte que se vira em Guimarães, com reflexos nas poucas oportunidades criadas no decorrer do primeiro tempo.

Ainda antes de Vítor Pereira tentar fazer algo novo na estrutura da equipa o empate surgiu de bola parada, onde a fífia de Bracali foi decisiva. A sorte parecia querer mudar-se de lado e a penalidade cometida por Jander parecia ser escape ideal à noite menos conseguida da equipa da casa. Puro engano. Jackson também tem as suas horas negras.

Num campeonato onde todos os pontos parecem ter uma cotação maior do que o seu real valor, o desaire portista desta noite no Dragão é aparentemente mais comprometedor do que a escorregadela do rival na Choupana. As boas promessas dos jogos anteriores tinham confiança alta entre jogadores e adeptos. Contudo ainda são latentes algumas fragilidades, como as arreliadoras lesões e ausências de James, Atsu ou Defour. Izmailov e Liedson ainda procuram rotação. Sebá e Tozé são muito verdinhos para estas andanças. Um percalço que não retira brilho ao que de bom se viu até aqui, mas que enfatiza o perigo poder surgir quando menos se conta.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

No passado fim-de-semana…

No passado fim-de-semana, o Porto ganhou, o slb ganhou e o sporting perdeu. Tudo dentro da normalidade.
Nos dias seguintes, e até à derrota da Seleção de Paulo Bento (ou será de Jorge Mendes?) na quarta-feira passada, falou-se, acima de tudo, da arrasadora exibição do FC Porto em Guimarães, que deixou metade do país futebolístico boquiaberto e, quiçá, apreensivo.

E contudo...

1. O FC Porto foi a Guimarães ganhar por 0-4, mas nem tudo foram rosas. De facto, o árbitro auxiliar que acompanhou o ataque do FC Porto na 1ª parte fez o que pôde… Com o resultado ainda em aberto, assinalou três foras-de-jogo inexistentes a jogadores vestidos de azul-e-branco. E assim, nos primeiros 45 minutos, o FC Porto só conseguiu marcar de bola parada, em lances onde não era muito fácil assinalar foras-de-jogo…

Aliás, se bem se lembram, o mesmo já tinha acontecido no slb x FC Porto, em que o árbitro auxiliar que acompanhou o ataque do FC Porto na 1ª parte (o célebre António Godinho), também assinalou três foras-de-jogo fantasma.

Ele há coincidências (há quem lhe chame outra coisa) …


2. Na terça-feira (dia 5), na sua habitual crónica em A BOLA, Miguel Sousa Tavares não poupou nas palavras e escreveu o seguinte:

«Antes de enfrentar o Paços de Ferreira na meia final da Taça, a meio da semana, o Benfica fez saber do seu interesse em dois centro-campistas do Paços, em especial Vítor. É uma jogada psicológica que se vai tornando um clássico no clube que tanto amor à verdade desportiva derrama. Há dois anos atrás, no próprio dia em que recebia o Olhanense, também para um jogo da Taça, estes desportistas chegaram ao desplante de lhes comprar de manhã o melhor central dos algarvios - Jardel - cujo contrato de compra, celebrado de manhã, implicou que ele já não jogasse à noite pelo Olhanense, apesar de ter mais uns meses de contrato a cumprir com os algarvios. Desta vez, a coisa não foi tão longe - por falta de tempo ou porque era bluff. Mas o rapaz, talvez motivado para se despedir em grande do Paços, ou para convencer de vez o seu eventual futuro patrão, tanto entusiasmo pôs numa disputa de bola, que recebeu o vermelho directo e assim, involuntariamente é claro, tornou as coisas mais fáceis para o grande clube de Lisboa ou clube grande de Lisboa. É claro que, fosse ele já benfiquista, como André Gomes, e o árbitro perdoar-lhe-ia, sem sequer lhe mostrar um amarelo, não uma, mas duas entradas semelhantes -como se viu no jogo de domingo, entre Benfica e Vitória de Setúbal. Não joga à Maxi Pereira quem quer, mas quem pode. Uma lição para o jovem Vítor.»

As patadas do André Gomes no slb x Vitória Setúbal (uma aos 16’ e outra aos 26’), foram assim analisadas pelo jornal semi-oficial do slb (A BOLA):


Mas um dos decanos de A BOLA, o jornalista Cruz dos Santos, perante a clareza das imagens, escolheu um título elucidativo da sua crónica semanal de análise às arbitragens da jornada.


