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sábado, 27 de agosto de 2016

Nunca nos renderemos!

Winston Churchill
We shall go on to the end. We shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our island, whatever the cost may be. We shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender


Este texto faz parte de um célebre discurso proferido por Winston Churchill, no dia 4 de junho de 1940, perante a Câmara dos Comuns do Parlamento inglês.
Em junho de 1940, a Europa estava mergulhada na II Guerra Mundial e a máquina de guerra da Alemanha Nazi parecia imparável. Com este discurso, Churchill, o então Primeiro-Ministro da mais velha democracia do Mundo, quis mobilizar o povo britânico e dar um forte sinal da sua inquebrável determinação, quer para dentro, quer para fora do Reino Unido.

Nos últimos anos, lembrei-me várias vezes de Churchill (o "Velho Leão") e deste discurso mobilizador.
E porquê?
Porque, conotações histórico-políticas à parte e passe o exagero da comparação, tal como a máquina de guerra montada por Hitler, também a “máquina benfiquista” habilmente montada por Vieira (lembram-se da "criada de servir" e do Estorilgate?) domina, a seu belo prazer, todos os sectores e instituições do futebol português.
Poder encarnado que persegue, enxovalha, ameaça e até exclui quem tem coragem e não alinha no “desportivamente correto” (que o diga o ex-árbitro Marco Ferreira).
E tudo isto feito às claras, na praça pública, com total impunidade.
Veja-se o que aconteceu esta semana, após o SLB ter empatado em casa com o Vitória Setúbal.

Não fomos eficazes, mas o árbitro [Manuel Oliveira] também não foi. (…) Fundamentalmente na segunda parte, houve decisões [do árbitro] que na minha opinião não foram bem tomadas. Não é nenhum lance em concreto, mas quem anda no futebol percebe. Uma ou outra situação condicionou o jogo. Não foi uma arbitragem bem conseguida
declarações do treinador dos encarnados no final do SLB x Vitória Setúbal

Rui Vitória e a "ineficácia" do árbitro Manuel Oliveira (o que será um árbitro eficaz?)

«No final do jogo, ainda no camarote das águias, o líder do emblema da Luz dirigiu-se à zona onde estava o vice-presidente do Conselho da Arbitragem da FPF, João Ferreira, o responsável da APAF, Luciano Gonçalves, assim como o observador do árbitro, Natálio Silva, e foi bastante crítico, de acordo com pessoas presentes no local. “É uma vergonha... Como é que nomeiam este tipo?”, perguntou o responsável das águias.
Segundo algumas testemunhas presentes, embora esta seja uma versão negada pelo Benfica, Luís Filipe Vieira continuou sem se deter e, já no topo das escadas, à entrada da zona de catering, onde estava acompanhado por outros dirigentes benfiquistas terá prosseguido. “Não queremos mais aqui este tipo [o árbitro Manuel Oliveira]”»
in record.pt, 22-08-2016


Como habitualmente, na sequência das queixas de treinador e presidente, a comunicação social (a maior parte da qual ao serviço do clube do regime) fez o seu papel. Isto é, fez eco e ampliou as “justas razões de queixa” dos encarnados.
Desta vez, e neste domínio, a SIC destacou-se dos demais órgãos de comunicação, ao ponto de colocar um ex-árbitro, Duarte Gomes (lembram-se dele? ver aqui e aqui), em direto no telejornal de segunda-feira, numa autêntica ação de propag… perdão, de “serviço público” e “isenção” jornalística.

Duarte Gomes no Jornal da Noite da SIC

Ora, após as queixas e a pressão exercida pelo treinador sob o árbitro, em pleno relvado do estádio da Luz;

Rui Vitória dirige-se ao trio de arbitragem do SLB x Vitória Setúbal

Após a alegada pressão exercida pelo presidente do Clube/SAD sob membros do Conselho da Arbitragem e da APAF, em pleno camarote do estádio da Luz;


Após as acusações ao árbitro, feitas pelo treinador na conferência de imprensa no final do jogo;

Segundo o treinador do SLB, o árbitro Manuel Oliveira pôs-se a jeito (a jeito de quê?...)

Seria de esperar que o treinador do SLB fosse castigado com alguns jogos de suspensão (veja-se o exemplo da Premier League) e que, no mínimo, fosse instaurado um inquérito disciplinar ao presidente do SLB.
Pois sim, é melhor esperarmos sentados…
Na realidade, o único castigado será o árbitro Manuel Oliveira (nem um penalty duvidoso, assinalado a poucos minutos do fim a favor dos encarnados, o salvou da “fogueira”) tendo, no imediato, ficado de fora das nomeações (deve ser para descansar e refletir...).

Jogador sadino toca e corta a bola antes de haver contacto com o jogador do SLB

Nos últimos anos, o país futebolístico assistiu ao #colinho (absolutamente decisivo na conquista do título encarnado de 2014/15), ao condicionamento de árbitros (exemplos: a agressão a Pedro Proença e a despromoção de Marco Ferreira), ao #colinho (versão 2), à oferta de vouchers a árbitros, ao #colinho (versão 3), à AG da FPF anular o sorteio dos árbitros (uma decisão da Liga votada pela maioria dos clubes, mas que tinha a oposição do SLB), ao #colinho (versão n), etc.

Pinto da Costa e os jantares no Sapo
Ora, perante tudo isto, está mais do que na altura do líder dos dragões, ou de alguém da estrutura do FC Porto, dar um murro na mesa e dizer, alto e bom som, BASTA!
Dizer que o FC Porto não aceita continuar ad aeternum refém moral da história (mal contada) do apito dourado (cuja “investigação” começou no Norte, mas terminou em Leiria…) e que não pactuamos mais com o atual estado de coisas no futebol português.

Perante este poderoso “exército” encarnado, que esmaga quem se lhe opõe, está mais do que na altura do líder do FC Porto deixar de andar preocupado na "caça às bruxas" (leia-se, a ex-dirigentes ou a portistas mais mediáticos que o ousam criticar) e, em vez disso, deve antes estar empenhado em mobilizar a Nação Portista para o verdadeiro combate que tem de ser travado, sem medos, nem hesitações.

