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sexta-feira, 30 de junho de 2017

É hoje, é hoje...???

Tá na hora da pican... do almoço. Do almoço!
Será que é desta? Será que finalmente é hoje que o gordo Walter deixa de render uma gorda comissão - pago para jogar, não é certamente - a alguém? Com uma categoria de gestão como esta, não é de estranhar que nos últimos 4 anos, tenhamos conquistado tantos troféus como... o Moreirense.

domingo, 29 de abril de 2012

Golos sem goleadores

Com os dois golos marcados no Funchal, Hulk passou a liderar a lista dos melhores marcadores do FC Porto nesta temporada com 14. Leva nesta contagem pessoal mais dois do que James Rodriguez (muito menos utilizado que o brasileiro) e seis dos tentos foram apontados da marca de grande penalidade. É fácil adivinhar que o brasileiro não vai reeditar o triunfo da época passada no troféu de Bota de Prata face à distância de cinco golos que leva de Lima do Sporting de Braga.

Historicamente o FC Porto tem um bom lote de jogadores que se sagraram melhores marcadores do campeonato nacional. Ou que pelo menos andaram lá perto. Este ano, no entanto, a equipa de Vítor Pereira nunca encontrou um homem golo. A falta do ponta-de-lança que todos pedimos faz-se notar neste registo particular e leva-nos a outros anos onde o ataque azul e branco estava entregue a jogadores competentes mas que estavam longe de ser verdadeiros matadores. 

Desde 1991 quando Domingos bateu Rui Águas na corrida ao prémio do melhor marcador o FC Porto teve ao seu serviço 10 Botas de Prata. E venceu 14 títulos de Liga. Só por duas vezes vencemos o troféu sem sagrar-nos campeões nacionais. Com Mário Jardel em 1999/2000, o ano de Campomaior, do atraso de Secretário e do "Bitri" que nunca o foi. E com Pena no ano seguinte, no último ano de Fernando Santos ao leme da equipa. No entanto este será o sétimo ano em que - a confirmar-se o titulo nacional que está tão perto - poderemos celebrar o titulo de liga sem ter o melhor marcado do nosso lado. Habitualmente diz-se que para ser-se grande campeão é preciso ter uma grande defesa e um ataque tremendamente eficaz. No caso dos dragões não exige ter um individuo capaz de marcar mais golos que ninguém senão um leque de jogadores com poder de finalização. 

Naturalmente, ter um ponta-de-lança de garantias permite ambicionar sempre a algo mais. Domingos Paciência, Mário Jardel, Benny McCarthy, Lisandro Lopez e Radamel Falcao foram Botas de Prata e fizeram parte das mais espectaculares e eficazes equipas que tivemos nestes últimos 20 anos de liga. Ao arrancar para esta temporada com Kleber e Walter (que juntos somam nesta liga oito tentos) e depois com o remendo que foi Marc Janko (autor de quatro golos) está claro que os dirigentes do FC Porto pensavam que o titulo de liga que os homens de Vitor Pereira estão perto de ganhar só poderia ser conseguido com uma óptima defesa e um grupo coral de goleadores. 

A linha ofensiva da equipa de Vitor Pereira - que muitas vezes preferiu lançar James Rodriguez nas segundas partes, apesar do seu óptimo ratio goleador - assentou em Hulk, Kleber e Varela durante grande parte do ano, com Moutinho e Belluschi/Guarin na primeira parte da época no apoio (a partir de Janeiro passou a ser Moutinho/Lucho e Janko no lugar de Kleber). Entre todos estes jogadores podemos somar 45 golos. Dos 62 já logrados pela equipa (o melhor ataque da prova) há que acrescentar os golos dos pouco utilizados Walter (2), Cristian Rodriguez, Defour, Alex Sandro (1 cada) e dos defesas Rolando (1), Maicon (3), Sapunaru (2), Otamendi (2) e Álvaro Pereira (1). Um cenário que se assemelha bastante a 2002/03, o ano do primeiro titulo de José Mourinho em que o melhor marcador do FC Porto foi Hélder Postiga (com 13 golos, menos cinco que o melhor marcador da prova) mas em que a equipa, no seu colectivo, chegou aos 73 (menos um que o Benfica, equipa mais concretizadora do ano).

No final, tendo em conta o panorama geral (melhor ataque da prova, titulo nacional quase no bolso, dois jogadores no top 5 dos melhores da liga) é licito repensar o debate do ponta-de-lança como elemento critico fundamental à época do FC Porto. É normal que um clube habituado a contar com jogadores de primeiríssimo nível sinta a falta de uma referência de área. Por cada Jardel houve um Farias, por Falcao haverá sempre um Adriano. E no entanto não foi por ter Adriano e Farias sido os melhores marcadores do Porto em dois anos seguidos que a equipa não venceu o titulo nacional. 

