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domingo, 5 de agosto de 2018

A tinta vermelha do polvo

Sérgio Conceição protestou e foi expulso (foto: O JOGO)

«Sérgio Conceição foi expulso e, por isso, não falou no final da partida. O treinador do FC Porto foi a segunda vítima de um critério estranho de Luís Godinho no que toca a expulsões: em janeiro de 2017, o árbitro foi contra Danilo e mostrou o cartão vermelho ao médio português; ontem, Herrera sofreu uma falta, ficou com a cara neste estado (…) e na sequência do lance Sérgio Conceição recebeu ordem de saída. Vá-se lá perceber…»
in ‘Dragões Diário, 05-08-2018


Estranho?
O critério disciplinar do senhor Luís Godinho não teve nada de estranho.
Pelo contrário, foi aquilo que se esperava de um “padre”… perdão, de um árbitro desta estirpe.
E a agressão (impune) a Herrera foi, apenas, mais um lance, no meio de um festival de cacetada, a lembrar os tempos da “canela até ao pescoço”.

Herrera atingido no rosto (fonte: Tribunal de O JOGO)

Aliás, logo aos 28 minutos, um dos melhores jogadores do campeonato português foi cirurgicamente “arrumado”, mais uma vez com a complacência do senhor Godinho.

Amilton "arruma" Brahimi de forma impune (fonte: Tribunal de O JOGO)

Brahimi não perdoa lesão provocada por Amilton (fonte: O JOGO)

Perante a autêntica escandaleira que se viu ontem em Aveiro, aquilo que me surpreendeu foi a contenção do Sérgio Conceição, que aguentou, estoicamente, 57 minutos até explodir.
Mas, perante uma agressão de um defesa do Aves, em que o árbitro nem sequer falta marca, só um manhoso, sem intestino delgado é que não reagiria.

Sangue no rosto de Herrera

O “polvo” continua vivo, dentro e fora das quatro linhas.
Luis Godinho e os seus assistentes demonstraram-no dentro do campo.
O ‘Correio da Manhã’ demonstrou-o, mais uma vez, na sua capa de hoje.

A "tinta vermelha" do Correio da Manhã

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

“As gentes do Porto são ordeiras”

O penálti sobre Danilo visto de vários ângulos (clicar na imagem para ampliar)

Uns minutos após o final do CD Aves x FC Porto, Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa), o comentador de arbitragem da SportTv, afirmou o seguinte:

Há penalti! Não deixa dúvidas. O jogador tentou pontapear a bola mas pontapeou o Danilo. Não interessa se é sem querer.

No dia seguinte, nas páginas dos três jornais desportivos, a opinião dos comentadores de arbitragem era unânime.

No jornal O JOGO, Jorge Coroado (ex-árbitro internacional da AF Lisboa), José Leirós (ex-árbitro da AF Porto) e Fortunato Azevedo (ex-árbitro internacional da AF Braga), que constituem o painel do ‘Tribunal de O JOGO’, são perentórios: ao minuto 90, ficou por assinalar um penálti a favor do FC Porto.

Duarte Gomes (ex-árbitro internacional da AF Lisboa), na análise à arbitragem nas páginas do jornal A BOLA, confirma e diz que existiu um penálti (por assinalar) sobre Danilo.

Nas páginas do jornal Record, Marco Ferreira (ex-árbitro internacional da AF Funchal) e Jorge Faustino (ex-árbitro) também não têm dúvidas e escreveram o seguinte:

Amilton foi surpreendido pela antecipação de Danilo e, quando pretendia jogar a bola, acabou por apenas acertar na perna esquerda do jogador do FC Porto. Pontapé de penálti que ficou por assinalar

O jogador [Amilton] tenta pontapear a bola, acabando por acertar na perna de Danilo de forma imprudente dentro da sua área. Penálti por assinalar, não tendo a devida ajuda do VAR

Sete ex-árbitros, colaboradores de diferentes jornais ou televisões.
Sete ex-árbitros, de diferentes gerações.
Sete ex-árbitros, de diferentes associações do país (maioritariamente da AF Lisboa).
Sete ex-árbitros, a maior parte dos quais ex-internacionais, são unânimes:
Ao minuto 90 do CD Aves x FC Porto, ficou um penálti por assinalar a favor do FC Porto!

Mais. O penálti é de tal forma descarado que, vendo a unanimidade dos ex-árbitros e não tendo outros argumentos, a máquina de propaganda do SLB até se deu ao trabalho de pôr a circular um vídeo com imagens manipuladas.

O vídeo manipulado foi publicado no Twitter 'SL Benfica Press'

A razão desta rara unanimidade em relação ao penálti sobre o Danilo que ficou por assinalar é simples: trata-se de uma falta demasiado evidente para se poder usar a desculpa do “em caso de dúvida…”. Ou, dito por outras palavras, não é um “penálti de televisão” (outra desculpa que era habitual). É um lance claríssimo, que não deixa qualquer tipo de dúvida (a pessoas minimamente honestas), sendo perfeitamente visível mesmo sem se ter acesso a imagens televisivas e repetições (como é o caso do VAR).