Se André Gomes tivesse sido expulso por Vasco Santos aos 16 minutos, ficando os encarnados a jogar com menos um, será que o slb teria ganho ao Vitória de Setúbal? Nunca saberemos, mas seguramente o jogo teria sido muito mais difícil.


3. Na véspera do slb ir a Braga, Vítor Pereira (o dos árbitros) nomeou Duarte Gomes para arbitrar o SC Braga x Vitória Setúbal. O que se passou aos 90’+2 desse jogo ficará para a história deste campeonato.

Na véspera do slb ir à Madeira, ao sempre difícil terreno do Nacional, Duarte Gomes (quem haveria de ser?) foi nomeado para arbitrar o Nacional x Moreirense.

Manuel da Costa, defesa-central do Nacional, estava em risco para o jogo seguinte e não foi preciso esperar muito para se confirmar aquilo que muitos previam, isto é, que a habitual dupla de centrais do Nacional não ia poder jogar contra o slb. De facto, logo aos 18’, Manuel da Costa viu o cartão amarelo, e assim, tal como aconteceu com o bracarense Paulo Vinícius, será menos um obstáculo ao ataque encarnado.

Por este andor, perdão, por este andar, só falta saber quando é que Vítor Pereira (o dos árbitros) vai voltar a nomear o senhor Duarte Gomes para um jogo do FC Porto.


4. À 17ª jornada, o slb lidera os rankings das equipas com: mais penalties a favor; mais minutos jogados em superioridade numérica; mais jogadores das equipas adversárias impedidos de jogar (por questões disciplinares).

Ninguém tenha dúvidas, só um FC Porto idêntico ao dos últimos jogos, a roçar a perfeição, poderá ganhar este campeonato. E mesmo assim, não sei...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

71 horas e 45 minutos

"Quem fez a lei definiu uma precisão à hora e não ao minuto. A partir do momento em que a precisão é a hora, 71 horas e 45 minutos são 72 horas"
Armando Leitão, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP)



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os elogios a Vítor Pereira

«A frase de Vítor Pereira, na conferência de imprensa em Guimarães, é muito interessante. Disse o treinador do F.C. Porto que a equipa está como ele quer. E acrescentou algo do género demorou, mas agora está. A frase é dita depois de um mês de janeiro muito forte, com o campeão a empatar na Luz e a massacrar os últimos adversários que tiveram a infelicidade de passar perto.

As palavras de Vítor Pereira recordam-nos também duas evidências que por vezes esquecemos: as equipas têm sempre aspetos a melhorar e melhorar só se consegue com tempo, trabalho e serenidade. Além de competência, claro.

De facto este F.C. Porto está na melhor fase da época, muito seguro, maduro e mais alegre do que em muitos jogos da temporada transacta. Jackson Martinez e Moutinho são dois jogadores de evidente destaque. Mas em nenhum momento se pode dizer que a equipa depende deles. Pelo contrário, é por a equipa estar tão bem que eles sobressaem tanto, sobretudo o colombiano, melhor marcador da Liga. Aliás, creio que o que está a elevar a equipa é antes de mais o crescimento de futebolistas como Mangala, Alex Sandro ou Danilo. E o equilíbrio de Varela, imprescindível num período em que a equipa foi perdendo opções nas alas.

Os laterais acrescentam muito jogo sem que as subidas de ambos desalinhem a equipa (ao contrário do que sucede com Maxi Pereira no Benfica, por exemplo). O central francês tem sido importante no ataque, está mais adulto a defender e impressiona pelo poder físico. Vive uma daquelas fases em que parece crescer a cada jogo.

Como se não bastasse, Vítor Pereira começa a ganhar a aposta em Izmailov, estreou Liedson e está a trabalhar Seba, um jogador que tem deixado indicações muito interessantes.