Claro que os palcos europeus exigem muito mais e as defesas da Champions (seja o APOEL ou o Manchester) não são as do Rio Ave, Feirense ou Académica, e aí sim nota-se em excesso nas prestações do clube quando não há um homem golo como foi Jardel, Derlei, McCarthy, Lisandro ou Falcao. Mas essa foi a ambição da SAD este ano porque melhor que nós, eles conhecem bem as estatísticas e os registos do clube nas provas europeias quando aposta num ataque de low profile. A nível interno, este ataque tão criticado durante o ano tem chegado para as encomendas e pode terminar o ano, uma vez mais, como o mais concretizador. Hulk não levará outra bota prateada para casa mas provavelmente poderá vestir a sua terceira faixa de campeão nacional. Como adepto e portista prefiro muito mais ver um jogador do nível de Falcao a rematar o jogo da equipa mas também é verdade que entre os pecados de Vítor Pereira não pode estar uma decisão da SAD, decisão que este soube contornar com um ataque concretizador e, eventualmente, campeão!   

quinta-feira, 22 de março de 2012

Kléber, Walter, Hulk, Janko…

Há vários anos que o FC Porto joga em 4-3-3 e, após a saída de Falcao, a primeira aposta de Vítor Pereira para a posição de ponta-de-lança foi Kléber, tendo o treinador principal do FC Porto afirmado que o jogador tinha muita qualidade e que apenas precisava de tempo para se afirmar na equipa portista.

Em 18 de Outubro, uns dias depois de Walter ter marcado quatro golos ao Pêro Pinheiro para a Taça de Portugal, e quando já era notório que, afinal, o Kléber iria precisar de muito mais tempo para se afirmar na equipa portista, Vítor Pereira justificou da seguinte forma o facto do FC Porto não ter inscrito o ‘bigorna’ na Liga dos Campeões:
A decisão que tomámos na altura teve a ver com o Walter da altura. O que vos garanto é que o Walter hoje é um jogador diferente, não é o mesmo Walter daquela altura. Hoje é um jogador mais confiante, que trabalha muito bem, que nos transmite confiança e qualidade. Se hoje seria inscrito? Sim, seria inscrito.

No entanto, quase dois meses depois, a opção para avançado centro já não era nem Kléber, nem Walter, mas sim Hulk e no dia 9 de Dezembro Vítor Pereira afirmou:
O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando muito na sua qualidade, porque ele tem provado que na ala ou no meio é um jogador capaz de fazer golos.

Problema resolvido? Claro que não e, a meio do período de transferências de Janeiro, em resposta a uma pergunta de um jornalista numa conferência de imprensa realizada no dia 17 de Janeiro, Vítor Pereira já falava noutro tom:
Neste momento temos apenas Kléber para jogar como ponta-de-lança e se não podermos jogar com ele, por alguma eventualidade, teremos de inventar uma dinâmica nova. Vamos ver... O clube está a trabalhar e vamos ver o que se vai passar. Mas não posso comentar situações hipotéticas; estou aqui para treinar e para fazer o melhor possível com os jogadores que estão à minha disposição. O clube está a trabalhar, o mercado está aberto.

A SAD lá contratou o austríaco Janko e, pelo que se tem visto da “evolução” do Kléber ao longo da época (neste último slb x FC Porto voltou a ser pouco mais do que inexistente), é com este “rapaz alto e loiro” (parafraseando o grande Zé do Boné) que teremos de contar até ao final do campeonato.

Poderão dizer que agora é fácil falar. Pois é, mas no dia 2 de Setembro de 2011 (dia seguinte ao fecho das inscrições), eu publiquei um artigo intitulado ‘O ponta-de-lança que não veio’, que inclui declarações “tranquilizadoras” de Antero Henrique sobre este assunto, e que terminei da seguinte maneira:
«A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões). Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.»

Infelizmente, a coisa foi ainda pior do que aquilo que eu pensava, e a ineficácia da Administração da SAD em arranjar uma alternativa credível para a saída de Falcao (que obviamente também não é Janko), traduziu-se num calvário que Vítor Pereira (o elo mais fraco) tem vindo a enfrentar, quase sempre em silêncio, ao longo da época.

sábado, 10 de dezembro de 2011

E o ponta-de-lança é...




"O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando muito na sua qualidade, porque ele tem provado que na ala ou no meio é um jogador capaz de fazer golos."
Vítor Pereira, 09/12/2011


A primeira aposta de Vítor Pereira, para substituir Falcao na posição de ponta-de-lança, foi Kléber, tendo o treinador principal do FC Porto afirmado que o jogador tinha muita qualidade e que apenas precisava de tempo para se afirmar na equipa portista.

