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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pássaros, passarinhos, passarões, aves de rapina e cucos

Tiago Martins rodeado de jogadores do Chaves (foto: Filipe Amorim / Global Imagens)

Pássaros do Sul,
Bando de asas soltas,
Trazem melodias,
Pra cantar às moças,
Em noites de romaria,
Em noites de romaria

Este refrão, de uma conhecida música de Mafalda Veiga, aplica-se bem à “romaria” de ontem à noite em Alvalade.

O “passarão” foi o conhecido Tiago Martins, protagonista de uma arbitragem à maneira.

E assim, pela 2ª jornada consecutiva, os “viscondes” chegaram à vitória após um penalti e uma expulsão de um jogador da equipa adversária. Algo que, no meio do ruído provocado pela detenção de Bruno de Carvalho, passou quase despercebido.

Capa de A BOLA de 12/11/2018

Capa do Record de 12/11/2018

Capa de O JOGO de 12/11/2018

Com arbitragens destas, o marketing do Sporting ainda vai ter de meter na gaveta a habitual calimerice e copiar o célebre hashtag dos encarnados-- #colinho

E por falar nos vizinhos da 2ª circular, que grande resultado!

Após o “penta ciao” da época passada, desta vez lá conseguiram ganhar ao Tondela, que viu dois dos seus jogadores serem expulsos pelo senhor João Pinheiro.

João Pinheiro a expulsar um jogador do Tondela (foto: Bruno Teixeira Pires / Record)

…com as duas expulsões fica muito complicado. Foi uma luta tremenda, mas o minuto 53 marcou esta partida (…) É muito difícil com 11, com menos um é ainda pior
Pepa, treinador do Tondela


Foi, de facto, um domingo em cheio para os dois clubes da 2ª circular.

E o fim-de-semana só não foi melhor, porque o golo de Soares, ao minuto 88, estragou os planos…

FC Porto x SC Braga, Tribunal de O JOGO

FC Porto x SC Braga, Record

Na semana em que a comunicação social deu conta de um encontro entre Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, no fim-de-semana não faltaram "pássaros", "passarinhos", "passarões" e "aves de rapina", com os "cucos" a assobiar para o lado…

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Surreal

Na época passada, após o cd tondela ser goleado por 4-0 no Estádio do Dragão, Pepa chegou à sala de imprensa com cara de caso e centrou as suas declarações numa crítica feroz, verdadeiramente surreal, à arbitragem desse jogo.

O jogo ficou estragado. Vi agora as imagens e nem quis acreditar no que vi. Foi surreal a expulsão e foi surreal o penálti

Ontem, seguindo uma tradição de vários anos, o cd tondela foi novamente goleado em casa pelo slb (1-5).

Contudo, ainda na 1ª parte, antes do slb chegar à goleada, aconteceu isto…

Fejsa atinge Murilo na cara

Cartão vermelho por mostrar a Fejsa (Tribunal de O JOGO)

E logo a seguir isto…

Penálti por assinalar contra o slb (Tribunal de O JOGO)

Pois bem, no final deste cd tondela x slb, o que disse Pepa sobre o trabalho da equipa de arbitragem (liderada por Tiago Martins) e sobre o VAR (Hélder Malheiro)?

Rigorosamente nada.
Surreal?
Não. Verdadeiramente surreal é haver um clube como o cd tondela na I Liga, que se comporta como clube-satélite do slb, cujo presidente assume descaradamente ser benfiquista e cuja característica comum à escolha dos treinadores (Vítor Paneira, Rui Bento, Petit, Pepa) é terem de ser ex-jogadores do slb.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A irregularidade que precedeu o 1º golo

A maré azul invadiu Setúbal e foi avassaladora, no relvado e nas bancadas.

Contudo, apesar da goleada (0-5), apesar de ter sido uma vitória sem espinhas, houve muito boa gente que ficou com uma “espinha” entalada na garganta e queira manchar a vitória do FC Porto, apontando o dedo ao primeiro golo dos “dragões”.

