Mostrar mensagens com a etiqueta Kelvin. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Kelvin. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SMS do Dia

O anunciado empréstimo do Kelvin a um clube brasileiro, não tem ponta por onde se lhe pegue. Sabendo-se que nestes casos, é habitual ser o Porto a arcar com os salários, não havia um - um! - clube português que quisesse os préstimos do jogador? Nem unzinho?

sábado, 3 de janeiro de 2015

O mercado dos emprestados

Tiago Rodrigues (ex-Vitória Guimarães), que jogou a primeira parte desta época no FC Porto B, vai ser emprestado ao Nacional da Madeira.
Parece-me bem.

Olhando para outras hipóteses, referidas nos últimos dias…

O JOGO 28-12-2014 e 02-01-2015

Kelvin emprestado a um clube brasileiro.
Parece-me mal. Kelvin precisa de “crescer” como homem, amadurecer como jogador, melhorar a sua cultura táctica e o Brasil não é o melhor sítio para isso. Um clube europeu seria muito melhor.

Diego Reyes e o interesse do Parma.
Parece-me muito bem. Reyes precisa de jogar com regularidade para evoluir (o campeonato italiano é muito exigente do ponto de vista defensivo) e, nesta altura, é o 4º defesa-central do plantel principal. Além disso, se necessário, Lopetegui poderia recorrer a Igor Lichnovsky, jovem internacional chileno que joga na equipa B.

Daniel Opare.
Parece-me bem que o internacional ganês seja emprestado, se possível a um clube que pague o seu ordenado. Para Lopetegui, a alternativa a Danilo é Ricardo Pereira. Ponto final.

O JOGO, 03-01-2015

Ricardo Nunes e o interesse da Académica.
Parece-me bem o empréstimo, se possível a um clube que pague o seu ordenado. Com a recuperação plena do Helton, não faz sentido o plantel principal manter quatro guarda-redes.

sábado, 22 de novembro de 2014

As “más” decisões de jogadores “irresponsáveis”

O JOGO, 19-11-2014
Há portistas que não gostam do Ricardo Quaresma, entendem que não tem lugar no plantel do FC Porto e, inclusive, contestam a sua utilidade para a equipa (nem que seja como “arma secreta”, nos últimos 20-25 minutos dos jogos) recorrendo, para isso, a todo o tipo de argumentos.

Desde a estafada tese do “mau balneário”, à falta de “critério”, passando pela estatística dos “bons” e “maus” cruzamentos, valeu (vale) quase tudo para denegrirem o que o mustang, com ares de Harry Potter, faz em campo.

Uma das críticas mais frequentes, que esses críticos de Quaresma lhe fazem, é baseada na tese das más decisões.

Cruzou para a cabeça de Ronaldo, mas foi o defesa dinamarquês que fez autogolo e, por isso… blá, blá, blá.

Cruza, perdão, “bombeia” muitas vezes para a área, mas mesmo quando resulta em golo, Quaresma não devia ter cruzado porque, perante a posição dos defesas versus a movimentação dos avançados, conclui-se que… blá, blá, blá.

Rematou, a bola passou por baixo do guarda-redes do Athletic e entrou, mas Quaresma não devia ter rematado, porque o Brahimi fez um movimento interior e… blá, blá, blá.

Ontem, o jornal Record publicou uma extensa entrevista de Vítor Pereira.

Ao ler, nessa entrevista, o que o ex-treinador do FC Porto disse acerca do golo do Kelvin (num célebre FC Porto x SL Benfica), não pude deixar de pensar no “clube de críticos do Quaresma”.

[Vítor Pereira]: Pensava-se que já não ia acontecer nada e aconteceu tudo. E aquele menino, se fosse responsável, tinha cruzado em vez de rematar (risos). Portanto, naquela altura era preciso aquilo: um bocadinho de irresponsabilidade.

Kelvin, FC Porto x SL Benfica (2-1) da época 2012/2013

[Record]: Foi isso que lhe pediu no momento da substituição?

[Vítor Pereira]: Claro que sim. Era o que estava a faltar. Por isso é que eu digo: ser treinador tem muito de racional, mas também de intuitivo. E até de espiritual. (…) o Kelvin, porque é irreverente, capaz de pegar na bola, sair num 1x1 e… dar qualquer coisa. Foi o que aconteceu.

Vítor Pereira e Jorge Jesus, após a "irresponsabilidade" de Kelvin


Irreverência, capaz de pegar na bola, sair num 1x1, um bocadinho de irresponsabilidade são tudo coisas que também poderiam ser ditas em relação a Quaresma.

A mensagem (ensinamento) de Vítor Pereira é que há determinados jogos, ou momentos dos jogos, em que as equipas precisam de outro tipo de soluções, entre as quais, recorrer a jogadores com estas características.

Mas, claro, a competência e currículo de Vítor Pereira, não se compara com a de alguns “especialistas” sem rosto (com “formação na área”…) que, do alto da sua sapiência, usam “blogues laterais” para doutrinar o povo…

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os 20 de Lopetegui


Com o plantel quase todo disponível – as excepções são os lesionados Helton (fez treino condicionado e trabalho de ginásio) e Opare (tratamento) – Lopetegui escolheu os seguintes 20 jogadores para o importantíssimo jogo em Lille, da primeira mão do play-off da Liga dos Campeões:

Fabiano, Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Reyes, José Ángel, Casemiro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Evandro, Brahimi, Quintero, Ricardo, Quaresma, Jackson Martínez, Tello e Adrián López.

De fora, para além de Helton e Opare, ficaram mais cinco jogadores:

Ricardo Nunes – Na hierarquia da baliza é o 3º guarda-redes. Penso que seria útil que continuasse no plantel, pelo menos até Dezembro e depois, em função do estado da recuperação do Helton, seria tomada uma decisão.

Marcano – Chegou mais tarde e, nesta altura, é o 4º defesa-central para Lopetegui.

Carlos Eduardo – A concorrência é grande (o plantel tem muitos médios de qualidade) e, segundo a comunicação social, o próprio tem consciência disso e pretende sair para jogar com regularidade.