Se mantiver este apuro de forma em fevereiro e conseguir acrescentar James à equação é legítimo esperar algo relevante na Liga dos Campeões.»
Luís Sobral
in Maisfutebol, 02-02-2013


«Uma jornada aparentemente sem história deixou que contar, sobretudo porque mostrou um FC Porto mais forte que nunca, com capacidade colectiva para esconder ausências individuais e uma qualidade táctica que ofensivamente castiga os adversários (com mobilidade, qualidade na troca de bola e... Jackson Martinez) e defensivamente passa jogos inteiros sem sobressalto (Guimarães foi mais um). Vítor Pereira terá, em definitivo, calado os críticos mais ferozes que várias vezes lhe sugeriram incompetência. Estavam enganados, embora muitos se esqueçam agora do que então disseram ou escreveram. Destaco quatro pontos de força do FC Porto actual:

1. Um modelo que garante eficácia em todos os momentos do jogo e que tem na qualidade do processo defensivo uma imagem de marca. Destaca-se a reacção à perda de bola, a capacidade de "abafar" o adversário, ou seja, uma transição defensiva muito forte, que permite recuperações rápidas e impedem o adversário de ser perigoso, mantendo-o distante da área portista. É uma equipa a quem é muito difícil marcar golos (em casa ainda só sofreu um);

2. Uma evolução significativa do processo ofensivo, com multiplicação de soluções e mais jogadores envolvidos (até Fernando) - seja perante equipas com blocos mais baixos ou mais subidos (como foi o Vitória) -, e trocas posicionais sucessivas que a tornam menos previsível do que era no passado. E com um avançado como Jackson, que tanto é eficaz na área como demolidor se tem espaço para acelerar (como teve em Guimarães), o adversário terá sempre dúvidas sobre o melhor modo de defender;

3. Força invulgar do jogo interior (zona central), com a técnica de recepção e passe a garantir troca de bola de qualidade mesmo em espaços reduzidos, potenciando uma posse objectiva, também pela capacidade de libertar os corredores para a vocação ofensiva de dois excelentes laterais (Alex Sandro mais talentoso, a caminho de ser dos melhores do mundo). É neste ponto que a comparação com o Barcelona faz mais sentido;

4. Muita eficácia na bola parada ofensiva, bem treinada, e com um Mangala invulgarmente poderoso a juntar-se a Jackson e Otamendi (ou Maicon) para dar a melhor sequência à qualidade dos cantos e sobretudo dos livres laterais de Moutinho (ou James).

Nada garante, no entanto, que o FC Porto vá ser campeão, já que o Benfica tem feito igualmente uma época de grande nível e promete luta até ao fim. E, já agora, o sucesso da carreira doméstica de qualquer dos candidatos até pode passar pelo maior ou menor investimento nas provas europeias e pela gestão do desgaste, físico e anímico, delas resultante. No entanto, e ao contrário do que parecia há um par de meses, é agora o FC Porto que parece em vantagem. E não apenas no goal average.»
Carlos Daniel
in Diário de Notícias, 06-02-2013



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É sempre agradável ouvir (ler) elogios destes, mais ainda se estivermos de acordo (como é o meu caso) e, fundamental, quando os elogios são justos e traduzem a realidade dos factos.

Para quem, como eu, se deliciou (e delicia) a ver jogar o Barcelona "inventado" por Guardiola, ver o meu FC Porto a jogar à Barça e, no final dos jogos, ouvir adversários conformados a comparar o FC Porto ao Barcelona ("o Porto está para liga portuguesa como o Barcelona para a espanhola", Alex, capitão do Vitória Guimarães), é algo de inolvidável.

Contudo... fico sempre um pouco apreensivo quando vejo tanta unanimidade nacional (abrangendo jornalistas e comentadores de outras cores clubísticas) em torno do FC Porto. Sinceramente, enquanto as coisas não estão decididas, prefiro ler parangonas do estilo "[o slb é uma] máquina trituradora" ou "[Jorge Jesus é um] exterminador implacável".

Espero bem que todas estas loas não contribuam para um adormecimento competitivo que, num campeonato como este, seria fatal.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

Onde andam os teóricos da conspiração?

Não sou intrigas, mas ...


... nem o Messi tem este efeito sobre os adversários.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O portista que acabou ídolo em Lisboa

Não é muito habitual em Portugal que se conheça a paixão clubistica de um jogador quando este se transforma em ídolo do seu maior rival. Mas com o Benfica o historial de jogadores que nasceram e cresceram portistas e acabaram por brilhar ao serviço dos encarnados não é curta. Os exemplos mais recentes de Nuno Ribeiro (Gomes, apenas pela sua devoção ao "Bibota" a quem queria suceder de azul ao peito) e João Vieira, Pinto, que chorava baba e ranho quando o FC Porto perdia em miúdo e acabou rejeitado nas captações do clube, ou até mesmo de Artur Jorge, que das categorias inferiores do FC Porto passou a Coimbra e daí a Lisboa, escondem uma história similar mas com mais de 70 anos.