Houve alguma irregularidade no primeiro golo de Aboubakar?
Sem dúvida, há imagens que são muito claras. Basta olhar para a camisola do Aboubakar…

Edinho puxa a camisola de Aboubakar (Tribunal O JOGO)

P.S. O comentador de arbitragem da BTV2... perdão, da SportTv, só vê o que lhe apetece e no lance do 1º golo não viu a camisola do Aboubakar a ser puxada pelo jogador do Vitória Setúbal. Por outro lado, vê coisas que não acontecem. Ao contrário do que diz o senhor Pedro Henriques, é falso que o contacto do Aboubakar, com as mãos, nas costas do Edinho tenha sido feito quando o jogador do Vitória Setúbal está com os pés no ar. É só rever as imagens com os olhos abertos...

P.S.2 Antes do primeiro golo, já o Vitória Setúbal deveria estar a jogar com menos um jogador. Mas isso, claro, não é assunto para os “cartilheiros” ou para os comentadores da BTV2... perdão, da SportTv.

Entrada de sola ao tornozelo de Marega (Tribunal O JOGO)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estar alerta não chega

FC Porto x Moreirense, Tribunal de O JOGO

«Atualmente, há seis analistas de arbitragem nos três jornais desportivos: três em O Jogo (Fortunato Azevedo, Jorge Coroado e José Leirós), dois no Record (Jorge Faustino e Marco Ferreira) e um n’A Bola (Duarte Gomes). Todos têm a mesma opinião: aos 36 minutos do jogo de ontem ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Abarhoun sobre Corona. Um lance difícil, mas descortinável através da televisão. O lance ideal, portanto, para o videoárbitro intervir.
Com este caso, completadas que estão três jornadas do campeonato, o FC Porto foi prejudicado em três penáltis, precisamente um em cada um dos jogos (não esquecer as faltas de Moreira sobre Marcano e de Ricardo Costa sobre Marega). É uma média assustadora que nos faz lembrar os piores momentos das últimas quatro épocas.
Que o FC Porto tenha tido capacidade, em três jogos, para contornar três erros graves da arbitragem, só nos pode deixar satisfeitos. Que os árbitros continuem, mesmo com o apoio dos videoárbitros, a errar constantemente contra a nossa equipa, só nos pode deixar em alerta máximo.»
in ‘Baluarte Dragão’, 21-08-2017


Sim, jogo após jogo, os árbitros continuam a errar contra o FC Porto.

Sim, é importante denunciar estes “erros” (quando a coisa é sistemática, eu deixo de acreditar que são meros erros de arbitragem).

Sim, temos de estar em alerta máximo com as arbitragens, com as nomeações de “padres”, com as (in)decisões dos VAR, com as notas dos observadores e as avaliações posteriores.

Contudo, vendo o que está a acontecer esta época, em que as tendências e os “erros” de arbitragem (árbitros principais, árbitros auxiliares e VAR) continuam a ser na mesma linha dos últimos anos, o que devemos fazer?

V. Guimarães x Sporting, Tribunal de O JOGO

SLB x Belenenses, Tribunal de O JOGO

Eu volto a dizer o que já escrevi aqui e aqui.

Vídeo-árbitro? Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

Esta é uma batalha tremenda que, institucionalmente, o FC Porto parece não querer assumir.

Veremos o que dirão, Clube/SAD e adeptos, quando o FC Porto perder pontos, porque a capacidade da equipa foi insuficiente para contornar “erros” graves de arbitragem.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vão continuar calados ou vão dar-se ao respeito?

No início do jogo com o Belenenses o FC Porto acedeu a participar num exercício de respeito institucional pela figura do árbitro promovido pelo sindicato arbitral. Foi uma decisão política, institucional e socialmente correcta mas que contrasta claramente com aquilo que o respectivo grémio responde ao FC Porto no exercício do seu trabalho semanal. A enésima prova viu-se ontem em Moreira de Cónegos onde, uma vez mais, tal como sucedeu em 2014/15, o colectivo arbitral decidiu tomar parte interessada na rija, intensa e apaixonante luta pelo título. Depois do Colinho de 2015 temos agora o Colinho 2017. Resta saber se também haverá campanhas, com tarjas incluídas, no início dos jogos a publicitar a nova campanha e se o clube está decidido a aliar-se a ela ou, finalmente, alguém decide dar-se ao respeito.