Caro presidente Pinto da Costa,
É preciso dar meios adequados ao treinador para lutarmos, com cada vez mais força e determinação, dentro dos relvados.
É preciso que a administração do FC Porto trabalhe melhor a política de alianças (com outros agentes desportivos) e jogue, de forma inteligente, no xadrez dos órgãos de poder do futebol português – Federação, Liga, associações, sindicato dos jogadores, etc.
Mas é, também, preciso travar a importante batalha mediática com outra energia, recorrendo estrategicamente (de forma articulada) a todos os instrumentos à nossa disposição – Porto Canal; site oficial e 'Dragões Diário'; Redes sociais; promoção de entrevistas regulares a órgãos de comunicação social; etc.

O que não pode continuar é a postura que a Administração do FC Porto tem tido nos últimos anos, uma postura passiva e silenciosa, dando sinais de estar dividida, cansada e acomodada (aos sucessos do passado).

Os sócios do Futebol Clube do Porto (por favor, deixem de nos tratar como meros clientes) estão prontos.
Os adeptos do FC Porto estão prontos, mas é preciso que o presidente do Clube e os administradores que o rodeiam mudem de postura, deixem de estar à defesa, encolhidos (como se estivessem acossados) e liderem as “tropas” azuis-e-brancas neste difícil combate.

Caro presidente, temos de fazer sentir aos nossos adversários e a quem quer mal ao FC Porto, que estamos vivos, que somos PORTO e que nunca nos renderemos!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Liga Real 2014-15 - Jornada 32

Num campeonato sem "colinho", sem "manto protector", sem andor encarnado, a classificação à 32ª jornada seria (segundo o jornalista/comentador Rui Santos) a seguinte:

Liga Real 2014/2015, Jornada 32 (fonte: Rui Santos / SIC)

sábado, 17 de janeiro de 2015

O DEVE e o HAVER das arbitragens

O caso (fonte: Tempo Extra, 13-01-2015)

Após as primeiras 10 jornadas deste campeonato, publiquei um artigo sobre a Liga Real e a Liga Mentirosa.

Nessa altura, de acordo com um jornalista desportivo insuspeito de ver os jogos com óculos azuis-e-brancos, (Rui Santos, ex-jornalista de A BOLA onde, durante 26 anos, ocupou diversos lugares de chefia), o SL Benfica já tinha 4 pontos a mais e o FC Porto 4 pontos a menos, devido a erros de arbitragem com influência nos resultados dos respectivos jogos.

Dois meses depois, constata-se que a coisa piorou e, sempre que necessário, lá surgiu o andor que, seguramente, levará o SLB ao bi-campeonato.

Assim, após a 16ª jornada do campeonato, de acordo com o analista/comentador principal da SIC para assuntos relacionados com o futebol, o FC Porto continua a ter a “haver” 4 pontos que lhe foram “subtraídos” por erros de arbitragens

Liga Real 2014/15, 16ª Jornada - FC Porto (fonte: SIC Notícias)

… enquanto que o SL Benfica passou a “dever” 6 pontos à “ajuda” dos filiados da APAF que, semanalmente, são nomeados para os seus jogos pelo homem (Vítor Pereira), que Luís Filipe Vieira fez (faz!) questão de ver na presidência ao Conselho de Arbitragem da FPF.

Liga Real 2014/15, 16ª Jornada - SL Benfica (fonte: SIC Notícias)

Em resumo, de acordo com a análise feita jornada a jornada, por Rui Santos, ao impacto dos erros das arbitragens nos resultados dos jogos, a classificação do campeonato, após a 16ª Jornada, deveria ser a seguinte:

1º FC Porto: 41 pontos (em vez dos 37 pontos oficiais)
2º SL Benfica: 37 pontos (em vez dos 43 pontos oficiais)
3º Sporting: 34 pontos (em vez dos 33 pontos oficiais)


Alguém se lembra de outra época, em que as arbitragens tenham influenciado e adulterado, de um modo tão evidente, a classificação de um campeonato?

A tese de alguns (por exemplo, do jornalista/comentador Bruno Prata) de que, no final deste campeonato, haverá um equilíbrio entre os três grandes, no que diz respeito aos erros dos árbitros, não passa de wishful thinking.

Ou seja, como ninguém, minimamente sério, pode negar os factos que todos vêem (felizmente os jogos são transmitidos pela televisão!), vão-se fazendo previsões de que, um dia destes, os encarnados irão perder pontos devido a erros dos árbitros e que também há-de chegar o dia em que os azuis e brancos serão “compensados”, em relação aos “prejuízos acumulados”.

Pois, eu também acredito que isso irá acontecer. Talvez no dia de São Nunca, ao fim da tarde…

domingo, 16 de novembro de 2014

A Liga Real e a Liga Mentirosa

Após as primeiras 10 jornadas, a classificação do campeonato nacional, de acordo com Rui Santos (ex-jornalista de A BOLA e actual comentador da SIC, insuspeito de ter qualquer tipo de simpatia pelo FC Porto), deveria ser a seguinte:

Liga Real (fonte: "Tempo Extra", SIC)

Contudo, devido a isto…


… a classificação oficial, a classificação mentirosa é esta…

Campeonato, classificação à 10ª jornada (fonte: Maisfutebol)

Agora fechem os olhos e imaginem que tudo aquilo que se passou nestas 10 jornadas, esta autêntica escandaleira, tinha sido ao contrário, isto é, imaginem que estávamos a assistir a um campeonato em que, simultaneamente, o FC Porto estivesse a ser levado ao colo e o Sport Lisboa e APAF… perdão, o SL Benfica a ser sucessivamente prejudicado.

Conseguem imaginar?
Bem, eu sei que é difícil imaginar um cenário desses mas, seguramente, iríamos assistir a “semanas de luto”, a dezenas de programas sobre a “verdade desportiva”, a ameaças de queixa à UEFA, FIFA e ONU, a pedidos de audiência ao Ministro da tutela e o nível de cacofonia seria insuportável.