Em 18 de Outubro, uns dias depois de Walter ter marcado quatro golos ao Pêro Pinheiro para a Taça de Portugal, Vítor Pereira justificou da seguinte forma não ter inscrito o jogador na Liga dos Campeões:
"A decisão que tomámos na altura teve a ver com o Walter da altura. O que vos garanto é que o Walter hoje é um jogador diferente, não é o mesmo Walter daquela altura. Hoje é um jogador mais confiante, que trabalha muito bem, que nos transmite confiança e qualidade. Se hoje seria inscrito? Sim, seria inscrito."

Mas, como palavras leva-as o vento, depois dos elogios públicos a Kléber e a Walter, o avançado centro da equipa nos últimos jogos foi... Hulk. E, pelos vistos, será para continuar.

Quanto ao argumento apresentado - "um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado" - é que não parece fazer muito sentido. Cristiano Ronaldo também foi o melhor marcador da liga espanhola mas, por alguma razão, Mourinho não abdica de jogar com Karim Benzema ou Gonzalo Higuaín a ponta-de-lança. É que tal como Hulk, não foi na posição de ponta-de-lança / avançado centro que CR7 se destacou e que marcou os golos que lhe deram o título de melhor marcador de todos os campeonatos europeus.

P.S. O nível médio do campeonato português é tão fraco que, na maioria dos jogos, é quase indiferente se o avançado centro do FC Porto é o Kléber, o Walter ou o Hulk.

domingo, 23 de outubro de 2011

Uns tristonhos 5 secos


A bênção da chuva trouxe muitos golos ao estádio do Dragão, um renovado figurino no onze inicial do FC Porto, mas o futebol insípido continuou a prevalecer. Cinco caras novas a alinharem a partir do 1º apito de Cosme Machado, com o miolo e a frente de ataque a serem os sectores mais visados. Eficácia bem lá no alto, mas a confirmação do momento de viragem ainda vem longe.

Sem apego e numa resposta às críticas, Vítor Pereira baralhou as cartas e voltou a distribuir um novo naipe. Defour e Belluschi logicamente calçaram a bota para dinamizar o amorfo futebol azul e branco. Objectivo cumprido… apenas nos 20 minutos iniciais. Nesse hiato de tempo a equipa foi rápida a mexer e a circular a bola. Tão simples, mas tão raro de se ver.

O dínamo do arranque parecia perder fulgor e o marasmo pairava no ar. Na falta de criatividade e imaginação sai bomba do meio da rua para testar como vai a sorte por estes dias. Bem lá no alto para Defour, por sinal. A bola resvala no defesa do Nacional e trai Marcelo, num capricho que o belga fez por merecer.

Ainda antes do intervalo, Walter encostou o 2º da noite, aproveitando um desvio de cabeça de Rolando. E, do encontro desta noite, é máximo que o leitor conseguirá ler sobre nosso ponta de lança titular. Tudo o resto não se viu ou passou ao lado. Na verdade, o Bigorna não só é lento a agir, como a pensar, tornando inconsequentes jogadas prometedoras.


Os segundos 45 minutos não nos ofereceram melhor do que aquilo que havíamos presenciado no 1º tempo. Futebol sem chama e pouco atraente, apesar do bom aproveitamento e consequente vantagem. Nessa toada morna, bastou aproveitar os deslizes da paupérrima defesa insular para dilatar o resultado. Destaques para a jogada do golo de Kléber e o chapéu de Hulk, de belo efeito, a fechar a contagem.

Pode-se cometer sacrilégio de afirmar que espetar 5 num adversário é sinónimo de seca? Sim, pode-se. Esta noite, o FC Porto goleou o Nacional num encontro onde a vitória nunca foi posta em causa. Mas o futebol triste continua lá. Tão triste como a pobreza da maioria das equipas que compõem a nossa Liga.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

SMS do dia

Walter: "É triste não poder jogar na Liga dos Campeões"



Como aqui disse já no fim de Agosto, estou convicto que foi um erro inscrever apenas um ponta-de-lança (ainda por cima muito jovem e acabado de chegar ao clube) nos 6 jogos da Liga dos Campeões, deixando Walter de fora (em constraste, inscreveu-se 5 extremos...).

Ainda bem que Kléber está recuperado para a recepção ao Apoel... o V. Pereira deve ter ficado com o coração nas mãos aquando da sua lesão. Enfrentar sem avançados de área (um deles de fora por opção em Agosto) uma equipa que certamente vai jogar fechadinha no Dragão e que sofreu apenas 2 golos nos jogos anteriores (nós sofremos 4 contra os mesmos adversários) complicaria ainda mais as coisas... desnecessariamente.

sábado, 15 de outubro de 2011

Muitos golos, naturalmente...



Nem se esperava outra coisa. Na deslocação ao concelho de Sintra o FC Porto arreou o Pêro Pinheiro por uns concludentes 8 golos sem resposta, num encontro que nem para treino serviu. O clube que milita no terceiro escalão nacional revelou ingenuidade a rodos, numa tarde de sonho onde, afinal, uma escapadinha à praia teria sido mais proveitosa do que o massacre a que foram alvos. Walter assinou metade da factura, enquanto Iturbe, Alex Sandro, Bracali e kadu estrearam-se de dragão ao peito.