Todos temos memória.
Em 2014/15 o FC Porto realizou um excelente campeonato com um brilhante registo doméstico e uma campanha paralela na Champions League de grande nível até à segunda mão dos quartos de final. Aí minou-se a época. A goleada sofrida não só eliminou o Porto da Europa como matou o balneário e a coragem de Lopetegui que viajou à Luz para não perder porque sabia que não havia forma de ganhar, não com as suas limitações como treinador e o estado anímico dos jogadores. O que ninguém esquece é que se o Porto chegou até esse encontro com necessidade de ganhar foi, sobretudo, porque o Benfica de Jesus passou seis meses a ser ajudado pelo colectivo arbitral em cada momento de tensão e de problemas que lhes surgiam pela frente. O Colinho fez-se tão evidente que até os próprios adeptos encarnados, com sorna, o utilizaram como tema de propaganda e em material de merchandising. O Porto não se dava ao respeito - só o treinador parecia remar contra o silêncio cúmplice - e recebia o pago na mesma moeda. Ninguém o respeitava, a começar pelos árbitros.

Fast forward dois anos até ao momento presente.
Em 2016/17 o FC Porto realizou até agora um campeonato que supera todas as expectativas. Com um plantel jovem e longe do talento individual de dois anos antes, com um jogador no seu primeiro ano de sénior a liderar o ataque e sem uma alternativa real no plantel, a equipa qualificou-se para os oitavos de final da Champions e manteve sempre uma distância prudencial com Benfica e Sporting - com planteis desenhados para atacar o título de forma mais evidente - até que o bom trabalho defensivo e a chegada de Soares permitiram um golpe de autoridade que colocou o Porto na rota do título até ao jogo da Luz onde o empate - uma mistura dos erros tácticos habituais do treinador quando é necessário ganhar a rivais mais fortes e de, outra vez, erros arbitrais evidentes - voltou a colocar o clube a remar contra a maré. E, uma vez mais, depois de várias jornadas em que o rival podia ter deixado pontos e, se não o fez, foi graças a arbitragens do mais habilidosas que se tem visto. O que fez o FC Porto? Pactuar com uma bonita campanha de respeito por quem, um ano mais, demonstrou que não respeita a instituição.



O cenário não é novo desde que as manobras hábeis de Luís Filipe Vieira, tanto a nível politico - retirando influência à Federação e, sobretudo, às Associações para transferir o poder arbitral para um universo controlado exclusivamente por personagens afectos ao seu clube - como a nível social, transferiram como nunca o controlo do mundo da arbitragem para a esfera encarnada. E em todo esse período o silêncio do FC Porto perante essa postura tem sido esclarecedor da falta de liderança e voz na defesa dos interesses do clube. Mas a cada ano que passa, a cada título perdido por sucessivos roubos de Igreja, como diria o Mestre, esse silêncio torna-se cada vez mais ensurdecedor. E cada vez mais parece evidente que ninguém, dentro do FC Porto, sabe como dar-se ao respeito e, desse modo, que a instituição se dê ao respeito contra quem a prejudica. O jogo em Moreira de Cónegos foi gravíssimo - muito mais sério e grave do que a pantomina de Canelas - e não só pode ter sido decisivo no sprint final rumo ao título como, além do mais, voltou a demonstrar uma evidente política de impunidade que só é exclusiva aos homens de vermelho. Até o Sporting, que já nem entra nas contas do título, tem feito mais para denunciar a realidade do que nós, portistas, que sofremos semanalmente mais do que o clube. Fruto de um pacto secreto entre as duas direcções ou de uma atitude ofensiva por iniciativa própria, o facto é que um ano mais em que o FC Porto corre o risco de perder um merecido título - como o foi em 2015 - por culpa de péssimas e selectivas arbitragens e o clube não toma medidas sérias para combater a situação que se vive semana sim, semana não. Associar-se, ainda para mais, a campanhas que são muito bonitas na teoria do fair-play que em Portugal não existe, não é mais do que um murro no estômago daqueles, de jogadores a adeptos, que vêem como esses mesmos árbitros, escolhidos a dedo, vão decidindo títulos sem qualquer tipo de problema de consciência.