Contudo, como o prejudicado é o “clube lá do Norte” e quem tem sido levado ao colo é o clube do regime (o clube de todos os regimes!), não há qualquer problema. É futebol…



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

SIC volta a “derrotar” o FC Porto

O desejo deles é tão grande que, tal como já tinha acontecido no jogo com o Shakhtar Donetsk…



… ontem à noite a SIC voltou a “derrotar” o FC Porto… por antecipação.



Só vos digo uma coisa: não fossem as invenções de Lopetegui e o facto de, semana após semana, o SLB estar a ser levado ao colo por arbitragens escandalosas e a comunicação social lisboeta ia ter muito para “chorar” ao longo desta época.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Guilherme, o submisso

1. «A SIC noticiou no seu telejornal das 20 horas que a inscrição de Ricardo Rocha foi irregular, o que acarreteria para o clube [slb] a perda do segundo lugar na SuperLiga e da Taça de Portugal. Segundo a estação de Carnaxide, a inscrição do jogador terá sido efectuada antes do período regulamentarmente previsto e, assim sendo, Ricardo Rocha terá jogado ilegalmente em 2002/2003 e 2003/2004. Refere a SIC que o contrato foi assinado a 15 de Janeiro de 2002 e reconhecido notarialmente três dias depois, o que vai contra o estipulado no artigo 32º dos regulamentos da Liga, que determina que os contratos só podem ser assinados a partir de 1 de Abril. Os regulamentos da Liga determinam que os resultados dos jogos são homologados 30 dias após a sua realização, pelo que os encontros em causa são o Sporting-Benfica, o Benfica-Leiria, referentes às duas últimas jornadas da SuperLiga, e o Benfica-FC Porto da final da Taça de Portugal, ganha pela equipa lisboeta por 2-1.»

Estávamos em finais de Maio de 2004, no tempo em que a Liga de clubes era dominada por uma santa aliança (contra o FC Porto) boavista – benfica e, numa das edições do ‘Dia Seguinte’, discutia-se o caso da inscrição do jogador do slb Ricardo Rocha, a qual tinha sido validada pelo diretor-executivo da Liga, o benfiquista Cunha Leal.

Descontente com as opiniões dos comentadores do programa – Fernando Seara, Dias Ferreira e José Guilherme Aguiar –, a propósito das eventuais consequências resultantes da irregularidade na inscrição de Ricardo Rocha, Luís Filipe Vieira meteu-se no carro e dirigiu-se à SIC. Aí chegado, com a conivência, ou pelo menos sem que ninguém da SIC o impedisse, entrou intempestivamente no estúdio onde o programa estava a ser realizado e, perante o olhar atónito do moderador e dos três comentadores, dirigiu-se de forma grosseira aos elementos do painel do programa por, supostamente, estarem a dizer mentiras sobre o assunto.

Ninguém tira a Taça [de Portugal] e o 2º lugar ao Benfica”, vociferou um furibundo Vieira.
E ele tinha razão, porque a criada de servir que Vieira tinha colocado na Liga de clubes (“é mais importante ter pessoas na Liga do que contratar bons jogadores…”, lembram-se?), já tinha tratado do assunto.

Nenhum dos três comentadores os teve no sítio para enfrentar Vieira e depois levantar-se e sair. É verdade que Guilherme Aguiar disse umas coisas, mas de uma forma muito soft e, claro, continuou no programa.


2. No dia 15 de Setembro de 2008, João Gabriel, diretor de comunicação do slb, ligou para SIC e, obviamente com a autorização de alguém do canal de Carnaxide com poder para isso, entrou em direto no ‘Dia Seguinte’, tendo aproveitado para debitar a cartilha da propaganda encarnada e, adicionalmente, atacar o comentador portista.

Todos os “paineleiros” manifestaram o seu repúdio, por ter sido permitida a intervenção, via telefone, de um responsável do slb mas, apesar de ter sido o principal alvo, a Guilherme Aguiar voltou a faltar a dignidade suficiente para se levantar e sair. Reagiu dizendo que não estava agarrado ao programa e aos benefício$ que dele retirava, mas passado uma semana estava lá de novo.


3. Cinco meses depois, e na sequência de mais uma pressão pública com origem na direção do slb ("já vai sendo tempo de [Fernando Seara] dar lugar a alguém que defenda o clube, em vez de se preocupar com a sua promoção pessoal e eleitoral", declaração de João Gabriel na benfica TV), Fernando Seara aproveitou um convite da TVI 24 e saiu, desfazendo o trio fundador de comentadores que existia desde o início do programa (Agosto de 2003). Para o substituir, a SIC não esteve com meias medidas e, para agradar ao boss, escolheu um vice-presidente do slb e director da revista ‘Mística’ – Sílvio Cervan.

A partir daí a filosofia do programa mudou e entrou numa nova era, visto que um dos comentadores tinha relevantes responsabilidades institucionais e, consequentemente, passou a ser uma mera correia de transmissão da propaganda e recados da direção do seu clube.

Guilherme Aguiar nem pestanejou e continuou no programa.


4. Daí para cá houve mais duas mudanças significativas no ‘Dia Seguinte’: na moderação do programa, o jornalista João Abreu foi substituído por Paulo Garcia; e em representação do slb, Cervan foi substituído pelo “Tarzan”.

Desde o seu primeiro programa, foi notório o ódio profundo de Rui Gomes da Silva em relação ao FC Porto, bem como, a forma provocadora como se dirigia aos outros membros do painel (apesar de todos serem militantes do mesmo partido, o PSD).

Naturalmente, as discussões subiram de tom (imagino que para gáudio dos responsáveis da SIC) e, apesar do alvo ser o FC Porto, quem reagiu de forma mais vincada ao facciosismo doentio e postura incendiária do ex-número 2 de Santana Lopes foi sempre Dias Ferreira.