Sem grande espanto, Vítor Pereira aproveitou um jogo de menor exigência para ensaiar uma espécie de via alternativa e dar minutos aos menos utilizados. Num sintético ardiloso combinado com um sol escaldante, a circulação de bola foi lenta na fase inicial da partida. Os propósitos dos visitados iam-se cumprindo, porque entrar em correrias não favorecia a sua menor condição física. Os portistas levaram tempo a contornar a bitola e colocar a bola no terreno, promovendo a sua circulação.

Alguns fogachos de Walter com a baliza adversária em mira ditavam uma ligeira ascendência azul e branca no encontro e o fim da resistência caseira. Numa recuperação a meio campo, Walter lança Defour para o 1º de muitos. Mais dois vieram na mesma encomenda aos 33´e 35´, ambos pelo nosso ponta de lança, que ainda faria o 3º da sua conta pessoal, antes do intervalo. A falsa organização do Pêro Pinheiro revelava-se. Mas a competência do detentor da Taça de Portugal muito contribuía para isso.

Com 5 no papo os segundos 45 minutos converteram-se em mera formalidade. Iturbe dava lugar a Varela que haveria de converter a 7ª bola na rede dos locais. Antes disso, Djalma, autenticara o 0-6 numa altura em que todos aqueles que assistiam esta espécie de treino/recriação com bola já bocejavam à boca grande.

Walter fechou a contagem e fez poker com estrondo. A tarde foi sua e amealhou mais uns créditos ao seu prestígio perante o técnico. O adversário não foi competitivo o bastante, mas não se podia pedir muito mais. Ao FC Porto coube-lhe o papel de dinamizador da contenda e assumiu-o com toda naturalidade. Apuramento garantido numa goleada que não ficará para contar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O ponta-de-lança que não veio


«Confrontado ainda com o facto de o FC Porto não ter compensado a saída de Falcao com a contratação de outro ponta-de-lança, Antero Henrique garantiu que a SAD do FC Porto "está muito satisfeita com os jogadores que fazem parte do plantel e que dão todas as garantias de sucesso". "De resto", sublinhou, "o nosso reforço de última hora é o Álvaro Pereira".»
in ojogo.pt


O Alvaro Pereira já demonstrou que é um jogador importante na equipa do FC Porto, particularmente nas movimentações ofensivas. Nesse sentido, e mesmo tendo sido contratado Alex Sandro, é sem dúvida positivo que a equipa possa contar com o Palito (parto do principio que ele irá estar ao seu melhor nível, de alma e coração no Porto).

Contudo, há uma questão que se pode colocar: se a SAD tivesse vendido o lateral-esquerdo uruguaio pelos tais 20 milhões de euros mais objectivos de que fala O JOGO, teria tido melhores condições para ir ao mercado comprar um ponta-de-lança de qualidade, reinvestindo parte, ou a totalidade, desses 20 milhões.

Não sei se este cenário foi equacionado pela SAD mas, olhando para o plantel, parece-me que a posição de ponta-de-lança será um problema mais bicudo de resolver do que a de lateral-esquerdo se o Alvaro Pereira tivesse sido vendido.

A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões).

Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.


P.S. Aproveitando a disponibilidade do Director Geral da FC Porto SAD para falar da situação de Alvaro Pereira, foi pena o jornalista de O JOGO se ter esquecido de perguntar a Antero Henrique, por que razão o Alvaro Pereira não foi utilizado em nenhum dos jogos oficiais disputados pelo FC Porto após 9 de Agosto (data em que regressou aos treinos juntamente com Cristian Rodriguez). O esclarecimento desta situação seria particularmente relevante no que diz respeito à Supertaça Europeia, disputada no dia 26 de Agosto, não só devido à importância da competição, mas também porque alguns jornais noticiaram que o Palito se tinha recusado a jogar. Infelizmente, as perguntas que podem gerar alguma incomodidade ficam, normalmente, na gaveta. É o jornalismo que temos...

domingo, 1 de maio de 2011

Sempre ao nível máximo


Domingo, dia de descompressão, tarde bem passada a deitar o olho à miudagem no Dragão, apesar de haver família a jogar pelas cores do adversário. Desse por onde desse a festa estava garantida. O capoeiro SL abria a churrasqueira e cá a malta gosta é disso. Pronuncio positivo para que às margens do Sado a alegria continuasse. Em Setúbal a cambada de Villas-Boas passeou classe e demonstrou a confiança das grandes equipas. Mais uma vitória categórica de um grupo que só sabe jogar nos limites.