Não basta usar redes sociais, newsletters e bocas para o ar. E não é seguramente solução segurar tarjas de apoio num sábado a favor daqueles que no domingo te vão prejudicar de forma tão clara e vergonhosa. O FC Porto de Pinto da Costa e Pedroto cresceu e afirmou-se porque, por uma vez, deixaram de querer ser "bons rapazes" e deixaram de estar "caladinhos" para dar-se ao respeito. E com esse discurso, essa atitude, deram respeito ao escudo que serviam e defendiam. Não havia receio de bater o pé à Federação - quem não se lembra da manifestação que recebeu a selecção nacional na véspera de um amigável em Vigo - ou aos poderes instituídos. Esse FC Porto era respeitado por todos, árbitros incluídos, porque se dava ao respeito, dentro e fora de campo. Agora vão continuar calados ou vão, finalmente, voltar a decidir bater o pé da próxima vez que alguém tente pisar o escudo do Dragão?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Benfica e Rui Vitória exercem coacção sobre árbitros


"Pizzi e Samaris tinham de ser expulsos. Fomos beneficiados no segundo golo, talvez, não vi mas disseram-me, mas ninguém fala dos jogadores do Benfica, da pressão do banco do Benfica sobre o quarto árbitro e o assistente. Não vale tudo para ganhar o jogo."
Declarações de Inácio (treinador do Moreirense) na conferência de imprensa após a meia final da Taça da Liga que ditou o afastamento do SLB

Na conferência de imprensa de análise ao jogo, e quando questionado pelos jornalistas presentes sobre o que teria ido dizer à equipa de arbitragem no final, Rui Vitória afirmou que "eles [árbitros] sabem aquilo que lhes disse e a que propósito me manifestei, mas não vou tornar publico. O que disse só a nós diz respeito".

Portanto, um treinador vai queixar-se aos árbitros da performance destes e aquilo diz apenas respeito aos próprios... O relatório do árbitro e do observador devem ser omissos quanto àquilo que ouviram. É este, basicamente, o entendimento de Rui Vitória. E isto diz muito da sua personalidade.

["Depois venham queixar-se. Tens o que querias. Era isto que querias? Conseguiste." Terão sido estas as frases dirigidas em tom ameaçador a um elemento da equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, que levaram à expulsão de Rui Vitória após o jogo com o Moreirense, quinta-feira, no Algarve, em que o Benfica perdeu (1-3) e foi eliminado da Taça da Liga. O Correio da Manhã sabe ainda que Augusto Inácio, técnico do Moreirense, tinha razão quando afirmou que Rui Vitória passou parte do encontro a dirigir-se ao quarto árbitro (Paulo Ramos) com expressões do tipo: "Não são sérios. Estão a deixar-se intimidar. Estão com medo. Lindo serviço."

No final da partida, o treinador do Benfica dirigiu-se ao centro do terreno, onde estavam os árbitros, e voltou a reiterar as mesmas críticas, mas terminou com um intimidador e ameaçador: "Depois venham queixar-se." O árbitro Tiago Martins (Lisboa) não tolerou as ofensas, expulsou Rui Vitória e escreveu no relatório tudo o que se passou.]


Estas declarações foram retiradas do CM. Dada a proximidade e o notório afecto existente entre a administração do grupo Cofina e a direcção do SLB, vertida nos escritos diários deste "meio de comunicação social", admito que as declarações nele atribuídas a Rui Vitória já mereceram o devido "desconto" e que, portanto, as expressões citadas se tratam de eufemismos...

Ainda assim, é interessante concluir que, face ao desespero causado pela percepção de uma iminente eliminação do SLB (daquela que é a sua competição favorita) às mãos de um modesto clube minhoto, o treinador e todo o "staff" benfiquista, incluindo jogadores, não se inibiram de ameaçar e de tentar coagir o comportamento da equipa de arbitragem.

Aparentemente Rui Vitória sabe que os árbitros se queixam, ameaçando-os que depois não vale a pena queixarem-se. Mas queixarem-se de quê?! E queixarem-se a quem?! Das classificações que lhes são atribuídas? Das nomeações (ou falta delas) de que são alvo depois de "incidentes" nos jogos em disputa pelo Benfica?! Das idas para a "jarra"?!

Estas declarações, a quente e em plena ressaca do escândalo que foi a eliminação com o Moreirense, são lapidares e reveladoras do poder do Benfica no seio da arbitragem. Veja-se o que aconteceu a Marco Ferreira por não ter agradado ao SLB em algumas arbitragens da época 2014/15.