O JOGO, 19-08-2014

Kelvin – Depois de Vítor Pereira, Paulo Fonseca e Luís Castro, parece que o homem do “Minuto 92” também não convenceu Lopetegui. Não sei se tem cabeça (profissionalismo, maturidade, atitude, etc.) para, algum dia, ser jogador de futebol. Penso que lhe faria bem um empréstimo a um clube estrangeiro, que o fizesse sair da sua zona de conforto e o obrigasse a “crescer”.

Sami – Se Tello e Adrián López ficaram de fora do onze inicial que alinhou contra o Marítimo era (é) previsível que Sami não ia ter vida fácil.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Tirar de letra


Apesar de uma política de compras, até ao momento, de difícil compreensão (mesmo que os "emprestados" resultem em cheio, o que deles restará daqui por um ano?) e do inacreditável empréstimo/venda de Tozé, é no entanto verdade que Lopetegui tem dado, aqui e ali, sinais de que não se trata de um treinador qualquer.
A instalação da torre para filmagem dos treinos e as suas palavras aquando do primeiro dia de trabalho e também durante a festa de apresentação dos equipamentos, mostram um técnico que não vai nem pelo óbvio nem pelo caminho mais fácil. Existe ali uma profundidade, uma não-banalidade, que esperemos que dê os seus frutos.

Seguiu-se a mão paternal no ombro de Kelvin, na imagem mais marcante e simbólica, até ao momento, da presente pré-temporada. Lopetegui sabe ou acabará por descobrir, que não é "letra" que o FCP precisa do pão para a boca de jogadores que não fujam nem se escondam, comodamente, durante as partidas mesmo que, oh juventude!, exagerem algumas vezes.

Madjer era acusado de ser individualista, Domingos era "brinca-na-areia", Hulk levava muitas vezes a bola para casa e Quaresma, então, basta ainda passar num qualquer Domingo destes pelo Dragão...
E, no entanto, são eles o melhor que o nosso futebol tem.
Kelvin não joga tanto como qualquer um deles e, provavelmente, nunca o fará mas tem a dose divina de "loucura" de, ao minuto 92 de uma partida de vida ou morte, não passar para trás nem para o lado.
Jogadores destes são para guardar e acarinhar.

Perigosos, pelo contrário, são aqueles que parece que não matam uma mosca e, de um momento para o outro, agora sim num acto de loucura sem aspas, entram com o pé a matar e com isso atiram para o lixo o trabalho de meses dos colegas e partem também os sonhos aos adeptos.

Mister, estas sim, são as "tonterias" a que é preciso estar atento.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As alas são um problema?

O JOGO, 06-01-2014

7 portistas que podem jogar na ala: Quaresma, Varela, Licá, Kelvin, Josué, Ricardo e Quintero.
O JOGO, 06-01-2014

«(…) Varela está em grande. E Kelvin finalmente conta. Licá é o extremo portista que melhor defende (…) Meia época depois, os extremos já não são um problema do FC Porto. (…)
André Morais, O JOGO, 06-01-2014


Para além dos sete jogadores referidos por O JOGO que, esta época, já jogaram nas alas (nos casos de Josué e Quintero, num posicionamento e movimentação parecidos com o de James na época passada), há ainda Ghilas, o qual, conforme se viu no último jogo (FC Porto x Penafiel, para a Taça da Liga), também poderá ser uma alternativa, numa lógica semelhante à de Derlei em 2002/03 ou de Lisandro em 2005/06.

Olhando para estas oito opções, o mais provável é que Paulo Fonseca opte por Varela e Quaresma que, juntamente com Jackson, deverão formar o trio de ataque que irá ser mais utilizado na 2ª volta do campeonato.

A confirmar-se este cenário e atendendo às características deste lote de jogadores, Kelvin poderá ser uma alternativa a Quaresma (o extremo titular mais tecnicista) e Ghilas uma alternativa a Varela (o extremo titular mais possante).

E Licá?
Licá brilhou na época passada ao serviço do Estoril, mas parece-me ser um jogador que muito dificilmente encaixa no 4-3-3 tradicional do FC Porto. Isto porque, não sendo um jogador tecnicista (tem muitas dificuldades nos duelos um-contra-um) e não sendo um jogador possante, Licá é um jogador que necessita de espaço para potenciar o seu futebol.
Ora, não havendo espaço no relvado para as “cavalgadas” de Licá, penso que o ex-estorilista também irá perder espaço nas convocatórias de Paulo Fonseca.

Quanto às restantes duas opções – Josué e Quintero – o seu lugar natural é no meio e não nas alas, possivelmente como alternativas ao Carlos Eduardo (ou vice-versa).

Seja como for, não me parece que as alas sejam um problema.

Precisamos, isso sim, que Paulo Fonseca estabilize um onze com todos os jogadores nas suas posições naturais e que saibam interpretar o modelo de jogo idealizado pelo treinador. Matéria-prima não falta.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Há treinos mais exigentes

FC Porto x Atlético (foto: LUSA)

Após 23 jornadas, o histórico Atlético soma apenas 18 pontos (os mesmos do último classificado) no campeonato da II Liga e ocupa o 21º lugar a 23 pontos do FC Porto B! Por isso, antes deste jogo, as expectativas não eram muitas, a começar pelo seu treinador (o célebre professor Neca...), nesta deslocação ao Estádio do Dragão.

Mas se não seria de esperar uma grande oposição da equipa lisboeta, tudo se tornou ainda mais fácil quando o guarda-redes do Atlético, de seu nome Leão, permitiu o 1º golo dos dragões sofrendo um peru monumental.

A partir daí, com o destino do jogo traçado, foi um passeio tranquilo que terminou com o 6-0 final, o que permitiu a Paulo Fonseca gerir os convocados para este desafio a seu belo prazer.

Perante adversário tão fraco, a jogar numa espécie de 4x6x0 ("só temos um ponta-de-lança, o Rui Varela, e não o utilizei para não haver desgaste ou cansaço", professor Neca), não dá para tirar grandes conclusões (por exemplo, acerca do defesa central mexicano Diego Reyes), mas gostei de ver o Ricardo a lateral direito durante 90 minutos e de rever o virtuosismo do "malabarista" Kelvin, coroado com um golo.