E contudo, no ‘Dragões Diário’ do dia seguinte ao jogo (26-11-2017), a referência ao lance foi esta:

«… um penálti por assinalar de Amilton sobre Danilo, que nem árbitro nem vídeo-árbitro conseguiram analisar corretamente…»

É só isto que a estrutura do FC Porto tem para dizer, sobre o erro de arbitragem mais grave deste campeonato?

Com tantos paninhos quentes, com tanto cuidado na escolha das palavras para não ofender a APAF, só faltou pedirmos desculpa aos “padres”…, perdão, aos excelentíssimos senhores árbitros, que estiveram de serviço (e que servicinho fizeram…) na Vila das Aves.

E não me venham com a conversa de que temos que relativizar e que este é "só" mais um penálti (o sexto desta época) que ficou por assinalar a favor do FC Porto.
Eu não aceito esse tipo de conversa.
Este é O penálti que ficou por assinalar ao minuto 90, de um jogo que estava empatado (1-1) e, por isso, as consequências do "erro" são muito mais gravosas do que noutros casos.

Em resumo, perante um lance destes, com toda esta envolvência, o FC Porto não pode reagir de forma encolhida, timida, quase envergonhada, como o fez no ‘Dragões Diário’.

E pior ainda, dois dias após a equipa liderada por Sérgio Conceição ter sido espoliada de 2 pontos na Vila das Aves, o presidente e a administração da FCP SAD continuam em silêncio.


O mestre Pedroto a apontar o caminho

As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos e Taças de Portugal.
― José Maria Pedroto

Que saudades do mestre Pedroto e do seu companheiro de então, Jorge Nuno Pinto da Costa. A dupla que, há 40 anos atrás, se insurgiu contra os poderes instalados na capital do ex-Império e iniciou a transformação dos “andrades” em “dragões”.


P.S. O "polvo encarnado" estende-se para todas as áreas, do futebol à comunicação social, passando pelo poder político e judicial. Por isso, não tenhamos ilusões. Este "polvo" gigante não será derrotado se continuarmos com falinhas mansas e boas maneiras.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

O “padre” Nuno Almeida

Aves x Benfica, JN de 23-10-2017

O “padre” Nuno Almeida… perdão, o senhor árbitro Nuno Almeida, tem um passado na arbitragem portuguesa que é conhecido de todos, ao ponto de lhe chamarem o “Ferrari vermelho”.

São inúmeros os jogos em que o “padre” Nuno Almeida… perdão, o senhor árbitro Nuno Almeida, cometeu erros de análise que favoreceram o seu clube do coração (o SLB) ou que prejudicaram os seus rivais diretos.

Por manifesta falta de espaço, é impossível elencar aqui todos esses jogos, mas recordo quatro exemplos das últimas épocas:

Época 2012/13, SLB x Académica




No passado fim-de-semana, o “padre” Nuno Almeida… perdão, o senhor árbitro Nuno Almeida, voltou a ser convocado para um jogo da sua equipa… perdão, voltou a ser nomeado para arbitrar um jogo do SLB.

E, perante o que se passou na Vila das Aves, não se pode dizer que o “padre” Nuno Almeida… perdão, o senhor árbitro Nuno Almeida, tenha defraudado quem o nomeou.

Aves x Benfica, Tribunal de O JOGO de 23-10-2017

Pondo de lado a ironia e falando muito a sério.

1. O “currículo” do árbitro Nuno Almeida é conhecido de todos;

2. O árbitro Nuno Almeida é um dos “padres” referidos por Adão Mendes, nos e-mails que trocou com elementos ligados ao SLB;

3. A propósito do que consta nos e-mails, está em curso uma investigação judicial de larga escala, em que uma das pessoas que foi (é) alvo dessa investigação é precisamente o ex-árbitro Adão Mendes;

Sabendo-se tudo isto, como é possível continuar a nomear este árbitro para jogos do SLB ou dos seus rivais diretos (FC Porto e Sporting)?

É com nomeações destas, que o Conselho de Arbitragem da FPF pretende defender o futebol e a equidade entre todas as equipas?

Ora, se o Conselho de Arbitragem da FPF, não só pactua, como promove situações que resultam em desigualdade de tratamento.

Se os presidentes da Liga e da FPF “fecham os olhos” e nada fazem para defender a verdade desportiva.

Está na hora do FC Porto exigir que o Governo, ao nível da Secretaria de Estado do Desporto, intervenha.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

terça-feira, 20 de junho de 2017

Voando sobre um ninho de hipócritas

Após o FC Porto, através do seu Diretor de Comunicação, ter revelado publicamente um conjunto de e-mails comprometedores para o SLB, trocados entre um ex-árbitro de 1ª categoria (Adão Mendes) e um diretor da Benfica TV (Pedro Guerra), os benfiquistas ficaram atarantados, sem saber o que fazer ou dizer.

