Não há muito que dizer sobre este jogo que seguiu o destino
de muitos outros desta época. Entrámos bem, a bola correu, fizemos perigo e
marcámos cedo. No corredor direito Danilo e Ricardo estiveram em muito bom
plano; o trio do meio campo comandou o jogo; Jackson esteve muito activo e ficou
a pouca distância de marcar um golo excepcional. Foram agradáveis de ver esses minutos.
Fomos perdendo fulgor, embora o SLB tivesse andado sempre distante da nossa
baliza. Até que sucedeu a grande penalidade que Reyes provocou, em mais um erro
defensivo que não estranhamos porque passou a fazer parte da rotina da equipa a
que nos habituamos como uma inevitabilidade. A partir daí, a equipa
desorganizou-se e perdeu o rumo. Uma outra grande penalidade a nosso favor, por
falta bem conquistada por Martinez, permitiu-nos chegar em vantagem ao
intervalo.
Na segunda parte, o SLB ajustou as marcações e o FCP, também
como vem sendo hábito, perdeu fulgor. Defour e Herrera apresentavam desgaste e
a defesa tremia à mínima ameaça. Fabiano hesitou e a trave salvou-nos de sofrer
o empate. As substituições de Defour por Quintero, de Herrera por Josué e de
Quaresma por Kelvin não trouxeram melhorias significativas. A qualidade caiu em
flecha e o segundo tempo foi um bocejo. Apenas uma boa jogada e Quintero, em boa posição, a atirar ligeiramente ao lado.
Este jogo não deixou saudades, como não vai deixar o
campeonato. Foi o fim adequado a uma prestação bem longe dos nossos
pergaminhos. Pela negativa neste jogo destaco Quaresma, o pior em campo. À
defesa, falta liderança e Fabiano demonstrou fragilidades preocupantes. A equipa
parece exausta e Defour e Herrera deram o estoiro cedo demais. Mikel esteve
regular, combativo e a dar boas indicações e Ricardo confirmou ser um dos bons reforços
desta época. Foram os melhores e mais constantes neste jogo. Maicon, Reyes (que não percebo porque joga do lado esquerdo) e Alex estiveram irregulares e pouco seguros.
O Dragão teve pouca gente e há um sentimento de desilusão que
se percebe, mas que não justifica a deserção. A equipa não consegue interagir com os adeptos e a ligação é de
grande frieza. O que vi no Dragão Caixa na sexta-feira foi inolvidável; a
rapaziada do futebol tem muito aprender com os basquetebolistas. Mas, não
acredito que sejam capazes. Quaresma tem que rever os seus processos e atitudes.
A direcção deve ter uma conversa com o atleta e definir os limites. A próxima época não pode começar com equívocos.
Boas Férias !