Em 1949, o mundo do futebol acordou estupefacto. O acidente de Superga, em Itália, tinha acabado com a vida da mais formidável equipa do pós-guerra, o Il Gran Torino. Era a equipa de Loik e de Mazolla, os pentacampeões de Itália, herdeiros superlativos da escola centro-europeia. Um mês depois deveriam viajar à Peninsula Ibérica para decidir o destino da primeira edição da Taça Latina, criada em parte para medir o seu valor nos palcos europeus. Nunca veio a equipa de gala, perdida nessa tarde de nevoeiro. O voo vinha de Lisboa, precisamente. De um jogo de homenagem que passaria para a história como um jogo negro. O jogo de despedida do capitão do Benfica, Francisco Ferreira.

O curioso é que o herói encarnado, capitão da equipa durante largos anos, era portistas dos pés à cabeça.
Tinha nascido em Guimarães, em Agosto de 1919, mas desde cedo tinha vindo viver para o Porto. O seu pai era o porteiro do campo da Constituição e desde pequenino que "Chico"  se tornara um fanático adepto do clube. Começou desde baixo, a limpar as chuteiras dos jogadores da primeira equipa no intervalo dos treinos das equipas juvenis e com 17 anos cumpriu o sonho de estrear-se com a camisola azul e branca. Era uma das grandes promessas do clube e foi um dos mais lutadores no célebre Porto vs Benfica que acabou com o sonho do título em 1938 no estádio do Lima. Sofreu o insofrível às mãos da defesa benfiquista e assistiu Pinga para o segundo golo. No final da temporada, recebeu uma oferta inesperada do Benfica. Ofereciam-lhe 1000 escudos de ordenado e uma ficha de 15 mil escudos.

O jogador, pobre mas honrado, respondeu que preferia ficar no Porto e que falaria com o clube para saber se tinham previsto melhorar o seu salário. Titular indiscutível, Ferreira ganhava a metade de muitos dos seus colegas de equipa como Reboredo, Pinga, Poças, Vianinha e Carlos Nunes. Pediu 700 escudos - menos trezentos do que oferecia o Benfica e mais duzentos do que ganhava - e uma ficha de 10 mil escudos. E um emprego numa das empresas dos directivos do clube. A direcção bateu-lhe com a porta na cara. Uma semana depois apareceu o Benfica com 13 mil escudos nas mãos para conseguir a carta de liberdade. A directiva do FC Porto acedeu de bom grado e um dos seus melhores jogadores lá fez as malas e tornou-se na figura nuclear da equipa encarnada durante a década de 40.

Curiosamente, um mês depois de vender Francisco Ferreira, o FC Porto abordou o espanhol Quincoces, que acabaria por assinar pelo Real Madrid, oferecendo-lhe 1500 escudos de salário e um prémio de 15 mil escudos para substituir...Francisco Ferreira. O espanhol recusou a oferta (ganharia o dobro ao serviço dos merengues a partir da época seguinte) mas ficou claro que para a directiva de então o dinheiro não era o problema. O problema era onde o gastar. Quanto ao jogador, voltou ao Porto depois de acabar a carreira. Quando soube do desastre de Superga - ele que tinha sido convidado para seguir com a equipa no avião - enviou todo o prémio do jogo de despedida para as famílias das vitimas. Um coração à Porto que a directiva do clube preferiu esquecer e impedir uma carreira de sucesso de dragão ao peito.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mangala, o monstro voador

COMUNICADO
«A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem, nos termos do artigo 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliário e na sequência do comunicado efectuado no dia 15 de Agosto sobre o princípio de acordo para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva do atleta Mangala ao Standard Liège, informar o mercado que adquiriu 100% dos direitos económicos do atleta pelo montante de 6.500.000 € (seis milhões e quinhentos mil euros). Mais informa que esta sociedade celebrou com o jogador um contrato válido por 5 épocas desportivas, ou seja, até 30 de Junho de 2016, tendo acordado uma cláusula de rescisão no montante de 50.000.000 € (cinquenta milhões de euros).»