Com efeito, mesmo com oito alterações no escalonamento inicial, o FC Porto fez dos sadinos gato-sapato, controlando a partida a seu bel-prazer. Os primeiros minutos do encontro confirmaram logo a matriz da contenda, com a equipa azul e branca a assacar para si toda a iniciativa do jogo. Valdomiro, no momento LOL da noite, abriu a conta corrente portista num auto-golo a roçar o ridículo. Otamendi, já bem perto do intervalo, aumentou a vantagem, numa primeira parte entretida de um jogo que quase nada tinha em disputa para as nossas cores.


Os segundos 45 minutos confirmaram o domínio deste FC Porto de segunda linha, mas com um nível exibicional consistente. Insaciáveis, como o seu treinador, os portistas não se consolavam com o resultado que já era confortável. Eles queriam mais, muito mais. Para frente era o caminho e numa jogada notável iniciada por Guarín e assistida por James, Walter fez o terceiro sem espanto. Pelo meio houve tempo para Beto fazer de herói improvável ao defender uma penalidade. E, já em fim de festa, Varela confirmou a goleada com toda a naturalidade.

Com este caudal de vitórias, não espanta a confiança que este FC Porto patenteia. O que é verdadeiramente notável é a capacidade desta equipa não só manter a concentração total num jogo que não interessa nem “aquele” menino Jesus, mas também não descaracterizar a sua identidade de jogo pese as inúmeras alterações efectuadas na equipa. Isso só é possível com uma orientação técnica de nível máximo.

Parabéns André! A cada dia que passa, esta nossa equipa deixa-nos mais orgulhosos.

Fotos rapinadas em uefa.com

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Novamente sem pontas-de-lança

Apesar de continuar a não poder contar com o Falcao, André Villas-Boas deixou Walter de fora pelo segundo jogo consecutivo. De facto, a lista de convocados para o FC Porto x Rio Ave inclui cinco extremos/alas - Cristían Rodríguez, Mariano Gonzalez, Hulk, Varela e James Rodríguez - e zero pontas-de-lança.

Pode ainda haver quem pense que o Walter vai ser um grande avançado, com capacidade para jogar na Europa ao mais alto nível, mas a realidade é que para a recepção ao antepenúltimo classificado do campeonato português, o treinador do FC Porto prefere ter no banco o Mariano Gonzalez (regressado de uma paragem de 9 meses), em vez do "ponta-de-lança que tem uma enorme margem de progressão".

Perante esta realidade, muito diferente dos elogios e discursos oficiais de circunstância, resta-nos rezar para que Radamel Falcao regresse em pleno e não se volte a lesionar até ao final da época.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A alternativa do Hulk ao centro

São duas lesões que nada têm em comum [Falcao lesionou-se em Paços de Ferreira, em meados de Dezembro, regressou em Janeiro frente à Naval e voltou a lesionar-se]. Amanhã [terça-feira] teremos um treino decisivo, mas o Falcao provavelmente estará disponível. E isso faz toda a diferença. Uma coisa é tê-lo na frente e tudo aquilo que ele proporciona com a sua qualidade individual, outra é ter a alternativa do Hulk ao centro.
André Villas-Boas


Apesar dos elogios de circunstância ao Walter, que são compreensivos, é notório que o “bigorna” ainda não serve para os jogos a sério (em Barcelos voltou a demonstrar todas as sua limitações em termos de reacção, movimentação e rapidez de execução). Daí, que AVB venha recorrendo à alternativa do Hulk ao centro, mesmo que se depreenda das suas palavras de hoje não ser essa a solução que mais lhe agrada.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Soluções para o ataque


Penso que temos um plantel equilibrado e com muitas soluções. Temos 8 jogadores de características atacantes, por isso há soluções para o ataque. Não podemos pensar que, por termos perdido um jogo, a construção do plantel está em causa. Não temos Falcão, mas temos Walter a render a um ritmo alto.
André Villas-Boas, 02/01/2011


Discordo. A ausência do Falcao é notória, demasiado notória. O colombiano não é apenas um excelente finalizador. É um avançado que se desmarca, cria espaços para outros jogadores e, por vezes, até inventa espaços onde eles não existem. O Walter, pelo contrário, é um avançado lento, pesadão, pouco móvel e facilmente anulável. O bigorna continua num processo de integração (veremos o que vai dar) e, nesta altura, está longe, muito longe, de ser uma boa alternativa a El Tigre. As saudades que eu tenho do suplente de luxo que era o Farias...

Para além dos aspectos individuais, há as dinâmicas da equipa. Ora, em termos de jogo colectivo, potencial atacante e capacidade de finalização, o trio de ataque James, Walter e Hulk, não tem nada a ver com o trio Varela, Falcao e Hulk. Aliás, a ausência de Varela e, principalmente de Falcao, faz com que o rendimento do Incrível também diminua.

