Mostrar mensagens com a etiqueta Mikel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mikel. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Partilha de risco

O futebol é uma atividade de (elevado) risco, em que o sucesso de um futebolista num clube de topo, como é o caso do FC Porto, depende de variadíssimos factores.
Um desses factores, que é crítico, são as lesões.

Esta época, tivemos três exemplos de jogadores jovens que, à partida, pareciam ter tudo para darem o grande salto nas suas carreiras e, afinal, têm passado o tempo quase todo lesionados ou a recuperar de lesões.

Gonçalo Paciência (fonte: O JOGO, 09-09-2014)

Mikel (fonte: O JOGO, 05-01-2015)

Otávio (fonte: O JOGO, 06-01-2015)

Sou dos que penso que o recurso aos Fundos foi (é) fundamental para a competitividade das equipas portuguesas a nível europeu (o caso do SC Braga é o exemplo mais flagrante).

E uma das razões que me levam a ser favorável ao recurso aos Fundos (mediante regras claras) é precisamente a partilha do risco.

Porque investir, à cabeça, 8, 10 ou 15 milhões de euros no passe de um jogador, além de ser um investimento muito grande para uma SAD de um clube português, tem de ter retorno e não pode ficar demasiado sujeito a fatores imponderáveis, como é o caso das lesões.

domingo, 11 de maio de 2014

Mais do mesmo!


Não há muito que dizer sobre este jogo que seguiu o destino de muitos outros desta época. Entrámos bem, a bola correu, fizemos perigo e marcámos cedo. No corredor direito Danilo e Ricardo estiveram em muito bom plano; o trio do meio campo comandou o jogo; Jackson esteve muito activo e ficou a pouca distância de marcar um golo excepcional. Foram agradáveis de ver esses minutos. Fomos perdendo fulgor, embora o SLB tivesse andado sempre distante da nossa baliza. Até que sucedeu a grande penalidade que Reyes provocou, em mais um erro defensivo que não estranhamos porque passou a fazer parte da rotina da equipa a que nos habituamos como uma inevitabilidade. A partir daí, a equipa desorganizou-se e perdeu o rumo. Uma outra grande penalidade a nosso favor, por falta bem conquistada por Martinez, permitiu-nos chegar em vantagem ao intervalo.
Na segunda parte, o SLB ajustou as marcações e o FCP, também como vem sendo hábito, perdeu fulgor. Defour e Herrera apresentavam desgaste e a defesa tremia à mínima ameaça. Fabiano hesitou e a trave salvou-nos de sofrer o empate. As substituições de Defour por Quintero, de Herrera por Josué e de Quaresma por Kelvin não trouxeram melhorias significativas. A qualidade caiu em flecha e o segundo tempo foi um bocejo. Apenas uma boa jogada e Quintero,  em boa posição,  a atirar ligeiramente ao lado.

Este jogo não deixou saudades, como não vai deixar o campeonato. Foi o fim adequado a uma prestação bem longe dos nossos pergaminhos. Pela negativa neste jogo destaco Quaresma, o pior em campo. À defesa, falta liderança e Fabiano demonstrou fragilidades preocupantes. A equipa parece exausta e Defour e Herrera deram o estoiro cedo demais. Mikel esteve regular, combativo e a dar boas indicações e Ricardo confirmou ser um dos bons reforços desta época. Foram os melhores e mais constantes neste jogo. Maicon, Reyes (que não percebo porque joga do lado esquerdo) e Alex estiveram irregulares e pouco seguros.
O Dragão teve pouca gente e há um sentimento de desilusão que se percebe, mas que não justifica a deserção.  A equipa não consegue interagir com os adeptos e a ligação é de grande frieza. O que vi no Dragão Caixa na sexta-feira foi inolvidável; a rapaziada do futebol tem muito aprender com os basquetebolistas. Mas, não acredito que sejam capazes. Quaresma tem que rever os seus processos e atitudes. A direcção deve ter uma conversa com o atleta e definir os limites. A próxima época não pode começar com equívocos.
Boas Férias !