(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)

Os tempos de lua-de-mel entre o Benfica e os árbitros parecem agora mais distantes. Impossibilitado de presentear os homens do apito com vouchers e camisolas do Eusébio pelo escândalo causado pela oportuna divulgação pública de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, e que acabou por originar uma pífia investigação da Liga de Clubes, o Benfica parece agora adoptar a "linha dura" para com os árbitros: "quem não é por mim, então é contra mim".

O facto de a maioria dos novos árbitros, promovidos recentemente a internacionais, ser benfiquista não parece sequer tranquilizar o clube lisboeta. Isso não parece ser suficiente nem dará as "garantias" que Luís Filipe Vieira tanto gosta. Caso contrário teríamos visto Rui Costa e o restante "staff" menos apreensivo no Algarve.

Veremos o que acontecerá a Tiago Martins e às suas próximas arbitragens que envolvam o SLB ou os seus principais rivais para percebermos se a coacção de que foi alvo terá deixado marcas.
   

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Mudos & Mansos

Vistos e revistos os lances mais polémicos do Sporting x FC Porto de ontem, não sobram grandes dúvidas que os dragões têm fortes razões de queixa da arbitragem, senão vejamos:

a) A complacência do árbitro Tiago Martins com o excesso de agressividade, em alguns casos a roçar a violência, de vários jogadores sportinguistas – Bruno César, Adrien, Coates, Slimani e William Carvalho. Ou seja, com um árbitro a sério (como o árbitro polaco que arbitrou o AS Roma x FC Porto do Play-off da Liga dos Campeões), o Sporting teria terminado o jogo com 8 ou 9 jogadores e, seguramente, o resultado teria sido bem diferente.

Cotovelo de Slimani na cara de Layun

b) O 1º golo do Sporting é precedido por dois erros graves de arbitragem: cotovelada de Coates em André Silva, que não foi assinalada e punida disciplinarmente; simulação clara de Slimani, que o árbitro transformou num perigoso livre direto frontal (de onde resultou o golo). As imagens estão aí e não mentem.


Simulação de Slimani que o árbitro transformou em livre direto frontal

c) Aos 47’, é assinalado um fora-de-jogo a André Silva. Mais uma vez as imagens são claras. No ‘Tribunal OJOGO’, o ex-árbitro José Leirós escreve o seguinte: “No momento em que a bola é jogada, André Silva está mais de um metro em jogo. Erro monumental, ficava isolado”.

Tribunal O JOGO

d) Quanto aos lances de “Andebol”, quer no primeiro, quer no segundo golo do Sporting, dou de barato as interpretações benévolas da “intencionalidade”, feitas a favor dos jogadores leoninos. Mas imaginem que tinha sido ao contrário…


Perante tantos lances polémicos e todos estes casos de arbitragem, como reagiu a Nação Portista?

Os jogadores, revoltados, protestaram dentro de campo e o Casillas até viu um cartão amarelo.

Casillas viu um cartão amarelo por protestar com o árbitro (fonte: O JOGO)

O treinador, embora de uma forma demasiado soft (para o meu gosto), afirmou o seguinte: “Preferia não comentar o trabalho dos árbitros mas hoje é evidente, nem preciso de ver as imagens. Condicionou o resultado. As ações dos jogadores do Sporting foram claras. Preferia não comentar e fazer a análise de como jogámos, o que nos faltou, o que quisemos potenciar. Isso compete-me analisar. Mas hoje é evidente que o árbitro teve influência direta

Nuno Espírito Santo e a influência do árbitro no resultado (fonte: O JOGO)

Os comentadores do Porto Canal falaram num jogo de Kickboxing e Andebol.

Nas redes sociais, li inúmeras reações de adeptos portistas indignados.

O FC Porto (instituição) reagiu no Twitter e hoje de manhã na newsletter 'Dragões Diário'.

E a Administração da FC Porto SAD?

Tomada de posse da Direção do Futebol Clube do Porto em 23-04-2016 (foto: LUSA)

Entre os responsáveis do FC Porto, ninguém dá a cara e a voz à indignação?
Alguém sabe onde andam o presidente (Pinto da Costa) e o administrador com o pelouro do Futebol (Antero Henrique)?
Algum deles (Pinto da Costa ou Antero Henrique) falou na sala de imprensa?
Algum deles (Pinto da Costa ou Antero Henrique) falou na zona mista do estádio de Alvalade?