Em termos de reações, houve de tudo. Silêncios ensurdecedores, falhas de memória seletivas, reações envergonhadas, não-reações e até confissões implícitas (do tipo “vocês fizeram parecido”).

O jornal A BOLA, após ter saído do estado de choque inicial, decidiu entrevistar um ex-árbitro. Contudo, em vez de entrevistar Adão Mendes, o ex-árbitro implicado no tráfico de influências revelado nos e-mails (e que se remeteu ao silêncio), os senhores de A BOLA entenderam que era mais relevante ir ao baú da história e entrevistar um outro ex-árbitro – Carlos Calheiros.

Assim, a edição de A BOLA do dia 10 de junho (4 dias após a divulgação pública dos primeiros e-mails), trazia uma encomenda… perdão, uma entrevista (com destaque de 1ª página!) de Carlos Calheiros, um ex-árbitro e, atualmente, pintor nas horas vagas.

Carlos Calheiros nunca chegou a árbitro internacional e apenas apitou jogos do campeonato português durante seis épocas, mas ficou famoso por, alegadamente, o FC Porto ter pago uma viagem que fez ao Brasil, em Julho de 1995.

À época, devido à pressão da comunicação social lisboeta, o caso foi exaustivamente investigado mas, após os esclarecimentos prestados pelas três partes envolvidas – Carlos Calheiros, FC Porto e agência de viagem Cosmos – foi arquivado. Contudo, o ex-árbitro de Viana de Castelo nunca mais se livrou deste ferrete e, pouco tempo depois, abandonou totalmente a arbitragem. Já lá vão 22 anos.

Volvidos todos estes anos, perante factos altamente comprometedores do presente, há que tentar desviar as atenções com episódios do passado. Mas, já que o jornal A BOLA se lembrou de fazer esta “oportuna” viagem pelo passado do futebol português, então vamos um pouco mais atrás e recordar outras famosas viagens de avião, envolvendo árbitros de futebol e um clube de… Lisboa.

Recuemos, então, a Junho de 1978…

Após ter posto fim a um jejum de 19 anos, com a conquista do campeonato de 1977/78, o FC Porto também se apurou para a final da Taça de Portugal. O outro finalista era o Sporting e, claro, a final ia realizar-se no “muito neutral” estádio de Oeiras (há 40 anos atrás, uma deslocação a Lisboa não era, propriamente, pera doce…).

Naquele tempo, o “mau da fita” ainda não era Pinto da Costa, mas sim José Maria Pedroto que, sem medo, comentava: “É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital”.

A final foi um jogo muito quente, com uma arbitragem escandalosa e ficou marcada por um penalty polémico, favorável ao Sporting, que foi convertido por Menezes. Tendo o jogo terminado empatado (1-1), foi necessário disputar-se uma finalíssima, no dia 24 de Junho de 1978, arbitrada pelo senhor Mário Luís de Santarém.

Com uma arbitragem idêntica ao que era (é!) habitual nos jogos do FC Porto em Lisboa e que validou um golo irregular à equipa leonina, o FC Porto perdeu por 1-2, provocando a natural indignação dos seus jogadores, treinador e dirigentes. No final do jogo, Seninho, o autor do golo portista, diria o seguinte: “O árbitro entregou a Taça ao Sporting”.

Finalíssima da Taça de Portugal 1977/78 (fotos: Memória Azul)

Mas o mais escandaloso estava ainda para vir. Menos de 48 horas depois dessa finalíssima, o Sporting partiu para uma digressão à China.

Ora, qual não foi o espanto, quando se constatou, que integrados na comitiva sportinguista e vestidos com um fato à medida, igual ao dos restantes elementos, iam dois... árbitros!
Dois árbitros?
Sim, o senhor Porém Luís, de Leiria e, nada mais, nada menos, que Mário Luís, o árbitro da finalíssima, que a partir daí passou a ser conhecido como o “chinês”.

Caricatura de Francisco Zambujal publicada no jornal A BOLA
alusiva a um Sporting x Belenenses da época de 1981/82

Perante o escândalo, esta situação foi devidamente “esclarecida” pelos envolvidos – Sporting e árbitros – por forma a “lavar consciências” e evitar mal entendidos...

Os árbitros Mário Luis e Porém Luis
Jogadores, dirigentes de Sporting e os dois árbitros no estádio olímpico de Pequim

Talvez por isso, não houve inquéritos da FPF, nem investigações da PJ e muitos menos punições para o clube de Lisboa e para os árbitros envolvidos, os quais continuaram a “passear a sua classe” pelos relvados portugueses.

Bons tempos, em que convidar árbitros no ativo, para integrar comitivas de um clube ao estrangeiro, não era escandaloso, nem tinha consequências nefastas nas carreiras e reputação desses árbitros.

terça-feira, 2 de maio de 2017

La Piovra | A lei da rolha

Numa entrevista publicada no jornal Record, no dia 1 de Maio, a diretora-executiva da Liga, Sónia Carneiro, falando sobre propostas de alteração ao Regulamento Disciplinar, deixou o aviso:
No futuro (já na próxima época), as críticas aos árbitros podem custar aos clubes 3 pontos.

