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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Maicon a capitão? Próximo!

O que é um capitão do FC Porto? Qual é o perfil de jogador?

A pergunta terá certamente muitas respostas, algumas com partes bem antagónicas, mas todas elas têm de certeza uma coisa em comum: o FC Porto está em primeiro das prioridades, no topo, sem excepções. No campo só há um pensamento, e esse é o FC Porto!

Tem que ser alguém que quebra antes de torcer, que quando a situação aperta cerra os dentes e empurra para a frente, que não conhece a palavra desistir, que quando perde não dorme, que chora com os adeptos sofrem com uma derrota. Tem de ser um de nós. Um portista!

O Maicon, o Herrera, o Brahimi, o Indi, algum deles é isso?
Já foi visto várias vezes, mas no ultimo jogo assistiu-se, mais uma vez, ao atropelo de uma das tradições em campo do FC Porto desde que eu me lembro: em casa jogamos a segunda parte para sul. Isto só não acontece quando o sorteio não o permite. No domingo passado, o Arouca saiu com a bola, o que faz com que tenha sido o capitão do FC Porto a pedir para jogar na primeira parte para sul.
A gota de água que fez transbordar o copo que tinha a paciência para aturar um jogador medíocre como o Maicon, foi ele ter abandonado o campo a meio de uma jogada, quando os seus colegas de equipa precisavam dele... Naquele momento devia ter pedido a substituição, cerrado os dentes, e aguentava em campo o tempo que fosse preciso, nem que tivesse que disputar os lances com o pé debaixo do braço!

Melhor do que utilizar palavras, há dois vídeos que mostram bem o que para mim é um capitão.

Capitão João Pinto a receber a Taça de Portugal debaixo de uma chuva de objetos


Capitão Pedro Emanuel, a mancar, tenta em desespero de causa tirar um bola de dentro da baliza

"Quando falo da ausência e do desaparecimento daquilo que é a mística e as referência do que é a cultura do FC Porto, refiro-me a isto. Isto é impensável. Vi o João Pinto, e só para falar dos meus capitães, a ter um dedo do pé fraturado e a obrigar o médico a dá-lo como apto para ir lá para dentro, rasgando a bota do lado esquerdo onde o dedo estava em contacto e pintando a meia branca de preto para poder ir lá para dentro. Quando vemos o nosso capitão a fazer aquilo, vamos com ele até à morte. É isto a transmissão de valores. Ele aprendeu com alguém, eu e o Fernando Couto com ele, o Jorge Costa connosco e a seguir o Bruno Alves e outros tomaram o testemunho."
Por Vitor Baia

Há várias histórias de capitães que deram tudo pelo FC Porto, noutros tempos, em que estar no FC Porto era o destino, um concretizar de um sonho, e não apenas um mero ponto de passagem para um salto para um contrato das arábias. Esses tempos passaram, e nunca mais vão existir planteis carregados jogadores satisfeitos por este poder ser o seu último clube, mas não há espaço para dois ou três? Que possam ser capitães em campo e fora dele, e que possam representar tudo aquilo que este clube é para nós? 

O que preciso num capitão? Que seja portista, que seja do Norte,que tenha feito o máximo percurso na formação, que sofra connosco quando as coisas não corram bem, que seja dos nossos... 

Neste plantel vejo um candidato: André de seus dois nomes...

domingo, 20 de maio de 2012

Anatomia dos falhados



Alguém se lembra a viagem avermelhada do arraial à humilhação na temporada passada? A “escuridão” de um campeonato? O enxovalho na Taça? Ou até o arrear perante o Braga quando já efusivamente celebravam o embarque para Dublin? Pois é, tudo isso são resquícios de avulsos pensamentos que a imprensa lisboeta muito fez por ignorar e conseguiu limpar da discussão da atualidade.

Durante largos períodos desta época o futebol foi lindo, majestoso e incrivelmente bem jogado. Candeia encarnada que seguia à frente alumiava duas ou mais vezes. Tantas quantas fossem precisas até conseguirem cegar. E com Sá Pinto em território de leão finalmente a obra ficava bem entregue ao seu criador. Nem que o campeonato tenha sido a mesma mediania ou a liga Europa se tenha esfumado perante um qualquer adversário de ocasião.