James e Walter parecem ter potencial para outros voos, mas ambos têm ainda um caminho relativamente longo por percorrer, até chegarem aos patamares competitivos e de entrosamento exigidos aos titulares do FC Porto. Nesse sentido, espero que no próximo sábado, para o campeonato, o “trio de ataque maravilha” esteja finalmente de regresso e próximo da plenitude das suas capacidades físicas.

P.S.1 Foi um risco preparar esta época apenas com um ponta-de-lança (Falcao) e outro (Walter) que chegou tarde e, já se sabia, iria passar por um período longo de adaptação ao futebol português (passe o exagero, uma coisa é jogar a 10 à hora com 30 graus à sombra e outra é jogar na Europa).

P.S.2 Em termos ofensivos, também fez e faz muito falta o lateral Álvaro Pereira, o qual sofreu, no treino de sexta-feira, uma re-fractura no ombro esquerdo (lesão contraída ao serviço da selecção do Uruguai). Foi operado ontem e vai ser mais uma baixa de peso para as próximas semanas.

Foto: abola.pt

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Favoritismo e estatuto confirmados


Como se esperava, o FC Porto termina esta fase de grupos da Liga Europa com mais uma vitória, diante de um CSKA Sofia que, em 90 minutos de futebol, apenas deu um fogacho de bom trato na bola. Um jogo que não foi muito exigente, e sem obrigações de maior, bem à medida das necessidades da nossa equipa, gerindo o esforço para aquilo que de mais importante aí vem, já no próximo fim de semana na Mata Real.

À já anunciada titularidade de James Rodriguez, André Villas-Boas escalou para o onze inicial Souza para a posição de pivô defensivo. Fucile, Otamendi e Walter completaram a lista de escolhas, que visava não só a rotatividade que vem sendo implementada pelo nosso treinador, mas também a adopção de um sistema algo alternativo, numa espécie de 4-1-3-2.


A pouca réplica dos Búlgaros não esclarece a eficácia do novo modelo de jogo. Ainda assim, foi possível vislumbrar entre as diversas alterações que, por detrás daquela aparência “balofa” de Walter, se esconde um jogador capaz de deambular com afinco pelas laterais e, com capacidade de gerar perigo na baliza adversária. James e, especialmente Otamendi, fizeram também questão de demonstrar a Villas-Boas que estão na luta por uma vaga na equipa.

Como já se disse, a vitória não merece o menor reparo. Apenas um ligeiro parêntesis no jogo provocado por Delev, com a complacência de Maicon, que sofre por hora do síndrome “eu é que sou bom”, lançou um pouco de poeira no resultado. Os números finais pecam por escasso, dado o caudal e as oportunidades criadas pelo Dragão.



Por entre os pormenores de classe de Falcao – que contrasta com a sua aselhice na marca de 11 metros – da vivacidade de James, da fogosidade de Walter, do ritmo de Álvaro Pereira ou da intensidade de Moutinho, neste jogo apenas Souza pareceu perdido no campo, mergulhado num mar de dúvidas do que é ser “volante” no futebol Europeu. A perder espaço no plantel azul e branco, tal como o já aqui referido Maicon. Mas esse, não por falta de qualidade, mas por viver no presente alguns dogmas existenciais.

O brilhantismo com que o FC Porto encerra as contas da fase de grupos da Liga Europa, faz jus aos seus pergaminhos internacionais. O destaque e atribuição de algum favoritismo à nossa equipa nesta prova, parece, até ao momento, não assustar os nossos jogadores. Mas, a realidade, é que só agora vai começar a verdadeira competição.

Fotos: uefa.com

domingo, 14 de novembro de 2010

Três pontos a lume brando


Nos despojos do fuzilamento galináceo da passada semana, um FC Porto desprovido de alguns dos seus mais proeminentes elementos, entrou para a 11ª jornada do campeonato a lume brando, como que ainda verberando os momentos alucinantes do encontro anterior. Dois golos de Walter e Hulk deram expressão ao marcador, num jogo em que o Dragão não foi aquela equipa acutilante e entusiasmante que se tem evidenciado ao longo desta temporada.

Perante uma moldura humana considerável e vibrante, os comandados de Villas Boas não foram capazes de estender o ambiente de festa no estádio para o relvado. Amputado de alguns automatismos que jogadores como Moutinho ou Falcao oferecem ao colectivo, o conjunto azul e branco reflectiu essas ausências na sua dinâmica de jogo. Porém, foi acima de tudo a baixa dos níveis de agressividade e intensidade, que fizeram com que o Porto não conseguisse impor o seu poderio e ser mais dominador como o faz regularmente.

Curiosamente, a ausência de Falcao foi aparentemente bem disfarçada com a presença em campo do avançado brasileiro Walter. O Bigorna voltou a fazer o gosto ao pé na 2ª vez que foi títular, desatando o nó apertado em que o encontro estava enredado. Na falta de um colectivo forte, valeu um “vólei” em grande estilo do nosso ponta-de-lança para quebrar o nulo. O ponto alto de uma exibição interessante do suplente de Falcao, que mostra saber conhecer os truques para se sobreviver na grande área.