Quando, em 16 de Agosto de 2011, o Conselho de Administração da FC Porto SAD enviou o anterior comunicado à CMVM, muito portistas torceram o nariz pelo facto da SAD ter investido 6,5 milhões de euros num defesa central de 20 anos quando, ainda por cima, o FC Porto tinha Rolando, Otamendi e Maicon.

E ainda se ouviram mais criticas após a divulgação do 'Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012', quando foi do domínio público que, afinal, a FC Porto SAD só tinha 90% dos direitos económicos e que ao valor de aquisição do passe (6,5 milhões de euros) era preciso somar 1,02 milhões de encargos adicionais, fazendo com que o valor total de aquisição do passe de Mangala perfizesse 7,52 milhões de euros.

Por esses dias, Mangala era um habitual suplente não utilizado (na hierarquia dos defesas-centrais era o 4º do plantel), estatuto que manteve em quase todos os jogos entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, com a excepção da Taça da Liga, cujos jogos, como habitualmente no FC Porto, foram aproveitados para dar minutos e algum ritmo competitivo aos jogadores menos utilizados.

Nesse contexto, a que acresce o facto de nos meses anteriores o Standard Liège se ter queixado, publicamente, de atrasos nos pagamentos por parte do FC Porto, foi com alguma naturalidade, para não dizer alivio, que grande parte dos portistas tomaram conhecimento, em 27 de Dezembro de 2011, que a FC Porto SAD tinha alienado 33,33% dos direitos económicos do jogador Mangala por 2.647.059 €. (*)

Ou seja, ao alienar 33,33% em Dezembro de 2011, a FC Porto SAD recuperou cerca de um terço do montante global investido quatro meses antes, partilhou o risco de uma contratação que, na altura, parecia comprometida/falhada, e terá injectado algum dinheiro numa tesouraria que ficou mais apertada após o não apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões 2011/12.

Cerca de um ano depois desta alienação de parte do passe de Mangala tudo é muito diferente. O jovem defesa-central francês cresceu futebolisticamente em todos os aspetos. No posicionamento, na cultura tática, nos timings de entrada à bola, nas bolas paradas (defensivas e ofensivas), na capacidade de antecipação para marcar golos decisivos. E, se for preciso, até joga a defesa-esquerdo, mantendo um nível muito elevado.

Críticos como Luís Freitas Lobo, que ainda há não muito tempo o caracterizava como um jogador extremamente faltoso a roçar a violência, rendeu-se às evidências e, no jogo de Guimarães, chamou-lhe "o monstro", ficando de boca aberta e olhos arregalados perante a sua capacidade de impulsão até "ao 2º andar".

Penso que, atualmente, ninguém discute que se tratou de mais uma extraordinária contratação do FC Porto. O que se irá lamentar, quando Mangala sair do FC Porto em mais uma venda milionária, é que afinal a SAD só seja detentora de 56,67% dos direitos económicos. Pois é...

(*) Tendo a FC Porto SAD investido 7,52 milhões de euros em 90% do passe, 33,3% corresponderiam a 2,7 milhões de euros.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

É disto que o meu povo gosta


Uma exibição a roçar a perfeição e um Mangala e Jackson imperiais, na nossa melhor partida desde os tempos de Villas-Boas.

Agora sim, conjugando o "pressing" alto e as boas trocas de bola a meio-campo com uma finalização à altura.
Para obter tudo isto, para além do trabalho de bastidores da nossa equipa técnica, ajuda (e muito) ter jogadores do calibre do actual Mangala e desse portento de seu nome Jackson Martinez.
Este último, alia a uma capacidade letal na área, digna dos melhores pontas-de-lança do mundo, uma rara capacidade técnica para um jogador das suas características.
Quando não se encontra no seu habitat natural (a grande área), é mestre a segurar a bola e a distribui-la na melhor altura.
E depois temos ainda um grande Alex Sandro, um lateral praticamente ao nível do melhor Álvaro Pereira.
Para além disso, e por muito que Defour tenha, naturalmente, subido de produção nos últimos tempos, ter um Izmaylov (e em razoável forma física) é efectivamente outra música.
Como brinde, tivemos também direito a um Varela digno dos seus melhores dias.