Assim, depois de já ter ameaçado bater com a porta anteriormente, no programa da passada segunda-feira Dias Ferreira voltou-se de lado/costas para Rui Gomes da Silva, o que desagradou ao “moderador” Paulo Garcia, tendo-se iniciado uma acesa discussão entre os dois (“eu também não gosto de si”, “o senhor não tem coragem é para afrontar outras pessoas”, etc.), a qual culminou num mediático abandono do programa em direto.


Chegados a este ponto, é caso para perguntar: e agora, Guilherme Aguiar?

Os seus compagnons de route Fernando Seara e Dias Ferreira já saíram.
Não me diga que depois de tudo aquilo que viveu no programa, depois do comportamento activo/conivente de elementos da SIC nos episódios mais lamentáveis, você vai continuar a dialogar normalmente com o “moderador” Garcia e com o seu “amigo” Rui, como se nada tivesse acontecido.

Ó homem, tenha um pingo de dignidade e respeito por si próprio e, se não quer bater com a porta em direto, alegue, sei lá, indisposição crónica, cansaço, saturação ou outra coisa qualquer, mas não volte a pôr lá os pés.

Olhe, se mais nada o convencer, lembre-se do saudoso Pôncio Monteiro e do comportamento notável que ele teve nos ‘Donos da Bola’, não por acaso um outro programa da redação de desporto da SIC.


P.S. Durante os primeiros anos, ‘O Dia Seguinte’ fazia-me lembrar os Marretas. Peço desculpa aos fans do The Muppet Show (eu sou um deles), por esta comparação quase insultuosa, mas quem via o programa deve lembrar-se dos dois “simpáticos” velhotes, que assistiam ao show de camarote e criticavam tudo e todos.
Depois praticamente deixei de ver o programa e a razão principal foi a postura dócil e submissa de Guilherme Aguiar, que me irritava mais que a postura venenosa de Fernando Seara ou a postura agressiva (por vezes trauliteira) de Dias Ferreira.

terça-feira, 19 de março de 2013

As agressões que o país viu

«A SIC divulgou ontem [16-03-2013], no Jornal da Noite, imagens de videovigilância referentes a confrontos entre adeptos do Benfica e seguranças da empresa 2045, no final do encontro entre as águias e o Sp. Braga, no dia 27 de fevereiro, a contar para as meias-finais da Taça da Liga.

Nas referidas imagens, registadas cerca de uma hora após o final da partida, é possível ver um grupo de adeptos – um deles com um ferro na mão –, ainda retidos nas bancadas do Estádio AXA por motivos de segurança, a agredir a murro e pontapé os seguranças, homens e mulheres, até à chegada de um polícia, que, com o recurso a gás pimenta, consegue afastar os agressores.»
in record.pt
 
 
«(...) A SIC apresentou, no passado sábado, um “exclusivo” no seu principal bloco informativo. O exclusivo não resultou de qualquer trabalho jornalístico, resumiu-se apenas à transmissão de imagens que foram “entregues” a um jornalista da redacção da SIC no Porto. A SIC limitou-se a reproduzir imagens que alguém tinha interesse em que fossem difundidas.
Ao contrário do que mandam as normas deontológicas que regem a profissão, a SIC avançou com as imagens sem que de forma idónea pudesse constatar coisas tão básicas como se as imagens tinham sido previamente seleccionadas e editadas, o tempo e as circunstâncias das mesmas. Também teria ficado bem à SIC avisar os telespectadores que as imagens lhes tinham sido facultadas.
 
Foi pena a SIC não ter querido fazer um trabalho exaustivo sobre a violência nos campeonatos nacionais de futebol deste ano e o seu denominador comum: Braga B-Leixões, Braga B-Belenenses, Vitória de Guimarães B-Braga B, Braga–Paços de Ferreira e, ainda este fim-de-semana, o Braga B-Sporting B.
 
Posto isto, fica claro para o Sport Lisboa e Benfica que:
a) A SIC prestou no sábado, de forma assumida, um serviço a alguém;
b) Que não quis fazer um trabalho sério sobre a violência no futebol português;
c) Que o Ministério Público deve investigar as imagens difundidas pela SIC em forma de antena de “aluguer”, as suas causas, o enquadramento em que tudo aquilo se verificou, mas também o crime que está por detrás da exibição dessas mesmas imagens.»
Comunicado do slb, 18-03-2013
 
 
P.S.1 Tendo as violentas agressões sido perpetradas por adeptos benfiquistas e ocorrido dentro de um estádio, quais serão as consequências para o slb?
 
P.S.2 Quando todas as televisões adoptarem a "ética" e "normas deontológicas" rigorosas da benfica TV, este tipo de problemas deixarão de existir...
 
P.S.3 Como o comunicado do slb ilustra de forma eloquente, as relações entre bracarenses e benfiquistas são tão "boas", que eu continuo sem perceber por que razão Lima é jogador do slb, em vez de vestir de azul-e-branco.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O “marreta faccioso” já foi o nº 2 do Governo

«A análise aos casos do Beira-Mar-Benfica deu ontem azo a uma acesa discussão entre Dias Ferreira e Rui Gomes da Silva, ao ponto de o comentador sportinguista ameaçar deixar o programa “O Dia Seguinte”, da SIC Notícias.
“Já não tenho paciência para o aturar”, disse, irritado, Dias Ferreira. Rui Gomes da Silva desafiou então o colega de painel a deixar o programa, ao que o representante dos leões admitiu aceder depois de chamar “marreta faccioso” e “malcriado” ao benfiquista.»
in Record, 05-03-2013


«Na emissão de segunda-feira, Dias Ferreira ameaçou não ir mais ao programa e chamou “marretazeco” a Rui Gomes da Silva.
Você é um faccioso, um fanático, uma pessoa que não se pode aturar”, afirmou, exaltado, o comentador do Sporting. (…)
Ao CM, Dias Ferreira acusa Gomes da Silva de não ter "personalidade própria" e revela mesmo que, no fim do programa de segunda-feira, resolveu não falar mais com o comentador benfiquista. "Já nem liguei coisa nenhuma, não lhe dirigi a palavra. Nem tenciono dirigir", conta.»
in Correio da Manhã, 06-03-2013


Queria apenas recordar aos mais distraídos, que o “marreta faccioso” foi eleito deputado em 1987, 1991, 1998, 1999, 2002 e 2005 e, pior ainda, chegou a número 2 do XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes, onde desempenhou as funções de Ministro dos Assuntos Parlamentares e Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro.