Como se não bastasse as ausências forçadas de Fernando, Moutinho e Falcao, Varela ressentiu-se de uma “picada” muscular, obrigando o técnico portista a uma mexida forçada. Cristian Rodriguez voltou para a tentativa de redenção, mas passou discreto a maior parte do tempo. Morno, ao ritmo e embalo do jogo.

Se os primeiros 45 minutos estiveram longe se ser brilhantes, o 2º tempo ainda foi capaz de se tornar ainda mais enfadonho. De tão pouco que se jogou, consequentemente pouco também resta para contar. Apenas a leve incerteza do marcador, pela existência da vantagem mínima, mantinha os níveis de vigília em prontidão. A penalidade convertida por Hulk, já ao cair do pano, colocou um ponto final a um jogo de pouca chama.

De tão habituados que estamos a manjares fartos e suculentos, ficamos desconsolados com serviço de catering prestado esta noite no estádio do dragão. O futebol eminentemente de ataque e assertivo dos homens de Villas Boas meteu gazeta, mas o soberano objectivo foi alcançado sem mácula. Mais 3 pontos para a consolidação do 1º lugar, num jogo em que não ficará na memória, mas tão importante como todas as outras vitórias que nos levarão ao título.

Fotos: uefa.com

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dinheiro fresco

A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou o mercado (clicar no comunicado ao lado para ampliar) que alienou parte dos "direitos económicos" de três jogadores contratados recentemente: João Moutinho, James Rodriguez e Walter.

Fazendo umas continhas simples, verifica-se que, nesta altura, o passe (100%) destes três jogadores foi avaliado em:
- João Moutinho: 11 milhões de euros
- James Rodriguez: 7,28 milhões de euros
- Walter: 8,5 milhões de euros

Só gostava de saber quem são a Mamers B.V., a Gol Football Luxembourg e a Pearl Design Holding Ltd.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tesouraria com "falta de ar"


Não adianta continuar a atirar as culpas do atraso na inscrição de James Rodríguez na FPF para as "situações burocráticas" do clube vendedor (Banfield), da AFA (Associação Argentina de Futebol) ou dos Bancos intervenientes. Já se percebeu, até pelas notícias que chegam do lado de lá do Atlântico, que o Certificado Internacional de James não foi enviado por falta de pagamento do FC Porto. É uma evidência confirmada pelo próprio presidente do Banfield. A falta de liquidez temporária não é drama nenhum, até porque todas as sociedades empresariais passam por situações semelhantes numa qualquer fase da sua vida. O único ponto que suscita curiosidade é o facto de ser a primeira vez, que me lembre, que isto se passa na FC Porto, Futebol, SAD.

O jogador chegou a Portugal a 5 de Julho para assinar contrato de 4 anos e, ontem, 17 de Agosto, o dinheiro correspondente à primeira tranche dos 5,1 M€ ainda não tinha chegado à conta do Banfield na Argentina.

"O negócio, consumado há pouco mais de um mês - foi comunicado pelos dragões à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários no dia 6 de Julho -, traduz-se em 5,1 milhões de euros por 70 por cento dos direitos económicos do atacante, verba, por sinal, a pagar de forma faseada pela SAD azul e branca. Nesta altura, o Banfield esperava estar já na posse da primeira tranche, mas o que surgiu foi... a voz do presidente do emblema argentino, Carlos Portell a dizer inicialmente, a meio da tarde, que “o dinheiro não chegou à conta do clube”."



O mesmo problema pode ter estado também na origem do atraso do recebimento do Certificado Internacional do jogador brasileiro Walter, apesar das versões oficiosas apontarem a "burocracia" como a causa do problema. O jornal OJOGO publicou ontem a cronologia deste caso, a saber:

26 de Junho
Há alguns dias apontado como alvo do FC Porto, Walter abandona os treinos do Internacional de Porto Alegre e refugia-se em casa, alegando que não tem condições psicológicas para continuar a trabalhar com os companheiros.

16 de Julho
Depois de vários avanços e recuos nas negociações, o avançado aterra no Aeroporto de Francisco Sá Carneiro, onde é recebido por dois funcionários do FC Porto. O JOGO testemunha o momento. O acordo entre os dois clubes estaria fechado, faltando acertar com o jogador os termos do contrato. Porém, não é apresentado aos sócios.

28 de Julho
Ao fim de 12 dias na Invicta, Walter é, finalmente, oficializado como reforço do FC Porto. Em comunicado à CMVM, a SAD informa que adquiriu ao Rentistas, clube ligado ao empresário Juan Figger - que detinha metade do passe do atleta - 75 por cento do passe por 6 milhões de euros e que o jogador assinou por cinco temporadas

31 de Julho
Estreia com a camisola do FC Porto, no Torneio de Paris. Fez os minutos finais do encontro com o PSG e, no dia seguinte, foi titular diante do Bordéus. Marcou um golo e deixou boas indicações a Villas-Boas.