Capa do Record de 01-05-2017

Por que razão é que a Liga, agora, quer penalizar (com subtração de pontos!!) as críticas aos árbitros?

Porque, segundo parece, o SLB está muito incomodado com as críticas que são feitas ao “trabalho exemplar” do atual lote de árbitros.

Capa de A BOLA de 01-05-2017

Ou seja, o clube do colinho, o clube dos vouchers, o clube que mais beneficiado tem sido, quer implementar uma medida para calar os clubes que são roubados… perdão, prejudicados por "arbitragens infelizes" dos senhores associados da APAF, semana sim, semana sim.


Longe vão os tempos em que o SLB, mesmo sem razão, dizia isto (e a FPF/Liga metia o rabinho entre as pernas):

Jorge Jesus e os árbitros


João Gabriel e os árbitros

No ano em que o departamento de comunicação do FC Porto começou a chamar os bois pelos nomes, querem calá-lo (calar-nos).

Como é óbvio, espero que a Direção do FC Porto reaja e reaja de forma dura a esta ameaça, a esta tentativa canhestra de nos imporem a lei da rolha. Uma tentativa típica de ditaduras acossadas (viva a Liga Salazar!), de quem já não tem outros argumentos (contra factos...) para contrariar as verdades que são ditas.

Era mesmo só o que faltava. Continuarmos a ser gamados todas as semanas e nem sequer poder abrir a boca para criticar suas excelências, os árbitros-vouchers e esta nova geração de internacionais proveta.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Ó meu Porto

Capa de O JOGO de 20-04-2017

Durante anos, demasiados anos, o FC Porto andou calado, silencioso, amordaçado, encolhido, quase que envergonhado.
Levavamos “estaladas” dos nossos inimigos e os dirigentes do FC Porto “ofereciam a outra face” (e, por vezes, até convidavam essa gente para o camarote presidencial).
“Cuspiam-nos na cara” e nada.
Insultavam-nos, denegriam-nos e nós, feitos anjinhos, chegamos ao ponto de convidar os diretores de A BOLA e do Record para a gala anual Caras-Dragões.

Nunca me conformei com este tipo de FC Porto (inclusive quando ganhávamos campeonatos). Pelo contrário, desde que existe ‘Reflexão Portista’ (2008) e mesmo antes noutros fóruns de portistas, sempre me insurgi contra esta atitude de “pombinhas” (para não dizer pior) dos dirigentes do meu clube.

Finalmente, nos últimos dias, parece que acordamos desta longa letargia e voltamos a ser Porto.








Capas de O JOGO de 19 e 21 de Abril

Este, sim, é o meu Porto!

Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Ó Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Competições em Portugal estão viciadas

Ainda relativamente ao jogo SC Braga x FC Porto, os painéis de análise compostos por ex-árbitros dos 3 jornais desportivos diários são unânimes: a arbitragem de Hugo Miguel do último Sábado foi "desastrosa".

capa ABOLA

capa OJOGO 

capa Record

Mas não é tudo. Aos 88 minutos o árbitro expulsou Brahimi, que se encontrava no banco de suplentes depois de ter sido substituído por Otávio. A expulsão aconteceu a pedido do 4º árbitro, Tiago Antunes, que por auricular avisou Hugo Miguel que deveria mostrar o cartão vermelho ao jogador argelino por "gestos ameaçadores ou reveladores de indignidade". De acordo com o relatório do árbitro: "(...) o jogador dirigiu-se ao quarto árbitro a gritar palavras de forma brusca e agressiva, tendo encostado a sua face à face daquele".

Portanto, gritar palavras (imperceptíveis) de forma brusca e agressiva, encostando a face à face de uma elemento da equipa de arbitragem dá lugar a suspensão de 2 jogos? Não sabia...


O argumentário utilizado pelo CD não poderia ser mais indicador da parcialidade deste órgão. Tratam-se de situações que acontecem em vários jogos mas que, em função do Clube em causa, merecem análises diferentes. Os árbitros decidem de uma forma se se tratar do Benfica e de outra se se tratar do FC Porto, o que causa distorções significativas no desfecho dos jogos. Depois da eliminação do FC Porto da Taça de Portugal com uma arbitragem de João Capela que teve influencia no resultado, temos assistido a uma dualidade de critérios gritante e inaceitável no Campeonato. As competições em Portugal estão viciadas. E sempre a favorecer o mesmo clube.
   

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vão continuar calados ou vão dar-se ao respeito?