Continuem assim, com esta postura de meninos bem comportados perante os árbitros.
Continuem assim, com este silêncio subserviente em relação a nomeações cirúrgicas (como foi a deste Tiago Martins).
Continuem assim, sem nada fazer, em relação a quem avalia, promove e despromove os árbitros.
Continuem assim, como fizeram nos últimos anos, deixando os jogadores e o treinador entregues à sua sorte.
Depois, lá para abril ou maio, quando for tarde demais, escusam de vir chorar para a praça pública.



P.S.2 12 fotos, 12 casos, 12 "roubos" do jogo de ontem (no facebook do FC Porto)

P.S.3 O clássico de Alvalade em 12 fotos (fotogaleria no Record) (fotogaleria no O JOGO)

P.S.4 "O pior cego é aquele que não quer ver" (José Guilherme Aguiar)

P.S.5 Mais do Mesmo, Mesmo Resultado (blogue Porto Universal)


P.S.7 Vamos à luta, caralho! (facebook Guerreiros da Invicta)

P.S.8 Lutar... ou desaparecer (blogue Bibó Porto, carago!)

P.S.9 O barril de pólvora (blogue Porto Universal)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

AA está de volta!


O “Porto Lopetegui”, colheita 2015/16, foi-se deteriorando até azedar. Contudo, antes de azedar, a melhor combinação de “ingredientes” foi sempre com André André (AA) em campo, como médio “vagabundo”, jogando a toda a largura (e comprimento!) do campo, preferencialmente nas costas do trio de ataque.

Aliás, logo em Setembro, não tive dúvidas em afirmar que, para mim, era André André e mais 10. E, uma semana mais tarde, reforcei a ideia, com a loja do mestre André.

Quando AA deixou de jogar, ou passou a jogar menos tempo a equipa, (des)orientada por Lopetegui, ficou menos ligada e passou a render (ainda) menos dentro de campo. Coincidência? Não me parece.

Vem isto a propósito do último jogo do FC Porto, na Amoreira, onde um AA de regresso à boa forma, encheu o campo durante 86 minutos e foi decisivo para os dragões “matarem o borrego dos jogos na capital”, o qual já durava há 14 jogos.

Série de jogos em Lisboa sem ganhar (fonte: O JOGO, 30.01.2016)

Assim de cabeça, e que me lembre, foi ele, AA, que conquistou a bola cá atrás e arrancou por ali fora no lance do 1º golo do FC Porto.

Foi ele, AA, que interceptou uma linha de passe à saída da área do Estoril, combinou com Aboubakar e falhou por centímetros um golo na cara de Pawel Kieszek.

Foi ele, AA, que reagiu e acorreu prontamente à recarga a um forte remate de Maxi Pereira, vendo o guarda-redes do Estoril negar-lhe o golo com a ponta da chuteira.

Foi ele, AA, que ofereceu um golo feito a Aboubakar e que o ponta-de-lança camaronês desperdiçou de uma forma inacreditável (como é possível o FC Porto ter um ponta-de-lança titular que falha golos destes?).

Foi ele, AA, que marcou o 3º golo e acabou com as veleidades que o Estoril ainda pudesse ter.

André André, novamente MVP

Já agora, eu sei que André André só chegou à equipa principal do seu FC Porto esta época mas, na ausência de Helton e de Rúben Neves (ambos no banco de suplentes) era ele, AA, e não um qualquer jogador que está aqui de passagem (o mexicano Herrera ou outro), quem deveria ostentar a braçadeira de capitão.


P.S. Grande jogo de Maxi Pereira, um dos melhores que fez com a camisola do FC Porto. E, com um árbitro “perigoso”, foi inteligente a forma como soube provocar a mostragem de um cartão amarelo perto do final do jogo.

P.S.2 Muito bom jogo, principalmente em termos ofensivos, do “rei das assistências” do campeonato português. Conforme eu escrevi mais do que uma vez, o problema não está nos laterais e muito menos foi por causa das trocas dos dois laterais – saíram os brasileiros Danilo e Alex Sandro e entraram Maxi e Layún – que o FC Porto 2015/16 estava pior que a equipa da época passada.

P.S.3 Mais um golo sofrido na sequência de uma bola parada. Nas bolas paradas defensivas a equipa está (continua) um desastre. De quem é a culpa? Da marcação à zona, que está mal trabalhada? Do Casillas, que não tira os pés de cima da linha de golo? Da deficiente articulação entre o guarda-redes e os companheiros de equipa? É bom que José Peseiro resolva este (sério) problema rapidamente, porque faltam apenas 12 dias para o FC Porto se deslocar à Luz e 17 dias para o jogo no Westfalenstadion.