Pobre país este…


Act. O Rui Gomes da Silva é um caso extremo de clubite aguda, que ele mistura com uma dose assinalável de cinismo provocatório. Mas, por que razão é que os comentadores que representam o slb neste tipo de programas, não podem ser indivíduos que saibam discutir o futebol de forma civilizada (por exemplo, Júlio Machado Vaz) e, pelo contrário, têm de ser uma espécie de talibans do fundamentalismo benfiquista (exemplos: António Pedro-Vasconcelos, Sílvio Cervan, Rui Gomes da Silva e João Gobern)?
É por causa das audiências? É para agradar e cair nas boas graças da atual Direção do slb?

sábado, 6 de outubro de 2012

Um fanático do slb na presidência da SIC

Ontem (sexta-feira), a revista Notícias TV (suplemento dos jornais JN e DN) publicou uma entrevista com Pedro Norton, o novo presidente da SIC e do grupo Impresa. Desta longa entrevista, seleccionei algumas das perguntas e respostas que, no contexto de um blogue como o 'Reflexão Portista', me pareceram mais relevantes.


[Notícias TV]: Nas contas da Impresa, no segundo trimestre do ano, as receitas publicitárias caíram 11,2%. A quebra do mercado é o grande desafio que se coloca neste momento a qualquer gestor de media?

[Pedro Norton]: Sem dúvida. O mercado deve estar a cair 20% este ano e isso é um grande desafio. Nos últimos quatro anos o mercado publicitário terá caído 40%.

[Notícias TV]: 300 milhões de euros...

[Pedro Norton]: À volta disso, sim. É brutal. O esforço de adaptação que todas as estações têm feito é brutal. Com consequências tão visíveis como o facto de este ano nenhum dos operadores principais ter entrado na disputa dos jogos da I Liga de futebol.

[Notícias TV]: Já agora, o que vê em televisão? Sei que gosta muito de informação...

[Pedro Norton]: É verdade, gosto. Aqui, estou sempre com as televisões ligadas e vou vendo aleatoriamente, até por dever profissional. Como espectador caseiro, diria que 80% do meu consumo é informação e os restantes 20% é Benfica [risos].

[Notícias TV]: Sei que adora futebol e, pela primeira vez desde o início das transmissões televisivas, o principal campeonato português não passa em sinal aberto. É mau?

[Pedro Norton]: Não sei se é mau, mas é seguramente um sinal do mercado e do estado a que o mercado televisivo chegou em Portugal.

[Notícias TV]: A seleção de futebol está na RTP, a TVI comprou a Liga dos Campeões e a SIC mantém a Liga Europa. Foi o possível? A SIC não teve dinheiro para chegar à Liga dos Campeões?

[Pedro Norton]: Não se trata disso. A nossa experiência tem-nos dito que, numa análise custo-benefício, a Liga Europa é rentável e um bom investimento.

[Notícias TV]: Sobretudo porque as equipas portuguesas têm chegado longe na prova...

[Pedro Norton]: Sim, mas esse é um dos dados do problema e é isso que tem rentabilizado o negócio. A Liga Europa é um produto com uma relação custo-benefício muito boa.

[Notícias TV]: O Benfica-Barcelona de terça-feira passada na TVI registou mais de dois milhões de espectadores...

[Pedro Norton]: Se me está a perguntar se gostava de ter tido o Benfica-Barcelona na SIC, é evidente que sim, gostava. Mas, ponderada a longevidade da carreira das equipas portuguesas e o custo da Liga Europa, esta competição é a mais eficaz para a SIC.

[Notícias TV]: Não me parece muito crente na capacidade europeia do seu Benfica...

[Pedro Norton]: [gargalhada] Nada disso, nada disso. Não estou descrente no Benfica, nada. Mas a probabilidade de termos uma Liga Europa forte com mais equipas portuguesas até ao fim, reconheçamos, é mais elevada do que na Liga Europa.

[Notícias TV]: Vai ao estádio [da Luz]?

[Pedro Norton]: Vou, vou. Tento não falhar.

[Notícias TV]: E é daqueles adeptos bem-comportados ou nem por isso?

[Pedro Norton]: Nada, nada. Nem queira saber. Nem me quero lembrar disso. Até tenho vergonha [risos].

[Notícias TV]: E sofre com as derrotas?

[Pedro Norton]: Muito, muito. Por exemplo, custou-me muito engolir aquela derrota com o FC Porto para a Taça, em que ganhámos no Dragão e perdemos na Luz. Há coisas que custam muito. Como perder com o FC Porto com aquele golo em fora-de-jogo de Maicon. O meu filho chora mesmo, coitado. Eu não.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quem quer casar com a carochinha?

«Os canais generalistas continuam a sofrer um corte profundo nas suas receitas publicitárias. Nos primeiros seis meses deste ano, a SIC e a TVI receberam menos 18,5 milhões de euros do que em igual período do ano passado.
Analisando o relatório e contas semestral da Media Capital, é possível verificar que a TVI facturou 49,6 milhões de euros em publicidade, uma diminuição de 13,3 milhões face aos mesmos meses de 2011 (descida de 21%). Ou seja, o corte é superior a dois milhões de euros mensais.
No caso da SIC, e de acordo com as contas do grupo Impresa, a diminuição foi de 5,2 milhões de euros (menos 10%), para um total de 46,3 milhões de euros. Ou seja, a perda é de quase um milhão de euros por mês.
De referir que nos dois casos, os valores apresentados já reflectem as receitas de publicidade dos canais temáticos como a SIC Notícias e a TVI 24. Se a tendência se mantiver até ao final de 2012, a TVI e a SIC vão voltar a fechar o ano com receitas publicitárias em quebra, o que sucede desde o arranque da crise económica. Em 2008, por exemplo, a empresa de Queluz facturou nesta área 151,4 milhões de euros, um valor que caiu para os 120,5 milhões em 2011 (descida de 30,9 milhões). Já a SIC passou, no mesmo período, de 109,2 milhões de euros para os 96,9 milhões, uma quebra de 12,3 milhões.»
in Correio da Manhã


Estando as receitas publicitárias a cair a pique, SIC e TVI têm vindo a cortar cada vez mais nos custos, numa luta pela sobrevivência que inclui deixar de investir no futebol e... pressionar o governo a não privatizar a RTP!