7 de Agosto
Fica de fora dos convocados para o primeiro jogo oficial da época, a Supertaça Cândido de Oliveira. O FC Porto informa que o avançado ainda não está inscrito na Federação Portuguesa de Futebol.

10 de Agosto
É incluído na lista de jogadores inscritos para a Liga Europa, num claro sinal de que a conclusão do processo está para breve

16 de Agosto
Um mês depois do jogador, chega o certificado internacional que permite concluir o processo de inscrição na Federação Portuguesa de Futebol. Walter já pode jogar.


O FC Porto perdeu a oportunidade de utilizar estes dois atletas na final da Supertaça e na 1ª jornada da Liga (embora estes 2 jogos se tenham saldado em vitórias) e é provável que ainda não possa utilizar James na primeira mão da pré-eliminatória para a Liga Europa contra o Genk e na 2ª jornada da Liga contra o Beira-Mar. Entende-se que em ano de Mundial de Futebol as aquisições e alienações da pré-época se atrasem mas seria útil que no futuro a FC Porto, Futebol, SAD acautelasse os negócios e as inscrições de jogadores para que o treinador possa contar com todo o plantel para o primeiro jogo oficial da época.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Novelas...


O "gladiador" foi dado como certo no FC Porto, numa operação que também envolvia a cedência de Farias ao Cruzeiro, mas esta novela não teve um final feliz. No dia 1 de Fevereiro de 2010, a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, emitiu um comunicado para informar o mercado que tinha ficado sem efeito o princípio de acordo com o Cruzeiro Esporte Clube, para a cedência dos direitos de inscrição desportiva do jogador Kléber Giocomazzi de Sousa Freitas.

Após vários episódios nos jornais, Walter chegou ao Porto no dia 16 de Julho, realizou a habitual bateria de exames médicos, e no dia 18 de Julho esteve no Estádio do Dragão a assistir ao jogo que era para ser de apresentação mas não foi. Entretanto, no dia 23 de Julho, numa entrevista à Rádio Renascença, o seu empresário, Teodoro Fonseca, afirmou: "Walter tem muita vontade de jogar no FC Porto, mas há ainda muita coisa para tratar. Temos até ao dia 30 de Agosto para fazer a transferência e tenho tido problemas para resolver com outro jogador. Por isso, ainda não tive tempo de falar com os responsáveis do FC Porto".
Sim, temos tempo, até 30 de Agosto ainda falta muito...

E como não há duas sem três, também Kléber (ex-Marítimo) anda há semanas no limbo, sem saber se vai jogar de azul-e-branco, regressar à pérola do Atlântico, ou ficar sentado à espera que os dirigentes se entendam.

Ao contrário do que era habitual no FC Porto (outros tempos...), estas novelas têm decorrido na praça pública e com um número de episódios infindável. E o pior é que Ernesto Farias e Orlando Sá já não fazem parte do plantel, André Villas-Boas está a fazer a pré-temporada com apenas com um ponta-de-lança - Falcao - e o primeiro jogo oficial é daqui a 10 dias.

Por onde anda a famosa discrição e eficiência da estrutura portista?

domingo, 18 de julho de 2010

Walter, o "analfabeto"

«A novela está prestes a terminar. Walter chegou ontem [sexta-feira] ao Porto para negociar os termos do contrato, que deverá ser de cinco temporadas, com os dragões. A reunião final está marcada para esta manhã [Sábado] com a presença do empresário Teodoro Fonseca, do jogador e dos responsáveis portistas.
O JOGO testemunhou a chegada do avançado à Invicta ao início da manhã [de sexta-feira], onde tinha dois funcionários do clube à espera na porta VIP do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. De lá, o reforço para o ataque seguiu directamente para um hotel da cidade a fim de descansar um pouco da viagem. À tarde já efectuou alguns exames médicos, que vai completar durante o dia de hoje [Sábado].»


Tudo indica que o "bigorna" será uma das caras novas na apresentação da equipa aos adeptos e, segundo a comunicação social, a SAD portista terá investido 3,7 milhões na compra de 50% do passe do jogador do Internacional de Porto Alegre.

Entretanto, um jornal de Lisboa - o Diário de Notícias - descobriu que o internacional sub-20 brasileiro (9 jogos, 5 golos) é um esbanjador de dinheiro, praticamente analfabeto e que tem muitas dificuldades em ler e escrever.

Pois pode ser que o "analfabeto" surpreenda os "doutores" jornalistas da capital com um recital de golos poéticos...



P.S. Quando veio de Moçambique para o Benfica, alguém se preocupou em saber se o Eusébio sabia escrever poemas?