De resto, penso que para Paulo Fonseca o mais importante foi que ninguém se tenha lesionado e ter podido gerir os minutos de utilização de jogadores - Alex Sandro, Danilo, Lucho, Jackson - que serão cruciais para a batalha da Luz no próximo fim-de-semana.

Só foi pena que o certificado internacional do Quaresma não tenha chegado a tempo, porque dificilmente se arranjaria um adversário melhor para o ex-jogador do Al-Ahli ganhar algum ritmo de jogo.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Outro caso Iturbe? Não, obrigado!

Eu sou dos que acha que o Quintero tem o potencial para ser um grande jogador. O Iturbe também o tem. Aliás, demonstrou-o na pré-temporada (fui um dos melhores) e tem-no demonstrado numa Serie A que não costuma dar muitos espaços e facilidades a jogadores habilidosos como o argentino. Foi lá que vi o Quintero no ano passado, com o Pescara, e como sucedeu com o Alexis Sanchez, por exemplo, chamou-me a atenção a forma como encarava sem medo os defesas. Parecia um jogador com uma mentalidade muito diferente daqueles que chegam directamente da América do Sul. Como James. Ou como Iturbe.

E no entanto a fórmula repete-se.
Durante este ano o colombiano teve algumas oportunidades - algumas, não muitas é certo - e salvo momentos de destelhos de pura classe, esteve uns furos abaixo do que eu pensava que podia fazer. Pagou inevitavelmente o preço de um meio-campo descosido. De um treinador sem ideias, medroso e incapaz de por as peças no seu respectivo lugar. Faltou-lhe, sobretudo, uma voz tranquila a dizer-lhe ao ouvido que estivesse tranquilo. Um lider!
Também lhe faltou em campo um Carlos Eduardo com quem associar-se e, sobretudo, pesou-lhe o facto de muitos olharem para ele como o salvador da pátria demasiado cedo. O James só se tornou realmente importante no onze do FC Porto ao ano e meio de ter chegado. A Quintero pedia-se logo que fosse o jogador que ainda não pode ser. E com a instabilidade na equipa, as ideias trocadas do treinador - esse meio-campo desastroso - o promissor Quintero passou a ser o suplente Quintero. E de suplente passou a pedir para jogar pela equipa B para não perder a forma. Porque vestir a camisola principal, nem a feijões.


Não estranha portanto que a sua situação se comece a parecer, assustadoramente, à de Iturbe.
Hoje (ontem?) o colombiano declarou que o clube precisa de encontrar uma solução em Janeiro porque há Mundial, a Colombia tem muita esperança na sua selecção e ele tem sido convocado regularmente mas não é a única, nem a principal, opção de Pekerman. Quintero quer ir ao Brasil mais do que qualquer coisa e sabe que para isso precisa de jogar e mostrar o que vale. É lógico. Uma ambição natural a qualquer futebolista. Provavelmente alguém lhe prometeu isso mesmo em Julho, quando assinou, depois de um enorme Mundial sub-20 onde foi, com Pogba e Bruma, o melhor jogador do torneio. Os outros dois devem ter o seu lugar no Mundial cativo. Ele está a sofrer com o descontrolo emocional e táctico do seu treinador.

Tal como Iturbe, outro peso-pluma talentoso, a falta de minutos deixa Quintero nervoso. São jogadores que chegam ao FC Porto com a promessa de futebol de Champions, de minutos, de um nível de exigência inferior ao de outras equipas e de tempo e espaço para brilhar, crescer e dar o salto. Nós sabemos isso, os dirigentes sabem isso e os jogadores também. São as regras do jogo.
Mas sem jogar - ou jogando o que eu começo a chamar de "minutos Fonseca", os minutos que não contam para ninguém - e ainda para mais vendo que dele esperam o que ninguém lhes pediu ao chegar, estes jogadores assustam-se. Querem ir para outro lado onde as promessas sejam reais. Onde joguem sem pressão. Mas joguem. Iturbe demonstrou-o quando voltou ao River Plate e tem-no demonstrado agora em Verona. Enquanto isso nós resgatamos um Quaresma que há três anos que acabou para o futebol de topo. E agora podemos correr o mesmo risco com Quintero. Deixa-lo sair para que o colombiano jogue é abrir-lhe a primeira porta de saída. Imediatamente depois de ter chegado.


Não faz qualquer sentido.
Quintero tem de começar a ter o seu espaço na equipa. Tem classe e talento suficiente para jogar onde o faz Licá ou Varela, como sucedeu com James quando chegou ao Dragão. Com um Carlos Eduardo a patrulhar o meio-campo no lugar que Fonseca imaginou (mal) que era o de Quintero, e com um conjunto mais organizado e estruturado, estão postas todas as condições para que o jogador mostre todo o seu valor. E nós precisamos de jogadores como ele. Não só para manter em activo o nosso modelo de negócio mas para ganhar em campo, com classe e gerando ilusão nos adeptos.

Iturbe pode, por motivos extra-desportivos, não ser recuperável para o FC Porto. É uma pena. Kelvin corre o risco de ser tratado como foi Atsu, extremos com potencial mas que não são devidamente valorizados e que acabam por ser ostracizados sem que as pessoas que dirigem o clube (staff técnico) se lembrem que são miúdos que estão a começar as respectivas carreiras e têm (e devem) cometer erros para crescer. Quintero não pode engrossar esta lista. Não pode ser outro caso Iturbe. Espero que em Janeiro esteja no Dragão, de corpo e alma, e com a confiança necessária que necessita para ser o jogador influente que todos esperamos numa segunda metade de época que promete ser equilibrada até ao último segundo!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Inflexível até ao fim?


"Tenho de continuar a acreditar nas minhas ideias. Não acredito em mudanças repentinas ou momentâneas. Quando mudamos as coisas, tudo tem de ser trabalhado. Não prevejo muitas alterações porque é nisto que eu acredito.
(…)
Os jogos são todos difíceis. Quero ver um Porto determinado, concentrado e ambicioso. Estamos focados no que temos de melhorar. Acredito que a equipa vá dar uma boa resposta. Queremos reforçar o nosso primeiro lugar."