Com Paes do Amaral fora da corrida (de boas intenções está o inferno cheio...), quem tem dinheiro para comprar os direitos televisivos do slb pelos anunciados 30 milhões de euros (inicialmente a fasquia estava nos 40 milhões!) e, depois, uma plataforma tecnológica para os transmitir?
Há uns zuns-zuns de que a "salvação" benfiquista virá de Zeinal Abedin Mohamed Bava, via MEO, ou através de um dos novos canais a criar até ao início de 2013.
Vamos ver... Até ao final do ano deve haver novidades.

quinta-feira, 8 de março de 2012

SMS do dia

Tinha o Sporting marcado há pouco contra o Manchester City e exclamava, delirante, um dos comentadores da SIC - se calhar o famoso Nuno Luz - que isto mostrava que o dinheiro não era tudo, fazendo de seguida uma comparação entre o orçamento de um e outro clube. Oh meu amigo! Não vá tão longe! Se de demonstração tal coisa precisava, já o Moreirense e o Gil Vicente o haviam feito em Alvalade na Taça da Liga!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (VI)

«Quando, há cerca de 18 meses, aceitei um desafio do Emídio Rangel para participar no painel de comentadores dos "Donos da Bola", fi-lo com convicção. (…)
Mas confesso que, ao longo das semanas, fui perdendo aquele "elan" inicial, e o prazer da comparência nos estúdios da SIC às sextas-feiras foi esmorecendo. As discordâncias com a linha editorial do programa foram cada vez mais nítidas e em algumas ocasiões ultrapassaram o recomendável. A hostilidade dos jornalistas do programa e de quem o dirige tornou-se insuportável por vezes. Até porque divergências e pontos de vista antagónicos não podem justificar ostracismo ou má educação. E sobretudo eu não o podia admitir, porque, pura e simplesmente, não lhes reconhecia esse direito. David Borges foi sempre a excepção. O seu grande profissionalismo e a sua educação e, porque não dizê-lo, a sua solidariedade amiga foi outra das razões do meu não abandono mais cedo. Percebo as razões comerciais que levam a SIC, a alto nível, a privilegiar o Benfica. Não acredito que Pinto Balsemão ou Emídio Rangel estimulassem o anti-sportinguismo e o anti-portismo de tão baixo nível que o programa traduzia. Não acredito que estivessem de acordo com afrontas pessoais e verdadeiras perseguições a que muitos agentes do futebol foram sujeitos.
Eu, confesso, estive para abandonar o programa em directo por três ou quatro vezes. E se soubesse a pouca vergonha a que chegou a linha editorial do programa e o baixo nível a que chegaram alguns deles, arrependo-me de não o ter feito. Quando, na quinta-feira, pela primeira página do jornal "A Bola", soube da substituição do painel, ainda me arrependi mais. Emídio Rangel teve a delicadeza de me garantir que fora traído pelos seus colaboradores, nesse gesto de indelicadeza e má educação de que fora obrigado a ser cúmplice. (…)
Um programa desportivo de grande audiência não pode maltratar injustamente dois dos grandes clubes nacionais. Não pode ter uma equipa de jornalistas que, para pretender mostrar serviço ao patrão, acaba por ser mais papista do que o Papa.»
Eduardo Barroso (comentador residente nos 'Donos da Bola' durante algum tempo)
in O Jogo, 16/03/1999


Escritas por um sportinguista fanático (como o próprio se classifica) e, ainda por cima, participante no programa em questão, estas afirmações têm outro valor.

Mas, 11 anos depois, o país desportivo (e não só) continua na mesma e frases como:
- razões comerciais levam a generalidade dos órgãos de comunicação social a privilegiar o Benfica;
- o anti-portismo de baixo nível que os programas traduzem;
- afrontas pessoais e verdadeiras perseguições a que agentes do futebol foram (são!) sujeitos;
continuam perfeitamente actuais.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (IV)


«Todos estamos lembrados da campanha lançada por alguns jornais lisboetas e pela estação de Carnaxide contra o FC Porto, durante a época transacta. Não foi uma campanha normal de quem torce ou distorce pelos clubes de Lisboa que, com aquela paranóia vinda dos tempos da União Nacional e da propaganda colonial, considera nacionais, para considerar os outros locais ou regionais. (...)
Enquanto o FC Porto prosseguia a nível internacional e nacional, com quase todos os jogos ganhos no apuramento das "europeias" e com mais de uma dúzia de pontos de avanço a nível caseiro, foi a vez do "off the record", uma vergonha de alguns pseudo-jornalistas que, em lugar de viverem de notícias, vivem de lixo.
Desesperados, com a cidade, a região e o próprio país, enjoados e enojados da perfídia sistemática dos referidos media lisboetas, SIC e Cia lançam a última. Uma prostituta arranjada para atacar os jogadores e ex-jogadores do FC Porto na selecção nacional.
Foi um chorrilho de moralismo hipócrita numa campanha de mentiras sem memória, repetidas a toda a hora e em todas as edições, à boa moda de Goebbels. (...)
Quase todos os "casos" levaram a investigações das entidades judiciárias e judiciais e das instâncias desportivas internacionais, que não encontraram indícios para qualquer dos casos seguir para julgamento, assim como nenhum dos acusadores foi capaz de apresentar qualquer prova para as difamações.»
Pedro Baptista, JN, 12/11/1997