No início do jogo com o Belenenses o FC Porto acedeu a participar num exercício de respeito institucional pela figura do árbitro promovido pelo sindicato arbitral. Foi uma decisão política, institucional e socialmente correcta mas que contrasta claramente com aquilo que o respectivo grémio responde ao FC Porto no exercício do seu trabalho semanal. A enésima prova viu-se ontem em Moreira de Cónegos onde, uma vez mais, tal como sucedeu em 2014/15, o colectivo arbitral decidiu tomar parte interessada na rija, intensa e apaixonante luta pelo título. Depois do Colinho de 2015 temos agora o Colinho 2017. Resta saber se também haverá campanhas, com tarjas incluídas, no início dos jogos a publicitar a nova campanha e se o clube está decidido a aliar-se a ela ou, finalmente, alguém decide dar-se ao respeito.



Todos temos memória.
Em 2014/15 o FC Porto realizou um excelente campeonato com um brilhante registo doméstico e uma campanha paralela na Champions League de grande nível até à segunda mão dos quartos de final. Aí minou-se a época. A goleada sofrida não só eliminou o Porto da Europa como matou o balneário e a coragem de Lopetegui que viajou à Luz para não perder porque sabia que não havia forma de ganhar, não com as suas limitações como treinador e o estado anímico dos jogadores. O que ninguém esquece é que se o Porto chegou até esse encontro com necessidade de ganhar foi, sobretudo, porque o Benfica de Jesus passou seis meses a ser ajudado pelo colectivo arbitral em cada momento de tensão e de problemas que lhes surgiam pela frente. O Colinho fez-se tão evidente que até os próprios adeptos encarnados, com sorna, o utilizaram como tema de propaganda e em material de merchandising. O Porto não se dava ao respeito - só o treinador parecia remar contra o silêncio cúmplice - e recebia o pago na mesma moeda. Ninguém o respeitava, a começar pelos árbitros.

Fast forward dois anos até ao momento presente.
Em 2016/17 o FC Porto realizou até agora um campeonato que supera todas as expectativas. Com um plantel jovem e longe do talento individual de dois anos antes, com um jogador no seu primeiro ano de sénior a liderar o ataque e sem uma alternativa real no plantel, a equipa qualificou-se para os oitavos de final da Champions e manteve sempre uma distância prudencial com Benfica e Sporting - com planteis desenhados para atacar o título de forma mais evidente - até que o bom trabalho defensivo e a chegada de Soares permitiram um golpe de autoridade que colocou o Porto na rota do título até ao jogo da Luz onde o empate - uma mistura dos erros tácticos habituais do treinador quando é necessário ganhar a rivais mais fortes e de, outra vez, erros arbitrais evidentes - voltou a colocar o clube a remar contra a maré. E, uma vez mais, depois de várias jornadas em que o rival podia ter deixado pontos e, se não o fez, foi graças a arbitragens do mais habilidosas que se tem visto. O que fez o FC Porto? Pactuar com uma bonita campanha de respeito por quem, um ano mais, demonstrou que não respeita a instituição.



O cenário não é novo desde que as manobras hábeis de Luís Filipe Vieira, tanto a nível politico - retirando influência à Federação e, sobretudo, às Associações para transferir o poder arbitral para um universo controlado exclusivamente por personagens afectos ao seu clube - como a nível social, transferiram como nunca o controlo do mundo da arbitragem para a esfera encarnada. E em todo esse período o silêncio do FC Porto perante essa postura tem sido esclarecedor da falta de liderança e voz na defesa dos interesses do clube. Mas a cada ano que passa, a cada título perdido por sucessivos roubos de Igreja, como diria o Mestre, esse silêncio torna-se cada vez mais ensurdecedor. E cada vez mais parece evidente que ninguém, dentro do FC Porto, sabe como dar-se ao respeito e, desse modo, que a instituição se dê ao respeito contra quem a prejudica. O jogo em Moreira de Cónegos foi gravíssimo - muito mais sério e grave do que a pantomina de Canelas - e não só pode ter sido decisivo no sprint final rumo ao título como, além do mais, voltou a demonstrar uma evidente política de impunidade que só é exclusiva aos homens de vermelho. Até o Sporting, que já nem entra nas contas do título, tem feito mais para denunciar a realidade do que nós, portistas, que sofremos semanalmente mais do que o clube. Fruto de um pacto secreto entre as duas direcções ou de uma atitude ofensiva por iniciativa própria, o facto é que um ano mais em que o FC Porto corre o risco de perder um merecido título - como o foi em 2015 - por culpa de péssimas e selectivas arbitragens e o clube não toma medidas sérias para combater a situação que se vive semana sim, semana não. Associar-se, ainda para mais, a campanhas que são muito bonitas na teoria do fair-play que em Portugal não existe, não é mais do que um murro no estômago daqueles, de jogadores a adeptos, que vêem como esses mesmos árbitros, escolhidos a dedo, vão decidindo títulos sem qualquer tipo de problema de consciência.