Porém, não nos iludamos: este nosso actual alto ritmo, confiança e excelente índice de finalização, terão que ser mantidos praticamente até ao final da época.
No quadro actual, é praticamente proibido perdermos quaisquer pontos.

Uma exibição, como a de ontem, de nada nos valerá se não tiver permanente continuidade.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Sucessão: António Salvador




Entre os nomes de que os portistas falam como possíveis sucessores de Jorge Nuno Pinto da Costa consta o de António Salvador, presidente do Braga.

Esta seria uma escolha pouco convencional, já que não é costume os presidentes de clubes de futebol terem anteriormente servido em igual lugar noutro clube. Além disso, o Braga não é propriamente o Alverca, mas antes um clube de projecção e gabarito e um dos que mais presenças conta no escalão principal do futebol português, pelo que menos compreensível seria tal "salto".

Mas nada do que atrás expus permite excluir a possibilidade de Salvador vir a suceder a Pinto da Costa. Segundo consta, é portista, e nos já algo dilatados anos que leva à frente do Braga tem demonstrado um misto de sabedoria financeira e desportiva bastante apreciáveis, mesmo tendo em conta aquela época em que teve quatro treinadores (um dos quais o Jorge Costa).

Além da prudência financeira com que aparentemente tem gerido o Braga, Salvador tem demonstrado algum "faro" na contratação de treinadores (vide Domingos Paciência e Leonardo Jardim), e tem manobrado com destreza no mercado de transferências.

A vantagem de Salvador sobre qualquer outro candidato - à excepção de António Oliveira - é que poderia dizer que sabe o que é estar à frente de um clube de futebol, e, diga-se, com apreciável sucesso.

O mais recente de uma linha de presidentes do Braga sob o aparente beneplácito do dinossauro autárquico Mesquita Machado, Salvador conseguiu, apesar disso, construir uma figura e uma personalidade próprias.

Ignoro se o actual presidente do Braga tem este tipo de ambição, mas, caso a tenha, não me surpreenderia vê-lo na corrida à sucessão de Pinto da Costa.



Outros artigos nesta série:

Os enigmas de Rui Moreira
A Sucessão: o "Bibota"
Baía a presidente, Baía a presidente!
A Sucessão: António Oliveira
A Sucessão: Antero Henrique
A Sucessão: o fim de um tabu

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SMS do dia

O FC Porto comprou 70% do James em Julho de 2010. Meses depois decidiu alienar 35% desses 70% à Gol Football Luxemburg pelo valor fabuloso de 2,55 milhões de euros. Um valor praticamente insignificante, se olharmos para o que se tem gasto em jogadores bem menos importantes!
Dois anos e uns dias depois, o FC Porto volta a comprar esses 35% do passe à mesma agência mas por uns incríveis 8,75 milhões de euros. Pelo caminho perderam 5 milhões de euros só num jogo de percentagens e o jogador que foi contratado 5 milhões ao Banfield acabou por custar 14 milhões.

Se isto não é um exemplo de péssima gestão financeira, não sei o que possa ser!

As entradas e saídas de Janeiro

A janela de transferências de Janeiro fechou às 23:59 de ontem e, em termos de entradas e saídas, o cenário é o seguinte:

Saídas do plantel:
- Miguel Lopes ( FC Porto -- SCP; a FCP SAD fica com 50% dos direitos económicos )
- Emídio Rafael ( FC Porto -- SC Braga )
- Iturbe (FC Porto -- River Plate; empréstimo por 6 meses )
- Rolando ( FC Porto -- SSC Nápoles; empréstimo por 6 meses )

A estas saídas, acresce a resolução de mais dois casos:
- Souza ( Grémio (emprestado) -- Grémio; venda por 3 milhões euros )
- Ventura ( Olhanense (emprestado) -- SCP; empréstimo )



Entradas no plantel:
- Izmaylov ( SCP -- FC Porto )
- Liedson ( Flamengo -- FC Porto, empréstimo por 6 meses )
- Fucile ( Santos (empréstimo) -- FC Porto ) --- a confirmar

Analisando estas entradas e saídas, constata-se que:

i) Ao contrário do receio manifestado por alguns portistas (talvez devido a notícias especulativas que saíram na comunicação social), nenhum dos 13 jogadores que fazem parte do lote restrito que tem sido mais utilizado por Vítor Pereira, saiu a meio da época. Boa notícia para o treinador e para os adeptos.