Sem necessitar de apelos, mesmo no mais aterrador dos cenários, a prestimosa comunicação social da capital nunca se rogou a esforços. Por cada título que caiu um arbitro se cruxificou! E se ao sacrifício não bastou, os papagaios de serviço souberam fazer render o protagonismo não conseguido dentro daquelas quatro linhas onde tudo verdadeiramente se decide.

A vitória da Académica esta tarde. Ou se melhor o dissermos, a derrota do Sporting em Oeiras, é uma ode perfeita aos falhados do futebol português. Aqueles, os que escudam os próprios desaires na influência alheia, na mesquinhes de pensamento e na incapacidade de tributar mérito aos que triunfam.

Parabéns Pedro Emanuel pelo título conquistado. E obrigado Briosa por ajudares a rescrever a anatomia dos falhados!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Hierarquias de Poder

* Por Nuno Campos



1 - Se houver patrão correm todos. Não se esforçaram na primeira parte? Mas vimos alguém correr à volta do campo no fim do jogo? Alguém perdeu o Domingo de folga ou vai ter que treinar às 6 da manhã esta semana? Alguém teve que ouvir um berro durante o jogo? Uma substituição por opção aos 20 minutos de jogo, aconteceu esta época? Estes jogadores são mercadoria valiosa e frágil. Ninguém lhes pode tocar, muito menos o treinador, para não estragar o negócio.

2 - Quem é responsável por esvaziar o plantel de jogadores da formação, verdadeiros portistas como por exemplo o Castro? Esse corria tanto na primeira parte como na segunda, e ainda mandava os outros correr. Quem deixou sair o Pedro Emanuel e demorou meia época para encontrar alguém com estaleca para o substituir (Paulinho Santos)? Quem foi buscar o Lucho em Janeiro, assumindo que o plantel inicial tinha um enorme falta de liderança e de carácter? E quem demorou meia época para encontrar um ponta de lança de segunda?

3 - Nos fracassos desta época não há inocentes. O défice de liderança e de empenho verificam-se a todos os níveis da estrutura, desde o Presidente até aos jogadores, passando pela equipa técnica.

4 - Os exemplos, bons e maus, vem de cima.

5 - As escadas varrem-se de cima para baixo.

6 - O clube que merece ganhar o campeonato - direcção, treinador e jogadores - é o Braga.


* O Reflexão Portista agradece ao Nuno Campos a autorização da publicação deste comentário como artigo.

sábado, 10 de março de 2012

Pontos!? Para que vos quero?


Os avisos de que a disputa do campeonato não se esfumaria no encontro da passada semana na 2ª circular, fizeram mais sentido que nunca esta noite, após o apito final de Marco Ferreira que ditou o empate do FC Porto no seu terreno diante da Académica. A primeira parte insípida da nossa equipa em anteriores partidas no Dragão, pouco fez reflectir o grupo para algo pior num destes dias. E quem pensa que o mal só acontece aos outros, mais cedo ou mais tarde acaba surpreendido.

Como está bom de ver, depois de 10 minutos prometedores, onde a arbitragem fez vista grossa a duas penalidades na área da Briosa (mão de Reiner dentro da área e soco de Habib a Sapunaru na sequência de um canto), a nossa equipa acomodou-se ao jogo pastoso e na confiança do muito tempo que dispunha para arrebatar os 3 pontos do encontro. A descontracção foi tal que os orientados de Pedro Emanuel se permitiam a sair a jogar a seu bel-prazer e sem pressão. Não foi, pois, motivo de qualquer estranheza, o golo dos estudantes, nem tampouco a passividade da defensiva portista em toda essa jogada fatal.

O intervalo não chegaria sem outro erro crasso da equipa de arbitragem, num fora de jogo mal assinalado que deixaria Hulk e Janko isolados nas fronhas de Peiser. Não era providência divina, nem motivo para ficar de boca aberta. O Sr. Marco Ferreira tinha exibido a sua rastejante categoria e o FC Porto perdia ao intervalo dentro do seu burgo. Para lá dos “pregos” no apito, o resultado era merecido para quem dispõe tanto e faz tão pouco.