Paulo Fonseca, 29-11-2013 (na antevisão ao jogo Académica x FC Porto)


Aquilo que já toda a gente viu, menos o treinador: o modelo táctico que Paulo Fonseca anda a tentar implementar desde o início da época não funciona.

Em primeiro lugar, porque a colocação de um jogador ao lado de Fernando para formar um “duplo pivot” confunde e tira efectividade à acção do Polvo, que sozinho com os seus tentáculos consegue anular a maior parte das investidas do adversário. Nesta equação do meio campo é importante referir também a enorme falta que João Moutinho faz à equipa do FC Porto. Sem o box-to-box e com o seu substituto sempre “amarrado” a Fernando e sem a mesma capacidade técnica do agora jogador do Mónaco, o FC Porto não consegue sair a jogar e, são invariavelmente os defesas centrais quando pressionados pelos adversários, que mandam “chutão” para a frente. Além disso, Lucho Gonzalez está sempre 20 metros à frente de onde devia jogar (ou pelo menos começar a jogar), quase numa posição de apoio ao ponta-de-lança. Com o desenrolar do jogo e as evidentes dificuldades da equipa em sair a jogar, Lucho acaba por se ver forçado a recuar para vir buscar jogo e ensaiar passes de calcanhar que muitas vezes dão perdas de bola. Não há futebol apoiado e solidário, nem dinâmicas, nem sequer um modelo de jogo.

Em segundo lugar, o sector defensivo tem estado muito mais inseguro que no passado, com os mesmos jogadores mais desconcentrados e a cometerem erros infantis com graves consequências. Grande parte desta mudança é uma consequência do estilo táctico que o treinador quer implementar. Fernando perde referência com outro jogador a seu lado e é obrigado, pela primeira vez desde que chegou ao FC Porto, a pensar o jogo ofensivo da equipa quando a sua missão sempre foi a de recuperar bolas e entrega-las aos colegas o mais rápido possível. Não tendo ninguém a quem passar a bola (ainda por cima todos parecem esconder-se) e com Lucho muito mais à frente, Fernando (ou o outro médio, seja Defour ou Herrera) passa a bola para trás obrigando os defesas centrais ao trabalho que deveria ser feito pelos médios e laterais. Os adversários aperceberam-se disso e colocam 3 a 4 jogadores a pressionar a defensiva portista. Daí ao pânico generalizado é um pequeno passo.


Em suma, o cerne do problema táctico está no posicionamento de Fernando e de Lucho Gonzalez. A solução a curto prazo seria voltar de imediato a um 4-3-3 clássico, com extremos rápidos como o Kelvin, por exemplo (o tal que na opinião de Paulo Fonseca não faz o suficiente nos treinos), com o Polvo sozinho no papel de trinco e com Lucho mais recuado com o mesmo papel de outros tempos. Mas este é apenas um dos muitos problemas que Paulo Fonseca não tratou de acautelar e foi empurrando até ao limite. Entretanto os jogadores perderam a confiança no líder, estão altamente desmotivados, arrastam-se em campo, e têm tido um comportamento pouco profissional e até indigno da camisola que vestem.

O treinador queixa-se da qualidade dos extremos, tendo já sido noticiado o regresso de Quaresma… No início da época PF dispensou Iturbe (ou terá sido Antero Henrique?), que tinha sido apenas um dos melhores jogadores da pré-época (e tem 'facturado' com frequência pelo Verona) e praticamente não tem dado hipóteses a Kelvin, constantemente relegado para a equipa B. As últimas exibições do FC Porto demonstram uma equipa sem profundidade nas alas, que afunila o jogo pelo miolo e que não tem rapidez para fazer transições ofensivas, preferindo parar o jogo e devolver para trás para (mais) uma troca de bolas entre os defesas centrais. É ridículo!

É necessária uma mudança urgente de Paulo Fonseca. Outros no passado também se renderam às evidências. Lembram-se certamente de Co Adriaanse, que depois de um empate em Vila do Conde e de sofrer grande ‘contestação’, alterou o esquema táctico colocando Paulo Assunção a fazer de pivot e central em situações ofensivas e defensivas, respectivamente, arrancando em definitivo para o título de Campeão. Poderá não ser assim desta vez, mas pelo menos Paulo Fonseca deveria esgotar todas as possibilidades à sua disposição, porque se está a fazer tarde.

sábado, 16 de novembro de 2013

10 anos, 10 jogos no Dragão

Faz hoje 10 anos que o Estádio do Dragão foi inaugurado (no dia 16 de Novembro de 2003) e em que um tal de Lionel Messi se estreou pela equipa principal do FC Barcelona.

Eu fui um dos cerca de 52 mil privilegiados cujo nome ficou numa placa no Estádio do Dragão para a posteridade mas, ao longo destes 10 anos, viveram-se muitos outros momentos de gloria portista, naquele que é o mais belo, funcional e eficiente estádio português.

Qual o jogo mais marcante em cada uma destas 10 épocas?

A minha escolha é a seguinte:

Época 2003/04 (fonte: zerozero)

25-02-2004, FC Porto x Manchester United (2-1), [oitavos-de-final da LC 2003/04]

Época 2004/05 (fonte: zerozero)

07-12-2004, FC Porto x Chelsea (2-1), [fase de grupos da LC 2004/05]

Época 2005/06 (fonte: zerozero)

22-03-2006, FC Porto x Sporting (1-1, +g.p.), [meia-final da Taça Portugal 2005/06]

Época 2006/07 (fonte: zerozero)

28-10-2006, FC Porto x Benfica (3-2), [campeonato nacional 2006/07, jornada 8]

Época 2007/08 (fonte: zerozero)

05-03-2008, FC Porto x Schalke 04 (1-0, +g.p.), [oitavos-de-final da LC 2007/08]

Época 2008/09 (fonte: zerozero)

15-04-2009, FC Porto x Manchester United (0-1), [quartos-de-final da LC 2008/09]

Época 2009/10 (fonte: zerozero)

