
Primeiro as coisas boas:
- Uma pressão sufocante ao adversário, com a vantagem de o fazer de forma constante, o que representa uma diferença visível relativamente ao treinador da época passada. O FC Porto conseguiu dominar praticamente o jogo todo.
- Souza fez uma óptima exibição e coloca-se como o natural sucessor do desastrado Fernando. Ao longo de todo o jogo demonstrou boa capacidade de colocação, boa capacidade de passe curto e mais longo, pulmão e muita confiança.
- Fucile está grande forma, cheio de confiança a encher todo o seu corredor. E ainda rematou uma bola ao poste.
- Otamendi mostrou-se seguro.
- Hulk continua a ser o monstro do costume com sprints, dribles, remates e assistências.
- Kléber é mesmo um ponta de lança.
- Lisandro marcou um golo (golaço) ao FC Porto e não festejou, baixou a cabeça.

Depois, inevitavelmente, as coisas más:
- O jogo acabou por ser uma vitória moral, pelo volume e qualidade do jogo criado e pelos erros defensivos que ditaram a derrota. Maicon esteve mal, Rolando também e, Fernando, mais uma vez, tem responsabilidades em golos sofridos.
- Não temos capacidade concretizadora para o caudal ofensivo criado pela equipa.
- Alguns jogadores tardam em provar a sua valia, como é o caso do Djalma que é esforçado, joga e posiciona-se bem mas tem imensas dificuldades para marcar golo ou fazer boas assistências. Parece sofrer do Síndrome Fernando Mamede.
- É neste momento mais que óbvio que precisamos de um defesa central e de um trinco que possa substituir Souza. Maicon e Sereno não têm qualidade para serem titulares em jogos importantes e Rolando teima em dar erros defensivos de principiante.
- Fernando tem de ir embora urgentemente. Na final da Liga Europa ofereceu um golo que o Braga desperdiçou, na final da Taça ofereceu um penalty ao Guimarães, no jogo de preparação contra o Rio Ave ofereceu outro golo e no jogo de ontem voltou a oferecer um golo ao adversário. Ele acha que está na altura de “dar o salto”. Eu também. Está na altura de dar o salto para fora do Dragão. Urgentemente.
Gostaria que este treinador trabalhasse mais a vertente emotiva dos jogadores porque essa será essencial para conseguir transformar (i) o jogo ofensivo em golos e (ii) os erros defensivos em lances seguros. Não gostaria nada que este fosse o treinador do bom futebol e das vitórias morais. No próximo fim-de-semana veremos o primeiro acto.