No 2º tempo a equipa azul e branca trouxe mais vivacidade – o que também não era difícil – mas nem por isso melhor discernimento. Vítor Pereira assumiu risco total na busca da vitória. Substituições temerárias que não valeram um jogo mais fluido. Janko e Kléber recalcavam-se e anulavam-se. Álvaro Pereira viu-se obrigado a tomar em atenção mais na retaguarda, ficando sem possibilidade de municiar alguns raides pelo corredor esquerdo sempre tão incisivos. E Lucho, estava anormalmente lento, chegando quase sempre tarde às bolas ou entregando-as mal.

A equipa nunca se encontrou, tendo isso resultado numa construção ofensiva pouco capaz de gizar jogadas a partir da sua corporação colectiva. O plano alternativo e, em teoria ambicioso, perecia. E nem o habitual Joker lançado no 2º tempo, hoje a titular, tornou fácil o difícil. Hulk, lá perto do fim empatou. Demérito adversário, porque virtuosismo nosso não foi certamente. Estratégia? Plano alternativo? Nada disso. Bastava aprender com os avisos de jogos caseiros recentes.

Pontos!? Para que vos quero?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O senhor que se segue para a cadeira de sonho

Ultimamente o tempo de vida estimado das cadeiras de sonho no Dragão tem sido bastante curto. Depois de Villas-Boas preferir o couro britânico antes de cumprir um ano de azul ao peito agora parece claro que Vítor Pereira não passará outro Verão como treinador principal do FC Porto. Nenhum adepto, nem os mais ferrenhos do técnico (ainda existem?) perspectivam uma sequela, mesmo que uma reviravolta surpreendente permita ao FCP revalidar o titulo de campeão nacional ou a própria Europe League.

Como SAD, treinador, jogador e adeptos já sabem que este filme tem data de caducidade marcada para Maio, é normal que arranque a especulação sobre qual será o próximo capitulo. Pinto da Costa tem sido um presidente bastante condescendente com os seus treinadores, especialmente os mais obedientes. Mesmo quando o público portista se mostrou farto de Jesualdo Ferreira ou Fernando Santos, por exemplo, estes mantiveram-se no seu lugar. Essencialmente porque a SAD – e o presidente – parece ter um especial apreço por treinadores que dão o corpo à bala, que se transformam no foco de contestação das massas e da imprensa e, por conseguinte, mantêm os focos distantes da gestão presidencial que nos casos de Fernando Santos (a partir de 2000), Jesualdo (o caso Apito Dourado) e Vítor Pereira (a péssima preparação da temporada) tem sido bastante criticável.


Mas até Pinto da Costa sabe que os seus homens de confiança e apostas pessoais (e os três foram-no) têm um limite e quando os resultados e as sensações deixam de acompanhá-los, tarde ou cedo a hora chega. Vítor Pereira sabe-o desde o principio, sente-o desde o empate com o Benfica e tem-no por garantido desde a eliminação da Champions. O despedimento de Domingos pode potenciar um cenário similar ao que ocorreu na troca de Octávio (outro adjunto que Pinto da Costa quis transformar em técnico ganhador) por José Mourinho (que esperava em Leiria pelo primeiro poiso livre). Mas apesar da velha glória do ataque portista ser um nome querido pelos adeptos, o seu péssimo ano em Alvalade, onde foi incapaz de produzir futebol e resultados, é um sério handicaap para quem quer dar um murro na mesa. Despedir um treinador que segue em segundo por um que é incapaz de saltar do quarto posto, por debaixo das expectativas do próprio clube, não parece ser o melhor dos sinais.

Quando Vítor Pereira foi eleito sucessor de Villas-Boas muitos adeptos torceram o nariz e pensaram em três nomes que, passado um ano, estão aí, disponíveis, mas com um historial distinto.

Á parte do tema Domingos, que promete levantar muitas suspeitas nas próximas semanas, estão na lista o seu herdeiro em Braga, Leonardo Jardim, há muito um protegido de Pinto da Costa e um técnico que tem feito um bom trabalho num clube que se tornou em viveiro dos grandes. Mas Jardim, é certo, ainda não deixou um destelho de genialidade que permita sentir que é “um treinador à Porto”.