Não basta usar redes sociais, newsletters e bocas para o ar. E não é seguramente solução segurar tarjas de apoio num sábado a favor daqueles que no domingo te vão prejudicar de forma tão clara e vergonhosa. O FC Porto de Pinto da Costa e Pedroto cresceu e afirmou-se porque, por uma vez, deixaram de querer ser "bons rapazes" e deixaram de estar "caladinhos" para dar-se ao respeito. E com esse discurso, essa atitude, deram respeito ao escudo que serviam e defendiam. Não havia receio de bater o pé à Federação - quem não se lembra da manifestação que recebeu a selecção nacional na véspera de um amigável em Vigo - ou aos poderes instituídos. Esse FC Porto era respeitado por todos, árbitros incluídos, porque se dava ao respeito, dentro e fora de campo. Agora vão continuar calados ou vão, finalmente, voltar a decidir bater o pé da próxima vez que alguém tente pisar o escudo do Dragão?

domingo, 26 de março de 2017

Pressão despudorada

Domingos Almeida Lima (foto: Record)

«Domingos Almeida Lima [vice-presidente do SLB] disse que o Benfica já pediu reuniões aos presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e da Liga de clubes (LPFP), Pedro Proença, para expor as "fortes preocupações" do clube sobre a atual situação do futebol português, tendo feito notar que, se a justiça desportiva não for salvaguardada, o Benfica não deixará de "apelar à intervenção do Governo".»
in record.pt, 25-03-2017


Eles (SLB) pressionam membros do Conselho de Arbitragem nos camarotes do estádio da Luz.


Eles (SLB), sempre que perdem ou empatam, no final do jogos vão direitinhos aos árbitros, provavelmente para lhes “desejar boa viagem de regresso a casa”...

Rui Vitória e os árbitros

Eles (SLB) anunciam reuniões de emergência com o Conselho de Arbitragem.

Eles (SLB) divulgam publicamente datas e “conclusões” das reuniões que solicitam ao Conselho de Arbitragem.

Eles (SLB) promovem entrevistas televisivas em momentos cruciais, com temas escolhidos a dedo.

Entrevista de Luís Filipe Vieira à CMTV (02-03-2017)


Eles (SLB) emitem comunicados oficiais a anunciar que não estarão representados em jogos da Seleção, disputados no… estádio da Luz.

Eles, um clube que domina totalmente os meandros do futebol português, pelo menos desde os tempos em que Vieira colocou Cunha Leal na Liga, não têm qualquer pudor em exercer uma enorme pressão, para lá de todos os limites, sobre os principais agentes do futebol português.

A esta pressão descarada, o Sporting, através do diretor de comunicação (Nuno Saraiva) e, principalmente, do presidente Bruno de Carvalho, já lhes respondeu à letra (“esse senhor [Luís Filipe Vieira] nem na vida pessoal pode ter a cabeça tranquila quanto mais no futebol”).

E nós?
A Administração do FC Porto está de férias?

O FC Porto (Administração/Direção) não pode ficar calado e, a menos de uma semana do SLB x FC Porto, fazer de conta que toda esta pressão despudorada nada tem a ver connosco e com esse jogo decisivo.

É preciso que nos próximos dias (antes que seja tarde demais, antes do SLB x FC Porto!), alguém da estrutura do FC Porto venha a público e reaja, de forma muito dura, a esta campanha do SLB.

O FC Porto não pode continuar tolhido. Temos de reagir à Porto, carago!

P.S. Nunca nos renderemos! (publicado no início desta época)

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Nome da Rosa

No romance de Umberto Eco que dá nome a este artigo, a trama acontece num mosteiro beneditino (ou será numa “Catedral”?) na renascença italiana do século XIV (ou será na “revolução encarnada” do século XXI?). Há um assassino que representa uma ameaça para os monges e é o frade Guilherme de Baskerville que é enviado pelo Papa para investigar a misteriosa morte. À medida que avança a investigação sucedem-se mortes de outros religiosos. Guilherme de Baskerville é descrito como um homem esforçado que faz uso da capacidade de questionar e de duvidar, algo muito raro numa época em que era proibitivo e quase fatal questionar os dogmas e as doutrinas vigentes.

Queira o caro leitor atrever-se a desempenhar por breves instantes o papel de Guilherme de Baskerville, atendendo à mentalidade vigente em pleno século XIV, naturalmente, e analisar criticamente os seguintes factos:

Antecedentes relevantes:

A vitória do Benfica na 25ª Jornada, em jogo realizado na "Catedral" da Luz, começou a ser construída com um erro defensivo de Miguel Rosa, defesa do Belenenses mas formado no SLB (de 2001-02 a 2007-08 e como sénior em 2012-13):



A doutrina vigente na comunicação social fez com que a globalidade dos jornalistas se apressasse a considerar este como um "lance infeliz".

Os "episódios" entre o Benfica e o Miguel Rosa não são de agora, como se pode constatar nos artigos acima referenciados. Assim como os erros "involuntários" cometidos por jogadores do Belenenses em jogos contra o Benfica.

Em Março de 2014 o jogador Miguel Rosa, já desvinculado do clube que o formou, não foi convocado para o jogo Belenenses-Benfica. O mistério adensou-se quando o próprio treinador do Belenenses, Marco Paulo, assegurou publicamente que a razão para a ausência não era técnica e que a questão deveria ser endereçada à SAD. Alguma comunicação social estranhou, questionou os clubes e foi rever os regulamentos. Não havia qualquer razão objectiva que impedisse a utilização do jogador. Ver aqui.