02-05-2010, FC Porto x Benfica (3-1), [campeonato nacional 2009/10, jornada 29]

Época 2010/11 (fonte: zerozero)

07-11-2010, FC Porto x Benfica (5-0), [campeonato nacional 2010/11, jornada 10]

Época 2011/12 (fonte: zerozero)

05-05-2012, FC Porto x Sporting (2-0), [campeonato nacional 2011/12, jornada 29]

Época 2012/13 (fonte: zerozero)

11-05-2013, FC Porto x Benfica (2-1), [campeonato nacional 2012/13, jornada 29]


Algumas curiosidades:

- O FC Porto disputou 221 jogos oficiais e 15 particulares. (fonte: JN)

- Nos 221 jogos oficiais, o FC Porto obteve 167 vitórias, 34 empates e 20 derrotas. (fonte: O JOGO)

O JOGO, 16-11-2013

- Só houve duas épocas em que o FC Porto não perdeu qualquer jogo oficial disputado no Estádio do Dragão: na época de estreia, com José Mourinho, e na época passada (2012/13), com Vítor Pereira.

- O Estádio do Dragão é quase uma "fortaleza inexpugnável", mas a época 2004/05 foi anormal e contrariou esta tendência. Em 21 jogos oficiais, registaram-se 8 vitórias, 9 empates e 4 derrotas dos azuis-e-brancos!

- Os melhores marcadores no Dragão: Hulk, 46 golos (2 em jogos particulares); Falcao, 40 golos; Lisandro Lopez, 38 golos (2 em jogos particulares).


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pelo rigor dos factos

Autor: João Saraiva


A gente ouve pela 1.ª vez e pensa que é só dessa vez - que foi um mero engano.

A gente ouve pela 2.ª vez e começa a estranhar.

A gente ouve pela milésima vez e há que dizer basta!

O golo do Kelvin não foi ao minuto 92! Repito: NÃO foi ao minuto 92.

Eu sei que já se fizeram cânticos, o Presidente já o repetiu n vezes - acabo de ouvi-lo mais uma vez, toda a gente o repete. Mas Goebbels já se foi e era uma besta.

Um momento daqueles tem que ficar registado na história com rigor.

O golo do Kelvin foi ao minuto 91.

Quando a bola entra na baliza o relógio marca 90:57.


Portanto o golo é marcado no minuto 91! Repito: Minuto 91.

Chamem-lhe preciosismo, mas não quero saber. Eu chamo-lhe rigor dos factos.

O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.
O minuto Kelvin é o minuto 91.


ps: Isto considerando a "norma" de que o minuto 90 corresponde ao minuto 45 da 2.ª parte, que por consequência o 91' corresponde ao 1.º minuto de descontos da 2.ª parte, o 92' ao 2.º minuto de descontos, e por aí fora.
Se fossem considerados os 1m 58s de descontos da 1.ª parte, o golo seria então aos 92:55 de tempo corrido e portanto ao minuto 93 de jogo. Ou seja, por aqui também estava incorrecto dizer minuto 92. Mas não é de todo esta a "norma".

ps2: já agora, no jogo seguinte o adversário sofreu o golo aos 92:13, portanto no minuto 93. Pelo que o trauma do minuto 92 é mais um mito criado.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Quebrar a doutrina da ordem


A importância e responsabilidade do treinador têm vindo a crescer. Os estudos de todo o tipo, visando melhorar o comportamento individual e colectivo dos atletas, exige uma formação multidisciplinar dos técnicos, que ficam obrigados a dominar no cabal cumprimento das áreas de treinamento e gestão de recursos humanos. José Maria Pedroto foi o percursor do sistema, Artur Jorge acrescentou-lhe novas valências, neste país à beira mar plantado.

Apesar do indiscutível progresso, os fundamentos do futebol pouco mudaram, ao contrário do que aconteceu em quase todas as outras modalidades colectivas. Em  oposição a esse conservadorismo, a retórica actual tende a comentar as nuances do desporto-rei como se de uma ciência se tratasse. Nota-se essa tendência na rebuscada forma de explicar o jogo como uma mera sucessão de efeitos produzidos em função de opções previamente estudadas, escolhidas, treinadas e esquematizadas, com o rigor que uma operação de exigência máxima reclama e que inclui um plano B se ocorrer algum acidente de percurso perverso. Há um exagero na determinação dessa relação causal, porque o jogo não bate assim e os pequenos detalhes provocam os maiores acidentes, frequentemente.


Um programa da Sportv (da rúbrica Reportv) tratou um pouco do regresso às origens do futebol, e cuja visão recomendo vivamente. Destaco alguns tópicos que tirei do programa: O futebol de rua ou a Rua dentro dos clubes; A formatação em vez de formação; Formatação, cedo demais; Os treinadores não falam para os atletas perceberem o caminho por si; Descobrir o artista que vive no jogador; Criação de contextos favoráveis ao crescimento individual; Desenvolvimento à procura de novos talentos; A trivela de Quaresma estava do lado errado da ordem; Quebrar a doutrina da ordem.
Luís Castro foi um dos rostos desse programa que encontrou outros técnicos com ideias muito interessantes. A ver!


Paulo Fonseca resolveu não quebrar a doutrina da ordem e deixou Kelvin de fora dos 21 escolhidos para a CL. Sei que não faltarão as inteligentes e verdadeiras  explicações dadas ao atleta e ao público para demonstrar e validar as vantagens da (sua) opção. Não me conformo e acho um perfeito disparate. Foi ele (Kelvin) com a sua “desordem” que desmanchou o imbróglio e resolveu o campeonato da época passada. O FCP não pode desistir de Kelvin, mas com esta opção poderá tê-lo perdido. Não podemos vulgarizar a importância daquele minuto 92 e um gesto vale mais que mil palavras. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Os 21 de Paulo Fonseca

Fechada a janela do mercado de transferências (pelo menos para os principais mercados) e resolvidos os casos de Rolando, Castro, Sereno, Atsu, Tiago Rodrigues e Abdoulaye (pelos vistos, Kléber não se importa de ficar a treinar juntamente com a equipa B...), o plantel principal foi significativamente reduzido para um número mais perto do pretendido por Paulo Fonseca. Contudo, dos 24 jogadores do plantel principal, apenas 21 puderam ser integrados na lista A de inscritos na Liga dos Campeões 2013/14, a qual, na passada terça-feira, foi enviada para a UEFA.