Pedro Emanuel, filho adoptado da casa, passou o teste do ano de estreia com boa nota mas nem todos os treinadores que começam bem a sua carreira acabam por confirmar todo o potencial imaginado.


Depois há que manejar a opção Paulo Bento. Sempre se especulou sobre o seu futuro como treinador do FC Porto e tendo em perspectiva o fraco futuro de Portugal no “grupo da morte” do próximo Europeu, é bastante provável que o actual seleccionador esteja livre em Julho. Não será uma escolha consensual entre os adeptos face ao seu passado nos dois grandes da capital e o seu carácter conflictivo, mas analisando apenas o espectro de treinadores nacionais (pelos problemas de liquidez da SAD não os imagino a aventurar-se no caro mercado internacional) é dos técnicos que eventualmente estarão livres, o que mais curriculum tem.

Para o fim deixo a solução mais óbvia e, no entanto, mais complexa.
A péssima época de Villas-Boas com o Chelsea (a pior dos últimos dez anos a esta altura da temporada) parece deixar claro que os milhões de Abramovich vão procurar outro sucessor espiritual a Mourinho. Só uma inesperada vitória na Champions League salvaria a cabeça do técnico portuense que, provavelmente, em Junho procurará emprego. Desta vez nenhum grande da Europa vai obcecar-se com o seu talento e entre optar por um clube médio em Itália, Espanha e Inglaterra, e voltar ao Dragão, talvez AVB sinta saudade de um café nas esplanadas da Foz. Seria o regresso mais lógico, mas também o que provavelmente levantaria mais questões.

Com Pinto da Costa ao leme só dois treinadores voltaram a orientar o FC Porto. Tomislav Ivic foi um sucesso tremendo no seu primeiro ano, onde só faltou renovar a Taça dos Campeões, e um desastre no mandato de meio-ano em 1993/94. O outro nome é o de Artur Jorge. Com a subtil diferença de que o “rei Artur” saiu depois de três anos como treinador principal (e um par deles como homem de confiança de Pedroto), dois campeonatos, uma Taça dos Campeões europeus e que depois de fracassar no projecto Matra Racing, encontrou no regresso a casa uma forma de paliar o sofrimento do falecimento da sua esposa de então. Um regresso bem sucedido (mais um bicampeonato) e curto, antes que Portugal batesse à porta.


Villas-Boas seguramente iria ser bem recebido pelos adeptos mais saudosistas e mesmo aqueles que o tratam por “Libras Boas” são conscientes de que seria um técnico “right for the job”. Mas como reagiria o clube e, sobretudo os jogadores. Villas-Boas converteu-se em ídolo porque rompeu com os prognósticos e criou à sua volta uma aura de infalibilidade que o ano em Inglaterra ameaça destroçar. Voltaria como um técnico derrotado, incapaz de se impor numa liga mais exigente e isso pode deixar a sua marca como líder de um balneário que, já de por si, não anda propriamente de boa saúde. Tecnicamente seria uma opção desejável, psicologicamente é um enigma complexo de resolver.

Qualquer que suceda a Vítor Pereira terá um acolhimento caloroso, isso parece claro. Mas será isso suficiente para inverter a tendência suicida desta temporada?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Oh captain my captain


E ei-lo que parte, o nosso capitão.

Vamos lá ver se eles, e mais uma vez na Madeira, arranjaram mesmo substituto à altura, como fazem passar subentendido...
Bem, se Bruno Alves acabar mesmo por sair, como tudo indicia, esta opção de, com uma mão, sugerir-lhe a renovação e, com a outra, oferecer-lhe antes uma reforma dourada nos sub-17, pode revelar-se muito precipitada.

Pedro Emanuel, capitão, que nem sempre foi tratado como devia dentro daquela (nossa) casa. Aliás, o mais certo é que nunca terá, verdadeiramente, caído no goto de Jesualdo. Aliás à imagem e semelhança de um Tarik, para dar um outro exemplo recente.

