Nota prévia: Estando eu com
fé para esta época e como estava farto do conceito de futebol de Jesualdo Ferreira, admito desde já que caso ainda fosse JF o treinador (
vade retro) a análise que se segue era certamente diferente.
Como é evidente não podemos dar 45 minutos de avanço.
Como é evidente, e tal como aconteceu a semana passada, temos de partir para cima desde o 1º minuto. O espírito tem de ser sempre esse.
Não o fizemos, tivemos algumas desconcentrações como o atraso de cabeça do Alvaro para o Helton, que não podem obviamente acontecer mas deu para realçar uma impressão (pelo menos para mim), seja por ostentar a braçadeira ou não, o Helton parece muito mais concentrado no jogo. E quando tal acontece só nos resta esperar que finalmente demonstre todo o potencial que sempre pareceu ter, mas que nem sempre expressou em campo.
Fazendo um parêntesis no jogo, interessante o facto de agora ninguém se insurgir com o facto de o capitão ser o guarda-redes, onde estão todos aqueles que concordavam com o Co Adriaanse quando este tirou a braçadeira ao Baía?
Voltando ao jogo, não foram 45 minutos iniciais decentes mas deu para ver que há ali trabalho nos lances de bola parada, desde os lançamentos de bola longos, passando pelo o facto de haver rotatividade na marcação de livres, e acabando na existência notória de lances estudados. Para os dias em que as coisas não correm tão bem é sempre importante que haja desbloqueadores de jogos e estou em crer que este ano vamos ter mais descanso graças a isto.
Mas além do trabalho nas bolas paradas, também temos,
à 1º jornada, uma equipa que não sabe jogar só num sistema, que conseguiu mexer na estrutura e ter resultados com isso.
Foto gamada no Record
E a qualidade dos jogadores tem de fazer a diferença, como fez. E se ontem foi o Varela, hoje foi o Hulk e amanhã será o Falcao, e um dia deste o Walter ou o James.
Fazendo mais um parêntesis, como é que chegamos à 1ª jornada só com um ponta de lança inscrito? A culpa é do e-mail, dos pombos correios, dos carteiros, das máquinas de escrever, dos telexes ou dos cheques?
É verdade que o golo foi de grande penalidade, mas o importante é que não caiu do céu, foi fruto da pressão e o resultado da melhoria de jogo na 2ª parte - e o Guarin quando não joga a trinco até parece menos tosco. Vá lá perceber-se como é que alguém viu nele um trinco.
Correu bem, as coisas estão no bom caminho mas o jogo tem muita coisa para a equipa reflectir, prá semana quero massacre e goleada!
Para fechar, já não me lembrava de ouvir uma conferência de imprensa do treinador do Porto e ter prazer em ouvi-la. Ouvir falar de futebol sem ter medo de explicar opções e de falar sobre elas, é toda uma diferença.