Lista A:
Guarda-redes: Helton e Fabiano
Defesas: Maicon, Alex Sandro, Fucile, Otamendi, Danilo, Mangala e Reyes
Médios: Defour, Josué, Herrera, Fernando, Lucho, Izmailov e Quintero
Avançados: Ricardo, Licá, Varela, Ghilas e Jackson

A juntar à lista A, a lista B inclui mais 22 jogadores jovens da formação azul-e-branca, os quais poderão ser chamados numa qualquer eventualidade:
Kadú, David, Tiago Ferreira, Mikel, Tomás, João Costa; Caio, Frederic, Tozé, Rafa, André Silva, Gonçalo, Belinha, André, Nancassa, Graça, Bruno, Francisco, Vítor, Marcelo, Mata e Ivo.


O principal destaque da lista A foi a ausência de Kelvin, a qual motivou diversos comentários e títulos nos jornais.
De facto, na parte final da época passada, Kelvin ganhou algum espaço no lote dos habituais 18 convocados e foi mesmo o “herói” em dois jogos decisivos contra o SC Braga e o slb. Naturalmente, isso fez com que o jogador tivesse expectativas mais elevadas para esta época, chegando a dizer publicamente que queria ter mais oportunidades para jogar.

O JOGO, 23-06-2013

Contudo, as expectativas de Kelvin não se concretizaram e, pelo menos até Dezembro, parece certo que não será uma aposta de Paulo Fonseca. Para jogar nas alas, o novo treinador do FC Porto já fez as suas escolhas e, por aquilo que se percebe, prefere Licá, Varela, Ricardo e Josué.
A questão que se coloca é se, perante isto, não teria sido melhor emprestar Kelvin a um clube da I Liga, de modo a que ele pudesse jogar com regularidade?
Aliás, o próprio jogador, na entrevista ao jornal brasileiro 'Gazeta do Povo', afirmou que não se oporia a um cenário destes.

Quem também fica de fora é Bolat (o terceiro guarda-redes será Kadú) e Carlos Eduardo, apesar dos bons indicadores que este médio de ataque brasileiro deu nos jogos da equipa B em que já actuou.

Cheguei a admitir a hipótese de ser Diego Reyes a ficar de fora da Lista A e o 4º defesa-central (que raramente joga na LC) ser Tiago Ferreira, mas Carlos Eduardo não tem o mesmo estatuto do defesa-central mexicano e, além disso, concorre com Lucho, Quintero e, talvez, com Izmailov, o que, convenhamos, não lhe facilita a vida.

Seja como for, à partida, parece-me um lote de jogadores mais forte e equilibrado do que na época passada, mas a prova dos nove será feita dentro do campo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MST, o cruzado anti-VP

Após três anos de sucessos (no primeiro ano como treinador-adjunto de André Villas-Boas), a Administração da FC Porto SAD decidiu não renovar o contrato do treinador Vítor Pereira (VP).
Por sua vez, o treinador espinhense (mas portista de coração), decidiu continuar a sua carreira longe de Portugal, na Arábia Saudita.
A época 2013/14 arrancou no início de Julho e no comando técnico da equipa do FC Porto está Paulo Fonseca, ex-treinador do sensacional Paços Ferreira 2012/13.
Durante a pré-temporada, a equipa disputou uma série de jogos em diferentes países (Holanda, Bélgica, Venezuela, Colômbia, Inglaterra e Portugal) e o novo treinador pôde observar um plantel de cerca de 30 jogadores, que a SAD colocou à sua disposição.
O 1º jogo oficial foi a Supertaça Cândido de Oliveira, disputado no dia 10 de Agosto.
O campeonato nacional arrancou no passado fim-de-semana e começam a ser notórias as escolhas de Paulo Fonseca, quer em termos de modelo de jogo, quer em relação aos jogadores com que conta para o pôr em prática.

Perante tudo isto, faz algum sentido que alguns portistas analisem os jogos do FC Porto desta época, continuando a ter como alvo o ex-treinador Vítor Pereira?
Entre estes portistas está o Miguel Sousa Tavares (MST), cujo comportamento em relação a Vítor Pereira é já um caso patológico.

(Miguel Sousa Tavares, A Bola, 15-01-2013)

De facto, apesar de Vítor Pereira ter deixado de ser treinador do FC Porto há mais de três meses, MST parece que ainda tem contas a ajustar com o homem que contrariou as suas “sábias” profecias, tendo ganho dois campeonatos em duas épocas (o último dos quais invicto!) e, semanalmente, nas suas crónicas em A Bola, continua com uma inexplicável cruzada anti-VP.

«Espero que Paulo Fonseca medite no exemplo de Vítor Pereira, na época passada: também ele encostou o Atsu, descartou o Iturbe e renunciou a apostar no Kelvin. Imaginou poder ganhar o campeonato com o Varela e foi só quando se viu a perder em Braga a dez minutos do fim que lançou o Kelvin – e ele respondeu com dois golos, que viraram o jogo e mantiveram o Porto na luta. É claro que, como represália, na semana seguinte Vítor Pereira sentou o Kelvin no banco e o mesmo fez no jogo do título, contra o Benfica. Mas de novo, vendo-se empatado e a patinar no jogo, lá soltou o Kelvin outra vez a dez minutos do fim... e aconteceu o que se sabe. Foi o Kelvin quem ganhou o campeonato para o Vítor Pereira. Ganhou-o apesar do Vítor Pereira.»
Miguel Sousa Tavares
in A Bola, 20-08-2013


Pouco há a dizer deste texto do MST, tamanha é a idiotice e até uma certa desonestidade intelectual que o mesmo revela. Mas vale a pena comentar algumas afirmações e corrigir evidentes falsidades.

Pelas razões que são conhecidas, Atsu foi encostado esta época; com Vítor Pereira jogou em 32 (trinta e dois!) dos jogos oficiais disputados pelo FC Porto na época passada.