A outro nível, num país como o nosso, que já se deu ao luxo de ter como internacionais, centrais da categoria de um Paulo Madeira ou de um Hélder, até dói saber que ao nosso capitão tal consagração sempre lhe foi negada.
Nem mesmo a FIFA o ajudou aquando da oportunidade de, no último Mundial, representar Angola, país onde nasceu.

Para a história, ficam, porém, os dois momentos que julgo mais altos da sua
passagem pelo nosso clube. A saber:


- O primeiro, aquando da final de Tóquio, com aquele olhar felino, (i)mortal, na cara do guarda-redes colombiano, antes de executar, na perfeição, aquela grande penalidade que nos garantiu a segunda (e última!) Taça Intercontinental;

- No segundo lugar, aquele corte magistral, mesmo em cima da linha de baliza, em pleno San Siro, num jogo da Champions contra o Inter.
Isto, após ter vindo a coxear, desde o meio-campo, até à nossa baliza, nunca tendo desistido da jogada, quando, como muitos teriam feito no seu lugar, o mais fácil seria deixar-se cair.

Este sim, era um Dragão.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Obrigado



Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty

que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede

não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar

Espectáculo - Sérgio Godinho

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Centrais

Os defesas centrais do plantel do FCP da época 2007/2008 são: Bruno Alves, Pedro Emanuel, João Paulo e Stepanov. Até ao dia da publicação deste artigo, este quatro jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Bruno Alves

26

08

01

00

01

00

Pedro Emanuel

17

03

01

00

01

00

João Paulo

07

02

01

01

00

05

Milan Stepanov

08

04

01

01

00

06


A posição de defesa central é uma posição histórica no FC Porto, tendo sido aí que se afirmaram uma grande parte dos jogadores conotados com o famoso epíteto de "jogador à Porto".

Dos defesas centrais actualmente no plantel Bruno Alves é claramente o jogador em maior destaque. Forte fisicamente e num momento de forma fantástico, tem sido constantemente um dos melhores jogadores em campo. A sua evolução nos últimos dois anos é meteórica. Neste momento é um defesa central completo: é bom de cabeça, bom na marcação, bom na antecipação, e perfeito na atitude.

Neste momento é dos jogadores que mais carrega a "mística" e que parece ter nascido para jogar no FC Porto. Como disse Mourinho, Pedro Emanuel é um treinador dentro de campo. Sendo um bom defesa central, impressiona pela sua liderança dentro do campo, conseguindo organizar a equipa (especialmente a defesa) e transmitir tranquilidade quando é preciso. Foi o segundo jogador mais utilizado nesta posição, ajudando a fazer do FC Porto a equipa menos batida.

João Paulo é de todos os defesas centrais o mais versátil, mas também o menos utilizado. Foi utilizado em todas as posições da defesa (central, lateral direito e lateral esquerdo) e ainda como médio defensivo. É um jogador rápido e “raçudo”, mas que parece ser o mais "fraco" (apesar de ser um bom jogador) dos quatro jogadores.

Stepanov foi o terceiro jogador mais utilizado nesta posição, destacando-se pelo seu poderio físico e pela sua dureza na disputa da bola. Numa época em que claramente se estava a adaptar ao futebol português, revelou algumas dificuldades em lidar com a velocidade do jogo, ao permitir que os avançados se lhe antecipassem variadas vezes. Nos últimos jogos pareceu mais rápido a responder, revelando alguma segurança defensiva e boas qualidades.

O FC Porto sempre teve bons defesas centrais, e esta época não é excepção, sendo esta uma das posições na qual o FCP tem potencialmente mais qualidade, tanto da parte dos mais titulares como dos suplentes. Stepanov e João Paulo parecem ser capazes de substituir qualquer um dos habituais titulares, apesar de não serem de momento jogadores que garantam a mesma qualidade. Bruno Alves e Pedro Emanuel fazem uma dupla com sucesso, que tem potencial para se manter nas próximas épocas, apesar da idade de Pedro Emanuel (33).

Acautelando o futuro (mais próximo ou longínquo), ou talvez na ideia de aumentar a qualidade das opções da próxima época, foi já anunciada a contratação de Rolando (Belenenses).