A situação repetiu-se em Dezembro de 2014, na época seguinte. Aqueles que estavam a ser os jogadores mais influentes na equipa do Belenenses, Miguel Rosa e Deyverson, foram impedidos de jogar contra o Benfica.
«Apesar de integrarem a lista de convocados para o jogo com o Benfica, este sábado, Deyverson e Miguel Rosa não vão a jogo, no Estádio da Luz, por indicações expressas da SAD. Segundo noticia A BOLA, o treinador dos azuis, Lito Vidigal, foi informado por um elemento da SAD, antes do final do treino desta sexta-feira, que ambos os jogadores, que já passaram pelas águias, não iriam estar disponíveis para serem utilizados, mas que ainda assim deveriam ser convocados. No meio da surpresa por, a poucas horas do jogo, ter sido informado da indisponibilidade de duas pedras nucleares, o técnico rejeitou incluir Miguel Rosa e Deyverson no seu lote de eleitos, sendo que, por indicação do treinador, nem seguiram para estágio.»

Faixa dirigida a Rui Pedro Soares (Presidente da Belenenses SAD)

Em Abril de 2015, jogo no Restelo e nova vitória para o Benfica, também com um erro de um defesa do Belenenses:



«O minuto seis do Belenenses-Benfica foi muito ingrato para Pelé, jogador que estará já comprometido com os encarnados para a próxima época, segundo pode ler em A BOLA.
O médio foi o autor de um mau passe que quase isolou Lima e obrigou à saída do guarda-redes Ventura de entre os postes, sobrando a bola para Jonas, que acabou por rematar para o fundo das redes. Estava inaugurado o marcador e lançado o Benfica para a vitória (2-0), que acabou por ser confirmada também pelo avançado brasileiro.
O jogo começou mal para Pelé e para o Belenenses. E logo começaram as especulações. Que foram ganhando dimensão, particularmente nas redes sociais, nos dias seguintes. Também devido à proximidade entre as Administrações de Belenenses e Benfica.»
in abola.pt, 22-04-2015

Relativamente à arbitragem do jogo Benfica x Belenenses desta 25ª Jornada, diz a comunicação social doutrinada que Bruno Esteves terá estado bem. Há 2 lances na área "encarnada", contudo, que falam por si:




Poderá, afinal, a dúvida sobrepor-se ao dogma?
   

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A infame proteção ao SLB

Agosto de 2012. Num jogo particular, entre o Fortuna Dusseldorf e o SLB, Luisão deu uma peitaça no árbitro alemão Christian Fischer, o qual caiu desamparado no relvado.

Luisão a dar uma "peitaça" ao árbitro Christian Fischer

Consequências deste acto do capitão do SLB:

1) O árbitro recusou-se a prosseguir o encontro, dando o jogo por terminado.

2) Jogadores e dirigentes do SLB, com o apoio da comunicação social do regime e dos comentadores talibans do costume, desculpabilizaram a atitude de Luisão e fizeram uma triste campanha contra um árbitro alemão de primeira categoria.

3) Luisão foi suspenso dois meses, o castigo mínimo que a FPF foi obrigada a aplicar a um jogador de “comportamento exemplar”.


Fevereiro de 2017. Num jogo para o campeonato nacional, entre o SLB e os amigos de Chaves, Luisão "cresceu" e encostou a cabeça no árbitro algarvio Nuno Almeida (conhecido no meio futebolístico por “Ferrari vermelho”), o qual recuou ligeiramente, fez cara de mau, mas conseguiu acalmar o capitão do seu clube… perdão, do “glorioso” SLB.

Luisão a "crescer" e encostar a cabeça ao árbitro Nuno Almeida

Quais foram as consequências deste acto do capitão do SLB?

Absolutamente nenhumas. Nem processo disciplinar, nem expulsão, nem sequer uma advertência envergonhada.

O futebol português está podre, transformado numa espécie de reino da lampiolândia. E o sentimento de impunidade é tal, que eles já nem disfarçam. Das nomeações cirúrgicas aos vouchers, passando por escândalos de arbitragem, como se (não) viu neste SLB x Chaves, é tudo feito às claras. Nem é preciso chamar a Maria José Morgado para investigar…

E a desfaçatez desta gente é tal, que ainda têm a lata de se queixarem e solicitar uma reunião urgente com a Comissão de Arbitragem!

Perante isto, só vejo um caminho: blindar o grupo de trabalho do FC Porto (treinador e jogadores), não lhes dar (aos serventuários estrategicamente colocados em lugares chave) qualquer tipo de pretextos em que possam pegar, reforçar a união das hostes portistas e… contra os lampiões, marchar, marchar!


O Sistema garantiu mais uma vitória à Benfica...