Por onde andará a "Paula"?...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (II)

«Os Donos da Bola reflectem muito aquela curiosidade pacóvia que temos quando paramos a ouvir uma conversa de peixeiras ou quando se organiza uma enorme fila de carros que pára na estrada só para ver os mínimos estragos de um simples toque de dois veículos. (...)
Misturam-se também, neste programa semanal, outras coisas bem menos felizes: relembro a entrevista da semana passada, de José Manuel Mestre ao secretário- geral da UEFA, Gerd Aigner, em que se tentava conduzir a entrevista conduzindo o entrevistado com perguntas canhestras como "Sabe que o Sr. Pinto da Costa insultou dois árbitros no ano passado?". Aigner é raposa velha e, com um indisfarçável ar de enfado, foi-lhe respondendo educadamente. Fazia lembrar François Mitterrand, que no primeiro septanato na Presidência da França, chamou um dia a Giscard d'Estaing "le petit telegraphiste", porque este andava pela Europa a fazer queixinhas do Presidente do seu país.»
Manuel Queiroz, Público, 01/12/1996

sábado, 25 de setembro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (I)

«Esta semana telefonaram-me da SIC. Queriam que eu respondesse à pergunta do Referendo: “O Pinto da Costa é o responsável pela crise do futebol português?” (...) acabei por recusar responder, a não ser em estúdio e em directo, para não colaborar na paranóia persecutória da SIC contra o Porto. (...) Não fosse o retorno seguro de audiência que tem dizer mal do Porto, e a SIC poder-nos-ia contemplar com outros “referendos”. (…)
Como dizia o Jorge Schnitzer, da SIC, é preciso não esquecer que, por menos do que isto o Olympique de Marselha e o Milan desceram de divisão. Por menos do que o quê, nem vale a pena perguntar. O que interessa é reter da frase o objectivo final deste “jornalismo de investigação”: já que não se consegue vencer o Porto, vamos caluniá-lo, aquém e além fronteiras. Se não se pode evitar que ganhe os campeonatos, vamos despromovê-lo administrativamente à II Divisão. Eis o sonho do Schnitzer: já imaginaram que bom que era um campeonato sem o Porto? Que bom que era não terem de sofrer as vitórias do Porto na Liga dos Campeões? Isso é que era um verdadeiro pontapé na crise! É que, como dizia o Artur Jorge, quando o Porto vai à frente, há sempre crise no futebol português. (…)
Tiro o chapéu aos que congeminaram toda esta operação, logo no início de Agosto, mal o futebol regressou. À força de insistirem, segundo a velha técnica de repetir a calúnia e as insinuações até à exaustão, eles conseguiram impor duas verdades: o futebol português está em crise – uma; o Pinto da Costa é o culpado – duas.»
Miguel Sousa Tavares, PÚBLICO, 15/11/1996


14 anos depois, já não há Schnitzer (nem Rangel), mas no resto continua quase tudo na mesma.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Uma TV para deficientes... visuais

O desempenho do novo representante do slb - o vice-presidente Rui Gomes da Silva - no programa 'Dia Seguinte' de ontem, para além de ter motivado uma troca azeda de palavras com Dias Ferreira (depois do Cervan era de supor que não seria possível descer mais baixo, mas afinal...) serviu, acima de tudo, para desacreditar ainda mais o clube do milhafre.

Mas vindo desta Direcção do clube do regime, especialista em usar a propaganda para embrutecer as massas, já pouco ou nada me surpreende.
Veja-se, por exemplo, o vídeo seguinte (não esquecer de ligar as colunas):



P.S. Para ser justo, devo dizer que tenho amigos benfiquistas que têm noção do ridículo e sentem vergonha pelo tipo de programas da Benfica TV, bem como, pelo facciosismo doentio e cegueira bruta dos comentadores que por lá desfilam.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

As televisões do clube do regime


Nota prévia para os mais sensíveis: Este pequeno artigo não é sobre a Benfica TV.

No domingo à noite, ao chegar a casa após o jogo, fiz um zapping pelos programas televisivos em que se comentavam as incidências do FC Porto x SLB.
Qual o meu espanto (eu ainda me espanto com estas coisas...) ao constatar que os comentadores e convidados em estúdio nas várias televisões eram os seguintes:

SIC Noticias: Rui Santos, David Borges e Ribeiro Cristóvão.
TVI 24: Fernando Correia, Toni (ex-jogador e treinador do SLB) e João Querido Manha.
RTPN ('Edição Especial'): João Vieira Pinto, Paulo Madeira e Hélder (todos ex-jogadores do SLB)
SportTV ('Só Golos'): Pedro Henriques (ex-jogador formado no SLB)

Eh pá, isto é que é isenção e pluralidade!
Querem ver que não havia portistas - ex-jogadores, adeptos ou comentadores - disponíveis para participar nestes programas?
Ou será que estavam lá, mas tão escondidinhos e caladinhos, que no zapping que eu fui fazendo não os apanhei?

É por estas e por outras que o Benfica se parece cada vez mais com o Real Madrid do tempo do Franco, ou o Steaua do tempo do Ceausescu.

terça-feira, 30 de março de 2010

Clássico em entrevistas simultâneas


Na semana passada, após ser conhecida a decisão do CJ da FPF acerca do caso Hulk, a RTP anunciou que Pinto da Costa iria ser o convidado de Judite de Sousa, no programa "Grande Entrevista", a emitir hoje, a partir das 21h00.
É sabido que Pinto da Costa dá muito poucas entrevistas e esta é aguardada com alguma expectativa, não só devido às consequências do caso Hulk, mas também porque estão previstas eleições para o FC Porto em Abril/Maio e para a Liga de Clubes em Junho.