P.S.4 As virtudes e defeitos do novo modelo de jogo, que José Peseiro parece estar a querer implementar (o jogo terminou com o FC Porto, pela primeira vez, com menos posse de bola do que o adversário – 47% versus 53%), é assunto para outro(s) artigo(s).

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mais uma? Sim, mais uma nomeação "estratégica"

(Tiago Martins)

Depois da nomeação de Bruno Paixão para o União da Madeira x FC Porto, que não surtiu o efeito desejado (para já) devido ao mau tempo que impediu que o avião que transportava os jogadores do FC Porto aterrasse no Funchal, Vítor Pereira não se deu por vencido e nomeou para o jogo do próximo Domingo, FC Porto x V. Setúbal, o árbitro lisboeta Tiago Martins.

Na primeira jornada desta época, este árbitro esteve no jogo Benfica x Estoril. Corria o minuto 10 quando Luisão empurrou um jogador do Estoril (Bonatini) pelas costas, desequilibrando-o e derrubando-o já dentro da área. Martins mandou seguir... Com o resultado em 0-0, ficou um penalty por assinalar contra o SLB, a que acresce uma possível expulsão de Luisão, o que deixaria os encarnados de Lisboa a jogar com menos um durante 80 minutos.

Luisão empurra Bonatini pelas costas (fonte: record.pt)

Mas o "artista" que Pereira agora nomeou já esteve em jogos do FC Porto e do FC Porto B e não conseguiu disfarçar o ódio primário que sente contra o nosso clube. Já em Fevereiro deste ano, num jogo Oriental x FC Porto B, o "artista" expulsou 3 jogadores do FC Porto B.

Tiago Martins em "grande" no Oriental x FC Porto B (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

«Um FC Porto B reduzido a oito jogadores (por expulsões de Pavlovski, David Bruno e Pité) saiu esta quarta-feira do estádio do Oriental derrotado por 3-0, em encontro da 30.ª jornada da Segunda Liga. Tratou-se de um jogo em que os Dragões foram profundamente infelizes, não só porque sofreram golos fortuitos mas também devido à acção do árbitro Tiago Martins, que mostrou falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado.»
in www.fcporto.pt

Luís Castro sobre a atuação de Tiago Martins (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

A conduta de Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, demonstra bem o estado de putrefacção do sector, particularmente ao nível das nomeações e das classificações dos árbitros (vide caso do “saneamento” do ex-árbitro Marco Ferreira).

Para conhecer quem é este Tiago Martins:

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Empurrados para a vitória

Os adeptos empurraram-nos para o golo
Luisão, na zona de entrevistas rápidas da Benfica TV


Corria o minuto 10 do SLB x Estoril, quando Luisão empurrou um jogador do Estoril (Bonatini) pelas costas, desequilibrando-o e derrubando-o já dentro da área.

As imagens deste lance são claras…

Luisão empurra Bonatini pelas costas (fonte: record.pt)

… e mostram que, com o resultado em 0-0, ficou um penalty por assinalar contra o SLB, a que acresce uma possível expulsão de Luisão, o que deixaria os encarnados de Lisboa a jogar com menos um durante 80 minutos.

Este "erro" de arbitragem é de tal modo claro, que até Eugénio Queirós, jornalista do Record e conhecido adepto benfiquista, escreveu o seguinte no seu blogue (na plataforma record.pt):

«(…) o resultado final [do Benfica x Estoril] mascara o que foi uma exibição no fio da navalha. Antes do primeiro golo, apenas ao minuto 74, os bicampeões nacionais tiveram oportunidades para marcar mas as melhores ocasiões pertenceram ao Estoril, que viu o jovem árbitro internacional sorteado, perdão, nomeado deixar no bolso uma clara grande penalidade cometida por Luisão, que iria implicar a expulsão do capitão do Benfica, com o resultado ainda a zero...»


Tiago Martins
Podemos discutir a intensidade do empurrão de Luisão ao jogador do Estoril, mas de uma coisa não tenho dúvidas: o “empurrão” dado ao SLB pelo árbitro Tiago Martins foi bem maior e com indiscutível influência em mais uma vitória ao colinho.