Em relação a Iturbe, antes de atirarem pedras, convinha que os portistas se recordassem da sua atitude em campo quando teve oportunidades, das declarações que o amuado “novo Messi” fez para forçar a saída do FC Porto e das diversas declarações públicas que proferiu enquanto esteve emprestado ao River Plate.

(O JOGO, 21-06-2013)

Por que razão, esta época, Iturbe ainda não foi sequer convocado para jogos oficiais da equipa principal ou da equipa B? Será por ter sido "descartado" por Vítor Pereira? Ou é por ser um jogador problemático, que tem o rei na barriga?

Quanto à "renuncia" em apostar no Kelvin, felizmente que, ao contrário do MST, tivemos um treinador que percebe (e muito) de futebol e que soube gerir a utilização de um jovem talentoso de apenas 19 anos (nasceu a 1 de Junho de 1993) – 8 jogos na I Liga, 1 Taça Portugal, 3 Taça Liga e 13 na II Liga – contribuindo para o seu crescimento futebolístico.
Mais. Ter no banco um avançado com as características do Kelvin, que em alguns jogos pode funcionar como uma especie de “arma secreta”, é algo que nem sequer é inovador. Será que o MST se lembra do Juary?
E, já agora, eu bem sei que o MST é pouco dado a "pormenores", mas na sua cruzada anti-VP convém que tenha um mínimo de rígor. Foi no Estádio do Dragão e não no Estádio Axa, que o Kelvin, após ter substituído o capitão Lucho (com VP não havia "vacas sagradas") a 15 minutos do fim, marcou dois golos ao SC Braga.

Claro que dentro da lógica do MST, se fosse ele o treinador (Deus nos livre!), Atsu, Iturbe e Kelvin teriam todos feito parte das suas escolhas para o onze titular do FC Porto 2012/13. Atendendo à natural imaturidade e falta de cultura táctica destes três jovens jogadores, teria sido bonito...

E quem sairia para entrarem estes três jogadores, tão "desprezados" por VP?
Varela, um dos ódios de estimação de MST (lamentável a afirmação "... (felizmente, felizmente!) Varela lesionado..." que, a propósito do Vitória Setúbal x FC Porto, faz parte da sua última crónica publicada em A Bola), seria um deles.
E quem mais? James? Lucho? Pois, pormenores...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Danilo frenético na noite dos "golões"


Num jogo que acaba com quatro golos sem resposta, poucas dúvidas restam sobre a supremacia e justiça do vencedor. Em contraste com a insegurança que se viu na Venezuela, o FC Porto manietou do princípio ao fim o Millionarios, vincando de forma ainda mais robusta a sua marca por terras Colombianas. Danilo partiu a loiça com um hat-trick de nota máxima. Jackson picou o ponto com um golaço, numa equipa totalmente remodelada em relação ao último encontro.

Tal como o previsto, Paulo Fonseca voltou a baralhar e a dar. Uma nova equipa, mas com o mesmo sistema. Apenas Alex Sandro resistiu à titularidade num onze que se apresentava qualitativamente mais forte, tal como o adversário. Verdade no primeiro caso. Não tanto no segundo. O conjunto da Colombia nunca foi capaz perturbar a acção portista e nem a nossa equipa precisou de muito esforço para controlar a partida. Sempre em ritmo pausado a bola circulou até que as ocasiões de golo surgissem naturalmente.

Foi com essa premissa que os azuis e brancos chegaram à vantagem por volta dos 30 minutos. Uma excelente arrancada em diagonal de Danilo que viu caminho aberto até à baliza adversária. Era o início de uma noite de sonho do lateral brasileiro. Até aí o Porto controlava essencialmente em posse de bola. Castro e Josué entendiam-se relativamente bem sem terem grandes dificuldades para gerir o miolo. A retaguarda parecia mais segura, mas nunca foi posta à prova, verdadeiramente. Licá foi esforçado no apoio a Alex Sandro, mas pouco eficaz na construção.

No recomeço da 2ª parte Kelvin esteve perto marcar num bom trabalho individual. O “miúdo” interagiu bem com Danilo e tentou por diversas vezes flectir para o interior à procura de rupturas na defesa contrária. A equipa mantinha a mesma estrutura com que começara o encontro e Danilo também continuava de pé quente. Os dois golos de livre superiormente convertidos pelo nosso lateral garantem-lhe, para já, a liberdade de tomar a iniciativa neste tipo de lances.

A vantagem de 3 golos e a superioridade numérica em campo no número de jogadores cavou um fosso qualitativo ainda maior entre as duas equipas. Aproveitou Paulo Fonseca para descansar Alex Sandro, assim como dar minutos a Herrera, Reyes e Ricardo. Tudo era simples e parecia fácil. Menos os golos. Esses, todos eles eram de coeficiente de execução elevado. E para não destoar com a amostra, Jackson resolveu elevar a fasquia de Danilo com uma chapelada monumental.

A goleada estava consumada bem como a missão de charme e prestígio da marca FC Porto por terras sul-americanas. Os azuis e brancos venceram e animaram o público nos estádios. Os nossos adeptos estão contentes e confiantes. Mas falta agora um verdadeiro “teste” ao conjunto de Paulo Fonseca. Nos cinco encontros até agora realizados a nossa equipa ainda não puxada aos limites e estes oponentes da América do Sul ficam a anos-luz do que são as exigências do futebol Europeu. Na Emirates Cup, provavelmente, far-se-á exame.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O malabarista desbloqueou

(foto: LUSA)

60 ataques (contra 20 do SC Braga);
19 remates (contra 10 do SC Braga);
2 bolas nos postes da baliza de Quim (contra 0 do SC Braga);
70% de posse de bola;
mas foi preciso Vítor Pereira tirar um coelho da cartola e trocar el comandante por Kelvin, o malabarista, um "brinca na areia", para desbloquear um jogo que parecia caminhar irreversivelmente para mais um empate.