Porventura receando o impacto mediático das declarações do presidente do FC Porto, o lobby encarnado (assessores, jornalistas, agências de comunicação, etc.), que domina a seu belo prazer a comunicação social, pôs-se em campo e, em tempo recorde, conseguiu agendar não uma, mas duas entrevistas de reputados benfiquistas para o mesmo dia:
- Ricardo Costa, na SIC Notícias, às 22h00;
- Luís Filipe Vieira (LFV), na SIC, à mesma hora da entrevista de Pinto da Costa.

Os objectivos são claros. A entrevista (mais uma!) a LFV visa retirar audiência a Pinto da Costa, enquanto que a entrevista a Ricardo Costa tem por objectivo procurar dar resposta, e se calhar até comentar, os previsíveis ataques de Pinto da Costa ao ainda presidente da CD da Liga.

Seja como for, eu presumo que Miguel Sousa Tavares (MST) não terá aceite combinar as perguntas que vão ser feitas a LFV e, por isso, há algumas que eu nunca vi serem colocadas e que seriam muito interessantes. Exemplos:
- Como explica que o SLB não tenha descido de divisão, quando se provou que não teve a situação fiscal regularizada durante vários anos (no período de Vale e Azevedo)?
- Com que pessoas negociou o modelo que foi acordado com a Câmara de Lisboa para o financiamento do estádio da Luz?
- O que o fez mudar o apoio público do PSD (Santana Lopes / Durão Barroso) para o PS (António Costa / José Socrates)?
- Qual é o peso dos grupos BES, PT e Ongoing no Fundo de jogadores que o SLB lançou no ano passado?
- Existe algum tipo de negócios, ou participações em sociedades do universo benfiquista, de capital angolano, nomeadamente de Isabel dos Santos?
- Como é que explica o facto de, em menos de duas décadas, ter acumulado uma das maiores fortunas do país?

MST não costuma ter medo, nem ser subserviente. Espero, por isso, que a entrevista não se limite a perguntas banais, porque senão é melhor pôr lá uma entrevistadora de decote e mini-saia...

segunda-feira, 29 de março de 2010

O canto do cisne


A SIC, o canal de televisão desde sempre apostado na defesa intransigente dos interesses do SLB, vai dar tempo de antena ao Ricardo Costa em entrevista exclusiva na SIC Notícias na terça-feira às 22h00, precisamente uma hora depois do início de uma entrevista de Judite de Sousa a Pinto da Costa na RTP.

É caso para dizer que este será o canto do cisne do presidente do CD da Liga. Ou melhor, este será o último cacarejo do galináceo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Desonesto com tempo extra


O excesso de oferta de programas desportivos que existe actualmente e onde se perde (literalmente) a totalidade do tempo a discutir assuntos laterais ao futebol, fez-me perder a paciência para continuar a assistir, ainda que em zapping com os canais de qualidade do cabo, a tanta asneira e a tanta mediocridade. Um dos “especialistas” em futebol, e que tem tempo de antena mais do que razoável acabando por entrar quase sempre num discurso redundante, é Rui Santos, esse narciso jornalista com um excelente gosto para o guarda-roupa.


No programa “tempo extra” da SIC Notícias de 5 de Abril, na ressaca da decisão do Tribunal de Gaia de absolver Pinto da Costa de todos os crimes de que era acusado no “Caso do Envelope”, o referido jornalista foi além de tudo o que se pode considerar razoável para um anti-portista. A decisão do Tribunal foi por ele apelidada de parcial, usou de termos como “contaminação da Justiça” para justificar tal decisão e afirmou que a Juíza julgou de camisola vestida chegando mesmo a exibir um cartoon da Juíza com uma camisola do FC Porto e Pinto da Costa a pesar mais do que a Sra. Salgado nos pratos da balança (curiosamente esse cartoon desapareceu do site do seu criador…). Ou seja, elogia-se a Justiça no lado do Ministério Público e nas pessoas da procuradora Morgado e do PGR Pinto Monteiro durante longas semanas até à exaustão mas não se aceitam as decisões da mesma Justiça no lado dos tribunais, especialmente se ela for favorável a Pinto da Costa. E depois parte para um programa de deboche total. Já se sabe o ódio que Rui Santos sempre destilou contra o FC Porto e o seu presidente mas não se adivinhava o descontrolo que a decisão (esperada) do Tribunal de Gaia lhe causaria ao ponto de nos desvendar tamanha desonestidade.

Já para não falar da forma desavergonhada e desonesta como tentou resumir os 27 anos de Pinto da Costa na presidência do FC Porto a uma eterna tentativa de “dividir o País numa guerra Norte/Sul” através de práticas “separatistas” e “incendiárias”.


Já no mês anterior, em Março, o encaracolado jornalista tinha tido uma intervenção lamentável pedindo a investigação do Ministério Público a factos ocorridos durante o jogo Leixões x FC Porto (“isto é um escândalo no futebol português!”, “isto tem de ser investigado!”, clamava...), concretamente aos golos sofridos pelo Beto, o guarda-redes leixonense, ao lance em que um dos defesas toca a bola com a mão dentro da área dando origem a um penalty a favor do FC Porto e ao lance em que o Laranjeiro atrasa mal e permite a intercepção do Hulk que acaba por marcar golo. Segundo Rui Santos, todas estas incidências foram propositadas por parte dos referidos jogadores por estarem já apalavrados com o FC Porto para a próxima época. No entanto “esqueceu-se” de pedir investigação e lançar idênticas suspeitas a um auto-golo do defesa leixonense Elvis, que deu a vitória ao SLB na Luz na semana anterior. Para este paladino da “verdade desportiva” – da sua, bem entendido – só nos jogos em que intervém o FC Porto acontecem casos estranhos e motivos para averiguação policial.


E é esta mesma pessoa que anda a tentar convencer meio mundo a assinar uma petição em que defende que o uso de novos meios tecnológicos permitiria defender a tão propalada “verdade desportiva”. Se os olhos que decidissem lances através de imagens fossem dos rui santos deste mundo estávamos bem entregues, porque esses não vêem todas as cores, apenas vêem algumas. E por falar nessa petição, parece-me fazer todo o sentido mudar o seu nome para: “Pela Verdade Desportiva do Rui Santos”…