ii) As entradas no plantel não implicaram custos com a aquisição de passes de jogadores (ao contrário de idêntico período da época passada, em que foram investidos 3,5 milhões de euros no passe de Janko). É um sinal dos tempos.

iii) O aumento de encargos com os elevados salários de Izmaylov e Liedson é, pelo menos parcialmente, compensado com o facto da FC Porto SAD deixar de pagar os salários de cinco jogadores: Miguel Lopes, Ventura, Emídio Rafael, Iturbe e Rolando.

iv) A confirmar-se as notícias que vieram a público, a FC Porto SAD terá feito um encaixe global de cerca de 4 milhões de euros, com os empréstimos de Iturbe e Rolando e a venda do passe de Souza. Nada mau.

v) As entradas no plantel apenas envolvem jogadores conhecedores e perfeitamente adaptados ao futebol português e foram para posições onde as carências eram evidentes.


Ponderando todos estes aspetos, penso que o balanço é francamente positivo, mas conclusões definitivas só no final da época e estarão condicionadas ao desempenho que Izmaylov e Liedson evidenciarem dentro das quatro linhas.


P.S. Foi uma pena que o Quaresma (ou terá sido o Jorge Mendes?) tenha preferido os milhões do Dubai, em vez da possibilidade de voltar a ser campeão português, do prestigio de voltar a jogar na Liga dos Campeões e, conjugando estes aspetos, tentar recuperar um lugar na Seleção Nacional.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ufa, finalmente Rolando!


«Il Napoli ufficializza gli arrivi di Rolando in prestito dal Porto e di Radosevic in prestito con diritto di riscatto dall'Hajduk Spalato.
La prima giornata di Rolando in azzurro è cominciata in mattinata a Castelvolturno. Dopo aver visitato il Centro Tecnico, il difensore ha sostenuto prima gli esami strumentali alla Clinica Pineta Grande e poi ha svolto le altre visite sotto la visione del dottor De Nicola al Centro Tecnico seguito dal Professor Marzullo e dallo staff sanitario del Napoli.
Successivamente il portoghese ha partecipato al primo allenamento col gruppo saltando solamente la parte tattica.
"Sono molto felice di giocare in azzurro - ha detto Rolando - ho voluto Napoli perchè è un grande Club con tanti campioni. Mi hanno parlato tanto della passione dei tifosi azzurri e non vedo l'ora di provare l'emozione del San Paolo".»
in www.sscnapoli.it


Ainda não há números oficiais (fala-se no pagamento de 1 milhão de euros pelo empréstimo), num negócio que parece ter sido feito nos mesmos moldes do efetuado há um ano atrás, quando Guarín saiu para o Inter.

Para já, é menos um problema e um salário que a FCP SAD tem de suportar. Se, em Junho, o SSC Nápoles exercer a opção de compra (nesse caso, fala-se num valor global de 8 milhões de euros), considero que será um muito bom negócio, atendendo ao binómio qualidade-idade do jogador (faz 28 anos em Agosto) e ao facto de as alternativas existentes no plantel portista serem jogadores mais novos e melhores.

Defour na ribalta... por razões distintas

Steven Defour está na ribalta, tendo-se estabelecido gradualmente como um jogador muito útil, culminando numa excelente exibição contra o Gil Vicente e fortes elogios do treinador (e adeptos).

Por coincidência, na mesma semana em que se destacou em Portugal Defour também apareceu em grande destaque na Bélgica, fazendo a capa inteira de uma revista semanal flamenga; mas por razões pouco positivas.

Traduzindo para português: «Apanhado! Steven Defour trai a mulher com modelo de 19 anos, durante as férias de Natal»

Bem, pessoalmente tenho muito pouco interesse na vida privada dos jogadores do FCP, sem excepção. Normalmente isso só me interessa na medida em que afecte (ou possa afectar) o seu rendimento desportivo, ou o ambiente no balneário.