P.S. (atualização às 22h30) Foi assim, como a imagem anterior mostra, que hoje à noite o SLB foi ganhar ao Estoril. Nem com uma linha grossa (bem mais grossa que as marcações do campo) e, parece-me, mal traçada, foi possível arranjar maneira de colocar o autor do golo (Mitroglou) em posição legal.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

POOOOOOOOOORTO!


«O FC Porto sobreviveu à batalha do Bessa com uma importante vitória por 1-0, golo de Soares, que mantém a equipa bem na luta pelo título, num jogo em que a equipa lutou contra o adversário, contra a sucessiva violência dos jogadores do Boavista e contra um trio de arbitragem que voltou a ter a infelicidade de julgar sempre contra a nossa equipa, mesmo quando os lances não ofereciam qualquer dúvida.

Maxi Pereira deve entrar para o Guiness por ter sido expulso por acumulação de penáltis. Sofreu dois, nenhum foi assinalado e num deles ainda viu cartão amarelo por suposta simulação.

A expulsão "inteligente" de Maxi Pereira (Tribunal de O JOGO)

Corona saiu lesionado depois de uma entrada violenta de Talocha, numa jogada de perigo iminente para a baliza do Boavista. Para mostrar um simples amarelo devia ter deixado a jogada seguir, interrompendo como interrompeu e tendo em conta que se tratava de um lance violento, deveria mostrar cartão vermelho. (…)

A entrada "assassina" sobre Corona

O FC Porto ganhou. Ganhou porque tem boa equipa, ganhou porque tem um conjunto de jogadores que aliam a qualidade futebolística à capacidade de luta, mas este género de arbitragens são inaceitáveis. Na sexta-feira à noite, no Estádio da Luz, a verdade desportiva foi grosseiramente adulterada pelo árbitro Nuno Almeida e ontem no Bessa só uma equipa à Porto impediu Fábio Veríssimo de tirar pontos à nossa equipa. No final do jogo e apesar da sastisfação pela vitória, o ambiente no balneário do FC Porto era de indignação absoluta, porque ninguém como os jogadores sentem quando o campo é inclinado. O FC Porto está naturalmente preocupado, porque tem de haver uma explicação para o árbitro Fábio Veríssimo ter mostrado tanto medo de assinalar faltas relevantes a favor do FC Porto.

Outra entrada "assassina" sobre um jogador do FC Porto

E só quem não quiser ver é que pode fingir que estas arbitragens não acontecem devido à coação grave e reiterada que é diariamente exercida direta e indiretamente pelo Benfica e por um exército de comentadores e meios de comunicação social que lhe são afetos


O texto anterior é assinado por Francisco J. Marques, na newsletter ‘Dragões Diário’ de hoje e eu subscrevo quase tudo, principalmente as partes que destaquei a negrito.

Ontem à noite, após chegar a casa vindo da “arena” do Bessa, estive a dar uma vista de olhos ao que foi dito por comentadores portistas em vários canais e o único que me encheu as medidas foi o Bernardino Barros, cujas declarações, na TVI24, também subscrevo, quer no conteúdo, quer no tom (um misto de ironia e indignação).

Mas, tal como referi a propósito da manipulação… perdão, da “verdade” televisiva que nos querem impingir, o combate contra o “polvo encarnado” não pode ser apenas travado pelo diretor de comunicação, por um ou dois dos comentadores portistas que têm acesso às TV's do regime e pelos adeptos nas redes sociais.
Porquê?

Porque o “Estado lampiónico” não é um rival desportivo. É o “inimigo” (desportivamente falando), que não olha a meios para nos aniquilar. E, por isso, temos de responder com determinação, com toda a força, em todas as frentes de batalha e com todas as “armas” que tivermos disponíveis.

Mais. Este combate, o combate ao Estado majestático, centralista e lampiónico, é algo que faz parte do ADN do Porto Clube / Porto Cidade e tem, obrigatoriamente, de ser assumido pelos principais protagonistas do Clube, dentro e fora das quatro linhas.

Por isso, faço daqui um apelo ao Presidente e ao treinador da equipa principal do FC Porto: o exército Portista está pronto para o combate, como ontem voltou a demonstrar no Bessa, mas precisa de “generais” que o liderem, que não fiquem atrás dos “soldados”, que não se retraiam, que não se calem.

POOOOOOOOOORTO!



P.S. O próximo combate, dentro das quatro linhas, é já daqui a cinco dias, no Estádio do Dragão, a partir das 18h15. Jovens e menos jovens, homens e mulheres, ricos, pobres ou remediados, a Nação Portista está convocada para este desafio (há bilhetes a partir de 5 Euros). Ninguém está dispensado de ir ao estádio e de, com a sua presença, com o seu apoio, mostrar ao “inimigo” que vai ser preciso mais do que um qualquer Fábio Veríssimo, João Pinheiro (vulgo "Mostovoi"), Tiago Martins, Bruno Esteves, Manuel Mota, Jorge Ferreira, Nuno Almeida (vulgo "Ferrari vermelho"), João Capela ou Bruno Paixão para nos derrubar.