E quem é este Tiago Martins, árbitro da AF Lisboa?

É uma “estrela” em ascensão na arbitragem actual, “empurrado” pelo chefe dos árbitros, o senhor Vítor Pereira, a quem eu já dediquei três artigos:



No último ano, para além de Julen Lopetegui, que se queixou, e bem, da existência de um manto protector, também Pinto da Costa tem estado muito activo na denúncia, em público, dos “podres” da arbitragem actual, particularmente ao nível das nomeações e das classificações dos árbitros. Inclusivamente, o FC Porto já solicitou/desafiou o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, o senhor Vítor Pereira, a demitir-se.

Contudo, tudo continua na mesma e, logo na 1ª jornada do campeonato 2015/2016, assistimos a mais uma nomeação cirúrgica e a mais uma vitória do SL Andor ao colinho dos seus principais adeptos: os associados da APAF.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Na senda de Bruno Paixão

«Um FC Porto B reduzido a oito jogadores (por expulsões de Pavlovski, David Bruno e Pité) saiu esta quarta-feira do estádio do Oriental derrotado por 3-0, em encontro da 30.ª jornada da Segunda Liga. Tratou-se de um jogo em que os Dragões foram profundamente infelizes, não só porque sofreram golos fortuitos mas também devido à acção do árbitro Tiago Martins, que mostrou falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado
in www.fcporto.pt


Tiago Martins em "grande" no Oriental x FC Porto B (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Luís Castro sobre a atuação de Tiago Martins (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Há um ano atrás, chamei à atenção para este jovem valor da arbitragem lisboeta e previ que ele iria longe.


E, recentemente, voltei a destacar uma sua atuação, num jogo em que arbitrou o FC Porto.


Lembram-se como é que Bruno Paixão, subiu meteoricamente no ranking da arbitragem portuguesa e, ainda muito jovem, alcançou o estatuto (e mordomias…) de árbitro internacional?

Árbitros internacionais para 2015

Pois bem, este Tiago Martins está a seguir a mesma estratégia. Sempre que pode, isto é, quando arbitra o FC Porto, revela “falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado”.

Conforme é público e notório, este campeonato está, desde o início, pré-determinado que seria ganho pelo SL Andor. Eles já nem se esforçam por disfarçar e até indivíduos como o Rui Santos, já vieram a público dizer que não gostam de "ver campeões forjados desta maneira".

Contudo, se os dirigentes do FC Porto nada fizerem, no sentido de reequilibrar o poder e as influências no sector da arbitragem (nunca, como actualmente, as nomeações, os observadores e avaliação dos árbitros estiveram tão controlados por agentes ao serviço de um único clube), podem também esquecer os próximos campeonatos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mais um “artista” da AF Lisboa

Tiago Martins e os seus auxiliares

No dia 16 de Dezembro passado, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, liderado pelo lisboeta Vítor Pereira, anunciou que o lisboeta Tiago Martins é o substituto de Olegário Benquerença (atingiu o limite de idade) na lista de nove árbitros internacionais portugueses.

Na senda de outros “artistas” da AF Lisboa, como Duarte Gomes ou João Capela, digam lá se este jovem árbitro, de 34 anos, não tem um grande futuro à sua frente?

FC Porto x Académica, Tribunal de O JOGO

Depois do que se viu ontem…


P.S. Há cerca de 10 meses atrás, a propósito de um Feirense x FC Porto B, eu já tinha chamado à atenção para o futuro promissor deste Tiago Martins.

domingo, 23 de março de 2014

Mais um com futuro promissor

O JOGO, 23-03-2014

Mais do que o penalty assinalado contra o FC Porto B, chamou-me à atenção a forma habilidosa como este jovem árbitro da AF Lisboa “geriu o jogo”.
Bolas divididas em que um jogador do Feirense se deixasse cair no relvado, eram falta contra o FC Porto mas, se fosse ao contrário, o critério já era à inglesa e siga o jogo.
E perdi a conta ao número de faltas que um dos defesas centrais do Feirense fez sobre o Gonçalo Paciência, a maior parte das quais não assinaladas e sem ter visto qualquer cartão.

Estejam atentos a este jovem valor da arbitragem lisboeta... perdão, portuguesa – Tiago Martins – porque ele vai longe.