Neste caso específico não quero saber de nenhuns detalhes da pseudo-notícia, mas pelo que tenho visto desde o Natal, a ter acontecido algo isso não parece ter influenciado de todo o seu rendimento desportivo. Quanto muito, bem pelo contrário...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

88 anos de história não se apagam

Autor: Fernando Delindro

A 20 de Julho confirmou-se o pior cenário, o murro no estômago pela suspensão do basquetebol sénior no Futebol Clube do Porto era um facto consumado, era real e um bocado do meu Portismo, sentimento de acompanhamento do Futebol Clube do Porto em todas as modalidades e escalões que me foi transmitido pela família, perdia-se. Sentia que tinha lutado para que esta decisão não fosse a tomada pela Direcção do FC Porto, que desde 1982 tão bem gere o nosso clube, mas não há seres perfeitos e, neste caso, a minha opinião era contrária à decisão tomada, mas era esta a realidade e o fim do basquetebol sénior no FC Porto era um facto.

Não pensava começar a seguir assiduamente a equipa de juniores no campeonato nacional de Sub-20, mas a inscrição no CNB2 e na Taça de Portugal, juntando ao aceitar da coordenação de todo o basquetebol formativo no nosso clube pelo Senhor Ramón López Suarez, levaram-me a seguir esta geração.

O primeiro jogo foi para a Taça de Portugal, na Póvoa, em que a equipa venceria, mas a exibição foi muito diferente do que o basquetebol sénior do FC Porto nos habituara. Mas a felicidade na cara daquela miudagem por terem adeptos do FC Porto a apoiá-los e serem a principal equipa do basquetebol do FC Porto era visível.

A evolução ao longo destes quatro meses e meio (de 6 de Outubro até hoje) é bem real e os primeiros resultados começam já a aparecer. Assim, após a 1ª Fase do Nacional de Sub-20, o FC Porto/Dragon Force foi uma das seis equipas apuradas para a Final 6 Distrital e, no fim de semana de 18, 19 e 20 de Janeiro, estes jovens dragões conquistaram o seu primeiro título, sagrando-se campeões distritais de sub-20 da Associação de Basquetebol do Porto.

No plantel há jogadores com valia para, seguindo os desígnios do comunicado de 19 de Julho de 2012, termos uma equipa sénior de basquetebol capaz de dignificar o nome do clube. Não sou um grande especialista de basquetebol, mas os jogadores que me parecem mais capazes para se assumirem como principais figuras do próximo plantel sénior do FC Porto são: Pedro Bastos, Eduardo Guimarães, Hugo Sotta, João Gallina, Pedro Figueiredo, Francisco Rothes, José Miranda ou Miguel Soares. No entanto, Moncho Lopez e João Tiago saberão muito melhor do que eu, que jogadores reúnem condições para integrar os plantéis do FC Porto.

Daqui até ao final da época, espero poder festejar o título nacional de sub-20 e o título de campeão do CNB2. Se assim for, asseguraremos a subida ao CNB1 que, dentro da hierarquia competitiva do basquetebol português, fica imediatamente abaixo da ProLiga e da LPB.

Espero, também, que no próximo ano o sr. Saldanha não faça birra e, quando faltarem equipas para comporem a ProLiga, ou a Liga Portuguesa, convide todas as equipas e não seja selectivo como foi este ano, quando não convidou o FC Porto/Dragon Force a integrar o CNB1. É bom que ele se lembre que é presidente de todo basquetebol nacional e não apenas de alguns que se situam na 2ª Circular e que, a 23 de Maio de 2012, tiveram comportamentos inaceitáveis e nada dignos. Para se ser digno, temos que o ser na vitória e na derrota e não é porque do nº 179 da Rua da Madalena nos acenam com epítetos como maior figura do basquetebol nacional, que as pessoas se podem dar ao luxo de provocar, insultar e instigar à revolta todos quantos assistiram aquele jogo. Esperamos, desde esse dia e sentados para não nos cansarmos, que da Rua da Madalena venha algum castigo minimamente exemplar para carlos lisboa, por aqueles gestos provocadores e que apenas serviram para incendiar o ambiente num pavilhão em Portugal. Para aquele indivíduo que o seguiu nas provocações e que arremessou objectos para a bancada, dou-lhe o meu desprezo porque não é 100% responsável pelos seus actos, visto aparentar um enorme problema mental.

Em jeito de comentário final, espero que este texto contribua para divulgar a nova realidade do basquetebol sénior portista e, paralelamente, desperte o interesse e leve mais portistas ao Dragão Caixa, porque estes atletas e treinadores lutam e dignificam o nome do FC Porto em todos os jogos.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Fernando Delindro a elaboração deste artigo.