O FC Porto está a passar por uma fase dificil, com alguns jogadores cruciais - Jackson, James, Moutinho - algo distantes da sua melhor forma. Por isso, não estava à espera de uma exibição deslumbrante. Agora, do que eu não estava mesmo à espera, era de um SC Braga a jogar no estádio do Dragão com uma tática de equipa pequenina, com um onze inicial sem pontas-de-lança (Peseiro deixou dois no banco de suplentes), todos atrás da linha da bola e com um dos pretensos avançados da equipa bracarense - João Pedro - a jogar como 2º defesa-direito.

E a praga das lesões, que esta época tem assolado o plantel portista, continua. Maicon sofreu uma entorse no tornozelo direito (já é a sua 3ª lesão esta época!) e teve de ser substituído por Abdoulaye Ba, o qual entrou muito nervoso e cometeu alguns erros, logo sublinhados com assobios vindos das bancadas. Foi uma grande ajuda...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Crónica da tarde

O FCP vai jogar com o Gil Vicente, muito provavelmente sem Liedson. A dúvida principal é se vai iniciar o jogo com Defour, ou com um ala: Kelvin ou Sebá. Jaime Magalhães prefere Kelvin como primeira opção. Percebo: o FCP não pode desistir de aproveitar o miúdo, de potenciar a sua capacidade, criatividade e irreverência e ajudá-lo a enquadrar essas valências no colectivo.

Tal como tem ocorrido com a equipa B, é provável que com um Liedson (capaz) o FCP tenda a jogar em 4X4X2, uma vez que os nossos alas não são especialmente rápidos nem fortes no um contra um.

Espero um jogo complicado: o Gil tem um especial fervor quando joga com o FCP.
Vamos lá Porto.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Que alternativa para Atsu?


Christian Twasam Atsu está pré-convocado e tudo indica que irá fazer parte das escolhas do selecionador do Gana (Kwesi Appiah) para o CAN 2013, prova que irá decorrer na África do Sul, entre 19 de Janeiro e 10 de Fevereiro. Ora, como o estágio da Seleção do Gana começa no dia 2 de Janeiro, isso significará uma ausência que pode chegar às seis semanas (dependendo da fase da prova que o Gana atingir).

Até agora, Atsu foi utilizado em 21 jogos (8 vezes a titular e 13 a suplente), perfazendo 778 minutos de utilização, o que faz dele uma das escolhas mais frequente de Vítor Pereira para o trio de ataque (Varela tem mais minutos - 1123 - mas menos dois jogos).


A confirmar-se esta ausência, parece óbvio que a SAD terá de encontrar uma alternativa para as alas, porque uma equipa com as responsabilidades do FC Porto, e que joga num modelo em 4-3-3, não pode passar a contar unicamente com Varela e James (que já é uma adaptação) para as alas.

Possíveis soluções?

Kelvin. Tem muita habilidade, mas pouquíssima cultura tática. Precisa de ser muito trabalhado e de jogar com regularidade, algo que, obviamente, nesta altura é impossível na equipa principal do FC Porto. Mais do que ser uma solução para colmatar a ausência de Atsu, penso que lhe faria bem seguir as pisadas de Iturbe e ser emprestado a um clube, onde existisse um treinador formador e onde pudesse jogar todas as semanas.

Sebá. Promover este extremo brasileiro teria três vantagens: i) é uma solução caseira e, por isso, sem custos imediatos; ii) a correr bem, seria um enorme trunfo para quem aposta no projeto da equipa B; iii) seria um teste fundamental para a SAD decidir se exerce o direito de opção no final da época (Sebá está emprestado pelo Cruzeiro e tem o seu passe fixado em cinco milhões de euros).
O problema é que, tal como Kelvin, também Sebá precisa de tempo, minutos de jogo e, já agora, de um treinador como Jesualdo Ferreira (algo que Rui Gomes não parece ser).


Quaresma. Desvinculado do Besiktas desde o dia 20 de Dezembro, teoricamente seria a melhor solução (no imediato e a médio prazo). Para Quaresma, que regressaria a uma casa onde foi acarinhado, ganhou títulos, atingiu o apogeu da sua carreira e que lhe abriria as portas para voltar a jogar na Liga dos Campeões e para regressar à Seleção.
E para o FC Porto, que receberia um jogador de top, conhecedor das regras e cultura do clube e que não precisaria de tempo para se adaptar à cidade e ao país.
MAS... falta saber se é possível as duas Partes chegarem a acordo, quer em termos de salário (que deveria ser por objetivos), quer da duração do contrato (seis meses mais dois anos de opção?).

domingo, 21 de outubro de 2012

Mais uma oportunidade perdida

Acerca da exibição da equipa portista contra os carteiros, professores e restantes amadores do Santa Eulália, já o Mário Faria escreveu e bem (foi demasiado mau o nosso desempenho e não encontrámos qualquer desculpa para esta exibição).

Ora, se há jogadores para quem estes jogos são uma maçada, há outros que os deviam encarar como uma oportunidade de ouro para mostrar serviço e uma qualidade futebolística acima da média (por alguma razão custaram milhões e fazem parte do plantel principal do FC Porto).
Neste lote estou a pensar em três jovens do plantel azul-e-branco: Kléber, Iturbe e Kelvin.


Kléber já vai na sua quarta época em Portugal e ainda há quem justifique o seu fraco desempenho por estar a adaptar-se... Mas, um ponta-de-lança que nem sequer é capaz de marcar um golo ao "poderoso" Santa Eulália, algum dia será solução para o ataque do FC Porto?

O empresário de Iturbe veio a público reclamar mais oportunidades para o seu menino ("as oportunidades dão-se ao colocar o jogador no campo"), mas convinha que alguém lhe fizesse chegar o vídeo do Santa Eulália x FC Porto, para ele apreciar o que foi a exibição do "novo Messi". Pode ser que isso sirva para ele ficar calado durante uns tempos.


Quanto ao Kelvin, dizem que o rapaz é muito habilidoso mas, até agora, a única coisa que pudemos apreciar foram os seus arranjos de cabelo exóticos.

Desta vez Vítor Pereira não teve qualquer culpa. Ou melhor, é culpado de ter dado uma oportunidade a quem nada fez para o justificar.